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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Resenha: O Diário de Anne Frank

Olá leitores!
Sempre me interessei muito por livros nos quais o contexto histórico, tivesse como pano de fundo o período da 2.ª Guerra Mundial. E destas obras, uma que li ainda muito jovem e me emocionei bastante, foi O Diário de Anne Frank.

O livro conta a história da garota judia Anne Frank que em 12 de junho de 1942, ganha de presente de aniversário um diário e passa a relatar sua rotina, seus sentimentos e pensamentos. Entretanto, este período comum na vida da jovem é brutalmente alterado pela guerra e suas leis antissemitas contra os judeus, os quais começaram a sofrer várias proibições que não lhes permitiam entre outras coisas: andar de carro e de transporte público; sair às ruas depois das oito da noite; ficar no quintal ou na varanda de suas casas; frequentar lugares de lazer, visitar os que eram cristãos, etc.

Com estes impedimentos, Otto Frank, pai de Anne, preocupado com o rumo que a situação poderia alcançar, decide levar a família para viver em um esconderijo localizado em um anexo secreto de seu escritório. Então, em 9 de julho de 1942, Anne sua mãe Editt e sua irmã Margot abandonam o lar e vão para o esconderijo. Durante o período em que viveram reclusos, a família foi auxiliada por alguns amigos que eram funcionários do escritório:

"Papai não tinha muita gente trabalhando no escritório, só o Sr. Kugler, o Sr. Kleiman, Miep e uma datilografa de 23 anos que se chamava Bep Voskuijl, e todos estavam informados de nossa ida." (trecho do diário)


A difícil adaptação a uma vida de limitações, o complicado convívio em meio a um clima constantemente tenso, as transformações sofridas por cada um e a angústia dos dias que se passavam cobertos de medo, uma vez que a cada barulho diferente todos temiam serem encontrados pelos nazistas e mortos a tiros, são temas recorrentes nas páginas do diário.

Em 13 de julho de 1942, mais moradores chegam ao esconderijo: o Sr. Hermann van Daan (nome verdadeiro Hermann van Pels), Petronella van Dan (Auguste van Pels) e Peter van Dan (Peter van Pels). E no dia 17 de novembro de 1942, o anexo recebe seu último morador: o dentista Albert Dussel (que, na verdade se chamava Fritz Pfeffer).

Em várias passagens do diário é possível notar que Anne Frank tem uma personalidade forte e difícil, repleta de crises temperamentais e existenciais comuns a qualquer adolescente de dua idade. Todavia aos poucos ela alcança um grande amadurecimento e pautada em uma fé que não cessa, sempre constrói perspectivas para o futuro fora do esconderijo.

"Para mim, é praticamente impossível construir a vida sobre um alicerce de caos, sofrimento e morte. Vejo o mundo se transformado aos poucos em numa selva, ouço o trovão que se aproxima e que, um dia, irá nos destruir também, sinto o sofrimento de milhões. E, mesmo assim, quando olho para o céu, sito de algum modo que tudo mudará para melhor, que a crueldade também terminará, que a paz e a tranquilidade voltarão. Enquanto isso, devo me agarrar aos meus ideais. Talvez chegue o dia em possa realizá-los!" (trecho do diário)

Entretanto, suas expectativas não se concretizam, pois, infelizmente os nazistas descobrem o anexo secreto e todos seus moradores são levados para uma prisão holandesa e posteriormente para o campo Westerbork de triagem de judeus, até serem transferidos para Auschwitz. Anne Frank morreu de tifo, durante o inverno de 1945 aos quinze anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, local para onde fora enviada com sua irmã Margot. 

O Diário de Anne Frank é um fiel, verídico e emocionante relato de um dos períodos mais tristes, vergonhosos, cruéis e degradantes da história da humanidade, através do olhar e das sinceras palavras permeadas de emoção de uma jovem que teve sua vida interrompida bruscamente em consequência das atitudes e ideias insanas e bárbaras de Adolf Hitler.

O vídeo a seguir, é uma representação de como era o anexo secreto:





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sábado, 23 de junho de 2018

O Diário de Anne Frank em quadrinhos


Em 1942, Anne Frank, uma garota judia de apenas 13 anos, é forçada a se esconder com a família diante das constantes ameaças dos nazistas. Em seu diário, ela narra a própria história, privada do mundo exterior, enquanto sonha em ter sua liberdade de volta. Por meio dele, podemos acessar os sentimentos mais profundos da garota que, presa por tanto tempo em um pequeno abrigo com outras sete pessoas, ainda se revela uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.

Anne Frank não conquista a tão sonhada liberdade, mas sua história sobrevive.

O diário de Anne Frank em quadrinhos é uma adaptação do título O anexo: notas do diário de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944, um relato doce e, ao mesmo tempo, melancólico da menina judia e sua experiência durante a Segunda Guerra.

Páginas: 96 • Formato: 17,5 x 24 cm • Acabamento: Brochura • ISBN: 9788582863367 • Código: 12663 • Área temática: Graphic novels • Editora Nemo • Edição: 1

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