sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Marcelo Fernandes e o livro Fator Leonardo (Editora Ideário)


Em minha casa, na infância, sempre tivemos uma educação muito próxima às artes clássicas, principalmente à pintura. Minha mãe era uma Pintora, e cresci vendo suas telas sendo criadas em nossa casa. Acredito que meu gosto por invenções e por viver no mundo do imaginário (mundo da Lua) também vêm dessa época pelo meu gosto por mágicas, pegadinhas compradas em lojas especializadas, laboratórios de química infantil, e o gosto vivo por literatura infantil clássica. Sem saber, levei isso tudo para a vida adulta, ainda que as frustrações de uma formação em Engenharia e anos trabalhando na área de consultoria empresarial insistisse em me mostrar que estava indo em direção contrária ao que era. Hoje sou consultor na área de criatividade e imaginação e ajudo grandes organizações a viverem a força do imaginário como trampolim para criação de ideias inovadoras e criativas de negócio.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Marcelo Fernandes: Quando tinha 11 anos nossa Professora de Português nos deu a tarefa de escrever um livro de histórias. A minha foi sobre dois meninos que se perdiam de seus pais numa viagem ao Pantanal Matogrossense, tais como os livros que lia da série vagalume da Editora Ática. Ensinava como sobreviver caçando e pescando ao longo de 10 dias. Era uma descrição de tudo que sabia na minha vivência de caçadas, pescarias e acampamentos feitos com meus pais no Rio Paranapanema. Eu explicava para meus leitores, como cozinhar uma piranha, apanhar codornas e perdizes em arapucas feitas com galhos de árvores, os cuidados noturnos que tínhamos que ter com visitantes inusitados, tais como capivaras, cobras corais, onças e pequenos jacarés. Ao todo o livro ficou com 100 páginas e o colégio inteiro se surpreendeu que um pré-adolescente pudesse saber tanto sobre a vida selvagem.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Fator Leonardo” (Editora Ideário). Poderia comentar? 

Marcelo Fernandes: Fiz uma longa formação em Psicodrama e Teatro Espontâneo, onde busquei compreender quais eram as dimensões do teatro que poderiam potencializar a ação criativa em grandes grupos. Acessar a criatividade genuína das pessoas no ambiente empresarial parecia tarefa impossível, bastante desgastante e na maioria das vezes pouco frutificante. Na medida em que eu avançava em experimentos que envolvia o desenvolvimento da espontaneidade das pessoas passei a notar algo bastante incomum: toda vez que trabalhávamos com enredos, cenários e atividades mais próximos à fantasia as ideias resultantes tendiam a surgir fora de um limiar comum de pensamento. Eram mais vívidas, desconcertantes, ao mesmo tempo que despretensiosas. Eram também muito mais originais se comparadas àquelas provenientes da análise pormenorizada das situações típicas dos clientes. Eram ideias que se caracterizavam muitas vezes pelo ineditismo. Pareciam mesmo acessar um "eu" mais livre de amarras e restrições, livres de condicionamentos, levando as pessoas a se situar fora do lugar comum. Via que esse resultado se repetia com bastante frequência e a fantasia parecia de alguma forma indicar que a imaginação trabalhava impulsionando mais espontaneamente a criatividade, Com o tempo, passei a perceber mesmo que a imaginação influenciava também a dinâmica das relações entre as pessoas no momento da criação, tornando-as predispostas a se lançarem para além dos limiares, fazendo a inventividade surgir como que num passe de mágica. Elas passavam a habitar agora um mundo de permissões e de abertura ao encantamento, como se tivessem acabado de passar sorridentes pelos portões de Nárnia de seu próprio imaginário. Tudo isso, levou a que eu e o Professor Marcus Garcia (Editor da obra) cunhássemos o termo Fator Leonardo, o "algo" que parecia explicar como a imaginação e a criatividade se integravam, isso porque remetia a Leonardo da Vinci que talvez seja o gênio que melhor vivenciou essa nossa capacidade de transitar entre o mundo da imaginação e o mundo da invenção.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

Marcelo Fernandes: Ela parte da sugestão de professores do Psicodrama quando da defesa da minha monografia que aproximou a psicologia de Jacob Levy Moreno das grandes teses de filosofia de Bernard Lonergan. Mas foi necessário entrar em muitas áreas do conhecimento humano  que se apresentavam distanciadas umas das outras. Pesquisei a teoria da Cognição e Inteligência do já citado Bernard Lonergan, a Inteligência Senciente de Xavier Zubiri, o Anarquismo Epistemológico de Paul K. Feyerabend, a Filosofia da Criação Artística de Gaston Bachelard, Teorias sobre o Imaginário de Gilbert Durand, Descrição do Método Criativo de Leonardo da Vinci por  Paul Valéry, a Inteligência Complexa de Edgar Morin, Teoria sobre a criatividade de David Bohm, isso tudo no campo da inteligência, imaginário e criatividade. No campo das artes, poderia citar a História da Arte Italiana de Giulio Carlo Argan, História da Arte de Ernst Gombrich, História da Literatura Universal de Otto Maria Carpeaux e sua prestigiada História da Música Ocidental, a crítica da Literatura Moderna de Edmund Wilson e Vladimir Nabokov, Teorias sobre o Teatro de Harold Bloom e Bárbara Heliodora. No campo da psicologia a Psicologia Analítica de Jung, o Psicodrama de Jacob. L. Moreno e Zerka Moreno, a Logoterapia de Viktor Frankl, a Psicologia do Imaginário de Robert Desoille, a Psicanálise de Freud e a leitura Psicanalítica dos Contos de Fadas de Bruno Bettelheim. Na filosofia, a análise dos conceitos de Sinceridade e Autenticidade de Lionel Trilling, a Teoria dos Quatro Discursos de Aristóteles de Olavo de Carvalho Além das referências teóricas, foram necessárias a leitura de extensas biografias e autobiografias de gênios apresentados no livro como Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Andrea del Verrocchio, Franz Schubert, Nikola Tesla, Ludwig van Beethoven, Tippi Degré, James Joyce, Ernest Hemingway, Ezra Pound e William Shakespeare. Ao todo foram gastos 5 anos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho de “Fator Leonardo” especialmente para os nossos leitores?  

Marcelo Fernandes: "Acredito que a experiência de transcendência, foi o que mais contribuiu para a formação do espírito de Leonardo (da Vinci), mais que qualquer outro aspecto que possa ter influenciado seu aprendizado. Vemos nos estudos de criatividade uma tendência sempre focada no materialismo das condições e acabamos por explicar o desenvolvimento da criatividade naquilo que sabemos relacionar diretamente à dimensão do visível, enfatizando sempre o ver.

Não nos ocorre que justamente o saber imaginar, ou melhor dizendo, as condições que nos levam ao livre imaginar, é, pois, uma libertação de nossa percepção enredada naquilo que já temos conhecido, pois o livre imaginar também abre espaço para o livre criar."

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Marcelo Fernandes: Ter paciência e perseverança para descobrir sua voz interior que emergirá aos poucos dentro de uma tensão natural entre as influências trazidas pela leitura de outros autores e um caminhar "próprio" que só o escritor pode dar. Como saber que isso está acontecendo? Quando o resultado da leitura de uma página ou capítulo revelar indiscutivelmente a sua própria forma de pensar e refletir o mundo. A sensação é a de estar "ouvindo" de fora de si mesmo seus pensamentos e palavras mais verdadeiras. A justa expressão de seu espírito que é único diante do deslumbramento e vicissitudes que a vida nos traz.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Marcelo Fernandes: Está à venda nos principais e-commerces na internet (http://bit.ly/2WewoCJ) e o livro pode ser adquirido na versão impressa ou digital para Kindle.

O Professor Marcus Garcia e eu estaremos realizando "lives" com conteúdos relacionados ao Fator Leonardo, onde traremos novos insights e reflexões sobre o tema da criatividade, imaginação, inventividade, encantamento e métodos para a descoberta.

Acompanhem pela #FatorLeonardo

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Marcelo Fernandes: Estou iniciando a continuação do Fator Leonardo numa nova obra que irá aprofundar uma das principais teorias do livro chamada Membrana do Imaginário. Quero aprofundar a teoria e explicar como se dá o continuado trânsito entre nossa vida imaginária e nossa realidade, trazendo luz sobre como nossa cognição faz emergir a criatividade e a inventividade em todos os campos do saber humano.

Perguntas rápidas:

Um livro: Inteligência e Realidade de Xavier Zubiri.

Um (a) autor (a):  Marcel Proust do ciclo de romances Em Busca do Tempo Perdido.

Um ator ou atriz: James Stewart e Bette Davis.

Um filme: A Felicidade Não Se Compra do Diretor Frank Capra.

Um dia especial: Ter conhecido o pintor e escultor brasileiro Francisco Brennand ao acaso e passado horas com ele conversando sobre sua vida e visão de mundo.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Marcelo Fernandes: Gostaria de trazer a própria definição de "Ser" trazida pelo livro para que os leitores da revista Conexão Literatura possam refletir sobre a importância de seguirem suas próprias inclinações e desejos: 

"O verdadeiro ser é a espontaneidade do viver. É o que está na origem de tudo, pois vive a verdade em sua evidente naturalidade".


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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Já está disponível o e-book Poemas e Contos Extraordinários. Baixe o seu

 

Sinopse: Histórias extraordinárias permeiam narrativas orais e significam o próprio surgimento da Literatura escrita. Castelos medievais, acontecimentos míticos e místicos, o surgimento do gótico, as lendas, o folclore, viagens no tempo e a eterna dualidade bem e mal, tudo repleto de fantástico, extraordinário e sobrenatural. Seres e personagens criados em um mundo à parte, onde tudo pode acontecer. 

FICHA TÉCNICA
Organização: Rozz Messias
Capa, arte e diagramação: Ademir Pascale
Nº de página: 87
Tipo: E-book
Ano: 2021

POEMAS
  1 - Gabi Messias - Crônicas de Nárnia
  2 - Guilherme Torres - Caçador 
  3 - Malu Paixão - Arabela e o andarilho - Autora convidada
  4 - Manzi, J.G. - Matinta Perera 
                              Mãe D’ouro
  5 - Katia Andrade - Os sons da noite!
  6 - Laís de Aguiar - Cinderela
  7 - Maria  Ferreira Dutra - Paralelos
  8 - Marthinha Böker - Monotonia do Nada
  9 - Natália Luna - Passeando entre páginas
10 - Pedro Panhoca - Não havia uma luz no fim do túnel 
11 - Renata da Costa - Orfeu    (Ser um poeta)
12 - Roberto Schima - A Divina Centelha
13 - Rozz Messias - Sereia
14 - Tauã Lima Verdan Rangel - Esfinge lunar 
                                      Asas oníricas de Ícaro
15 - Vania Pontes - Samurai 
16 - ViPiAr - Morgana Le fay
         Quando a face de um deus

CONTOS
17 - Laila e os Caçadores de Demônios - Ademir Pascale
18 - Magimpérios - Alessandro Mathera
19 - Giovanna Rubbo -  A lenda de Ema Valiente - Autora convidada
20 - Surpresa à meia noite - Liana Zilber Vivekananda

PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE: CLIQUE AQUI.

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Envie o seu conto ou poema para a antologia (e-book) O LEGADO DE FLORBELA ESPANCA. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): O LEGADO DE FLORBELA ESPANCA

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "O LEGADO DE FLORBELA ESPANCA":

1 - Escrever um conto ou poema inspirado na obra de Florbela Espanca. Aceitaremos até 2 contos ou poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 contos ou poemas serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO ou POEMA: até 4 páginas, fonte Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores poderão participar e caso o conto ou poema seja aprovado, enviaremos um arquivo (autorização) para o responsável pelo menor preencher.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 08/12/20 até 17/01/2021 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FLORBELA ESPANCA

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 contos ou poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 19/01/2021 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):

Sinopse do seu conto (se for poema não precisará de sinopse). Escreva no máximo 10 linhas:


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FLORBELA ESPANCA

O envio da ficha de inscrição + conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.



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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Já está disponível o e-book "Bruxas". Baixe o seu gratuitamente


Sinopse: Nesta obra o leitor encontrará diversos contos e poemas de autores criativos que usam como tema principal as "Bruxas". 

Ficha técnica:

Título: Bruxas

Organizador: Ademir Pascale

Alessandro Mathera - O dia em que as artes quase morreram

Diego Angelo Silveira (Odrek Gonne) - O Amuleto Vermelho

Frederico Maximiliano Antunes Rocha (Max Rocha) - A Bruxa Daciana e A Origem da Bruxa

Idimarcos Ribeiro Campos (Idicampos) - Estrada de ferro e Linha interditada

João Gabriel Fernandes Manzi - Matinta Perera 

Kamila Cristina Moraes Alves (Kamila C. Moraes) - A caçadora

Nancy de Souza Correia Amorim (Scarlett-Hayalla) - Adeus Minha Amiga

Pedro Guastelli Fadini - Um conto de Halloween

Roberto Schima - Das Estrelas

Maria Vânia Abreu Pontes (Vânia Pontes) - Porção do Amor

Vinícius de Oliveira Resende (Vinícius Oliveira) - As mulheres de Sangagré

Elcio Aldrin Pantoja da Costa (Elcio Aldrin) - Chapéu de Palha

Tamires Nogueira da Silva (Tami Nogueira) - Que o fogo me faça esquecer

Nº de páginas: 76

Ano: 2021


PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE: CLIQUE AQUI.

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OBS.: para conhecer e participar de nossas antologias: clique aqui.






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A força da sensibilidade na poesia de Anne Mahin

 

Anne Mahin - Foto divulgação

Escritora retorna aos poemas em seu terceiro livro “Amarelo do Ipê” 

Saudade, solidão, amor, morte e vida são alguns dos temas que viram poesia no novo livro de Anne Mahin, “Amarelo do Ipê”. Lançado neste ano pela editora portuguesa Chiado, o livro é um retorno da escritora à poesia, que estreou em 2018 com seu primeiro livro  “Asas do silêncio”, também lançado pela Chiado, que reuniu poemas e prosas poéticas publicadas na internet, onde já conquistava milhares de leitores.

 

Em “Amarelo do Ipê”, Anne Mahin passeia por versos livres, sonetos e outras formas e mantém sua essência poética cativante, que acompanhamos em seus livros anteriores. No livro, a poeta também homenageia a cidade onde mora, Guarapari, o professor mineiro Rubem Alves, no poema homônimo ao livro, além de se debruçar sobre o próprio fazer poético.

 

Os poemas de “Amarelo do Ipê” trazem o encantamento pelas pequenas coisas com a maestria de uma poeta madura em seu fazer literário. O leitor se sentirá imerso em cada verso.

 

Ficha técnica:

Título: Amarelo do Ipê

Autora: Anne Mahin

Editora: Chiado

Páginas: 300

Links de venda: http://bit.ly/3nrDwHU

http://amzn.to/3gOxDSz

 

Trecho:

“Os dias iguais se repetem,

estendendo as horas

de ausência de vida.

Assim, em perplexidade,

anseio o que sempre tive

e lamento saudade

do que nunca me faltou.

Como não me dei conta

do que realmente importa?

 

Eu, que acordava manhãs,

só agora desperto.”

 

Sobre a autora

Anne Mahin, nascida em Cambuquira, MG, escreve poemas, crônicas e contos. Publicou “Asas do silêncio” (poesia e prosa poética, 2018), “O que se esconde do sol” (contos, 2019) e “Amarelo do Ipê” (poesia, 2020), todos pela Editora Chiado. Seus textos integram várias coletâneas, com publicação no Brasil, em Portugal, em Moçambique e na Suíça. Lecionou Literatura durante dez anos. Atualmente reside em Guarapari (ES), onde também trabalha como Analista II efetiva do Tribunal de Justiça. Mantém no Facebook a página Anne Mahin - prosa e verso e no Instagram @annemahin7.

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ENTREVISTA: Thiago Cavalcante Jeronimo e o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recursos discursivos, por Cida Simka e Sérgio Simka

Thiago Cavalcante Jeronimo - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Sou bacharel e licenciado em Letras pela Centro Universitário Sant’Anna. Mestre e doutor em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Meu doutorado foi realizado no âmbito do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, com bolsa CAPES, como parte da investigação realizada na Universidade do Minho, Portugal. Pesquiso a obra de Clarice Lispector desde 2008, quando iniciei minha graduação, sendo que minha tese de doutorado ampliou-se com análises direcionadas à produção de Elisa Lispector, ficcionista talentosa, mas, infelizmente, posta à sombra diante da potência revolucionária da ficção de sua irmã Clarice.

Fale-nos sobre o seu livro, que é fruto de sua dissertação de mestrado defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Minha dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 2016, foi nomeada Figurações do romance de formação e recursos discursivos em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Escolhi estudar o sexto romance de Clarice Lispector, lançado em 1969, porque senti a necessidade de evidenciar as qualidades desse texto dentro do conjunto ficcional de sua autora. Enxergo nO livro dos prazeres um diálogo pulsante entre as produções anteriores de Clarice, bem como uma antecipação do que a autora trataria nos seus últimos escritos. Nesse veio, minha leitura de Uma aprendizagem vai de encontro, se choca, a posicionamentos críticos que consideram este livro como “malogrado” e “falhado”. Minha investigação, contemplada com distinção e louvor, foi eleita pela UPM como a melhor dissertação do Programa no período de 2016 a 2018. Participei, em 2018, do prêmio ANPOLL de Teses e Dissertações (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística), tendo ficado entre os finalistas desse importante prêmio nacional. Diante desses reconhecimentos, a publicação do livro Clarice Lispector apesar de, fruto desse trabalho, se efetivou em maio de 2020, e o lançamento foi concretizado em novembro passado.

Qual a sua pesquisa de doutorado?

Pesquisei no meu doutoramento as obras de Elisa Lispector e de Clarice Lispector. O título da tese, no meu entender, sintetiza bem a investigação: Judaísmo e Cristianismo em Elisa Lispector e em Clarice Lispector: testemunho e vestígio. Percebo na obra de Elisa uma inclinação favorável ao judaísmo. A primeira Lispector cultua e celebra a crença de seus antepassdos em sua vida pessoal e em sua escrituração. A obra de Elisa – sete romances, três livros de contos, e um livro de memórias – é testemunho vivo da tradição, religião e cultura judaica, além de ser registro histórico-ficcional do deslocamento dos judeus da Europa antissemita para o continente americano (1917-1920). Ainda hoje, muitos críticos consideram Samuel Rawet como o primeiro a confiar ficcionalidade aos problemas enfrentados pelos imigrantes judeus em direção ao Brasil (e no Brasil), mas, o seu livro, Contos do imigrante, é de 1956. Elisa o antecipa porque seu romance autobiográfico, No exílio, foi lançado oito anos antes, em 1948. Contudo, o primeiro escritor que tratou desses temas foi Marcos Iolovitch, em 1940, no livro Numa clara manhã de abril. Em via oposta ao de sua irmã, Clarice Lispector não se filia ao judaísmo em sua vida pessoal e em suas produções ficcionais. Enquanto Elisa hasteia a bandeira judaica, Clarice silencia essa temática. Benjamin Moser, na sua problemática biografia (Clarice, Cosac Naify, 2010), enxerga na vida e na obra de Clarice um impulso essencialmente espiritual – filiado ao judaísmo –  que anima a produção da autora. Minha investigação rebate esse posicionamento do biógrafo norte-americano. O que sustenta a obra de Clarice, a meu ver, é a própria linguagem: selvagem/indomesticada a normas textuais e religiosas. Na expressão alcunhada por Benedito Nunes (1995), a obra clariciana marca-se e diferencia-se por sua “desescritura”. Clarice “desleu” as tradições de gêneros literários, inclusive a tradição judaica de seus antepassados. 

Por que ler Clarice Lispector?

Clarice Lispector é considerada a escritora maior da nossa literatura. Sua vasta e impactante produção a colocou como uma das maiores escritoras do século XX. Seu livro A paixão segundo G. H. (1964) é destacado por muitos especialistas – nacionais e internacionais –  como um dos textos maiores da literatura do século passado. Tamanha é a pujança  que a obra de Clarice desperta e sucista. Creio que o reconhecimento de sua obra, ampliado nas últimas décadas, deve-se, dentre outras considerações, pelo fato de que as personagens claricianas, a exemplo de G. H.,  anseiam enfrentar as adversidades a elas impostas, visando a uma liberdade para além do que foi determinado e limitado. No atual momento de pandemia que atravessamos, a ficção de Clarice é passaporte para refletirmos acerca de ser e estar no mundo.

Quais os seus próximos projetos?

O ano de 2020, embora conturbado, considerando a intensa problemática da Covid-19, foi frutífero para mim. Lancei o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recusrsos discursivos (ed. Todas as musas), no dia 5 de novembro de 2020. No mesmo mês, dia 23, defendi a tese de doutorado acerca das obras de Elisa e de Clarice (fui orientado pela profa. Dra. Aurora Gedra Ruiz Alvarez e coorientado pelo prof. Dr. Carlos Mendes de Sousa). No dia 23, um dia antes do início das festas natalinas, falei acerca do judaísmo na obra das duas ficcionistas no Centro Cultural do Brasil, em Tel Aviv (Israel). No âmbito do centenário de nascimento de Clarice, comemorado no dia 10 de dezembro, tive dois ensaios publicados: o primeiro, na revista Cerrados, da UnB, no qual assinei um artigo com Luciana Luciani acerca das novas edições das capas e obras de Clarice – ladeadas com sua  produção pictórica (Clarice pintou 22 telas!); pela Universidade de São Paulo, assino um  capítulo no livro Clarice Lispector: os mistérios da estrela, no qual discorro acerca da conturbada produção de Benjamin Moser. Há alguns projetos para o ano de 2021: analisar as biografias de Clarice Lispector e o diálogo que a autora nutriu com a cultura portuguesa.

Link para o livro: https://www.todasasmusas.com.br/livro_clarice.html


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). 

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Resenha - Quando o Amor Acontece



Título Original: Quando o Amor Acontece 
Autora: Paula Félix 
Editora: Koinonia/ Frutificando 
Páginas: 180 
Ano Lançamento: 2020 

Samira sempre soube que seria professora, tem orgulho de poder seguir a mesma profissão que a mãe. Ela leva uma vida rotineira, mas é feliz vivendo com o pai e a irmã mais nova. Há alguns anos, a vida de Miguel mudou, drasticamente. Após uma noite regada a álcool e diversão, ele sofreu um acidente que infelizmente o deixou cego. Quando Samira cruza seu caminho com a ajudinha de Bruce, seu cão-guia, Miguel tem apenas uma única certeza, será incapaz de ficar longe dela. 

Impressões: 

Existem livros que abalam nossas estruturas emocionais, revirando um misto de amor e ódio com personagens e situações, levando o leitor para dentro de toda história. É o caso da obra “Quando o Amor Acontece”, da autora Paula Félix. 

O romance possui dois protagonistas, Samira e Miguel. Jovens que possuem personalidades diferentes do qual o destino acabou unindo os dois jovens sonhadores. 

Paula Félix mostra uma habilidade ímpar em sua escrita. Em cada linha o leitor sente toda emoção dos personagens criados pela autora. Outro ponto forte que merece ser destacado é pelo dinamismo entre os personagens primários e secundários, deixando assim uma história e trama fluída logo no primeiro capítulo. 

“Quando o Amor Acontece” é recomendado para os leitores que apreciam uma boa história de amor, algo do tipo novela das 7. Possui seus momentos clichês? Sim, possui. Entretanto! Paula Félix soube dosar todos os momentos para que nada fique enjoativo ou cansativo. 

Essa paixão avassaladora de Miguel e Samira faz toda diferença. Ambos possuem vidas e situações completamente diferentes um do outro, porém o amor de ambos superam tudo e todos. Uma obra que merece ser lido e estar na sua estante.



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domingo, 3 de janeiro de 2021

Participe da antologia (e-book) HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOLUME III. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOLUME III

Sinopse: Diversos contos e poemas de terror e sobrenaturais irão compor essas páginas tenebrosas com textos criados por autores criativos. Histórias para o leitor ler e morrer de medo. 

Ouça o áudio da apresentação de HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - III



REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOLUME III":

1 - Escrever um conto ou poema do gênero terror. Aceitaremos até 2 contos ou poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 contos ou poemas serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO ou POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 03/01/21 até 05/02/21 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: ANTOLOGIA HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - VOLUME III

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 contos ou poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 07/02/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):

Sinopse do seu conto (se for poema não precisará de sinopse). Escreva no máximo 10 linhas:


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: HISTÓRIAS PARA LER E MORRER DE MEDO - VOLUME III

O envio da ficha de inscrição + conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.

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Livro "Palavra Cigana" apresenta os costumes e crenças de um povo nômade às novas gerações


Trabalho de pesquisa da autora Florencia Ferrari resultou em 6 contos mirabolantes que falam de música, medos, sorte, heroísmo e amor

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 800 mil a um milhão de pessoas no Brasil se identificam como ciganos. Apesar do surgimento há séculos, o conhecimento sobre seus costumes e crenças ainda é difuso. Neste cenário, a autora Florencia Ferrari lançou pela SESI-SP Editora o livro “Palavra Cigana”, que apresenta esse universo às nova gerações em 6 contos.

Para chegar no material, ela explica que foram analisadas mais de 300 histórias que conheceu nos tempos de convívio com o mundo dos ciganos, selecionando as mais mirabolantes. “Acreditar ou não dependerá de cada um. Dificilmente se poderá provar que elas aconteceram de verdade, pois o registro original se perdeu no mesmo instante em que foram contadas pela primeira vez”, disse.

De modo geral, os contos falam de música, crenças, medos, heroísmo e amor. Um rapaz enfrenta um inimigo para ficar com a princesa; outro recebe ajuda de um ser sobrenatural para atingir seus objetivos; uma jovem descobre que tem muita sorte; tudo amarrado por personagens carismáticos, que cantam, dançam e ganham vida nas ilustrações de Stephan Doitschinoff, vencedor do prêmio Jabuti.

Além dessas narrativas, o livro, que faz parte do acervo doado pela Cosac Naify à SESI-SP Editora, ainda traz capítulos especiais sobre os ciganos pelo mundo, histórias que atravessaram o tempo e um guia com fontes e sugestões de leitura. O lançamento aconteceu em grande estilo durante a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo, mas já é possível adquirir a obra pelo site da editora: https://www.sesispeditora.com.br 

Título: PALAVRA CIGANA

Autora: Florencia Ferrari  

Ilustrador: Stephan Doitschinoff

Editora: SESI-SP Editora

Ano: 2020

Páginas: 88

Preço: R$ 64,00 

SOBRE A SESI-SP EDITORA

A SESI-SP Editora tem como ação principal organizar conhecimento nas áreas de cultura, educação, esporte, nutrição e saúde, cumprindo sua missão de apoiar a Entidade em seus mais diversos campos de atuação. Com obras em diferentes formatos (impresso, e-book e audiobook), é referência na edição de livros educacionais, premiados, infantojuvenis, de alimentação, de histórias em quadrinhos nacionais e europeias, e de obras de interesse geral.

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Grupo editorial se prepara para o primeiro semestre de 2021

 

Omar Souza e Fernanda Zacharewicz - Foto divulgação

Após arrumar a nova casa a Aller Editora e a Editora 106 revelam quais serão os títulos que chegarão no primeiro semestre depois de superar todos os impasses do mercado literário

Com duas grandes redes de livrarias entrando em recuperação judicial e uma pandemia obrigando a maior parte do comércio a fechar as portas por meses, as editoras brasileiras se depararam com uma situação difícil, e precisaram rever planos comerciais e de publicação. Embora esses terremotos ainda estejam produzindo consequências, a Editora 106 — que também abarca a Aller Editora — sobreviveu  e saiu fortalecida desse delicado momento e começa o ano de 2021 com a casa nova, com livros best-sellers, trazendo novidades para a estante dos leitores.

Editora 106, dentre os diversos projetos em andamento para todos os selos, apresentará a Torre das Guerreiras, de Ana Maria Ramos, conta a história de persistência e engajamento político da autora no enfrentamento da ditatura militar brasileira.

A Divorciada, escrito pela educadora e abolicionista cearense Francisca Clotilde no início do século 20, ganha nova edição no selo 106 clássicos, comentada pela professora, ensaísta e pesquisadora da literatura brasileira, Cecília Cunha.

Como não iniciar esse novo período pós-pandemia trazendo aos leitores a reflexão sobre o processo de geração da vida? A Aller Editora começa o ano com o lançamento do livro Dar à luz, dar vida, sobre os anseios, sonhos e possibilidades presentes durante a gestação. Essa obra, escrita pela psicanalista francesa Tamara Landau, que atende gestantes há várias décadas, é um verdadeiro tratado psicanalítico sobre a gravidez e as nuances que envolvem a futura mãe e suas relações intergeracionais.

Já em fevereiro, a editora apresenta mais um ícone da psicanálise e um dos livros mais esperados do ano, a obra Um Outro Narciso, da psicanalista parisiense, membra fundadora dos Fóruns do Campo Lacaniano, Colette Soler. Nesta obra a autora aponta um outro entendimento do que pode ser o narcisismo como trabalhado por Freud, que vai além da satisfação pessoal.

A partir de março, a Editora Aller  segue disponibilizando aos interessados na psicanálise obras fundamentais como: Sublimação, de Clarissa Metzger, dois livros de Rithée Cevasco, o Passo a Passo e A Diferença Sexual, as obras Humanização  e Os afetos lacanianos de Colette Soler.

Além dessas publicações, o grupo editorial prevê muitos eventos em seu novo espaço e lançamentos memoráveis do começo ao fim do ano de 2021.

Sobre a Editora 106: é o resultado do encontro entre a psicanalista Fernanda Zacharewicz, que já editava obras na área da Psicanálise na Aller Editora, e o jornalista Omar Souzapublisher com mais de 20 anos de experiência. Diferentemente de outras editoras, a marca tem diversificação nos gêneros o que não deixa dúvidas de que há 106 editoras em uma só. Os subselos: 106 Biografias, 106 Ideias (ensaios, Filosofia, História etc.), 106 Pessoas (desenvolvimento pessoal, espiritualidade, negócios etc.), 106 Histórias (ficção histórica e contemporânea), 106 Clássicos (obras e autores consagrados), 106 Crônicas (textos produzidos por alguns dos melhores cronistas nacionais e internacionais), entre outros, são o compromisso da editora em representar os mais diversos públicos. A exceção será a Aller, já consolidada no universo psicanalítico brasileiro e que identificará os livros publicados para esse segmento.

Sobre a editora Aller: A Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até as repercussões dos debates atuais sobre o sujeito contemporâneo. Inspirada pelo verbo francês aller, que significa “ir”, a casa editorial convida leitores, atuantes na área de psicanálise ou não, a percorrer caminhos que cruzam fronteiras e a embarcar nesse desafio que é ler como movimento.

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Nossa primeira edição do ano destaca o professor, palestrante e escritor Marcus Garcia de Almeida, autor do livro Acha que sou idiota? Uma crônica do mundo corporativo


EDITORIAL

Inicio de ano. Novos sonhos, novas etapas e muito trabalho. E para começarmos com o pé direito, destacamos o professor, palestrante e escritor Marcus Garcia de Almeida, autor do excelente livro Acha que sou idiota? Uma crônica do mundo corporativo. Confira a entrevista exclusiva que fizemos com ele.

Nas páginas da revista o leitor também encontrará dicas de livros, entrevistas com escritores, crônicas, contos e muito mais.

Participe da nossa edição de fevereiro, seja com conto, crônica ou poema. Você também poderá divulgar o seu livro ou editora. Saiba como: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!


Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 67: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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O Estripador - Netflix


Título Original: The Ripper
Direção: Jesse Vile e Ellena Wood 
Ano Lançamento: 17 de Dezembro de 2020 
Duração: 50 min por episódio 
Episódios:
Temporada:
Origem: Reino Unido 
Gênero: Documental, Crime 

O Estripador é uma série documental centrada em Peter Sutcliffe, um serial killer que, entre 1975 e 1980, aterrorizou o norte da Inglaterra com seus crimes brutais. O homem, que ficou conhecido como o Estripador de Yorkshire, matou 13 mulheres e tentou fazer o mesmo com outras quatro. Assim como Jack, o Estripador, Sutcliffe costumava perseguir e atacar prostitutas, sempre escapando da polícia. A partir de entrevistas com investigadores e testemunhas, a produção conta a história desse assassino implacável, que acabou condenado a 20 prisões perpétuas. 

Impressões: 

Netflix tem mostrado inúmeras facetas em suas produções originais, seja filmes, séries e até mesmo minisséries documentais. O seu mais novo lançamento é intitulado “O Estripador”. Uma obra original que busca dar um sentindo no assassino em série conhecido como “O Estripador De Yorkshire”. 

São quatro episódios que mostra de uma forma intensa e ao mesmo tempo assustadora os ataques de um serial killer e seus métodos brutais de assassinato, além de mostrar todo o empenho da polícia para encontrar o suspeitos nas ruas de Londres nas décadas de 70 e 80. 

Peter Sutcliffe é o nome do serial killer, sendo condenado a 20 prisões perpétuas, porém! Em novembro de 2020 ele foi vítima do novo Covid-19. Entretanto! Essa série busca recriar os seus passos e mostrar os motivos dele ter cometido inúmeras atrocidades, principalmente com mulheres (sendo o seu foco principal prostitutas). 

Um ponto em destaque da minissérie é mostrar o modus operandi do serial killer, sendo o mesmo de outro notório assassino; Jack, o Estripador. Ambos perseguiam prostitutas para dar fim em suas vidas, na mente de ambos, ninguém daria falta daquelas mulheres e assim buscavam cada vez mais saciar sua sede de sangue. 

Sua fama correu o mundo, além de seus assassinatos o criminoso conseguia escapar da polícia e das autoridades, façanha que poderia ter sido retratado em qualquer filme de suspense e terror. 

Partindo de várias entrevistas realizado com o pessoal que está na linha de frente da caçada ao serial killer, esse é o ponto culminante de entender toda natureza humana por parte dos especialistas. Sutcliffe mostrou-se uma pessoa fria, sem amor ao próximo e muito menos piedade, prova é o estado dos corpos que ele deixaria para trás. Essa é uma minissérie recomendada para maiores de 18 anos, para um público que busca conhecer o lado mais perverso do ser humano e suas inúmeras facetas. Inclusive para o público que pretende seguir na carreira de psicológicos ou psiquiatras, essa produção cumpre em mostrar os mínimos detalhes da empreitada pela caçada do assassino.



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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Feliz Ano Novo!


Hoje é um dia especial, dia em que nos despediremos de 2020, ano de muitos confrontos internos e externos, muita carga negativa por conta da pandemia, muitas infelicidades por causa das pessoas que se foram devido à doença, enfim, é um ano que não será lembrado por muita gente. 

E é por isso que devemos começar o amanhã, o 2021 com toda carga positiva que tivermos, desejando felicidade de coração, deixando o amor se refletir e florir em cada palavra e gesto, sentir e pensar coisas boas para que realmente os fluídos do bem possam existir, enfim, cada palavra, cada pensamento “ganha corpo” no Universo e para que ele se expanda pulsando energia boa e renovável é necessário que todos estejamos conectados para que se possa fluir a corrente do bem!

É isso aí, boa passagem de ano para todos e agradeço de coração o carinho e o apoio de você amigo, que está sempre curtindo o site e a Revista Conexão Literatura, o nosso muito obrigada!

Abraços,

Míriam Santiago

Alternativas para celebrar a chegada de 2021 com segurança 

É possível se divertir, rever pessoas queridas e ao mesmo tempo evitar aglomerações; cuidados com o coronavírus não podem ser esquecidos

O ano de 2020 está chegando ao fim e já começaram os preparativos para receber 2021 com muitos desejos de que seja um ano muito melhor para toda a humanidade. 

No entanto, ainda não podemos nos descuidar na prevenção ao coronavírus, principalmente durante as comemorações pela chegada de um novo ano. Por isso, confira abaixo algumas alternativas à tradicional festa presencial de Réveillon, que deve ser evitada.

- Faça uma celebração virtual

São muitas as ferramentas disponíveis para um encontro virtual com a família para ajudar a matar a saudade. Você pode apreciar um jantar com amigos e familiares pela tela do celular ou computador e também planejar uma contagem regressiva virtual.

- Comemore em casa com as pessoas com quem você mora

Aproveite essa fase para curtir a família. Decore a casa, monte playlists de músicas animadas e chame todos para dançar, principalmente na hora da virada. Você também pode promover uma festa do pijama, uma maratona de filmes ou desafiar alguém para um jogo de videogame.

- Interaja com seus vizinhos

Para integrar a comunidade, que tal organizar uma contagem regressiva com seus vizinhos? Quem mora próximo pode se organizar para cada um em sua casa, no seu portão ou em suas janelas, comemorar juntos a chegada de 2021.

É importante celebrar, mas sem se esquecer da segurança!


Míriam Santiago: jornalista e atua em assessoria de Comunicação. Desde que se formou também em Letras, publica livros de gêneros diversificados. Escreve contos, crônicas, minicontos e nanocontos. Possui blog cultural sobre literatura, cinema, fotografia, cursos, antologias, livros e eventos, entre outros. 

Blog: http://miriammorganuns.blogspot.com/ Contato: miriansssantos@gmail.com

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