terça-feira, 13 de outubro de 2020

Contos de fadas: inúteis ou necessários?


Professor doutor em Literatura aborda como tais histórias são fundamentais para ajudar as crianças a lidarem com os problemas da vida

Qual criança não teve sua infância permeada por histórias da menina que vai à casa da vovozinha e corre o risco de ser devorada pelo lobo mau, ou da enteada cuja madrasta quer matá-la e vai parar numa casa com sete anões, ou ainda da menina que vai parar num universo totalmente diferente conhecido como País das Maravilhas?

Mas, engana-se quem pensa que tais contos infantis não passam de pura fantasia para divertir as crianças, bem como para distraí-las, ou fazê-las dormir... Eles vão muito além disso, pois são fundamentais para o desenvolvimento dos pequenos e para ajudá-los a encarar os desafios da vida real, aceitando as dificuldades que surgem ao longo da vida. Assim, vemos que os contos são de fada; mas, de fantasiosos não têm nada por mostrarem questões da realidade por meio das imagens.

O Prof. Jack Brandão, doutor em Literatura pela USP, diretor do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS e pesquisador do poder da imagem na sociedade considera tais histórias uma fonte imagética inesgotável que exerce grande poder sobre nós. “Elas nos trazem, muitas vezes, mais do que meras imagens consideradas ‘bonitinhas’, mas a luta de determinadas comunidades e pessoas, ao longo da história, em busca de desvendar e enfrentar os seus próprios monstros”, completa.

A fim de compreendermos melhor a relevância dos contos de fada, basta analisarmos alguns pontos que eles possuem em comum como: a presença de heróis carismáticos e de vilões assustadores e antipáticos; protagonistas sem mães, maltratados pela madrasta e que, geralmente, enfrentam seus conflitos sozinhos; um final feliz; entre outras questões.

Tais pontos em comum não são obra do acaso, mas estratégias para incentivar as crianças não somente a fazer o bem – personificado em personagens atraentes, ao contrário dos vilões – como também a compreender que ele deve prevalecer, por meio do final feliz. “Conforme os pequenos conhecem os contos, eles absorvem as imagens presentes neles. Por isso, a representação imagética do mal em personagens assustadores é uma forma de alertar a criança para fugir do que é perverso, enquanto os mocinhos são bonitos, do ponto de vista social”, diz Brandão.

Porém, o pesquisador destaca que a grande lição trazida pelos contos é a preparação para os problemas da vida real. Há pessoas, no entanto, que criticam tais histórias, justamente por acreditarem que somente imagens agradáveis e otimistas deveriam ser apresentadas aos pequenos, algo que o pesquisador discorda, já que assim elas correriam o risco de crescerem em “bolhas”, sem condições de lidar com as frustrações da vida. “A literatura infantil atual tende a abordar um mundo extremamente ‘cor-de-rosa’, o que pode impedir a criança de desenvolver autonomia para enfrentar certos problemas, tornando-se, assim, um adulto problemático”.

Portanto, Brandão considera um erro apresentar aos pequenos apenas histórias infantis totalmente desprovidas de conflitos, vilões, mortes etc. “Como eu, enquanto pai, posso preparar o meu filho ou minha filha para a realidade do mundo, sem mostrá-la em sua totalidade?”, questiona o pesquisador. Ele considera que o resultado de tudo isso seria a formação de pessoas imaturas, frustradas e crentes que o mundo gira ao seu redor.

Ciente de tudo isso e para auxiliar crianças e adolescentes a compreender melhor os desafios do mundo real, Brandão escreveu uma obra chamada Douglas e o Livro de Luz que aborda, entre outras questões, o tema da morte, ainda um tabu para ser falado com as crianças. “Todos precisam entender que trata-se de algo natural e, por isso, não podemos esconder”, conclui. O livro narra a história de um garoto e de seus amigos, que precisam decifrar códigos imagéticos com o objetivo de encontrar um livro com a luz de todo o conhecimento humano.

Para saber mais a respeito da obra e também sobre outras informações relacionadas aos contos infantis, basta clicar aqui para assistir ao vídeo do canal Imagens em Foco, pertencente ao CONDES-FOTÓS, que traz um aprofundamento do tema.

Texto escrito por Mariana Mascarenhas

Jornalista e pesquisadora do CONDES-FOTÓS

Sobre o Prof. Dr. Jack Brandão:

Doutor em Literatura pela Universidade de São Paulo (USP). Diretor do Centro de Estudos Logo-imagéticos CONDES-FOTÓS Imago Lab, editor da Lumen et Virtus, Revista interdisciplinar de Cultura e Imagem, pesquisador sobre a questão imagética em diversos níveis, como nas artes pictográficas, escultóricas e fotográficas.   

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Participe da antologia (E-book) Helsing - Caçadores de Monstros




PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): HELSING - CAÇADORES DE MONSTROS

Sinopse: Este concurso literário foi inspirado e feito em homenagem ao personagem Abraham Van Helsing, do romance Drácula de Bram Stoker. Helsing era um professor de antropologia e filosofia, especialista em doenças obscuras, um caçador de monstros (especialmente de vampiros), que usava água benta, estacas, adagas abençoadas, etc. 
A obra reunirá diversos caçadores(as) de monstros. Os seres infernais que se cuidem...

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "HELSING - CAÇADORES DE MONSTROS":

1 - Escrever um conto ou poema do gênero terror ou aventura, usando como tema um caçador(a) de monstros (aceitaremos até 2 contos ou poemas por autor). Caso sejam aprovados, os 2 contos ou poemas serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO ou POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 13/10/20 até 15/11/20 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: ANTOLOGIA HELSING - CAÇADORES DE MONSTROS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 contos ou poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 20/11/20 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):

Sinopse do seu conto (se for poema não precisará de sinopse). Escreva no máximo 10 linhas:


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: ANTOLOGIA HELSING - CAÇADORES DE MONSTROS

O envio da ficha de inscrição + conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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O REFÚGIO, de Mick Kitson

 


Em seu romance de estreia, Mick Kitson fala sobre a relação entre duas irmãs e aborda temas sensíveis, como abuso sexual e violência doméstica
 

Duas jovens irmãs fogem dos sofrimentos de uma família desajustada e tentam se manter vivas em meio aos perigos de uma floresta inóspita. Esse é o ponto de partida de O refúgio, livro de estreia do galês Mick Kitson, que aborda temas difíceis, como abuso sexual e violência doméstica, sem deixar de lado a ternura da relação fraternal. Lançada originalmente em 2018, a obra foi eleita melhor estreia do ano pelo Saltire Society Literary Awards, importante premiação da Escócia, e também considerada uma das revelações literárias pelo jornal The Observer. A ideia para o livro surgiu quando Kitson era professor de literatura na Escócia e decidiu colocar em prática o antigo sonho de escrever. Ele queria contar uma história que falasse sobre as diferentes formas de sobrevivência: fosse na natureza selvagem ou na vida cotidiana. Assim nasceu O refúgio, que, com uma narrativa ágil e precisa, conta a saga de duas irmãs em busca da segurança e do afeto que nunca tiveram. 

Sal tem treze anos, mas sua vida é muito diferente da de uma pré-adolescente comum. Em vez de se divertir com os amigos, ela passa a maior parte do tempo assistindo a vídeos sobre armadilhas, comprando ferramentas e sapatos apropriados para trilhas na internet e decorando manuais de sobrevivência — tudo para garantir que seu plano elaborado e arriscado dê certo. Sal precisa fugir para proteger a irmã mais nova, Peppa, das mesmas atrocidades que a torturam desde os dez anos. Com uma mãe alcoólatra e negligente e um padrasto abusivo, a garota sabe que não pode contar com mais ninguém além de si própria. 
É para escapar disso tudo que Sal e sua irmã partem em direção à floresta de Galloway, no sul da Escócia. É nesse ambiente cheio de riscos que as duas encontram finalmente um refúgio da violência familiar. Juntas, elas vão ter que encontrar formas de sobreviver à fome, ao frio e aos inúmeros perigos do ambiente selvagem, além de se esconderem de qualquer desconhecido. Essa experiência vai ensinar Sal não só a encarar os desafios da natureza, mas também os traumas que roubaram sua infância. 
Contado do ponto de vista de uma menina que precisou crescer antes da hora para proteger a si mesma e a quem mais ama, O refúgio é uma leitura instigante e comovente. Em sua estreia na literatura, Mick Kitson traça uma história sobre nossos limites, os laços humanos e o poder da natureza na jornada para cicatrizar nossas maiores dores.

MICK KITSON nasceu no País de Gales e cresceu em Londres, na Inglaterra. Trabalhou por muitos anos como jornalista antes de se tornar professor de literatura inglesa. Nos anos 1980, formou com o irmão a banda The Senators. Ele mora com a esposa e com Lucy, sua cadela mal-humorada, em Fife, na Escócia, onde passa mais tempo do que o recomendado pescando trutas, tocando banjo, plantando morangos e construindo barcos. O refúgio é seu romance de estreia. (Foto: Alan McCredie)

O REFÚGIO, de Mick Kitson
Tradução: Fabiana Colasanti
Páginas: 320
Editora: Intrínseca 
Livro impresso: R$ 39,90
E-BOOK: R$ 24,90

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Celeste Carneiro e sua obra, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Sou arteterapeuta, terapeuta junguiana e transpessoal; supervisora clínica, artista plástica e educadora.

Baiana, nascida em Miguel Calmon-BA e criada em Serrinha, tendo morado na minha primeira infância em Inhambupe, também na Bahia. Fiz graduação em Desenho e Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes de São Paulo – FEBASP, o bonito prédio onde hoje é a Pinacoteca do Estado de SP. Dei aulas em São Paulo e depois voltei para a Bahia, indo residir na Mansão do Caminho, dirigida por Divaldo Franco, de 1977 a 1987. Lá eu dava aulas na escola estadual, colaborava com a Gráfica e Editora LEAL, e tinha as atividades de mãe-social das crianças que lá residiam, além da participação em palestras e atendimentos espirituais para os frequentadores.

Em 1992 criei o curso para estimular o cérebro por meio da Arte, o DLADIC – Desenvolva o lado direito do seu cérebro e descubra o artista que você é! Anos depois ele passou a chamar-se de Criatividade e Cérebro.

Após me aposentar das funções de professora do Estado, em 1999, fui estudar e criar outros cursos. Inicialmente, fiz a Formação Holística de Base (Universidade Holística Internacional da Paz  – UNIPAZ-BA), participando e coordenando (na Bahia e em Sergipe) do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT), vinculado à UNIPAZ.

Complementei essa Formação com a Especialização em Psicologia Transpessoal Aplicada à Educação e à Gestão de Pessoas (Instituto Hólon / Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública).

Em seguida, fiz Especialização em Arteterapia Junguiana (Instituto Junguiano da Bahia – IJBA / Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública). Cursei um ano da especialização em psicopedagogia visando aprender sobre neurologia.

Nos anos seguintes fiz a Formação em Terapia de Vivências Passadas e Aprofundamento em Técnicas Transpessoais (PHOENIX – Centro de Desenvolvimento – Aracaju-SE). Em Aracaju, além de fazer os cursos dei aulas no período de 2004 a 2015.

No período de 2013 a 2015 fui coordenadora, professora e supervisora no curso de Arteterapia em Teresina (PI).

Criei e sou editora da Revista Transdisciplinar - Uma oportunidade para o Livre Pensar - ISSN 2317-8612, disponível on-line, desde janeiro 2013 – http://revistatransdisciplinar.com.br/ e também pelo site www.artezen.org (onde disponibilizo vários artigos meus).

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros. O que a motivou a escrevê-los?

Comecei a escrever e publicar logo que cheguei à Mansão do Caminho, em 1977, com o estímulo de Divaldo Franco que me pediu que escrevesse com minhas palavras sobre o tema Felicidade, a partir de um texto que eu lhe mostrei, publicado numa revista popular. O que escrevi foi publicado na Revista Presença Espírita, uma revista bimestral de excelente qualidade produzida na Mansão do Caminho e que permanece ativa até os dias atuais. 

Na revista da Mansão do Caminho publiquei muitos artigos, poemas, fotografias e ilustrações. Colaborava na revisão, editoração, e confecção da Revista Presença Espírita e em outras publicações.

O primeiro livro que escrevi foi A Veneranda Joanna de Ângelis, que falarei na próxima questão.

Em 1993, já residindo fora da Mansão do Caminho onde morei por 10 anos, recebi o convite para escrever um livro sobre o capítulo Perfeição Moral, de O Livro dos Espíritos, no formato perguntas e respostas, de fácil compreensão e com as referências das obras básicas do espiritismo. O título do livro ficou o mesmo do capítulo do livro de Allan Kardec e vendeu muito rapidamente. Mas não foi reeditado, o que espero fazer um dia, reformulando-o e escrevendo num formato mais atualizado.

O terceiro livro foi Criatividade e Cérebro – Um Jeito de Fazer Artezen, publicado pelas editoras Ponto e Vírgula Publicações (BA), em 2004 e WAK, 3ª edição (RJ), em 2014.

Ele surgiu a partir de um curso que eu ministrava para estimular o uso do cérebro por meio da arte, especialmente o hemisfério direito. Iniciei esse curso em 1992 e, a partir das reações dos alunos com melhora surpreendente na área da aprendizagem, no aspecto emocional, na atenção e concentração, e no aspecto cognitivo, fui estudar neurociências, por conta própria, a fim de saber o porquê dessas melhoras. Resolvi escrever um livro descrevendo o passo a passo desse curso a fim de que outras pessoas pudessem se beneficiar com esse aprendizado. Afinal, poderia vir a morrer a qualquer hora e tudo isso ficaria no esquecimento. Pelo menos estando registrado em um livro poderia perdurar por mais tempo após a minha partida...

Apresentei-o como a minha obra-prima na conclusão do curso da UNIPAZ, em 2004, pois essa era a exigência para a obtenção do certificado de conclusão: cada aluno deveria apresentar algo seu que fosse uma contribuição para o mundo, a sua obra-prima. Na época, o vice-reitor da Universidade Holística Internacional da Paz – UNIPAZ, Roberto Crema, fez a apresentação do livro e pediu que eu convidasse um colega do Colégio Internacional dos Terapeutas, o neurologista e escritor Francisco Di Biasi para que escrevesse o prefácio e fizesse a revisão da parte relativa à neurociência. Em 2005 lancei-o no Congresso de Transpessoal promovido pela ALUBRAT – Associação Luso-Brasileira de Transpessoal, em Campinas.

O quarto livro foi o Arte, Neurociência e Transcendência, da WAK Editora (RJ), publicado em 2010.  Este livro é uma síntese dos cursos de especializações que fiz e dos meus estudos nessa área. Contamos com a assistência da neurofisiologista e professora Francesca Freitas, que fez a apresentação, já o prefácio foi escrito pela presidente da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), Vera Saldanha.

Em 2004 concluí a especialização em Arteterapia Junguiana no Instituto Junguiano de Bahia com a chancela da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública. Paralelamente, fiz a Formação Holística de Base (Universidade Holística Internacional da Paz  – UNIPAZ-BA) e, logo em seguida, Especialização em Psicologia Transpessoal Aplicada à Educação e à Gestão de Pessoas (Instituto Hólon / Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública), sob a coordenação de André Luis Peixinho, professor nessas instituições de ensino, o que complementou a Formação da UNIPAZ, voltada para a Psicologia Humanista e Transpessoal.

Entre os anos de 2005 e 2015 fiz as Formações em Aracaju (SE), e lecionei nos mesmos cursos de Aperfeiçoamento em Psicologia e Psicoterapia Transpessoal; Terapia de Vivências Passadas e Aprofundamento em Técnicas Transpessoais (PHOENIX – Centro de Desenvolvimento Transpessoal / Universidade Federal de Sergipe) a convite da coordenadora dos cursos de Transpessoal, a psiquiatra Norma Alves.

Como esses estudos eram muito interessantes e foram aplicados nos atendimentos individuais, o que me deu um vasto campo para pesquisa e estudos, reuni tudo isso nesse livro Arte, Neurociência e Transcendência, que foi lançado no Congresso de Psicologia Transpessoal, promovido pela ALUBRAT – Associação Luso-Brasileira de Transpessoal, em Águas de Lindóia – SP, em 2010.

O quinto livro, Diálogos Criativos entre a Arteterapia e a Psicologia Junguiana, publicado pela WAK Editora (RJ) publicado em 2012, surgiu da necessidade de mostrar a nossa forma de dar aulas no curso de Arteterapia do Instituto Junguiano da Bahia.  Participando de Congressos de Arteterapia em vários Estados brasileiros, percebi que o nosso curso tinha uma visão própria e que seria interessante compartilhar. Para isso, convidei Carla Maciel, a coordenadora desse curso onde eu dava aulas desde 2007, para organizarmos o livro. Convidamos também os professores das disciplinas teóricas a fim de que apresentassem os seus conteúdos. É um livro que tem servido muito aos estudantes e interessados em Arteterapia. Foi prefaciado pela arteterapeuta e escritora paulista, Patrícia Pinna Bernardo, sendo lançado no Congresso de Arteterapia em Natal (RN), em 2012.

Você escreveu um livro sobre Joanna de Ângelis, guia espiritual do médium Divaldo Franco. Fale-nos sobre essa obra.

Quando fui morar na Mansão do Caminho, em fevereiro de 1977, muito me impressionou a personalidade de Joanna de Ângelis, a mentora de Divaldo Franco e idealizadora da Mansão do Caminho, um Espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão. 

Divaldo fez uma palestra sobre suas experiências na Terra, forneceu-me materiais escritos sobre Joanna de Ângelis, a fim de que eu tivesse os subsídios necessários para começar a escrever. Foi muito gratificante, porque, até então, pouco se sabia sobre esse espírito tão elevado e tão especial.

Como analisa a questão da leitura no país?

Em relação aos outros países, como Finlândia cuja população lê em média 14 livros por ano por habitante, o Canadá, 12 e a Coréia do Sul, 10, o Brasil tem poucos leitores, em média 4,96 livros por habitante, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro.

Como se não bastasse, os nossos leitores leem, mas nem sempre conseguem interpretar o que foi lido, e nem todos chegam a ler o livro até o final. 

Muitos preferem ler de forma rápida o que acham de interessante na internet. Mas as informações mais importantes precisam estar logo nas primeiras linhas, porque não costumam ler até o final do texto.

O livro digital, para uma boa parte dos leitores que já leram, é menos atraente do que o livro impresso. E o livro impresso nem sempre tem um preço acessível para cerca de 27 milhões de brasileiros nas classes C, D e E que costumam comprar livros. Com a possibilidade de ser retirada a isenção tributária sobre livros e a cobrança de uma alíquota de 12% sobre os mesmos, teremos um forte impacto, tanto para os leitores, quanto para as livrarias e editoras. 

É lamentável ver as grandes livrarias fechando suas portas...

O hábito da leitura deve ser cultivado desde a infância. Em nosso lar, mamãe, que adorava ler, costumava reunir os 7 filhos para ouvir a leitura que fazia de romances, histórias de santas, livros de medicina, como O médico do lar (com imagens que ela gostava de nos mostrar e ler as descrições, explicando de acordo com o seu entendimento).  E ela só estudou até o segundo ano primário!...  Lia os livros e anotava para saber quantos livros tinha lido.

Se os filhos não veem os pais lendo, fica mais difícil gostar de leitura.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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[Filme] O Halloween do Hubie


Título Original: Hubie Halloween 
Direção: Steven Brill 
Ano Lançamento: 07 de Outubro de 2020 
Duração: 01h42min 
Elenco: Adam Sandler, Julie Bowen, Steve Buscemi, 
Kevin James e Rob Schneider 
Gênero: Comédia, Terror 
Origem: Estados Unidos 

Sinopse: 

Em O Halloween do Hubie, filme de Adam Sandler para a Netflix, Hubie Dubois é uma figura de grande zombaria para as crianças e adultos, apesar de sua devoção a Salém, sua cidade natal. Quando um assassinato próximo ao Dia das Bruxas ocorre, Hubie assume a responsabilidade de investigar o caso, sendo a esperança para salvação da data. O Halloween do Hubie conta no elenco com Adam Sandler, Maya Rudolph e Noah Schnnap (Stranger Things). 

Impressões: 

Outubro é o mês do Halloween, praticamente todos os anos a plataforma de streaming Netflix entrega um bom filme para não passar em branco esse mês macabro. Porém! Dessa vez é uma mistura de comédia e terror. 

O Halloween do Hubie é nova aposta da Netflix, trazendo Adam Sandler como o protagonista e peça centra de toda trama. 

Hubie Dubois é um sujeito que passa por inúmeras situações de zombaria tanto de crianças e adultos, mesmo assim ele não desiste em mostrar sua devoção a Salém, sua cidade natal. 

Próximo ao dia das bruxas, acontece um misterioso assassinato. É missão do Hubie em investigar o caso e tornar-se o orgulho da cidade e mostrar todo o seu potencial, para que todos parem de tratarem como um idiota. 

Hubie recebe uma missão de patrulhar às ruas na noite de Halloween, porém coisas estranhas começam acontecer, pessoas estão desaparecendo misteriosamente, deixando poucas pistas para Hubie encontrar o verdadeiro assassino. 

Mais uma vez temos Adam Sandler em papel com humor descontraído e bobão. O longa permeia com diversas paródias de clássicos do cinema de terror dos ano 80 e 90. 

O Halloween do Hubie conta com diversas participações de atores consagrados, Steve Buscemi, Bem Stiller e Maya Rudolph, trazendo um valor mais dinâmico ao longo de toda trama. 

Esse é um filme que tem como objetivo principal divertir toda família, no mês do terror. Uma dica? Garrafa térmica de uma importância relevante em todo o longa. Gostosura ou travessuras?



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Escritora brasileira Luana Laubeski recebe Prêmio Focus Brasil Awards na categoria Literatura

 

Luana Laubeski - Foto divulgação

Premiação tem mais de duas décadas e homenageia brasileiros que se destacam no exterior

A escritora brasileira Luana Laubeski foi agraciada com o Prêmio Focus Brasil Awards, na categoria Literatura. A premiação é uma das mais importantes para personalidades, entidades e iniciativas de brasileiros que vivem no exterior e já ocorre há mais de duas décadas. Por conta da pandemia, os homenageados receberam os troféus em casa antecipadamente e a cerimônia foi realizada no final de semana, com transmissão online nas redes oficiais da Fundação Focus no último final de semana.

A Focus está espalhada em sedes de 15 cidades pelo mundo, onde realiza vários eventos. A brasileira foi premiada em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde desenvolve a sua arte.  O prêmio tem 17 categorias, incluindo diversas áreas de fotografia, música, pintura, artes visuais, ação social, esportes, entre outros.  Entre os premiados também está o cantor Seu Jorge, por sua última turnê em L.A.

Laubeski conta que ficou surpresa com a indicação e quando foi escolhida, passando por quatro fases, incluindo votação popular pela internet e avaliações de júri especializado. “Mesmo sendo um prêmio direcionado a mim, acredito que foi por conta do livro, em três idiomas, que lancei em novembro do ano passado. Los Angeles é uma cidade bastante bilíngue, sobretudo espanhol e inglês e tem uma comunidade brasileira extensa. Apesar disso fiquei surpresa porque foi pouco tempo, já que em março o mundo parou”, avalia.

O livro a que ela se refere é “Poesias de andança-Andanças de poesia”, pela editora brasileira Scortecci.  A publicação é a terceira de sua carreira em português, sendo com tradução também para Inglês (Wandering poema-Poetic Wanderings) e; Espanhol (Poesias de Andanza-Andanzas de Poesia), lançado nos Estados Unidos em novembro do ano passado.  A publicação traz, além desse gênero literário, algumas crônicas, resultado de 20 anos de sua vivência e viagens entre Europa e Estados Unidos.

Importância para a poesia- O Prêmio Focus Brasil Awards é o primeiro da carreira da escritora, que mora em Los Angeles pela segunda vez, ambas pelo período de quatro anos. Para ela, além da importância de ter uma premiação internacional pelo reconhecimento da atuação no exterior, o troféu é ainda mais significativo por se tratar de um trabalho de poesia.  “Sou uma pessoa que escreve poesias e é uma coisa que praticamente não tem leitores, infelizmente, então é muito legal que tenha havido um reconhecimento para um trabalho feito de poesia, inclusive reconhecimento popular”, comemora.

Carreira- Brasileira nascida em São Paulo, Luana Laubeski tem 43 anos e, há mais de 20, vive fora de seu País de origem, tendo morado na Espanha, Inglaterra, e atualmente em Los Angeles, nos EUA.  É mestra em direção teatral pela Mountview Academy of Theatre Arts/ East Anglia University. Fundadora da companhia de teatro educativo The Golden Hat Theatre. Foi a primeira atriz brasileira na TV Catalã/ Espanhola: série Infidels. Laubeski também é autora de “Depois da primeira mutação” (1997) e; “Quinze”(1994), lançados somente no Brasil, também pela editora Scortecci. Ambos tiveram a tiragem de mil exemplares todos vendidos.

A obra- “Poesias de andança-Andanças de poesia”, tem 192 páginas e pode ser apreciado tanto na forma física como eletrônica, estando disponível em todas as plataformas digitais. A saudade, os medos, as novas e velhas percepções, a coragem e um extenso processo de aculturação estão entre os temas que permeiam as reflexões da paulista, que atualmente mora em Los Angeles, mas já vive fora do Brasil desde a década de 90. “Eu nunca parei de escrever, faço isso porque preciso. Quando um seguidor postou algo em uma rede social mencionando alguns dos meus poemas isso me tocou. Comecei a olhar meus arquivos e achei mais de cem textos. Foi quando decidi selecionar alguns e criar o livro, selecionando cerca de sessenta e cinco”, revela Laubeski, que tem mestrado em direção teatral na Inglaterra. A escritora conta que o restante deve dar origem a outro livro em breve.

Os textos foram escritos pela autora nos três idiomas. Mas o projeto inicial era publicar apenas os que estão em português, para leitores brasileiros que vivem em Los Angeles e cidades vizinhas, mas a escritora achou que deveria falar também para quem conviveu com ela de alguma forma pelas cidades onde passou, incluindo a Espanha- que faz parte de suas origens-e onde passou a maior parte da vida adulta. “A maioria dos poemas foi escrita em português, mas também havia uma quantidade significativa em inglês e espanhol. Quis contemplar os Estados Unidos, onde toda minha família mora; meus sobrinhos; o Brasil, onde nasci e; a Espanha, que é o País do meu coração, junto como todos os meus amigos latino-americanos que falam espanhol”, conta Laubeski, que tem nacionalidade espanhola.

Tradução- Para a tradução e revisão, a escritora- que fala e escreve fluentemente os três idiomas- optou por montar uma equipe de tradutores e revisores, mas acompanhou todo o processo de perto. “Tradução para mim é uma coisa muito séria, então tinha que ser feita por profissionais, mesmo sob minha revisão. É um trabalho complexo, delicado, minucioso. Eu sempre gostei de ter profissionais acoplados ao meu trabalho para valorizar cada área”, justifica.

Produção- O processo de produção durou cerca de seis meses, iniciando em abril deste ano. Laubeski comenta as particularidades da transposição dos textos. “A tradução do português para o espanhol e vice-versa é muito mais bonita, simples, fluida. São duas línguas românticas, muito mais próximas. Já para o inglês é outra estrutura linguística, mas nesse caso optei por traduções ora literária, ora versão, muitas vezes tendo que abandonar as preocupações com métrica, rima e sonoridade”, adianta.

Público- Ao longo das poesias e crônicas o leitor passeia por temas que são motivo de inquietações da escritora e a sua forma de refletir sobre a vida. Por isso Luana Laubeski não direciona os textos a um público específico e, como todo artista, escreve para expressar a sua arte. “Acredito que a arte tem que ser simples na hora de expressar a complexidade da vida. Esse é o meu motor. Quando escrevo sempre penso que alguém vai se identificar com isso. E acredito quem saiu do ninho se identificará com o que esta no livro.”, ressalta.

Nas páginas, ela também relata um pouco do que é ser uma estrangeira morando fora do seu País. Há até reflexões confusas, como a vida, segundo a autora. Um retrato da realidade. “Nem sempre tudo é tão claro. Então, às vezes, eu escrevo assim, palavras jogadas. De uma forma geral, quando eu falo de amor eu falo para quem ama; quando eu falo de dor, falo para quem sente dor; quando falo de dúvida, falo para quem sente dúvida”, afirma.

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domingo, 11 de outubro de 2020

Saiu a lista dos selecionados para a antologia de contos "Histórias para ler e morrer de medo"


Sinopse: Existem histórias que foram contadas e passadas de pai para filho e que com o tempo tornaram-se fictícias, mas que originaram-se de histórias verdadeiras, como no caso da Loira do Banheiro e tantas outras que hoje não passam de lendas urbanas.

Em "Histórias para ler e morrer de medo", organizada pelo escritor, editor e ativista cultural Ademir Pascale, o leitor encontrará histórias que farão até os mais corajosos estremecerem.

LISTA DOS SELECIONADOS PARA A COLETÂNEA "HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO"

 1 - Evelyn Caroline de Mello - O espelho sem face
 2 - Cida Simka e Sérgio Simka - A figura no jardim
 3 - Nancy Scarlett-Hayalla - A Loira do Banheiro
 4 - Katia Simões Parente - A mulher da praia
 5 - Ney Alencar - O Chifre da Cabra
 6 - Roberto Schima - Quando os mortos se levantaram
 7 - William F. Eugênio - Ouija Contemporâneo
 8 - Mariana Bernicchi - A bengala
 9 - Rozz Messias - O gato amarelo
10 - Aline Lauxen - Casa dos Mortos
11 - Victor Galdino - Turno da Noite
12 - Evelyn Veiga - Os Cães de Valador
13 - Cristiane de Mesquita Alves - Quadros no corredor
14 - Míriam Santiago - Olhos da escuridão
15 - Wilde Green (Welington Pinheiro da Silva) - Feche a Porta, meu filho
16 - Dara Pinheiro (Dayanne de Lima Pinheiro) - Sempre comigo e Uma volta e três quartos

OBS.: entraremos em contato com os selecionados para acertarmos todos os detalhes. 


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sábado, 10 de outubro de 2020

Conheça a comunidade INfluxo e seja um criador de conteúdo


"A COMUNIDADE INfluxo tem como principal meta congregar os ativistas e amadores dos diversos movimentos digitais, educacionais, sociais, étnicos, culturais, artísticos, musicais, literários, jornalísticos, acadêmicos, científicos, religiosos, xamânicos, terapêuticos, espirituais e ambientais. Bem como a comunidade em geral, sem distinção de idade, gênero, cor, nacionalidade, profissão, credo religioso e político. Para juntos expandirmos oportunidades culturais, ambientais e comunitárias. Enriquecendo e fortalecendo a comunidade na troca de saberes e conhecimentos pela internet. Visando enraizar práticas educativas e sustentáveis, em que Influenciadores dos vários países lusófonos do mundo participem como agentes multiplicadores, para fornecer um cardápio diverso de contatos, saberes, vivencias, atividades e oportunidades."

Criadores de textos e escritores terão na INfluxo um espaço onde poderão abarcar seus textos criativos numa plataforma Orgânica, isso quer dizer totalmente pura de publicidades, para estarmos a um ambiente sadio, em que nossas criatividades tenham o verdadeiro e merecido destaque. É um espaço totalmente puro e gratuito, com as ferramentas mais avançadas na geração de leads, isso significa que em menos de 24 horas todos os links e textos postados já terão uma identidade nos maiores provedores de buscas mundiais como o Google, Yahoo e entre outros, funcionando em 99% dos servidores globais. Todas as tags de sua publicação se torna um código raiz na plataforma INfluxo, automaticamente se tornando um código tag viral nos provedores de buscas. Além de obterem uma página de perfil totalmente customizada. Também a medida que posta na comunidade INfluxo o texto ganha destaque na página inicial, também todos os textos passa por um curto período de verificação para garantirmos a qualidade da obra.

ACESSE E FAÇA O SEU CADASTRO GRATUITAMENTE. COMECE A POSTAR HOJE MESMO: CLIQUE AQUI.

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Parnamirim Field - Último Pouso, de Lenilson Antunes


PARNAMIRIM FIELD-ÚLTIMO POUSO conta a história de Natal, em forma de romance, sobre sua importância no contexto da II Guerra Mundial.  De Natal, partiam aviões militares a todo instante para combaterem os exércitos de Rommel na África. Ali,  os americanos construíram a maior base militar — Parnamirim Field  — fora de seu território dada a proximidade de Natal com o continente africano. A base era tão grandiosa que dois jornais em língua inglesa circulavam em seu interior. Foi de lá  que o Brasil conheceu a primeira Coca-Cola e até chiclete. Em face do grande movimento militar, uma enxurrada de espiões surgiu de forma tão acintosa, que fez o Escritório do Observador Naval de Natal, responsável pelo comando e controle de observação, enviar no período de 1943 e 1944, mais de 400 relatórios a Diretoria de Inteligência Naval em Washington, e obrigou o FBI fincar um escritório na cidade para acompanhar os passos dos supostos espiões. Também, foi em Natal que Roosevelt e Getúlio se encontraram para decidirem o destino do Brasil no conflito. Em capítulos curtos, o romance vai nos levando a personagens bem construídos, a encontros sensuais, eróticos, de bom humor. O autor transcreve fatos e acontecimentos, cujos ingredientes se apresentam reais e apropriados para uma trama policialesca, ou seja, um clima de guerra, cabaré requintado, hotel de luxo, cassinos, aviões que explodem, bombas, espiões, e milhares de militares circulando na cidade, em maior profusão até que Casablanca, o filme.  

PARA SABER MAIS OU ADQUIRIR, ACESSE:

https://www.amazon.com.br/PARNAMIRIM-FIELD-%C3%9ALTIMO-LENILSON-ANTUNES-ebook/dp/B07JDY1JN4

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Resultado do concurso literário O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE

 


"Os olhos são as janelas para a alma." - Edgar Allan Poe

O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE, obra (e-book) que reunirá contos e poemas de diversos autores, foi a coletânea que mais recebi textos até hoje, isso porque já organizei dezenas de antologias impressas e digitais. Foram mais de 200 trabalhos recebidos e haja fôlego para ler tanto... Li ótimos textos e como sempre, alguns melhores que outros. Seriam 10 trabalhos selecionados, mas resolvi publicar 16. Os vencedores estão listados logo abaixo, mas não poderia deixar de citar com menção honrosa outros trabalhos que quase chegaram lá. Selecionados, citados com menção honrosa e não selecionados, o importante é a participação e a experiência que um concurso literário proporciona. Leve isso para a sua vida e fique de olho em nosso site e redes sociais, pois logo estaremos com novos concursos literários.

Ademir Pascale - Escritor, editor e organizador


VENCEDORES DO CONCURSO LITERÁRIO "O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE"

Simone Fontarigo - Vende-se mansão

Igor Moraes da Silva - Corpo

Adnelson Campos - Demolição

Henrique Cananosque Neto - Devaneio?

Fernando Antonio Prado Gimenez - Durvalina

Maria de Fátima Moreira Sampaio - O espelho amargo

Marcus Hemerly - Memórias Sepulcrais 

Guilherme Esmanhotto - Never more! 

David Ehrlich - O Enterro

César Ribeiro - O voo das moscas

Rodrigo Ortiz Vinholo - Caça às bruxas

Bianca Carvalho - A visita  

Cleber Gimenes Freitas - O retrato oval (em versos)

Pablo Kaschner - Quando Poe Apareceu

Susana Geadas - Nas Sombras de Sintra

Anael Santalucia - Tempo, é o que tens de melhor


MENÇÃO HONROSA 

Tatiane Nascimento - Maria da rosa espedaçada

Edweine Loureiro - Após o Exorcismo

Frida Karbstein - Entranha de carne e espinho

Queli Carneiro Davanço - Amanda

Priscila Moreira - Vermelho e Dourado

Agnes Izumi Nagashima - A moça do livro

Eliane Rodrigues - A praia do inferno

Adilson Miguel Semedo Fernandes - Desenho Dum Fantasma Segundo Poe

Thiago Fernandes - Devoradora de corações

Rafael Brazil Alpiste - Os Manequins

Andressa Santos - A garota aleijada 

Natália Marques - Estrela da Manhã

Pedro Luis Vinas Machin e Rafaeli Cappellaro Kobren - A moça do retrato

José Neves - Confissões

Deni Maliska - O cadáver me disse

Maurício Matos Cunha - O Caburé

Wallacy Claudino Da Costa Franco - TURMIONIS

Jorge Claudio Ribeiro - Nacional Jornal


PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Tito Prates

Roberto Schima

Sérgio Simka E Cida Simka

Míriam Santiago

OBS.: nos próximos dias entraremos em contato com cada um dos selecionados e também com os participantes que receberam menção honrosa. Enviaremos via e-mail um certificado de participação.

VISITE: www.edgarallanpoe.com.br


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Livro "Gentes" Marca Lançamento de Editora SobreGentes

Dan Maior - Editor do SobreGentes

“Gentes” é o título do 4º livro do SobreGentes, que marca o lançamento oficial da sua editora. A obra será lançada em uma live no dia 13 de outubro (terça-feira), às 19h30, no Instagram @sobregentes. Participam desta edição 102 autores de 63 cidades das cinco regiões do Brasil, além de Portugal e França.


“A forma que encontramos para celebrar esse momento foi convidando leitores e amigos para contarem suas próprias histórias”, explica Dan Maior, editor do projeto. São relatos e histórias curtinhas, sobre gente de verdade e os mais diferentes temas, levantando questões, trazendo reflexões e memórias, das mais pessoais e particulares às mais coletivas. O resultado é um livro, acima de tudo, humano.

“A editora é um passo importante, mas continuamos sendo muito mais: somos um movimento para conectar pessoas através de histórias”, afirma Dan. Grande parte dos exemplares foram vendidos antes do lançamento do livro, na modalidade de pré-venda. 

Para adquirir as últimas unidades, os interessados devem entrar em contato através do dan@sobregentes.com.br. 

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Conheça o livro 21 passos no escuro, do autor Osmar S. Junior


Sinopse: Em um quarto escuro, banheiro público ou no fundo de uma lagoa às vezes podem-se encontrar terrores maiores que os conhecidos pela ciência e tidos como explicáveis. Cada história deste livro é um passo tanto na escuridão do inconcebível quanto pelos tangíveis horrores da natureza humana, capaz do divino e também do grotesco.

Sobre o autor: Nasceu em 11 de março de 1977 em São Paulo, capital. Começou a arriscar-se na escrita entre 16 e 17 anos, com poemas e dois livros escritos entre 1994 e 1999. Ingressou na faculdade de História em 2000, mesmo ano em iniciou a escrita de seu primeiro livro publicado, “21 Passos no Escuro”, construído ao longo de duas décadas. Nesse período começou a lecionar (profissão que exerce desde 2004) e também se formou em Pedagogia e Neurociências da Aprendizagem. Atualmente é professor da rede pública e tem mais projetos literários na gaveta.

Blog do autor: http://www.liranet1977.blogspot.com.br

Entrevista no Portal do Escritor:

https://www.portalescritor.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3713&friurl=_-Osmar-S-Junior-Osmar-da-Silva-Junior---Autor-de:-21-Passos-no-Escuro-_

Entrevista no site da Revista Conexão Literatura:

http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2020/10/osmar-s-junior-e-o-livro-21-passos-no.html


Links para adquirir o livro:

Submarino: https://www.submarino.com.br/produto/1959885953/21-passos-no-escuro?pfm_carac=livro%2021%20passos%20no%20escuro&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/6555290420/ref=sr_1_7?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=21+passos+no+escuro&qid=1597967848&s=books&sr=1-7

Americanas: https://www.americanas.com.br/produto/1959885953/21-passos-no-escuro?pfm_carac=livro%2021%20passos%20no%20escuro&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/livrariadomercado/osmar-s-junior-21-passos-no-escuro-2508248194

Livriaria Asabeça: https://www.asabeca.com.br/detalhes.php?sid=13082020121755&prod=9045&friurl=_-21-PASSOS-NO-ESCURO--Osmar-S-Junior-_&kb=988

Livraria do Mercado: https://livrariadomercado.com.br/21-passos-no-escuro-osmar-s-junior

BOOK TRAILER DO LIVRO 21 PASSOS NO ESCURO, DE OSMAR S. JUNIOR


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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A escritora MIRNA PINSKY concede entrevista EXCLUSIVA à revista Conexão Literatura, por Cida Simka e Sérgio Simka

Fale-nos sobre você.

Nasci em S. Paulo em 1943. Moro em S. Paulo. Sou formada em Jornalismo pela Cásper Líbero e tenho mestrado em Teoria Literária pela USP. Comecei na escrita, escrevendo poemas no início da adolescência. Já na faculdade, aos 19 anos, lancei, com três colegas, um livro de poemas. 

Meu primeiro livro infantil foi publicado em 1978, numa coleção da Ática. Seguiram-se, entre infantis e juvenis, 48 títulos, dois premiados com o Jabuti (1981 e 1995) e um premiado pela ABL (2013).

Fiz dois projetos voluntários voltados para escolas públicas (municipais e estaduais). Pelo Projeto Escreva Comigo visitei semanalmente, durante anos, a 4ª. série de recuperação de ciclo, para escrever histórias, munida de meu laptop, com alunos que, apesar de quatro anos em bancos escolares, não tinham conseguido se apropriar do processo de alfabetização. Pelo Ler com prazer – um projeto de alfabetização, treinei, em parceria com uma professora alfabetizadora, professoras estagiárias e aposentadas para dar reforço de alfabetização a alunos com essa mesma dificuldade. Esse projeto depois foi abraçado por Ongs: Unibes, Parceiros da Educação, PROF.

ENTREVISTA:

Você tem quase 50 livros publicados, entre infantis e juvenis. É mais difícil escrever para criança ou para adolescente?

Treinada que fui na poesia (continuo escrevendo poemas), acho que tenho um domínio maior (e mais criatividade) em textos curtos para crianças até 10, 11 anos. O universo dessa “clientela” se presta a uma combinação de fantasia e realidade, facilmente tratada com humor e poesia. Assim, histórias curtas brotam em mim constantemente. E me divertem...Textos para adolescentes me exigem pesquisa, roteiro e outros procedimentos e um esforço maior na criação dos personagens. São investimentos diferentes, mas ambos desafiadores.

Muitos aspiram a ser escritores. Que orientação poderia fornecer a quem deseja abraçar esse ofício?

Cada pessoa tem seu caminho, mas ser um leitor devotado da boa Literatura é condição sine qua non. Lendo, aprende-se a escrever, a se comunicar melhor, a ampliar o repertório de palavras. E se o objetivo for escrever para o público infantil e juvenil, vale a pena entender o universo do leitor, colocando o próprio “arsenal perceptivo” pra trabalhar. A convivência com crianças e jovens, deixando o radar aceso, é sem dúvida de muita valia. 

Fale-nos sobre o projeto "escreva comigo". O que a motivou a desenvolvê-lo?

Criei esse projeto meio que num impulso. Eu trabalhava numa editora – desde 1980 estive ligada profissionalmente a editoras, inclusive fundei uma, a Contexto – e um de meus livros foi escolhido para o PNLD de 2002. A licitação previa uma compra enorme, cujos direitos autorais me deram a oportunidade de parar de trabalhar fixo e inventar alguma coisa para incentivar a Leitura. As pesquisas na Educação indicavam o baixo interesse das crianças pelos livros, em comparação com outros países. Fui por aí. Hoje adaptei o projeto para meu site com o nome de Projeto Escreva Comigo pela internet.

O que a motivou a escrever para crianças, já que na adolescência você se voltara para poesia e pelo que sabemos também para crônicas?

Quando minha filha mais velha estava com uns dois, três anos, comecei a rabiscar historinhas para ela. Não tinha a menor pretensão de que virasse alguma coisa outra, só queria entretê-la. Intuitivamente achei que por aí conseguiria lhe passar meu fascínio pelas histórias que os livros e minha avó austríaca descortinaram. Histórias cheias de princesas, castelos e dragões em que eu mergulhava de corpo e alma. 

Eu estava morando fora de S. Paulo e sem emprego fixo quando li num artigo que o teatro infantil estava frágil e precisando de textos novos. Escrevi algumas peças, entrei num concurso do Governo do Estado que tinha a Tatiana Belinky na direção e ganhei o Prêmio Estímulo do ano. Me animei. Pensei, por que não me empenhar em escrever para esse público? 

De volta a S. Paulo fiz, como ouvinte, dois cursos de pós-graduação com uma professora da Fundação Carlos Chagas, Fúlvia Rosemberg. Fúlvia tinha passado anos em Paris aonde se embrenhara na análise do discurso. No Brasil, desenvolveu uma preciosa pesquisa sobre a literatura infantil brasileira dos anos 1955 a 1975 (que virou livro: Literatura e Ideologia, ed. Global, 1985). Entre outras coisas, o trabalho mostrou o sexismo e o racismo fortemente presentes nessa amostragem. Me dei conta, então, de que histórias para crianças traziam mais do que diminutivos... E me pus a ler Piaget, Bettleheim, Jacqueline Held, etc. 

Reformulei minha maneira de enxergar o compromisso de quem escreve para o público jovem. O que antes eu via como apenas uma forma de promover lazer e diversão, agora me aplicava em entender os valores que estaria passando. Isso, claro, sem abrir mão da intenção inicial de divertir e alcançar uma certa poesia na linguagem. 

Mantive essa perspectiva por décadas e a iniciativa, em 2002, de escrever histórias com alunos de escolas públicas ampliou minha visão. Com aquela experiência, percebi que não bastaria aproximar os alunos de escolas públicas (85% das crianças brasileiras do Fundamental) dos livros estimulando-os a escrever histórias. Era preciso entender por que razão parte expressiva não conseguia aprender a ler e entender o que estava eventualmente logrando decodificar.

Como se processaria a Leitura? Passei a transitar pela visão da pedagogia (Emília Ferreiro, Ana Teberosky, Telma Weisz) da psicolinguística (Frank Smith), depois me embrenhei pelos neurocientistas voltados para a mente (Steven Pinker, Antonio Damásio), e em seguida mergulhei em autores que estudaram a questão da Leitura a partir das imagens do cérebro – Stanislas Dehaene e Maryanne Wolf. 

Criei dois novos textos, e fiz uma autopublicação de um deles. Prossigo nessa direção, ainda em plena batalha. Algum dia chego lá.  

Site da escritora:

www.mirnapinsky.com.br

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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