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domingo, 28 de março de 2021

O Universo de Mary Shelley: Frankenstein e seus possíveis derivados, por Ademir Pascale

Prometeu sendo acorrentado

Por Ademir Pascale

NO INÍCIO ERA PROMETEU

Poderemos comparar o Dr. Victor Frankenstein ao titã grego Prometeu, que apoderou-se do fogo divino de Zeus, outorgando aos homens comuns a evolução perante aos outros animais e assim como o ser supremo, também gozava da criação humana. Furioso, devido ao roubo do fogo divino, Zeus castigou Prometeu e o acorrentou ao cume do monte Cáucaso, dando livre arbítrio para um terrível abutre dilacerar o seu fígado que sempre se regenerava, devido a sua imortalidade. Zeus pronunciou o castigo a Prometeu por 30.000 anos, mas, o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, pois este já estava condenado devido a uma ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. 

Em uma atitude nobre, Quíron transfere sua imortalidade pela libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento devido a dor da ferida eterna que possuía.

Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851) a autora da obra "Frankenstein", inspirou-se na lenda de Prometeu. O título da obra era “Frankenstein” ou “O Moderno Prometeu”. Levantei uma conjectura demais interessante: e se Mary Shelley não for a real autora, criadora da obra "Frankenstein"? Estive analisando o conteúdo da obra "Frankenstein" e ligando alguns fatos interessantes.

Mary Shelley
VAMOS AOS FATOS   

Antes de apresentar os fatos, gostaria de fazer um breve comentário a respeito do poeta inglês, Percy Bysshe Shelley (1792-1822). Percy era casado com Harriet Westbrook e ao mesmo tempo, namorado de Mary Wollstonecraft. Um triste dia, Harriet descobriu a traição e, claro, não aceitou. Impulsivamente, ou quem sabe num gesto de desespero, Percy abandona a esposa gestante e foge com Mary para o continente. Dois anos depois do ocorrido, mais precisamente em 1816, Harriet ainda não conformada com a traição, suicida-se e, sabendo da tragédia, Percy não perde tempo e se casa com Mary. 

PRIMEIRO FATO: na trama "Frankenstein", o pai da horrenda criatura, Victor Frankenstein, era ridicularizado pelos mestres de sua universidade, devido ao grande interesse pela Alquimia, considerada ultrapassada em sua época. Na vida real, o poeta Percy, esposo de Mary, foi expulso da faculdade de Oxford depois de publicar um panfleto sobre a necessidade do ateísmo (doutrina dos ateus. Falta de crença em Deus). Percy arruinou sua carreira acadêmica, mas defendeu suas ideias.  Note a semelhança neste fato entre o personagem Victor Frankenstein e Percy Bysshe Shelley. 

SEGUNDO FATO: o suicídio da primeira esposa do poeta Percy, Harriet. Quando amamos alguém que se vai, não pensamos como seria bom a eternidade da vida humana e às vezes não ficamos descrentes no ser supremo? Na obra "Frankenstein", Victor Frankenstein não teve a terrível ideia de dar vida a um ser inanimado depois da morte de sua mãe? 

TERCEIRO FATO: Percy tinha ideias não convencionais. Uma grande prova deste fato é a admiração pelo autor William Godwin (1756-1836), também possuidor de ideias não convencionais e pai de sua segunda esposa, Mary, além de ter sido expulso da universidade por defender o ateísmo, ideia que ia contra os conceitos da universidade de Oxford. Para a época, a obra "Frankenstein", não seria uma obra não convencional? 

QUARTO FATO: a autora Mary Shelley escreveu cerca de trinta obras, mas somente  “Frankenstein”, fez o estrondoso sucesso.

QUINTO E ÚLTIMO FATO: Percy morre aos 29 anos por afogamento em julho de 1822. Sua esposa Mary Shelley passou a se responsabilizar pela publicação de suas obras.

MINHAS CONCLUSÕES: não seria Percy Bysshe Shelley o real autor da obra "Frankenstein"? A primeira publicação de apenas 500 exemplares foi publicada em 01 de janeiro de 1818 em uma pequena editora de Londres e grande detalhe, a obra não continha o nome do autor. O prefácio da obra foi redigido pelo próprio Percy B. Shelley.

Um ano depois da morte de Percy, em 1823, a segunda edição de Frankenstein é publicada, mas desta vez com o nome da autora, Mary Shelley. 

Percy B. Shelley
Não seria o verdadeiro pai da criatura, do desfigurado ser infernal, Percy B. Shelley? Liguei estes fatos ao pesquisar a vida do poeta Percy, da escritora Mary Shelley e do anarquista filosófico, William Godwin (pai de Mary Shelley). As ligações da obra "Frankenstein" com a vida real de Percy B. Shelley, são imensuráveis. Não existiu o desprendimento do autor com a obra, o qual relatou suas ideias pessoais e íntimas em relação ao ateísmo e em trazer a vida aos falecidos, além do marcante fato de sua expulsão na universidade de Oxford, bater com o terrível tratamento dado pelos professores em relação as suas ideias sobre alquimia do personagem “Victor Frankenstein”. Dificilmente eu acreditaria que fosse Mary Shelley a autora da obra "Frankenstein" depois de correlacionar tais fatos, mas saliento que não deixam de ser conjecturas. Não seria as personagens Victor Frankenstein e a própria criatura o alterego de Percy B. Shelley? Será que não se sentira culpado pelo suicídio de sua primeira esposa, Harriet, comprovando a criação do criador e criatura como uma metáfora? Note que na obra, o monstro sempre está próximo ao seu criador, mas por mais que se esforçasse o pai da besta nunca conseguia alcançá-lo. Seria um sentimento profundo de culpa que Percy sentia pela morte de sua ex-esposa, algo irrevogável e inalcançável, pois ela jamais retornaria a vida. 


FRANKENSTEIN OU APENAS “CRIATURA”?

Sim, apenas criatura. Este era um dos nomes do monstro, ou se preferir “demônio”, “ser infernal” ou simplesmente “desgraçado”. Frankenstein era o sobrenome de seu criador, Victor Frankenstein. O autor da obra não deu nome ao monstro. Talvez o fato de soar estranhamente o nome “criatura”, deu-se o sobrenome do criador e nada mais justo dar o sobrenome do pai ao filho. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma importante família da Silésia. Importante porque se deu o nome "Frankenstein" a uma antiga cidade hoje chamada de Zabkowice Slaskie (a Silésia é uma região histórica dividida entre a Polônia, República Checa e Alemanha). Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” em uma de suas viagens, mas provavelmente Percy B. Shelley a acompanhava.

AS ADAPTAÇÕES DA OBRA FRANKENSTEIN

Frankenstein está entre as primeiras obras góticas da história. A primeira foi publicada em 1764, intitulada "O Castelo de Otranto", de Horace Walpole (1717-1797). A obra “Frankenstein” é estruturada em romance epistolar, o realismo da história é indescritível e deveras emocionante. Além da inspiração da lenda de Prometeu, o autor (ou autora) da obra “Frankenstein”, também foi inspirado pela obra do autor e representante do classicismo inglês, John Milton (1608-1674). A obra é intitulada “Paradise Lost”. A segunda obra de Milton foi intitulada de "Paraíso Reconquistado", dando sequência ao primeiro livro. 

Trecho de Paradise Lost, traduzido por Antônio José de Lima Leitão (1787-1856).
(...)
“Inferno! Inferno! Que painel terrível
Meus olhos miserandos presenciam!
Em nossa estância habitam criaturas
De outro molde, talvez de terra feitas,
Que, não sendo anjos, só diferem pouco
Dos celestes espíritos brilhantes.
Os meus maravilhados pensamentos
Nelas se engolfam todos: té me sinto
Propenso a amá-las, — tanto lhes fulgura
A semelhança divinal no porte,
E tantas graças nos gentis semblantes
A mão que as construiu pródiga esparze!
Ah! par formoso! Mal agora pensas
Na mudança que perto já te assalta:
Esses prazeres todos vão sumir-se,
E desgraça tremenda lhes sucede
Tanto mais crua quanto sentes hoje
Alegria maior nos seios d’alma.
És feliz, mas durar assim não podes
Porque bem defender-te o Céu não soube; (...)

A obra “Frankenstein” é deveras trabalhada e inspiradora, mas, para alguns, com falhas: Victor Frankenstein junta pedaços humanos e os molda, tentando reconstituir a sua maneira a figura de um ser humano, mas, ao final do processo, após tortuosos estudos, noites em claro e alterações em sua saúde — decorrentes do excesso de trabalho —, o ser inanimado torna-se animado e assim como Percy B. Shelley abandona a esposa gestante, Victor abandona sua obra, ou se preferir, criatura.  

Frankenstein foi inicialmente alterado nas telas do cinema como um ser não tão “pensante”, ao contrário da filosófica criatura da obra de Mary Shelley ou Percy B. Shelley, que é culto e rápido como o relâmpago, “bem” diferente do conhecido Frankenstein do mundo da sétima arte, se bem que alguns diretores tentaram posteriormente modificá-lo, e hoje poderemos notar várias adaptações dele, algumas até cômicas, como no longa-metragem de 1974 “O Jovem Frankenstein” (Young Frankenstein/ 104 min/ 20th Century Fox Film Corporation).

Os leitores também se deleitavam com as adaptações de Frankenstein em quadrinhos, muitas das vezes herói, outras vilão.

O teatro também adaptou a obra e foi o primeiro a gozar de tal feito. Por fim, notamos adaptações de Frankenstein até em jogos futuristas para modernas plataformas de videogames. 

Frankenstein jamais morrerá, assim como os imortais deuses da mitologia, infelizmente, para desespero de Victor Frankenstein, que perdeu a vida tentando destruir o monstro.


ALGUNS POSSÍVEIS DERIVADOS DA CRIATURA DE FRANKENSTEIN:

O Incrível Hulk - Edwards mãos de tesoura - A Noiva Cadáver - Monstro do Pântano e O Médico e o Monstro.

Série "O Incrível  Hulk"




Nota: devemos temer o anormal e o estranho? Afinal, o que é ser normal? É seguir um padrão? Será que nos importamos mais com o visual do que com o conteúdo? Se Frankenstein fosse compreendido pelos humanos, a obra teria um trágico final? Se na vida real compreendermos o que está fora dos nossos padrões visuais, a vida humana não será mais harmoniosa?                   




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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Yuki – vingança na neve

Yuki é, imerecidamente, uma obra menos conhecida de Kazuo Koike, o roteirista de Lobo Solitário.

O mangá surgiu em 1972, um ano depois do Lobo Solitário e conta a história de uma moça em uma jornada em busca de vingança. Seu pai e seu irmão foram mortos, sua mãe foi presa e, na prisão, seduz todos os homens que encontra com o objetivo de ter um filho e, assim, realizar a vingança contra as pessoas que desgraçaram sua família. A menina é criada desde cedo nas mais diversas artes, inclusive artes marciais e se torna uma assassina de aluguel com o objetivo de arrecadar dinheiro para seu plano de vingança.

Kazuo Kamimura nem de longe é um desenhista tão competente quanto Goseki Kojima, mas o roteiro é tão bom quanto o de Lobo Solitário, especialmente graças aos planos geniais da protagonista para cumprir sua missões. Koike parecia ter uma criatividade infinita para criar situações interessantes para seus personagens e misturá-las com detalhes que vão desde uma planta de edifício até uma o valor de uma prostituta no período. A série é também um passeio pela história do Japão na era Meiji

Já na primeira história, Yuki se deixa ser presa para matar um chefe da yakusa. Mas ela não usa apenas sua habilidade física para matar suas vítimas. Na maioria das vezes ela se vale da estratégia e é isso que faz desse trabalho algo tão genial. O desafio do leitor é imaginar que golpe brilhante Koike pensou para a sua protagonista.

Um exemplo (se não gostar de spoiller, pare aqui): ao ser contratada para acabar com o aluguel de rixixás, carruagens para duas pessoas puxadas por homens que eram usadas pelos casais para transar, Yuki se deixa prender por um vigarista que recruta prostituta. Uma vez no local, ela se oferece para pintar as carruagens. A novidade se torna um sucesso, mas também leva o dono do local à ruína: ela pinta a imagem do imperador embaixo de um banco e denuncia à polícia. Como o imperador é considerado um deus, pintá-lo debaixo do banco de um quixixá faz com que o dono do local seja condenado à forca.

Há um recurso narrativo muito usado em Lobo Solitário, mas que aqui aspectos fantásticos: a história começa no meio da ação, ou de alguma missão, e só depois, através de flash backs é explicado o que está acontecendo. A diferença aqui é que na maioria das vezes as ações de Yuki parecem totalmente sem sentido, ou até mesmo suicidas, até que seja apresentado o flash back.

Além disso, a série é de uma poesia única.


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domingo, 31 de janeiro de 2021

Abertas as inscrições para a 33ª edição do Troféu HQMIX

 


No Dia do Quadrinho Brasileiro (30/1), o mais importante troféu da área de quadrinhos abre as inscrições em seu site www.hqmix.com.br        

Desde o último dia 30 de janeiro, toda a produção de quadrinhos, com suas editoras e autores, poderá entrar no site www.hqmix.com.br e inscrever suas obras publicadas entre 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2020. 

 

Ao todo, são 33 categorias e uma delas, "Projeto Especial de Pandemia", terá um destaque especial nessa edição. Ganhará o troféu a melhor ação, feita para enfrentar um ano atípico e problemático como foi 2020.

 

A data de 30 de janeiro foi escolhida para o Dia do Quadrinho Brasileiro porque lembra a publicação do desenhista Angelo Agostini, na Revista Vida Fluminense, de "As aventuras de Nhô Quim" (30/01/1869), que marcou o pioneirismo do Brasil na publicação de quadrinhos no mundo.

 

As inscrições estarão abertas até 10 de fevereiro de 2021. O custo da inscrição em cada item é de R$ 10 e pode ser feita tanto pelo autor como pela editora. 

 

No mesmo site, há um formulário para quem comprove que é da área de produção de quadrinhos e queira participar da votação final para os melhores de 2020. 

 

Apesar de a pandemia de Covid-19 ter mudado todo o mercado, a área de quadrinhos produziu muito.

 

Vejam as Categorias:

 

Publicação de Aventura/terror/fantasia

Obra com temáticas de aventura, terror ou fantasia.

 

Publicação de Clássico

Obra de republicação de clássicos quadrinhos antigos.

 

Publicação de Humor

Obra com temática de humor.

 

Publicação de Tira

Obra de coletâneas de tiras originalmente publicadas em jornais, internet ou de material inédito.

 

Publicação em Minissérie

Obra publicada que se completa em mais de uma edição. Assim, só poderá ser inscrita quando for publicada sua última publicação sequencial completando o arco da história.

 

Publicação Infantil

Obra produzida e destinada para o público infantil.

 

Publicação Juvenil

Obra produzida e destinada para o público juvenil.

 

Publicação Mix

Obra de coletânea de vários autores em um mesmo volume, seguindo um tema ou não.

 

Adaptação para os Quadrinhos

Obra composta por adaptação de quadrinhos de uma obra da literatura, do cinema, do teatro ou de outras artes.

 

Edição Especial Estrangeira

Obra estrangeira em quadrinhos, publicada em volume único.

 

Edição Especial Nacional

Obra nacional em quadrinhos, publicada em volume único.

 

Publicação Independente Edição Única

Obra de um único número (one-shot), publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Publicação Independente Seriada

Obra em série, com previsão de mais edições com o mesmo título, ou mesma família de personagens ou em continuação de capítulos, publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Publicação Independente de Grupo

Obra de coletâneas, antologias ou mixes, seguindo um tema ou não, publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Livro Teórico

Obra composta por pesquisas, ensaios, textos profissionais, acadêmicos ou científicos voltados para temas relacionados aos Quadrinhos.

 

Editora do Ano

Editora com maior destaque e relevância no ano anterior ao da realização da cerimônia de premiação.

 

Web Quadrinhos

Obra em quadrinhos originalmente criada para ser veiculada pela internet.

 

Web Tira

Obra seriada sob a forma de tiras em quadrinhos, originalmente criada para ser veiculada pela internet.

 

Arte-finalista Nacional

Autor de Obra, responsável pela finalização de uma arte, dando os últimos retoques e realçando o traço do desenho seja em técnica manual, a tinta, ou digital.

 

Colorista Nacional

Autor de Obra, responsável por acrescentar cor à arte em branco-e-preto.

 

Desenhista Nacional

Autor de Obra, responsável por ilustrar suas histórias ou de outras pessoas. Pode trabalhar com diferentes meios e técnicas (lápis, tinta, pintura, colagem, etc.).

 

Novo Talento - Desenhista

Autor de Obra que tenha alcançado destaque no mercado de quadrinhos pela qualidade do seu trabalho na função de Desenhista há, no máximo, três anos.

 

Roteirista Nacional

Autor de Obra responsável pela elaboração ou adaptação de roteiro para os quadrinhos.

 

Novo Talento - Roteirista

Autor de Obra que tenha alcançado destaque no mercado de quadrinhos pela qualidade do seu trabalho, na função de roteirista, há, no máximo, três anos.

 

Evento

Eventos, salões ou festivais, cuja temática seja ligada aos quadrinhos.

 

Exposição

Exibição ou mostra pública de obras de quadrinhos.

 

Produção para outras Linguagens

Obra baseada em quadrinhos, produzida em outras mídias, como adaptações para o cinema ou TV, documentários, peças teatrais, livros, etc.

 

Categorias especiais

São aquelas que não são submetidas à votação pública. Os vencedores são escolhidos pela Comissão Organizadora do Prêmio HQMIX em processos de decisão internos, seguindo critérios técnicos de avaliação.

 

Projeto Editorial

Publicação de quadrinhos que tenha uma proposta editorial diferenciada ou especial.

 

Projeto Gráfico

Publicação de quadrinhos que tenha uma proposta gráfica diferenciada ou especial.

 

Projeto Especial na Pandemia

Ações e projetos (obras, projetos especiais, lives, atividades on-line, cursos à distância e outras linguagens) realizados em resistência às dificuldades impostas durante o período de pandemia da Covid-19 e que ajudaram a manter a arte dos quadrinhos viva.

 

Categorias acadêmicas

São aquelas cujos trabalhos inscritos são avaliados pela Comissão Acadêmica

 

Tese de Conclusão de Curso

Trabalho acadêmico de avaliação final de graduação com tema na área dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica.

 

Dissertação de Mestrado

Trabalho acadêmico de avaliação final de pós-graduação de mestrado, resultado de pesquisa com tema na área dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica.

 

Tese de Doutorado

Trabalho acadêmico de avaliação final de pós-graduação de doutorado, resultado de pesquisa própria com tema na área de dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica. 

 

 

Sobre o Troféu HQMIX

O Troféu HQMIX foi criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. O prêmio logo foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (IMAG).

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sábado, 30 de janeiro de 2021

Crime e castigo, de Garth Ennis


Garth Ennis é conhecido pelos roteiros mirabolantes envolvendo anjos e demônios, muita violência gráfica exagerada e uma quantidade enorme de piadas ácidas a cada página. O melhor trabalho dele, no entanto, não tem nenhum desses exageros. Crime e castigo, de 1997, é apenas uma puta história policial.

A trama é sobre um homem de meia-idade com dois filhos que de repente vê voltar um fantasma do seu passado e é obrigado a empreender uma fuga alucinada.

Quando era jovem, Jimmy e dois amigos deram um golpe em um mafioso psicopata e agora, anos depois, ele está de volta, decidido a matar todos.

A história se equilibra entre os flash backs (a esposa morrendo de câncer, a relação com o pai veterano da II Guerra Mundial, os detalhes do golpe), a relação conflituosa com o filho mais velho e a caçada.

Stein, o vilão, é como uma sombra, um adversário aparentemente invencível que brinca com os fugitivos como se estivesse num jogo de gato e rato. Em determinado ponto, o protagonista deixa seus filhos na casa de um amigo enquanto se encontra com os dois ex-parceiros. Quando volta, o amigo está pendurado na parede do quarto onde a menina dorme, suas tripas expostas.

Crime e castigo consegue ser um triller de suspense, uma trama sensível sobre pais e filhos e uma história poética. Tudo junto no mesmo caldeirão. Contribuiu muito para o resultado final o desenho do veterano inglês John Higgins.

Essa minissérie da Vertigo foi lançada por aqui pela editora Abril em 1998, um ano depois de sair nos EUA pela Vertigo.

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sábado, 7 de novembro de 2020

Quem é o Pantera Negra?


Quando o roteirista Reginald Hudlin contou aos amigos que ia escrever a revista do Pantera Negra, eles perguntaram: Quem? Isso o levou a escrever uma história que não só apresenta o personagem, mas também o reino de Wakanda e mas também criou as principais bases do que viria a ser o filme de enorme sucesso de 2018. Essa história, reunida no volume 38 da coleção de graphic novels Marvel chamou-se “Quem é o Pantera Negra?”.

Hudlin avança muito além do que até então tinha sido feito, remontando ao passado longíncuo de Wakanda, mais precisamente no século V, quando uma tribo rival tenta invadir o local e seus guerreiros são dizimados pelo sistema de defesa incluindo balestras gigantes. Depois, no século XIX, um grupo de aventureiros belgas tenta invadir o local com metralhadoras e é igualmente repelido.

A história pula para o presente, quando o rei de Wakanda está enfrentando adversários em uma disputa pela coroa enquanto dois grupos planejam invadir o país: de um lado vilões, chefiados pelo Garra Sônica, e do outro os americanos interessados nas riquezas naturais do país.

A história não só amplia em muito a mitologia do personagem, acrescentando informações (como a de que o Garra Sônica é descendente do belga que foi morto tentando invadir Wakanda no século XIX). E faz isso com muita ação e uma trama envolvente e empolgante. Além disso, acrescenta uma viva crítica social sobre como os países de primeiro mundo sempre viram a África como um quintal do qual poderiam retirar o que quisessem.

Os desenhos ficam por conta de John Romita Jr. Ele é adorado por muitos e odiado por outros (no geral eu gosto muito). Mas mesmo quem odeia dificilmente diria que ele não foi uma boa escolha. Fortemente influenciado por Jack Kirby, ele traz de volta toda a grandiosidade de Wakanda e cria um visual que seria a principal influencia para o design do filme.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Wacom organiza evento online grátis com especialistas em quadrinhos

 


Comic Week terá 25 apresentações e workshops entre os dias 19 e 22 de outubro com artistas de diversos lugares do globo, incluindo a ilustradora brasileira Lila Cruz

Fãs de quadrinhos e profissionais do setor poderão se divertir e receber muitas dicas durante o Comic Week, que será realizado de 19 a 22 de outubro. O evento online internacional é promovido pela Wacom, fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais.

Serão 25 apresentações e workshops durante os quatro dias de evento, com uma seleção de quadrinistas profissionais e artistas conceituais de animação. Entre alguns destaques da programação, estão: Charlie Adlard, de The Walking Dead, que irá ensinar novas técnicas de ilustração digital; Alex Sinclair, da DC Comics, compartilhando dicas e truques sobre as cores nos quadrinhos; além dos artistas Gemma Correll e Luke McGarry que irão se enfrentar em uma batalha criativa digital para a diversão de todos os participantes. As apresentações e workshops serão em inglês, espanhol, português, francês, italiano e turco.

A ilustradora digital baiana Lila Cruz representará o Brasil nessa programação globalizada, focando no tema de quadrinhos autobiográficos, no dia 20, às 15h (horário de Brasília). “Comecei a produzir meus quadrinhos autobiográficos retratando temas como saúde mental, autocuidado e cotidiano. Já publiquei livro, fanzine e participo de muitas palestras. Vou mostrar como é possível trabalhar com isso sem se esgotar ou se expor demais”, explica a artista. “Considero esses eventos um excelente lugar para compartilhar nossas experiências, especialmente para quem está começando. Quando eu estava começando, ia em todas as palestras possíveis e sempre me inspiraram muito a sair de lá e produzir meu próprio quadrinho.”

“Comic Week trará uma variedade de apresentações e workshops para que entusiastas e profissionais criativos possam aprender novas técnicas de quadrinhos, conhecer dicas e truques de desenho digital, além de receber conselhos sobre como promover seu trabalho atualmente. Tudo isso com especialistas renomados no mercado de quadrinhos”, comenta Thiago Tieri, gerente de marketing da Wacom no Brasil. “É muito bom também saber que teremos uma ótima artista como a Lila representando o país.”

Para conferir a programação completa dos quatro dias do Comic Week, além dos artistas em destaque, idioma falado, datas, horário das sessões e descrições, clique aqui.

O evento será realizado e transmitido pela plataforma Zoom. Para se inscrever na Comic Week da Wacom e ter acesso a todas as 25 sessões, clique aqui.

Sobre a Wacom

Fundada em 1983, a Wacom é uma empresa global com sede no Japão (Bolsa de Valores de Tóquio: 6727) com subsidiárias e escritórios afiliados em todo o mundo para apoiar comercialização e distribuição em mais de 150 países. A visão da Wacom de aproximar pessoas e tecnologia por meio de tecnologias naturais de interface tornou-a a fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais. A tecnologia avançada dos dispositivos de entrada intuitiva da Wacom foi usada para criar algumas das artes, filmes, efeitos especiais, moda e designs mais empolgantes do mundo todo e fornece aos usuários corporativos e domésticos sua tecnologia de interface líder para expressar sua personalidade. Para mais informações: www.wacom.com 

Instagram: @wacom_brasil

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Facebook: @WacomBrasil

YouTube: @WacomBrasil

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sábado, 22 de agosto de 2020

Edison de Farias e o livro em HQ “O Bom Humor da Vida”

Edison de Farias - Foto divulgação
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio artístico?

Edison de Farias: Sou publicitário a mais 45 anos, exercendo a função de Direção de Arte e ilustração, nos últimos anos tenho dedicado a criação e preparação de Histórias em Quadrinhos e animações.

Conexão Literatura: Você é autor do livro em HQ “O Bom Humor da Vida”. Poderia comentar? 

Edison de Farias: O título “O Bom Humor da Vida” é um livro em (HQ) com 64 páginas coloridas, com o intuito de levar diversão e descontração, proporcionando a agradável sensação de alegria e bem estar e provocando um sorriso no rosto.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra?

Edison de Farias: Esta obra está alicerçada em três anos de pesquisa, onde foram reunidas centenas de situações alegres entre contos, piadas, anedotas, “causos” e casos verídicos,

Conexão Literatura: Poderia destacar uma tirinha ou um trecho da sua HQ especialmente para os nossos leitores? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br encontram-se algumas páginas de referência. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para saber mais sobre a sua HQ e um pouco mais sobre você e o seu trabalho? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos artistas em início de carreira?

Edison de Farias: Desenhar a todo momento e pesquisar referências de estilos.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Edison de Farias: Conforme acusados pelas pesquisas, este projeto poderá gerar dezenas de edições.

Perguntas rápidas:

Um livro ou HQ: Asterix – O adivinho
Um (a) autor (a):  Goscinny – Uderzo
Um ator ou atriz: Charlie Chaplin
Um filme: Luzes da cidade
Um dia especial: 12 de outubro – Dia de NS Aparecida
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Mauricio de Sousa é um dos vencedores do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes 2019


Desenhista foi premiado na categoria "Iniciativas culturais para crianças e adolescentes"

No dia 29 de janeiro, foram homenageados, no Palácio dos Bandeirantes, profissionais da cultura que se destacaram no decorrer de 2019, no Prêmio Estado de São Paulo para as Artes 2019. Mauricio de Sousa foi um dos vencedores pelo trabalho à frente da Mauricio de Sousa Produções (MSP), na categoria “Iniciativas culturais para crianças e adolescentes”. O desenhista foi representado pelo diretor da MSP, Rodrigo Paiva.

“É uma honra receber esse troféu de grande importância nacional na área cultural. Principalmente pela qualidade dos indicados e do júri. Agradeço! E a nossa responsabilidade para com as crianças e os jovens aumenta e nos traz novos desafios aí pela frente”, diz Mauricio de Sousa.

O prêmio, criado em 1950 e hoje reformulado – é a principal premiação cultural do Estado e a maior em nível estadual no Brasil - tem a organização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Os vencedores receberam um troféu e o valor de R$ 30 mil. As indicações foram feitas pelos membros do Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa, do Condephaat, da Comissão de Análise de Projetos do ProAC Expresso ICMS e pelos secretários de Cultura dos 645 municípios de São Paulo.

Mauricio de Sousa - Uma história de amor e sucesso

Mauricio de Sousa é o autor de maior sucesso das histórias em quadrinhos no Brasil. Começou nos anos 50 em uma pequena cidade do interior de São Paulo (Mogi das Cruzes), sem dinheiro, mas com muita vontade de trabalhar. Assim, conquistou milhões de leitores por passar mensagens de amizade, solidariedade e muito humor com suas criações da "Turma da Mônica". São mais de 400 personagens criados nesses anos.

Hoje, após 60 anos de seu início na área dos quadrinhos, é reconhecido em todo o mundo com várias premiações e publicações de sua obra em diversos países. No Brasil, mantém mais de 10 milhões de leitores por mês apenas com suas revistas em quadrinhos. Representa 85% de todo o mercado infanto/juvenil de quadrinhos no país. 

No YouTube, com sua série de animações "Monica Toy", chegou a mais de 7 bilhões de visualizações pelo planeta em apenas quatro anos. Depois do Brasil, quem mais assiste o programa on-line é a Rússia, México, EUA, Japão e entre outros.

Os shows ao vivo em teatro, com seus personagens, são montados em todo o Brasil e agora estão sendo apresentados em outros países, como EUA e Japão. Além disso, seu parque de diversões indoor em São Paulo é o maior da América Latina.

Sua importância para os brasileiros vai muito além do sucesso comercial. É o primeiro desenhista de quadrinhos no mundo que entrou para uma Academia de Letras junto aos escritores mais famosos (Academia Paulista de Letras - APL).

Suas revistas, comprovadamente, servem de estímulo à leitura e à alfabetização de crianças a partir dos cinco anos de idade. Por isso, passou por cinco gerações de leitores sempre renovando seu público. Na área comercial tem sua marca em mais de 3 mil itens em contratos com cerca de 150 empresas. Já produziu mais de 12 filmes de animação para o cinema e centenas de animações para a TV. É o maior produtor de animação do Brasil. Tem o maior estúdio da área na América Latina com mais de 300 funcionários. 

2020 é um ano cheio de novos projetos e uma nova dimensão para sua empreitada internacional. Uma conquista baseada na criação de um mundo de sonhos que conquistou milhões de pessoas.
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Resenha: "Revolução do Gibi - A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil" - Por Ademir Pascale


Por que os quadrinhos chegaram às livrarias brasileiras? Por que os mangás, nome dos quadrinhos japoneses, tornaram-se tão populares no país? O que fez com que as adaptações literárias fossem tão publicadas nos últimos anos? Por que mais e mais desenhistas se dedicam aos trabalhos autorais? Qual foi o papel da internet na produção de quadrinhos?

Essas e outras perguntas, que marcam o atual momento das histórias em quadrinhos, são respondidas num livro, que começa a ser vendido neste mês nas livrarias e lojas especializadas no setor. Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil (Devir, 520 págs.) procura mostrar as raízes desse novo momento presenciado no país.

A obra divide a questão em 20 capítulos, cada um deles dedicado a explicar diferentes aspectos do atual mercado de quadrinhos. Do papel à internet, do quadrinho estrangeiro ao nacional, das bancas às livrarias, da produção comercial à autoral.

A obra foi escrita por Paulo Ramos, especialista na área e responsável pelo Blog dos Quadrinhos, página jornalística dedicada ao tema e hospedada na redação do portal UOL. O livro reúne reportagens, entrevistas e resenhas feitas pelo autor e veiculadas no blog desde abril de 2006. Cada informação é acompanhada de uma atualização. A última foi feita em janeiro deste ano.

Ramos é autor de outras obras ligadas ao tema, como A Leitura dos Quadrinhos e Bienvenido – Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos – premiadas com o Troféu HQMix na categoria de melhor obra teórica sobre quadrinhos nos anos de 2010 e 2011.

Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil é o segundo livro jornalístico do autor.

Indispensável tanto para curiosos, quanto para profissionais da área. A capa é do cartunista e ilustrador prodígio João Montanaro (Cócegas no Raciocínio), de apenas 15 anos.

Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil
Estrutura: 520 págs. P/B, em papel off-set 75g;
Formato: 165 mm X 240 mm;
Editora: Devir Livraria Ltda.
www.devir.com.br
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

HQ "The Spirit - Mais Aventuras", lida e comentada


Por Ademir Pascale

Criado em 1940 por Will Eisner, um dos artistas mais importantes do mundo das histórias em quadrinhos, Denny Colt, o personagem principal, passou a ser chamado de "The Spirit" depois de ter sido considerado morto, mas que continuou sendo visto nas violentas ruas de sua cidade na luta contra o crime. A maioria das histórias de "The Spirit" tem um ar sobrenatural envolvendo misticismo, horror, romance, crime, drama e mistério.
Após Eisner entrar para o exército durante a segunda guerra mundial, “The Spirit” passou por diversas mãos, tendo traços e histórias diferentes das habituais conhecidas pelos fãs.

Tendo inspirado outros artistas, podemos até fazer uma semelhança com “O Corvo”, de James O'Barr, tendo sido adaptado para o cinema em 1994. E acredite, “The Spirit” passou pelas mãos até do grande Frank Miller, que adaptou a história para as telonas, tendo um estilo semelhante ao do longa-metragem “Sin City”, mas que infelizmente não fez tanto sucesso por tentar reinventar demais o herói, modificando o original.
“The Spirit: Mais Aventuras”, hq publicada pela Devir Livraria, reúne as últimas quatro edições da raríssima série que reapresentou o Spirit a uma nova geração de leitores em 1998, numa mescla de vários artistas, como Paul Chadwick, John Ostrander, Paul Pope, Eddie Campbell, Tom Mandrake, Scott Hampton, Joe R. Lansdale, Peter Poplaski, Dennis P. Eichhorn, Gene Fama, Marcus Moore, Pete Mullins etc. Com uma arte de capa belíssima produzida por Paul Chadwick, artista que também desenvolveu o desenho e a história “Beleza Maldita”, que daria uma ótima adaptação cinematográfica, é uma das melhores do álbum, seguida da história “Swami Vashtibubu, de John Ostrander, com arte de Tom Mandrake e “O Caso Eichberg”, de Scott Hampton e Mark Kneece, num dos melhores traços e ilustrações do conjunto de histórias.

Recomendadíssimo para quem curte uma boa hq de luxo. A minha já está devidamente guardada :)

OBS.: A Devir ainda disponibiliza “The Spirit – Mais Aventuras” em capa-dura ou brochura.

The Spirit: As Novas Aventuras
Histórias: Vários artistas
Arte: Vários artistas
Miolo: 128 páginas coloridas em papel off-set 90 g/m²
Pinups: Will Eisner e William Stout
Acabamento: Capa-Dura ou Brochura
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Apoie: Revista Gibi X nº 3


A Gibi X é uma revista independente que busca resgatar HQ's de antigos desenhistas. Nas primeiras edições o destaque fica por conta do quadrinista caxiense Altair Gelatti, que teve reconhecimento nacional ao publicar suas histórias nas décadas de 60 e 70 em editoras do Rio e São Paulo. Na primeira revista a publicação histórias do Homem Força de Altair Gelatti, do Flama de Deodato Borges (pai mde Mike Deodato), ambas dos anos 60 e Raddicci do Iotti. Na segunda edição, mais histórias do Homem Força, Watson Portela e Iotti. Nas duas primeiras edições uma reportagem com a trajetória completa de Gelatti além das capas de suas 46 revistas Albatroz.

A Edição nº 3 trará:
• 2 HISTÓRIAS DO HOMEM FORÇA: "Mistério no Mar" de 1967 e "Cientista Louco" de 1969;
• VIDA EM OUTROS MUNDOS: ficção INÉDITA escrita e desenhada por Altair Gelatti em 1977, saindo da gaveta pela primeira vez depois de 42 anos!
• VELTA: Primeira história de Velta de Emir Ribeiro em uma revista (10-Abafo #1) recolorizada por ele há alguns anos e agora impressa pela primeira vez!
• ANGELO AGOSTINI: Edição extra da "Revista Ilustrada" de janeiro de 1880 com impressionante relato dos conflitos populares ocorridos no final do ano de 1879!
• IOTTI - Seção naftalina: desenhos tirados do fundo do baú!
• STAR MAX: Desenhos de Joe Bennet (Marvel e DC Comics) e roteiro de Franco de Rosa.

Distribuída em Porto Alegre e região Metropolitana (Canoas, Guaíba, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão, Glorinha e Eldorado do Sul) e na Serra gaúcha em cidades como Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Veranópolis, Nova Prata, Nova Bassano, Guaporé, Nova Petrópolis, Canela, Gramado, São Marcos, Vila Ipê, Flores da Cunha, Antônio Prado, Vacaria, Lagoa Vermelha, Bom Jesus e Sanaduva. Você também encontra a Gibi X em  em lojas especializadas de São Paulo, e algumas lojas online como Sala de Perigo e Comix Book Shop.

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Na página da campanha também é possível adquirir as revistas nº 1 e 2 além de pósteres, camisetas e cartões postais: https://www.catarse.me/gibi_x_3


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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Surfista Prateado – amargo regresso



Na década de 1980, Stan Lee já estava apostenado dos quadrinhos. Mas voltava de tempos em tempos para escrever uma história de seu personagem predileto. E qual era seu personagem predileto? O Surfista Prateado.
Em 1982 eles e John Byrne (que a esta altura já era uma estrela de quadrinhos graças à sua passagem pelos X-men) se uniram para produzir uma revista única do herói, que acabava funcionando como canto do cisne para o personagem e fechava algumas pontas soltas.
Na HQ, O Surfista, graças a uma invenção de Reed Richards, consegue finalmente vencer a barreira de Galactus e voltar para seu planeta Zenn-la. Mas há uma ressalva: se voltar para a Terra, ele ficará enternamente preso aqui.
Chegando lá ele descobre que seu planeta está arruinado graças à vingança de Galactus por seu arauto ter se voltado contra ele na Terra.
E Shalla Ball, sua amada, não está lá. Tudo leva a crer que uma garota que ele encontrou em uma das histórias da série clássica na década de 1960, é na verdade ela, hipnotizada por Mefisto.
É uma história deliciosa em todos os sentidos, num perfeito equilíbrio dos elementos que fizeram do Surfista um clássico. Há o herói amargurado e filosófico, as viradas no roteiro, surpreendentes, mas absolutamente plausíveis. E o texto de Lee parece ter melhorado com o tempo, tornando-se mais poético. Os desenhos de Byrne (que é co-autor da história), funcionam bem, embora a arte-final de Tom Palmer nem sempre consiga captar a sutileza que a histórira exija.
O grande momento da história é o final, triste, mas poético. Seria o final perfeito caso essa fosse a última história do personagem.
Aqui essa história foi publicada na revista Heróis da TV 70 e foi um dos números que mais marcaram os fãs, em especial graças a essa HQ. Em tempo: a Abril descartou a capa original e usou uma imagem interna da história como capa. Ao meu ver um a decisão acertada.

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sábado, 9 de novembro de 2019

Lendas - o samba do Byrne doido



Lendas foi o primeiro crossover da DC após Crise nas infinitas Terras. Criado a partir de uma ideia de John Ostrander, teve como principal roteirista Len Wein e a maior parte dos desenhos por conta de John Byrne (que também fez as capas).
Aqui foi lançada pela editora Abril em uma minissérie de seis capítulos, em 1988.
Se Crise era uma obra coesa, em que roteiro e desenho se casavam à perfeição para compor uma obra que vai num crescendo até seu final apoteótico, Lendas parece um bolo que desandou porque todo mundo botou a mão.
Para começar, a própria premissa não nada é original: Darkside resolve acabar com os heróis (as Lendas) introduzindo um personagem que controla mentes e faz a população ficar contra os heróis. Quem leu os quadrinhos da Marvel na década de 1970 sabe que essa premissa foi usada em mais de uma história. Além disso, o personagem que faz isso é muito mal construído. Gordon Godfrey é um político? Um estudioso? Um jornalista? Ele surge do nada na história, concedendo uma entrevista televisiva. Não há nenhuma explicação de porque ele está sendo entrevistado e não temos nenhuma explicação de nada durante a série: Godfrey não tem existência como personagem, é apenas um roteirismo, alguém necessário para que a trama ande.
E, bem, a trama não anda. Há muitas idas e voltas, mas pouco desenvolvimento. A ida do Superman para Apokolips, por exemplo, é totalmente desnecessária e não contribuiu em nada para o enredo (tanto que no final dessa subtrama o herói perde a memória do que aconteceu).
O desenho de Byrne ajuda a dar um charme para a série, especialmente quando o roteiro está a cargo de Len Wein, que tenta salvar a história como pode. Mas Byrne encontra tempo até mesmo para dar uma alfinetada em seu antigo-chefe, Jim Shoter, colocando-o como vilão em uma sequência totalmente desnecessária. Como àquela altura ele era um astro dos comics, parece que ninguém teve coragem de dizer que aquelas quatro páginas não encaixavam na trama.
Um dos piores capítulos é o segundo, escrito por John Ostrander e desenhado por Joe Brozowski, focado inteiramente em Nuclear, em que a subtrama se resolve com... tortas na cara. Não, não é brincadeira. A trama se resolve com tortas na cara.
Lendas foi um verdadeiro samba do Byrne doido.

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