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sábado, 21 de novembro de 2020

Marilia Helena Vezzaro Izidoro Fialho e a fanfic “Meu melhor amigo é um dragão”, por Cida Simka e Sérgio Simka

Marilia Helena Vezzaro Izidoro Fialho - Foto divulgação

Marilia Helena Vezzaro Izidoro Fialho
tem 20 anos, é escritora da fanfic “Meu melhor amigo é um dragão” e cursa o 2º semestre de Pedagogia na Faculdade Anhanguera.

Fale-nos sobre você.

As histórias sempre fizeram parte da minha vida e com elas aprendi a falar e me comunicar com as pessoas. Eu as ouvia de forma tão apaixonada que quando conversava, principalmente com os adultos, usava frases, pequenos trechos do que tinha ouvido, nas minhas falas. Quem conhecia as histórias ou havia contado as mesmas para mim sabia... e se divertia. Minha mãe e algumas das minhas professoras percebiam isso e sempre comentavam.

Na verdade eu usei isso por um tempo para me expressar melhor e muitas pessoas achavam que era uma forma rebuscada de comunicação, mas era só uma maneira que eu encontrava para falar e me fazer entender. O que hoje me falam é que mesmo muito pequena eu era capaz de encaixar direitinho o que eu ouvia atentamente dos contos, na minha fala.

Eu adorava ir às livrarias. Era um universo sem fim de livros e eu podia ter todos eles naquele período. Eu os escolhia para leitura, mas muitas vezes me cansava dos livros pequenos e queria histórias grandes, então caminhava até outras prateleiras, outras sessões e escolhia publicações que mal podia carregar. Trazia para minha mãe que pacientemente dizia que eles não continham histórias... Eu não me conformava, queria que ela os lesse. Muitas vezes eram livros como o Código Civil Completo ou um grande dicionário e eu ficava na expectativa de uma longa história. 

Mas os anos se passaram e eu não deixei as histórias de lado, todo dia era um personagem, nos livros e na vida. Primeiro, apreciava ouvir, depois ler, mas sempre vivi muitos dos personagens e entrava em muitos deles, não só com as fantasias de pano, mas com aquelas que se encara, incorporando e fazendo com que a família tivesse que aceitar conviver no dia a dia, tendo que combinar naquele momento outros nomes, atitudes, características, que divertiam a todos e faziam até mesmo que meu comportamento mudasse, e para melhor!

A escola também oportunizou a leitura de forma generosa. Minhas professoras sempre leram enquanto eu era pequena e também ofereciam livros para que eu trouxesse para casa. Isso era tão bom, eu amava estes momentos, isso tornou esta época inesquecível!

Depois vieram os quadrinhos. Eu os devorava e lia praticamente um a cada dois dias, que eram os que tinha por assinatura. Mas isso passou a ser pouco, então comecei a ler mais quadrinhos pela internet, entrando também no mundo dos mangás.

Com isso surgiu a inspiração para o desenho. Passei a desenhar os personagens dos HQs e também a criar personagens inspirados nos que via diariamente, misturando-os e ganhando muitos fãs entre amigos e familiares.

Neste mundo dos quadrinhos na internet, conheci as fanfics, me apaixonei e comecei a criar histórias com meus personagens favoritos, misturando quadrinhos e um conto que gosto muito. Para quem ainda não conhece, as fanfics são como reescritas de histórias nas quais nos inspiramos para escrever outras, com novos personagens, cenários, época, unindo o que amamos com uma boa dose de criatividade.

Com o incentivo de algumas pessoas que acreditaram no que estava fazendo, resolvi publicar minha fanfic no Wattpad, que é um aplicativo que permite compartilhar histórias. Foi neste momento que comecei meu trajeto como escritora.

Você está publicando capítulos do fanfic “Meu melhor amigo é um dragão” na Wattpad. Fale-nos sobre esse livro. O que a motivou a escrevê-lo?

 “Meu melhor amigo é um dragão” é uma fanfic, uma história que mistura personagens de quadrinhos, contos e filmes. 

Minha inspiração vem de toda a minha vida de encantamento com as histórias dos livros, dos filmes, dos quadrinhos e também da internet. 

Perceber que podia criar minhas próprias histórias, não era novidade, mas poder publicá-las realmente foi a realização de um sonho.

Comecei a usar o Wattpad como leitora, porque ele é um aplicativo que oferece acesso a muitas publicações e passei a ler muito com ele. Mas com o tempo percebi que podia usá-lo para a publicação e desde então tenho periodicamente publicado capítulos que perpassam pelos caminhos de uma amizade inusitada e verdadeira, misturando também muita aventura e emoção. 

Para quem quiser conhecer minha fanfic “Meu melhor amigo é um dragão” já possui quinze capítulos. Meu perfil está como Marilia Helena. Vou adorar ver vocês por lá!

Como foi (e tem sido) o seu percurso de leitura e escrita? Nos anos de escolarização, você foi incentivada a ler e a escrever?

Meu percurso com a leitura e escrita foi uma grande aventura. Eu tinha muito interesse pelas histórias, paixão pela leitura, mas demorei um pouco mais do que o esperado para me alfabetizar. Isso foi muito doloroso. 

Contei com muito apoio da família e dos professores, mas posso dizer que também fui muito persistente. Nunca desisti, nunca me deixei abater. De um jeito ou de outro eu “lia”. Estava sempre com os livros e com as histórias. 

A escola é sempre mais amorosa enquanto você é pequena. Os amigos, os professores, todos te acolhem. Quando você cresce e vai para o fundamental II e posteriormente para o ensino médio não é bem assim. Se você não tem a mesma facilidade, se você não tem a mesma fluência, alguém vai notar e isso pode ser motivo de comentários e de situações embaraçosas. 

Por isso, eu me dediquei muito, muito mesmo. Eu não faltava com uma lição, com um estudo, com uma revisão sequer. Se tivesse que ler em voz alta, apresentar um trabalho estudava muito mais do que o esperado, pois era necessário, mas neste momento também pude contar com o incentivo de colegas e professores.

A escola foi um período de extremo esforço, mas também de superação.

A resposta a tudo isso é que amo ler e amo escrever.

O que tem lido ultimamente?

Eu leio muitas publicações do Wattpad, em especial as fanfics, porque adoro e porque são repertório para o meu trabalho como escritora.

Mas também recebi a indicação de leitura de dois livros de Dan Brown, “O Código da Vinci” e “O Símbolo Perdido”.

Iniciei a leitura da primeira sugestão, na perspectiva de apreciar a foco descritivo deste autor ao narrar as cenas, que segundo a indicação, poderiam contribuir na qualificação da minha escrita.

Que dica pode fornecer a quem não gosta de ler?

Acredito que quem não gosta de ler apenas não encontrou o seu “tipo” de leitura ideal. Às vezes a família ou a escola exigem leituras que não apreciamos. Precisamos procurar todo tipo de leitura e com isso encontramos o que mais gostamos, “despertamos” o gosto e depois criamos o hábito.

Minha dica é “Se você não gosta de ler, leia de tudo, certamente vai encontrar algo que lhe agrade”.

Mas se for uma criança, leia para ela, deixe-a “ler”, leve-a às livrarias, às bibliotecas, deixe-a se apaixonar pelas histórias, pelos livros, se ela tiver este contato, a paixão será inevitável, pode apostar!

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Eu também sou desenhista amadora. Desenho todos os personagens das minhas histórias e outros que crio ou recrio a partir de fusões entre vários personagens.

Já tenho mais histórias para publicar e penso em escrever um livro infantil com ilustrações próprias.

Link para o fanfic:

https://www.wattpad.com/868779598-meu-melhor-amigo-%C3%A9-um-drag%C3%A3o-cap%C3%ADtulo-1-minha


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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