Livros que foram rejeitados pelas editoras - 15 motivos para você autor(a) continuar tentando

Tirando os youtubers famosos, a maioria dos escritores já tiveram seus livros rejeitados por algumas (ou inúmeras) editoras. Eu també...

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Marchezoni Oliveira e o livro A última brasileira viva, por Cida Simka e Sérgio Simka

Marchezoni Oliveira - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Meu nome é Rodrigo e escrevo sob o pseudônimo de Marchezoni Oliveira. Sou psicólogo, escritor e poeta brasileiro. Trabalho em saúde pública, na área da saúde mental, principalmente com usuários de drogas e pessoas em situação de rua. Escrevo narrativas ficcionais com temas relacionados ao Brasil e aos brasileiros, evocando toda uma gama de elementos históricos e culturais em favor de minhas tramas. Publiquei os livros Sobre os Lírios e os Brincos de Princesa (COOPACESSO, 2016); O anarquicamente correto (PLANETA AZUL, 2019); Contos ao ponto (PLANETA AZUL, 2019); e A última brasileira viva (GIOSTRI, 2020); além da coautoria na antologia Uma noite no castelo (SELO JOVEM, 2019), organizado por Sérgio Simka e Cida Simka.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que o motivou a escrevê-lo?

A ideia para o livro A última brasileira viva surge quando me pergunto o que seria do brasileiro se atravessasse uma situação em que se colocasse à prova, e se convocasse a uma sobrevivência a partir da coletividade. Diferentemente das sociedades mais dadas à fraternidade, que, em suas histórias, muitas vezes, atravessaram momentos em que a sobrevivência dependia da união com o outro, como, por exemplo, em guerras, desastres naturais etc., atinei ao fato de que nós, brasileiros, ditos viventes numa terra abençoada e sem desastres, nunca passamos por algo que seriamente nos chamou à responsabilidade para com o outro, como numa situação se sobrevivência. No livro A última brasileira viva, convoco o leitor a reflexões sobre problemáticas brasileiras relativas. Chamo a atenção aos preconceitos, à idolatria de figuras políticas e, principalmente, sobre a nossa falta de responsabilização em tomadas de atitudes que possam alterar o cenário social em que vivemos. Trabalho os temas a partir de diversas perspectivas, como atribuir a culpa das “mazelas sociais” somente às figuras dos governantes, questiono a mítica de que o brasileiro está sempre disponível para acolher o outro, observo que o brasileiro, em verdade, tem grandes dificuldades em situações que evocam o seu espírito de coletividade e de empatia, entre outras. Ainda, em A última brasileira viva, trago à baila a figura do herói, ou melhor, duma heroína, nascida a partir do povo e a partir de elementos culturais brasileiros. Com esta personagem, não importada de nenhum outro país, por assim dizer, direciono a trama em função do fato da carência brasileira de figuras heroicas de nossa terra, abrindo para as possibilidades de ações do próprio brasileiro (comum) para mudanças sociais importantes.

O livro foi lançado em agosto/2020, de forma on-line, através do meu Instagram @marchezoni_oliveira_escritor, e do Facebook @Marchezoni Oliveira, onde, para adquirir um exemplar, pode-se comprar pelo site https://lojavirtual.giostrieditora.com.br/A-última-brasileira-viva.

O que tem lido atualmente?

Atualmente, leio muito sobre a história do Brasil e da formação do pensamento brasileiro, deleitando-me com o maravilhoso livro das professoras Lilia Schwarcz (USP) e Heloisa Starling (UFMG), intitulado Brasil: uma biografia.


Para você, o que é ser escritor?

Escritor é aquele que põe nas letras aquilo que atravessa sua alma. E vejo bons escritores em todos os lugares, nos livros, nas redes sociais, nos aplicativos livreiros, nos muros, nas paredes, onde ele quer se manifestar. Como eu digo: uma pessoa, com uma única palavra, se bem colocada, tornar-se-á poetisa. Entretanto, venho falando muito da necessidade, atual, da arte enquanto intervenção. Claro que o valor estético, independentemente se bom ou belo, valer-se-á, como sempre se valeu, para dar-se à arte, contudo, diante do cenário social que atravessamos, o artista pode fazer a sua parte em mobilizar a reflexão em quem entra em contato com aquilo que ele criou. Com os escritores não seria diferente. Para mim, isto também é ser escritor.

Link para o livro:
https://lojavirtual.giostrieditora.com.br/A-%c3%baltima-brasileira-viva


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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