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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Gerações, de John Byrne

 


Entre os vários trabalhos de John Byrne para a DC, um dos mais interessantes foi Gerações, publicado em 1999.

Gerações mostrava a evolução dos personagens Batman e Superman, os dois primeiros da DC com uma novidade: Byrne fazia os personagens envelhecerem (um ano para cada ano do mundo real). Além disso, ele mostrava os personagens como eles eram retratados naquele período – o que levou a críticas de aficionados por cronologias, mas é justamente um dos aspectos mais divertidos dessa minissérie.

Na primeira história, em 1939, o Superman é desenhado ao estilo de Joe Shuster, seu emblema é triangular e ele não voa, apenas pula. E Batman era chamado de Bat-man, tinha orelhas muito pontudas e uma capa que simulava as asas de um morcego. A razão disso é que era assim que esses personagens eram retratados nesse período.

Quando a história pula para 1959, Byrne simula o estilo amalucado da era de prata. Batman usa uma máscara praticamente sem orelhas de morcego, usa um girocóptero e enfrenta um galpão que ganhou vida, pés, mãos e rosto – e o vence cavalgando-o. Enquanto isso, Superman se transforma num monstro gigante e é salvo por Jimmy Olsen com um capacete mental. O capítulo é uma divertida homenagem à era de prata e aos enredos surreais do período.

Aliás, divertido é um ótimo adjetivo para essa mini. Mesmo depois, quando a história pula para 1999, uma época em que os quadrinhos se tornaram sombrios, o que vemos são sempre heróis sorridentes, sem muitos dramas de consciência ou dilemas. São heróis e ponto – algo que talvez falte ao gênero nos últimos tempos.

O sucesso foi tão grande que estimulou Byrne a fazer uma segunda série, Gerações 2, cobrindo alguns vácuos na história e introduzindo outros heróis da DC. A história de abertura, com Gavião Negro, Falcões Negros e outros heróis enfrentando nazistas é eletrizante. Além disso, é empolgante ver John Byrne desenhando diversos heróis da DC – embora aqui ele faça lápis e arte-final, o que deixa seu desenho menos detalhado.

Novamente o sucesso fez com que ele pensasse em uma continuação. Geração 3, no entanto, não foi uma boa ideia. Byrne já tinha usado todos os seus truques e preenchido todas as lacunas. Ele então resolveu fazer uma história grande – ao contrário das histórias curtas das séries anteriores – de invasão alienígena. Essa última não tinha o charme das outras e o roteiro era confuso.

Essa série sofreu nas edições brasileiras. Gerações 1 e 2 foram publicados pela Opera Graphica. Embora a impressão fosse boa, havia problemas de balonamento (em alguns momentos parecia que uma criança estava escrevendo o texto dos balões). Já Gerações 3 foi publicado pela Mythos, que botou um papel de qualidade ruim, uma impressão que deixava tudo muito escuro (o texto introdutório de Byrne é um bom exemplo desses problemas de impressão, sendo praticamente impossível de ler).

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domingo, 3 de janeiro de 2021

Livro "Palavra Cigana" apresenta os costumes e crenças de um povo nômade às novas gerações


Trabalho de pesquisa da autora Florencia Ferrari resultou em 6 contos mirabolantes que falam de música, medos, sorte, heroísmo e amor

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 800 mil a um milhão de pessoas no Brasil se identificam como ciganos. Apesar do surgimento há séculos, o conhecimento sobre seus costumes e crenças ainda é difuso. Neste cenário, a autora Florencia Ferrari lançou pela SESI-SP Editora o livro “Palavra Cigana”, que apresenta esse universo às nova gerações em 6 contos.

Para chegar no material, ela explica que foram analisadas mais de 300 histórias que conheceu nos tempos de convívio com o mundo dos ciganos, selecionando as mais mirabolantes. “Acreditar ou não dependerá de cada um. Dificilmente se poderá provar que elas aconteceram de verdade, pois o registro original se perdeu no mesmo instante em que foram contadas pela primeira vez”, disse.

De modo geral, os contos falam de música, crenças, medos, heroísmo e amor. Um rapaz enfrenta um inimigo para ficar com a princesa; outro recebe ajuda de um ser sobrenatural para atingir seus objetivos; uma jovem descobre que tem muita sorte; tudo amarrado por personagens carismáticos, que cantam, dançam e ganham vida nas ilustrações de Stephan Doitschinoff, vencedor do prêmio Jabuti.

Além dessas narrativas, o livro, que faz parte do acervo doado pela Cosac Naify à SESI-SP Editora, ainda traz capítulos especiais sobre os ciganos pelo mundo, histórias que atravessaram o tempo e um guia com fontes e sugestões de leitura. O lançamento aconteceu em grande estilo durante a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo, mas já é possível adquirir a obra pelo site da editora: https://www.sesispeditora.com.br 

Título: PALAVRA CIGANA

Autora: Florencia Ferrari  

Ilustrador: Stephan Doitschinoff

Editora: SESI-SP Editora

Ano: 2020

Páginas: 88

Preço: R$ 64,00 

SOBRE A SESI-SP EDITORA

A SESI-SP Editora tem como ação principal organizar conhecimento nas áreas de cultura, educação, esporte, nutrição e saúde, cumprindo sua missão de apoiar a Entidade em seus mais diversos campos de atuação. Com obras em diferentes formatos (impresso, e-book e audiobook), é referência na edição de livros educacionais, premiados, infantojuvenis, de alimentação, de histórias em quadrinhos nacionais e europeias, e de obras de interesse geral.

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