Participe da antologia (e-book) POESIAS AO LUAR - VOL. V. Leia o edital

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terça-feira, 28 de junho de 2022

Natália Batista, escritora de 7 livros infantis, estará na Bienal do livro de São Paulo, na Expo Center Norte!






Marquem na agenda: dia 02/07, sábado, 15h, na estande da Editora Ciranda Cultural, pavilhão branco, A 42!

Livro de divulgação: “O Papai dos meus sonhos.”

Compareçam e levem as crianças!

Participem de eventos literários com seus filhos!

SIGA A AUTORA NO INSTAGRAM:

@nataliabatistaescritora 



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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Autor(a) divulgue o seu livro - Conheça o Pacote Divulgação Para Autores

 


VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:


1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 210 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 13 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 210 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 150,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco ou via Pix. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br
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ENTREVISTA COM ESCRITOR: Fernando Leite Morais e o livro FUNK: estratégias de interação entre jovens do grupo, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.
 

Exerço a função de agente cultural nas Fábricas de Cultura Setor A - polos culturais do Governo do Estado que propiciam diversas atividades (espetáculos musicais, de teatro e de dança, cursos diversos, sessões de cinema, espaços para ensaios e gravações musicais, entre outras) para os moradores das comunidades do entorno. Sobre minha trajetória acadêmica, fiz graduação em Letras pela Universidade Camilo Castelo Branco, Filosofia e Ciências Sociais pela Universidade Metropolitana de Santos, pós-graduação lato sensu em Língua Portuguesa pela Universidade Cidade de São Paulo, mestrado e doutorado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atualmente sou pós-doutorando na USP, sob supervisão da Professora Doutora Maria Lúcia da Cunha Victório de Oliveira Andrade, pesquisador dos grupos de pesquisa Discursos na Mídia Escrita (DiME), da PUC-SP, e Núcleo de Estudos em Análise Crítica do Discurso (NEAC), da USP. 

ENTREVISTA: 

Fale-nos sobre o livro. 

O livro foi uma realização. Após defender a tese de doutorado, optei por transformar a pesquisa em livro. O caminho até a defesa foi bem difícil. Realizei gravações de conversas seguindo as normas do NURC-SP, fui a campo conversar com membros do grupo Funk, apliquei análises nas perspectivas da Sociolinguística Interacionista, da Linguística Cognitiva e da Análise da Conversação. O livro foi resultado de muito trabalho, de muita pesquisa e, claro, da riquíssima parceria orientando-orientador que tive com a Professora Doutora Ana Rosa Ferreira Dias, minha orientadora de doutorado. Ela inclusive fez o prefácio do livro, que está excelente. Devo esse resultado principalmente à Professora Ana Rosa. Além disso, com o livro, ao apresentar elementos específicos da linguagem do funk, foi possível dar visibilidade a esse gênero musical para além de um contexto de marginalização. 

Como analisa a questão da leitura no país?

Não é bem uma análise, mas um comentário. Vejo a leitura como algo deficitário em diversos aspectos. Temos um índice de leitura baixo, cerca de quatro livros por ano por habitante que lê. Em contrapartida, faz parte de nossa profissão incentivar a leitura. Continuemos o bom combate. 

O que tem lido ultimamente?

Os últimos livros que li estão relacionados com a pesquisa que estou desenvolvendo para o estágio de pós-doutorado. Nesta pesquisa, pretendo demonstrar o empoderamento feminino nas letras de funk. Para isso, li alguns livros que tratam do conceito de Ethos. Para recapitular a problemática, li AMOSSY -  Imagens de si no discurso: a construção do ethos (São Paulo: Contexto, 2005), Maingueneau -  Análise de textos de comunicação (São Paulo: Cortez, 2013); Doze conceitos em análise do discurso (São Paulo: Parábola, 2010); Cenas da enunciação (São Paulo: Parábola, 2008); li também Van Dijk -  Discurso e poder (São Paulo: Contexto: 2012), para trazer algumas explicações sobre poder e abuso de poder. Neste momento, estou lendo sobre Análise Crítica de Discurso, mais especificamente, a teoria de representação de atores sociais de Van Leeuwen. 

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Estudar as estratégias de interação no Funk foi algo muito produtivo, permitiu uma visão mais ampla sobre o grupo social, sobre as nuances contidas nos usos linguísticos, por exemplo, as gírias (algo que venho estudando desde o mestrado que foi sob orientação do Professor Dino Preti), as metáforas e os Marcadores Conversacionais. A linguagem em uso no Funk é repleta de fenômenos riquíssimos para análises linguísticas/discursivas. Em continuação aos estudos sobre Funk, vou me debruçar sobre a imagem da mulher nas letras, sobre violência contra mulher - algo que tratei brevemente no livro - representação dos atores sociais, sobre poder e empoderamento. Isso é algo que está em construção. Espero que resulte em uma ótima pesquisa, talvez um novo livro.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura. 

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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Yentl, a menina que queria estudar faz apresentações gratuitas em todas as regiões de São Paulo

 Além da circulação da obra inédita em espaços periféricos, o coletivo também oferece oficinas de confecção de absorventes sustentáveis e de contação de histórias para mulheres

 

Yentl, a menina que queria estudar. Foto: Rogério Alves

 


A obra e as oficinas são ações realizadas com apoio do primeiro Edital de Fomento a Projetos Culturais Descentralizados de Múltiplas Linguagens da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo
 


Baseado no conto Yentl, o menino da Yeshiva, escrito pelo escritor polonês Isaac Bashevis Singer (1904 - 1991), Prêmio Nobel de 1978, a artista Dinah Feldman criou a contação de história para adultos “Yentl, a menina que queria estudar", que fará apresentações por todas as regiões de São Paulo em uma turnê iniciada no dia 03 de julho, domingo, em duas sessões, às 11h e às 17h, na Casa de Cultura do Butantã. A obra conta com direção artística de Malú Bazán e direção musical de Lucas Coimbra, que também está em cena ao lado de Dinah e do músico Jefferson Bueno.

 

Além do conto-base que inspirou a contação de história e o diálogo com a dramaturgia musical criada para a obra, Dinah une na narrativa textos e poemas de artistas como Renata Stein, Adélia PradoMeyer Kutchinsky, Rachel Kauder Nalebuff, Barbara Black Koltuv, Fatema Mernissi e Luiza Romão, buscando uma perspectiva contemporânea para a história de Yentl, mulher que finge ser um homem para realizar seu sonho de poder estudar.

 

Yentl, a menina que queria estudar dialoga com a pesquisa de Dinah sobre o universo feminino e o ciclo menstrual. Durante a pandemia, a artista realizou uma série de lives pelo Instagram nomeada Papo de Menarca, onde percebeu o grande interesse de mulheres de sua geração, mais próximas da menopausa, em falar a respeito de assuntos relacionados à menstruação.

 

Ao perceber a carência de acolhimento de muitas dessas mulheres para poder dialogar e refletir sobre assuntos tidos como tabu, como a própria menarca, papéis de gênero, feminilidade e sexualidade, a artista pensou em uma trilogia artística, que começa com essa contação de história. "Queria propor uma discussão sobre esse arquétipo da donzela guerreira, da mulher que se veste de homem para poder existir, já que sendo mulher, não era possível nada mais do que sobreviver", conta Dinah, complementando que a ideia do projeto é dar voz às questões latentes na sociedade e aos tabus. "O objetivo é trazer temas contemporâneos para a reflexão a partir da criação dos processos artísticos em diversas linguagens", conta. Futuramente, outras duas criações estão previstas: a performance VAZANTES e o espetáculo JOANA, A MULHER QUE VAZA.

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A tradição judaica é uma mistura de histórias contadas de boca a ouvido e o registro em livro dessas histórias narradas de geração em geração. Desde 2006, Dinah Feldman estuda e pesquisa a arte de narrar histórias e o protagonismo feminino. Ao longo da sua trajetória, ela vivenciou as histórias como fontes de conhecimento, cura, transmissão, aprendizado, auto-investigação e sabedoria. Não há uma divisão das histórias por faixa etária nas culturas tradicionais e cada pessoa apreende de uma narrativa algo para sua vida, naquele momento.

Em 2014, Dinah esteve na Colômbia com outros 21 contadores de histórias de diversos países da América Central e da América do Sul. Trocou experiências, viveu a riqueza das histórias do nosso continente e voltou com muitas ideias e, principalmente, com um enorme desejo de levar esse trabalho também para o público jovem e adulto.

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A artista também explica que inclui, no texto, questões extraídas de sua própria vivência. "Não é só a história do conto. É sobre como, em 2022, uma mulher judia enxerga essa narrativa e abre diálogos a respeito das situações ali expostas".

 

A ideia de circular com a obra por todas as regiões de São Paulo é uma estratégia para que mais pessoas tenham acesso a discussões que, por serem consideradas tabus, muitas vezes são deixadas de lado. A diretora Malú Bazán explica que a obra também vai chegar em cada espaço com as adaptações necessárias para as apresentações. "Queremos nos instalar em cada praça criando um diálogo com o local, com a arquitetura e o público. Para isso, nossos recursos de luz, cenário e figurino são simples e muito adaptáveis", conta.

 

A música de Yentl, a menina que queria estudar, é uma mistura de referências entre os gêneros musicais klezmer, balcan e trilhas de cinema, propondo um diálogo entre o texto/narração, o acordeom e o clarinete.

 

A visualidade propõe um corpo-instalação onde figurino e espaço possam se converter em uma síntese visual e plástica que ajuda a contar a história e evidencia o conceito principal da obra. Para além da dualidade entre feminino visceral e o masculino concreto, o figurino e cenário são compostos por poucos elementos que anunciam uma desconstrução de gênero - nem homem, nem mulher, mas sim o que se deseja ser. O triângulo como símbolo traduz a ideia das três possibilidades de performar gênero e está presente no espaço, nos casacos dos músicos e da intérprete.

 

Roupas de alfaiataria desconstruídas em tons de cinza são atravessadas por elementos na cor vermelho sangue, evidenciando a conversa entre essa mulher que decide vestir roupas masculinas para quebrar padrões estabelecidos e estudar, indo contra seu contexto cultural.

 

Sobre as oficinas


Oficina Papo de Menarca

Dinah Feldman

A proposta da oficina de narração com o recorte temático das histórias de menarca - a primeira menstruação - é partir das histórias das participantes, apresentar a base da arte de contar histórias e chegar em uma história-presente para compartilhar com as próximas gerações. Um ritual contemporâneo de iniciação das futuras mulheres, a partir da experiência das que já percorreram o caminho, mas com pistas e chaves potentes que possam abrir as portas das dúvidas, confusões e desafios que serão enfrentados ao longo da jornada.

 

3 dias de duração | Para até 15 mulheres.

Inscrições através do link: https://forms.gle/GE3t2m1UpMbZbCcg9

 

Oficina de Confecção de Absorventes Sustentáveis

Michele Carvalho, do Ateliê Pequenas Fofuras

O objetivo da oficina é ampliar as opções de insumos menstruais em áreas periféricas partindo da moda/design para repensar práticas e agir em prol da sustentabilidade.

 

2 dias de duração | Para até 10 pessoas

Inscrições através do link: https://forms.gle/eXZVAseVRZ8jHFAs5

 

Sinopse

Yentl, a menina que queria estudar é uma contação de história para jovens e adultos, baseada no conto Yentl, o menino da Yeshiva, do escritor Isaac Bashevis Singer, em encontro com textos e poemas de artistas como Renata Stein, Adélia Prado, Meyer Kutchinsky, Rachel Kauder Nalebuff, Barbara Black Koltuv, Fatema Mernissi e Luiza Romão, buscando uma perspectiva contemporânea. Um trabalho lítero-musical que traz um recorte do universo feminino, tema tão amplo quanto complexo, através do diálogo entre a arte narrativa e a música.

 

Sobre Isaac Bashevis Singer

Isaac Bashevis Singer (1904-1991), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1978, é considerado o maior escritor em língua iídiche do século XX, testemunho inestimável de uma cultura em desaparecimento. A obra de Singer é marcada pelo humor filosófico próprio da tradição judaica, por um erotismo de forte carga mística e pelo talento narrativo. Singer foi, sobretudo, um grande contador de histórias: acreditava no poder que a literatura tem de alargar os horizontes da experiência humana, estabelecendo uma ponte entre passado, presente e futuro. Combinando sensibilidade psicológica sutil, profunda simpatia com as excentricidades do folclore judaico e uma infalível percepção do heroísmo da vida cotidiana, trouxe para o mundo da literatura o ambiente vibrante do judaísmo polonês antes do Holocausto e forneceu uma imagem dessa humanidade e de sua cultura, insuperada até hoje.
 

Ficha técnica

Adaptação e intérprete: Dinah Feldman
Direção Artística: Malú Bazán

Direção Musical: Lucas Coimbra

Músicos em cena: Jefferson Bueno e Lucas Coimbra

Cenário e figurino: Éder Lopes

Foto e vídeo: Rogério Alves

Interpretação em LIBRAS: Juliana Gonçalves

Oficina Papo de Menarca: Dinah Feldman

Oficina de Confecção de absorvente sustentável: Michele Carvalho, do Ateliê Pequenas Fofuras

Direção de Produção: Mariana Novais - Ventania Cultural

Idealização e Realização: Dinah Feldman e coletivo Culturas em Movimento

 

Serviço

"Yentl, a menina que queria estudar"

  • Dia 03 de julho, às 11h e às 17h
    Casa de Cultura do Butantã
    Av. Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri Peri, São Paulo - SP, 05537-070

     
  • Dias 04 e 08 de julho, às 19h
    Espaço Cultural CITA
    R. Aroldo de Azevedo, 20 - Jardim Bom Refugio, São Paulo - SP, 05788-230
  • Dia 09 de julho, às 17h
    Museu Judaico de São Paulo
    Rua Martinho Prado, 128 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01306-040

     
  • Dia 10 de julho, às 17h
    Sede da CTI - Teatro Baile
    R. Oti, 212 - Vila Ré, São Paulo - SP, 03657-050

     
  • Dias 21 e 22 de julho, às 19h
    Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
    Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Vila dos Andrades, São Paulo - SP, 02721-200

     
  • Dia 29 de julho, às 15h
    Biblioteca Pública Hans Christian Andersen
    Av. Celso Garcia, 4142 - Tatuapé, São Paulo - SP, 03064-000

Oficina Papo de Menarca
Inscrições através do link: https://forms.gle/GE3t2m1UpMbZbCcg9

  • Dias 29, 30/06 e 01/07, das 15h às 17h
    Casa de Cultura do Butantã
    Av. Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri Peri, São Paulo - SP, 05537-070
  • Dias 04, 05 e 06 de julho, das 14h às 16h
    Espaço Cultural CITA
    R. Aroldo de Azevedo, 20 - Jardim Bom Refugio, São Paulo - SP, 05788-230

     
  • Dias 20, 21 e 22 de julho, das 14h às 16h
    Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
    Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Vila dos Andrades, São Paulo - SP, 02721-200

     
  • Dias 27, 28 e 29 de julho, das 10h às 12h
    Biblioteca Pública Hans Christian Andersen
    Av. Celso Garcia, 4142 - Tatuapé, São Paulo - SP, 03064-000

Oficina de confecção de absorvente sustentável
Inscrições através do link: https://forms.gle/eXZVAseVRZ8jHFAs5

  • Dias 28 e 29 de junho, das 10h às 12h
    Casa de Cultura do Butantã
    Av. Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri Peri, São Paulo - SP, 05537-070

     
  • Dias 30 de junho e 01 de julho, das 10h às 12h
    Sede da CTI - Teatro Baile
    R. Oti, 212 - Vila Ré, São Paulo - SP, 03657-050

     
  • Dias 07 e 08 de julho, das 13h às 15h
    Espaço Cultural CITA
    R. Aroldo de Azevedo, 20 - Jardim Bom Refugio, São Paulo - SP, 05788-230

     
  • Dias 19 e 20 de julho, das 11h às 13h
    Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso

    Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Vila dos Andrades, São Paulo - SP, 02721-200
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sexta-feira, 24 de junho de 2022

Conto "Onde Surgem os Sonhos do Espaço Infinito", por Roberto Fiori

                 

Dois Universos Paralelos: no extremo de nossa compreensão, em outra dimensão que não a nossa, poderia existir outro Universo, com tudo o que nosso Cosmos possui, mas em oposição. Haveria outra Terra, outra Lua, outro Sistema Solar, outra Via Láctea, porém seriam como  imagens refletidas em um espelho.

Um ponto de luz. Ao menos uma luz, na imensidão do escuro firmamento, para me satisfazer com seu calor diminuto. As viagens na dimensão do espaço sem fim são tão eternas, quanto monótonas.

Os neurônios do cérebro da nave sobrecarregar-se-iam de energia mortal, se tivessem a mínima noção do que é o infinito. O que causa ilusões tresloucadas. O que transforma homens em zombies sem consciência. Mas, o que é a consciência de um homem, em comparação com o inconsciente coletivo de uma astronave classe M?

Naves que podiam tudo, graças a seu centro de controle organometálico.  Os únicos objetos sem vida que podiam pensar e gerar feixes de energia quântica, transportando-se para uma enésima dimensão sem descrição possível.

Estou no caminho para um Universo Paralelo, o único até agora descoberto, e que é um espelho de tudo o que o nosso Cosmos é. Segundo o cérebro da nave, conteria o oposto a tudo o que conhecíamos. Fico pensando nisso... e odeio a forma pela qual chego a certas conclusões. Violência, depravação, sentimentos de raiva insana e uma farta dose de sadismo...

Pouso o braço na concavidade da poltrona e um líquido azul-claro penetra em uma veia de meu pulso. Muda o meu ânimo para o de um homem revigorado, satisfeito, um explorador do infinito, sem medo de qualquer coisa que se mexa. É claro que, sem o fator tempo, tempo da Terra, é impossível estabelecer comparações e conclusões acertadas. Por isso, é que há cinco relógios atômicos, regulados para o tempo terrestre, no painel de controle, para o qual meu tronco se inclina.

A imobilidade de uma nota soada única é o requisito para a imutabilidade de uma viagem sem destino... é o que está escrito no monitor do supercomputador que controla toda a viagem. Ignoro tal absurdo. Como notas musicais se comparariam à escuridão sem movimento na qual nos encontramos? Mas, de fato, se você pensar bem, uma viagem absurda e ilógica poderia ser comparada ao soar de um Dó ou um Fá sustenido, repetido sem interrupção ao longo da Eternidade.

Luz! Finalmente, luz! Na matéria sem consistência que nos tornamos podemos estabelecer, por fim, uma comparação entre o que há ao nosso redor e o que conseguimos enxergar. Um som de maquinaria voltando à vida me alcança. Pisco os olhos, secos de tão abertos que se encontravam. Mexo meus braços, tirando o pulso da concavidade na qual descansa. Sem necessidade de drogas para recuperar o ânimo perdido, retorno à realidade sem ilusões. Pisco os olhos e movimento-me. Ativo os controles de descida, os motores de empuxo reduzidos a jatos de vapor, faço contato com o cérebro da nave e vejo o mundo-Terra no qual descerei.

Alcanço o Equador. Uma ilhota pouco maior que a astronave se aproxima. Um quilômetro, quinhentos metros, trezentos metros, cem metros, cinquenta metros... pousei! Nada melhor que pisar em ambiente de gravidade, após centenas de anos terrestres passados em velocidade c e 0 Gs.

Levanto a proteção do comando de abertura da comporta de saída e pressiono o interruptor. Sem nenhuma necessidade de uma roupa especial, pois sei o que vou encontrar, saio de meu assento de Comandante e me dirijo à saída. Inspiro fundo. Aromas de flores e plantas desconhecidas. Não há mares ou oceanos, apenas desertos e ilhotas situadas acima das areias escaldantes... Na atmosfera, corvos negros e urubus buscando carniça. Levanto meu binóculo telescópico e dou um giro. Nada! Absoluta ausência de água ou vegetação, quanto mais de habitantes! Mas, de onde vêm esses aromas?

Um buraco no chão, a dez metros da nave, atrai minha atenção. Vapores sobem do poço. Aproximo-me e vejo lama em ebulição, que lança perfumes de rosas e hibiscos, em dado momento. Em seguida, aromas de pinheiros e nozes. A seguir, cheiro de amores-perfeitos e dicotiledôneas. Consigo discernir um rosto, na matéria quente.

— Saia! Saia! Saia! Saia...

Minha mente entra em colapso. Estou preparado para o que vier. Imobilizo-me, com toda a força de vontade que tenho.

— Fora daqui! Ou morrerá... Fora daqui! Ou morrerá... Fora! Fora! Fora!...

Um fio de saliva corre do canto de minha boca. Alcanço minha pistola de raios com a mão. Destravo a trava de segurança da arma. Levanto-a e disparo. Continuo disparando. O buraco se abre e lodo negro se espalha. Devo ir...

Dou meio passo para trás. Viro-me e ando trôpego até a astronave. Com supremo esforço, passo pela comporta aberta. Sento-me esgotado na poltrona dos passageiros, a mais próxima de mim. Sem olhar para os controles auxiliares da mesa de comando da poltrona, ativo a comporta, que se fecha. Digito, o pescoço torto, olhando para o vazio, as coordenadas de volta.

Estou bem, deixando ao esquecimento a forma de vida que me levaria para a não existência. Sem aplicar-me o soro da imobilidade, durmo. A viagem será curta. Foram dez trilhões de anos-luz, deste planeta até a Terra. Sei que estou seguro, agora.

Volto em paz. É o que procuro, há muito. Alcançar a paz de Cristo, Buda e Maomé. Atingir o Nirvana e o Céu. Tocar as Valquírias. Dedilhar o infinito e compreendê-lo, de uma só vez.

Sim.



SOBRE  O AUTOR:
Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Roberto Fiori sempre foi uma pessoa que teve aptidão para escrever. Desde o ginásio, passando pelo antigo 2º Grau, suas notas na matéria de redação eram altas, muito acima da média. O que o motivava a escrever eram suas leituras, principalmente Ficção Científica e Fantasia. Descobriu cedo, pelo mestre da Fantasia Ray Bradbury, que era a Literatura Fantástica que admirava acima de qualquer outro gênero literário.

Em 1989, sob a indicação de uma grande amiga sua, Loreta, que o escritor conheceu a Oficina da Palavra, na Barra Funda, em São Paulo. E fez uma boa amizade com o maior professor de literatura que já tive, André Carneiro. Sem dúvida alguma, se não fosse pelo André, Roberto nos diz que jamais saberia o que sabe hoje, sobre a arte da escrita. Nos cursos que ele ministrava, o autor aprendeu na prática a escrever, as bases de como tornar uma mera história de ficção em uma obra que atraísse a atenção das pessoas.

“Futuro! – Contos fantásticos de outros lugares e outros tempos” é uma obra parte Fantasia, parte Ficção Científica, parte Horror, e que poderá vir a se tornar realidade, quer em outra época, no futuro, quer em outra dimensão paralela à nossa. Vivemos em um Cosmos que não é o único, nessa teia multidimensional chamada Multiverso. Ele existe, segundo as mais avançadas teorias da cosmologia. São Universos Paralelos, interligados por caminhos ou “wormholes” – buracos de minhoca. Um “wormhole” conecta dois buracos negros, ou singularidades, em que a gravidade é tão elevada que nada pode escapar de sua atração gravitacional, nem mesmo a luz. Em tais “wormholes”, o tempo e o espaço perdem suas características, tornam-se algo que somente pode-se especular e deduzir matematicamente.

“Futuro! – Contos fantásticos de outros lugares e outros tempos” é uma coletânea de treze contos e noveletas. Invasões alienígenas por seres implacáveis, ameaças vindas dos confins da Via Láctea por entidades invencíveis, a luta do Homem contra uma raça peculiar e destrutiva ao extremo, terrível e que odeia o ser humano sem motivo algum. Esses são exemplos de contos em que o leitor poderá não enxergar qualquer possibilidade de sobrevivência para o Homem. Mas, ao lado de relatos de pesadelo, surgem contos que nos falam de emoções. Uma máquina pode apresentar emoções? Ela poderia sentir, se emocionar? Nosso povo já esteve à beira da catástrofe nuclear, em 1962. Isso é realidade. Mas e se nossa sobrevivência tivesse sido conseguida com uma pequena ajuda de uma raça semelhante à nossa em tudo, na aparência, na língua, nos costumes? E que desejaria viver na Terra, ao lado de seus irmãos humanos? Há histórias neste livro que trazem ao leitor uma guerra milenar, que poderá bem ser interrompida por um casal, cada indivíduo situado em cada lado da contenda. E há histórias de terror, como uma presença, não mais que uma forma, que mata, destrói e não deixa rastros. 
Enfim, é uma obra de ficção, mas que poderá vir a se revelar algo palpável para o Homem, como na narrativa profética da destruição de um planeta inteiro.

PARA ADQUIRIR O LIVRO OU SABER MAIS: CLIQUE AQUI.


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Amor na Bienal de SP: direto de Portugal, romancista encontra leitores em sessão de autógrafos


Escritora e publicitária carioca Deborah Strougo afirma que sim no lançamento "O fio que nos une", um romance sobre luto, aceitação e retorno à vida publicado pela VR Editora

Se existisse um fio invisível que unisse almas gêmeas e uma pessoa tivesse a missão de aproximá-las, como uma espécie de cupido? O fio que nos une, lançamento da VR Editora, conta a história de Letícia, uma jovem mulher em luto que é surpreendida com essa curiosa tarefa do destino. 

O romance escrito por Deborah Strougo começa um ano após a morte do noivo de Letícia. Depois de 365 dias, a dor da perda ainda reverbera com intensidade dentro do peito dela. Depois de receber a misteriosa missão e perceber a ausência de um fio preso ao próprio dedo, ela assume que o amor é algo relativo apenas do passado.

A situação se transforma quando Thiago – o novo colega de escritório que sempre usa camisetas engraçadas e é todo trabalhado nas referências geek – surge na vida da protagonista e mostra que o amor pode, sim, renascer após tanta dor. Os mistérios do destino surpreendem a personagem com os fios da própria trama, invisíveis aos olhos Letícia e capazes de dominar até os mais desacreditados no amor.  

O fio que nos une é uma história sobre luto, aceitação e retorno à vida. É sobre as muitas possibilidades após uma grande perda e a certeza de que todos, sem exceção, merecem viver intensamente seu destino. “Tal qual o fio do destino une duas metades predestinadas, a autora, com seu talento, une as palavras e frases, conecta os personagens, surpreende e te faz acreditar em lendas antigas – e em amor de almas gêmeas”, afirma Babi A. Sette, autora best-seller, sobre o lançamento.

Ficha técnica:
Título: O fio que nos une
Autora: Deborah Strougo
Número de páginas: 304
ISBN: 978-65-86070-88-0
Editora: VR Editora
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 59,90
Link de venda: Submarino

Sinopse: Após perder o noivo em um acidente, Letícia se fecha para o mundo, desacreditando no amor com a certeza de que seu coração nunca mais poderá se recuperar. Até que, um dia, sua grande amiga Marina a leva para um festival no bairro japonês da cidade, e Letícia acaba fazendo um pedido no santuário local. É quando coisas misteriosas começam a acontecer e nossa protagonista se vê numa missão um tanto inesperada: juntar as almas gêmeas conectadas pelo misterioso fio vermelho do destino. Além de ser obrigada a bancar um tipo de “cupido” para pessoas que nem imaginava, a situação de Letícia se complica mais ainda quando Thiago – o novo colega de escritório que sempre usa camisetas engraçadas e é todo trabalhado nas referências geek – surge em sua vida mostrando que o amor pode, sim, renascer após tanta dor. O fio que nos une é uma história sobre luto, aceitação e retorno à vida. É sobre as muitas possibilidades após uma grande perda e a certeza de que todos, sem exceção, merecem viver intensamente seu destino.

Sobre a autora: carioca e publicitária, Deborah Strougo se encantou pela literatura ainda na adolescência. Nessa época, começou a escrever poemas que logo se espalharam pela internet. Decidiu se aventurar em fanfics tempos depois e, desde então, nunca mais parou de escrever textos em prosa. Autora de diversos romances, Deborah sempre foi apaixonada por histórias que aquecem o coração. Além de ser uma leitora voraz, também adora viajar e se perder em séries, filmes e animes. Atualmente mora em Lisboa.   

Sitehttps://deborahstrougo.com/ 

Instagram: @deborahstrougo 

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Mauricio de Sousa recebe o Prêmio Faz Diferença na categoria Audiovisual

Mauricio de Sousa - Foto: Caio Gallucci - Foto divulgação

Entrega aconteceu no dia 22 de junho

O desenhista Mauricio de Sousa recebeu o troféu do Prêmio Faz Diferença 2022, sendo representado pelo diretor da Mauricio de Sousa Produções (MSP), Rodrigo Paiva. O criador da Turma da Mônica foi premiado na categoria Audiovisual, devido a sua contribuição na indústria. O evento aconteceu na noite do dia 22 de junho, na Casa Firjan (RJ).

Para os próximos quatro anos, a MSP planeja cinco novos longas-metragens, duas séries live action, nove temporadas de séries e quatro especiais em animação.

O Prêmio Faz Diferença é uma iniciativa do jornal O Globo e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 

Mauricio de Sousa

Iniciou sua carreira de ilustrador na região de Mogi das Cruzes, perto de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959, criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí, vieram Cebolinha, Cascão, Mônica e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Na edição de revistas em quadrinhos, depois de passar pela Editora Abril e pela Editora Globo, assinou contrato com a italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir mais de três mil itens com os personagens de Mauricio de Sousa. Suas criações chegam a cerca de 30 países. 

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quinta-feira, 23 de junho de 2022

Confira a lista dos autores selecionados da antologia CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOL. VI


Confira a lista dos autores selecionados da antologia CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOL. VI:

01 - Roberto Schima - Um grito no escuro
02 - Osvandir (Manoel Amaral) - A Mulher de Preto de Ouro Branco
03 - Sueli Kellen Fujimoto Girotto - Não importa o que você faça ou diga ele tentará enganar você 
04 - Tatiane de Oliveira - Fumaça do mal
05 - João Cleber Lima Soares - Morte antes da vida
06 - Ney Alencar - "Alma Morta"; "AniKuge" e "Uma Lenda do Cerrado"
07 - Alline Rodrigues -  O trem das onze horas
08 - Sellma Luanny - "Fantasmas Residentes" e "Bruxuleante"
09 - Elidiomar Ribeiro da Silva - O voo do condor
10 - Mauro M. Massuda - Xumbreguinha
11 - Neuza Carvalho Melo - "Bruxa Mulher"; "Vampiro, Mestre Sugador" e "Lobisomem, O Homem"
12 - Uriel Volk - Vida longo aos mortos!
13 - Fábio Almeida - Poltergeist

PARABÉNS aos autores selecionados.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.


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quarta-feira, 22 de junho de 2022

Participe da antologia (e-book) O LIVRO DOS MORTOS-VIVOS - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOL. III. Leia o edital

 


Participe da antologia (e-book) O LIVRO DOS MORTOS-VIVOS - CONTOS E POEMAS DE TERROR  - VOL. III. Leia o editalCLIQUE AQUI.

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Entrevista com Newton James Ruiz, autor do livro Borboleta Medusa


Gaúcho de Porto Alegre, ator profissional de teatro, sempre foi um contador de histórias e o engraçadinho da turma.

É um observador contumaz da natureza humana e de suas mazelas, transformando em poesias e crônicas, a agruras e prazeres do homem e da mulher na difícil lida pela sobrevivência e aceitação social. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Newton James Ruiz: Tudo começou pelo ofício de ator, onde a criação de esquetes de humor me obrigava a recorrer à escrita, tanto para dar um norte no roteiro quanto na descoberta da musicalidade das palavras, na afinação da linguagem, melhorando a fluência do texto falado, para uma melhor compreensão aos ouvidos de quem assistia minhas apresentações.

Isso me levou a recordar os tempos de escola e minha alegria quando era obrigado a fazer uma redação, contar uma história, embora não fosse um dos melhores alunos de português, fazendo complementar o meu fazer artístico, na conciliação das artes cênicas com a literatura. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Borboleta Medusa”. Poderia comentar? 

Newton James Ruiz: Escrevi o livro Borboleta Medusa a partir de uma percepção do momento de transformação comportamental de muitas mulheres da faixa dos cinquenta que, de maneira geral, buscam exercitar seus direitos à liberdade e à soltura das amarras sociais que insistem ainda em mantê-las sob regras patriarcais. 

Não é uma obra panfletária, mas durante as narrativas das aventuras de sua protagonista, percebe-se, de maneira indireta, o quanto suas atitudes “transgressoras” contrastam com o que se espera hipocritamente das mulheres.

A história oscila entre o romance amoroso com muitos momentos eróticos e a questionamentos sobre os direitos à igualdade de gêneros e a aceitação masculina, com questionamentos também sobre o que é o amor em contraponto à possessividade, mas jamais caindo no maniqueísmo ou no julgamento moral.

Ao final da leitura, a conclusão sobre a vida da protagonista, o leitor poderá seguir por pelo menos três caminhos: qual das três visões se encaixariam melhor na personalidade da personagem? Ao que ela pensava dela mesma, a visão de quem narrava sua história, ou a conclusão do leitor que não necessariamente concordará com uma das duas visões anteriores.

Vale ressaltar, também, que o livro é ricamente ilustrado por 29 obras do ilustrador curitibano Polaco.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Newton James Ruiz: A história foi narrada gradativamente para mim de maneira não cronológica e com detalhes fragmentados. À medida que conseguia juntar os elementos, percebia uma enorme possibilidade de transformar essa incrível narrativa em uma história cheia de elementos excitantes, em um livro onde diversos aspectos podem criar o interesse de um público diverso e ávido por histórias empolgantes e reais.

Os fatos foram ordenados cronologicamente e entremeados de questionamentos do narrador que pouco a pouco é impregnado amorosamente com a protagonista e vai confrontando seus próprios valores.

Entre o início do projeto, toda a pesquisa da história e montagem, foi um ano e meio, depois foi mais seis meses de contratação da editora e publicação do livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Newton James Ruiz: “No momento em que tudo acontecia, um vizinho de apartamento passou por eles, levando o cachorro para um passeio, porém não viu nada do que acontecia dentro do carro.

Com o coração acelerado pela excitação e por medo de ser flagrada por seu vizinho ou até mesmo pelos próprios filhos, Bia sentiu um grande tesão por toda a situação inusitada, principalmente para uma mulher de sua posição social em uma atitude explicitamente atrevida."

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Newton James Ruiz: O livro pode ser adquirido de forma impressa pelo site da Editora Autografia, pela Americanas, Googleplay, Amazon e Martins Fontes Paulista.

No formato e-book, pode ser encontrado na Amazon, Americanas, Submarino, Kobo, Livraria Cultura, Apple e outros

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Newton James Ruiz: Tenho alguns ensaios e poesias e um outro livro na mesma linha de pesquisa da Borboleta Medusa.

Perguntas rápidas:

Um livro: Vita Brevis de Jostein Gaarder

Um (a) autor (a):  Guimarães Rosa

Um ator ou atriz: Wagner Moura

Um filme: Central do Brasil

Um dia especial: O dia em que vi Beatriz pessoalmente, pela primeira vez.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Newton James Ruiz: Se a vida é curta, que não seja medíocre.

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