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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Obra de Júlia Lopes de Almeida vira leitura obrigatória

Esquecida pela história, a autora Júlia Lopes de Almeida estreia com a obra A Falência como leitura obrigatória para o Vestibular 2019 e essa surpreendente narrativa irá intrigar o leitor à desconstrução

Idealizadora da Academia Brasileira de Letras, Júlia Lopes de Almeida fazia parte da sociedade entre os séculos XIX para o XX e não podia ocupar seu lugar de direito na cadeira, que então foi cedido ao seu marido. Apesar dele merecer, ele entrou apenas porque os fundadores queriam uma instituição exclusivamente masculina.

Escritora, cronista, teatróloga e abolicionista brasileira, Júlia está na lista de livros indicados ao Vestibular 2019 com o título A Falência, publicado antecipadamente pela Editora Edipro para que os estudantes já iniciem a leitura.

O romance impresso em 1901 supera o arquétipo de heroína romântica da época, apresentando uma protagonista adúltera em busca de realização. Camila busca grandes feitos, entremeado à derrocada de um exportador de café.

De origem pobre e elevada à riqueza pelo casamento com Francisco Theodoro, a personagem permanece no mesmo lugar pela comodidade que a fortuna lhe traz, porém descobre a paixão tardiamente nos braços do amante Dr. Gervásio.  Seu marido de nada desconfia, mas terá seu ideal de família perfeita abalado após um mau negócio que o leva à falência.

A partir da decadência, essa mulher então uni-se às suas serviçais e filhas, e juntas encontram um caminho na força feminina, mostram que não precisam de homem para sobreviver e tornam a história encantadora e surpreendente.

A Falência, segundo biografia ainda não publicada pela filha da autora, levou mais de 15 anos para ser produzida, tornando-se a obra-prima de Júlia Lopes de Almeida, uma das maiores escritoras da literatura brasileira.

Ficha técnica:
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura
Preço: R$ 28,90
ISBN: 9788567097633
Edição: 1ª edição, 2018
Tamanho: 14x21 cm
Número de páginas: 192

Sobre a autora: Júlia Lopes de Almeida (1862-1934) foi uma das principais escritoras de sua geração e uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras. O crítico José Veríssimo apontou a autora, no início do século XX, como um dos dois únicos “autores de obra considerável e de nomeada nacional”, afirmando ainda: “lhe prefiro de muito D. Júlia Lopes”. Oriunda de um lar moderno, que estimulava a leitura, e casada com o poeta português Filinto de Almeida, encarou o ofício da escrita com diligência, alcançando uma obra prolífica e de inestimável qualidade. Começou sua carreira aos 19 anos, na Gazeta de Campinas, em uma época em que a participação da mulher na vida intelectual era muito rara. Por mais de 30 anos, colaborou com o jornal carioca O País. Em seus artigos, apoiava o abolicionismo e a República. Ao longo de sua carreira, produziu contos, peças, romances, crônicas e livros infanto-juvenis. Inexplicavelmente, acabou esquecida já nas décadas de 30 e de 40, com o advento do modernismo, além de ter seu nome excluído da lista da primeira reunião da Academia Brasileira de Letras. O motivo: a exclusão de mulheres da Academia, que só seria revogada em 1977, com a concessão de uma cadeira a Rachel de Queiroz. Seu marido, Filinto de Almeida, acabou ocupando a cadeira de número 3 entre os fundadores, sempre afirmando que sua esposa era a merecedora do posto, como afirmou em entrevista a João do Rio, em 1905: “Não era eu quem devia estar na Academia, era ela”.
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sábado, 6 de outubro de 2018

Via Leitura relança clássico da ficção científica que estava sem edição no Brasil


Ele desembarcou em terra fértil e perigosa! Antes disso a ficção científica nunca tinha visto nada parecido, antiético ou mesmo impressionante. Charles Prendick naufraga e participa de uma expedição a uma ilha que ameaça sua liberdade e sua sanidade mental.

Publicado em 1896, A Ilha do Dr. Moreau já estava sem edição no Brasil e o selo Via Leitura, da Editora Edipro, não podia deixar este exemplar de lado em uma coleção que há quatro anos encanta os amantes da literatura clássica.

A obra, de H. G. Wells, apresenta um médico obcecado pela ideia de transformar animais em homens. Porém, não se tratam apenas de experimentações científicas. O enredo traz à tona temas como a religião, a Teoria da Evolução e a ética na ciência. E, a partir dessas abordagens, o pai da ficção científica expõe suas críticas sociais.

Após ser levado à pequena ilha do Pacífico, Charles Prendick conhece o médico Moreau, expulso da Inglaterra por suas polêmicas experiências de vivissecação de animais. As experimentações facilmente fariam parte dos conhecidos Freak Shows, eram criaturas bestiais com uma aparência desconfortavelmente humana.

Narrado em primeira pessoa, o livro transmite ao leitor as aflições de conhecer os segredos do médico lunático e inteligente o suficiente para buscar na ciência a espécie perfeita, com a destreza dos animais selvagens e a inteligência e beleza do ser humano.

A Ilha do Dr. Moreau teve duas adaptações para o cinema (1977 e 1996), sendo a última estrelada por Marlon Brando e mais de cem anos após sua publicação, ainda se mostra um dos livros mais representativos da ficção científica.

Ficha técnica:
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura
Tradutor: Laurent de Saes
Preço: R$ 35,00
ISBN: 9788567097619
Edição: 1ª edição, 2018
Tamanho: 14x21 cm
Número de páginas: 144

Sobre o autor: H. G. Wells (1866-1946) estudou biologia que foi fundadora no desenvolvimento dos temas de que o escritor londrino trataria em seus romances, tornando-se um pioneiro da ficção científica. Além de compor tramas inquietantes, como uma viagem no tempo ou invasões alienígenas, tratou em seus livros de temas que se mantêm atuais quase um século após sua morte, como a ameaça de guerra nuclear e a ética na manipulação genética. Também foi autor de romances fora do gênero da ficção científica e membro da Sociedade Fabiana, núcleo político britânico nascido no final do século XIX e que visava a conceder às classes trabalhadoras o controle dos meios de produção na Inglaterra.
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

152 anos de H.G Wells - Um dos pioneiros da ficção científica


No dia 21 de setembro de 1866, há 152 anos, nascia na cidade de Bromley, na Inglaterra, o escritor Herbert George Wells - considerado um dos mais influentes de seu tempo. Seu legado é fonte de inspiração até hoje. Ao lado de Julio Verne e Marry Shelley, Wells é posto com um dos membros da “Santíssima Trindade da Ficção Científica”.

E nesse mês tão importante para a literatura ficcional, o selo ViaLeitura, da Edipro, especializado em clássicos literários, apresenta para os leitores uma nova edição de A Ilha do Dr. Moreau, que junto com A Máquina do Tempo e O Homem Invisível, expandem o catálogo da editora com obras do autor.

Seus livros tratam de temas a frente de seu tempo e permeiam diversas discussões importantes até hoje. É o que podemos observar em seu primeiro sucesso A Máquina do Tempo, de 1895. Na história, um cientista cria uma máquina capaz de viajar pela Quarta Dimensão (o tempo) e, ao testá-la, acaba transportado para o ano de 802.701. Neste período, a humanidade é dividida entre os pacíficos Elóis e o Morlocks, habitantes do subterrâneo. Acredita-se que o britânico foi a primeira pessoa no mundo a falar em viagem no tempo e o próprio termo “máquina do tempo” foi cunhado por ele.

No ano seguinte, em 1896, mais uma história intrigante e polêmica. A Ilha do Dr. Monreau volta a ressaltar o pioneirismo de Well, dessa vez na discussão compreendida atualmente como manipulação genética. Na narrativa, o naufrago Charles Prendick é levado a uma pequena ilha do Pacífico e lá conhece o Dr. Moreau que fora expulso da Inglaterra por suas polêmicas experimentações de humanos com animais. O escritor traz à tona também discussões sobre religião, a Teoria da Evolução e a ética na ciência.

Um ano depois, em 1897, o excêntrico O Homem Invisível e a crítica à ciência sem moralidade. A história se passa na pacata Iping (Inglaterra), com a chegada do cientista Griffin, que descobre por meio de seus experimentos, que alguns elementos químicos produzem refração da luz - o que consequentemente causa a invisibilidade. Aproveitando sua experiência, o cientista aplica a formula em si mesmo e tenta tirar proveito da situação, inclusive com atitudes criminosas.

Além da literatura, as obras de Wells servem de inspiração para os mais diferentes meios de mídia. Seja em inspirações para o cinema, referencias em séries ou adaptações para radionovela, o legado de H.G. Wells já está imortalizado e suas narrativas permanecem como fonte de inspiração para as mais diferentes gerações. O autor foi nomeado para o Prêmio Nobel da Literatura em quatro oportunidades (1921, 1932, 1935 e 1946).

Ficha técnica: A Máquina do Tempo
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura estrangeira
Preço: R$ 31,00
ISBN: 9788567097381
Edição: 1ª edição, 2017
Idioma: Português
Tradução: Marina Petroff
Tamanho: 21x14 cm
Número de páginas: 112

Ficha técnica: A Ilha do Dr. Moreau
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura/Ficção Científica
Preço: R$ 35,00
ISBN: 9788567097619
Edição: 1ª edição, 2018
Idioma: Português
Tradução: Laurent de Saes
Tamanho: 21x14 cm
Número de páginas: 144

Ficha técnica: O Homem Invisível
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura estrangeira
Preço: R$ 37,00
ISBN: 9788567097145
Edição: 1ª edição, 2017
Idioma: Português
Tradução e notas: Marina Petroff Garcia
Tamanho: 21x14 cm
Número de páginas: 160
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