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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Wacom organiza evento online grátis com especialistas em quadrinhos

 


Comic Week terá 25 apresentações e workshops entre os dias 19 e 22 de outubro com artistas de diversos lugares do globo, incluindo a ilustradora brasileira Lila Cruz

Fãs de quadrinhos e profissionais do setor poderão se divertir e receber muitas dicas durante o Comic Week, que será realizado de 19 a 22 de outubro. O evento online internacional é promovido pela Wacom, fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais.

Serão 25 apresentações e workshops durante os quatro dias de evento, com uma seleção de quadrinistas profissionais e artistas conceituais de animação. Entre alguns destaques da programação, estão: Charlie Adlard, de The Walking Dead, que irá ensinar novas técnicas de ilustração digital; Alex Sinclair, da DC Comics, compartilhando dicas e truques sobre as cores nos quadrinhos; além dos artistas Gemma Correll e Luke McGarry que irão se enfrentar em uma batalha criativa digital para a diversão de todos os participantes. As apresentações e workshops serão em inglês, espanhol, português, francês, italiano e turco.

A ilustradora digital baiana Lila Cruz representará o Brasil nessa programação globalizada, focando no tema de quadrinhos autobiográficos, no dia 20, às 15h (horário de Brasília). “Comecei a produzir meus quadrinhos autobiográficos retratando temas como saúde mental, autocuidado e cotidiano. Já publiquei livro, fanzine e participo de muitas palestras. Vou mostrar como é possível trabalhar com isso sem se esgotar ou se expor demais”, explica a artista. “Considero esses eventos um excelente lugar para compartilhar nossas experiências, especialmente para quem está começando. Quando eu estava começando, ia em todas as palestras possíveis e sempre me inspiraram muito a sair de lá e produzir meu próprio quadrinho.”

“Comic Week trará uma variedade de apresentações e workshops para que entusiastas e profissionais criativos possam aprender novas técnicas de quadrinhos, conhecer dicas e truques de desenho digital, além de receber conselhos sobre como promover seu trabalho atualmente. Tudo isso com especialistas renomados no mercado de quadrinhos”, comenta Thiago Tieri, gerente de marketing da Wacom no Brasil. “É muito bom também saber que teremos uma ótima artista como a Lila representando o país.”

Para conferir a programação completa dos quatro dias do Comic Week, além dos artistas em destaque, idioma falado, datas, horário das sessões e descrições, clique aqui.

O evento será realizado e transmitido pela plataforma Zoom. Para se inscrever na Comic Week da Wacom e ter acesso a todas as 25 sessões, clique aqui.

Sobre a Wacom

Fundada em 1983, a Wacom é uma empresa global com sede no Japão (Bolsa de Valores de Tóquio: 6727) com subsidiárias e escritórios afiliados em todo o mundo para apoiar comercialização e distribuição em mais de 150 países. A visão da Wacom de aproximar pessoas e tecnologia por meio de tecnologias naturais de interface tornou-a a fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais. A tecnologia avançada dos dispositivos de entrada intuitiva da Wacom foi usada para criar algumas das artes, filmes, efeitos especiais, moda e designs mais empolgantes do mundo todo e fornece aos usuários corporativos e domésticos sua tecnologia de interface líder para expressar sua personalidade. Para mais informações: www.wacom.com 

Instagram: @wacom_brasil

Twitter: @WacomBrasil

Facebook: @WacomBrasil

YouTube: @WacomBrasil

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sábado, 22 de agosto de 2020

Edison de Farias e o livro em HQ “O Bom Humor da Vida”

Edison de Farias - Foto divulgação
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio artístico?

Edison de Farias: Sou publicitário a mais 45 anos, exercendo a função de Direção de Arte e ilustração, nos últimos anos tenho dedicado a criação e preparação de Histórias em Quadrinhos e animações.

Conexão Literatura: Você é autor do livro em HQ “O Bom Humor da Vida”. Poderia comentar? 

Edison de Farias: O título “O Bom Humor da Vida” é um livro em (HQ) com 64 páginas coloridas, com o intuito de levar diversão e descontração, proporcionando a agradável sensação de alegria e bem estar e provocando um sorriso no rosto.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra?

Edison de Farias: Esta obra está alicerçada em três anos de pesquisa, onde foram reunidas centenas de situações alegres entre contos, piadas, anedotas, “causos” e casos verídicos,

Conexão Literatura: Poderia destacar uma tirinha ou um trecho da sua HQ especialmente para os nossos leitores? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br encontram-se algumas páginas de referência. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para saber mais sobre a sua HQ e um pouco mais sobre você e o seu trabalho? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos artistas em início de carreira?

Edison de Farias: Desenhar a todo momento e pesquisar referências de estilos.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Edison de Farias: Conforme acusados pelas pesquisas, este projeto poderá gerar dezenas de edições.

Perguntas rápidas:

Um livro ou HQ: Asterix – O adivinho
Um (a) autor (a):  Goscinny – Uderzo
Um ator ou atriz: Charlie Chaplin
Um filme: Luzes da cidade
Um dia especial: 12 de outubro – Dia de NS Aparecida
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Mauricio de Sousa é um dos vencedores do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes 2019


Desenhista foi premiado na categoria "Iniciativas culturais para crianças e adolescentes"

No dia 29 de janeiro, foram homenageados, no Palácio dos Bandeirantes, profissionais da cultura que se destacaram no decorrer de 2019, no Prêmio Estado de São Paulo para as Artes 2019. Mauricio de Sousa foi um dos vencedores pelo trabalho à frente da Mauricio de Sousa Produções (MSP), na categoria “Iniciativas culturais para crianças e adolescentes”. O desenhista foi representado pelo diretor da MSP, Rodrigo Paiva.

“É uma honra receber esse troféu de grande importância nacional na área cultural. Principalmente pela qualidade dos indicados e do júri. Agradeço! E a nossa responsabilidade para com as crianças e os jovens aumenta e nos traz novos desafios aí pela frente”, diz Mauricio de Sousa.

O prêmio, criado em 1950 e hoje reformulado – é a principal premiação cultural do Estado e a maior em nível estadual no Brasil - tem a organização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Os vencedores receberam um troféu e o valor de R$ 30 mil. As indicações foram feitas pelos membros do Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa, do Condephaat, da Comissão de Análise de Projetos do ProAC Expresso ICMS e pelos secretários de Cultura dos 645 municípios de São Paulo.

Mauricio de Sousa - Uma história de amor e sucesso

Mauricio de Sousa é o autor de maior sucesso das histórias em quadrinhos no Brasil. Começou nos anos 50 em uma pequena cidade do interior de São Paulo (Mogi das Cruzes), sem dinheiro, mas com muita vontade de trabalhar. Assim, conquistou milhões de leitores por passar mensagens de amizade, solidariedade e muito humor com suas criações da "Turma da Mônica". São mais de 400 personagens criados nesses anos.

Hoje, após 60 anos de seu início na área dos quadrinhos, é reconhecido em todo o mundo com várias premiações e publicações de sua obra em diversos países. No Brasil, mantém mais de 10 milhões de leitores por mês apenas com suas revistas em quadrinhos. Representa 85% de todo o mercado infanto/juvenil de quadrinhos no país. 

No YouTube, com sua série de animações "Monica Toy", chegou a mais de 7 bilhões de visualizações pelo planeta em apenas quatro anos. Depois do Brasil, quem mais assiste o programa on-line é a Rússia, México, EUA, Japão e entre outros.

Os shows ao vivo em teatro, com seus personagens, são montados em todo o Brasil e agora estão sendo apresentados em outros países, como EUA e Japão. Além disso, seu parque de diversões indoor em São Paulo é o maior da América Latina.

Sua importância para os brasileiros vai muito além do sucesso comercial. É o primeiro desenhista de quadrinhos no mundo que entrou para uma Academia de Letras junto aos escritores mais famosos (Academia Paulista de Letras - APL).

Suas revistas, comprovadamente, servem de estímulo à leitura e à alfabetização de crianças a partir dos cinco anos de idade. Por isso, passou por cinco gerações de leitores sempre renovando seu público. Na área comercial tem sua marca em mais de 3 mil itens em contratos com cerca de 150 empresas. Já produziu mais de 12 filmes de animação para o cinema e centenas de animações para a TV. É o maior produtor de animação do Brasil. Tem o maior estúdio da área na América Latina com mais de 300 funcionários. 

2020 é um ano cheio de novos projetos e uma nova dimensão para sua empreitada internacional. Uma conquista baseada na criação de um mundo de sonhos que conquistou milhões de pessoas.
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Resenha: "Revolução do Gibi - A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil" - Por Ademir Pascale


Por que os quadrinhos chegaram às livrarias brasileiras? Por que os mangás, nome dos quadrinhos japoneses, tornaram-se tão populares no país? O que fez com que as adaptações literárias fossem tão publicadas nos últimos anos? Por que mais e mais desenhistas se dedicam aos trabalhos autorais? Qual foi o papel da internet na produção de quadrinhos?

Essas e outras perguntas, que marcam o atual momento das histórias em quadrinhos, são respondidas num livro, que começa a ser vendido neste mês nas livrarias e lojas especializadas no setor. Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil (Devir, 520 págs.) procura mostrar as raízes desse novo momento presenciado no país.

A obra divide a questão em 20 capítulos, cada um deles dedicado a explicar diferentes aspectos do atual mercado de quadrinhos. Do papel à internet, do quadrinho estrangeiro ao nacional, das bancas às livrarias, da produção comercial à autoral.

A obra foi escrita por Paulo Ramos, especialista na área e responsável pelo Blog dos Quadrinhos, página jornalística dedicada ao tema e hospedada na redação do portal UOL. O livro reúne reportagens, entrevistas e resenhas feitas pelo autor e veiculadas no blog desde abril de 2006. Cada informação é acompanhada de uma atualização. A última foi feita em janeiro deste ano.

Ramos é autor de outras obras ligadas ao tema, como A Leitura dos Quadrinhos e Bienvenido – Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos – premiadas com o Troféu HQMix na categoria de melhor obra teórica sobre quadrinhos nos anos de 2010 e 2011.

Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil é o segundo livro jornalístico do autor.

Indispensável tanto para curiosos, quanto para profissionais da área. A capa é do cartunista e ilustrador prodígio João Montanaro (Cócegas no Raciocínio), de apenas 15 anos.

Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil
Estrutura: 520 págs. P/B, em papel off-set 75g;
Formato: 165 mm X 240 mm;
Editora: Devir Livraria Ltda.
www.devir.com.br
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

HQ "The Spirit - Mais Aventuras", lida e comentada


Por Ademir Pascale

Criado em 1940 por Will Eisner, um dos artistas mais importantes do mundo das histórias em quadrinhos, Denny Colt, o personagem principal, passou a ser chamado de "The Spirit" depois de ter sido considerado morto, mas que continuou sendo visto nas violentas ruas de sua cidade na luta contra o crime. A maioria das histórias de "The Spirit" tem um ar sobrenatural envolvendo misticismo, horror, romance, crime, drama e mistério.
Após Eisner entrar para o exército durante a segunda guerra mundial, “The Spirit” passou por diversas mãos, tendo traços e histórias diferentes das habituais conhecidas pelos fãs.

Tendo inspirado outros artistas, podemos até fazer uma semelhança com “O Corvo”, de James O'Barr, tendo sido adaptado para o cinema em 1994. E acredite, “The Spirit” passou pelas mãos até do grande Frank Miller, que adaptou a história para as telonas, tendo um estilo semelhante ao do longa-metragem “Sin City”, mas que infelizmente não fez tanto sucesso por tentar reinventar demais o herói, modificando o original.
“The Spirit: Mais Aventuras”, hq publicada pela Devir Livraria, reúne as últimas quatro edições da raríssima série que reapresentou o Spirit a uma nova geração de leitores em 1998, numa mescla de vários artistas, como Paul Chadwick, John Ostrander, Paul Pope, Eddie Campbell, Tom Mandrake, Scott Hampton, Joe R. Lansdale, Peter Poplaski, Dennis P. Eichhorn, Gene Fama, Marcus Moore, Pete Mullins etc. Com uma arte de capa belíssima produzida por Paul Chadwick, artista que também desenvolveu o desenho e a história “Beleza Maldita”, que daria uma ótima adaptação cinematográfica, é uma das melhores do álbum, seguida da história “Swami Vashtibubu, de John Ostrander, com arte de Tom Mandrake e “O Caso Eichberg”, de Scott Hampton e Mark Kneece, num dos melhores traços e ilustrações do conjunto de histórias.

Recomendadíssimo para quem curte uma boa hq de luxo. A minha já está devidamente guardada :)

OBS.: A Devir ainda disponibiliza “The Spirit – Mais Aventuras” em capa-dura ou brochura.

The Spirit: As Novas Aventuras
Histórias: Vários artistas
Arte: Vários artistas
Miolo: 128 páginas coloridas em papel off-set 90 g/m²
Pinups: Will Eisner e William Stout
Acabamento: Capa-Dura ou Brochura
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Apoie: Revista Gibi X nº 3


A Gibi X é uma revista independente que busca resgatar HQ's de antigos desenhistas. Nas primeiras edições o destaque fica por conta do quadrinista caxiense Altair Gelatti, que teve reconhecimento nacional ao publicar suas histórias nas décadas de 60 e 70 em editoras do Rio e São Paulo. Na primeira revista a publicação histórias do Homem Força de Altair Gelatti, do Flama de Deodato Borges (pai mde Mike Deodato), ambas dos anos 60 e Raddicci do Iotti. Na segunda edição, mais histórias do Homem Força, Watson Portela e Iotti. Nas duas primeiras edições uma reportagem com a trajetória completa de Gelatti além das capas de suas 46 revistas Albatroz.

A Edição nº 3 trará:
• 2 HISTÓRIAS DO HOMEM FORÇA: "Mistério no Mar" de 1967 e "Cientista Louco" de 1969;
• VIDA EM OUTROS MUNDOS: ficção INÉDITA escrita e desenhada por Altair Gelatti em 1977, saindo da gaveta pela primeira vez depois de 42 anos!
• VELTA: Primeira história de Velta de Emir Ribeiro em uma revista (10-Abafo #1) recolorizada por ele há alguns anos e agora impressa pela primeira vez!
• ANGELO AGOSTINI: Edição extra da "Revista Ilustrada" de janeiro de 1880 com impressionante relato dos conflitos populares ocorridos no final do ano de 1879!
• IOTTI - Seção naftalina: desenhos tirados do fundo do baú!
• STAR MAX: Desenhos de Joe Bennet (Marvel e DC Comics) e roteiro de Franco de Rosa.

Distribuída em Porto Alegre e região Metropolitana (Canoas, Guaíba, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão, Glorinha e Eldorado do Sul) e na Serra gaúcha em cidades como Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Veranópolis, Nova Prata, Nova Bassano, Guaporé, Nova Petrópolis, Canela, Gramado, São Marcos, Vila Ipê, Flores da Cunha, Antônio Prado, Vacaria, Lagoa Vermelha, Bom Jesus e Sanaduva. Você também encontra a Gibi X em  em lojas especializadas de São Paulo, e algumas lojas online como Sala de Perigo e Comix Book Shop.

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Na página da campanha também é possível adquirir as revistas nº 1 e 2 além de pósteres, camisetas e cartões postais: https://www.catarse.me/gibi_x_3


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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Surfista Prateado – amargo regresso



Na década de 1980, Stan Lee já estava apostenado dos quadrinhos. Mas voltava de tempos em tempos para escrever uma história de seu personagem predileto. E qual era seu personagem predileto? O Surfista Prateado.
Em 1982 eles e John Byrne (que a esta altura já era uma estrela de quadrinhos graças à sua passagem pelos X-men) se uniram para produzir uma revista única do herói, que acabava funcionando como canto do cisne para o personagem e fechava algumas pontas soltas.
Na HQ, O Surfista, graças a uma invenção de Reed Richards, consegue finalmente vencer a barreira de Galactus e voltar para seu planeta Zenn-la. Mas há uma ressalva: se voltar para a Terra, ele ficará enternamente preso aqui.
Chegando lá ele descobre que seu planeta está arruinado graças à vingança de Galactus por seu arauto ter se voltado contra ele na Terra.
E Shalla Ball, sua amada, não está lá. Tudo leva a crer que uma garota que ele encontrou em uma das histórias da série clássica na década de 1960, é na verdade ela, hipnotizada por Mefisto.
É uma história deliciosa em todos os sentidos, num perfeito equilíbrio dos elementos que fizeram do Surfista um clássico. Há o herói amargurado e filosófico, as viradas no roteiro, surpreendentes, mas absolutamente plausíveis. E o texto de Lee parece ter melhorado com o tempo, tornando-se mais poético. Os desenhos de Byrne (que é co-autor da história), funcionam bem, embora a arte-final de Tom Palmer nem sempre consiga captar a sutileza que a histórira exija.
O grande momento da história é o final, triste, mas poético. Seria o final perfeito caso essa fosse a última história do personagem.
Aqui essa história foi publicada na revista Heróis da TV 70 e foi um dos números que mais marcaram os fãs, em especial graças a essa HQ. Em tempo: a Abril descartou a capa original e usou uma imagem interna da história como capa. Ao meu ver um a decisão acertada.

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sábado, 9 de novembro de 2019

Lendas - o samba do Byrne doido



Lendas foi o primeiro crossover da DC após Crise nas infinitas Terras. Criado a partir de uma ideia de John Ostrander, teve como principal roteirista Len Wein e a maior parte dos desenhos por conta de John Byrne (que também fez as capas).
Aqui foi lançada pela editora Abril em uma minissérie de seis capítulos, em 1988.
Se Crise era uma obra coesa, em que roteiro e desenho se casavam à perfeição para compor uma obra que vai num crescendo até seu final apoteótico, Lendas parece um bolo que desandou porque todo mundo botou a mão.
Para começar, a própria premissa não nada é original: Darkside resolve acabar com os heróis (as Lendas) introduzindo um personagem que controla mentes e faz a população ficar contra os heróis. Quem leu os quadrinhos da Marvel na década de 1970 sabe que essa premissa foi usada em mais de uma história. Além disso, o personagem que faz isso é muito mal construído. Gordon Godfrey é um político? Um estudioso? Um jornalista? Ele surge do nada na história, concedendo uma entrevista televisiva. Não há nenhuma explicação de porque ele está sendo entrevistado e não temos nenhuma explicação de nada durante a série: Godfrey não tem existência como personagem, é apenas um roteirismo, alguém necessário para que a trama ande.
E, bem, a trama não anda. Há muitas idas e voltas, mas pouco desenvolvimento. A ida do Superman para Apokolips, por exemplo, é totalmente desnecessária e não contribuiu em nada para o enredo (tanto que no final dessa subtrama o herói perde a memória do que aconteceu).
O desenho de Byrne ajuda a dar um charme para a série, especialmente quando o roteiro está a cargo de Len Wein, que tenta salvar a história como pode. Mas Byrne encontra tempo até mesmo para dar uma alfinetada em seu antigo-chefe, Jim Shoter, colocando-o como vilão em uma sequência totalmente desnecessária. Como àquela altura ele era um astro dos comics, parece que ninguém teve coragem de dizer que aquelas quatro páginas não encaixavam na trama.
Um dos piores capítulos é o segundo, escrito por John Ostrander e desenhado por Joe Brozowski, focado inteiramente em Nuclear, em que a subtrama se resolve com... tortas na cara. Não, não é brincadeira. A trama se resolve com tortas na cara.
Lendas foi um verdadeiro samba do Byrne doido.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Editora Noir reúne em livro as tiras coloridas Os Mundos de Liz, do quadrinista Daniel Brandão, desenhista da Marvel e DC

As tirinhas coloridas da adolescente Liz, de Daniel Brandão, que tanto sucesso faz nas páginas do jornal O Povo, de Fortaleza, podem agora ser conhecidas por leitores de todos os cantos do país e até do exterior. A Editora Noir, de São Paulo, está lançando o álbum Os Mundos de Liz, com inteligentes histórias que o artista criou inspirado em sua filha, desde os seus primeiros anos de vida. São abordagens que acompanham o crescimento de uma menina, suas dúvidas, anseios, personalidades e descobertas, além das relações familiares.

Em 136 páginas, são tratados temas como amores, escola, família, amigos. Tudo isso temperado em um caldeirão chamado adolescência. Liz, uma garota de 14 anos, é a personagem central deste álbum delicioso que apresenta, de forma profunda e divertida, os pequenos e grandes dilemas existenciais que se abatem sobre todos nós, com 14, 34 ou 64 anos. Temas universais e atuais abordados sob o prisma de uma personagem mais do que real, com coadjuvantes que são tão próximos de nós que certamente você vai se pegar pensando o quanto lembra aquele amigo ou primo.

No auge de sua maturidade como artista, Daniel Brandão usa toda sua experiência em anos dedicados aos super-heróis da Marvel e DC para criar um universo cheio de referências que vão dos Beatles ao poeta brasileiro Eduardo Alves da Costa, tudo isso com um traço delicado e homenagens que deixariam o próprio Will Eisner com um belo sorriso no rosto.

Como diz o autor, Os Mundos de Liz são vários. E todos eles são mágicos, encantadores e surpreendentes. A edição pode ser adquirida no site da Editora Noir (www.editoranoir.com/osmundosdeliz), nas lojas físicas e nos sites das livrarias Travessa e Martins Fontes e pela Internet na Amazon e no Mercado Livre. 

A obra já reúne críticas de especialistas: Este livro é, para mim, o melhor resumo da personalidade de Daniel: um coquetel de talento, sensibilidade, humanidade, bondade e generosidade.

FABIEN TOULMÉ
Autor de Duas Vidas e Não Era Você Que Eu Esperava

Contar a(s) história(s) de alguém que se ama em forma de quadrinhos pode parecer fácil, mas está longe disso. Ainda mais quando o autor resolve retratar uma filha crescendo. Conheci Liz pequenininha, fazendo traquinagens, e hoje a acompanho adolescente. E pelo respeito que Daniel Brandão demonstra ao mostrar os sonhos, as dúvidas, os medos, as inseguranças e as alegrias dela, tenho certeza de que a verdadeira Liz está duplamente orgulhosa do seu pai.

SIDNEY GUSMAN
Jornalista e editor

Ler Os Mundos de Liz nos leva a um reencontro com nossa própria adolescência. Para pais e mães, em especial, as tirinhas são uma tradução sensível do cotidiano.

CINTHIA MEDEIROS
Editora do caderno Vida&Arte do jornal O Povo

Sobre o autor:
Daniel Brandão está no mundo das HQs desde 1996 como ilustrador, educador e empresário. Trabalhou com diversas editoras, nacionais e internacionais (DC Comics, Marvel, Dark Horse, Abril e Maurício de Sousa Produções). Ganhou quatro prêmios HQ Mix (2002, 2005, 2006 e 2017). Em 2016 ganhou o prêmio Al Rio. Criador da personagem Liz, que já foi tema de seis livros autorais. Desde janeiro de 2018 publica diariamente a tira Os Mundos de Liz no jornal O Povo. Seu estúdio em Fortaleza, CE oferece cursos de histórias em quadrinhos, desenho e mangá desde 2002.

Os Mundos de Liz
Editora Noir
Autor: Daniel Brandão
ISBN: 978-85-93675-23-2
Edição 2019 / 120 páginas / colorido
Valor: R$ 39,90
Formato: 16x23cm
Assunto: álbum de quadrinhos
Onde encontrar: www.editoranoir.com./osmundosdeliz
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domingo, 15 de setembro de 2019

Um quarteto clássico



Quem hoje em dia vê o Quarteto Fantástico naufragar no cinema filme após filme dificilmente poderia imaginar que esse pequeno grupo de super-heróis foi durante muito tempo o que havia de mais interessante e revolucionário nos quadrinhos americanos de super-heróis. A coleção histórica Marvel, recentemente lançada pelo Panini, serve como exemplo disso.
O Quarteto surgiu em 1961, graças a uma partida de golfe. Martin Goodman, dono da Marvel (que na época chamava-se Atlas) jogava com Jack Liebowitz, dono da National (atual DC Comics) e Liebowtiz se vangloriou que a revista da Liga da Justiça, lançada recentemente, estava se tornando um sucesso absoluto entre os jovens leitores.
Goodman correu para a Marvel e pediu para seu editor-chefe, Stan Lee, que criasse um grupo de heróis aos moldes a Liga: unindo heróis da Era de Ouro.
Lee, à essa altura, estava pensando em abandonar os quadrinhos e se dedicar à literatura. Queria propor algo diferente, mas achava que o chefe não iria aceitar. Foi sua esposa que o encorajou a apresentar a nova ideia. Afinal, o máximo que poderia acontecer seria ele ser demitido, algo que ele já queria.
A ideia de Lee era um grupo totalmente diferente de heróis, humanizados, com histórias dotadas de cronologia e que nem mesmo usavam uniformes ou máscaras (posteriormente eles usariam um informe azul, mas sem máscaras). Surpreendentemente, o dono da Atlas aceitou e assim surgiu o Quarteto Fantástico.
 Além da continuidade, dos heróis bidimensionais (em oposição aos heróis unidimensionais da DC da época), Stan Lee e Jack Kirby criaram uma série de tirar o fôlego, em que a ação acontecia de maneira ininterrupta e ganchos e mais ganchos seguravam o leitor e o deixavam se fôlego.
Provavelmente o melhor exemplo disso seja o volume dois da Coleção Histórica, dedicado aos confronto do Quarteto com Galactus. Dizem que a sinopse, escrita por Stan Lee para a história foi: “O Quarteto enfrenta Deus!”. E de fato era um deus, um ser tão poderoso que se alimentava de planetas. Essa história elevou o nível dos vilões. Se antes eles queriam roubar um banco, ou dominar um país, esse singrava as estrelas e tinha tanta consideração pela humanidade quanto um ser humano tinha por uma formiga.
O volume apresenta histórias de duas fases, ambas escritas por Lee, mas com dois desenhistas diferentes. Na primeira fase, Jack Kirby imprime seu traço simples, mas potente, de ação pura. Na segunda fase, John Buscema imprime elegância aos desenhos e dá o visual que seria definitivo do Surfista Prateado, que havia sido colocado na primeira história como um simples coadjuvante, que deveria desaparecer depois. Dizem que Stan Lee viu o desenho e viu ali um ser nobre, um profeta ou filósofo das estrelas, mas essa nobreza só foi alcançada no traço de Buscema em um trabalho tão fantástico que deu origem à revista do personagem, de vida curta, mas que virou cult entre os leitores.   

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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Superman – entre a foice e o martelo



Um dos princípios básicos da teoria do caos é a dependência sensível das condições iniciais – a percepção de que pequenas mudanças no início do processo pode provocar grandes mudanças a longo prazo. O roteirista Mark Millar parece usar esse princípio na sua aclamada série Superman – entre a foice e o martelo.
Na história, o bebê kriptoniano cai em uma fazenda russa, sendo criado em plena União Soviética stalinista. Essa pequena mudança geográfica (à certa altura um personagem se pergunta: já imaginaram se ele tivesse caído 12 hora antes?) provoca uma mudança global absoluta. Com uma figura indestrutível, capaz de se mover à velocidade do pensamento e super-poderosa, a URSS ganha a guerra fria. Quando, após a morte de Stalin, o Super-homem é alçado ao poder, o império soviético se estende pelo mundo.
Millar reimagina o universo DC: Lex Luthor, o arqui-inimigo do Homem de aço, torna-se a maior arma norte-americana contra o avanço do estado comunista. A Mulher Maravilha alia-se ao Super-homem e Batman, após ver seus pais sendo mortos por homens da KGB, torna-se um terrorista anti-sistema.
O roteirista consegue equilibrar esses elementos de forma segura e verossimilhante. Em nenhum momento a história parece forçada – tudo parece ser consequência óbvia do que veio antes – até mesmo o final duplamente surpreendente. Trata-se de uma verdadeira epopeia quadrinística que em nenhum momento resvala para o preto e branco. Ao contrário, explora muito bens os tons de cinza de personagens que acham, cada um a seu modo, que estão fazendo o melhor para o mundo.
Uma única palavra para descrever Superman – entre a foice e o martelo: obrigatório.

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sábado, 17 de agosto de 2019

Cinder e Ashe



Poucas vezes houve, na história dos quadrinhos, uma dupla tão afinada quanto Gerry Conway e José Luís Garcia-Lopez. E um dos melhores exemplos desse afinamento é a minissérie Cinder e Ash, lançada pela editora Abril em 1989.
Cinder e Ashe são dois “peritos em controles de danos”, o que significa que eles são aquele tipo de pessoa que você procura quando está em apuros. A história inicia com os dois resgatando uma mulher que foi sequestrada por uma gangue e se recusando a devolve-la ao marido (eles descobrem que ela era agredida pelo esposo). Em seguida são procurados por um fazendeiro que está sendo perseguido por uma misteriosa corporação econômica, que, lhe sequestrou a filha – é o caso Starger que dá título à história. Por trás dessa história há muitos mistérios e um fantasma do passado: um agente da CIA que nos EUA usava Cinder como ladra e agenciava prostitutas que foi dado como morto e agora parece ter estar de volta.
Cinder é chamada assim por seu cabelo ruivo, que lembra brasas em chamas e Ashe, que a salvou no Vietnã e seu tornou seu parceiro e guardião, é cinzas, uma referência provavelmente aos cabelos grisalhos. Além disso, os nomes simbolizam a personalidade de cada um e a forma como se complementam.
Só o desenho de Garcia-Lopez já valeria o preço da revista, mas aqui temos uma mistura perfeita de ação bem desenvolvida com aprofundamento de personagens. Conway destrincha a história por trás de cada dos dois ao mesmo tempo em que desenvolve o relacionamento entre os dois (que oscila entre o romântico e o paternal), alternando entre sequências de presente e flash back (com passagens entre uma e outra que lembram muito Watchmen).
Cinder e Ashe foi um dos melhores quadrinhos lançados em uma época em que as bancas estavam cheias de obras-primas.   

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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A arte e os quadrinhos de Pedro Leite

Pedro Leite - Foto divulgação
Pedro Leite é cartunista, ilustrador e publicitário de Porto Alegre e tem 36 anos. É autor de Sofia e Otto, Quadrinhos Ácidos e Tirinhas do Zodíaco, séries que possuem mais de 550 mil seguidores nas redes sociais. Hoje em dia é considerado um dos maiores desenhistas do Brasil, chegando a ter mais de 2m de altura. Site: www.sofiaeotto.com.br e www.pedroleite.com.br 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início nas artes e quadrinhos?

Pedro Leite: Sempre gostei de desenhar, mas acredito que nunca deva ter investido muito nisso na minha infância e adolescência. Cursei publicidade e propaganda e só depois de formando, trabalhando como diretor de arte em agências, que percebi que estava com saudade dos desenhos. Coloquei na cabeça que não queria mais ser publicitário e comecei a desenhar para criar um portfolio de ilustrações, para sair das agências. Criei com um colega a série Tirinhas do Zodíaco, uma paródia do desenho animado Os Cavaleiros do Zodíaco, e mesmo sendo uma brincadeira foi um sucesso na internet. Desde aquele momento comecei a focar mais nos quadrinhos. Saí de agência, criei outros projetos e continuei assim ao mesmo tempo que fazia de vez em quando freelancers pra me sustentar. Criei a série Quadrinhos Ácidos, que chegou a ter mais de meio milhão de seguidores no Facebook, e atualmente criou quadrinhos para a minha série Sofia e Otto, que também tem livro infantil focado para as crianças do RS.

Conexão Literatura: Você é autor de várias HQ's, poderia comentar?

Pedro Leite: Sou autor de cinto livros: Tirinhas do Zodíaco, Onde Meu Gato Senta, Quadrinhos Ácidos, Sofia e Otto e Sofia e Otto Conhecendo Porto Alegre. É um pouco de cada coisa.
Conexão Literatura: Você é criador de personagens que vivenciam problemas sociais, mas que possuem uma visão de mundo onde conseguem enxergar soluções, além de passarem boas mensagens, destacando Sofia e Otto. Fale mais sobre as mensagens que você deseja passar aos seus leitores através dos quadrinhos. 

Pedro Leite: Quando eu comecei a criar quadrinhos eu estava mais focado em fazer as pessoas rirem e se divertirem, mas com o tempo fui percebendo que com as redes sociais nós, autores, somos de certa forma formadores de opinião ao atingir um grande público leitor na internet. Assim, fui mudando aos poucos o tipo de tirinha que eu produzia. Hoje gosto muito de extravasar meus sentimentos nessa arte, mas também sinto a necessidade de criar críticas sociais com os quadrinhos, afinal, é a forma que tenho de fazer com que meus leitores leiam a respeito de algo que eu considero que seja importante ser debatido. Muitas são apenas tirinhas de humor, mas várias outras são tirinhas reflexivas que fazer os seguidores comentarem e debaterem entre si. Isso é muito gratificando.

Conexão Literatura: E o que poderia dizer sobre os “Quadrinhos Ácidos”?

Pedro Leite: Foi uma série que criei para extravasar alguns sentimentos. Os quadrinhos tinham temas diversos, desde críticas ao consumismo até ao machismo. Hoje, anos depois que a série acabou, eu vejo que alguns desses quadrinhos até foram meio preconceituosos, afinal, o tempo muda e eu evoluo. Mesmo assim, foi uma série que me deu muito orgulho, mas conquistei muitos seguidores e dois prêmios. Ainda atualizo as redes sociais do Quadrinhos Ácidos, mas só repostando tirinhas antigas.

Conexão Literatura: Você ainda trabalha nas tirinhas de “Onde meu gato senta” e outras. Como consegue administrar seu tempo fazendo tantas tarefas? 

Pedro Leite: Onde Meu Gato Senta foi um projeto de um livro que aconteceu há anos. Durou só para produzir o livro, depois disso nunca mais criei nada, como no Quadrinhos Ácidos. Não faço muitas tarefas ao mesmo tempo, mas na verdade no momento a única série que é atualizada é a Sofia e Otto. O resto é só repostagem.

Conexão Literatura: Como analisa os quadrinhos no Brasil e quem trabalha com eles hoje?

Pedro Leite: É difícil dizer, pois não me considero um bom exemplo de quem trabalha com isso. Eu sou um autor que teve o trabalho muito compartilhado na internet, mas isso não significa que consigo trabalhar com isso. Afinal, não são todos os meus seguidores que compram meus livros, e esse é um dos motivos para eu ter começado a outro projeto mudando de foco, na literatura infantil. Os quadrinhos hoje em dia me dão uma graninha, mas não é o suficiente para sobreviver só disso. Minha grana dos quadrinhos vem mais dos livros didáticos que utilizam meus quadrinhos, do meu clubinho no Apoia-se (www.apoia.se/pedroleite), e das vendas em eventos como a CCXP, mas tudo isso ainda é relativamente pequeno.

Conexão Literatura: Como os interessados poderão saber mais sobre você e seus quadrinhos ou até solicitarem trabalhos?

Pedro Leite: Quem quiser ficar mais próximo dos bastidores do meu trabalho, pode entrar no meu clubinho (www.apoia.se/pedroleite) que é uma ferramenta para apoiar os artistas que você gosta a partir de R$ 2,00 por mês. Lá eu posto mais informações sobre a produção do meu trabalho, bastidores, sorteios, etc. Fora isso, qualquer um pode ler meus quadrinhos gratuitamente nas redes socias e solicitar trabalhos por lá.
Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Pedro Leite: Sim. Além dos quadrinhos da Sofia e Otto, estou começando a focar mais na literatura infantil. Ano passado lancei o livro Sofia e Otto Conhecendo Porto Alegre e esse ano lançarei outro livro sobre a imigração italiana do estado do RS. A ideia é lançar livros focados no RS para as escolas daqui, com texto meu e ilustrações de outros artistas.

Perguntas rápidas:

Um livro: A História Sem Fim
Um (a) autor (a): Liniers
Um ator ou atriz: Michael Keaton de Batman
Um filme: Essa é difícil, mas adoro muitos filmes.
Um dia especial: Quando ganhei o troféu HQ MIX

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Pedro Leite: Obrigado! :)
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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Saem os ganhadores do concurso “Escola em Quadrinhos”, promovido pelo Instituto Mauricio de Sousa em parceria com a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo


Ao todo, foram enviadas mais de 7,5 mil histórias produzidas por mais de 26 mil alunos de 597 escolas estaduais

O Instituto Mauricio de Sousa divulgou os grupos vencedores do concurso “Escola em Quadrinhos”, realizado em parceria com a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. Ao todo, foram enviadas mais de 7,5 mil histórias em quadrinhos, produzidas por mais de 26 mil alunos de 597 escolas estaduais.
As escolas estaduais Gumercindo Gonçalves, de Sorocaba; José Pires Alvin, de Bragança Paulista; e a Professor Alberto Salotti, da região Sul 3 da Capital, foram as vencedoras (veja abaixo o nome dos alunos). Os trabalhos estavam divididos em três categorias: anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio e Educação Jovens e Adultos (EJA).
Os alunos vencedores ganharão um passeio no Parque da Mônica ou poderão fazer uma visita monitorada aos Estúdios Mauricio de Sousa, além de receber gibis da Turma da Mônica e certificados. Já os professores e orientadores, além de acompanhar os alunos na visita, serão premiados também com um kit de produtos da Turma da Mônica.
Seleção
Para participar do concurso, os alunos precisavam criar uma história que envolvia o tema alimentação saudável e formar grupos de três a cinco pessoas. Cada unidade escolar poderia enviar até três trabalhos, que deveriam ser encaminhados às Diretorias de Ensino de cada região.
A seleção foi feita em etapas, primeiro pelos professores de cada escola, os melhores trabalhos de cada uma das categorias foram encaminhados à Diretoria de Ensino responsável. Em seguida, uma nova seleção foi feita pela Diretoria de Ensino, que enviou os escolhidos à sede CRE Mário Covas.
Na etapa final, a comissão julgadora, que era composta por profissionais da Secretaria da Educação, incluindo nutricionistas e docentes das áreas de artes e língua portuguesa, e dos estúdios Mauricio de Sousa selecionou o melhor trabalho de cada categoria.
Confira os vencedores:
Categoria Fundamental anos iniciais
Título: Turma da Mônica e Astronauta em Missão Saudável
Grupo: Giuliano dos Santos, Matheus de Souza e Arthur Bressani
Professor orientador: Érika Araújo
 

Categoria Fundamental anos finais
Turma JPA e Turma da Mônica em “Uma Vida Saudável”
Grupo: Emily Amaral, Isabela Martins, Luis Alberto Oliveira, Erick Coelho e Saulo Goes
Professor orientador: Luciano Prates
 

Categoria Ensino Médio
Turma da Mônica em Comilândia
Grupo: Karina Lima, Luiz Maia e Julia Nubi
Professor orientador: Celia Ribeiro
 

Sobre o Instituto Mauricio de Sousa (IMS)
Fundado em 1997, o IMS realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos, que através de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.
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domingo, 30 de junho de 2019

A história secreta da Mulher Maravilha



 Gian Danton

A Mulher Maravilha é uma das personagens mais importantes do universo dos super-heróis. Junto com Batman e Super-homem, ela forma a tríade da DC Comics. Entretanto, enquanto vários outros personagens têm suas origens bem definidas e conhecidas, a Mulher Maravilha é um incógnita mesmo para fãs de quadrinhos. Poucos, por exemplo, sabem de sua ligação com o movimento feminista, com o detector de mentiras e com o bondage. Quase ninguém do meio sabe que seu criador era um psicólogo, criado de uma categorização psicológica atualmente redescoberta e de uso corrente em diversas áreas.
É com objetivo de clarear algumas dessas questões que Jill Lepore escreveu A história secreta da mulher maravilha, lançada este ano pela editora Best Seller.
Um dos grandes méritos do livro é conectar as histórias da fase de ouro da personagem com a história de vida de seu criador, com diversos exemplos tirados dos quadrinhos.
William Moulton Marston colocou tudo em sua personagem: o feminismo com o qual ele e suas esposas estavam envolvidos, seus desafetos (um professor serviu de modelo para um vilão) e até problemas de seus filhos, que eram resolvidos nas páginas dos gibis.
No início do século XX a situação da mulher era tal que um juiz declarara, em sentença, que uma mulher que não estivesse disposta a morrer de parto não deveria praticar sexo. O movimento feminista se destacou na luta pelo controle de natalidade. Mulheres chegavam a ser presas apenas por ensinarem outras mulheres métodos contraceptivos.
Nesse contexto, intimamente ligado a esse movimento, se estabelece o psicólogo William Moulton Marston, criador do detector de mentiras e autor do livro As emoções das pessoas normais, o primeiro a defender o homossexualismo como algo normal (“As pessoas têm que aprender que os componentes amorosos que existem dentro de si, que elas passaram a ver como anormais, são totalmente normais”).
Marston tinha uma família incomum: além de seu casamento convencional, tinha duas outras esposas. Uma delas era filha da primeira mulher a ser presa por defender o controle de natalidade. Nesse arranjo familiar incomum havia mais um elemento: o bondage, técnica sexual de imobilização com cordas ou correntes. Embora a autora afirme Marston não praticava bondage (um dos filhos, entrevistado por ela, disse que nunca viu nada disso em casa), é difícil acreditar que alguém tão apaixonado por tema ficasse apenas na teoria.
Além de psicólogo, Marston era também roteirista de cinema, tendo escrito diversos roteiros na época dos filmes mudos.
Apesar de suas qualificações e seu constante esforço de marketing pessoal, em determinado ponto ele não conseguia trabalho como professor (as cartas de recomendação, obrigatórias para conseguir emprego, eram identificadas com o mesmo código que se usava para homossexuais, provavelmente em razão de seu arranjo famíliar e preferências sexuais).
Quando, após um artigo escrito por sua esposa Olive para uma revista com sua opinião sobre os quadrinhos (ela escrevia como se fosse uma pessoa desconhecida que ia até ele tomar conselhos), ele foi convidado a participar do conselho editorial da DC e propôs a criação de uma personagem feminina, em oposição à grande quantidade de heróis masculinos da época. Mais que uma personagem feminina, seria uma personagem feminista.
A Mulher Maravilha foi uma junção de tudo. Seus braceletes era os braceletes usados por Olive (a esposa que escrevera o artigo), sua arma era uma corda e ela enfrentava vilões machistas que vociferavam contra o poder feminino e a participação cada vez maior da mulher na sociedade (em especial no período da II Guerra, em que as mulheres foram chamadas para ocupar os postos de trabalho, em substituição aos homens que haviam ido para a guerra) e havia sempre mulheres e mais mulheres amarradas ou acorrentadas.
A autora Jill Lepore investiga e esclarece todo o imaginário feminista que deu base para a personagem. Em uma história em que a Mulher Maravilha enfrenta o cartel do leite (um plano nazista para esfomear as crianças da américa), a heroína lidera uma passeata montada em um cavalo, da mesma forma que uma líder feminista havia feito em uma manifestação pelo sufrágio, em 1913.
A revista da personagem estava tão alinhada ao movimento feminista que havia uma sessão chamada “Mulheres maravilhas da história”, com histórias reais de mulheres que conseguiram grandes feitos e serviriam de exemplo para as leitoras.
A personagem chegou até mesmo a ser eleita presidente dos EUA (em uma história que se passava em um futuro distante).
Tudo mudou quando Marston morreu, em 1947.
A diretoria da DC colocou em seu lugar um roteirista manifestadamente machista, que odiava a personagem, Robert Kanigher. Quando tomou completamente as rédeas da heroína, encomendou ao novo desenhista uma capa em que a Mulher Maravilha, sorridente, tolinha, é carregada indefesa por Steve Trevor, que a ajuda a atravessar um riacho. A personagem forte, que se tornara presidente dos EUA, agora era uma mulher indefesa e precisava desesperadamente de um marido. A sessão sobre Mulheres Maravilhas da história se transformou em uma coluna sobre casamento. Na década de 1960, tiraram-lhe os poderes e o uniforme, descaracterizando completamente a personagem.
Mesmo na década de 1970, em que a heroína foi redescoberta pelo movimento feminista, a DC voltou a colocar como roteirista e editor Kanigher, que marcou o fato matando, em uma história, a primeira editora da personagem, que na época era favorável à volta da personagem às suas origens.
O livro de Lepore tem méritos inegáveis. O principal é a interligação contínua entre as histórias da personagem e a vida de seu criador. Um aspecto negativo provavelmente é o destaque excessivo à abordagem feminista, deixando outros aspectos sem maior destaque – entre eles os bastidores dos quadrinhos da era de ouro (ela nem mesmo cita a relação entre Marston e outros criadores de quadrinhos da época). Também a questão do bondage é abordada por cima, e apenas por seu reflexo nas histórias. Ainda assim, é um livro importante para entender essa que é uma das personagens mais importantes dos quadrinhos mundiais.   

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

"Incrível, fantástico, inacreditável": a biografia em quadrinhos do gênio que criou os super-heróis da Marvel

A biografia em QUADRINHOS do gênio que criou os super-heróis da MARVEL Nesta obra singular e ricamente ilustrada, Lee narra a extraordinária história de sua vida com a mesma energia e inimitável espírito excêntrico que sempre apresentou no mundo dos quadrinhos. Esta biografia visual relembra os principais momentos do artista, da infância conturbada na cidade de Nova York à sua ascensão como principal escritor e editor-chefe da Marvel Comics durante seu período áureo,

SERVIÇO

Incrível, fantástico, inacreditável: A biografia em quadrinhos do gênio que criou os super-heróis da Marvel.
Selo Geektopia (Editora Novo Século). 192 páginas. Stan Lee, Peter David e Collen Doran.
nas décadas de 1960 e 1970; da parceria com os grandes Joe Simon, Jack Kirby e Steve Ditko à sua mais recente aparição em Vingadores: Era de Ultron. O livro Incrível, fantástico, inacreditável perscruta com vivacidade todos os aspectos da carreira notável e ímpar de Stan Lee, um dos maiores artistas do nosso tempo.
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Marcelo D2, BNegão, Karol Conka e ícones do rap viram super-heróis em quadrinhos em exposição paulista

PATROCINADO PELA DARKSIDE, A MOSTRA ‘RAP EM QUADRINHOS’ É ASSINADA PELO ILUSTRADOR WAGNER LOUD E PELO YOUTUBER LOAD COMICS

A editora DarkSide Books e a Central Panelaço, espaço vegano do cantor João Gordo, se uniram para apresentar a exposição “Rap Em Quadrinhos”, do ilustrador e designer Wagner Loud e do youtuber Gil Santos – mais conhecido como Løad Comics. O projeto homenageia grandes rappers nacionais que ganham ilustrações no papel de super-heróis do universo das HQs. A abertura do evento será no sábado, 20, e conta com a presença dos idealizadores e com um bate-papo sobre a representatividade na cultura pop, a partir das 17h, na Central Panelaço.

A ideia em unir o rap e os quadrinhos surgiu depois que Løad entrevistou Wagner Loud para o seu canal homônimo, que discute o universo das HQs e sua ligação com o gênero musical. Na época, Wagner Loud estava à frente do projeto “Punk em Quadrinhos” e ambos logo imaginaram fazer uma versão para os rappers nacionais. Por compreenderem que existem vários pontos de conexão entre o que é apresentado por um MC em suas músicas e as discussões que são propostas nas HQs, eles resolveram selecionar, inicialmente, vinte artistas para ilustrarem capas dos quadrinhos.

Depois de divulgarem 19 artes do projeto em suas redes sociais, a dupla os apresenta em exposição física, onde o público poderá conferir as artes impressas. A renda do evento será revertida para o coletivo Imargem, uma iniciativa que promove arte acessível e politizada ressignificando lixo, espaço e fronteiras.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, a maioria deles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

SERVIÇO:
Abertura da exposição “Rap Em Quadrinhos”
Endereço: Central Panelaço (Rua Conselheiro Carrão, 451 – Bela Vista)
Data: 20/10
Horário: 17h
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

As histórias em quadrinhos estão no foco do Itaú Cultural na terceira edição da Banca de Quadrinistas e nas palestras Caminhos da HQ

Marcelo Saraví - Foto divulgação
O instituto reúne em seis dias de programação nomes como o de Mario Cau, Sirlene Barbosa e João Pinheiro. Além de acompanhar palestras sobre a criação de HQs, o público entra em contato direto com cerca de 50 artistas, entre convidados e selecionados para participar desta edição, que poderão expor e vender seus trabalhos na Sala Multiúso

Em setembro, o universo das HQs toma conta do Itaú Cultural na terceira edição da Banca de Quadrinistas, uma feira que reúne cerca 50 expositores e acontece nos dias 15 e 16 e 22 e 23 (sábados e domingos), das 13h30 às 19h30.  Em paralelo, ocorre também a série de palestras Caminhos da HQ, nas sextas-feiras 14 e 21 (sexta-feira), sempre às 19h.

A Banca dá oportunidade aos artistas de apresentar suas HQs, em contato direto com o público. Foram selecionados 40 expositores e mais 10 convidados, que se dividem durante os quatro dias desta programação para expor e vender os seus trabalhos. Nos dias 15 e 16, os convidados pelo Núcleo de Audiovisual e Literatura do instituto são Mario Cau, autor de títulos como Pieces e Morphine e ganhador do prêmio Jabuti, e Marcelo Saravá, criador de Aos Cuidados de Rafaela, Quarta-feira de Cinzas, Revistinha e 1000 Palavras.

Tratando de temas ligados ao corpo e à sexualidade, ainda nestes dias, outras convidadas são Lovelove6, realizadora da série Garota Siririca, e Laura Athayde, autora de HQs independentes, que atualmente desenvolve o projeto Aconteceu Comigo – Histórias reais de mulheres, selecionado pelo edital Rumos Itaú Cultural 2017-2018. Também participa Lino Alves Arruda, organizador da distro Fracassando: Edições Precárias, um projeto autônomo de produção, arquivamento, tradução e distribuição de zines sudacas com foco em autorias lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Como Laura, Arruda está desenvolvendo outro projeto selecionado pelo Rumos, Monstrans: experimentando horrormônios, no qual transporta para a HQ a sua transição de gênero.

No final de semana seguinte, dias 22 e 23, marcam presença a vencedora na categoria Novo Talento do prêmio HQ Mix, Mika Takahashi, a criadora da série Bichinhos de Jardim e ganhadora do HQ Mix, Clara Gomes, e a ilustradora e autora do livro Mensageira da Sorte, Fernanda Nia. Participam da banca, ainda, Sirlene Barbosa e João Pinheiro, criadores da HQ Carolina, que conta a vida da escritora Maria Carolina de Jesus (1914-1977), autora de Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada (1950), livro autobiográfico que narra a vida na periferia de São Paulo, traduzido para 13 idiomas. A programação conta também com presença do jornalista, editor do blog Vitralizado e autor do projeto Série Postal, que recebeu apoio do Rumos em 2016-2017, Ramon Vitral, e Raquel Vitorelo, uma das ilustradoras desta Série Postal.

O Caminhos da HQ tem seu primeiro encontro no dia 14, sexta-feira, e recebe Mario Cau, na Sala Vermelha do instituto. Ele compartilha com o público um pouco da linguagem dos quadrinhos, que possibilita a cada artista recursos e leituras das mais diversas. Dia 21, mesmo horário, Sirlene e Pinheiro falam sobre a importância dos quadrinhos para contar histórias de vida.

Itaú Cultural e HQs
Quadrinhos e seus autores têm sido protagonistas em diversas atividades do Itaú Cultural. É o caso da série Ocupação, que homenageou os quadrinistas Angeli (2012), Laerte (2014) e Glauco (2016) – as três mostras vencedoras do Troféu HQ Mix na categoria Exposição.

Além disso, artistas como Lourenço Mutarelli, Fábio Moon, Gabriel Bá, Marcelo D’Salete, Carol Rossetti e Rafael Coutinho estiveram na programação do instituto. Um pouco do conteúdo relacionado a HQs pode ser conferido nos vídeos desta playlist, que inclui depoimentos da série de vídeos Caminhos da HQ, que estreou também recentemente na PlayTV: http://bit.ly/hqitaucultural.

SERVIÇO
Banca de Quadrinistas
Dias 15 e 16 e 22 e 23 de setembro, das 13h30 às 19h30
Sala Multiíso
Sem distribuição de ingressos: visitação rotativa
Classificação indicativa: o espaço tem classificação livre. Verificar no local a classificação individual de cada stand

Caminhos da HQ
Dias 14 e 21 de setembro, às 19h
Duração: aproximadamente 90 minutos
Classificação indicativa: 10 anos 
Sala Itaú Cultural (61 lugares)
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 1 hora antes da palestra (com direito a um acompanhante, que deve retirar o ingresso ao mesmo tempo)
Público não preferencial: 1 hora antes da palestra (um ingresso por pessoa)
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1777
Acesso para pessoas com deficiência
Ar condicionado
www.itaucultural.org.br
www.twitter.com/itaucultural
www.facebook.com/itaucultural
www.youtube.com/itaucultural
www.flickr.com/itaucultural
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Resenha de "Imaginário Coletivo", de Wesley Rodrigues (DarkSide)


Imaginário Coletivo, do premiado quadrinista, ilustrador e animador Wesley Rodrigues, é o primeiro lançamento em quadrinhos da conceituada DarkSide Books. E é algo para comemorarmos, pois é nacional. A arte do artista Wesley é espetacular e imensuravelmente criativa. A obra é uma fábula sobre liberdade e força de vontade, algo super positivo, fazendo-nos refletir sobre nossos sonhos que muitas vezes acabamos deixando para trás e esquecidos. Tentar já é um grande passo para alcançarmos o que tanto almejamos. Na história de Wesley, o leitor pode acompanhar as aventuras de uma vaca que deseja ser pássaro. A obra tem quase 500 páginas e imagine, li em apenas 1 dia e a única vez que recordo ter feito isso foi com a HQ "Eu sou a lenda", de Richard Matheson, adaptado por Steve Niles e Elman Brown (Devir). Imaginário Coletivo em si já é uma obra de arte, tanto pelo trabalho do Wesley como da DarkSide, que sempre faz livros e HQs com material gráfico de excelente qualidade. Outro ponto positivo da editora foi o de apostar também em autores nacionais, embora seja fácil notar que os títulos e autores estrangeiros ainda estão em maior número em seu catálogo (bem maior). 

Um ponto negativo em Imaginário Coletivo são as páginas não numeradas. Como li de uma só vez, não encontrei problema, mas para o leitor que lê aos poucos, o marcador de páginas será de uso obrigatório, pois a obra também não possui orelhas, já que é de capa dura. Tentei pensar que isso não tenha sido um erro ou esquecimento da editora, mas como algo proposital mesmo, mas não encontrei uma alternativa pela falta de numeração nas páginas. 

Ficha técnica:
Título: Imaginário Coletivo
Autores: Wesley Rodrigues
Editora: DarkSide® Books
Edição: 1a
Idioma: Português
Especificações: 472 páginas, capa dura
Dimensões: 16 x 23 cm
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

DarkSide Books aposta em quadrinhos brasileiros e primeiro lançamento é do homenageado no Anima Mundi 2018

“IMAGINÁRIO COLETIVO”, DO PREMIADO QUADRINISTA WESLEY RODRIGUES, CONTA A HISTÓRIA DE UMA VACA SONHADORA E LEVANTA QUESTÕES SOBRE LIBERDADE E FORÇA DE VONTADE

Pela primeira vez, a editora DarkSide® Books investe em autores brasileiros de HQ. O primeiro lançamento é “Imaginário Coletivo”, de Wesley Rodrigues, uma das referências mais importantes em animação no Brasil e homenageado para o Anima Mundi 2018, maior festival de animação da América Latina. O livro gira em torno de uma vaca que queria ser um pássaro, o que gera uma reflexão interior do leitor sobre força de vontade e liberdade.

O Anima Mundi promove uma Masterclass e um Papo Animado no Rio de Janeiro com a presença do ilustrador na quinta-feira, 26, das 10h às 13h e às 19h30m, respectivamente. Enquanto o lançamento da obra será na sexta-feira, 27, às 19h30m, no Espaço do Animador na Casa França-Brasil, no Centro do Rio. Já em São Paulo, também haverá um Papo Animado com o autor no dia 3 de agosto, às 20h.

Mais informações no site: http://www.animamundi.com.br/pt/festival

Sobre o livro:
É pra encher a gente de orgulho que a DarkSide Graphic Novel anuncia o lançamento de um dos seus primeiros títulos nacionais: “Imaginário Coletivo”, de Wesley Rodrigues.

Como é pra estrear os quadrinhos brasileiros com a Caveirinha na lombada, tinha que ser em grande estilo. O autor escolhido é um monstro sagrado que já está quebrando tudo mundo afora.

Uma das maiores referências em animação em nosso país, Wesley Rodrigues é o grande homenageado da edição de 2018 do Anima Mundi. Ele coleciona fãs e prêmios com seus desenhos, como a menção honrosa no festival de Sapporo, no Japão, para o seu curta Faroeste – Um Autêntico Western. Os DarkSiders mais atentos já conhecem seu traço nas ilustrações de O Circo Mecânico Tresaulti.

“Imaginário Coletivo” é uma fábula sobre liberdade e força de vontade. Em quase 500 páginas deslumbrantes de Wesley Rodrigues - todas poderiam muito bem ser emolduradas como obras de arte - o leitor acompanha as aventuras de uma vaca que queria ser pássaro. Ou seria um pássaro que nasceu vaca? Durante essa viagem fantástica, é impossível não se perguntar: será que sou tudo aquilo que eu poderia ser?

“Imaginário Coletivo” é uma das primeiras HQs nacionais da DarkSide Graphic Novel, que dá um panorama da qualidade da produção contemporânea que os quadrinhos brasileiros alcançaram e que vem conquistando a cada dia o seu merecido espaço no mundo.

Sobre Wesley Rodrigues:
Wesley Rodrigues é quadrinista, ilustrador e animador. Influenciado pelo premiado cineasta e animador Hayao Miyazaki, ilustrou vários livros e publicou as HQs: “Pescador de Ilusões” e “Luiz Gonzaga: Asa Branca - O Menino Cantador”. Foi diretor de animação no curta “O Ogro”. Trabalhou na equipe do longa-metragem em animação “Até que Sbórnia nos separe”. Em 2013, dirigiu a animação “Faroeste -Um Autêntico Western”, sendo esse curta vencedor de vários prêmios importantes como o de melhor animação brasileira no Anima Mundi pelo júri popular, melhor animação e melhor curta pelo público no Festival de Brasília e melhor animação no Animage. Em 2014, lançou o curta “Viagem na Chuva” e em 2017, “O Violeiro Fantasma”. Atualmente, é considerado um dos maiores nomes da animação no Brasil.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, a maioria deles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

Sobre a linha Graphic Novel:

A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo sombrio e fantástico da editora, que vai desde clássicos desenterrados ao terror mais casca grossa. De histórias para morrer de amor até casos reais de investigação criminal. Assim, as diferentes coleções e linhas editoriais da DarkSide Books, como DarkLove, Crime Scene ou Medo Clássico também podem assinar quadrinhos e mangás. Mais importante que o formato é ter grandes histórias para ler.

E o que os fãs podem esperar de uma graphic novel com a caveirinha na lombada? De cara, já dá pra ver que são edições incríveis, com capa dura e aquele padrão quase psicopata de qualidade. Mas é claro que tem muito mais. São títulos que fogem do óbvio, obras inéditas, autores consagrados e artistas que estão renovando o mercado. Um verdadeiro panorama do que há de mais dark no mundo dos quadrinhos.

SERVIÇO:
Título: Imaginário Coletivo
Autores: Wesley Rodrigues
Editora: DarkSide® Books
Edição: 1a
Idioma: Português
Especificações: 472 páginas, capa dura
Dimensões: 16 x 23 cm
Preço: R$ 74,90

Masterclass e Papo Animado com Wesley Rodrigues no Rio
Data: 26/07
Endereço: a definir
Horário da Masterclass: das 10h às 13h
Horário do Papo Animado: 19h30

Lançamento de “Imaginário Coletivo” no Anima Mundi no Rio
Data: 27/07
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro
Horário: 19h30
Informações: +55 (21) 2219-5310

Papo Animado com Wesley Rodrigues em São Paulo
Data: 03/08
Endereço: a definir
Horário do Papo Animado: 20h
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