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terça-feira, 15 de março de 2022

Entrevista com Américo Moraes, autor do livro "Esquilomeu e Esquiliete Apaixonados, por William Shakesquilo”


Natural de Goianésia-GO, mas radicado em Porto Velho-RO desde o ano de 1990. É mestre em Estudos Literários pelo PPGMEL/UNIR, Especialista em História do Brasil pela Faculdade FIJ e Licenciado em História pela Faculdade de Educação de Porto Velho, UNIPEC. Poeta, autor de dois livros infantis publicados em 2021 (O príncipe do bafo de sapo e Esquilomeu e Esquiliete apaixonados), pesquisador e professor de História da Educação Básica e Ensino Médio Regular, lotado na Secretaria de Educação do Estado de Rondônia e do Município de Porto Velho - RO. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Américo Moraes: Foi aos 16 anos que passei a me interessar pela literatura, quando cursava o primeiro ano do ensino médio (naquela época, 1994, era o primeiro ano do segundo grau). Aos poucos, fui me interessando por romances, contos e também pela poesia e até me arriscava em escrever alguns poemas. Contudo, posso afirmar que efetivamente, como escritor, despertei para a literatura (em especial, a literatura infantil) após a conclusão do curso de mestrado em Estudos Literários da Universidade Federal de Rondônia e, em seguida, o advento da pandemia, pois, obrigado a trabalhar em home office, passei a ler mais intensamente livros infantis para meus filhos de 8 e 5 anos, Marco Antônio e Clarissa Beatriz. Foi, sem dúvida, uma paixão avassaladora pela literatura infantil. A partir daí, foram surgindo ideias que acabou resultando na publicação de meu primeiro livro infantil, O príncipe do bafo de sapo, que foi lançado no mês de junho do ano passado, pela editora portuguesa Ases da Literatura. E agora recentemente, em dezembro passado, já lancei meu segundo livro infantil: Esquilomeu e Esquiliete apaixonados por William Shakesquilo, igualmente publicado pela Ases da Literatura.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Esquilomeu e Esquiliete Apaixonados, por William Shakesquilo”, (Ilustrações por Rafael Pereira). Poderia comentar? 

Américo Moraes: Bom, a estória, embora não siga pela linha cômica como em O príncipe do bafo de sapo, é uma brincadeira de minha parte, pois faço trocadilhos com o nome de Shakespeare e com os autores antigos de teatro que, certamente, ele leu. Desse modo, Shakespeare virou “Shakesquilo”, Sófocles virou “Esquilosófocles”, Eurípides virou “Esquileurípedes”, e com Ésquilo não precisei mudar, etc. O objetivo da brincadeira foi, ao mesmo tempo, homenagear um de meus autores prediletos, William Shakespeare, apresentar às crianças os grandes autores clássicos de teatro de forma lúdica e engraçada e tentar “imprimir” nelas (e nos pais) a importância da leitura desde a mais tenra idade, uma vez que a estória do pequeno “Shakesquilo” segue uma evolução: seus pais leem para ele, que se apaixona pelos livros, aprende a ler mais rápido que os colegas de escola e, quando cresce, torna-se um grande autor de peças de teatro, conhecido mundialmente.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Américo Moraes: Na verdade, a ideia de escrever essa estória surgiu como num relâmpago e nem precisei pesquisar, pois já conhecia os autores de teatro que são citados no livro e que, não por acaso, são autores já lidos, relidos e estudados por mim sem objetivos profissionais, apenas por paixão e prazer. Assim, quando passava os olhos em minha biblioteca à procura de um outro livro, meus olhos pararam em “Ésquilo”, na peça Prometeu acorrentando. E daí me deu aquele insight! Imediatamente, corri ao notebook e comecei a escrever. Foi bem rápido, menos de uma hora já estava pronta. Em seguida, enviei para algumas editoras e fiquei no aguardo. Prontamente, a Editora Ases da Literatura de Portugal, que publicou o meu primeiro livro também infantil, O príncipe do bafo de sapo, aprovou o texto para publicação.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Américo Moraes: “[...] Em uma noite, o pai de Will leu uma estorinha para ele antes de dormir, que o mudou para sempre. Seu pai leu a estória da Cigarra e da formiga, do livro Fábulas, escrita pelo famoso grego Equilesopo. Will ficou impressionado com a estorinha e pedia para que seus pais lessem novas estórias de Esquilesopo todas as noites e também durante o dia. Assim, em pouco tempo, Will aprendeu a ler mais rápido do que todos os seus coleguinhas da escola e passou a não mais largar os livros.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Américo Moraes: Meus livros estão disponíveis para venda nos sites da Amazon, Estante Virtual, Americanas, Submarino, Extra e Shoptime, no site da editora www.asesdaliteratura.pt, no link da bio da editora no instagram @editoraasesdaliteratura. Além disso, também estão à venda nos sites da Amazon Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, Itália, Austrália e Japão. Além disso, os leitores e leitoras poderão interagir comigo através do meu instagram: @framerico_moraes, onde costumo compartilhar minhas leituras infantis e não infantis e, vez por outra, com exemplares para venda diretamente comigo.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Américo Moraes: Sim, com certeza. Já tenho três textos infantis já escritos que desejo publicar assim que for possível. Um, inclusive, em coautoria com um amigo escritor de Salvador-Bahia, no qual nós abordamos a questão do preconceito racial.

Perguntas rápidas:

Um livro: Hamlet

Um (a) autor (a): William Shakespeare

Um ator ou atriz: Meryl Streep

Um filme: Hamlet (1996)

Um dia especial: o dia em que o carteiro chega em minha casa para entregar livros!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Américo Moraes: Como professor de História, sei que é uma utopia, mas continuo desejando que os políticos valorizassem e investissem mais na Educação, nos professores e no fomento da cultura em todos os sentidos, que no lugar do imoral Fundo Eleitoral de cerca de 5 bilhões de reais, houvesse um Fundo Anual de Fomento da Cultura Brasileira de mesmo valor!

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Lucília Garcez e sua obra infantil, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Sou mineira de Uberaba, mas vim para Brasília em 1965 e me considero brasiliense. Aqui fui professora do ensino fundamental, do jardim de infância, e depois de formada em Letras, fui professora do Instituto Rio Branco de formação de diplomatas  e da Universidade de Brasília. Agora estou aposentada e me dedico a escrever. Lancei meu primeiro romance para jovens e adultos em 2018. Trata-se da história de uma viúva de um desaparecido na ditadura militar. Ela relembra todos os fatos importantes daquele período e tenta recomeçar a vida. Chama-se Outono e é uma publicação independente. Estou tentando uma editora que tenha distribuidora para relançá-lo.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros infantis.

Quando eu trabalhava na UnB estudei muito a literatura infantil e juvenil para subsidiar a formação de professores, que era minha tarefa. Mas nunca tinha pensado em escrever para crianças. Tinha dois livros técnicos: A escrita e o outro (EdUnB) e Técnica de redação (Martins Fontes), quando o ilustrador Jô Oliveira, que é meu amigo há muitos anos, me incentivou a escrever um livro infantil sobre a vida de Luiz Gonzaga. Aceitei o desafio e fizemos juntos Luiz Lua, que foi publicado pela editora Dimensão (MG). Depois fizemos outros para esta mesma editora: Notícias do Descobrimento (para os quinhentos anos do Brasil, baseado na carta de Pero Vaz de Caminha); O sorriso do Gato (a biografia de Lewis Carroll); As aventuras de Hans Staden entre os índios do novo mundo. Depois disso fomos convidados pela Ediouro a fazer dois livros de arte para jovens: Explicando a Arte e Explicando a arte brasileira. O primeiro já vendeu mais de cem mil exemplares. De lá pra cá não parei de escrever e publicar. Ainda fiz junto com o Jô Brasília - de cerrado a capital da República (Cortez); Mãe do ouro (Scipione); Ariano Suassuna (Imeph). Com outros ilustradores publiquei: Eu me lembro do vovô Hermé (Panda Books); O descobrimento do Rio Amazonas (Pruminho); Alfinete (Franco Editora); A primeira vez que eu vi o mar (Franco Editora);  Palavras Mágicas (Franco Editora); Tonho e os Dragões (sobre uma criança com leucemia, pela editora Bagaço). Publiquei ainda uma coleção sobre meio ambiente com minha filha Cristina, que é bióloga, pela Editora Callis: Energia, Lixo e Água. Como vê, gosto de livros que tragam também alguma informação, por isso muitos deles dependeram de pesquisas. Alguns deles foram escritos por encomenda das editoras. Tonho e os dragões foi feito inicialmente para o Hospital da Criança de Brasília, que trata crianças com câncer. Como não conseguiram patrocínio para publicar, entreguei para uma editora de Pernambuco. 

Como analisa o mercado editorial voltado a esse segmento?

Nós temos um excesso de publicações. São mais de 2000 títulos por ano. Há livros bons e muita coisa ruim e barata. Então é muito difícil se tornar conhecido. As escolas e os pais sempre preferem os autores mais premiados e que têm mais visibilidade no mercado. Às vezes preferem os livros mais baratos. O MEC, que era o maior comprador de livros do mundo, comprava para as bibliotecas escolares, mas agora inventou de encomendar a um escritor  adaptações de clássicos dos contos de fadas pasteurizados, de forma que a dramaticidade original foi simplesmente apagada em nome dos "bons costumes". Criou assim um programa de leitura chamado Conta pra mim, distorcendo a natureza da literatura, que deve ser emancipadora, libertadora e despertar a sensibilização estética. Não sabemos se nossos grandes autores (dois deles já ganharam o Nobel da literatura infantil - o prêmio Hans Christian Andersen)  vão continuar chegando às bibliotecas escolares. As pequenas editoras estão passando por sérios problemas para continuar funcionando sem as compras do MEC e pelas dificuldades trazidas pelo coronavírus.

Como analisa a questão da leitura no país?

Primeiro de tudo temos uma grande desigualdade social que afeta a aquisição de livros e o acesso a uma boa escola com um eficiente processo de alfabetização. Quando participei de uma edição do Retratos da Leitura no Brasil, observei que os "não leitores" argumentavam que ler era muito difícil e concluí que não tinham passado por um processo satisfatório de escolarização e, consequentemente, de alfabetização. Temos que melhorar nosso ensino para garantir que todos consigam ler "como quem respira", sem dificuldades. Para quem não lê assim a leitura é uma tortura. Formação continuada de professores e acesso a bons livros poderia melhorar a situação Os professores também precisam ser bons leitores. A distribuição da renda e dos bens culturais precisa ser aperfeiçoada.

Quais os próximos projetos?

Continuar escrevendo e trabalhando para a formação de leitores. Coordeno dois clubes de leitura que se reúnem uma vez por mês para discutir um livro. Com isso acabei por influenciar algumas de nossas participantes a criar clubes de leitura também em escolas públicas do Distrito Federal: os Calangos Leitores. Esse projeto foi finalista no prêmio Jabuti. 


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Patty Freitas e a série "Vidas"

Patty Freitas - Foto divulgação
Formada em Pedagogia, leciona desde os 19 anos. Nascida e criada no ABC Paulista, escreve desde 2014, e no ano de 2017, iniciou as ilustrações das  próprias histórias infantis.  Participou da Bienal de SP em 2016, onde lançou dois livros de romance “Vidas Paralelas” e “Vidas Entrelaçadas”. Participou de várias antologias, e tem quatro livros infantis lançados em 2017.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Patty Freitas: O meu início no meio literário como escritora foi totalmente por acaso. Sempre fui rata de biblioteca desde pequena. Em 2014 em busca de um aplicativo de leitura, encontrei algumas plataformas onde percebi que além de ler eu poderia compartilhar as minhas histórias. Foi dessa forma que criei o meu primeiro livro; Vidas Paralelas, com o intuito de compartilhar.

Conexão Literatura: Você é autora da série "Vidas”. Poderia comentar? 

Patty Freitas: A série Vidas iniciou desse desejo de compartilhar histórias. No decorrer da escrita, surgiram outros personagens que mereciam ter suas histórias contadas. Costumo dizer que eles gritavam por isso. Mas como na época eu achava que falar dessa outra história também no primeiro livro não caberia, no sentido de serem histórias distintas, escrevi um segundo livro; Vidas Entrelaçadas. Hoje eu já penso um pouco diferente, e pretendo escrever um volume único contendo os três livros da Série Vidas. Um desafio!
A série aborda questões que envolvem o Tráfico Internacional de Mulheres, e no livro três, eu trago alguns relatos das histórias dessas mulheres.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir o primeiro livro da série?


Patty Freitas: O Tráfico Internacional de Mulheres é um assunto bastante complexo, e nem sempre encontramos pessoas dispostas a falar. Pesquisei rotas do tráfico,  países que mais utilizam essas rotas, histórias de mulheres. O primeiro livro demorei uns seis meses para concluir. Já o segundo demorei um pouco mais,  um ano e meio após, pois algumas cenas me desgastavam muito emocionalmente, e eu tinha que deixar o texto esfriar. Acalmar as emoções.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em um dos seus livros?

Patty Freitas: Há vários. Mas vou deixar um de Vidas Entrelaçadas, justamente pra servir de alerta ao Tráfico de Mulheres:
“Estava tudo perfeito.  No entanto, mal desembarcou no Airport Suarez, em Madrid, na Espanha, Jess notou que algo errado estava acontecendo.  A brutalidade com que aqueles homens começaram a tratá-las denunciava que tudo até então, não havia passado de uma farsa. Uma grande farsa. Não tinha mais volta. Seu passaporte já não estava mais em seu poder, e não tinha nada além do que a roupa do próprio corpo.  Como não percebera?  A vontade de dançar a cegara completamente. Havia caído em uma armadilha!”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre o seu trabalho?


Patty Freitas: Tenho minhas páginas no Facebook onde são expostos tudo sobre meu trabalho. Também estou sempre à disposição para falar sobre eles e Literatura de modo geral. Amo isso!
Páginas: Patty Freitas Entre Prosas e Versos e a infantil Celeste e Amigos.
Também podem entrar em contato pelo e-mail: livrovidasparalelas@gmail.com

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Patty Freitas: Sim. Tenho mais dois livros infantis para lançamento no 2° semestre, o término da Série Vidas, e um livro para o público juvenil.

Perguntas rápidas:


Um livro: A história de Irena Sendler
Um (a) autor (a): Lygia Fagundes Telles
Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro
Um filme: As pontes de Madison
Um dia especial:  Nascimento de filhos sempre são dias especiais.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Patty Freitas: Termino agradecendo a oportunidade e convidando para conhecer meu trabalho.
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