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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Participe da antologia (ebook) Poesias ao Vento - Manifestações artísticas. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): POESIAS AO VENTO - MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "POESIAS AO VENTO - MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS":

1 - Escrever um poema sobre qualquer tema (livre). Aceitaremos até 2 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 poemas serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores de idade irão precisar de autorização dos pais ou responsável, caso o poema seja aprovado.

6 - Envie o poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 14/11/20 até 14/12/20.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: POESIAS AO VENTO

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por poema. Caso o autor envie 2 poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 15/12/20.

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título da poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: POESIAS AO VENTO

O envio da ficha de inscrição + poesia para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Maior fenômeno da poesia mundial nos últimos anos, a autora indiana-canadense inspira leitores a uma conversa interna em busca de aceitação e confiança em "meu corpo minha casa"

Rupi Kaur - Foto: Amrita Singh

A voz potente de uma das maiores poetas da atualidade, que vendeu mais de oito milhões de livros traduzidos para 20 idiomas, voltou. meu corpo minha casa é a terceira coletânea de Rupi Kaur. Desta vez, a best-seller traz o corpo como o templo sagrado, o espaço de conexão consigo e com o outro, único, insubstituível e pleno por essência.

Amor, sexo, abuso, trauma, perda, feminilidade, família e imigração. Rupi retoma temas presentes em outros jeitos de usar a boca e o que o sol faz com as flores em uma profusão de sentimentos, expressados em fragmentos poéticos e ilustrações – assim como nos palcos. “Depois de tanto tempo separados, minha mente e meu corpo enfim voltam a se encontrar”, resume.

Publicada pela Editora Planeta e com tradução de Ana Guadalupe, a obra lançada mundialmente de forma simultânea é dividida em quatro partes: mente, coração, repouso e despertar. Os textos transitam por dilemas e questões como a esperança em meio à angústia, a violência no amor, o equilíbrio diante das obrigações, a aceitação nos dilemas.

Casa
mergulho na nascente do meu corpo
e chego a outro mundo
eu tenho tudo
de que preciso aqui dentro
não há motivo para procurar
em outro lugar
(meu corpo minha casa, p. 160)

Poeta, ilustradora e performer indiana, radicada no Canadá, Rupi Kaur mostra mais uma vez por que virou a principal referência em poesia urbana, gênero que ela mesma inaugurou, e se tornou um dos maiores destaques no mercado literário no Brasil. Por aqui, a autora vendeu mais de 500 mil exemplares nos últimos três anos – um recorde no gênero.

Os relatos das experiências pessoais a partir de uma perspectiva feminista inspiram anônimos e celebridades também nas redes sociais. No Instagram, são mais de 4 milhões de seguidores que interagem com as fotos pessoais e poemas publicados frequentemente por Rupi. home body, título original do lançamento, segue o mesmo caminho.

FICHA TÉCNICA:
Título: 
meu corpo minha casa
Autora: Rupi Kaur
Assunto: ficção/poesia
Editora:
 Planeta
ISBN: 978-65-5535-199-6
Páginas: 192 páginas
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 39,90 
Link de pré-venda: https://amzn.to/38wu4hJ

Sinopse: Da autora #1 do The New York Times, a terceira coletânea de poesias de Rupi Kaur, maior fenômeno da poesia mundial nos últimos anos. Um dos temas mais frequentes na obra de Rupi é a importância que há em crescer e estar sempre em movimento. Em “meu corpo minha casa”, ela leva leitoras e leitores a uma jornada de reflexão através da intimidade e dos sentimentos mais fortes, visitando o passado, o presente e o potencial que existe em nós. Os poemas dessa coletânea, ilustrada pela autora, inspiram uma conversa interna em cada uma, em cada um, lembrando que precisamos nos preencher de amor, de aceitação e de confiança em nossas relações familiares e de comunidade. E, sempre, que precisamos estar de braços abertos para as mudanças em nossas vidas.

Sobre a autora: Rupi Kaur é poeta, artista e performer. Quando estudante universitária de vinte e um anos, Rupi escreveu, ilustrou e publicou de maneira independente seu primeiro livro de poesia “outros jeitos de usar a boca”. Depois veio o irmão “o que o sol faz com as flores”. Essas coletâneas venderam mais de oito milhões de cópias e foram traduzidas para mais de vinte idiomas. “meu corpo minha casa” é sua terceira coletânea de poesia. Os poemas de Rupi falam de amor, perda, trauma, cura, feminilidade e imigração. Ela se sente em casa quando produz arte ou declama seus poemas num palco. Saiba mais: www.rupikaur.com.

Redes sociais
Instagram: planetadelivrosbrasil
Facebook: planetadelivrosbrasil
Linkedin: editora-planeta-do-brasil 
Twitter: PlanetaLivrosBR

Site: https://www.planetadelivros.com.br

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Mariana Pio e o livro Ombros Hereges


Mariana Pio
nasceu em 1990, em Belo Horizonte. Formou-se em Direito, cursou Filosofia e estudou Teatro, mas acredita que a informação importante esteja no seguinte: cresceu entre Minas e Bahia e foi criada por uma família de mulheres. Escreve em blogs desde a adolescência, participa de antologias e revistas e publicou seu primeiro livro de poesias, “Ombros hereges”, em 2018, pela editora Urutau. Devota da curiosidade, pesquisa ancestralidade e saberes antigos. Mariana é uma escritora e poeta monodissidente latino-americana – brasileira. Para saber mais: umpio.com.br

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Mariana Pio: Publico em blogs desde 2009. Nessa época, ainda adolescente, publicava majoritariamente minicontos. Com a poesia eu tinha uma relação de adoração, de reverência. Assim, demorei alguns anos pra me arriscar com os versos. Só que fluiu tão bem que fiquei (na poesia). Meu primeiro livro, o Ombros Hereges, foi lançado em 2018, quando o original foi aprovado em uma chamada aberta da editora.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Ombros Hereges”. Poderia comentar? 

Mariana Pio: O Ombros Hereges é uma releitura de poesias que vinha escrevendo havia já muitos anos quando resolvi reuni-las. Percebi que havia um fio condutor nítido na minha criação: o feminino, a vida interior das mulheres. Quando assimilei que a reconstrução, a colagem da minha escrita era coesa o suficiente para virar uma obra eu estava lendo Calibã e a Bruxa, e isso me nutriu de confiança para colocar o livro no mundo.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Mariana Pio: esse livro que cito, Calibã e a Bruxa, é uma fonte riquíssima pra compreender a história das mulheres no ocidente. Ele foi o miolo e o eixo da minha pesquisa. Também o estoicismo e algumas mitologias, em especial as divindades femininas, têm grande parte na minha forma de colocar as coisas. À medida que ia relendo as poesias mais antigas, ia remoldando-as para a linguagem do Ombros Hereges e recheando com referências históricas – tanto no sentido da História como no da minha própria ancestralidade. Quanto ao tempo, é importante ter em mente que a base de grande parte das poesias já existia, daí entre começar esse processo de remodelar-e-costurar e ter o livro aprovado na chamada, foram uns 6 meses.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Mariana Pio: “sou minha casa /inclusive meu corpo /lampejo abrigo que acaba /brilho mulher leoa de asa”. Ou ainda “alguns não são atravessados /ou são demais porém fechados: /atravessam a vida /com a permeabilidade /de um bloco de concreto //ainda de vez em quando nasce /um pé de planta /nesses lugares improváveis”.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Mariana Pio: diria para se conhecerem bem, para descobrirem o que gostam de ler e que tipo de escrita os atravessa com intensidade. Ter uma fonte literária sólida é algo que considero importante. E, além disso, disciplina e confiança no que cria: nenhuma criação que produza significado para si é em vão.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Mariana Pio: pode adquirir entrando em contato comigo pelo instagram @umpio, ou ainda pelo site da editora: https://editoraurutau.com.br/titulo/ombros-hereges. também tenho um site onde falo de várias coisas, inclusive poesia: umpio.com.br

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Mariana Pio: sim, tem um novo livro de poesias em processo. Espero que seja publicado ainda em 2121.

Perguntas rápidas:

Um livro: no momento, “paisagem com grão de areia”, da Wislawa Szymborska

Um (a) autor (a): Hilda Hilst

Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro

Um filme: no momento, “Ema”

Um dia especial: o dia do lançamento do Ombros Hereges.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Mariana Pio: um agradecimento a todo mundo que apoia a poesia nacional, especialmente a feminina, e um voto de que sejamos mais, de que nossas vozes sejam múltiplas e potentes e que botemos mais poesia no mundo.

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sexta-feira, 13 de março de 2020

ANIMAL POÉTICO: Diário est(ético), por Giovani Miguez - Ed. Multifoco


LANÇAMENTO EM ABRIL/2020

O "animal poético" é um elo  entre nossa condição sensorial/material e a nossa condição ideacional/espiritual, que se dá pela dinâmica est(ética) da existencialidade humana e tem na poesia, enquanto arte, um de suas expressões simbólicas mais interessantes, porque é mediada pela linguagem, a forma simbólica primordial, a mais poderosa.

O que defendo nesse pequeno livro, se cabe ao poeta o direito de usar sua poesia como argumento, é esse direito ao encontro que a poesia existencial possibilita. Para isso, além de explorar a poesia que há neste "animal poético", penetro em minhas percepções est(éticas) e expresso poeticamente, por meio de máximas, algumas de minhas inquietações existenciais. Tento, enfim, estabelecer uma relação prática entre poética e biblioterapia mediada pela escrita.

Este livro reúne toda produção poética do autor no ano de 2019, 456 poemas, inicialmente concebida para ser uma trilogia poética, mas que acabou sendo reunida em um único tomo com cinco capítulos complementares e que encarnam o que o autor chama de poesia existencial de caráter ligeiramente autobiográfica: Animal Poético,  Percepções Est(éticas), Diário Est(ético), Um Dedo de Poesia e Suss(urros).

Giovani Miguez da Silva
O AUTOR
Giovani Miguez, 41 anos, é poeta e filosofante por necessidade existencial. Nasceu em Volta Redonda/RJ onde viveu até os 30 anos.  É formado em Gestão Pública, especialista em Sociologia e mestre em Ciência da Informação. Atualmente vive na cidade do Rio de Janeiro, onde é servidor público, casado, pai de dois meninos. É autor de Quase Histórias: Est(éticas) Existeciais (Autografia, 2019). Animal Poético é seu segundo livro.
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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Poeta Horácio Costa autografa edição comemorativa de Satori na Casa das Rosas


No dia 8 de novembro, sexta, o poeta Horácio Costa autografa seu livro Satori na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, às 19 horas. Trata-se de uma reedição, lançada em abril pela editora O Sexo da Palavra, que comemora os 30 anos da obra.

A sessão de autógrafos acontece antes da apresentação do espetáculo A Paixão do Vazio, com Helder Mariani, em cartaz no espaço, cujo texto traz poemas da publicação.

Satori foi lançado, originalmente, em 1989. O relançamento comemorativo vem no formato de box com três livros. O primeiro, Satori - ou livro-branco -, com os poemas do autor, da forma como foi editado originalmente, vem dividido em três blocos: O Bar da Senhora Olvido, Satori e Estado de Graça. Com prólogo de Severo Sarduy, o autor apresenta poemas criados em diversos lugares do mundo onde viveu ou viajou.

Satori – Memória Crítica - ou livro-cinza - é o segundo. Reúne fortuna crítica, matérias sobre o livro, manuscritos, rascunhos e publicações em diversos meios de comunicação e países. Abre com prefácio escrito de Mário César Lugarinho e conta a história em torno da publicação de 1989.

O terceiro, O Bar da Senhora Olvido - ou livro-preto - traz fotografias do catalão Rafel Bernís, extraídas da exposição que inspirou o poeta a produzir o poemário homônimo que abre o livro-branco. Pela primeira vez o leitor de Horácio Costa terá acesso às fotografias que o inspirou.

Horácio Costa
Poeta, crítico, tradutor e professor universitário, Horácio Costa (64 anos) é paulistano. Diplomado em Arquitetura e Urbanismo, USP; Master of Arts (M.A.), New York University; Doctor of Philosophy (PhD), Yale University. Foi professor titular da Universidade Nacional Autônoma do México-UNAM; é professor-doutor na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Sua obra poética foi traduzida ao espanhol, inglês, francês, alemão, catalão, sueco, búlgaro, romeno, italiano e macedônio.

Publicou os seguintes livros de poesia no Brasil: 28 Poemas 6 Contos, 1981; Satori, 1989; O Livro dos Fracta, 1990; The Very Short Stories, 1991; O Menino e o Travesseiro, 1994, reedição em 2003; e Quadragésimo, 1999. Exceto os dois primeiros, os demais foram também publicados no México em espanhol. Uma antologia de sua obra, Los jardines y los poetas, foi publicada em Caracas, Venezuela (1993), e uma edição de luxo de O Menino e o Travesseiro, com gravuras de José Hernández e prólogo de José Saramago, foi publicada nos Estados Unidos (1994). Fracta-Antologia poética, selecionada por Haroldo de Campos, foi publicada pela Perspectiva de São Paulo na coleção Signos, em 2004, à qual seguiram Paulistanas & Homoeróticas (2007), Ravenalas (2008), Ciclópico Olho (2011), 11/12 Onze duodécimos (SP, 2014) e A Hora e Vez de Candy Darling (2016), Duas ou Três Coisas Airadas, com Ismar Tirelli Neto (2018). Em 2019, a editora O Sexo da Palavra, de Uberlândia publicou edição comemorativa Satori - 30 anos, em três volumes (texto, crítica e imagens).  NO mesmo ano, Fracta - antología poética, em espanhol, foi publicada pela Fondo de Cultura Económica, México. Bernini (São Paulo, Sêlo Demônio Negro, 2013). Ravenalas, em tradução ao espanhol, foi publicado pela editorial Gog y Magog de Buenos Aires.

Horácio Costa traduziu ao português os seguintes poetas, entre outros: Octavio Paz (Piedra de Sol/ Pedra de Sol, edição bilingue e ¿Aguila o sol?/Águia ou sol?, ed. bilíngüe revisada e autorizada pelo autor; México); Elizabeth Bishop (Antologia Poética), César Vallejo (Poemas Humanos, Rio de Janeiro e Lisboa), e José Gorostiza (Morte Sem Fim e outros poemas; EDUSP). Seus livros de crítica são: José Saramago – o período formativo (Lisboa, Caminho, 1997 e, em tradução ao espanhol, México, FCE) e Mar Abierto – ensayos de literatura brasileña, portuguesa e hispanoamericana (México, FCE), publicado igualmente em português (Mar Aberto - literatura brasileira, portuguesa e hispano-americana; São Paulo, Lumme). Foi júri de prêmios internacionais de poesia na Venezuela e no México, tendo sido o presidente do júri do Premio Internacional Octavio Paz de Poesía y Ensayo (2000). Igualmente, foi membro do júri das edições de 2013 e 2014 do prêmio FIL de Guadalajara, México. Deu leituras de poesia no Brasil, México, Portugal, Nicarágua, Estados Unidos, Espanha, Romênia, Macedônia, Argentina, Alemanha, República Dominicana e Canadá.

A Paixão do vazio

O solo de Helder Mariani, A Paixão do Vazio, segue em cartaz na Casa das Rosas, até o dia 29 de novembro (sextas, às 20h). O texto do espetáculo teatral, dirigido por Dagoberto Feliz, traz poemas de Horácio Costa, em sua maioria do livro Satori, e escritos autobiográficos da mística espanhola Teresa d'Ávila, alinhados com canções populares.

Ambientado em um cabaré, o monólogo traça um itinerário poético-espiritual do homem moderno, que vive dilacerado entre a fé e a razão. "Ele é um solitário vivendo a noite escura da alma", comenta o ator. A trajetória da personagem passa pelos tormentos da alma até o êxtase ou "satori". Os poemas e textos que compõem a dramaturgia ora são apresentados de forma poética, ora diretamente à plateia. E momentos musicais trazem mais lirismo à encenação.

Concepção, dramaturgia e atuação: Helder Mariani. Direção geral: Dagoberto Feliz. Textos: Horácio Costa e Teresa d'Ávila. Músicos: Wellington Tibério (percussão) e William Vasconcelos (violão). Temporada: 1º a 29 de novembro/2019. Sextas, às 20h (exceto no feriado,dia 15/11). Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00). Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita dinheiro e cartões de débito. Duração: 60 min. Gênero: Drama. Classificação: 16 anos.

Serviço
Noite de autógrafos: Satori
Autor: Horácio Costa
Dia 8 de novembro. Sexta, às 19h
Editora: O Sexo da Palavra. Ano: 2019. 14 x 21 cm. 124 páginas.
Preço/box: R$ 80,00 (os livros não podem ser vendidos separadamente).
Entregas em todo o Brasil - https://www.osexodapalavra.com/satori 

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – Bela Vista. São Paulo/SP (Metrô Brigadeiro)
Tel.: (11) 3285-6986 | 3288-9447. Lotação: 40 lugares
Funcionamento: terça a sábado (10h às 22h) e domingos e feriados (10h às 18h).
Estacionamento conveniado: Parkimetro - Al. Santos, 74 (exceto domingos e feriados).
www.casadasrosas.org.br
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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Manoel Neto é o homenageado da primeira edição da Festa Literária de Uauá – FLIU

Historiador, poeta, escritor e roteirista recebe homenagem dia 14

Natural de Salvador e também cidadão uauaense, Manoel Neto será o homenageado da primeira edição da Festa Literária de Uauá – FLIU, programada para os dias 14, 15 e 16 de novembro, que vai reunir autores representativos da literatura regional e nacional no Sertão Baiano. No dia 14, às 19 horas, um evento marca a homenagem.

Coordenador do Centro de Estudos Euclydes da Cunha (CEEC/UNEB), o historiador, poeta, escritor e roteirista é considerados uma das mais respeitadas autoridades acadêmicas da Bahia sobre a temática de Canudos. Por seu trabalho, recebeu o título de cidadão de Uauá, em reconhecimento ao seu envolvimento com o município e toda a região que foi palco da Guerra de Canudos.

Publicou diversos livros, dentre os quais Corpo a Corpo, A Casa dos Sonetos e Outras Moradias (Poemas); Cartilha Histórica de Canudos; Raros e Polêmicos – Documentos sobre Canudos (co-autoria com Renato Ferraz e José Carlos Pinheiro); Malês 150 anos – O Outro Lado da História; Os Intelectuais e Canudos. Escreveu também  vários roteiros para cinema e dirigiu filmes, a exemplo de Vaqueiros Canudos, Feminino Cangaço e seu mais novo filme Assim era Dadá.

Além dos encontros entre os autores e o público, haverá na FLIU shows musicais com artistas locais e nacionais, teatro, oficinas, artes visuais, filmes e uma ampla programação infantil carinhosamente batizada de Fliuzinha.

Serviço:
O que: FLIU – Festa Literária de Uauá
Onde: Uauá, no Sertão Baiano
Quando: 14, 15 e 16 de novembro de 2019

Aberto ao Público

Para conhecer a FLIU:
https://www.instagram.com/fliuoficial
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Poeta cubana Mirta Portillo e Dona Jacira se encontram em clube literário no Sesc

Mirtaportillo. Crédito: Afrocubanas
Eventos com as presenças das escritores ocorrem nesta quarta (11) e na quinta (12) no Sesc Pompeia e Osasco respectivamente

Com a presença da cubana Mirta Portillo e da escritora Dona Jacira, o Lá na Laje deste mês de setembro ocorre nesta quarta-feira (11) às 19h39 no Sesc Pompeia e quinta-feira (12)  às 19h30 no Sesc Osasco, com entrada gratuita. No encontro, que é parte do clube literário, as autoras discutem "E se a ancestralidade for afro-atlântica" e falam sobre as obras "Una Mujer como yo" e "Café". A mediação e curadoria é de Jéssica Balbino.

No debate, as autoras vão falar sobre como a ancestralidade, a própria biografia e as vivências influenciam a literatura? É sobre isso que as mulheres negras e escritoras falam neste encontro. A partir de suas obras e seus países– Cuba e Brasil - as autoras discutem seus costumes, suas conexões e como elas influenciam em sua escrita, fazendo com que elas relatem seus tempos através da literatura.

O clube do livro Lá na Laje: Resistência, substantivo feminino em 2019 discute a resistência na literatura e propõe um intercâmbio entre escritoras negras. Vindas de diferentes partes do mundo, elas conversam com escritoras brasileiras sobre resistência a partir de temas entrelaçados entre si, tais como exploração turística, escravidão, ditaduras, violência, voz, corpos, religião, entre outros. Os encontros têm como base o ineditismo de pessoas que não se encontrariam se não fosse no Lá na Laje.

Conheça as convidadas

Mirta Portillo é uma narradora oral ou "cuenta cuentos" como se diz em Cuba, seu país natal. Aos 73 anos de idade, a artista visitou o Brasil pela primeira vez em 2015 para narrar, ensinar e lançar seu primeiro livro de poemas.Cheia de vivacidade e experiência, Mirta realiza uma grande diversidade de trabalhos, abordando temas como gênero, amor, erotismo e cultura negra e muitas histórias em palestras, formações, espetáculos de contos para adultos e crianças, saraus e teatro. A carreira de Mirta é profundamente marcada por sua história de vida. Professora aposentada após dar aulas de mecânica por 30 anos em uma escola politécnica, Mirta só pôde se dedicar a narrar aos 55 anos, quando ficou viúva e já tinha criado os dois filhos que lhe deram oito netos e um bisneto. Entre os prêmios que Mirta já recebeu está "La Gitana Tropical", o maior prêmio concedido pela Direção Provincial de Cultura de Havana, outorgado pelo seu projeto "El parquecito de los cuentos", encontro de formação e contação de histórias para crianças, realizado há 18 anos em uma praça na periferia de Havana. Atualmente, é diretora do Festival Afropalabra e já espalhou suas histórias na Espanha, México, Colômbia, Itália e Suíça.
Dona Jacira. Crédito: Demétrios dos Santos Ferreira
Dona Jacira nasceu no Natal de 1964, cresceu no Jardim Ataliba Leonel, na Zona Norte de São Paulo, e vive hoje no Jardim Cachoeira, na mesma região. É filha de Maria Aparecida, de quem herdou a garra e o gênio forte. Seu pai Estácio, missionário religioso, morreu meses antes do nascimento da caçula do casal. É autora do livro Café, biografia narrada em primeira pessoa, que apresenta palavras impressas que refletem mais que o brilho da poesia que, por vezes, brota do riso e o olhar reflexivo de Dona Jacira. Tal como em um baile, as palavras valsam entre um capítulo e outro e vão, suavemente, apresentando a rica história de uma mulher que decidiu perseverar. E assim, em um momento tão confuso de nossa história, Café completa bem mais que a conversa da tarde: o livro alerta sobre o que já foi vivido não só por Dona Jacira, mas para todas as "Jaciras" desta época e de todas as épocas passadas.

Jéssica Balbino é jornalista e produtora cultural. Pesquisadora, mestre em Comunicação pela Unicamp e diretora do documentário 'Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica'. Curadora de eventos literários no Brasil, é editora do blog Margens e autora dos livros "Traficando Conhecimento" e "Hip-Hop: A Cultura Marginal".

SERVIÇO

Sesc Pompeia
LÁ NA LAJE: Resistência Substantivo Feminino
Convidadas: Mirta Portillo e Dona Jacira
Quarta-feira (11) às 19h30
Área de Convivência
Entrada Gratuita

Tradução simultânea e em LIBRAS

Sesc Osasco
LÁ NA LAJE: Resistência Substantivo Feminino
Convidadas: Mirta Portillo e Dona Jacira
Quarta-feira (12) às 19h30
Tenda 2
Entrada Gratuita
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quarta-feira, 13 de março de 2019

7 frases impactantes de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa - Foto divulgação
Fernando Pessoa foi um poeta, dramaturgo, filósofo, ensaísta, tradutor, publicitário, inventor, empresário, astrólogo, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Pessoa é o mais universal poeta português.

1 - A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.
Fernando Pessoa

2 - Para viajar basta existir.
Fernando Pessoa

3 - O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa

4 - Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Fernando Pessoa

5 - Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Fernando Pessoa

6 - Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.
Fernando Pessoa

7 - A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta.
Fernando Pessoa
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terça-feira, 12 de março de 2019

7 frases impactantes do poeta Pablo Neruda

Pablo Neruda - Foto divulgação
Pablo Neruda (1904-1973), foi um poeta chileno, considerado um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX. Foi cônsul do Chile na Espanha e no México.

1 - "Sentir o amor das pessoas que nós amamos é um fogo que alimenta a nossa vida.“ 
Pablo Neruda

2 - "E a minha voz nascerá de novo, talvez noutro tempo sem dores, e nas alturas arderá de novo o meu coração ardente e estrelado“
Pablo Neruda

3 - "Só um louco pode desejar guerras. A guera destrói a própria lógica da existência humana.“
Pablo Neruda

4 - "Esqueçamos com generosidade aqueles que não nos podem amar.“
Pablo Neruda

5 - "Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...“
Pablo Neruda

6 - "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.“
Pablo Neruda

7 - "Começarei por dizer, sobre os dias e anos de minha infância, que meu único personagem inesquecível foi a chuva.“
Pablo Neruda

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sexta-feira, 8 de março de 2019

Tempo como matéria poética

Livro de estreia de professora de filosofia aborda temas existenciais, dando enfoque ao TEMPO

Ao Tempo Poemas é um livro de poemas, o primeiro da professora paulistana Cristina Macena. A obra publicada pela Editora Penalux reúne cerca de cem páginas pelas quais a autora discorre sobre temas diversos da nossa existência, mas que se conectam por um ponto comum a tudo: o tempo. Mais que um livro, é também um diálogo permanente com quem lê, acarretando no conceito de tempo como infinito pelo sentir. “O tempo é poesia vivida e, principalmente, esperada”, explica Macena.  “A própria condição do Ser se relaciona ao tempo, numa confluência íntima. O tempo, portanto, é infinito pelo sentir, porque perdura na lembrança que carregamos, no desejável, no futuro, na dor, no sonho. E desperta assim a memória, o sentido, a lembrança, o vazio, a angústia, a relação com o que foi, com o que é e com o que talvez será”. E acrescenta ainda: “Os Os poemas são resultado da ação desse tempo. Carregam em si a própria dinâmica do tempo: o se encontrar, reencontrar, se perder, a eterna busca. Nesse sentido, minha poesia é um brinde, uma celebração ao tempo”, conclui. 
Os poemas de Cristina Macena também trazem a ideia do desabrochar, as estações do ano, a ação e reconhecimento do tempo: a mudança e a permanência inerente a cada um de nós. 
O livro será oficialmente lançado no dia 15 de março, sexta-feira, a partir das 18h, na Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94 – São Paulo, capital). 
A obra já esta disponível para compra e pronto envio na livraria on-line da editora:

SOBRE A AUTORA
Cristina Macena é poeta, professora de filosofia, estudante das artes em geral, apaixonada por criação. Transitou pelo teatro e pelo cinema, escreveu e dirigiu peças de teatro e organizou instalações artísticas com alunos do ensino médio. Participou da criação e produção de curtas-metragens enquanto estudante, exibidos em espaços culturais como MIS e CCSP. Tem para si que escrever é sair da Caverna, aquela de Platão, e ir ao encontro do sol. Finalmente lança seu primeiro trabalho, para solidificar o que arquiteta há muito tempo. Inclusive, Tempo parece ser sua palavra-companheira.
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7 frases impactantes de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade - Foto divulgação
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi um contista, poeta e cronista brasileiro, considerado como o mais influente poeta brasileiro do século XX e um dos principais poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro.

1 - Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.
Carlos Drummond de Andrade

2 - Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.
Carlos Drummond de Andrade

3 - A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.
Carlos Drummond de Andrade

4 - Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.
Carlos Drummond de Andrade

5 - Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.
Carlos Drummond de Andrade

6 - Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.
Carlos Drummond de Andrade

7 - Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata.
Carlos Drummond de Andrade
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quinta-feira, 7 de março de 2019

7 frases impactantes de Charles Bukowski

Charles Bukowski - Foto divulgação
Charles Bukowski (1920-1994) foi um contista, poeta e romancista estadunidense nascido na Alemanha.

1 - Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.
Charles Bukowski

2 - Se você vai tentar, vá até o fim, caso contrário, nem comece.
Charles Bukowski

3 - Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura.
Charles Bukowski

4 - Um intelectual é um homem que diz uma coisa simples de uma maneira difícil; um artista é um homem que diz uma coisa difícil de uma maneira simples.
Charles Bukowski

5 - Beleza não vale nada e depois não dura. Você nem sabe a sorte que tem de ser feio. Assim quando alguém simpatiza contigo, já sabe que é por outra razão.
Charles Bukowski

6 - O amor é pros que aguentam a sobrecarga psíquica.
Charles Bukowski

7 - Se o homem pode fazer apenas uma pessoa feliz durante toda uma vida, então sua vida foi justificada.
Charles Bukowski
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Entrevista com Abdul Assaf, poeta, artista plástico e professor de Língua Portuguesa

Abdul Assaf - Foto divulgação
Abdul Assaf – poeta, artista plástico e professor de Língua Portuguesa – oriundo de uma família de ascendentes libaneses e italianos vindas do estado de São Paulo, nasceu na cidade de Paranaguá, Litoral do Paraná, escreve e publica seus poemas e poesias há mais de 10 anos em jornais, portais eletrônicos e antologias. Seu dom poético surgiu durante o curso de letras da Unespar a partir de 2009, e daí em diante, não parou mais de compor tendo escrito mais de 2133 versos compostos com 130 poemas e poesias postados, visualizados e comentados por várias pessoas de todo o Brasil e do mundo, e agora prestes a lançar o inédito “Escribas da Alma” com o intuito de poetizar a vida.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Abdul Assaf: Bem, o início em si começa por meio de uma série de influências no meu desenvolvimento de vida. Tudo começa pelo meu pai que nas horas vagas, escrevia seus poemas e poesias na escrita árabe e ao longo do tempo, esta arte (na qual é o que eu assim, enxergo) começou a aflorar-se durante o curso de Letras no convivo com colegas e amigos que escreviam belos versos. Fui tomando gosto pelo versar da poesia e um dia durante um festival de arte e cultura promovido pela Unespar, eu conquistei o primeiro lugar em um varal de poesias que homenageava a cidade de Paranaguá no ano de 2009, e na mesma época em que me formei. Depois, eu não parei mais de escrever poesias e poemas até os dias hoje cujo meu destaque atualmente deve-se às inúmeras publicações na coluna “Espaço Poético” no periódico da “Folha do Litoral News”, as dezenas antologias nacionais e internacionais em que participei, bem como, o bom uso da internet o qual, me foi possível há várias publicações pelo “Recanto das Letras” e a construção de uma fanpage e um blogue intitulado “Abdul em Prosa e Verso” em que se somando todos estes portais eletrônicos como um todo e incluindo as redes sociais, o público na atualidade já atingiu perto de 100 mil acessos. E com isso, foi possível chegar à publicação do inédito livro de poesias “Escribas da Alma” em uma trajetória poética ao longo de uma década poetizando a vida.

Conexão Literatura: Será lançado em breve o livro de poesias “Escribas da Alma”. Poderia comentar?


Abdul Assaf: “Escribas da Alma”, como um todo, é a contemplação de uma vida baseada nos reflexos da alma humana, na qual, eu quis transformá-la em poesias onde o tempo é um tema recorrente relativo aos olhos de seu público com base em minhas experiências já vivenciadas, bem como, na interação com diversas pessoas em diferentes lugares por onde passei quer seja na minha região, quer seja em diversas regiões mundo afora. Em suma, é uma obra existencialista que faz um convite a refletirmos sobre o mundo em que vivemos.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?


Abdul Assaf: Bom, como havia dito anteriormente, minhas pesquisas basearam-se em minhas experiências de vida, frequentando diversos ambientes por onde passei ao longo do tempo na interação com uma diversidade de pessoas com a qual, em geral, manifestam os seus anseios, desejos, vontades e sonhos cujo o tempo de conclusão deste livro levou em torno de uma década voltada a poesia, além de uma certa cobrança por parte tanto do meu público quanto de amigos e literários sempre perguntando “se eu tinha um livro publicado” “com uma vasta coletânea poética, por que não publicá-lo” e assim vai. E após a minha participação na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2016, juntei metade de minha coletânea com a ideia da reflexão e do existencialismo e assim, surgiu esta obra significativa com um jeito diferente de fazer poesia fora do convencional.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


Abdul Assaf: Eu gosto deste trecho da poesia “O Voo da Liberdade”:  [...]Na vida/Somos pássaros/Voamos em liberdade /Num horizonte infinito[...] Se você observar, nós seres humanos, temos o poder de alçarmos voos maiores para conseguirmos aquilo que desejamos em nossas vidas, basta ter perseverança e força de vontade na busca de seus objetivos, esta é a intenção do livro. E o barato de “Escribas da Alma”, é a identificação que o leitor fará de si próprio com cada poesia escrita e baseada no mundo em que vivemos. O que caracteriza ser uma “obra existencialista”.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para saber mais sobre o seu livro e mais sobre você e o seu trabalho literário?


Abdul Assaf: Os leitores poderão acessar três diferentes portais eletrônicos que são o “Recanto das Letras” com o link: https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=82178 pelo site da UOL, pelo facebook.com/poetaabdul e pelo meu blogue “Abdul em Prosa e Verso que é http://poetaabdul.blogspot.com. Quem tiver interesse em contatar-me para apresentações ou palestras o meu e-mail é: assafa200@gmail.com e o meu WhatsApp: (41) 99186-1485 e estarei à disposição de todos sem nenhuma restrição.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Abdul Assaf: Olha, como “Escribas da Alma” é a primeira obra literária de minha vida, existem sim, outros projetos em mente, tais como: “Sensações e Sentimentos, Pensamentos e Reflexos” na qual, trata-se de um livro poético inspirado no cotidiano da vida e que pode torna-se em um futuro próximo, uma continuidade de “Escribas da Alma”, bem como, um livro de frases de minha autoria, ainda sem título. E tem também, duas monografias polêmicas. A primeira intitulada “O Poder da Persuasão – Uma análise do discurso do ex-presidente Lula” com a qual, um dos seus discursos é analisado mostrando como é possível convencer os eleitores durante o pleito eleitoral, e a manter-se no poder durante anos à frente no comando do Brasil. E a outra monografia intitulada “Fracasso Escolar” cujo livro mostra a triste realidade da escola no Brasil nos dias de hoje. Então, vem muita coisa interessante pela frente.

Perguntas rápidas:

Um livro: A Descoberta da América pelos Turcos
Um (a) autor (a): Jorge Amado
Um ator ou atriz: Rosamaria Murtinho
Um filme: Ensaio sobre a Cegueira
Um dia especial: uma confraternização de família ocorrida ao longo desta década de agora no estado de São Paulo na qual, tive a oportunidade rever familiares que não nos víamos ao longo do tempo, bem como, membros que não os conhecia pessoalmente e desta maneira, foi possível poder estreitar os nossos laços de família.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Abdul Assaf: Na verdade, eu gostaria de agradecer a esta oportunidade em que me foi dada por vocês do “Conexão Literária” em poder falar da minha trajetória, do que o público pode esperar desta obra inédita, bem como, os projetos a seguir em diante. E tenham certeza de que meu livro “Escribas da Alma” vai marcar a poesia e a literatura brasileira, pois o intuito maior é “poetizar a vida”.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Poetas Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar apresentam Poesia de Pai Para Filho - Encontro de Duas Gerações

Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar - Foto divulgação
Carpinejar e o pai, Nejar, celebram 20 e 60 anos carreira literária, respectivamente, com espetáculo que relembra momentos das suas trajetórias líricas, no Teatro Frei Caneca.

Os escritores e poetas, pai e filho, Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar, apresentam Poesia de Pai Para Filho - Encontro de Duas Gerações, espetáculo teatral com a leitura dos principais títulos de ambos, mostrando cumplicidade na criação dentro de casa, seja em dicas do método literário ou em histórias de aprendizado. Em São Paulo, acontece única apresentação no dia 23 de novembro, sexta-feira, no palco do Teatro Frei Caneca, às 21 horas, com ingressos grátis.

A peça é comemorativa de seis décadas de literatura de Carlos Nejar - 79 anos, membro da Academia Brasileira de Letras e indicado ao Nobel pela Academia Brasileira de Filosofia - e os 20 anos de carreira de Fabrício Carpinejar - 45 anos, premiado com o Jabuti e Associação Paulista dos Críticos de Arte.

O espetáculo, que tem roteiro e direção assinados por Carpinejar, estreou em setembro, em Brasilia, seguiu, em outubro, para Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, encerrando a turnê na capital paulista.

Em versos, a montagem é uma homenagem à importância da família. No palco, duas gerações diferentes de autores, apresentam os seus ideais de criação literária, os seus métodos de trabalho, as dificuldades e desafios que tiveram que superar para alcançar o reconhecimento. No texto, momentos das suas trajetórias líricas: Carlos Nejar faz leitura de seus poemas prediletos e Fabrício conta histórias da convivência entre eles. “É poesia e crônica se envolvendo. Falamos o quanto são duas dicções diferentes, dois temperamentos diferentes, duas gerações diferentes, mas que partilham o mesmo respeito em ouvir. Ouvir a tempestade, ouvir a respiração, ouvir o coração”, comenta Carpinejar.

Em Poesia de Pai Para Filho os poemas são trabalhadas a partir de objetos simbólicos e emocionais, como  relógio, escapulário, porão, retrato, revelando um universo marcado por rituais masculinos. Juntos, Carlos e Fabrício explicitam que o homem chora, emociona-se e está cada vez mais aberto a transparecer seus sentimentos de continuidade e afinidade. O espetáculo mostra que nada melhor que a relação entre pai e filho para promover confissões de medos e alegrias entre os homens. “No mundo de extremismo, de intolerância, a gente quer mostrar que a poesia cumpre essa carência de emoção. A poesia ensina a aceitar a solidão e aceitar as diferenças. Quem tem poesia em sua vida, é mais sensível e menos preconceituoso”, reflete Carpinejar.

Pela primeira vez, os poetas se unem para uma apresentação com a proposta de mostrar a troca de experiências e de cumplicidade entre pai e filho. “A ideia veio do filho, e depois acolhi porque é muito importante para mim, estar junto dele. Penso que a poesia tem que ser dita, pois  na oralidade ela se abre e comove. No papel é fria. Na fala é ardente e humana. O espetáculo vai nos aproximar mais dos leitores, porque não é apenas a voz, é também o rosto, a forma de ser e dizer”, explica Carlos Nejar. “Era um sonho antigo. Vamos reviver tudo que vivemos na infância. Um exemplo é a varanda de relâmpagos. Sempre que ia chover, minha mãe e meus irmãos corriam para dentro. O pai e eu fazíamos o movimento contrário. Pegávamos as cadeiras de praia e íamos assistir ao ‘teatro dos relâmpagos’. Mãe e irmãos gritavam pra gente ir pra dentro. E, em nossa cumplicidade, sabíamos que viver é ter coragem. Ter um poeta como meu pai, me fez ter coragem para ser poeta”, declara Fabrício Carpinejar.

Carlos Nejar confessa ser emocionante recitar junto ao filho. “Poeta como eu, comunicador de vocação e que sabe recitar poemas, algo que só se aprende na medida em que a gente cria. Eu sei que cada um tem a sua entonação e formamos uma boa dupla. São duas gerações que se unem na palavra de pai a filho, embora a poesia se estenda a todas as gerações porque é um estado de êxtase e beleza. Nós somos muito próximos, a poesia nos reúne como se fosse uma alma coletiva. E, na minha visão, a poesia não é apenas uma maneira de estar no mundo, poesia é uma maneira de estar com todos”, finaliza o pai.

Ficha técnica - Texto e direção: Fabrício Carpinejar. Elenco: Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar. Iluminação: Wladimir Medeiros. Cenografia: Miriam Menezes. Produção executiva: Ray Ribeiro. Produção: Francesca Romani. Produção local: Geondes Antônio. Fotos: Rodrigo Resende Coutinho.

Carlos Nejar - Nascido em Porto Alegre, RS, Nejar reside no Rio de Janeiro. Poeta, ficcionista, tradutor e crítico literário brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia. Um dos mais importantes poetas brasileiros, ele publicou 60 livros desde Sélesis, em 1960. Entre os prêmios literários, destacam-se Prêmio Machado de Assis, Prêmio Monteiro Lobato e Prêmio APCA. Em 2017, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura. Seu livro mais recente - A Vida de um Rio Morto: Monumento ao Rio Doce - aborda o rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG).

Fabrício Carpinejar – Nascido em Caxias do Sul, RS, Carpinejar reside atualmente em Belo Horizonte (MG). É jornalista e escritor, autor de 43 livros, entre poesia, crônicas, infanto-juvenis e reportagem, e detentor de mais de 20 prêmios literários, entre eles Jabuti e Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Atua como comentarista no programa Encontro, de Fátima Bernardes (Rede Globo), e colunista dos jornais Zero Hora e O Globo. Seu novo livro - Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde (Bertrand Brasil) - é um dos mais vendidos do país, há vários meses, de acordo com a lista da revista Veja.

Serviço
Espetáculo: Poesia de Pai Para Filho - Encontro de Duas Gerações
Com: Fabrício Carpinejar e Carlos Nejar
Data: 23 de novembro. Sexta, às 21h
Ingressos: Grátis – Retirar senha nos dias 22 e 23/11 (quinta e sexta), das 14h às 18h.
Duração: 60 minutos. Classificação: 12 anos

Teatro Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569. Shopping Frei Caneca, 7º Andar. São Paulo/SP
Tel: (11) 3472-2229. Capacidade: 600 lugares.
http://www.teatrofreicaneca.com.br
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Poeta Mel Duarte lança livro de poemas traduzido para o espanhol em Madrid

Foto divulgação
Obra "Negra Nua Crua" será lançada na capital da Espanha no próximo dia 17 com a presença da autora

No próximo dia 17 de outubro às 19h30, a poeta Mel Duarte lança em Madrid a tradução espanhola do livro de poemas "Negra Nua Crua", que na nova versão, pela Ediciones Ambulantes, leva o título de "Negra Desnuda Cruda".  O lançamento ocorre na Librería Mujeres & Compañia, com mediação da jornalista e escritora Carla Guimarães.

Este é o primeiro lançamento em outra língua da poeta brasileira, que nos últimos anos tem se destacado no cenário brasileiro. "Estou muito animada com a possibilidade de internacionalizar minha literatura e publicá-la em outra língua, além de lança-la em outro país, como a Espanha", destacou Mel Duarte.

O intermédio entre a editora espanhola e a autora foi feito pela editora brasileira, a Ijumaa, que lançou o livro em 2016.  Conforme explica a tradutora e proprietária da Ediciones Ambulantes, Aline Pereira da Encarnação, a editora exista na Europa há 7 anos e é especializada em literatura brasileira e sobre o Brasil. "Aos poucos estamos conseguindo levar adiante muitos projetos que criamos com autoras, autores, obras, histórias, viagens, feiras, eventos, projetos em escolas, etc. Não falta interesse pelas temáticas tratadas nos nossos livros, autores e autoras", comentou.

Esta não é a primeira vez que Mel Duarte representa o Brasil internacionalmente. Em 2017, foi convidada  para p Festival de Literatura Luso-Afro-Brasileira  (Festilab Taag), promovido pelo Centro Cultural Brasil-Angola, em Angola. Além disso, já foi campeã do Rio Poetry Slam, campeonato que reuniu 15 competidores de diferentes países do mundo no Rio de Janeiro, na Festa Literária das Periferias.


Sobre Mel Duarte
Mel Duarte tem 29 anos, é poeta, slammer e produtora cultural formada em comunicação social- RTV. Atua com literatura marginal/periférica e independente desde 2006 na cidade de São Paulo (Brasil) onde nasceu e vive.  Faz parte do coletivo "Poetas Ambulantes" e é uma das organizadoras da batalha de poesias voltada para o gênero feminino "Slam das Minas- SP". Em 2016 Mel foi destaque no sarau de abertura da FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) e foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam (campeonato internacional de poesia) que acontece dentro da FLUPP (Feira Literária das Periferias) no Rio de Janeiro.Possui 2 livros publicados de forma independente "Fragmentos Dispersos" 2013 e "Negra Nua Crua" 2016 publicado pela editora Ijumaa. Em 2017 lançou o audiolivro do "Negra Nua Crua" em parceria com a editora Tocalivros. Mais informações www.melduartepoesia.com.br
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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Poeta e compositor Vitor Bellis lança o livro “Espólio”, com 35 contos

O livro “Espólio”  passa-se em um país fictício em desenvolvimento,  chamado “Cruz das Almas”, escrito por um escrivão de polícia, personagem que paulatinamente entra na obra.  São 35 contos interligados, que sugerem uma reflexão  sobre a atual conjuntura mundial,  marcada pela Quarta Revolução Industrial, pela égide do capital financeiro e pela concentração da renda.

“Os contos retratam a violência urbana, a falência dos poderes da república, o ridículo político, a postura fascista dos cidadãos, a falta de compromisso das elites com os destinos do país, o protagonismo político do judiciário e da imprensa, a desigualdade social, os efeitos nefastos das políticas econômicas sob os menos favorecidos e, sobretudo, o individualismo extremo”, resume o autor Vitor Bellis.

“Espólio”, editado pela Life Editora,   adota uma linguagem seca, objetiva e telegráfica, um estilo diferenciado no panorama literário atual, de acordo com o autor. 

Um dos trechos da obra  relata o seguinte:  “ ...havia duas opções: morrer fora da terra com o crescimento das raízes nos pés e das folhas nos cabelos ou plantar-se em terra fértil. Muitos resistiram à ideia, mas quando da necessidade da água e da fotossíntese, o clamor pela vida falou mais alto. ...Com isso, muitos dos abastados enfiaram-se em seus sítios, em suas fazendas e nos jardins de suas mansões...Logo seus sítios, jardins, mansões e fazendas eram tomados por populares que se plantavam aos seus lados....
...o destino era terminar a vida em uma safra?...(...).,,todos agora viviam da mesma terra com seus minerais, água, sais, sol e fotossíntese? ...(....)
O Sol nascia agora para todos. A fotossíntese era a mesma...”

Sobre o autor:
Vitor Bellis é  poeta e compositor. Publicou o livro de poemas Encartes. Tem uma série de músicas em parceria com Fernanda Porto e Valdo Silva. É graduado e pós-graduado em administração pela FGV de São Paulo. Nasceu em São Paulo, em 1967.

LANÇAMENTO DE LIVRO

Título: “Espólio
Autor: Vitor Bellis
Life Editora
Número de páginas: 94
Preço: R$ 30,00
Noite de Autógrafos: 29 de agosto (quarta-feira), a partir das 19h30
Local: Baixo Pinheiros Bar (Rua Guaicuí, 62- Pinheiros- Estação Faria Lima do Metrô)- São Paulo.
Telefone (11) 3034-4085
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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Vinni Corrêa, poeta e pesquisador sobre erostimo, lança livro de poesia erótica

Vinni Corrêa - Foto divulgação
Vinni Corrêa é poeta, pesquisador sobre erotismo, pós-graduando em psicanálise e especialista em comunicação. Possui três livros de poesia erótica publicados: Coma de 4 (2012), Literatura de Bordel (2015) e Lunch Box (2015). Em agosto de 2018 lançará seu quarto livro, “Sexo a Três”. Publicou também em revistas literárias e foi premiado em alguns concursos.
Criou em 2012 a Fresta Literária – sarrau de poesia erótica. O evento já foi tema do programa Penetra, do Canal Sexy Hot, e do documentário "Sex in The World's Cities" para o canal a cabo francês Paris Première.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Vinni Corrêa: Iniciou quando eu ainda era jovem e com o desejo de ter uma banda de rock. Apesar de gostar do estilo, não achava as letras interessantes. Comecei a compor letras para a banda – que nunca existiu – com uma pegada poética. Daí fui lendo cada vez mais e comecei a aprimorar minha escrita. Nessa busca por novos autores e estilos, tive contato com a literatura erótica de Sade, Bocage, Aretino, Hilda Hilst e dos surrealistas, que sempre tiveram influência sobre o meu trabalho.

Conexão Literatura: Você é autor do livro de poesia erótica “Sexo a três”. Poderia comentar?

Vinni Corrêa: Três é o número do universo, é elemento fundamental, pois representa a decidibilidade, o que nos tira do estacionário e nos coloca em movimento. Pensamos apenas de forma bífida: bem/mal, belo/feio, vida/morte... Três é transcender essa formação. É o corpo, o sentimento e a plenitude no sagrado. É a terceira margem do rio de Guimarães Rosa. São três livros em um: a trilorgia! São, portanto, haicais ou simplesmente poemas de três versos, um em cima do outro, escritos a três mãos: a esquerda, a direita e a boba. São poemas capazes de fazerem os três tristes tigres gozarem de tanta felicidade, os três porquinhos armarem a barraca para o lobo e Teresinha de Jesus ficar no chão com os três cavalheiros. É um espaço onde não há lugar para tabus e preconceitos. É a poética em sua essência. Como disse Octavio Paz: o erotismo é metáfora da sexualidade, a poesia, erotização da linguagem.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Vinni Corrêa: Minha pesquisa engloba várias ferramentas, desde a leitura insistente nos mais variados estilos literários e a contemplação de obras artísticas na pintura, no cinema, no teatro etc. até o hábito de absorver a cultura pop na televisão e na internet e observando a humanidade em suas práticas e também em conversas em bares e nas ruas. Não tenho um tempo preciso de quanto durou fazer o livro pois é um trabalho não apenas de colocar palavras no papel, mas, também, de compreensão do que sexo na sociedade.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Vinni Corrêa:

a casa-lar

suas arqui tetas
desenham a morada
onde ponho mãos à obra

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre o seu trabalho?

Vinni Corrêa: Ele pode adquirir pela loja do site da Editora Jaguatirica ou entrar em contato diretamente comigo no instagram @poetavinnicorrea que eu informo a melhor forma de conseguir o livro.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Vinni Corrêa: Muitos! Estou trabalhando em uma antologia da arte obscena. Já captei diversos artistas dentre famosos e iniciantes. Agora está em fase de diagramação. Também tenho outros dois livros de poesia erótica ainda em fase de finalização conceitual, dois livros de poesia não especificamente erótica, um livro de contos absurdos que venho trabalhando há uns 6 anos e um romance que ainda está em fase de pesquisa já há pelo menos 10 anos.

Perguntas rápidas:

Um livro: Pequenos Poemas em Prosa, de Baudelaire
Um (a) autor (a): Fernando Pessoa
Um ator ou atriz: Barbra Streisand
Um filme: Pulp Fiction
Um dia especial: Dia 6/9

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Vinni Corrêa: Devorem conhecimento, seja em livros, em exposições, assistindo TV e cinema, conversando em bar, devorem conhecimento. Especialmente quem quer ser escritor. Uma boa escrita só se desenvolve com muita leitura, mas também com muito conhecimento acerca dos outros. Trabalhem a desconstrução da autocensura.
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terça-feira, 17 de julho de 2018

Hilda Hilst, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, ganha trailer e cartaz oficial

HILDA HILST PEDE CONTATO GANHA TRAILER, CARTAZ OFICIAL, E ESTREIA 2 DE AGOSTO NOS CINEMAS

Dirigido por Gabriela Greeb, Hilda Hilst Pede Contato apresenta uma imersão na vida e obra de um dos nomes mais importantes da literatura brasileira a partir de gravações inéditas deixadas pela própria escritora, que entre 1974-79 tentou comprovar a imortalidade da alma registrando vozes de pessoas mortas.



Filmado na Casa do Sol, chácara onde morou em Campinas, e com a participação de amigos íntimos da escritora, o documentário também inclui intervenções poéticas e realidades paralelas.

O fio condutor da narrativa é um jantar póstumo na Casa do Sol, com seus amigos, conhecidos e amantes. Durante este encontro diferentes realidades ocupam o mesmo espaço-tempo, de forma a justapor vivos e mortos, material e imaterial, passado e presente. A personagem da escritora, interpretada por Luciana Domschke, é construída a partir de registros sonoros, da época em que ela tentava por meio de experimentos eletromagnéticos, contato com amigos e escritores já falecidos. Toda a narrativa é construída a partir da voz da própria Hilda Hilst, dublada pela atriz.

O filme conta com material de arquivo inédito: Cinquenta rolos de super 8 e mais de 100 horas de gravações da poeta buscando um canal de comunicação seguindo os experimentos realizados pelo cientista sueco Friedrich Jurgenson, considerado por muitos o pai da EVP, Eletronic Voice Phenomenon.

A première mundial do filme acontecerá durante a Flip 2018, abrindo as sessões de cinema do maior evento de literatura do país, onde Hilda Hilst será a homenageada do ano, e a estreia em circuito comercial acontece em 2 de agosto.

Hilda Hilst Pede Contato é uma produção da Homemadefiles com patrocínio da Petrobras e do Proac e distribuição da Imovision.

Sinopse: Com arquivos pessoais inéditos de som e imagem, depoimentos, encontros e intervenções ficcionais, Hilda Hilst Pede Contato revela a memória e a presença da escritora, poeta e dramaturga na Casa do Sol, chácara onde vivia em Campinas.

A voz de Hilda Hilst em gravações realizadas entre 1974 e 1979, em busca de contato com o além, é o fio condutor do filme, que se oferece ao público como o canal de comunicação tão almejado pela escritora, considerada pela crítica especializada uma das mais importantes vozes da língua portuguesa do século XX, morta em 2004.


Ficha Técnica:
Direção e roteiro: Gabriela Greeb
Produção: HOMEMADEFILMS
Prdutora Associada: Jasmin Pinho
Produção executiva; Jasmin Pinho, André Canto
Fotografia: Rui Poças
Edição: Karen Harley
Música: Nicolas Becker
Desenho sonoro: Vasco Pimentel e Nicolas Becker
Direção de arte: Roberto e Renata Siqueira Bueno
Gênero: Biografia / Documentário
Elenco: Luciana Inês Domschke
Brasil | 2018 | Colorido | 73 minutos | Classificação indicativa a ser definida

SOBRE A DIRETORA
Gabriela Greeb é autora de curtas de ficção, documentários autorais e vídeo instalações. Nasceu em 1966, na cidade de São Paulo, onde estudou Filosofia Letras e Ciências Humanas, na PUC e na USP.
Em 1989 deixou o Brasil para estudar línguas na Europa, ficou por doze anos entre Barcelona, Londres e Paris, onde entrou em contato com o universo cinematográfico. Trabalhou em vários curtas-metragens como assistente de direção, continuísta, editora, roteirista, assistente de câmera, som e outros. Fez um estágio profissional de seis meses nos Laboratórios Éclair, nos diversos departamentos de tratamento do negativo, positivo, som e vídeo. Obteve o “Cambridge First Certificate” e o “Certificat de Langue et Litterature Française de la Sorbonne”. Aprofundou os estudos de filosofia em cursos livres da Faculdade Paris VIII, onde Giles Deleuze lecionava na época.
Em 1996 realizou seu primeiro curta-metragem, “Le Baiser” (O Beijo), exibido em mais de mil salas de cinema na França, como complemento de programa de longa-metragem. Realizou mais dois curtas-metragens de ficção com os quais ganhou importantes prêmios internacionais. Dirigiu filmes publicitários em Paris, Londres e São Paulo.
Em 2003 fundou a Homemadefilms, um estúdio independente baseado em São Paulo, no intuito de produzir documentários autorais e instalações audiovisuais. Em 2004 escreveu, dirigiu e coproduziu o longa-metragem documentário “A Mochila do Mascate”, sobre a vida e a obra de Gianni Ratto. O filme foi um dos dez finalistas do prêmio do público na 29º Mostra de Cinema de São Paulo, participou de vários festivais e mostra e foi exibido em salas de cinema em todo o Brasil.
“Hilda Hilst pede Contato”, longa-metragem documentário sobre a poeta e escritora Hilda Hilst, é o seu último trabalho, com estreia prevista para o segundo semestre de 2018.

SOBRE A DISTRIBUIDORA
Distribuidora presente no Brasil há mais de 25 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema, tendo lançado mais de 400 filmes no Brasil.

A distribuidora tem em seu catálogo realizações de consagrados diretores internacionais e nacionais, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza, Toronto e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision foi a responsável por introduzir no Brasil cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos, como o Movimento Dogma 95 e o cinema iraniano.
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Poesia falada é tema de oficina feita por Letícia Brito na Bienal do RJ

Letícia Brito - Foto Divulgação
Ação é gratuita, aberta a todos interessados e acontece às 19h do próximo domingo (10)

Para ressaltar a importância da oralidade, a poeta e slammer Letícia Brito realiza no próximo domingo (10) a oficina "Poesia Falada" às 19h no pavilhão laranja D11. A entrada é gratuita e aberta a todos os interessados.

Com a ação, Letícia Brito vai ensinar técnicas de spoken word/poetry slam, que adquiriu com a experiência em saraus e slams – campeonatos de poesia falada – que frequenta há anos no Rio de Janeiro.

"Esta oficina surgiu a partir da minha experiência com o sarau Tagarela e também no projeto segundo turno cultural Palavra Projétil. Fica aqui me convite: venha se divertir, falar poemas e trazer a poesia do corpo para a voz e da voz para o corpo", disse.

A atividade encerra a programação da Gerência de Livro e Leitura da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e tem 1 hora de duração.

Sobre Letícia Brito:
Letícia Brito é poeta. Concentra a ênfase de suas atividades na poesia falada (spoken word/poetry slam) e nas micro revoluções político sociais onde a poesia incinera, afaga, afeta e transforma.

Como produtora da cena carioca de slam e sarau já fez: Mulherau, Pizzarau, Batalha da Pizza, Tagarela e agora concentra seus esforços no Slam das Minas RJ. Militante LGBTIAQ, transfeminista e apoiadora do movimento negro, acredita na poesia como libertação. É autora do poema e vídeo "Açouguerial Killer" (https://www.youtube.com/watch?v=vW7Bu-SheYs&t=33s)

Letícia Brito também já foi finalista e campeã de diferentes batalhas poéticas como o HaiCai Combat, Tagarela, Slam da Ponta, Slam Cria da Rua, Slam BR e Flup Slam BNDES.

Serviço
O quê: Oficina Poesia Falada na Bienal do RJ
Quando: domingo (10) às 19h
Onde: pavilhão laranja D11
Ingresso: gratuito
Informações: https://www.facebook.com/leticiabrito/


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