Quem foi Charles Dickens?, por Ademir Pascale

Charles Dickens "Com poucos anos de idade, Dickens carregava o peso de sustentar a devedora e pobre família." *Por Ademir Pasc...

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sábado, 25 de abril de 2020

Ilustração retrata realidade com pitadas de ficção e vice-versa

Hana Luzia - Foto divulgação
Cepe Editora tem recorrido à técnica em suas publicações mensais e literárias para expressar conceitos densos e abstratos

Dizia o filósofo chinês Confúcio: "uma imagem vale mais do que mil palavras". Nem sempre. Às vezes a imagem funciona como um complemento das palavras, um respiro dentro do texto jornalístico ou literário, algo que comunica mais rapidamente, somente para se ter ideia do que o texto nos irá apresentar. É um preview, um trailer. Quantas pessoas não julgam o livro pela capa? Seja uma fotografia ou uma ilustração, o recurso gráfico é o primeiro a atrair o olhar. Não nos enganemos. Julgamos, sim, pela aparência. Mas enquanto a fotografia é recurso mais utilizado para mostrar a vida como ela é, a ilustração materializa em desenhos realidades mais subjetivas, menos palpáveis. Nas publicações da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) é comum o uso de ilustrações, não apenas nos livros infantis, mas também nas capas das obras literárias, e nas duas publicações mensais, a Revista Continente e o jornal literário Suplemento Pernambuco.  

Este último é basicamente ilustrado, como nos explica a coordenadora de arte Hana Luzia: "O Suplemento Pernambuco, por ser um veículo que trata majoritariamente sobre literatura, necessita de uma abordagem mais poética, focada em ilustrar os conceitos das obras. As fotografias são mais utilizadas quando o foco da matéria é sobre o autor ou autora, ou nas capas dos livros nas resenhas. Portanto, para não haver desgaste imagético a partir do uso de retratos de rostos, sempre optamos por usar mais ilustrações que fotografias", explica.  

Apesar de utilizar menos a ilustração, a Revista Continente tem feito uso do recurso com mais frequência nos últimos anos.  "As ilustrações exploram realidades que as fotografias não alcançariam. É também uma releitura do texto, sob os olhos de quem está ilustrando. É um recurso que valoriza a publicação, em tempos de constantes crises no mercado editorial", opina o designer da Revista Continente, Jânio Santos. O superintendente de produção editorial, Luiz Arrais, explica que a maior densidade dos textos tem colocado a revista nesse caminho. Assim como as capas dos livros da editora. Mas também não descarta como justificativa para o boom da ilustração um movimento de retorno ao uso dos traços, como nos tempos em que não havia fotografia. "Enquanto há sites que disponibilizam fotos gratuitamente, o custo de encomendar ilustrações é alto e tem um caráter de exclusividade, o que agrega valor ao produto editorial", pontua Arrais. 

Mesma opinião tem a designer Hallina Beltrão. Ela acredita em uma predominância da ilustração em relação à fotografia não somente dentro dos periódicos literários, mas como a volta de uma tendência. "Na literatura, uma área que tem temas predominantemente abstratos, é muito mais fácil recorrer a uma ilustração, onde 'tudo é possível' e os recursos são ilimitados. Mas vejo esse movimento de retorno também em outras áreas como a música e o cinema. Muitas capas de livros, de discos e cartazes de filmes estão fazendo esse caminho de volta às ilustrações e isso é maravilhoso", comemora a designer. 

Já a também designer Karina Freitas concorda que há atualmente um aquecimento do mercado de ilustração. "Mas não de uma linguagem em detrimento da outra", esclarece. Karina está fazendo as ilustrações da série Viagem ao país do futuro, projeto de parceria entre a Cepe e o jornal português O Público, que consiste em 12 reportagens sobre o Brasil visto através da literatura. A autoria das matérias é da jornalista portuguesa Isabel Lucas. Ao final, as matérias serão transformadas em livro. "É um projeto desafiador", resume a designer, que alia fotografias e ilustrações, em um processo de colagem digital. Karina também usou a mesma técnica para criar as capas dos livros da série Ficcionais, que narra o processo criativo de autores, bem como suas referências, inspirações e toda a mudança emocional e física que a escrita proporciona. "Mexeu muito comigo, foi quando comecei a me questionar como ilustradora. A técnica me permitiu falar do real sem ser literal. Era uma maneira de também fazer ficção, com uso de imagens que existem muito na esfera do impossível, do impensável", explica Karina. Para ela, a colagem pode ser lida de várias formas, disposta em várias camadas, brincando com o espaço/tempo.  

ILUSTRANDO

Como expressar em imagens um ensaio de uma psicanalista sobre cartas de suicidas? A matéria de capa da Revista Continente de setembro 2018 trazia o título Ponto Final, com o belo traço da artista visual Clara Moreira. "Optamos por ilustrar toda a matéria, não só a capa, simplesmente porque o tema não possibilitava uso de outra coisa que não fosse ilustração. Então nem chegamos a avaliar se usaríamos fotos ou ilustrações", recorda Jânio.

Outra capa e conteúdo da Revista Continente, a de março, sobre o uso de smartphones, foi ilustrada por Hallina Beltrão. "O recurso da ilustração traz desenhos pensados para o próprio texto, dando mais destaque ao produto que iremos ofertar. Daí, ao definirmos pela ilustração, contactamos a ilustradora e conversamos sobre nossas ideias e objetivos, como um briefing (importante acrescentar também como se dá a seleção de ilustradores, já que são infindáveis estilos de desenhos). Neste caso, definimos por Hallina pois é uma ilustradora que tem um estilo que achamos ser o mais adequado para o que a matéria pedia",explica Jânio. 

Hallina diz não saber se existe uma definição para o estilo dos seus desenhos. "Mas os meus trabalhos têm muito da minha personalidade e muito da minha intuição também. As cores saturadas, a alegria e os traços mais femininos, que são detalhes bem marcados do meu estilo, sempre saíram naturalmente. Acho que é uma coisa que sempre tive", declara a designer, que ilustrou também a capa do livro Condenados à Vida, de Raimundo Carrero, seu trabalho mais desafiador para a Cepe. "Por ser um livro que reunia quatro livros da obra do autor, precisei pensar bastante em como poderia representar aqueles quatro títulos em uma só imagem".

Também leva a assinatura de Hallina a capa do infantil lançado recentemente, A domadora de palíndromos, de Fred Bellintani. O processo criativo dos desenhos começa com algumas leituras do texto do livro. "Geralmente leio entre duas e três vezes a história para começar a imaginar os personagens, cenários, cores. Para esse livro específico, também procurei inspiração vendo cartazes antigos de circo, filmes e tentando resgatar minhas memórias pessoais sobre a vida circense, que é um tema que sempre me encantou, desde criança", reflete. 

A leitura do texto que se vai ilustrar, claro, é primordial para o trabalho. "Muito difícil trabalhar com literatura sem querer ou gostar de ler. Muitas vezes a ideia sai de uma frase, uma palavra e até uma entonação do autor. Não podemos também ser literais, principalmente em temas mais abstratos como emoções. Como somos uma publicação mensal, temos tempo para ler, discutir, pesquisar referências, ou seja, trabalhar o texto visualmente, muitas vezes através de figuras de linguagens visuais (retórica visual)", explica Hana. Segundo ela, não há um estilo definido para as ilustrações do Suplemento Pernambuco. E é melhor que não haja, para não incorrer em repetição. "Sendo o Pernambuco um grande espaço livre para expressão gráfica, trabalhamos com uma equipe diversa (tanto na equipe fixa quanto nos colaboradores externos), de estilos e técnicas diferentes. Já tivemos ilustrações com bordado, pintura digital, colagem manual e digital, códigos aleatórios em javascript, entre outros", enumera Hana.

PRÊMIO

Ano passado, o Pernambuco recebeu três prêmios Brasil Design Awards, maior e mais importante premiação do design nacional. O jornal literário foi premiado na categoria Design Editorial com três capas. Uma delas, Vidas Secas, de setembro de 2018, assinada por Hana com colaboração de Maria Júlia Monteiro, lembrou os 80 anos do livro homônimo de Graciliano Ramos, conectando ao tempo atual, quando o Brasil voltou ao mapa da fome. "Para esta edição a ideia principal foi trazer a memória da (cadela) Baleia, personagem marcante da obra, assim como uma homenagem e releitura do sol de Aldemir Martins (primeira edição de 1938) que é um marco na memória visual da obra. A cor vermelha, principal cor da edição, é uma metáfora ao calor e à violência, mas desta vez a violência da pobreza. As linhas brancas que delineiam o título da capa, assim como as variações de sol e as rachaduras (internas), representam a claridade, reforçando, por meio do contraste, uma incandescência. Também é uma alusão à caatinga e terra avermelhada descrita por Graciliano por 'um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas'. As cabeças de Baleia e Graciliano também remontam às carcaças de animais que costumam figurar em paisagem de seca", detalha Hana. 
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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Cepe Editora lança coletânea que reúne obra do pernambucano Augusto Rodrigues


O pernambucano Augusto Rodrigues (1913- 1993) foi um homem múltiplo e intenso. Educador, pintor, caricaturista, desenhista, ilustrador, gravador, fotógrafo, jornalista e poeta, legou ao Brasil um acervo único em todas as linguagens artísticas em que transitou. Foi o mais importante caricaturista brasileiro da 2ª Guerra Mundial e teve Adolf Hitler como principal alvo de seus traços no combate à tirania. Liderou um movimento nacional que permitiu a inclusão da Arte no ensino público em proposta baseada na liberdade. Criou, e ajudou a fundar, mais de uma centena de Escolinhas de Arte no Brasil e na América Latina, tendo sua preocupação com a educação para além dos quadros-negros reconhecida mundialmente. Incentivador da cultura popular, revelou para o país expoentes como o Mestre Vitalino de Caruaru. Suas muitas contribuições e significativa obra são agora apresentadas em coletânea  lançada pela Cepe Editora na próxima sexta-feira (24).

Com projeto, pesquisa e organização do jornalista, desenhista e fotógrafo Antônio Carlos Rodrigues, filho de Augusto Rodrigues, a coletânea reúne em quatro livros (capa dura e papel couché) as ideias, ideais, história de vida e acervo do multiartista nos campos da caricatura/charge, educação, fotografia e pintura. Um trabalho iniciado há mais de duas décadas por Antônio e que também se revelou uma jornada pessoal significativa. “Revisitar de forma tão intensa a sua obra foi uma das experiências fundamentais de minha vida. Redescobri meu pai, que no final ressurgiu como uma pessoa ainda mais genial do que considerava antes. Continua sendo um mistério como ele encontrou tempo para realizar uma obra tão ampla, numerosa e significativa”, assegura.

Recifense, Augusto cresceu em uma família (os Rodrigues) de jornalistas, escritores e artistas. Aos 13 anos de idade, com o primo Nelson (que se tornaria o mais importante dramaturgo brasileiro), dava os primeiros passos no jornalismo com o ácido tabloide Alma Infantil. Aos 16 anos, com Hélio Feijó, Percy Lau e Nestor Silva, criou o Grupo dos Independentes, célula que mais tarde daria origem ao I Salão de Arte Moderna de Pernambuco. Aos 20 anos, começou a trabalhar como caricaturista no Diario de Pernambuco, revelando nos desenhos sua predileção à crítica aos poderosos. Aos 21, ao lado de  Guignard e Portinari participou de exposição da Associação dos Artistas Brasileiros, no Rio de Janeiro (então capital do Brasil), para onde se mudaria em definitivo no ano seguinte (1935).

Suas charges e caricaturas estamparam as páginas dos principais veículos da imprensa brasileira, como a revista O Cruzeiro, O Estado de São Paulo e os Diários Associados de Assis Chateaubriand, tornado-se o primeiro caricaturista a sair em rede nacional de jornais. Acreditava ser a caricatura um “instrumento direto para atingir fins políticos e humanos, ajudando a preservar a dignidade do homem e a liberdade da arte”. Também teve participação efetiva na fundação de outros veículos, como a Revista Diretrizes (que tinha entre seus colaboradores Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Jorge Amado, José Lins do Rego e Manuel Bandeira) e o Última Hora, de Samuel Wainer, que o considerava o melhor chargista da história da imprensa brasileira.

No prefácio do livro Augusto Rodrigues, Caricaturista (245 páginas, mais de 150 imagens entre fotos, registros jornalísticos e desenhos produzidos entre 1931 e 1993), o jornalista José Hamilton Ribeiro destaca que o trabalho de Augusto permitiu ao brasileiro compreender os desdobramentos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o maior conflito armado da história.  “O primeiro lance genial de Augusto foi ver que a Humanidade dependia, naquele momento, do que iria acontecer com um homem que, por ventura, era quase uma caricatura viva: Adolf Hitler. E pegou no pé dessa figura, com talento e humor, até vê-la desaparecer da guerra — mas não da História.[...] E o lance de fazer de Hitler seu personagem-símbolo revela o quão bom jornalista ele era: seguindo o Fuehrer, a pessoa acabava triando o mais importante da guerra.”

Assim como no desenho (são clássicas as caricaturas de ícones da cultura e da política nacional), sua pintura tinha fascínio pela figura humana, sobretudo, a feminina. Ao recifense, o mineiro Carlos Drummond de Andrade dedicou o poema Pintor de Mulheres (Este pintor/sabe o corpo feminino e seus possíveis/de linha e de volume reinventados./Sabe a melodia do corpo em variações entrecruzadas./Lê o código do corpo, de A ao infinito/dos signos e das curvas que dão vontade de morrer/de santo orgasmo e de beleza). E são as mulheres que essencialmente se apresentam em intensidade e lirismo no livro Augusto Rodrigues, Artista (181 páginas, 187 imagens entre fotos, singelos bilhetes como os de Cora Coralina, Drummond, Fernanda Montenegro e reproduções de trabalhos em diversas técnicas).

O livro revela ainda sua grande preocupação com os rumos da arte no Brasil. Em iniciativas coletivas (ao lado de nomes como Cícero Dias, Di Cavalcanti, Segall, Portinari, Francisco Brennand e Lula Cardoso Ayres) ou individuais esteve presente em todos os movimentos plásticos (populares ou de vanguarda) que abriram novos fronts culturais no país. Começou a se interessar por arte popular logo após participar do I Congresso Afro-Brasileiro (1934), passando a ser uma das mais ativas vozes de defesa. Em 1942, levou o grupo Pás Douradas, do Recife, para se apresentar no Museu de Belas Artes (RJ) em uma de suas exposições. Em 1947, organizou a Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana, na Biblioteca Castro Alves do Instituto Nacional do Livro (RJ), impactando a elite intelectual com a arte de Vitalino de Caruaru.

Educação - Para Augusto Rodrigues, que como jornalista acompanhou os horrores provocados pelas guerras, a educação era o único caminho possível  para a cultura de paz. Acreditava que apenas assegurando às crianças ambientes de liberdade, diálogo e estímulo criativo é que se poderia conquistar bases para sociedades estruturalmente solidárias. Convicção espelhada em sua própria experiência de vida:  Augusto Rodrigues foi expulso de todas as escolas que passou (escolas tristes e sombrias, como dizia) por não concordar com a prática educacional. “Na escola primária, pude observar que tentavam nos ensinar tudo aquilo que não estávamos interessados em aprender e retirar de nós o direito inalienável de nos exprimirmos livremente, impedindo o desenvolvimento de nossa criatividade, coisa fundamental para a nossa sobrevivência”, destacou certa vez em entrevista.

A semente desta transformação foi plantada em 1948, ano de fundação da primeira Escolinha de Arte do Brasil, que funcionava em um pequeno espaço na Biblioteca Castro Alves (RJ). O que começou com alguns papéis e pincéis e empenho de  Augusto Rodrigues, da artista americana Margaret Spencer e da professora Lúcia Alencastro Valentim, logo se transformou em um movimento nacional apoiado por artistas, intelectuais e educadores.

A experiência exitosa das Escolinhas de Artes, que estimulou intercâmbios entre países, formação de professores e reconhecimento internacional, é contada no livro Augusto Rodrigues, Educador (109 páginas, 63 imagens entre fotos, reportagens e trabalhos de alunos)através de entrevistas concedidas pelo próprio Augusto, reportagens, depoimentos e textos assinados por nomes como Anísio Teixeira (jurista, escritor e um dos mais importantes nomes da educação no Brasil), Aníbal Machado (professor e ensaísta), Artur da Távola (escritor e jornalista), Rubem Braga (escritor e jornalista) e Noêmia Varela, que ao lado de Augusto Rodrigues, Paulo Freire, Francisco Brennand, Aloísio Magalhães, Hermilo Borba Filho e Lula Cardoso Ayres criou a Escolinha de Arte do Recife, em 1953.

Fotógrafo - Entre maio de 1968 e outubro de 1969, a escritora Clarice Lispector manteve a seção Diálogos Possíveis, na Revista Manchete, espaço para entrevistas com nomes importantes da cultura nacional. Entre as 42 selecionadas que foram reunidas no livro Entrevistas (Rocco, 2007), estava a de Augusto Rodrigues. Sobre ele Clarice escreveu: “Era uma vez um homem bom, muito inteligente, cheio de talento para desenho e fotografia, e cheio de amor ao próximo. Este homem se chama Augusto Rodrigues e mora num dos lugares mais bonitos do Brasil, o Largo do Boticário, entre árvores e pássaros e borboletas.”

O livro Augusto Rodrigues, Fotógrafo (149 páginas e 125 imagens) aborda muito dessa relação do artista com o Largo do Boticário - recanto histórico e natural localizado no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, para onde ele se mudou nos anos 1950.

Morador da casa de número 1, que tinha jardins de Burle Marx, Augusto Rodrigues foi um aguerrido defensor do reduto secular, que escapou de ser totalmente destruído nos anos 1960 exclusivamente pela resistência de seus moradores. As fotos são uma narrativa do cotidiano acolhedor do espaço, com seus casarões, Mata Atlântica, personagens anônimos e as mulheres, que nunca deixaram de preencher o universo criador do artista. “Augusto Rodrigues vivenciou tudo com um pincel numa mão e uma máquina fotográfica na outra. Suas fotografias têm importância por vários motivos. Primeiro, porque retratam, com a sensibilidade de um grande artista, um dos momentos áureos da vida carioca, quando com vigor reinaram na cidade a esperança, a alegria, a criatividade e a sensualidade de seu povo. Depois, porque revelam mais um aspecto da vasta obra do artista que, além de fotografar, desenhou, pintou, fez esculturas, caricaturas, ilustrações, foi figurativo e abstrato”, afirma em texto Antônio Carlos Rodrigues.

Devido a pandemia do coronavírus, o lançamento será virtual. Todos os títulos podem ser encontrados na loja online da Cepe Editora.

Serviço:

Preço dos livros:

Augusto Rodrigues, Artista : R$ 80,00
Augusto Rodrigues, Caricaturista: R$ 100,00
Augusto Rodrigues, Fotógrafo: R$ 70,00
Augusto Rodrigues, Educador: R$ 50,00
Box com os quatro livros: R$ 250,00

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Cláudio Lacerda é homenageado na Alepe e lança o livro “Perdão, Joana”

Cláudio Lacerda - Foto:
Cirurgião e hepatologista pernambucano recebe a “Medalha Joaquim Nabuco” do deputado Alberto Feitosa e realiza noite de autógrafos da sua nova obra, reúne artigos sobre vivências profissionais e pessoais

O médico e professor Cláudio Lacerda recebe nesta quarta-feira (30), às 18h, no salão de eventos da Assembleia Legislativa de Pernambuco a condecoração “Medalha Joaquim Nabuco, classe ouro”, nesta quarta-feira (30), às 18h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A entrega da honraria é de iniciativa do deputado estadual Alberto Feitosa pelo expressivo trabalho desenvolvido pelo médico em prol da população com o programa público de transplante de fígado, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz.

Na ocasião, Cláudio Lacerda realiza também noite de autógrafos do seu livro “Perdão, Joana – Crônicas pela Lente de um Cirurgião”. Coletânea de artigos, a obra apresenta a visão crítica e opinativa do autor, tendo como principais balizadores seu espírito entusiasta sobre a sociedade e seu forte senso de justiça. Neste sentido, a publicação apresenta diversos temas que envolvem experiências vividas no âmbito pessoal e profissional, como medicina, política e educação.

À frente da Unidade de Transplante de Fígado (UTF), baseada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz e com atuação também nos hospitais Jayme da Fonte e Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP), Cláudio Lacerda é reconhecido no meio profissional, acadêmico e social como um homem de postura reta, opinião firme e de um olhar especial para as fragilidades do ser humano. Assim, sua inquietude na observação da sociedade atual, produziu um livro repleto de situações, argumentos e relatos sobre a grandeza e a mesquinhez humana.

“Em “Perdão, Joana” não falo unicamente sobre fatos e situações da minha vida profissional à frente de um dos maiores programas de transplante de fígado do mundo, certamente o que lida com a população mais desfavorecida, mas também sobre meu olhar como cidadão diante dos contextos da sociedade. Saio da minha zona de conforto e, em muitos momentos, assumo posições ditas como politicamente incorretas”, enfatiza o autor.

Com capa assinada pelo ilustrador pernambucano Edson Menezes e editado pela Cepe, o livro tem crônicas catalogadas em seis capítulos, “Transplante de Fígado”, “Política”, “Educação Médica”, “Mestres”, “Cláudio Gomes” e “Clube”. No primeiro, Cláudio Lacerda revive vitórias e derrotas enquanto cirurgião e chefe da UTF, tendo como destaque o relato sobre um dos seus marcantes casos de perda, a história de uma jovem que, contrariando as expectativas, veio a falecer na mesa de cirurgia, artigo que inspira a capa e o nome da obra.

“O caso de Joana deixou-me devastado, arrastou-me para uma esfera de reflexões intensas e amargas, com dolorosa sensação de impotência. O olhar enigmático e o forte aperto de mão, que logo me pareceu um mau presságio como uma despedida, jamais se apagarão da minha mente. Aquela cena e a partida inesperada de Joana foram de grande aprendizado. A vontade de pedir perdão, a ela e aos seus familiares, permanece, mas a certeza de que não negligenciamos e que fizemos tudo que a medicina poderia realizar naquele momento me deixou em paz, e firme para cuidar do próximo paciente”, considera Lacerda.

Em “Política”, o médico entra em assuntos delicados e critica a gratuidade irrestrita nas universidades públicas e as isenções fiscais para instituições de ensino, corporações religiosas, hospitais filantrópicos e clubes de futebol; entre outros pontos.

Já no capítulo “Educação Médica”, Lacerda fala sobre comprometimento profissional; o ensino médico atual em Pernambuco; e seu trabalho à frente do curso de Medicina da Uninassau (Recife-PE). No capítulo “Mestres” é possível compreender a importância que grandes nomes da medicina tiveram na sua formação. Entre eles, destaque para Silvano Raia e Salomão Kelner.

Relatando uma das mais marcantes vivências da sua carreira, Cláudio Lacerda não se cala, não se omite com relação ao caso “Cláudio Gomes”, amplamente divulgado na imprensa local e nacional. No capítulo, que leva o nome do colega, o autor se posiciona firmemente sobre os fatos, deixando clara sua inquietude e discordância sobre muitos aspectos em questão.

Por fim, o livro se encerra com o “Clube”, onde o cirurgião relata sobre suas vivências sociais.

A venda de “Perdão, Joana – Crônicas pela Lente de um Cirurgião” será revertida integralmente para a Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (APAF), ONG que dá suporte socioassistencial aos pacientes carentes atendidos pela Unidade de Transplante de Fígado (UTF/HUOC). O livro pode ser adquirido pelo preço de R$ 70,00 (setenta reais) e está disponível na Casa de Acolhimento APAF.

SOBRE O AUTOR - Cláudio Lacerda, natural do Recife (1953), é médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco (1976). Fez residência em cirurgia geral na Universidade Federal de Pernambuco (1978) e estágio no Guy’ Hospital de Londres (1980).  Mestre em cirurgia pela UFPE (1992). Doutor em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo, onde trabalhou na Unidade de Fígado (de 1987 a 1991). Dirige o curso de Medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau (2012), é professor Titular de Cirurgia Abdominal da Universidade de Pernambuco (1997) e professor associado de cirurgia abdominal da UFPE. Realizou o primeiro transplante de fígado do Norte-Nordeste (1993). É chefe do Serviço de Cirurgia Abdominal e Transplante de Fígado do HUOC da UPE, do Hospital Jayme da Fonte, do IMIP e do HNSN (PB). Fundou e preside a Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (2002).

SERVIÇO
Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado
R. Arnóbio Marquês, 310 - Santo Amaro, Recife
3184.1244 | 3222.8868
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Clementina Duarte: a joia brasileira do design mundial

Clementina Duarte, Brasília, 2005. Foto Tico Fonseca
A Cepe Editora, em nome do governo de Pernambuco, presta homenagem à artista com lançamento do livro Clementina Duarte: 50 anos de Arte e Design, dia 6 de dezembro, no Museu do Estado (Mepe)

Grande nome do design de joias brasileiro, Clementina Duarte é conhecida e reconhecida no mundo inteiro por suas criações inovadoras produzidas há cinco décadas.  Em homenagem ao trabalho da pernambucana radicada em São Paulo, a Cepe lança o livro-catálogo Clementina Duarte: 50 anos de Arte e Design, dia 6 de dezembro, às 19h, no Museu do Estado, nas Graças.

Com 344 páginas, a obra bilíngue traz mais de 200 fotografias das preciosas, premiadas e famosas criações de Clementina, expostas no mundo inteiro, encomendadas e usadas por anônimas, princesas e rainhas. Já criou joias de casamento da Princesa de Abu-Dhabi; para a então primeira-dama da França, Danielle Miterrand; para a Rainha Elizabeth II; para a primeira-dama da Rússia Lyudmilla Putin; e para a senadora Hillary Clinton. Mas a maioria das clientes da designer são suas conterrâneas.

Por isso a turnê brasileira de lançamento do livro começa no Recife, com direito a exposição de fotos das joias, sob curadoria da crítica de arte paulistana Ana Cristina Carvalho, que também escreve no livro, ressaltando a incessante busca de Clementina pela pesquisa de técnicas e materiais e pelo apuro e rigor do design. "Essa produção internacional e atemporal expressa a elegância e a tradição da ideia de beleza clássica do seu requintado trabalho e procura responder aos desejos e sonhos das princesas e rainhas do imaginário das mulheres do mundo", define Ana Cristina.

O livro também traz bibliografia, cronologia e textos selecionados pelo marido de Clementina, Nelson dos Anjos, escritos por especialistas e escritores como Gilberto Freyre, a jornalista americana Cynthia Unninayar, editora-chefe da publicação americana International Jeweler Magazine, e dos arquitetos Oscar Niemeyer e Charlotte Perriand - criadora do mobiliário de Le Corbusier. Esses dois últimos inspiraram e incentivaram Clementina a se tornar designer de joias e a se inspirar no Modernismo quando ainda era estudante de Arquitetura, profissão que deixou de lado para se dedicar à joalheria. 

Nascida no Recife em 1941, já desenhou mais de seis mil joias, sendo a maioria delas exclusivas. Graduada e pós-graduada em Arquitetura, Clementina descobriu o Barroco nas igrejas e o Modernismo em Brasília.  "Em 1966, viajei para a França com uma bolsa de estudo do Governo Francês, para estagiar nas cadeiras de Estética, História da Arquitetura Medieval e Design. Este foi o curso mais importante para minha formação", confessa a designer, que também se inspira na cultura francesa e na exuberante natureza brasileira

E assim brincos, colares, aneis, broches, pulseiras e até joias de vestir têm adquirido formas ora ousadas, ora delicadas, feitas com fios de ouro, prata, diamantes, turquesas, ouro branco, amarelo, rubis, topázio, pérolas, tanzanita, rubelita e morganita. Em 1967, o estilista Pierre Cardin já tinha caído de amores pelas obras de Clementina e, pela primeira vez, a joia moderna se aliava à moda. 
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sábado, 22 de setembro de 2018

Coleção É Campeão! reúne oito volumes com perfis de grandes nomes do atletismo pernambucano e será lançada dia 22 de setembro na Fenelivro

Cepe homenageia ícones esportivos 

Futebol, vôlei, natação, handebol, basquete... Atletas paralímpicos, olímpicos, ídolos locais, nacionais e até internacionais foram escolhidos para fazer parte da coleção É Campeão!, editada pela Cepe e idealizada pelo jornalista Marcelo Cavalcante. São oito ícones do esporte pernambucano que serão apresentados ao leitor em forma de perfis biográficos curtos que dão uma geral da carreira e das conquistas. O lançamento ocorre no dia 22 de setembro, às 17h, durante a 4ª Feira Nordestina do Livro (Fenelivro), no Centro de Convenções de Pernambuco.

"Trata-se da primeira incursão da Cepe Editora no campo esportivo. Nosso propósito é destacar atletas vencedores em diferentes setores, contribuindo para a difusão da prática esportiva em Pernambuco, especialmente entre os mais jovens", declara o presidente da Cepe, Ricardo Leitão.

"Todos os atletas que estão nesse projeto são ícones daquilo que eles fazem. O fato de eles terem brilhado naquilo que se dedicaram é resultado do amor que depositaram em cada treino exaustivo, em cada frustração numa derrota e em cada medalha ou troféu conquistado. São histórias riquíssimas e que precisam ser contadas, eternizadas, servirem de espelhos para outras pessoas, especialmente para crianças", diz Marcelo, que escreveu a história do jogador Kuki.

Zé do Carmo - Foto divulgação
Também fazem parte da coleção nomes como Chiquinho e Zé do Carmo (futebol), Joanna Maranhão e Adriana Salazar (natação), Ivanildo Vasconcelos (paratleta), Roberto Dornelas (basquete), e Samira Rocha (handebol). Em suas histórias de vida, contadas por jornalistas que atuam ou já atuaram cobrindo a área de esportes, percalços e conquistas que incentivam. "Não é fácil viver de esportes nesse país. Mas eles mostraram que é possível. São verdadeiros heróis. O projeto É Campeão! surgiu do desejo de sensibilizar outras pessoas a serem heróis também", confessa Marcelo.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Livro revela artista em retrospecto

Ypiranga Filho - Foto divulgação
Ypiranga, publicado pela Cepe Editora e organizado por Lêda Régis, traz diversos textos curatoriais e vasto acervo fotográfico para traçar uma retrospectiva inédita sobre a obra do artista visual pernambucano Ypiranga Filho. O lançamento do livro, que acontece dia 9 de agosto, no Museu do Estado, às 19h, também contará com exposição de mais de 100 obras do artista

Pelas mãos do artista pernambucano Ypiranga Filho, 82 anos, a dureza do ferro se fez flexível, ressignificando o material. O trabalho com o metal foi pioneiro em Pernambuco nos anos 1960 e 1970, auge do modernismo e da predominância do figurativismo tropicalista no Estado. Daí se percebe a relevância de Ypiranga, que nadou contra a corrente vigente, apostando no experimentalismo característico da arte contemporânea. Subverteu as linguagens tradicionais da escultura, gravura, desenho e pintura ao criar com a fotografia, o filme, a arte xérox e a arte postal. Sua obra é considerada patrimônio fundamental da arte de Pernambuco e do Brasil.

Todas as faces do prolífico Ypiranga podem ser lidas e vistas no livro Ypiranga Filho, organizado por Lêda Régis e publicado pela Cepe Editora. O lançamento ocorre dia 9 de agosto, às 19h, no Museu do Estado, e conta ainda com exposição de mais de cem obras do artista, sob curadoria de Joana D’Arc Lima e Raul Córdula. Os dois assinam textos curatoriais presentes no livro de 292 páginas, ao lado de outros grandes nomes como Marcus Lontra, Adão Pinheiro e José Cláudio.

Para o presidente da Cepe, Ricardo Leitão, que assina a apresentação do livro, os textos curatoriais “formam uma base teórica e antecedem a retrospectiva inédita da obra de Ypiranga Filho, que a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) tem a honra de agora publicar”, escreve Leitão.

O livro ainda conta com cronologia biográfica, e elenca todas as exposições do artista, pouco conhecido nacionalmente, apesar da relevância de seu trabalho. “Ypiranga se formou na Escola de Belas Artes, em 1969, criando uma escultura feita com cabos de vassoura como se fossem móbiles. Um marco”, pontua a curadora.

No prefácio de Raul Córdula revela-se o início da relação de Ypiranga com os artistas que trabalhavam com máquinas das fábricas, na Alemanha, onde morou na década de 1960.  “Assim sua obra pendeu para a expressão que emana das formas e volumes contidos nas sobras da indústria e na manipulação daqueles materiais”, escreve o artista e crítico de arte.

O também crítico e curador carioca Marcus Lontra ressalta a preocupação ética das esculturas de Ypiranga, que constrói e transforma paisagens sem deixar de se integrar à natureza.  “Ypiranga reforça, com toques sutis de melancolia, a ideia de que o mundo sem ganância e sem exploração pode ser um terreno fértil para aflorar a criatividade e o talento humano”, define Lontra, para quem o estilo do artista dialoga com o cubismo, surrealismo, e, entre os brasileiros, com as obras de Maria Martins, de Frans Krajcberg, Mário Cravo Neto e Boaventura da Silva Filho, o Louco.
Ypiranga, publicado pela Cepe Editora e organizado por Lêda Régis, traz diversos textos curatoriais e vasto acervo fotográfico para traçar uma retrospectiva inédita sobre a obra do artista visual pernambucano Ypiranga Filho. O lançamento do livro, que acontece dia 9 de agosto, no Museu do Estado, às 19h, também contará com exposição de mais de 100 obras do artista

Pelas mãos do artista pernambucano Ypiranga Filho, 82 anos, a dureza do ferro se fez flexível, ressignificando o material. O trabalho com o metal foi pioneiro em Pernambuco nos anos 1960 e 1970, auge do modernismo e da predominância do figurativismo tropicalista no Estado. Daí se percebe a relevância de Ypiranga, que nadou contra a corrente vigente, apostando no experimentalismo característico da arte contemporânea. Subverteu as linguagens tradicionais da escultura, gravura, desenho e pintura ao criar com a fotografia, o filme, a arte xérox e a arte postal. Sua obra é considerada patrimônio fundamental da arte de Pernambuco e do Brasil.

Todas as faces do prolífico Ypiranga podem ser lidas e vistas no livro Ypiranga Filho, organizado por Lêda Régis e publicado pela Cepe Editora. O lançamento ocorre dia 9 de agosto, às 19h, no Museu do Estado, e conta ainda com exposição de mais de cem obras do artista, sob curadoria de Joana D’Arc Lima e Raul Córdula. Os dois assinam textos curatoriais presentes no livro de 292 páginas, ao lado de outros grandes nomes como Marcus Lontra, Adão Pinheiro e José Cláudio.

Para o presidente da Cepe, Ricardo Leitão, que assina a apresentação do livro, os textos curatoriais “formam uma base teórica e antecedem a retrospectiva inédita da obra de Ypiranga Filho, que a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) tem a honra de agora publicar”, escreve Leitão.

O livro ainda conta com cronologia biográfica, e elenca todas as exposições do artista, pouco conhecido nacionalmente, apesar da relevância de seu trabalho. “Ypiranga se formou na Escola de Belas Artes, em 1969, criando uma escultura feita com cabos de vassoura como se fossem móbiles. Um marco”, pontua a curadora.

No prefácio de Raul Córdula revela-se o início da relação de Ypiranga com os artistas que trabalhavam com máquinas das fábricas, na Alemanha, onde morou na década de 1960.  “Assim sua obra pendeu para a expressão que emana das formas e volumes contidos nas sobras da indústria e na manipulação daqueles materiais”, escreve o artista e crítico de arte.

O também crítico e curador carioca Marcus Lontra ressalta a preocupação ética das esculturas de Ypiranga, que constrói e transforma paisagens sem deixar de se integrar à natureza.  “Ypiranga reforça, com toques sutis de melancolia, a ideia de que o mundo sem ganância e sem exploração pode ser um terreno fértil para aflorar a criatividade e o talento humano”, define Lontra, para quem o estilo do artista dialoga com o cubismo, surrealismo, e, entre os brasileiros, com as obras de Maria Martins, de Frans Krajcberg, Mário Cravo Neto e Boaventura da Silva Filho, o Louco.

Entre os trabalhos marcantes da carreira de Ypiranga, o também artista Adão Pinheiro recorda O Cangaceiro. “Eram ferros e jantes, com uma solda elétrica aparente, brutal”, descreve.

Integrante de vários grupos artísticos importantes dos anos 1960 e 1970, fez parte da Cooperativa de Artes e Ofício da Ribeira, em 1964, com grande papel político e social naquele período de repressão. Socialista declarado, sempre defendeu a coautoria do artista e do artesão. “Um trabalhador das artes consciente de seu papel social”, escreve Joana.

EXPOSIÇÃO
Na mostra expositiva, espelho tridimensional do livro, estarão presentes 11 esculturas, 22 desenhos, 14 pinturas e 53 gravuras, além das obras chamadas por Joana de Transbordamentos, que estarão impressas em um painel. Buscando transmitir uma ideia de extrapolação de fronteiras definidas que escapam às definições normativas, a curadora trata como transbordantes os fazeres artísticos que relacionaram arte e vida pública, “como no happening intitulado Brigada de Artilharia Leve, proposto pelo artista Daniel Santiago, 1987, na Brigada Portinari, 1982, Evoé Nelson Ferreira, Olinda Arte em Toda Parte (2001-2007), participação na organização da I Mostra de Art-Door do Recife (1983-1986), entre outros projetos coletivos e colaborativos durante os anos 1990 até 2016”, explica.

SERVIÇO
Lançamento do livro Ypiranga Filho (Cepe Editora) e exposição de obras do artista
Quando: 9 de agosto, às 19h
Onde: Museu do Estado (Avenida Rui Barbosa, 960, Graças)
Preço: R$ 90 (livro impresso) / R$ 25 (E-book)
Entre os trabalhos marcantes da carreira de Ypiranga, o também artista Adão Pinheiro recorda O Cangaceiro. “Eram ferros e jantes, com uma solda elétrica aparente, brutal”, descreve.
Ypiranga, publicado pela Cepe Editora e organizado por Lêda Régis, traz diversos textos curatoriais e vasto acervo fotográfico para traçar uma retrospectiva inédita sobre a obra do artista visual pernambucano Ypiranga Filho. O lançamento do livro, que acontece dia 9 de agosto, no Museu do Estado, às 19h, também contará com exposição de mais de 100 obras do artista

Pelas mãos do artista pernambucano Ypiranga Filho, 82 anos, a dureza do ferro se fez flexível, ressignificando o material. O trabalho com o metal foi pioneiro em Pernambuco nos anos 1960 e 1970, auge do modernismo e da predominância do figurativismo tropicalista no Estado. Daí se percebe a relevância de Ypiranga, que nadou contra a corrente vigente, apostando no experimentalismo característico da arte contemporânea. Subverteu as linguagens tradicionais da escultura, gravura, desenho e pintura ao criar com a fotografia, o filme, a arte xérox e a arte postal. Sua obra é considerada patrimônio fundamental da arte de Pernambuco e do Brasil.

Todas as faces do prolífico Ypiranga podem ser lidas e vistas no livro Ypiranga Filho, organizado por Lêda Régis e publicado pela Cepe Editora. O lançamento ocorre dia 9 de agosto, às 19h, no Museu do Estado, e conta ainda com exposição de mais de cem obras do artista, sob curadoria de Joana D’Arc Lima e Raul Córdula. Os dois assinam textos curatoriais presentes no livro de 292 páginas, ao lado de outros grandes nomes como Marcus Lontra, Adão Pinheiro e José Cláudio.

Para o presidente da Cepe, Ricardo Leitão, que assina a apresentação do livro, os textos curatoriais “formam uma base teórica e antecedem a retrospectiva inédita da obra de Ypiranga Filho, que a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) tem a honra de agora publicar”, escreve Leitão.

O livro ainda conta com cronologia biográfica, e elenca todas as exposições do artista, pouco conhecido nacionalmente, apesar da relevância de seu trabalho. “Ypiranga se formou na Escola de Belas Artes, em 1969, criando uma escultura feita com cabos de vassoura como se fossem móbiles. Um marco”, pontua a curadora.

No prefácio de Raul Córdula revela-se o início da relação de Ypiranga com os artistas que trabalhavam com máquinas das fábricas, na Alemanha, onde morou na década de 1960.  “Assim sua obra pendeu para a expressão que emana das formas e volumes contidos nas sobras da indústria e na manipulação daqueles materiais”, escreve o artista e crítico de arte.

O também crítico e curador carioca Marcus Lontra ressalta a preocupação ética das esculturas de Ypiranga, que constrói e transforma paisagens sem deixar de se integrar à natureza.  “Ypiranga reforça, com toques sutis de melancolia, a ideia de que o mundo sem ganância e sem exploração pode ser um terreno fértil para aflorar a criatividade e o talento humano”, define Lontra, para quem o estilo do artista dialoga com o cubismo, surrealismo, e, entre os brasileiros, com as obras de Maria Martins, de Frans Krajcberg, Mário Cravo Neto e Boaventura da Silva Filho, o Louco.

Entre os trabalhos marcantes da carreira de Ypiranga, o também artista Adão Pinheiro recorda O Cangaceiro. “Eram ferros e jantes, com uma solda elétrica aparente, brutal”, descreve.

Integrante de vários grupos artísticos importantes dos anos 1960 e 1970, fez parte da Cooperativa de Artes e Ofício da Ribeira, em 1964, com grande papel político e social naquele período de repressão. Socialista declarado, sempre defendeu a coautoria do artista e do artesão. “Um trabalhador das artes consciente de seu papel social”, escreve Joana.

EXPOSIÇÃO
Na mostra expositiva, espelho tridimensional do livro, estarão presentes 11 esculturas, 22 desenhos, 14 pinturas e 53 gravuras, além das obras chamadas por Joana de Transbordamentos, que estarão impressas em um painel. Buscando transmitir uma ideia de extrapolação de fronteiras definidas que escapam às definições normativas, a curadora trata como transbordantes os fazeres artísticos que relacionaram arte e vida pública, “como no happening intitulado Brigada de Artilharia Leve, proposto pelo artista Daniel Santiago, 1987, na Brigada Portinari, 1982, Evoé Nelson Ferreira, Olinda Arte em Toda Parte (2001-2007), participação na organização da I Mostra de Art-Door do Recife (1983-1986), entre outros projetos coletivos e colaborativos durante os anos 1990 até 2016”, explica.

SERVIÇO
Lançamento do livro Ypiranga Filho (Cepe Editora) e exposição de obras do artista
Quando: 9 de agosto, às 19h
Onde: Museu do Estado (Avenida Rui Barbosa, 960, Graças)
Preço: R$ 90 (livro impresso) / R$ 25 (E-book)
Integrante de vários grupos artísticos importantes dos anos 1960 e 1970, fez parte da Cooperativa de Artes e Ofício da Ribeira, em 1964, com grande papel político e social naquele período de repressão. Socialista declarado, sempre defendeu a coautoria do artista e do artesão. “Um trabalhador das artes consciente de seu papel social”, escreve Joana.

EXPOSIÇÃO
Na mostra expositiva, espelho tridimensional do livro, estarão presentes 11 esculturas, 22 desenhos, 14 pinturas e 53 gravuras, além das obras chamadas por Joana de Transbordamentos, que estarão impressas em um painel. Buscando transmitir uma ideia de extrapolação de fronteiras definidas que escapam às definições normativas, a curadora trata como transbordantes os fazeres artísticos que relacionaram arte e vida pública, “como no happening intitulado Brigada de Artilharia Leve, proposto pelo artista Daniel Santiago, 1987, na Brigada Portinari, 1982, Evoé Nelson Ferreira, Olinda Arte em Toda Parte (2001-2007), participação na organização da I Mostra de Art-Door do Recife (1983-1986), entre outros projetos coletivos e colaborativos durante os anos 1990 até 2016”, explica.

SERVIÇO
Lançamento do livro Ypiranga Filho (Cepe Editora) e exposição de obras do artista
Quando: 9 de agosto, às 19h
Onde: Museu do Estado (Avenida Rui Barbosa, 960, Graças)
Preço: R$ 90 (livro impresso) / R$ 25 (E-book)
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Tetralogia definitiva do escritor Raimundo Carrero

Em comemoração aos 70 anos de um dos maiores escritores de Pernambuco, Cepe Editora lança edição definitiva da tetralogia de Raimundo Carrero, Condenados à vida, dia 21 de julho, durante o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no qual o autor é homenageado. Em seguida, no dia 27 de julho, ocorre lançamento da obra na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip)

Os mesmos personagens circulam de maneiras diferentes por quatro romances do escritor salgueirense Raimundo Carrero, 70 anos. Em comemoração à data redonda que completou em dezembro passado um dos maiores escritores pernambucanos, a Cepe Editora reuniu na tetralogia Condenados à vida o já esgotado Maçã Agreste (1989), O amor não tem bons sentimentos (2007), Somos pedras que se consomem (1995), e Tangolomango (2013).

O primeiro lançamento ocorrerá em Pernambuco, dia 21 de julho, durante a 28ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns,  considerado um dos mais importantes da América Latina, e no qual Carrero será homenageado. Em seguida, dia 27 de julho, a edição definitiva da tetralogia de Carrero será apresentada na 16ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), dentro da programação da Casa do Desejo, onde a Cepe Editora estará com estande de livros, ao lado de outras editoras do País.

Foi a partir de Maçã Agreste que Carrero começou a narrar as histórias da família Cavalcanti do Rêgo - Dolores, Ernesto, Leonardo, Raquel, Guilhermina, Jeremias, Matheus, Ísis e Biba. Parentes que se relacionam e se destróem sexualmente, tendo a cronologia da decadência da elite nordestina da cana de açúcar diante da industrialização como pano de fundo. E que, ao praticarem relações incestuosas, mostram o desejo de não se misturarem com classes 'inferiores'. "Na nossa família não precisamos nem de outros beijos, nem de outros abraços", diz trecho do livro. O declínio moral e econômico combina com a decrepitude visual do centro e dos subúrbios do Recife, cidade-cenário da narrativa. 

"A crítica corrosiva ao falso moralismo, à instituição familiar, à religião e à sociedade vai permeando as psicoses, taras e idiossincrasias dos personagens, que vão se revelando, cada um à sua maneira, em um ambiente de assassinato, estupro e luxúria ", resume Carrero.

O autor confessa que esses perfis foram criados com inspiração na realidade. A experiência de 40 anos como jornalista deu a Carrero o repertório para construir quadros aparentemente absurdos de família, mas que se encontram nos jornais diariamente. "Reuni recortes e transformei em episódios literários".  

Na obra, destaque para o prefácio inédito do também escritor, jornalista e crítico literário carioca José Castello, que anteriormente resenhou quase todos os livros dessa tetralogia, com exceção de Maçã Agreste, considerado por Carrero sua obra mais importante e, no entanto, menos conhecida. "A leitura desses quatro grandes romances de Carrero dilacera. Rasga a proteção íntima que costumamos usar para nos defender do mundo. A verdade é: eles nos atordoam. Enquanto relia os quatro livros, senti, muitas vezes, uma mistura desconfortável de espanto e horror", descreve Castello em seu prefácio.

Membro da Academia Pernambucana de Letras, Raimundo Carrero é um dos escritores mais premiados do País. Já ganhou o Prêmio Jabuti, mais importante prêmio literário do Brasil; dois troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); e dois prêmios Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Em Pernambuco é vencedor dos prêmios José Condé e Lucilo Varejão. Seus livros já foram traduzidos para o francês, português, espanhol, romeno e búlgaro. 
José Luiz Passos - Foto divulgação
CEPE NA FLIP
Pela primeira vez a Cepe Editora, através do selo do Suplemento Pernambuco, leva dois autores para a programação principal da Flip. A paulista Eliane Robert Moraes lança o seu inédito O Corpo Descoberto: Contos eróticos brasileiros de 1852 a 1922; e o pernambucano José Luiz Passos leva o seu Antologia fantástica da República brasileira (2017).

Além de Carrero, Eliane e Luiz participam das três mesas literárias comandadas pelo editor do Suplemento Pernambuco, Schneider Carpeggiani, durante a programação da Casa do Desejo.

De acordo com o editor da Cepe, Wellington Melo, participar da Flip é prova de reconhecimento do trabalho realizado. "Demonstra a visibilidade a nível nacional das publicações da editora, cujas publicações não deixam nada a desejar se comparadas a outras editoras brasileiras", ressalta.

Para Schneider, a escolha dos três nomes representa bem diversidade da literatura contemporânea. "São três nomes de ponta que estão pensando e fazendo literatura atual em facções diversas", resume. 

Eliane Robert Moraes - Foto divulgação
ERÓTICO
Em O Corpo Descoberto..., Eliane faz uma cuidadosa coletânea de vários contos publicados no país, buscando uma divisão mais temática - como fetichismo e necrofilia - do que cronológica. No período analisado estética e sociologicamente, a autora revela muitos escritores que escreveram contos eróticos sob pseudônimo, como Olavo Bilac, Monteiro Lobato e Coelho Neto. "Ela acaba por revelar uma faceta pouco conhecida desses escritores", relata Wellington. 

FANTÁSTICO
Mistura de conto e ensaio, Antologia fantástica... passeia pelo dia a dia das pessoas tendo como sutil pano de fundo a política - da Revolução de 1817, passando pelo golpe militar, até os dias de hoje. Entre ficção e memória histórica, o autor utiliza de metáforas e ironias para inserir os fatos na rotina aparentemente banal.
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sábado, 28 de abril de 2018

5º Prêmio Pernambuco de Literatura lança livros vencedores

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), a Secretaria de Cultura do Estado e a Fundarpe lançam na próxima quinta-feira (26), às 19h, no Museu do Estado, os cinco livros vencedores do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura. O certame, cujos nomes vencedores foram anunciados em outubro do ano passado, consagra os trabalhos dos escritores Amâncio Siqueira (Nem tudo cabe na paisagem, Contos), Enoo Miranda (Chã, Poesia), Ezter Liu (Das tripas coração, Contos), Fred Caju (Nada consta, Poesia) e de Walter Cavalcanti Costa (O velocista, Romance).

Além das obras editadas pela Cepe, os vencedores do Prêmio, que tem como objetivo o fortalecimento da produção literária pernambucana, foram agraciados com uma premiação no valor total de R$ 40 mil O resultado alcançado nesta edição revela a diversidade criativa dos nossos produtores: uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem e, ainda, um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino, integram a mais recente coleção da Cepe. "Promover o livro e a leitura estão entre as principais missões institucionais da empresa e fazemos isso com mais entusiasmo ao editarmos trabalhos com a qualidade encontrada entre os que venceram o 5º Prêmio Pernambuco de Literatura", destaca o presidente da Cepe, Ricardo Leitão.

A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, também comemora. "Este é um momento muito importante para todos nós que lutamos por mais visibilidade para a literatura pernambucana e para ampliação do acesso ao livro e à leitura no Estado", assegura a gestora. Além da premiação em dinheiro e a tiragem de mil exemplares de cada obra, o Prêmio garante a distribuição dos livros em escolas públicas estaduais e a participação dos escritores em rodas de diálogo de eventos, como o Festival de Inverno de Garanhuns e de projetos como o Outras Palavras.

Obras vendedoras
Primeira mulher a receber o maior reconhecimento em uma edição do Prêmio, a escritora recifense Ezter Liu apresenta o livro de contos Das tripas coração, que reúne 18 contos que têm em comum a temática feminina, mas com narrativas que apontam para panoramas diversos.

Nada consta é nono livro de poemas de Fred Caju. Um poemário sobre o próprio poemário, luzes sobre processos criativos do escritor.

pediram a cabeça
do poeta incendiário
chega de badvibes
foi o que disseram
após a decapitação
o cheiro de pólvora
ficou com cheirinho
de morango e não
se ouviu nunca mais
nenhuma explosão
nasceram arco-íris
longe das chuvas
e nenhum poema
precisa mais existir

Em Chã, Enoo Miranda evoca pequenas tragédias cotidianas que assolam o homem do nosso tempo, ora recordando e hábitos do trabalho no meio rural, ora realçando conflitos internos ou típicos da vida nos grandes centros urbanos em seus poemas.

Viagem e descoberta são os motes que dão unidade aos contos de Nem tudo cabe na paisagem, de Amâncio Siqueira, que lança uma luz diferente sobre situações cotidianas, expondo seu teor dramático nos recortes apresentados, muitas vezes flertando com o cômico, em seu texto direto.

No percurso do romance O Velocista, Walter Cavalcanti Costa navega pela experimentação formal e procura mostrar suas influências em quatro epígrafes: o futurismo europeu, o modernismo brasileiro, o concretismo brasileiro e a teoria literária. Com linguagem telegráfica, a obra é também um livro de memórias do protagonista, o astronauta Jô Tadeu.

Mais sobre os escritores
Ezter Liu nasceu no Recife, mas mora em Carpina desde criança. Graduada em Letras, escritora de prosa e poesia, desde o ano de 2005 tem seus textos publicados em várias coletâneas na região e no estado. Em 2015, pela Porta Aberta Editora Independente, lançou seu primeiro livro solo:Vermelho alcalino (poemas).

Fred Caju é autor de Arremessos de um dado viciado, As tripas de Francis Conceição por ela mesma, Paisagens sépias, Intervalo aberto,Estilhaços, Transpassar: poemas de atravessamento, O revide das pequenas maldades e Permanência. Também é editor, artesão do livro e livreiro nômade da Castanha Mecânica

Enoo Miranda é escritor, coordenador do Cineclube Tela da Mata, professor licenciado em Letras pela Universidade de Pernambuco, campus Mata Norte, situado em Nazaré da Mata, município onde reside e trabalha. Entre suas publicações encontram-se textos em antologias, como Inquebrável: Estelita para cima (Mariposa Cartonera, 2014), a coletânea 1 (Publique-se!, Livrinho de Papel Finíssimo, 2015), e o livro solo Papel de pegar mosca(Porta Aberta, 2016). Atualmente se dedica à criação do selo Vão! Edições e Publicações Independentes.

Amâncio Siqueira nasceu em Afogados da Ingazeira e mora em Garanhuns. Aficionado por livros, acalenta a ilusão de que existem aqueles que ainda não foram escritos e tenta escrevê-los. Entre tais tentativas, teve publicada a novela Quebra Cabeças, em 2014.

Walter Cavalcanti Costa é doutorando em Teoria da Literatura (PPGL/UFPE). A maior parte de sua formação foi realizada na UPE/Mata Norte, com graduação em Licenciatura em Letras, especialização lato sensu em Literatura Brasileira e Mestrado Profissional em Educação (PPGE/UPE). Recifense, nascido em 1989, é professor rede pública de ensino de Pernambuco. Na escrita, realizou publicações acadêmicas em revistas científicas. Publicou Entressafra 89 (2011), livro de poemas e contos que também ganhou curta-metragem, e Marlinda: em diálogo de amor às suas cidades (2017), livro infantojuvenil incentivado pelo Funcultura, em parceria com Milca de Paula.

SERVIÇO
Lançamento dos livros vencedores do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura

Data: 26.04.18, quinta-feira
Horário: 19h
Local: Museu do Estado
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 960 - Graças
Valor dos livros: R$ 20,00 (cada)   
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Abertas inscrições para a Plataforma de Lançamento da XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco a ser realizada em outubro

Autores independentes terão oportunidade de participar da XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que acontece entre 6 e 15 de outubro deste 2017, no Pavilhão do Centro de Convenções, na Plataforma de Lançamentos que já conta com inscrições abertas até 12 de setembro. Esta ambiência proporcionará um espaço garantido na programação do evento para aqueles que têm projetos desenvolvidos no último ano e que desejam apresentar para um grande grupo de leitores vorazes por novidades no cenário literário independente. Para isso, os organizadores firmaram novamente parceria com a UBE – União Brasileira do Livro para a concretização desta iniciativa para o qual basta se cadastrar no link https://goo.gl/TuPMZ7 em que devem informar seus dados, nome e uma sinopse da obra em questão.

A UBE será a responsável pela seleção de autores a apresentarem seus trabalhos na Bienal e, desta forma, a iniciativa abre espaço para poetas, cronistas, contistas, romancistas independentes, entre outros, mostrem suas produções. Para aqueles autores independentes que se inscreverem para a Plataforma de Lançamentos da Bienal 2017, a seleção será anunciada até o dia 26 de setembro através de contato via e-mail e a relação da agenda desta ambiência será divulgada no site http://www.bienalpernambuco.com. Os candidatos escolhidos pela serão contactados no início de setembro.

Para se ter uma ideia da força deste espaço, na edição de 2015 a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco proporcionou oportunidade de apresentação e de bate-papo de mais de 130 produtores independentes, e a perspectiva desta edição é manter ainda uma expressiva integração de participantes na Plataforma de Lançamentos. Com o tema "Quem lê mais, entende mais", esta décima primeira homenageia os escritores Fernando Monteiro (vencedor do I Prêmio Pernambuco de Literatura com o romance "O livro de Corintha") e Lima Barreto (in memoriam), o aclamado autor de clássicos de nossa literatura como "Triste fim de Policarpo Quaresma" (1915) e "Clara dos Anjos" (1948), que se tornou uma das principais vozes da população destacando as grandes injustiças sociais e fazendo críticas ao regime político da República Velha.


Desta forma, a temática da XI Bienal figura como mais do que oportuna e sua agenda promete ser rica de atividades para os mais distintos públicos e destacando as mais variadas vertentes do universo da leitura, entre as quais estarão distribuídas não só na Plataforma de Lançamento como também nas incontáveis mesas de debates, palestras, recitais, oficinas e muito mais. Com o incentivo do Funcultura e os apoios da CBL – Câmara Brasileira do Livro e da UBE, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco 2017 é realizada pela Cia. de Eventos em parceria com a Ideação.


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