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domingo, 18 de outubro de 2020

Conheça o livro Poetizando, da autora Rozz Messias


Sinopse
: Poesia é como abrir uma gaiola e permitir que o sentimento voe livre pelo azul do céu, sentindo a brisa confortar o coração!

Esse livro intenciona por meio de versos livres, tautogramas e sonetos, falar de amor, paixão, desejo, partida, saudade, dor e esperança. 

Aceite o convite para partilharmos pensamentos e sentimentos!

Leia entrevista com a autora: clique aqui.

Informações: 128 páginas, tamanho 15,9x 22,9 papel pólen

Para saber mais ou adquirir, acesse: https://loja.uiclap.com/titulo/ua2340 

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Autor/Editora: saiba como publicar ou anunciar na Revista Conexão Literatura

>> Autor/Editora: saiba como publicar, anunciar ou divulgar o seu livro no site e edições da revista Conexão Literatura: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html
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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Poetisa Luiza Moura é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura (Março/2020)


EDITORIAL

Nossa nova edição destaca a poetisa Luiza Moura e seu livro A Pequena Flor-de-Lis, o Beija-Flor e o imenso AmarElo. Confira a entrevista exclusiva que fizemos com ela nas páginas da edição.

Você também poderá conferir novas entrevistas com escritores, contos, dicas de livros, crônicas e muito mais.

“Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma.” - George Bernard Shaw

Para saber como participar das nossas próximas edições, clique no link:
www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html

As nossas edições são gratuitas, basta baixar para ler. A única coisa que pedimos encarecidamente é que você curta a nossa fanpage e se possível compartilhe nossas publicações com seus amigos. Esse é nosso trabalho em prol do incentivo à leitura ;)

Acesse e curta:
Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 57: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Poema "Intermúndio", por Sandra Boveto


*Por Sandra Boveto

não estou no mundo
há em mim ausência
de tudo

o que o olho vê

estou lá fora
suspensa pelo astro mais alto
sob o salto
sobre o sol
sob a sola

e me assola a razão
que alisa
distende, estica

menina, elástica
mulher, puída

perdi meus relevos, a textura
o texto
puro erro


Sandra Boveto reside em Maringá/PR. Possui graduações acadêmicas em Letras e Direito, pela Universidade Estadual de Maringá. É autora de “O Mundo Exclamante” – uma obra infantojuvenil, publicada em agosto de 2016. Além de seu livro solo, participa de várias antologias no Brasil e em Portugal, com poesias e contos. Possui trabalhos publicados também na plataforma Wattpad e em seu site: sandraboveto.blog
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Poema: "A Tua Mais Completa Tradução", por Anderson Borges Costa


*Por Anderson Borges Costa

To live like viver
To sleep like morrer
To love like brigar
To see like não ver
To stay like partir
To share like pra ti
To be like não ser
To say like saber
To hear like aqui
To read like não ter
To shout like ranger
To rage like pra amar
To work like ganhar
To rent like pra ter
To buy like pra pôr
To break like propor
To sell like repor
To save like rancor
To touch like isopor
To run like vagar
To go like voltar
To end like pra sempre
To fly like no mar
To dive like no ar
To look like sem cor
To paint like a dor
To write like pra ler
Translate like mais tarde
Trans like formar
Tocar like you are.


SOBRE O AUTOR:
Anderson Borges Costa é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista”, 22 (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016), além das peças teatrais "Quarto Feito de Cinzas", “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Foi traduzido para o inglês no Canadá. Finalista do Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano). É coordenador e professor de Português na escola internacional Saint Nicholas. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela USP em Letras, é resenhista de livros para a revista “Germina”. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma ponta como o professor de literatura do protagonista. Seu site oficial é andersonborgescosta.com.br
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domingo, 14 de julho de 2019

Leandro Campos Alves, autor do maior poema do Brasil, cede entrevista e comenta sobre o livro "O Viajante"


O Escritor, Poeta e Acadêmico Leandro Campos Alves é natural de Liberdade, cidade situada no sul das Gerais, e reside em Caxambu. Com uma deficiência conhecida por dislexia, um distúrbio que dificulta a aprendizagem para ler e escrever, ele superou suas deficiências, e, além de ter vários prêmios nacionais e internacionais, o escritor é titular das maiores Academias de Letras no Brasil.Sua maior vitória foi a construção do maior poema Brasileiro, “O Viajante”, poema homologado oficialmente pelo Livro dos Recordes, com 2.022 estrofes e 10.875 versos. Na Literatura Portuguesa Mundial não há registro de outro poema épico maior. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Leandro Campos Alves: Sabe o que é escrever um texto e receber chacotas como avaliação do mesmo, pois é, foi mais ou menos assim. Porém Deus é aquele que não nos deixa envergonhado e, com fé, superamos os maiores obstáculos da vida. Meu primeiro trabalho só foi publicado em 2013, o romance “Instinto de Sobrevivência”, isso já com quarenta e um anos de idade.  Depois dele não parei mais, com o apoio de minha esposa, filhos e alguns amigos, as portas da Literatura foram abrindo ao meu caminho, e minha história foi construída pelas mãos de Deus.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O Viajante” (Editora Clube de Autores e publique Saraiva) além de vários outros, podemos destacar também a Coletânea “A Fênix rediviva” publicado pela editora Amazon. Poderia comentar?

Leandro Campos Alves: A coletânea “A Fênix da Rediviva” foi feita sob a coordenação da escritora Ana Maria Miranda May, e pelo Engenho das Palavras, um trabalho maravilhoso de se ver, ler e ter, a coordenação da coletânea escolheu grandes nomes do meio literário para compor a obra.
Sobre “O Viajante”, só tenho que agradecer as mãos de Deus que conduziram as minhas, pois superei a dislexia, superei os erros, e superamos nada mais e nada menos, o maior poema que a Literatura Portuguesa teve por mais de quinhentos anos, “Os Lusíadas” de Camões. São duas obras com a estrutura diferentes, pois um é Alexandrino composto por métricas, e o outro, uma história narrada em versos. 
Dois poemas que não vieram para disputar posições, ou, falar qual é o melhor, ou maior, e sim, vieram para acrescentar a Literatura.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Leandro Campos Alves: o Livro foi construído no período de quatro anos, porém, neste período, junto ao “O Viajante”, surgiram outros trabalhos.  Para falar a verdade, sempre escrevo mais de uma obra, já cheguei a construir instantaneamente quatro obras juntas, além de outros projetos.  A única ressalva que tenho no período de construção dos meus trabalhos, é não ler nada, nem mesmo jornais.  Este cuidado que tenho, é para não sofrer interferência contextual de outros autores em meus trabalhos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Leandro Campos Alves: Deixo as últimas estrofes do poema, para o conhecimento de parte da obra.  
Páginas 412 à 415.

...Ao nosso amigo leitor,
que acompanhou nossa narração,
peço que derrame seu amor,
depositando em seu coração,
a felicidade em louvor.

As famílias que agora conhecem,
o nascer deste escritor.
Peço que a todos abençoem,
em nome de Nosso Senhor.
Amém”.

Aos amigos de sonhos e ilusões,
despeço com imensa saudade,
pois haverá outras ocasiões,
para contarmos mais causos,
vividos em muitas regiões.
Podendo ser em pequenas cidades,
ou nos confins dos sertões.

Causos alegres, tristes ou intrigantes,
Vividos e ouvidos por este viajante,
que narra com expressão,
histórias em poemas épicos,
com profunda emoção.

São as vidas de Zé Tristão,
de Lucimar,
ou dos jovens dentro de um bar.
Podemos também contar,
as lutas de superação,
de um nobre cidadão.

Mas o que não foge à realidade,
é que este poema ficará conhecido,
por muitas nacionalidades.
Não é apenas um sonho,
mas agora é realidade.
Os versos contam por si,
as estrofes somam em si,
e eu?
Vou ficando por aqui.

Agradecendo a Deus a oportunidade,
e a sensibilidade,
que por inspiração,
Ele me presenteou com esta narração.

Aos amigos me despeço,
aos familiares agradeço,
a vida marco meu espaço.
E a todos,
deixo meu forte abraço.

Carinhosamente:
Assino por Viajante amigo.
Este que esteve contigo,
narrando.  
Emocionando.
Sorrindo ou chorando.

Mas com a certeza,
de deixar para a literatura,
a amarga e gostosa  decisão,
de ver qual a maior narração.
Do poema épico em questão.

Estilos bem diferentes,
mas o que é procedente,
a questão do versos e estrofes,
que compõe a obra referente.

Dez cantos canônicos,
compõe o poema centenário.
Que admiro e respeito.
Mas este grande feito,
agora pode ter ao seu lado,
outro poema narrado.

O viajante nasce,
para acrescentar na literatura,
esta minha humilde aventura,
de entrar para a história,
com o trabalho cheio de oratória,
me deixa em graças e louvor,
agradecendo a Deus Nosso Senhor. 

 Amém.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Leandro Campos Alves: meus trabalhos podem ser adquiridos diretamente pela internet, na pesquisa do Google digitem, Clube de autores escritor Leandro Campos Alves, ou, Leandro Campos Alves na Saraiva.  Para acessarem minha biografia, convido para acessarem o site www.escritor-leandro-campos-alves.com.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Leandro Campos Alves: Tenho mais de quatorze bonecas prontas para publicação, entre romances, poemas, crônicas e outros, tenho em especial seis volumes sobre a “A Verdadeira História do Cristianismo”. 
Pois sempre digo, que sou um barco em alto mar, onde minha fé é meu barco, e meu caminho é conduzido pela vontade de Deus.  

Perguntas rápidas:

Um livro: Caçador de Pipas
Um (a) autor (a): Camões
Um ator ou atriz: Bianca Bin
Um filme: O Último Templário
Um dia especial: Todos

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Leandro Campos Alves: Se você tem um sonho! Tenha fé, que Deus mostrará o caminho, porém corra atrás, pois conforme um amigo me falou – “o único lugar que o sucesso vem antes do trabalho, é no alfabeto.”

Aos amigos e leitores eu deixo minha obra para reflexão.

“Um dia falaram aos meus pais que eu não andaria! Eu andei.
Falaram que eu não falaria! Eu falei.
Falaram que eu teria que estudar em escola para pessoas especiais! Eu estudei toda minha vida em escolas públicas.
Falaram que eu não seria alguém na vida! Posso ainda não ser alguém, mas hoje eu deixo minha história marcada na vida da humanidade através de minha teimosia e fé”.

A dislexia não é uma deficiência, apenas me faz viver de uma forma diferente. 
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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Poema: Rastros de Prata, por Caetano Lagrasta


Hoje é domingo
O mar não sabe
O que sabe ele
Que não conta?
Navio enorme
Balouçante
Como barco pequeno
Soluça

No mar tudo é pequeno
Até o homem importante
Ou a mulher rica
Nada valem 
No enfrentamento de ondas
Perdem-se
Reinam os pássaros
Os peixes
Os sargaços
Ao sabor do vento
Das ondas
Viventes sem medo
Em rastro de prata
Caminho da virtude?



Caetano Lagrasta: Menino do Brás, muda para a Consolação, de bonde à Praça Ramos de Azevedo e a pé até a Faculdade do Largo de S. Francisco, onde acaba imortal de sua Academia de Letras, na Cadeira Graciliano Ramos. Hoje, pai de quatro filhos e avô de seis netos, prossegue na carreira jurídica, dedicando-se a esta e à Literatura: escreveu três livros de poemas (O Fazedor, Livro de Horas e Ópera Bufa), dois de contos (1998 e Outras Estórias e Abecedário) e o romance Fábricas Mortas. Com a Política, sempre presente em seu criado-mudo, de nada se arrepende. Foi Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, foi secretário-executivo do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais e da Escola Paulista da Magistratura, por mais de sete anos desde a fundação. Hoje milita no "Marcello F. Lagrasta - Advogados" e é Árbitro na FIESP/CIESP.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Nova poesia portuguesa é azul. E limpa a neurose


Beber tanto azul / Até limpar / a Neurose” é um dos poemas de Azul Instantâneo, primeiro livro do escritor português Pedro Vale. Lançado em 2017, poesias, textos poéticos e visuais foram divulgados originalmente no Facebook do autor, a partir de 2016.  Agora, uma versão digital está disponível e gratuita.  É só pedir o pdf.
O rio não corre, só o pensamento” faz parte dos poemas sem título e com a máxima economia de palavras. Bem diferente de textos poéticos, com sequências ágeis de verbos e ações.  Em um deles, o autor diz no início que tem sonhos simples. Depois de uma frase, a certeza que não são tão simples assim.
O estilo plural do poeta fica mais acentuado nos textos visuais. O formato é assinado pelo designer e diretor de arte Hernando Urrutia. Há poemas concretos, moldados em forma de onda, desenho de gato e estéticas não lineares para retratar o caos moderno.
Azul não é a cor mais quente do livro.  O eu lírico e filosófico completa o “impulso criativo, murro no estômago, ebulição, obra de sensações, cabaret contemporâneo, sonhos e utopias.”
Pedro Vale só é didático na vida profissional. Há 16 anos, ele é professor na Secretaria Regional da Educação da Região Autônoma da Madeira, a RAM portuguesa. Também é estudante universitário de Cultura. 
A divulgação do livro nas redes sociais - Facebook (Azul Instantâneo), Twitter e Instagram (pedro.vale.1293) - vai levar à segunda edição impressa. Para conquistar ainda mais leitores brasileiros, o autor vai buscar grupos de WhatsApp no país.
Um verso, descontextualizado do poema, define bem “Azul Instantâneo”: “qualidade do ir”. 

Silvio Reis, jornalista
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Avenida Paulista - Idianara Lira



Por muitos anos caminhei por tuas calçadas,
tropecei em tuas esquinas,
corri por entre teus prédios 
me perdi em teus quarteirões.

Já presenciaste meus sorrisos,
minhas lágrimas,
ansiedades, angústias,
e meus descontentamentos.

Contemplaste minhas vitórias,
 alegrias, felicidades,
realizações e
minhas saudades.

Diante de ti, já sorri,
amei e odiei.
Tantas vezes sem conta,
que de todas não recordarei.

Agora que o momento de ausentar-me
se apresenta.
Noto como foste importante.
E entristeço-me inutilmente.

Parece exagero, eu sei!
Mas contigo, tenho uma história,
por isso que dói a despedida
e é triste pensar na partida.

Porém, como tudo na vida são recordações,
guardarei de ti até as ilusões!
E são inúmeras minha doce Av. Paulista,
são tantas que não caberiam nem em uma lista!

Mas, preservarei em meu coração,
apenas toda a admiração,
e o carinho que emana de ti.
Para que quando eu ande por tuas calçadas novamente,
apenas me sinta em casa para sempre.  




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domingo, 16 de dezembro de 2018

Confissão - Idianara Lira


Caneta em punho, abajur aceso
Papel em branco rabiscado a esmo
Tantas ideias, mas todas dispersas
Inspiração perdida, fugiu às pressas

Escaparam-me todas as palavras
Não me acharam digna de lavra
E diante ao computador
Tal certeza me causou furor

Falhei no exercício de escrever
E buscar me entender
Desnudar o sentimento
Tornou-se um profundo tormento

Falhada a ação
Desistir talvez seja a opção
Mas e os sonhos e os desejos?
Extirpo da alma e busco novos ensejos?

Hoje fracassei
Mas amanhã novamente tentarei
E mesmo que acabem-se os papéis
E as canetas e lápis não me sejam mais fiéis

O amor pela escrita prevalecerá e um dia, correspondido será.





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domingo, 21 de outubro de 2018

Ao teu lado - Idianara Lira Navarro

Pintura de Vicente Romero Redondo
Por muito tempo tentei te esquecer
Evitar tudo que lembrava nossos momentos
Mas nunca consegui compreender
Como apesar de tantos tormentos
Em meu coração ainda lhe dirigia tantos sentimentos.

Tudo fora uma ruína e mesmo buscando te odiar
Sempre fui levada para o vértice de nosso amor
E juro, não consigo entender como ainda posso te amar
Quando tudo que você me deixou foi sofrimento e dor
Parece loucura, mas tal aventura foi um grande dissabor

Várias vezes tentei entender porque terminamos assim
Quais eram seus verdadeiros sonhos e anseios?
Porque tantas mentiras contaste para mim?
Porque desprezaste meus carinhos e meus beijos?
Será que tudo que vivemos foi mesmo tão ruim?

Meus defeitos nunca aceitaste
Querias em mim tudo o que eu não tinha
Teu prazer era apenas dizer: “serás sempre minha”
E como em uma maldição, parece que realmente acertaste
Não estamos mais juntos, mas meu amor ao teu lado sempre caminha.



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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Rap hour, por Márcio Almeida


É mais um dia de perda de sentido,
família, Deus, o mercado – tudo é prensa,
nessa mistura fast-food com bandido,
no corre atrás da vida que não pensa

se vale a pena a correria para nada,
em cada rua uma oferta de trouxinha,
a traficante se parece com a fada,
pra comer, a menor tira a calcinha.

Hora do rush faz o transe da babel,
em cada esquina um assalto de tocaia:
o caos urbano cheira crack e a xarel,
loura gelada, muito sexo e só gandaia.

A maioria se espreme no busão,
e não se livra da gangue à mão armada;
daqui a pouco preso mora em camburão,
a violência é só oferta com porrada.

Não há escolha nessa troca de mentira,
a pressa corre e dá de cara com o perigo,
ninguém sabe se o que mata é fome ou o tira,
se o que morre será mesmo o inimigo.

Vidro suspenso que lá vem o trombadinha,
na sequência bando troncho de pivetes,
e o táxi por sequestro sai da linha,
você decide: um balaço ou canivete.

Quem vai de carro curte sarro com o estresse,
e como pária foge do engarrafamento,
chuva miúda, óleo na pista, a curva em S,
a tevê mostra os presuntos do momento.

Hora de Ângelus quer dizer adrenalina,
o desafio é chegar inteiro em casa,
herói urbano com nervos de gasolina,
que a contramão dessa briga cria asas.

Aperte o cinto que a noite é de pega,
a fauna solta vem malhando o arrastão,
o bebum louco liga o farol que cega,
a avenida vira pista de avião.

Muita cantada de pneu nessa disputa,
o seu carona pode ser muito doidão,
desfilam drags, pitibichas, muita puta,
e o carro serve de motel e de caixão.

Vão do seu lado perueiros e a ambulância,
muita buzina é sinal de coisa preta,
enquanto reza, você pede segurança,
e logo adiante mói a Besta num Cometa.

O sinal fecha e passa um raio na retina,
o mauricinho quer mostrar que é potente,
o guarda apita, tudo bem com a propina,
e o menor pratica pra matar mais gente.

E viva a vida na vã veloz cidade,
onde escapar é o prêmio que alerta:
pisar mais fundo é sentir a liberdade
e o inferno tem a porta sempre aberta.


MÁRCIO ALMEIDA
nasceu em Oliveira, MG em 1947. É formado em Letras, com curso de mestrado, pós-graduado também em Ciências da Religião. Autor de diversas publicações de poesia, conto, literatura infanto-juvenil e teoria literária; detentor de dezenas de prêmios nacionais com o "Emílio Moura", "Cidade de Belo Horizonte"; Crítico colaborador, desde a década de 60, de vários jornais e revistas como o SLMG e a Germina; poeta visual com exposições em vários países da mostra intitulada "DidEYEtica - uma gramática do olho"; autor do "poemiseta", coleção de poemas serigrafados em camiseta, na década de 80; traduzido em espanhol, inglês, francês; tem livro-tese sobre o miniconto, no qual defende o pioneirismo do grupo de autores de Guaxupé. Almeida colaborou com a revista "Cronópios", editada pelo Pipol, onde publicou muitos artigos críticos, livros e registros culturais.
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Antagonismo - Idianara Lira Navarro

Eis o meu inferno:
Cumprimentar-te e não lhe dizer,
Os meus anseios e os meus desejos,
Entender e não aceitar,

O que ainda sinto apesar de tudo que fizestes.

Eis o meu martírio:
Falar-te coisas banais,
Dar-te sorrisos triviais,
Querer-te e não lhe confessar,

O meu tormento e a minha saudade.

Eis o meu inferno:
Ter-te próximo e tão distante,
Não te esquecer e sempre lembrar,
Do meu torpor e da minha dor,

Repleta de tua presença e de tua ausência.

Eis o meu martírio:
Odiar-te com muito amor,
Amar-te com muito rancor,
Querer em vão lhe perdoar,
 
Para que finalmente sejas nada, quando na verdade ainda és tudo.

* Pintura de Daniel Gerhartz


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domingo, 8 de julho de 2018

O Silêncio - Idianara Lira Navarro

Trago em mim palavras não ditas
Questionamentos não feitos
Mentiras não inventadas
Insultos não dirigidos

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