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segunda-feira, 7 de março de 2022

SESI-SP Editora lança terceiro volume de A Sociedade Secreta de Heróis - DC Comics

 


Em Detenção Fantasma, Clark, Bruce e Diana terão que enfrentar um novo desafio em outra dimensão

São Paulo, março de 2022 - Clark, Bruce e Diana estão prontos para enfrentar uma nova aventura em A sociedade secreta de heróis: detenção fantasma (volume 03), quadrinho da DC Comics e Warner que chega ao Brasil a partir do dia 10 de março, publicado SESI-SP Editora.

Nesta edição, após serem teletransportados para um outro mundo, o trio precisa encontrar uma maneira de escapar da chamada zona da “detenção fantasma”, um lugar onde o sol não se põe e a noção de tempo se perde completamente.

No mundo paralelo, os heróis também não conseguem utilizar seus poderes. E o pior: a “detenção fantasma” prega peças na mente dos que estão presos nela ou, então, cria duplicadas invertidas para enganá-los. E agora, como nossos heróis irão escapar? 

MAIS SOBRE A HQ

Assim como nos volumes anteriores – A sala de estudos da justiça (vl. 1) e Fortaleza da solidão (vl. 2) -, em Detenção fantasma (vl. 3) as ilustrações são em preto e branco, um estilo diferenciado de produção e marcante desta coleção, cuja equipe criativa é formada pelo autor Derek Fridolfs e pelo ilustrador Dustin Nguyen.

A história reúne muito humor e criatividade, em especial para os pequenos leitores, já que apresenta os diálogos dos personagens de forma irreverente e moderna, os quais tornam a experiência da leitura mais dinâmica e divertida. 

CONHEÇA AS EDIÇÕES ANTERIORES

Sinopses

 

 A sociedade secreta de heróis: a sala de estudos da justiça – volume 01

 “Meu nome é Bruce Wayne e eu sou calouro na Academia Ducard. Não posso provar, mas tem algo sinistro acontecendo lá. Tem uma gangue de palhaços correndo pelos corredores, um garoto chamado Bane quer me bater e o orientador pedagógico, Hugo Strange, parece muito, mas muito estranho. Pelo menos tenho dois novos amigos, Clark e Diana, isso é legal, eu acho. Vamos resolver esse caso não importa o que aconteça, mesmo que eu tenha que convencer o Alfred a me deixar ficar acordado até tarde”. 

A sociedade secreta de heróis: fortaleza da solidão – volume 02

Meu nome é Clark Kent. Depois da “aventura” do ano passado na Academia Ducard, sentia muita vontade de reencontrar Bruce e Diana. Então, fomos surpreendidos com o convite para passar uma semana no acampamento Evergreen. Na carta-convite, o diretor do acampamento, Milton Fine, disse que esta seria uma oportunidade para participar das competições amistosas que vão nos ajudar a cultivar o espírito de independência e conquistar amizades. Tudo bem legal, mas… alguns dos alunos estão desaparecendo.” 

SERVIÇO:

FICHA TÉCNICA DO LANÇAMENTO

Título: A sociedade secreta de heróis: detenção fantasma (volume 03)

Autor: Derek Fridolfs

Ilustrador: Dustin Nguyen

Tradutor: Zé Oliboni (Instagram: @oliboni_)

Editora: SESI-SP Editora

Página: 176

Ano: 2022 – lançamento

ISBN: 9788550410661 

SOBRE O AUTOR

 Derek Fridolfs é um dos escritores mais vendidos segundo a lista do New York Times. Com Dustin Nguyen, foi corroterista da HQ indicada ao Eisner, Batman: Pequena Gotham. Também escreveu para títulos como Batman: Arkham City com Paul Dini, As aventuras do SupermanDetective ComicsSensation Comics Featuring Wonder Woman e quadrinhos baseados no Grumpy Cat e WWE (luta livre profissional). Ele escreveu e desenhou adaptações para quadrinhos dos desenhos animados Hora da AventuraApenas um ShowClarencePorco Cabra Banana GriloPantera Cor-de-RosaLaboratório de DexterTartarugas NinjaJovens TitãsLooney Tunes e Scooby-Doo, cadê você? Recentemente, Derek teve a alegria de colaborar com o produtor e roteirista Bob Gale para escrever uma minissérie ligada ao filme De volta ao futuro chamada Biffe to the Future. 

SOBRE O ILUSTRADOR

Dustin Nguyen está na lista dos mais vendidos segundo a lista do New York Times e recebeu o prêmio Eisner. Seus trabalhos incluem a cocriação de Batman: Pequena Gotham e vários títulos da DC, da Marvel, da Dark Horse e da Boom!, além da HQ para a Image Descender, da qual é cocriador. Ele vive na Califórnia com a esposa, Nicole; seus dois filhos, Bradley e Kaeli; e o cachorro, Max. Seu primeiro livro infantil, chamado What Is It?, foi escrito por sua esposa (quando tinha 10 anos) e é o primeiro trabalho deles juntos.

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domingo, 30 de janeiro de 2022

Top 5: Dicas da SESI-SP Editora para o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

 

Neste domingo, dia 30 de janeiro, será celebrado o Dia nacional das histórias em quadrinhos, gênero literário que, muitas vezes, é a porta de entrada para o mundo dos livros e considerado, portanto, importantíssimo para a formação de novos leitores.  

Mais do que entretenimento, as HQs unem cultura e educação, por isso, a importância de homenagear autores, ilustradores, roteiristas e tantos outros profissionais do segmento nesta data especial.  

A seguir, confira o top five da SESI-SP Editora para comemorar a produção nacional das histórias em quadrinhos.

 

ANUÍ, do autor Marcelo Lelis

A obra traz a história da pequena Alice e sua caixa de música, fazendo com que o leitor acompanhe o seu mundo, sonhos, emoções e desejos. Conforme escreveu o jornalista Felipe Gabrich, “a linguagem é simples e apenas emoldura a beleza das ilustrações de um artista que fala com as mãos”.

 

ÂNSIA ETERNA, da autora Verônica Berta

Baseado em contos de Júlia Lopes de Almeida, escritora brasileira nascida em 1862, o livro transpõe as histórias com o olhar da autora Verônica Berta. Um verdadeiro carrossel que passa pelo suspense, surpresa, grotesco e tragédia e que toca em algumas discussões sociais sempre atuais.

 

SOBRENATURAL SOCIAL CLUBE (vol. 3), do autor Ronaldo Barata 

Jorge, um dos integrantes do Sobrenatural social clube, acaba se perdendo junto de sua família. No meio de uma estrada erma, por acaso acabam chegando em uma estalagem macabra. Ali, o garoto terá de superar obstáculos fantasmagóricos para liberar seus pais, que são enfeitiçados pelo estalajadeiro. Para isso, ele contará com uma ajuda um tanto inesperada do além.

 

SELVAGEM, do autor Clayton Junior

Silver é um cão pastor e vive em uma fazenda desde que foi adotado, ainda filhote. Suas únicas amigas são as ovelhas de quem toma conta. Um dia, ao ultrapassar os limites da propriedade, faz amigos inusitados e entra em contato com um mundo totalmente novo.

 

ISTO NÃO É UM ASSASSINO, dos autores Gustavo Machado e Hugo Aguiar

“Doutor, todas as noites eu tenho o mesmo sonho, mas, no final, eu não consigo vê-lo”. O livro é baseado em fatos surreais e uma homenagem ao pintor belga René Magritte (1898 – 1967). Na busca pelo desconhecido, os leitores são convidados a achar um significado para as imagens, onde nem tudo é o que parece ser.

SERVIÇO

SOBRE A SESI-SP EDITORA:

A SESI-SP Editora tem como ação principal organizar conhecimento nas áreas de cultura, educação, esporte, nutrição e saúde, cumprindo sua missão de apoiar a Entidade em seus mais diversos campos de atuação. Com mais de mil títulos em seu catálogo, em diferentes formatos (e-booksaudiobooks e impressos), tornou-se referência na edição de livros educacionais, infantojuvenis, de alimentação, de HQs nacionais e europeias, e de obras de interesse geral. Saiba mais em: www.sesispeditora.com.br.

Para conhecer os livros da SESI-SP Editora, visite o site: www.sesispeditora.com.br e as redes sociais @sesispeditora (Instagram e Twitter) e @editorasesisp (Facebook).

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Mafalda: uma garotinha com visão aguçada, por Ademir Pascale

Mafalda
Muitos leitores nascidos no final da década de 80 ou 90, provavelmente nunca ouviram falar da personagem Mafalda. Criada em 1962 pelo cartunista argentino Quino, Mafalda era publicada em forma de tiras em jornais. Uma garotinha questionadora e com uma visão aguçada sobre política, saúde, cultura e problemas mundiais. Como curto quadrinhos, Mafalda é a única personagem que mais me agrada no quesito de boas mensagens passadas para o leitor, pois suas historinhas vão muito além do entretenimento, nos faz pensar e refletir sobre o que acontece em nossa volta e ao redor do mundo. E apesar dos vários anos de suas tirinhas, 40 anos ou mais, elas continuam atuais, mostrando que os problemas mundiais permanecem:

Um excelente exemplo é quando Mafalda ouve no rádio a seguinte notícia:
"O Papa fez um chamado à paz"
Crítica e até irônica, Mafalda responde:
"E deu ocupado como sempre, não é?" 

É provavelmente a personagem dos quadrinhos que mais comenta sobre literatura, mas apesar da sua visão crítica, Mafalda tem 7 anos de idade, odeia sopa e adora assistir ao desenho animado Pica Pau. Quino, o criador desta incrível garota, criou outros personagens, inclusive para contracenarem com Mafalda, como Papá, Mamã, Felipe, Manolito, Susanita, Gui, Miguelito e até Liberdade, uma pequena garotinha que veio para mostrar também os problemas de sua época. Burocracia também faz parte dos personagens, uma tartaruguinha que Mafalda ganhou dos seus pais. E o seu nome tem tudo a ver, não é verdade? “Burocracia=Tartaruga=Lentidão”

Mafalda foi descontinuada do jornal logo no início da década de 70, mas Quino continuou promovendo sua personagem, agora com menos frequência. Em 1977, a pedido da ONU, ele volta a ilustrar Mafalda para a Edição Internacional da campanha mundial da Declaração dos Direitos da Criança e ela chegou a estampar um pôster para a UNICEF. Seu reconhecimento e popularidade repercutiram na América Latina e Europa.

INTERESSANTE:
O reconhecimento da personagem foi tão grande que na cidade de Buenos Aires existe uma praça chamada Mafalda.

Para conferir tirinhas da Mafalda, alguns brasileiros aficionados na personagem disponibilizaram um bom material, confira o blog abaixo:
http://clubedamafalda.blogspot.com.br

E para curtir e saber ainda mais sobre Mafalda, encontrei um livro bacana em promoção, intitulado "A pequena filosofia da Mafalda - Injustiça" (Martins Fontes): Clique aqui. 

Livros e quadrinhos com personagens que questionam problemas sociais e dão soluções com suas visões aguçadas sobre mundo, podem nos fazer enxergar melhor. Procure isso em suas leituras ;)
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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Mauricio de Sousa Produções vence três categorias do Oscar dos Quadrinhos no Brasil


A Mauricio de Sousa Produções (MSP) será premiada em três categorias na 33ª edição do Troféu HQMIX, considerado o “Oscar” dos quadrinhos no Brasil. A premiação acontecerá em 27 de novembro, às 19 horas, de forma virtual, com transmissão no canal do YouTube da Unidade do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

A MSP foi a vencedora dos prêmios: Publicação de Clássico (Cebolinha 60 Anos – Dono da “Lua”); Publicação Infantil (Cascão – Temporal); e Publicação Juvenil (Jeremias – Alma).

Neste ano, os vencedores do HQMIX receberão o troféu “Bruxinha”, personagem da desenhista e escritora Eva Furnari, que foi esculpido pelo artista Wilson Iguti. O evento será apresentado por Serginho Groisman, padrinho da premiação, e pela dupla Gual e Jal, criadores do troféu. 

Sobre a Mauricio de Sousa Produções

A Mauricio de Sousa Produções é uma das maiores empresas de entretenimento do Brasil, responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. A MSP investe em inovação e produz conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia, alinhando educação, cultura e entretenimento. A empresa é signatária dos princípios de empoderamento das mulheres, plataforma da ONU Mulheres e Pacto Global. No licenciamento, trabalha com 200 empresas que utilizam seus personagens em mais de 4 mil itens. A presença da marca na plataforma YouTube já passou de 16 bilhões de views, sendo a maior audiência para Mônica Toy, conteúdo desenvolvido exclusivamente para esta plataforma; além do engajamento e interações orgânicos com os fãs em mídias sociais. Na área editorial, possui um dos maiores estúdios do setor no mundo, com 450 títulos de livros e mais de 1,2 bilhão de revistas vendidas, ambos responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Cabano, personagem de Gian Danton, vira série de quadrinhos


Meu livro Cabanagem está dando frutos. O personagem principal deu origem a um personagem de quadrinhos publicado na revista Mestres do Terror, com desenhos de Juliano Kaapora. 

Na série, o Cabano está fugindo da perseguição imperial quando se depara com os principais seres mitológicos da Amazônia. É uma mistura de espada e magia (no estilo Conan) com terror. 

A primeira história foi publicada na revista Mestres do Terror 75 e foi tema da capa. A revista pode ser pedida pelo e-mail revistacalafrio@gmail.com.

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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Super-homem vs Apocalypse; a revanche


Na década de 1990 até o Super-homem, o mais antigo super-herói, precisava ser descolado. E o que significava ser descolado? Simples: roupas estranhas, anatomia duvidosa, cabelos compridos e roteiros sem muito sentido.

Ótimo exemplo desse Homem de aço descolado é a minissérie “Super-homem vs Apocalipse - a revanche” publicada pela editora Abril no ano de 1995.

A história, escrita e desenhada por Dan Jurgens, contava como o herói conseguiu finalmente derrotar o vilão responsável pela sua morte. Sim, amigos, ele tinha morrido, assim como o vilão, mas naquela época ninguém permanecia morto por muito tempo nos quadrinhos.

Com os dois – herói e vilão – de volta à vida, Superman passa a caçar seu oponente. Nisso, Apocalypse chega a Apokolips, o mundo governado por Darkside e quase mata o principal vilão da DC.

Á certa altura um personagem estrategimente escolhido para servir de muleta narrativa mostra para o Superman a origem de Apocalypse: ele foi criado artificialmente para ser invencível. Quer criar alguém invencível? A receita é simples: crie um bebê e jogue-o no meio de monstros. Depois recolha o que sobrar e crie outro bebê que será jogado no meio de monstros, e assim infinitamente, até que o bebê “evolua” para matar os monstros. Darwin deve estar tendo um ataque cardíaco lá no céu dos cientistas. Se essa origem já não fosse maluca o bastante, Dan Jurgens ainda dá um jeito de ligá-la ao superman: o planeta repleto de monstros no qual a criança apocalipse foi criada era nada mais nada menos que.... advinhem... Kripton!!!! Parabéns, Dan Jurgens, exceto pelo fato de que isso simplesmente vai contra toda as outras representações de Kripton já publicadas.

E o meio do caminho, para vencer o monstro, o homem de aço é equipado com uma roupa que parece ter saído diretamente de algum designer da Image Comics, com direito a ponchetes na perna e capa armada para cima, além de um cinto cruzando o peito. Detalhe: nada disso serve para absolutamente nada durante a história.

Além disso, o desenho de Jurgens imita John Byrne sem nunca acançá-lo e sofre do mal dos músculos que não existem (minha filha, que está estudando anatomia na faculdade, ficou indignada ao ver a revista).

No final, essa minissérie acabou se tornando célebre por uma razão que tinha pouco a ver com seu conteúdo: foi uma das tentativas da Abril de lançar capas diferenciadas. A capa do número 1 era platinada e chamava atenção nas bancas. Tanto que dos três volumes dessa série, apenas o primeiro, com essa capa diferenciada, é raro de encontrar em sebos a preços. Os outros dois você acha fácil com preços que vão de 2 a 3 reais.    

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domingo, 28 de março de 2021

O Universo de Mary Shelley: Frankenstein e seus possíveis derivados, por Ademir Pascale


Por Ademir Pascale

NO INÍCIO ERA PROMETEU

Poderemos comparar o Dr. Victor Frankenstein ao titã grego Prometeu, que apoderou-se do fogo divino de Zeus, outorgando aos homens comuns a evolução perante aos outros animais e assim como o ser supremo, também gozava da criação humana. Furioso, devido ao roubo do fogo divino, Zeus castigou Prometeu e o acorrentou ao cume do monte Cáucaso, dando livre arbítrio para um terrível abutre dilacerar o seu fígado que sempre se regenerava, devido a sua imortalidade. Zeus pronunciou o castigo a Prometeu por 30.000 anos, mas, o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, pois este já estava condenado devido a uma ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. 

Em uma atitude nobre, Quíron transfere sua imortalidade pela libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento devido a dor da ferida eterna que possuía.

Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851) a autora da obra "Frankenstein", inspirou-se na lenda de Prometeu. O título da obra era “Frankenstein” ou “O Moderno Prometeu”. Levantei uma conjectura demais interessante: e se Mary Shelley não for a real autora, criadora da obra "Frankenstein"? Estive analisando o conteúdo da obra "Frankenstein" e ligando alguns fatos interessantes.

Mary Shelley
VAMOS AOS FATOS   

Antes de apresentar os fatos, gostaria de fazer um breve comentário a respeito do poeta inglês, Percy Bysshe Shelley (1792-1822). Percy era casado com Harriet Westbrook e ao mesmo tempo, namorado de Mary Wollstonecraft. Um triste dia, Harriet descobriu a traição e, claro, não aceitou. Impulsivamente, ou quem sabe num gesto de desespero, Percy abandona a esposa gestante e foge com Mary para o continente. Dois anos depois do ocorrido, mais precisamente em 1816, Harriet ainda não conformada com a traição, suicida-se e, sabendo da tragédia, Percy não perde tempo e se casa com Mary. 

PRIMEIRO FATO: na trama "Frankenstein", o pai da horrenda criatura, Victor Frankenstein, era ridicularizado pelos mestres de sua universidade, devido ao grande interesse pela Alquimia, considerada ultrapassada em sua época. Na vida real, o poeta Percy, esposo de Mary, foi expulso da faculdade de Oxford depois de publicar um panfleto sobre a necessidade do ateísmo (doutrina dos ateus. Falta de crença em Deus). Percy arruinou sua carreira acadêmica, mas defendeu suas ideias.  Note a semelhança neste fato entre o personagem Victor Frankenstein e Percy Bysshe Shelley. 

SEGUNDO FATO: o suicídio da primeira esposa do poeta Percy, Harriet. Quando amamos alguém que se vai, não pensamos como seria bom a eternidade da vida humana e às vezes não ficamos descrentes no ser supremo? Na obra "Frankenstein", Victor Frankenstein não teve a terrível ideia de dar vida a um ser inanimado depois da morte de sua mãe? 

TERCEIRO FATO: Percy tinha ideias não convencionais. Uma grande prova deste fato é a admiração pelo autor William Godwin (1756-1836), também possuidor de ideias não convencionais e pai de sua segunda esposa, Mary, além de ter sido expulso da universidade por defender o ateísmo, ideia que ia contra os conceitos da universidade de Oxford. Para a época, a obra "Frankenstein", não seria uma obra não convencional? 

QUARTO FATO: a autora Mary Shelley escreveu cerca de trinta obras, mas somente  “Frankenstein”, fez o estrondoso sucesso.

QUINTO E ÚLTIMO FATO: Percy morre aos 29 anos por afogamento em julho de 1822. Sua esposa Mary Shelley passou a se responsabilizar pela publicação de suas obras.

MINHAS CONCLUSÕES: não seria Percy Bysshe Shelley o real autor da obra "Frankenstein"? A primeira publicação de apenas 500 exemplares foi publicada em 01 de janeiro de 1818 em uma pequena editora de Londres e grande detalhe, a obra não continha o nome do autor. O prefácio da obra foi redigido pelo próprio Percy B. Shelley.

Um ano depois da morte de Percy, em 1823, a segunda edição de Frankenstein é publicada, mas desta vez com o nome da autora, Mary Shelley. 

Percy B. Shelley
Não seria o verdadeiro pai da criatura, do desfigurado ser infernal, Percy B. Shelley? Liguei estes fatos ao pesquisar a vida do poeta Percy, da escritora Mary Shelley e do anarquista filosófico, William Godwin (pai de Mary Shelley). As ligações da obra "Frankenstein" com a vida real de Percy B. Shelley, são imensuráveis. Não existiu o desprendimento do autor com a obra, o qual relatou suas ideias pessoais e íntimas em relação ao ateísmo e em trazer a vida aos falecidos, além do marcante fato de sua expulsão na universidade de Oxford, bater com o terrível tratamento dado pelos professores em relação as suas ideias sobre alquimia do personagem “Victor Frankenstein”. Dificilmente eu acreditaria que fosse Mary Shelley a autora da obra "Frankenstein" depois de correlacionar tais fatos, mas saliento que não deixam de ser conjecturas. Não seria as personagens Victor Frankenstein e a própria criatura o alterego de Percy B. Shelley? Será que não se sentira culpado pelo suicídio de sua primeira esposa, Harriet, comprovando a criação do criador e criatura como uma metáfora? Note que na obra, o monstro sempre está próximo ao seu criador, mas por mais que se esforçasse o pai da besta nunca conseguia alcançá-lo. Seria um sentimento profundo de culpa que Percy sentia pela morte de sua ex-esposa, algo irrevogável e inalcançável, pois ela jamais retornaria a vida. 


FRANKENSTEIN OU APENAS “CRIATURA”?

Sim, apenas criatura. Este era um dos nomes do monstro, ou se preferir “demônio”, “ser infernal” ou simplesmente “desgraçado”. Frankenstein era o sobrenome de seu criador, Victor Frankenstein. O autor da obra não deu nome ao monstro. Talvez o fato de soar estranhamente o nome “criatura”, deu-se o sobrenome do criador e nada mais justo dar o sobrenome do pai ao filho. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma importante família da Silésia. Importante porque se deu o nome "Frankenstein" a uma antiga cidade hoje chamada de Zabkowice Slaskie (a Silésia é uma região histórica dividida entre a Polônia, República Checa e Alemanha). Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” em uma de suas viagens, mas provavelmente Percy B. Shelley a acompanhava.

AS ADAPTAÇÕES DA OBRA FRANKENSTEIN

Frankenstein está entre as primeiras obras góticas da história. A primeira foi publicada em 1764, intitulada "O Castelo de Otranto", de Horace Walpole (1717-1797). A obra “Frankenstein” é estruturada em romance epistolar, o realismo da história é indescritível e deveras emocionante. Além da inspiração da lenda de Prometeu, o autor (ou autora) da obra “Frankenstein”, também foi inspirado pela obra do autor e representante do classicismo inglês, John Milton (1608-1674). A obra é intitulada “Paradise Lost”. A segunda obra de Milton foi intitulada de "Paraíso Reconquistado", dando sequência ao primeiro livro. 

Trecho de Paradise Lost, traduzido por Antônio José de Lima Leitão (1787-1856).
(...)
“Inferno! Inferno! Que painel terrível
Meus olhos miserandos presenciam!
Em nossa estância habitam criaturas
De outro molde, talvez de terra feitas,
Que, não sendo anjos, só diferem pouco
Dos celestes espíritos brilhantes.
Os meus maravilhados pensamentos
Nelas se engolfam todos: té me sinto
Propenso a amá-las, — tanto lhes fulgura
A semelhança divinal no porte,
E tantas graças nos gentis semblantes
A mão que as construiu pródiga esparze!
Ah! par formoso! Mal agora pensas
Na mudança que perto já te assalta:
Esses prazeres todos vão sumir-se,
E desgraça tremenda lhes sucede
Tanto mais crua quanto sentes hoje
Alegria maior nos seios d’alma.
És feliz, mas durar assim não podes
Porque bem defender-te o Céu não soube; (...)

A obra “Frankenstein” é deveras trabalhada e inspiradora, mas, para alguns, com falhas: Victor Frankenstein junta pedaços humanos e os molda, tentando reconstituir a sua maneira a figura de um ser humano, mas, ao final do processo, após tortuosos estudos, noites em claro e alterações em sua saúde — decorrentes do excesso de trabalho —, o ser inanimado torna-se animado e assim como Percy B. Shelley abandona a esposa gestante, Victor abandona sua obra, ou se preferir, criatura.  

Frankenstein foi inicialmente alterado nas telas do cinema como um ser não tão “pensante”, ao contrário da filosófica criatura da obra de Mary Shelley ou Percy B. Shelley, que é culto e rápido como o relâmpago, “bem” diferente do conhecido Frankenstein do mundo da sétima arte, se bem que alguns diretores tentaram posteriormente modificá-lo, e hoje poderemos notar várias adaptações dele, algumas até cômicas, como no longa-metragem de 1974 “O Jovem Frankenstein” (Young Frankenstein/ 104 min/ 20th Century Fox Film Corporation).

Os leitores também se deleitavam com as adaptações de Frankenstein em quadrinhos, muitas das vezes herói, outras vilão.

O teatro também adaptou a obra e foi o primeiro a gozar de tal feito. Por fim, notamos adaptações de Frankenstein até em jogos futuristas para modernas plataformas de videogames. 

Frankenstein jamais morrerá, assim como os imortais deuses da mitologia, infelizmente, para desespero de Victor Frankenstein, que perdeu a vida tentando destruir o monstro.


ALGUNS POSSÍVEIS DERIVADOS DA CRIATURA DE FRANKENSTEIN:

O Incrível Hulk - Edwards mãos de tesoura - A Noiva Cadáver - Monstro do Pântano e O Médico e o Monstro.

Série "O Incrível  Hulk"




Nota: devemos temer o anormal e o estranho? Afinal, o que é ser normal? É seguir um padrão? Será que nos importamos mais com o visual do que com o conteúdo? Se Frankenstein fosse compreendido pelos humanos, a obra teria um trágico final? Se na vida real compreendermos o que está fora dos nossos padrões visuais, a vida humana não será mais harmoniosa?                   




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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Yuki – vingança na neve

Yuki é, imerecidamente, uma obra menos conhecida de Kazuo Koike, o roteirista de Lobo Solitário.

O mangá surgiu em 1972, um ano depois do Lobo Solitário e conta a história de uma moça em uma jornada em busca de vingança. Seu pai e seu irmão foram mortos, sua mãe foi presa e, na prisão, seduz todos os homens que encontra com o objetivo de ter um filho e, assim, realizar a vingança contra as pessoas que desgraçaram sua família. A menina é criada desde cedo nas mais diversas artes, inclusive artes marciais e se torna uma assassina de aluguel com o objetivo de arrecadar dinheiro para seu plano de vingança.

Kazuo Kamimura nem de longe é um desenhista tão competente quanto Goseki Kojima, mas o roteiro é tão bom quanto o de Lobo Solitário, especialmente graças aos planos geniais da protagonista para cumprir sua missões. Koike parecia ter uma criatividade infinita para criar situações interessantes para seus personagens e misturá-las com detalhes que vão desde uma planta de edifício até uma o valor de uma prostituta no período. A série é também um passeio pela história do Japão na era Meiji

Já na primeira história, Yuki se deixa ser presa para matar um chefe da yakusa. Mas ela não usa apenas sua habilidade física para matar suas vítimas. Na maioria das vezes ela se vale da estratégia e é isso que faz desse trabalho algo tão genial. O desafio do leitor é imaginar que golpe brilhante Koike pensou para a sua protagonista.

Um exemplo (se não gostar de spoiller, pare aqui): ao ser contratada para acabar com o aluguel de rixixás, carruagens para duas pessoas puxadas por homens que eram usadas pelos casais para transar, Yuki se deixa prender por um vigarista que recruta prostituta. Uma vez no local, ela se oferece para pintar as carruagens. A novidade se torna um sucesso, mas também leva o dono do local à ruína: ela pinta a imagem do imperador embaixo de um banco e denuncia à polícia. Como o imperador é considerado um deus, pintá-lo debaixo do banco de um quixixá faz com que o dono do local seja condenado à forca.

Há um recurso narrativo muito usado em Lobo Solitário, mas que aqui aspectos fantásticos: a história começa no meio da ação, ou de alguma missão, e só depois, através de flash backs é explicado o que está acontecendo. A diferença aqui é que na maioria das vezes as ações de Yuki parecem totalmente sem sentido, ou até mesmo suicidas, até que seja apresentado o flash back.

Além disso, a série é de uma poesia única.


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domingo, 31 de janeiro de 2021

Abertas as inscrições para a 33ª edição do Troféu HQMIX

 


No Dia do Quadrinho Brasileiro (30/1), o mais importante troféu da área de quadrinhos abre as inscrições em seu site www.hqmix.com.br        

Desde o último dia 30 de janeiro, toda a produção de quadrinhos, com suas editoras e autores, poderá entrar no site www.hqmix.com.br e inscrever suas obras publicadas entre 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2020. 

 

Ao todo, são 33 categorias e uma delas, "Projeto Especial de Pandemia", terá um destaque especial nessa edição. Ganhará o troféu a melhor ação, feita para enfrentar um ano atípico e problemático como foi 2020.

 

A data de 30 de janeiro foi escolhida para o Dia do Quadrinho Brasileiro porque lembra a publicação do desenhista Angelo Agostini, na Revista Vida Fluminense, de "As aventuras de Nhô Quim" (30/01/1869), que marcou o pioneirismo do Brasil na publicação de quadrinhos no mundo.

 

As inscrições estarão abertas até 10 de fevereiro de 2021. O custo da inscrição em cada item é de R$ 10 e pode ser feita tanto pelo autor como pela editora. 

 

No mesmo site, há um formulário para quem comprove que é da área de produção de quadrinhos e queira participar da votação final para os melhores de 2020. 

 

Apesar de a pandemia de Covid-19 ter mudado todo o mercado, a área de quadrinhos produziu muito.

 

Vejam as Categorias:

 

Publicação de Aventura/terror/fantasia

Obra com temáticas de aventura, terror ou fantasia.

 

Publicação de Clássico

Obra de republicação de clássicos quadrinhos antigos.

 

Publicação de Humor

Obra com temática de humor.

 

Publicação de Tira

Obra de coletâneas de tiras originalmente publicadas em jornais, internet ou de material inédito.

 

Publicação em Minissérie

Obra publicada que se completa em mais de uma edição. Assim, só poderá ser inscrita quando for publicada sua última publicação sequencial completando o arco da história.

 

Publicação Infantil

Obra produzida e destinada para o público infantil.

 

Publicação Juvenil

Obra produzida e destinada para o público juvenil.

 

Publicação Mix

Obra de coletânea de vários autores em um mesmo volume, seguindo um tema ou não.

 

Adaptação para os Quadrinhos

Obra composta por adaptação de quadrinhos de uma obra da literatura, do cinema, do teatro ou de outras artes.

 

Edição Especial Estrangeira

Obra estrangeira em quadrinhos, publicada em volume único.

 

Edição Especial Nacional

Obra nacional em quadrinhos, publicada em volume único.

 

Publicação Independente Edição Única

Obra de um único número (one-shot), publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Publicação Independente Seriada

Obra em série, com previsão de mais edições com o mesmo título, ou mesma família de personagens ou em continuação de capítulos, publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Publicação Independente de Grupo

Obra de coletâneas, antologias ou mixes, seguindo um tema ou não, publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Livro Teórico

Obra composta por pesquisas, ensaios, textos profissionais, acadêmicos ou científicos voltados para temas relacionados aos Quadrinhos.

 

Editora do Ano

Editora com maior destaque e relevância no ano anterior ao da realização da cerimônia de premiação.

 

Web Quadrinhos

Obra em quadrinhos originalmente criada para ser veiculada pela internet.

 

Web Tira

Obra seriada sob a forma de tiras em quadrinhos, originalmente criada para ser veiculada pela internet.

 

Arte-finalista Nacional

Autor de Obra, responsável pela finalização de uma arte, dando os últimos retoques e realçando o traço do desenho seja em técnica manual, a tinta, ou digital.

 

Colorista Nacional

Autor de Obra, responsável por acrescentar cor à arte em branco-e-preto.

 

Desenhista Nacional

Autor de Obra, responsável por ilustrar suas histórias ou de outras pessoas. Pode trabalhar com diferentes meios e técnicas (lápis, tinta, pintura, colagem, etc.).

 

Novo Talento - Desenhista

Autor de Obra que tenha alcançado destaque no mercado de quadrinhos pela qualidade do seu trabalho na função de Desenhista há, no máximo, três anos.

 

Roteirista Nacional

Autor de Obra responsável pela elaboração ou adaptação de roteiro para os quadrinhos.

 

Novo Talento - Roteirista

Autor de Obra que tenha alcançado destaque no mercado de quadrinhos pela qualidade do seu trabalho, na função de roteirista, há, no máximo, três anos.

 

Evento

Eventos, salões ou festivais, cuja temática seja ligada aos quadrinhos.

 

Exposição

Exibição ou mostra pública de obras de quadrinhos.

 

Produção para outras Linguagens

Obra baseada em quadrinhos, produzida em outras mídias, como adaptações para o cinema ou TV, documentários, peças teatrais, livros, etc.

 

Categorias especiais

São aquelas que não são submetidas à votação pública. Os vencedores são escolhidos pela Comissão Organizadora do Prêmio HQMIX em processos de decisão internos, seguindo critérios técnicos de avaliação.

 

Projeto Editorial

Publicação de quadrinhos que tenha uma proposta editorial diferenciada ou especial.

 

Projeto Gráfico

Publicação de quadrinhos que tenha uma proposta gráfica diferenciada ou especial.

 

Projeto Especial na Pandemia

Ações e projetos (obras, projetos especiais, lives, atividades on-line, cursos à distância e outras linguagens) realizados em resistência às dificuldades impostas durante o período de pandemia da Covid-19 e que ajudaram a manter a arte dos quadrinhos viva.

 

Categorias acadêmicas

São aquelas cujos trabalhos inscritos são avaliados pela Comissão Acadêmica

 

Tese de Conclusão de Curso

Trabalho acadêmico de avaliação final de graduação com tema na área dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica.

 

Dissertação de Mestrado

Trabalho acadêmico de avaliação final de pós-graduação de mestrado, resultado de pesquisa com tema na área dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica.

 

Tese de Doutorado

Trabalho acadêmico de avaliação final de pós-graduação de doutorado, resultado de pesquisa própria com tema na área de dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica. 

 

 

Sobre o Troféu HQMIX

O Troféu HQMIX foi criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. O prêmio logo foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (IMAG).

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sábado, 30 de janeiro de 2021

Crime e castigo, de Garth Ennis


Garth Ennis é conhecido pelos roteiros mirabolantes envolvendo anjos e demônios, muita violência gráfica exagerada e uma quantidade enorme de piadas ácidas a cada página. O melhor trabalho dele, no entanto, não tem nenhum desses exageros. Crime e castigo, de 1997, é apenas uma puta história policial.

A trama é sobre um homem de meia-idade com dois filhos que de repente vê voltar um fantasma do seu passado e é obrigado a empreender uma fuga alucinada.

Quando era jovem, Jimmy e dois amigos deram um golpe em um mafioso psicopata e agora, anos depois, ele está de volta, decidido a matar todos.

A história se equilibra entre os flash backs (a esposa morrendo de câncer, a relação com o pai veterano da II Guerra Mundial, os detalhes do golpe), a relação conflituosa com o filho mais velho e a caçada.

Stein, o vilão, é como uma sombra, um adversário aparentemente invencível que brinca com os fugitivos como se estivesse num jogo de gato e rato. Em determinado ponto, o protagonista deixa seus filhos na casa de um amigo enquanto se encontra com os dois ex-parceiros. Quando volta, o amigo está pendurado na parede do quarto onde a menina dorme, suas tripas expostas.

Crime e castigo consegue ser um triller de suspense, uma trama sensível sobre pais e filhos e uma história poética. Tudo junto no mesmo caldeirão. Contribuiu muito para o resultado final o desenho do veterano inglês John Higgins.

Essa minissérie da Vertigo foi lançada por aqui pela editora Abril em 1998, um ano depois de sair nos EUA pela Vertigo.

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sábado, 7 de novembro de 2020

Quem é o Pantera Negra?


Quando o roteirista Reginald Hudlin contou aos amigos que ia escrever a revista do Pantera Negra, eles perguntaram: Quem? Isso o levou a escrever uma história que não só apresenta o personagem, mas também o reino de Wakanda e mas também criou as principais bases do que viria a ser o filme de enorme sucesso de 2018. Essa história, reunida no volume 38 da coleção de graphic novels Marvel chamou-se “Quem é o Pantera Negra?”.

Hudlin avança muito além do que até então tinha sido feito, remontando ao passado longíncuo de Wakanda, mais precisamente no século V, quando uma tribo rival tenta invadir o local e seus guerreiros são dizimados pelo sistema de defesa incluindo balestras gigantes. Depois, no século XIX, um grupo de aventureiros belgas tenta invadir o local com metralhadoras e é igualmente repelido.

A história pula para o presente, quando o rei de Wakanda está enfrentando adversários em uma disputa pela coroa enquanto dois grupos planejam invadir o país: de um lado vilões, chefiados pelo Garra Sônica, e do outro os americanos interessados nas riquezas naturais do país.

A história não só amplia em muito a mitologia do personagem, acrescentando informações (como a de que o Garra Sônica é descendente do belga que foi morto tentando invadir Wakanda no século XIX). E faz isso com muita ação e uma trama envolvente e empolgante. Além disso, acrescenta uma viva crítica social sobre como os países de primeiro mundo sempre viram a África como um quintal do qual poderiam retirar o que quisessem.

Os desenhos ficam por conta de John Romita Jr. Ele é adorado por muitos e odiado por outros (no geral eu gosto muito). Mas mesmo quem odeia dificilmente diria que ele não foi uma boa escolha. Fortemente influenciado por Jack Kirby, ele traz de volta toda a grandiosidade de Wakanda e cria um visual que seria a principal influencia para o design do filme.

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