terça-feira, 17 de novembro de 2020

Conheça "A mulher de silicone", do autor Daniel Adjafre


Sinopse: Num futuro próximo, companheiros e companheiras sintéticas se tornaram uma forma prática e usual de combater a solidão. Yuri vive há anos com uma dessas companheiras, por quem é obcecado. Após um acidente, Kimi é destruída. É quando Nina, após passar anos presa por assassinato, chega e lhe pede abrigo. Yuri agora irá conviver com uma mulher de verdade, o que lhe provocará sentimentos conflitantes e uma nova obsessão.

Para aber mais ou adquirir: clique aqui.

Sobre o autor:

Daniel Adjafre ingressou em 2000 na TV Globo como autor–roteirista. Criou e colaborou em diversos programas, dentre os quais destacam–se as séries Casos e Acasos, SOS Emergência, Cidade dos Homens, A Cara do Pai, as novelas A Vida da Gente e Sete Vidas, e foi autor–titular de Deus Salve o Rei. É mestre em Teatro pela UNIRIO. Lecionou na Universidade Estácio de Sá na graduação de cinema e na pós–graduação de roteiro. Como dramaturgo teve encenadas as peças: A barganha, Casamentos e Precipícios, Um instante antes da queda, Vida fácil porque não é a sua.

Este é o seu primeiro romance. 

Perfil no Instagram: @daniel_adjafre

Canal YouTube: https://youtube.com/channel/UCSV3UWEgkNbjUfcwBzOh1cg

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Participe da antologia (e-book) Histórias Para Ler e Morrer de Medo - Contos e Poemas de Terror - Volume II


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOLUME II

Sinopse: Diversos contos e poemas de terror e sobrenaturais irão compor essas páginas tenebrosas com textos criados por autores criativos. Histórias para o leitor ler e morrer de medo. 

Ouça o áudio da apresentação da antologia HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - VII



REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOLUME II":

1 - Escrever um conto ou poema do gênero terror. Aceitaremos até 2 contos ou poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 contos ou poemas serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO ou POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 18/10/20 até 19/11/20 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: ANTOLOGIA HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - VOLUME II

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 contos ou poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 22/11/20 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):

Sinopse do seu conto (se for poema não precisará de sinopse). Escreva no máximo 10 linhas:


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: ANTOLOGIA ANTOLOGIA HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - VOLUME II

O envio da ficha de inscrição + conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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Sucesso no digital, especialista reúne em livro dicas de como cultivar e cuidar de flores e plantas

Ana Paula Lino - Foto: Marcos V. F. Pinto

Com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, Ana Paula Lino decidiu aventurar-se na literatura para compartilhar seu conhecimento com quem gosta de zelas por seus jardins ou de manter vasos sempre floridos em casa. O livro fica pronto no final de novembro, mas a pré-venda já está sendo feita pela Editora Taxon Brasil, com pedidos pelo Instagram @taxonbr e entrega por delivery.

A especialista em flores e em plantas ornamentais Ana Paula Lino decidiu reunir em um livro as principais dicas de como plantar e cuidar das diferentes espécies, grande parte já disseminada nas lives que a autora realiza de domingo à quinta-feira, às 20h, no Instagram, e nos vídeos postados no canal do YouTube. Por suas postagens, ora explicando sobre as plantas, ora interagindo com outros especialistas, Ana Paula conquistou mais de 100 mil seguidores, transformando-se em uma influenciadora do setor.

O livro, que recebeu o sugestivo nome “Verdes & Floridas – aprenda de uma vez por todas a cuidar das suas plantas”, será lançado na última semana de novembro. A publicação é voltada para quem gosta de cuidar de jardins ou de manter vasos sempre floridos em casa.  Assim como em suas lives e nos cursos on-line que oferece, a maioria gratuito, Ana Paula explica, também de forma leve, didática e simples sobre o universo da jardinagem. Os QR Codes, disponíveis em alguns capítulos, permitem ao leitor o acesso a vídeos no YouTube para obter informações adicionais oferecidas pela autora.

Nesta fase de pré-venda, o livro está sendo comercializado por R$ 89,00 (até 3x no cartão de crédito) pela Editora Taxon Brasil, com pedidos feitos pelo Instagram @taxonbr e entrega por delivery. Para as compras em novembro, o livro é autografado. Em dezembro, o preço será de R$ 120,00. A publicação é patrocinada pela Cooperativa Veiling Holambra, Isidorus Flores, Bosta em Lata e Pomar Floricultura.

“Acredito que a melhor maneira de disseminar conhecimento é por meio de exemplos e de experiências de vida. Por isso, compartilho a minha vivência na produção da fazenda e na floricultura da minha família que existe há 50 anos como atacadista e varejista”, diz.

O momento é oportuno. Com as pessoas em home office, a procura por flores e plantas em vaso aumentou muito desde o início da pandemia, considerando os benefícios que elas trazem, tanto nos jardins como nas decorações de interiores. De acordo com o Ibraflor - Instituto Brasileiro de Floricultura, a previsão é que o segmento de plantas verdes cresça 10% este ano e, o de flores em vaso, aumente em 5% em volume de vendas.

Sobre a autora

Ana Paula Lino nasceu em Pará de Minas, a 75 km de Belo Horizonte. Ela aprendeu com o pai, José Lino, técnico agrícola, a entender e a amar as flores e as plantas ornamentais. Tornou-se especialista em paisagismo e em Reabilitação Ambiental - embora seja formada em Enfermagem com especialização em Administração. A fazenda onde moravam foi a sua melhor escola e onde vivenciou arrancar pela raiz as touceiras de capim, plantar a alameda de árvores no devido espaçamento e alinhamento e realizar o plantio com preparo e adubação corretos para cada espécie. “Sou uma mulher do campo, que aprendeu grande parte do que sabe na prática. E ainda tive o privilégio de acompanhar meu pai nas aulas de fruticultura na universidade onde lecionava”, conta.

A capa do livro, aliás, traz a foto da alameda da entrada da fazenda onde vivia, destacando a fileira de árvores que ela ajudou o pai a plantar, quando criança. “Escrevi esse livro para que seja usado como fonte de pesquisa, ajudando para que as pessoas tenham em casa plantas verdes, cheias de flores ou de frutas. Espero que minhas dicas auxiliem paisagistas, arquitetos que atuam no segmento paisagístico, decoradores e até a dona de casa a entenderem melhor as exigências de cada espécie”, diz.

As 246 páginas, ilustradas, são organizadas por temas, como “Jardinagem”, “Verdes”, “Floridas”, “Orquídeas” e “Mais sobre as plantas”, capítulo que a autora reservou para discorrer sobre bonsais, flores e plantas de corte, frutíferas, hidrocultura, kokedamas, jardins verticais, jardins de inverno, terrários e urban jungle, entre outros.

“Por onde meu pai passava, as pessoas pediam orientações sobre as plantas.  E foi assim, vendo meu pai ajudando as pessoas através de sua experiência, que descobri que a minha missão no mundo é continuar o legado dele, espalhando meu conhecimento o mais longe que eu puder.  Eu quero mostrar para as pessoas que me acompanham que a paz e a alegria podem ser conquistadas através das plantas, da natureza, e que trabalhar com elas pode até gerar renda”, sugere.

Ana Paula vem realizando uma série de encontros e palestras para o lançamento do livro, começando por Holambra, a Cidade das Flores, localizada no interior paulista e considerada o grande berço da floricultura nacional. A partir de 2021, ela espera que o mundo já esteja preparado para evitar a Covid-19 para poder iniciar uma turnê com sessões de autógrafos por todo o país.

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Grandes nomes da cultura e do cinema nacional lideram os debates na MAX 2020


Segunda-feira (16/11) começa a 5a edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo, que vai até quinta (19/11). Esta edição será totalmente virtual e gratuita e conta com a presença de 50 convidados nacionais e internacionais, entre eles, figuras de destaque como o escritor e ambientalista Ailton Krenak, o diretor e produtor Luis Carlos Barreto e o vice-presidente sênior e gerente geral da ViacomCBS Networks Brasil, Maurício Kotait. Todas as palestras são abertas ao público e os interessados podem se inscrever no site do evento: www.max2020.com.br

Ailton Krenak é muito conhecido em todo o país por seu forte ativismo ambientalista e sua relevante produção literária. Krenak é considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro e acaba de receber o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano. Nesta edição da MAX, ele participa do debate, dia 18 de novembro (quarta-feira) às 14h, sobre o tema “Novo Real – Retratos do Mundo Contemporâneo”. A conversa irá girar em torno dos impactos da pandemia como um ponto de virada e reflexão sobre o papel da humanidade nesse novo contexto mundial.

Outra participação de renome no evento é a do diretor, produtor e empresário Luis Carlos Barreto, um dos nomes mais fortes do cinema nacional. Barreto e sua família acabam de fundar a Amazônika S/A, primeira empresa industrial de produção de animação, voltada exclusivamente a projetos ligados a questões do Meio Ambiente e Políticas de Preservação. Esta é a terceira empresa da família, além da LC Barreto (1963) e Filmes do Equador (1993), que juntas já produziram e coproduziram mais de 100 longas-metragens e 20 séries da televisão. O foco da Amazônika S/A será a produção de filmes de ficção, animações e documentários e seu primeiro projeto é a animação em 3D “Amazônica, a Origem”, sobre a pré-história da floresta.

Sobre sua participação na MAX, Barreto cumprimenta os organizadores pela iniciativa. “Esta conferência, além de ser muito oportuna, é também uma necessidade mais que urgente para termos uma união dos pontos de vista e discutirmos as várias soluções que podemos apresentar para esta crise que se instalou no país. Mais uma das crises cíclicas de tentativas de aniquilar o cinema brasileiro. Não se trata de paranoia, mas sim de uma constatação baseada na realidade do que tem acontecido através dos anos. Então, o que temos que fazer neste momento é exatamente nos reunirmos para trocar ideias e encontrar soluções”.

O diretor é um dos convidados do painel “Propostas ao Setor Audiovisual”, com foco em uma análise do atual momento da indústria. “Do alto dos meus 92 anos de vida e quase 60 de atividades cinematográficas, acho que mesmo as soluções mais radicais devem ser consideradas, como uma forma de esquecer tudo e partir para novas ideias completamente inovadoras. Palavra tão em voga hoje em dia. Precisamos ter ideias novas sobre como prosseguir a marcha de desenvolvimento do cinema brasileiro”, ressalta. O painel será transmitido no dia 18 de novembro (quarta-feira), às 16h30.

Abertura oficial
A abertura da MAX 2020 irá contar com o showcase “ViacomCBS: Produção Brasileira”, na terça-feira (17/11), às 10h. Proprietária dos canais MTV, Comedy Central, Paramount e Nickelodeon, a ViacomCBS vem expandindo sua atuação no mercado brasileiro e a apresentação vai falar das oportunidades para a produção brasileira independente e sobre o que a empresa busca para atender a audiência do amanhã. O painelista é Maurício Kotait, vice-presidente sênior e gerente geral da ViacomCBS Netwoorks Americas Brasil.

Sobre a MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo
A 5ª edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo é realizada pelo Sebrae Minas, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com o objetivo de promover negócios e atividades de capacitação profissional para o incremento da cadeira produtiva do audiovisual.

Desde a sua primeira edição em 2016, a MAX se consolidou como espaço para reflexão e caminho para viabilizar a produção, coprodução e distribuição de projetos. No contexto definido pela Covid-19, o evento reafirma sua vocação e amplia seu alcance, oferecendo mais acesso e abrangência, por meio das possibilidades tecnológicas de interação, sem a necessidade de deslocamento dos participantes. A programação completa e gratuita está no site: www.max2020.com.br

Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX 2020
De 16 a 19 de novembro - totalmente virtual
www.max2020.com.br

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Júlio Emílio Braz e seu mais novo livro: Epaminondas Goiabeira e a Máquina da Felicidade, por Cida Simka e Sérgio Simka


O renomado escritor Júlio Emílio Braz está lançando seu mais novo livro. Nesta entrevista, ele fala um pouco sobre ele.

Quem é Júlio Emílio Braz

Júlio Emílio Braz nasceu em 16 de abril de 1959. Autor de livros infantis e juvenis há quase quarenta anos, começou sua carreira literária de maneira curiosa: desempregado, aceitou convite para escrever roteiros para as revistas de terror da antiga em Editora Vecchi em outubro de 1980. Seguiram-se publicações em outras editoras no Brasil e países como Estados Unidos, Bélgica, Portugal, entre outros e sua primeira premiação: o Ângelo Agostini da AQC como melhor roteirista de quadrinhos de 1986. Em 1983 começa a escrever Bolsilivros de bangue-bangue para a Editora Monterey, escrevendo cerca de quatrocentos títulos sob 39 pseudônimos também para editores como Nova Leitura e Cedibra. Em 1988, publicaria seu primeiro infantojuvenil, Saguairu, pela Atual Editora, e no ano seguinte ganharia o Prêmio Jabuti de Autor Revelação. Em 1990 escreveria sketches de humor para o humorístico Os Trapalhões na TV Globo e atualmente dedica-se exclusivamente à Literatura infantojuvenil, com quase duzentos livros publicados no Brasil e no exterior (em 1997, a tradução para o alemão para seu livro Crianças na Escuridão – Kinder im Dunkeln – lhe daria prêmios na Suíça – o Blaue Brillenschlangue – e na Áustria – o Austrian Children Blooks Award.

ENTREVISTA:

O que o motivou a escrevê-lo?


Na verdade, “Epaminondas Goiabeira e a Máquina da Felicidade” trabalha com as perdas que nos marcam e nos definem ao longo da vida. Ele começa quando o protagonista da história, então um homem crescido nos idos dos anos sessenta, recebe a notícia da morte do filho, um militante de esquerda durante a ditadura militar. Enquanto ele sofre por conta da notícia repentina e devastadora, volta a pensar nos tempos de infância e particularmente em sua primeira perda, a mais importante e fundamental, a perda da inocência. Coincidentemente a história se passa nos anos da Gripe Espanhola e ele mora no Rio, filho de uma importante figura da República. O pai, com medo de que o filho seja vítima da febre, envia o filho para viver com o irmão na Costa Verde do Rio de Janeiro. Os dois irmãos se detestam e no início o menino é acolhido com frieza pelo tio e se refugia na amizade de alguns empregados do tio e posteriormente na figura misteriosa de um vizinho, Epaminondas Goiabeira, que descobre mais tarde estar construindo uma ainda mais misteriosa Máquina da felicidade com a qual pretende recuperar a felicidade perdida. O envolvimento entre os dois se torna crescente é fácil imaginar a grande decepção do menino quando tudo não passava de um engodo de Epaminondas Goiabeira, um homem infeliz que após perder a família num naufrágio, para não enlouquecer ou exatamente por ter enlouquecido, se entregou à construção da tal Máquina sabendo de antemão que ela jamais funcionaria.
Não darei spoiler, viu?
A ideia do livro partiu das observações minhas sobre a necessidade do ser humano nos dias de hoje de ser ou se apresentar feliz que infesta hoje as redes sociais e como contraditoriamente nos apresentamos cada vez mais vazios e infelizes.

Como analisa o país pós-pandemia?

Quanto ao país pós-pandemia, ainda estou esperando por ele, mas antevejo um período conturbado neste mundo cada vez mais dividido entre a ignorância imobilizante de alguns e a ousadia cognitiva e a insaciável busca pelo conhecimento de outros. Torcendo para que não nos destruamos no processo.

Abraços,
Júlio Emílio Braz 

Link para o livro:

https://www.oficinaraquel.com.br/livro/epaminondas-goiabeira-e-a-maquina-da-felicidade/


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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Para quem não gosta de poesia, por Simone Fontarigo


“Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo”

Assim o grande poeta Carlos Drummond de Andrade definiu o que é poesia. E com essa definição derrubou por terra os argumentos de quem dizia não gostar de poesia por ser coisa de pessoas sentimentais e sonhadoras demais. Coisa de mulherzinha...

Ledo engano. Nem só de “que não seja imortal, posto que é chama / mas que seja infinito enquanto dure”, do enorme Vinícius de Morais, vive a poesia. 

Está aí Edgar Allan Poe, grande poeta do terror, com o seu “O Corvo”: 

“E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura / Com o solene decoro de seus ares rituais / "Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado, Ó velho corvo / emigrado lá das trevas infernais! / Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais" / Disse o corvo, "Nunca mais".”  

A poesia brasileira, por sua vez, tem diversos exemplos de poetas que usaram a poesia para fazer uma crítica social, sem perder a beleza da forma e a qualidade artística.

O que dizer de Ferreira Gullar e suas poesias que trazem temáticas políticas e sociais:

“O funcionário público não cabe no poema / com seu salário de fome / sua vida fechada em arquivos / Como não cabe no poema o operário / que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras”
Paulo Leminsk também usa a poesia para fazer críticas sociais:

“Na luta de classes / todas as armas são boas / pedras, noites, poemas”
Poderia citar muitos outros, como Castro Alves e sua “Canção do Africano”, “A Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade, ou “Epitáfio para o Século XX”, de Affonso Romano de Sant`anna. São poesias lindas, que estão longe se serem sentimentais e sonhadoras. 

Deixo então, aqui, um desafio para quem diz que não gosta de poesia: leia poesia. Se quiser, pode começar pelos poemas citados acima. Ou não. Opção é o que não falta. 

Se colocarmos a palavra “Poesia” na busca no Google, encontramos a mensagem “Aproximadamente 176.000.000 de resultados”. Com certeza, algum desses vai te agradar. Depois me conta. 


Simone Fontarigo é jornalista e escritora, com poesias e contos publicados em diversas antologias. Nascida e criada no Rio de Janeiro, é casada e tem um filho.

simone.fontarigo@gmail.com

 

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Daniel Adjafre e o livro A mulher de silicone


Daniel Adjafre
não sabe de onde veio a vontade de escrever. Não havia essa tradição em sua família, não escrevia quando era adolescente. Somente próximo dos 30 anos começou a se interessar pela escrita, mais especificamente por teatro e roteiro. Depois essa virou sua profissão – roteirista da TV Globo – e não parou mais. Acaba de publicar seu primeiro romance. O primeiro de muitos. Ou de poucos. Ou o único. Pouco importa. Escreveu. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Daniel Adjafre: Eu escrevo há mais de 20 anos, mas como roteirista e dramaturgo. Tenho 2 livros infantis publicados, e agora decidi que era o momento de escrever um romance. “A Mulher de Silicone” surgiu do desejo de fazer algo mais autoral, independente. No livro eu posso ter total controle sobre o que escrevo, que é algo bem diferente do mundo da TV, por exemplo.

Conexão Literatura: E sobre o seu trabalho como roteirista?

Daniel Adjafre: entrei na TV Globo através de um concurso nacional para autores de humor, em 2000. De lá para cá, colaborei, criei programas, até que em 2018 fiz minha primeira novela – Deus Salve o Rei – como autor titular. 

Conexão Literatura: Você é autor da obra “A mulher de silicone”. Poderia comentar? 

Daniel Adjafre: o livro é resultado de uma reflexão: as pessoas estão cada vez mais solitárias. E os animais, especialmente os cães, ocupam um lugar importante na vida dessas pessoas. Elas conversam com eles – é estranho e, ao mesmo tempo, natural. Daí eu imaginei que, num futuro próximo, companheiros e companheiras sintéticas tomariam o lugar desses animais, seriam uma evolução daquelas bonecas hiper-realistas japonesas. Mas o foco não é no sexo. Enfim, a história mostra o perigo de desaprendermos a conviver uns com os outros.  

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

Daniel Adjafre: não foi preciso pesquisar muito, já que se trata de um romance distópico, ou seja, o que prevalece é a imaginação. E quanto ao tempo, acho que foi em torno de um ano. É um romance relativamente curto. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho de “A mulher de silicone” especialmente para os nossos leitores?  

Daniel Adjafre: “Caminham até o ponto em que a água chega à cintura. Nina encaixa seu corpo no dele, envolve–o com as pernas. Agacham–se. Uma pequena onda faz com que descolem do chão. Flutuam. Não sentem os próprios pesos. Agarram–se com mais força, como se salvassem um ao outro. A correnteza os arrasta sem pressa, em uma direção qualquer. Seria uma bela maneira de morrer.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Daniel Adjafre: por enquanto o livro está disponível apenas como ebook, no site da Amazon. No Instagram eu comecei esse ano um projeto de minicontos. Já publiquei mais de 50, de todos os gêneros: humor, distopia, drama etc. É só procurar: @daniel_adjafre

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Daniel Adjafre: Sim, adorei a experiência de escrever um romance. Talvez ano que vem eu comece a escrever outro. E devo publicar os minicontos também.

Perguntas rápidas:

Um livro: O complexo de Portnoy

Um (a) autor (a): Jonathan Tropper 

Um ator ou atriz: Steve Carell

Um filme: Annie Hall 

Um dia especial: 5 de agosto de 2002, dia em que meu filho nasceu.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Daniel Adjafre: gostaria de incentivar as pessoas a conhecerem os livros digitais. É uma experiência ótima, são tão bons ou melhores do que os livros físicos. E muitos pensam que é preciso ter um Kindle para ler um ebook comprado na Amazon. Mas é possível ler em qualquer tablet, basta baixar o aplicativo Kindle. 

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domingo, 15 de novembro de 2020

Saiu a lista dos selecionados para a antologia HELSING - CAÇADORES DE MOSTROS. Confira


Sinopse: Este concurso literário foi inspirado e feito em homenagem ao personagem Abraham Van Helsing, do romance Drácula de Bram StokerHelsing era um professor de antropologia e filosofia, especialista em doenças obscuras, um caçador de monstros (especialmente de vampiros), que usava água benta, estacas, adagas abençoadas, etc. 
A obra reunirá diversos caçadores(as) de monstros. Os seres infernais que se cuidem...

LISTA DOS SELECIONADOS PARA A COLETÂNEA "HELSING - CAÇADORES DE MONSTROS"

 1 - Cleber Gimenes Freitas - O Caçador
 2 - Franciele Bach - Mantícora - Uma Herança Para os Helsing
 3 - Gisele Wommer - O Cheiro do Fogo
 4 - Sir Lemonpie (Henrique Carvalho Iwamoto) - Monstros em pele de homem
 5 - Ney Alencar - A Fúria Benevolente
 6 - Roberto Schima - O último monstro
 7 - Rozz Messias - O Caçador
 8 - Gabriella Rebeca Barros Rabelo - O senhor da morte

Com participação do organizador Ademir Pascale, com o conto "Antônio Spadoni - O Caçador de Demônios"

OBS.: entraremos em contato com os selecionados para acertarmos todos os detalhes. 
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sábado, 14 de novembro de 2020

Paula Macedo Weiss, autora do recém-lançado livro de autoficção "ENTRE NÓS", analisa o desenvolvimento político diante da eleição nos Estados Unidos

Paula Macedo Weiss - Foto: Dominik Mentzos

Brasileira radicada na Alemanha desde 1995, a jurista e coordenadora internacional de projetos culturais Paula Macedo Weiss, teve seu livro "ENTRE NÓS" lançado neste último mês de outubro pela editora Folhas de Relva, analisa pelo prisma de suas memórias o desenvolvimento político do Brasil e do mundo diante da eleição nos Estados Unidos de Joe Biden e Kamala Harris. "O livro é um depoimento da vida sob o regime militar, mas, também, um olhar sobre o Brasil, em sua evolução da ditadura à democracia", nas palavras de Alexandre Porto Vidal. A autora analisa o momento político atual no mundo a partir da recente eleição americana, entretecendo suas memórias à questões prementes da atualidade como autoritarismo, perda de liberdades e de humanidades.


São Paulo, Novembro de 2020: Há mais de duas décadas Paula Macedo Weiss faz pontes culturais entre Brasil e Alemanha. Quando o Brasil foi convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, por exemplo, foi a coordenadora local das atividades culturais brasileiras nos museus e entidades culturais alemães. Desde então, trabalha com o Instituto Inhotim, Sesc, Bienal de São Paulo, entre outros, promovendo a apresentação de artistas brasileiros por lá e de artistas alemães por aqui. Este ano ela é uma das patronas da Bienal de Berlim. É também presidente da Fundação do Museu de Artes Aplicadas de Frankfurt e está em diversos conselhos de instituições culturais em Frankfurt e em São Paulo.

Além de todo seu envolvimento com o mundo cultural, Paula acaba de lançar neste último mês de outubro, um livro de memórias, ENTRE NÓS (Folhas de Relva Edições), dos tempos em que viveu no Brasil sob a ditadura civil-militar. A obra conta sua história pessoal misturada à história do país. Nascida em plena ditadura, acompanhou de perto o caminho que levou à abertura política. Seu pai, Osvaldo Macedo, foi um político que lutou sempre pela democracia e pelos direitos do cidadão brasileiro; e a herança política recebida dos pais dá o tom ao livro.  

As questões abordadas na trama tornaram-se mais atuais do que nunca diante do governo de extrema direita que rege a política no Brasil; uma história que Weiss conhece bem e que com o livro tem o desejo de alertar especialmente as novas gerações que desconhecem a ditadura vivida pelo país e sempre viveram sob o auspício da liberdade ou melhor, das liberdades. O momento atual no mundo é de vigília e de luta. 

Como jurista e articuladora cultural, Paula Macedo Weiss se coloca como uma voz para entrevistas e discussões sobre a situação politica global e as novas perspectivas abertas com a vitória de Joe Biden para presidente dos Estados Unidos. Enfatiza a importância dessa conquista para a recuperação dos elementos básicos de convivência social, para a diplomacia e para a democracia global. Esses bons ventos nos permitem ter esperança no resgate de valores elementais e civilizatórios que fundamentam um Estado democrático de Direito, discurso do qual Weiss assume uma postura de porta voz e comentarista.

Sobre a eleição, Paula reflete que: “a eleição do Biden é um sinal de bom senso nessa luta diária contra o crescimento da intolerância, das Fake News, da desinformação, dos medos, que estão hoje em dia intrinsicamente ligados à raiva, gerando a hiperpolarização da sociedade e conflitos quase instransponíveis.  Essa eleição vitoriosa da democracia nos dá uma pausa. Podemos respirar um pouco mais aliviados frente a possibilidade real de retomada de uma narrativa e práticas mais humanistas, baseada na diversidade, na pluralidade, na inclusão social e no diálogo. Não só lá como aqui. Tenho certeza que esses valores também repercutirão na nossa sociedade. 

Ainda sobre a importância da vice-presidente Kamala Harris, ela afirma que “a eleição de uma vice presidente negra e filha de imigrantes é uma conquista para todos nós, mulheres, e principalmente para uma parcela enorme da sociedade americana que nunca se sentiu representada.

Conforme diz o texto de orelha de ENTRE NÓS, da escritora Veronica Stigger, “Paula cresceu em meio a batalhas e, desde pequena, aprendeu a lidar com as adversidades. ‘Não nasci para me entediar e assistir à vida de camarote’, afirma ela. O início da vida, disse à sua mãe o médico que lhe trouxe ao mundo, é decidido pelo momento que nasce. É sobre lutas e crescimento que fala o livro. A chegada à vida adulta coincide com a volta à democracia. Aí, então, a narrativa se encerra, em suspenso – e em suspense sobre os rumos do país depois da última eleição para presidente, quando a democracia se vê novamente em risco.

Sobre a autora:  

Paula Macedo Weiss formou-se em direito no Brasil, em seguida fez mestrado e doutorado na mesma área na Universidade Eberhard Karls, em Tübingen. Mora na Alemanha desde 1995. Durante anos trabalhou no escritório de advocacia Gleiss Lutz em Frankfurt am Main e hoje dedica-se principalmente à promoção de projetos culturais entre o Brasil e a Alemanha. Ela é casada, tem quatro filhos e vive com a família em Frankfurt am Main. 

ENTRE NÓS – Paula Macedo Weiss 

Edição: 1 

Ano: 2020 

Assunto: Literatura brasileira  

Idioma: Português 

País de Produção: Brasil 

ISBN: 978-658067206-6 

Peso: 0,246 kg 

Nº de Páginas: 210 

Capa e projeto gráfico: Gabriel Lima 

Ilustração da capa: Camila Macedo 

Editora: Folhas de Relva Edições    

SERVIÇO: 

ENTRE NÓS – Paula Macedo Weiss | Lançamento: Outubro de 2020 

Editora: Folhas de Relva Edições  

Preço Sugerido: R$ 42,00 

www.editorafolhasderelva.com.br 

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Participe da antologia (ebook) Contos e Poemas Natalinos. Leia o Edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): CONTOS E POEMAS NATALINOS

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "CONTOS E POEMAS NATALINOS":

1 - Escrever um conto ou poema usando como tema o Natal (aceitaremos até 2 contos ou poemas por autor). Caso sejam aprovados, os 2 contos ou poemas serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO ou POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores de idade irão precisar de autorização dos pais ou responsável, caso o conto ou poema seja aprovado.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 14/11/20 até 14/12/20.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: CONTOS E POEMAS NATALINOS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 contos ou poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 15/12/20.

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):

Sinopse do seu conto (se for poema não precisará de sinopse). Escreva no máximo 10 linhas:


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: CONTOS E POEMAS NATALINOS

O envio da ficha de inscrição + conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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Sobre o conto "Era Uma Vez..."


O rei estava morto. Em seu lugar, seu filho Bagmar assumiria, levando o reino de Frontierish a um tempo de fortuna e glória. Mas o irmão de Bagmar, Inrich, pensava de modo diferente.
Inrich crescera ao lado de seu irmão sem se preocupar com sua educação para se tornar um líder. O povo precisava de alguém assim, e via em Bagmar a solução para um problema cada vez mais incontrolável, que o rei, enquanto vivo, não conseguia resolver. Um dragão ameaçava o reino, queimando plantações, casas e atacando o exército, quando este se encontrava a céu aberto, longe das muralhas do imponente castelo do rei.
Até que, um dia, ficou mais audacioso e desceu dos céus para as torres do castelo, célere e ameaçador. A princípio, era um ponto ínfimo no espaço, mas logo mostrou toda sua envergadura. Lançou uma torrente de fogo sobre o telhado da torre mais alta da enorme construção, que explodiu em labaredas cor de sangue. Metade da torre foi derrubada e, com ela, o corpo em chamas do rei e de dezenas de nobres e serviçais, adormecidos na noite que era perturbada pelo clarão do ataque.
Bagmar estava no pátio principal do vasto sistema de casas, celeiros, espaços para treinamento de combate das tropas, cozinhas e torres cercadas por uma muralha de quinze metros de espessura e cinquenta metros de altura. Ouviu quando o esvoaçar das asas do dragão chegou até seus ouvidos e dirigiu-se à muralha. Enquanto subia por uma escada interna, rente ao muro, viu a metade da torre real se desfazer em uma explosão colossal. A seguir, presenciou quando a gente do castelo, nos pátios, era esmagada e queimada com a queda das toneladas de rocha e concreto sobre eles.
O filho do rei sabia o que aquilo significava. Inrich lutaria para se manter no poder, e isso Bagmar devia impedir. Sabia ser a pessoa certa para acabar com a ameaça do monstro, que planava em círculos sobre o complexo real. Assim que atingiu a plataforma na qual soldados armavam uma catapulta múltipla com rochas enormes, Bagmar ordenou a todos que se preparassem, pois o dragão poderia lançar uma chuva de fogo sobre o resto do castelo, a qualquer momento.
O filho do rei esperou. A criatura lançou outro jorro de hálito incandescente sobre o resto da torre do rei, que se desintegrou. Mas os outros moradores do castelo estavam abrigados nos pátios e não sofreram nada com a queda da estrutura. Foi quando o filho mais velho do monarca falecido sacou sua espada e cortou o cordame esticado que mantinha um dos arcos de lançamento da catapulta múltipla engatilhado. A rocha que o armava foi lançada a dezenas de metros, não atingindo o dragão por dois ou três metros.
“Se o monstro tiver visto o disparo... estaremos em maus lençóis...”, pensou Bagmar. Mas, aparentemente, a coisa diabólica estava mais interessada nas torres do castelo. Pousou sobre um telhado, agarrando-se com as garras compridas e aguçadas nos flancos da construção, e um urro agudo ecoou, lançado de sua garganta.
A catapulta múltipla podia girar em círculos. Estava montada sobre a muralha e seu alcance era de duzentos a trezentos metros, em todas as direções. Bagmar viu que o pouso do dragão constituía uma oportunidade única para que o abatesse. Ordenou que fizessem um giro de 45 graus para o Leste, tratando de ajudar os homens que cuidavam da maquinaria, forçando as pesadas manivelas da catapulta.
O dragão expeliu uma nuvem causticante escarlate de sua garganta em direção à torre mais próxima. Dessa vez, certificou-se de espalhar o fogo por toda a construção afilada. Bagmar sentiu quando a segunda lançadeira estava na posição correta e pediu ajuda aos deuses. Abaixou a lâmina que segurava contra as cordas do mecanismo e uma rocha de trinta toneladas foi lançada. Acertou uma asa do dragão, que urrou e alçou voo.
Porém, sem uma asa, ele não podia voar, apenas planar. Fez um voo rasante sobre os pátios e se chocou com a muralha, caindo no pátio principal. Com esforço, urrando sempre, pôs-se de pé, cuspindo fogo e mantendo a população à distância. Realmente, a asa esquerda pendia, parcialmente solta. A criatura olhava para todos os lados e percebia que não havia saída. Os soldados lançavam flechas de arbaletas e arcos, além de usarem outras catapultas, armadas nas muralhas e trazidas de outros pátios.
Enfraquecida pelo choque com a rocha de trinta toneladas, alvo de inúmeras flechas e sendo atingida por pedras menores, o dragão resolveu contra-atacar. Saltando de cinco em cinco metros, com o auxílio da asa ainda boa, varreu o espaço em que se encontrava com fogo. Soldados correram, atingidos pelas labaredas e gritando. Muitos morreram antes que fossem socorridos.
Bagmar mirou sua catapulta, com a ajuda de seus comandados, para a cabeça do dragão. Era a terceira lançadeira que punha em funcionamento. Havia uma quarta, mas o filho do rei queria manter esta como reserva, para o caso de precisarem dela em uma emergência. Giraram as manivelas, até que a catapulta ficou em posição. O fogo já atingia as moradias dos servos e nobres e ameaçava destruir as outras torres. O dragão, desesperado, girava em torno de si e espalhava destruição a uma velocidade espantosa. Logo, o castelo ruiria.
Bagmar esperou, até que a cabeça do monstro ficasse na mira. Cortou os cordames. A rocha de dez toneladas foi lançada e atingiu a cabeça do dragão, que se ocupava de espalhar morte e destruição, cinquenta metros abaixo.

--//--

Trombetas e gritos enchiam a noite. Bagmar, escolhido pelo Conselho Real para se tornar rei, acenava para a multidão da sacada de uma das torres, ainda de pé. Havia sido um dia de trabalho exaustivo, com o povo e o exército apagando o fogo que ameaçava tudo no perímetro do castelo. Enterraram o dragão na planície exterior, pois a magia poderia fazê-lo acordar novamente. Isso era o que todos temiam. Menos Bagmar. Ele não acreditava que um cadáver pudesse se levantar uma vez mais, mas essa era a crença arraigada entre o povo de Frontierish.
Nos salões das três torres intactas, houve comemoração. Em um deles, o novo rei esperava a chegada dos moradores do castelo. Os soldados também haviam sido convidados e, esperando contra as paredes o início da festa, cercavam a mesa enorme, onde seria trazida comida e vinho. Bagmar sentiu falta de uma pessoa, porém. Seu irmão Inrich. Ordenou que o procurassem, estava preocupado com sua ausência, ele poderia ter sido vítima do dragão.
No décimo andar da torre, onde seria celebrada a festa, Inrich aguardava. Estivera escondido, pois o que planejava fazer não teria volta, nem perdão. No quarto onde se ocultara, armara uma arbaleta com uma flecha de ferro e esperou que as tropas do rei passassem pelos corredores, em frente á porta do aposento, trancada.
Ele desceu, rápido e sem fazer barulho, até a sacada de um átrio, acima do salão de festas. Ajoelhou-se e apoiou o braço esquerdo na mureta, enquanto o direito pousava sobre o outro, firme. Mirou a cabeça de Bagmar. Seu rosto não demonstrava raiva, apenas sabia que era aquilo que precisava ser feito, para que se tornasse rei, no lugar do irmão.
Mas sentiu a espada do capitão de armas trespassar seu pescoço, antes que pudesse puxar o gatilho da arbaleta. A dor crescente foi acompanhada por sua visão, que ficou turva, e enegreceu. Ele tombou.
Quando deram a notícia ao rei, este custou a acreditar. Sabia que não conhecera seu irmão como deveria. Sabia que o irmão era um enigma, mas nunca pensara que ele desejasse sua morte.
Enterraram Inrich no sopé de um monte, a centenas de metros do castelo. E, deixando as festividades para quando reconstruíssem o complexo, se prepararam para refazer o que o fogo havia consumido, no dia seguinte.
Vênus brilhava tanto quanto a Lua minguante. A seu lado, fornecia luz adicional à noite brumosa. As estrelas compareceram em peso no firmamento e a iluminação acesa durante a noite, nos corredores do castelo e nos pátios, faziam da ocasião uma noite a comemorar. E a ser pranteada, também.

 

*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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SEXTA-FEIRA 13: "NOITES SOMBRIAS", de Ademir Pascale, comemora mais de 10 mil downloads


APRESENTAÇÃO 

Num mundo difícil e cruel, Ademir Pascale apresenta personagens incompreendidos pela sociedade e protagonistas que lutam pela liberdade, mas que muitas vezes acabam indo parar no pior lugar possível: o inferno.
"Noites Sombrias" mescla várias histórias do autor que vão do terror até a fantasia e ficção científica. Um grito no meio da escuridão que irá fazer até os mais fortes estremecerem.
Leia, aventure-se e reze pela sua alma.

— Vou morrer, disse-me ele, tenho de morrer desta deplorável loucura. Aqui, e só aqui, está o meu fim. Tenho medo dos acontecimentos futuros, não por eles mesmos, mas por seus efeitos. Estremeço com a ideia de qualquer incidente, mesmo do mais trivial, que possa influir nesta intolerável agitação de espírito. Na verdade, não tenho aversão ao perigo, exceto no seu efeito absoluto — no terror.
Edgar Allan Poe, A Queda da Casa de Usher

FICHA TÉCNICA

Título: Noites Sombrias - Contos de Terror
Autor: Ademir Pascale
Quantidade de contos: 17 contos
Nº de páginas: 65
Tipo: E-book (Livro digital)
Lançado em maio de 2020

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SOBRE O AUTOR

Ademir Pascale é paulista, escritor e ativista cultural. Criador e editor da Revista Conexão Literatura (www.revistaconexaoliteratura.com.br). Membro Efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba/PR). Chanceler da Academia Brasileira de Escritores (Abresc), título entregue por seu trabalho na disseminação da literatura e cultura. Participou em vários livros, tendo contos publicados no Brasil, França, Portugal e México. Autor do livro “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe” (Editora Selo Jovem), organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e dos e-books "O Legado de Edgar Allan Poe" e "Histórias Para Ler e Morrer de Medo".
Entre em contato: ademirpascale@gmail.com

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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A Editora Raiz lança coletânea de contos, poemas e roteiros inspirada no isolamento das crianças provocado pela pandemia


O livro infantil 'Conto em Casa' reúne autores brasileiros e portugueses em prol de ação social no Rio de Janeiro


A Editora Raiz, sensibilizada pelo enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19), mobilizou um grupo de 15 autores no Brasil e em Portugal na criação de um projeto literário para o público infantil. O objetivo é ajudar a lidar com as emoções relacionadas ao confinamento das crianças – ou miúdos, além-mar – que vivenciam a época da pandemia. O lucro proveniente da comercialização do livro impresso será doado para a ONG Gamboa Ação, com sede na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

A obra 'Conto em Casa' aborda com delicadeza os novos e, muitas vezes, angustiantes sentimentos vivenciados pelos pequenos isolados em casa: o super-herói agora também precisa de um troço que tapa sorrisos? E cachorro precisa de máscara? Dar as mãos pode? E beijo? Boneca precisa de álcool gel? Machucado no joelho e vela de aniversário podemos assoprar? Ai, que saudade do meu avô!

Amor, proteção, coragem, liberdade, espaço, simplicidade e humor. Tempo, melancolia, medo, solidão, vazio, tristeza e morte. As ilustrações, assinadas por Chica Batella, trazem à tona o universo infantil encerrado em espaços confinados, dentro e fora da alma. “Eu gostaria de saber, por meio do olhar desses autores que, de uma forma ou de outra convivem com crianças, como elas estavam enfrentando esse cenário tão duro”, diz Rosane Nunes, idealizadora do projeto, ao explicar a motivação para a edição da coletânea. “Queria escutar e compartilhar essas histórias”.

Ao longo de novembro de 2020, a Editora Raiz irá promover série de lives com os autores no instagram: @editora_raiz. Amanhã já tem uma segunda live:
Live2.jpg

Escritores do projeto:
Andréa Apa
Andréa Gaspar
calí boreaz
Edhen
Gustavo da Rocha Lima
Jonatan Magella
Juliana Borel
Juva Batella
Lucas Brito Cortez
Marcela Sperandio  
Margarida Azevedo
Mauricio Vieira
Mikha
Pepita Sampaio
Tatiana Kauss

SERVIÇO
Lançamento: 27 de novembro de 2020
Pré-venda: Livraria da Travessa  bit.ly/3eBULm9   
Preço: R$30,00
 
Sobre a Editora Raiz

A Editora Raiz chegou ao mercado em junho de 2017 com o propósito de oferecer soluções editoriais para autores independentes. Presta serviços de edição, parecer de manuscritos, consultoria, criação de projetos e publicação. Tem como foco principal o enriquecimento do texto para incentivar a disseminação do conhecimento e da leitura. Seu diferencial está alinhado à satisfação daqueles para quem trabalha: autores e leitores. www.editoraraiz.com.br

Sobre a Gamboa Ação
Gamboa Ação é uma instituição sem fins lucrativos que incentiva o desenvolvimento humano integrado de crianças e adolescentes em estado de vulnerabilidade familiar e social. Localizada na Zona Portuária do Rio de Janeiro, a Gamboa Ação também tem enfrentado o período da pandemia, contribuindo para a mitigação do estado de carência dessas populações por meio de doações de cestas básicas: www.gamboaacao.org.br
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