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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Assista a interpretação e narração do conto "Draculea", de Ademir Pascale, por Giovanna Rubbo do Contos de Pandora

 


Giovanna Rubook, do "Contos de Pandora", fez uma excelente interpretação e narração do meu conto "Draculea", publicado num livro que leva o mesmo título. Confira no vídeo abaixo. Compartilhe ;)



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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Conto: "Amor Vampiro", por Roberto Schima



*Por Roberto Schima

    Chovera muito nos últimos dias.
    E as noites, tempestuosas, só traziam maus presságios.
    Vênus surgiu no céu e, breve, foi seguido por uma e outra estrela.
    Enfim, as nuvens de mau agouro e os relâmpagos aterradores foram embora.
    O Sol, na direção oposta, ainda era visível rente a linha do horizonte e seu dourado mesclava-se ao rubro como se uma mortalha de sangue separasse o que era divino dos pecados mundanos.
    Mas o crepúsculo não tardaria a findar e, na noite sem luar, tudo aquilo que fosse comparsa das trevas, estenderia suas asas sobre a terra.
    As luzes dos lampiões não seriam páreo para o que estaria por vir.
    O sacerdote, aflito, bem o sabia.
    - O tempo urge, José! - gritou ao jovem. - Oh, que agonia!
    Ao lado do esquife, José sequer virou seu rosto para o religioso. Sentia-se hipnotizado, pasmo, lívido, o retrato de um vazio que somente a mais profunda tristeza poderia pintar. Suas mãos tremiam. Seus ouvidos ainda sentiam ecoar o vozerio do ancião. A memória daqueles momentos permanecia nítida: os flertes, o nervosismo, a aceitação, os encontros, o calor em seus braços, as promessas e o compartilhar de respirações.
    - Depressa! - bradou o religioso. - Por Nosso Senhor!
    José deu mais um passo e, assim, pôde vê-la melhor. O tremor apoderou-se de seu corpo.
    - Ma-Ma-Maria... - balbuciou.
    O mausoléu pareceu ecoar sua voz mais nitidamente do que o clamor do sacerdote.
    Ou seria efeito da tortura que, então, flagelava o infeliz rapaz?
    José precisava agir rapidamente. Ele bem o sabia. Vários outros no vilarejo haviam passado por isso. A "cura" era muito bem conhecida. Sim, seu cérebro tinha uma consciência fria e cristalina do fato, e do que deveria fazer, não obstante, dentro de seu peito, uma ínfima chama arder, queimar sua alma como se ela fosse um papel de arroz. E ele, desgraçadamente, sentia o fogo a consumi-lo.
    - Maria!
    A estaca, agora, mirava para o centro do busto da vampira.
    Ela havia sido bela.
    Ela era bela!
    Apesar de sua palidez extrema, do vermelho obsceno em sua boca e do par de caninos cujas extremidades projetavam-se sobre o carnudo lábio inferior, o encanto daquele corpo não fora de todo maculado.
    - Rápido! - insistiu o velho sacerdote.
    Muito magro, a custo mantinha-se em pé. Somente a força ferrenha de quem combatera o Mal durante toda a sua existência fazia-o conservar um sopro de vida. Essa seria a sua derradeira missão, o seu último combate. Lastimava por ver-se obrigado a utilizar as forças de outro para tal. Lastimava por ter sido José, o infeliz escolhido; e, Maria, a vítima da vil criatura que ainda perambulava nas redondezas.
    O jovem reposicionou a estaca.
    A ponta aguçada tocou o seio esquerdo.
    O martelo foi erguido mais alto do que o necessário.
    - Eu estou vivo. Você pertence ao umbral, Maria. Porém, ao afundar em seu peito esta estaca, a vida será igualmente extraída de mim. Apagar-se-á a luz assim como o ocaso lá fora. Maria!
    As paredes espessas tornaram-se mais opressoras.
    As chamas dos lampiões tremeluziram.
    A atmosfera ficou mais gélida.
    - Vamos! - incitou o ancião, tossindo.
    Mas José, no instante derradeiro, hesitou. Petrificado, ele percebera.
    Os olhos de Maria... Eles se abriram!
    E, em sua mente, José escutou:
    "Ah, meu querido, apesar de morta... eu existo!"
    - Não! - gemeu o rapaz.
    O coração ficou descompassado. O sangue palpitou na estrada jugular.
    Ele fitava os olhos frios daquela coisa que, um dia, fora a sua amada Maria.
    Coisa...
    "É ela", corrigiu a pequena chama em seu peito.
    Coisa...
    "Não é ela!", gritou-lhe o cérebro em protesto.
    Coisa...
    O sacerdote, embora fraco e doente, decidiu avançar e tomar do martelo e da estaca, cumprindo ele próprio o amargo fardo. O exalar de sua respiração condensava-se diante dos olhos.
    Todavia, tarde demais se tornara.
    Martelo e estaca caíram pesadamente ao chão.
    O religioso emitiu um longo gemido, a dor de mil punhais.
    José, no fundo de seu ser, desejou lamentar, entretanto, não o conseguiu.
    Braços finos e brancos, dedos pálidos de unhas salientes detiveram sua razão no ar.
    E ele chorou.
    "Oh, meu amor, minha tortura, amor vampiro, por que teve de partir?"
    "Ah, meu doce José, nenhum destino assinado a sangue irá nos separar. Eu ainda sou. Eu existo."
    E repetiu na mente dele a voz na sepultura:
    "Eu existo!"
    Imediatamente, uma força não natural fez o sacerdote desabar sobre o piso de mármore, prostrado, desacordado, engolido por uma camada de névoa.
    A derradeira missão fracassara.
    A criatura ergueu seu torso com a mesma leveza do nevoeiro.
    A boca fria e carnuda entreabriu-se, os seios empinaram-se, braços de gelo envolveram o apaixonado José. E, então, os caninos.
    "Ah, Maria, sua boca em meu pescoço, seus caninos rompendo-me a carne evocam a doçura. Sim, doçura! Além da dor, além do medo, além da sanidade, além de meu amor pelo Senhor, todas as barreiras que a desgraça nos fez separar. Sim, agora, volto a mirá-la ternamente."
    O líquido precioso trafegou veloz pela estrada jugular.
    O esgar no rosto de José tanto poderia ser de dor, quanto de prazer.
    "Venha para mim, José. Venha! Juntos, seremos parte dessa noite e muitas outras que virão."
    "Oh, amada, pelo destino de mim separada. Criança da noite, embora levada. Ao seu lado renascerei tão certo quanto a vida que de mim se esvai. E, mais uma vez, juntos enfim, pelo séculos e séculos do porvir, seremos um, sempre um, como um eclipse que o dia trai e a noite atrai. O ontem, o amanhã, e, pela eternidade... o infinito Agora."
    E, assim, José morreu para a vida a fim de viver para a morte.
    Aquilo que se chamara Maria aguardou paciente ao lado dos dois homens.
    Quando a coisa que se chamara José despertasse, ambos teriam o primeiro aperitivo a repartir. Diziam que o vinho melhorava conforme o tempo, contudo, aquela encarquilhada garrafa de carne a seus pés teria tão pouco a oferecer...
    Ah, seria uma linda noite estrelada, afinal de contas!
    Muitas outras presas esperavam por eles, sob as cobertas do medo.
    E, na noite sem luar sobre o vilarejo, os comparsas das trevas estenderiam suas asas sobre a terra.


SOBRE O AUTOR:
Quando garoto, eu colecionava gibis de terror. Ganhei "Frankenstein", de Mary Shelley, aos treze anos. Assistia aos filmes da Hammer. E lia pelos cantos as histórias de R. F. Lucchetti. Desenhei diversos monstros também. Ah, sim, fui um garoto que amava os monstros. Apavoravam-me, mas eram meus amigos. Informações: Google, Clube de Autores, Amazon, Wattpad. Contato: rschima@bol.com.br.
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Márcia Medeiros e o livro "A idade média narrada por um vampiro"


SOBRE O LIVRO:
Boa noite caros senhores, boa noite caras senhoras. Permitam-me que eu me apresente. Chamo-me Demétrius e sou tão velho quanto me lembro de ser. Demétrius somente. Esqueci o resto do meu nome nas areias de um tempo muito antigo. Eu vi o Império Romano arrojar-se em sua queda e vi a sua destruição. Vi o grande imperador Carlos Magno tornar-se um senhor coroado por um manto de estrelas. Querem saber mais sobre mim? Ouçam a minha história! Eu irei lhes contar a verdadeira história da Idade Média... Coisas que só um vampiro poderia saber.

SOBRE A AUTORA:
Márcia Medeiros é historiadora e professora universitária há 21 anos. Apaixonada por literatura fez doutorado em Letras. Em sua tese estudou romances de cavalaria. Sua especialidade é a História Medieval. É fã de jogos de RPG, principalmente Vampiro – Idade das Trevas. É colunista do site Culturograma onde escreve semanalmente sobre literatura e leitura literária e em breve fará estreia também como colunista em um novo site (mas esse projeto ainda é uma surpresa!)

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Marcia Medeiros: Eu gosto muito de literatura e desde a minha infância os textos literários fizeram parte da minha vida. Sou uma leitora contumaz e vou já percorri desde os clássicos da literatura universal (Homero, Virgílio, Dante Alighieri) até Stephen King. Comecei escrevendo alguns textos na minha página no Facebook, coisas sem muito compromisso: pequenas crônicas, poesias... Até que um dia resolvi iniciar um blog. Mas o tempo ficou curto e depois de um ano tive que deixar as postagens de lado. No entanto, a vontade de escrever nunca me abandonou. Foi aí que nasceu A idade média narrada por um vampiro.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “A idade média narrada por um vampiro” (Luva Editora). Poderia comentar?

Márcia Medeiros: O livro conta a história da idade média através dos olhos de um vampiro chamado Demétrius. Ele não tem mais ideia de quantos anos tem, mas sabe que foi abraçado no final do Império Romano, quando o cristianismo chegou a Roma. Demétrius é um vampiro meio maluco e vê o mundo através de uma série de peculiaridades. No livro ele relata como a idade média teve seu início na Europa Ocidental; explica o que são as heresias; fala sobre personagens do universo medieval como Santo Agostinho e Bento de Núrsia; e vive uma aventura ao lado de seus amigos Bardanus, Tarim e Anatoli na corte de Átila, o Huno. Ah! Ele tem também um animalzinho de estimação, chamado Porconius Suinus Anonius. Demétrius precisa protegê-lo, do contrário não alcançará um dos seus maiores objetivos, que é ter um mortal que lhe preste serviços, assim como todos os outros vampiros tem.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Márcia Medeiros: Eu sou especialista em história medieval, ministrei aulas sobre o tema durante pelo menos 10 anos da minha carreira.  Na minha tese de doutorado estudei romances de cavalaria, por mais 2 anos e meio. Também joguei muito o RPG Vampiro – Idade das Trevas. Então, tenho conhecimento sobre o universo da idade média, devido a várias leituras sobre o assunto. Comecei o livro em janeiro de 2016 e concluí sua escrita 5 meses depois.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Márcia Medeiros:  Acho que o trecho mais especial do livro para mim é quando Demétrius visita a corte de Átila, o Huno. Ele e seus amigos devem descobrir se Átila é ou não um vampiro, pois as ações que ele vem promovendo trazem um grande desequilíbrio ao universo do medievo o qual precisa ser restabelecido. Então, Demétrius conversa pessoalmente com Átila e apronta grandes confusões na corte!

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Márcia Medeiros: O livro está disponível no site da Luva Editora (Clique aqui.) pelo valor de 26,90 mais frete. A Luva envia para todo Brasil e também para o exterior.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Márcia Medeiros: Sim. Até outubro de 2018 devemos lançar também pelo selo Luva Editora, o volume 2 de A idade média narrada por um vampiro. Este projeto prevê uma trilogia, sendo que o último volume deverá sair em 2019. Depois pretendo escrever uma aventura solo sobre Anatoli. Vocês estão sabendo desse projeto em primeira mão. O livro se chamará Anatoli: O Cavaleiro Vampiro e terá um estilo bem diferente do que os leitores de A idade média narrada por um vampiro estão acostumados a ler.

Perguntas rápidas:

Um livro: Drácula de Bram Stoker
Um (a) autor (a):  Ferenc Molnar
Um ator ou atriz: Al Pacino
Um filme: 2001: uma odisseia no espaço
Um dia especial: O lançamento de A idade média narrada por um vampiro em novembro de 2017.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Márcia Medeiros: Eu agradeço muito a vocês pela oportunidade de divulgar meu trabalho. Gostaria de deixar minha página no Facebook https://www.facebook.com/medeirosmarciamaria. Aqui disponibilizo alguns links para leitura gratuita de meus livros e contos e também promovo alguns sorteios de obras literárias. Desejo muito sucesso para vocês e obrigada mais uma vez!
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O Horror – Uma visão pouco comum do Cinema e da Literatura Fantástica do Medo, por Roberto Fiori


O vampiro aproximou-se da tela de cinema lentamente, atingindo por fim uma forma gigantesca, sem quase se perceber a transição do movimento do monstro, passando de sua fase minúscula, à distância, à sua fase enorme, junto ao espectador. Isso foi o que realmente me chamou a atenção no filme Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens), filmada em 1922 por Wilhelm Murnau, chamado pela crítica especializada como o maior criador do cinema alemão, Wilhelm Murnau.

As obras de Murnau pertencem ao estilo expressionista alemão. Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror é considerado pela crítica mundial como a obra-prima do Cinema Fantástico.

Ora, o Cinema Fantástico, assim como a Literatura Fantástica (a “Litfan”) compõe-se da tríade Ficção Científica – Fantasia – Horror (e Terror). Dessa maneira, o cinema de terror, onde há o impacto de imagens chocantes, está lado a lado com o cinema de horror gore, onde cenas repulsivas são a característica dos pontos altos destes filmes.

Os filmes que tratam do tema do vampiro podem ser classificados em dois tipos: um, que trata os vampiros como as vítimas, vítimas de caçadores de vampiros. Estes monstros estão em minoria, sendo alvo e sendo destruídos por caçadores como Van Helsing (interpretado no cinema mais correntemente pelo ator Peter Cushing, cujo arqui-inimigo é o Conde Drácula, interpretado pelo eterno Christopher Lee).

Mas há pelo menos um filme que nos mostra o inverso: trata a sociedade como sendo formada por vampiros, que caçam os seres humanos que ainda restaram, após um vírus que transformou a maioria dos homens em vampiros. As vítimas são os homens que antes eram “normais”. É o filme 2019 – O Ano da Extinção (Daybreakers), onde o risco de extinção recai sobre vampiros e humanos, ao mesmo tempo.

Agora, perguntem-se a si mesmos o que mais lhes dá medo: a arte de horror explícita, gore, chocante, alarmista, profética, ou o horror dissimulado, que não é mostrado, é implícito. Posso citar um exemplo verdadeiramente assustador de Literatura de Terror, em que o oculto e o suspense fazem-nos tão ou mais assustados do que filmes como Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, de Ridley Scott).

Trata-se do conto A Pata do Macaco (The Monkey’s Paw), do escritor inglês W. W. Jacobs. Pode ser encontrado no site “Assombrado.com.br” (http://www.assombrado.com.br/2014/02/conto-assombrado-pata-do-macaco-ww-jacob.html)

Pela primeira vez que se lê o conto, não se tem ideia de como ele irá acabar. É um clássico da literatura de suspense e terror. W. W. Jacobs produziu obras bem-humoradas, contos e romances. O conto A Pata do Macaco é, estranhamente, uma exceção no trabalho desse autor.

No cinema, o exemplo mais marcante de uma história que começa sem dar a menor ideia de como vai terminar, nos levando a um caminho normal e comum, mas que apenas no final há uma revelação, é Deixe Ela Entrar (Let me in, baseado em um filme sueco de Tomas Alfredson e em um romance de John Ajdvide Lindqvist). A personagem central é uma vampira adolescente e é certo que o protagonista vai ser morto, no fim da história.

Para mim, histórias que carregam no suspense, para dar uma pálida ideia do que aconteceria se..., são as mais instigantes. Filmes como Alien, o 8º Passageiro, são bons até certo ponto. Embora perfeitos na filmagem e no roteiro, revelam cedo ao espectador o que os atores-personagens irão enfrentar. Não é deixado para o final a revelação do que foi antes oculto do espectador. Mas são filmes que estão no primeiro estilo de filmagem, o dos filmes explícitos gore. E não deixam de ter muito suspense, até o meio da história, Isso lhes dá um crédito extra: como há suspense em doses maciças, o espectador é recompensado largamente, ao ser-lhe revelado depois o que se esconde por baixo da mesa. 

No final, filmes explícitos gore são tão bons quanto filmes implícitos, com a revelação do que deve acontecer somente no fim. Cada um tem seu charme. E, na Literatura, contos de Stephen King que indicam desde o início como será a dose de horror que se seguirá, são tão estimulantes quanto contos como o clássico A Pata do Macaco, de W. W. Jacobs.

Uma vampira: poderia ela se transformar em algoz dos seres humanos ditos “normais”, o restante dos que poderiam sofrer uma mutação devido a um vírus e se transformar quase todos nesses monstros?

O que aconteceria com a raça vampira, com o fim do estoque de sangue, ao desaparecer o homem não-vampiro?


Sobre o autor: Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Em entrevista Aislan Coulter comenta sobre o seu novo livro "Twittando com o vampiro"

Aislan Coulter é graduado em Pedagogia, Letras (Português/Inglês) e pós- graduando em Produção Textual em Língua Portuguesa. É autor dos livros O Cordel de Sangue e Twittando com o Vampiro. É membro do projeto literário Mal do Horror e um dos autores da antologia do Congresso Nacional de Escrita Criativa.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Aislan Coulter: Eu havia publicado algumas histórias, eram short-stories de horror, suspense, ficção-científica. Um dia relendo esses textos descobri que estava no caminho errado. Aquilo era realmente ruim. Eu não possuía “voz”, as narrativas eram truncadas, havia buracos na trama.  Os textos eram carregados de adjetivos, advérbios, a voz passiva estava sempre ali para tirar o entusiasmo do leitor. Parei e decidi estudar a escrita a fundo. Mudei a forma de ler — passei a ler como escritor — com papel e caneta na mão, anotando tudo. Dobrei o número de livros lidos durante o ano e estabeleci uma rotina de escrita — 2 mil palavras por dia — e é o que eu tenho feito até hoje. Reescrevi algumas histórias e criei outras. Era o meu primeiro livro: O Cordel de Sangue.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Twittando com o Vampiro”. Poderia comentar?

Aislan Coulter: Twittando com o Vampiro é o meu segundo livro. Acredito que o segredo de uma boa narrativa sobre vampiros são as características estereotipadas. E eu as preservei. Os caixões, a amada imortal, os caçadores de vampiros, as réstias de alho, os crucifixos... Só dei uma roupagem mais “gore”. A história se desenrola por meio de três narrativas: A morte narrando os ataques do vampiro; as páginas do diário de Aline Brein, uma jovem esquizofrênica que teve sua intimidade exposta na internet; um assassino da Deep Web no Norte do país em busca de uma cruz perdida.  Twittando com o Vampiro é um livro sobre vampiros, fantasmas e vodu haitiano.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Aislan Coulter: O universo vampiresco sempre esteve presente na minha vida. O primeiro livro que li foi Drácula de Bram Stocker, depois Carmilla, do La Fanu, na sequência, Entrevista com o Vampiro, da Anne Rice. Isso em meados de 92. Eu era fã da Hammer Films e assisti a todos os grandes clássicos do gênero. Sobre a escrita, geralmente, termino o primeiro rascunho em três meses. Nesse processo reescrevo umas cinco ou seis vezes. Imprimo o material e reescrevo mais umas duas ou três vezes. Deixo o texto descansar por um tempo. Então, tiro da gaveta e faço a última reescrita.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Aislan Coulter: Hummm... Deixe-me ver...
“O mecânico anda com dificuldades, trôpego, na direção da camionete. A luz do luar dispara por entre as árvores e ilumina o seu rosto. Sufocado pelo sangue, ele tosse e uma golfada vermelha brota com violência de seus lábios e escorre pelo queixo. Uma cicatriz profunda e fresca se projeta na base do pescoço. Por alguns instantes, ele fica paralisado enquanto a luz prateada banha o seu rosto. Olha para a velha Ford, para a maçaneta amassada, mas já ultrapassara os sentidos e, agora, ele é incapaz de julgar o que vê. Os pés se arrastam, carregando pequenos gravetos e folhas que formam uma camada por cima da terra. Dois passos. A cabeça balança e cai pra trás, pendendo das omoplatas.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Aislan Coulter: Estou nas redes sociais. Na comunidade maldohorror.com.br. O livro está à venda na Amazon — versão física e digital.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Aislan Coulter: Estou finalizado o meu novo livro. Sou um dos autores da antologia do Congresso Nacional de Escrita Criativa. Faço parte da Maldohorror, uma comunidade de escritores fantásticos e malditos. Todas as noites, à meia-noite, uma nova história sai das profundezas. Entre os integrantes estão dois expoentes do horror nacional: O cineasta Petter Baiestorf e o ator e editor Elson Toniolli da Canibal Filmes.

Perguntas rápidas:

Um livro: Um seria impossível, cinco também... Mas vamos lá: Coração Satânico (Willian Hjortsberg), Sonham os Androides com Ovelhas Elétricas ( Philip K. Dick) O Cemitério (Stephen King), O Senhor das Moscas( Willian Golding), O Apanhado no Campo de Centeio (J.D.Salinger) Livros de Sangue(Clive Barker), Laranja Mecânica(Anthony Burgess), O Sobrevivente(Chuck Palahniuk) Entrevista com o Vampiro( Anne Rice), Terrores da Noite(M.C.Smith) e...
Um (a) autor (a): Cara... Que difícil... Vamos lá: Stephen King, Clive Barker, Anne Rice, Jack Woods, Chuck Palahniuk, Martin Cruz Smith…
Um ator ou atriz: Kyle Maclachlan, Jack Nicholson, Madchen Amick, Robert De Niro...
Um filme: Sou cinéfilo… Nosferatu(F.W. Murnau), Blade Runner ( Ridley Scott) Chinatown (Polansky e Towne) Um Lobisomem Americano em Londres ( John Landis) , Fright Night (Tom Holland) Janela Indiscreta (Hitchcock) Coração Satânico ( Alan Parker) De Olhos Bem Fechados ( Stanley Kubrick), Twin Peaks(David Lynch)...
Um dia especial: O nascimento do meu filho

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Aislan Coulter: Quero agradecer e dizer que é um prazer estar nestas páginas, um imenso prazer, na verdade. Dizer que temos escritores, cineastas, roteiristas talentosos em nosso país. Deem uma chance à literatura e ao cinema nacional. Só você, leitor/telespectador, pode acelerar o desenvolvimento da produção nacional.


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