Participe da antologia (e-book) O UNIVERSO DE CLARICE LISPECTOR

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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Confira a lista dos autores selecionados da antologia FLORBELA ESPANCA - CONTOS E POEMAS INSPIRADOS EM SUA OBRA - VOL. II


Confira a lista dos autores selecionados da antologia FLORBELA ESPANCA - CONTOS E POEMAS INSPIRADOS EM SUA OBRA - VOL. II

01 - Ivete Rosa de Souza - Mulher
02 - Cecilia Luiza Aued Kemel - "Pensamos"; "Doce Morrer" e "Saudade"
03 - Jeniffer Yara Jesus da Silva - Lírica amorosa
04 - Ciça Ribeiro - Tanto, tanto e tanto mais
05 - Sabrina Wolf - "Boca poca"; "Sonho" 
06 - Mirian Menezes de Oliveira - Tributo à Florbela Espanca
07 - Rosalina Carmona - Uma luz que se apagou
08 - Mateus Gutierres - Florbela
09 - Yasmim Gontijo Macedo - "Amor"; "Campos Verdes" e "Amigos"
10 - Sellma Luanny - "Só, comigo"; "Quando eu for embora" e "Contradições"
11 - Maria Filipa Martins de Almeida - "Dou-te"; "Sonho" e "Ver-te"
12 - Pedro Jose Rigatto - Viajem

PARABÉNS aos autores selecionados.

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Participe da antologia (e-book) TECENDO POEMAS - VOL. II. Leia o edital


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PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): TECENDO POEMAS - VOL. II

POR FAVOR, LEIA TODO O EDITAL

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL 
TECENDO POEMAS - VOL. II

1 - Escreva um poema sobre qualquer tema (livre). Aceitaremos até 3 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 3 textos serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA: até 4 páginas cada poema, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Só envie o seu texto e inscrição se realmente estiver interessado(a) em participar. Leia todo o edital.

8 - Data para envio do poema: do dia 17/08/22 até 21/09/22.

9 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: UNIVERSO DA POESIA

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 60,00 para 01 texto aprovado. Caso o autor envie 2 poemas e tenha os dois (02) selecionados, o valor será R$ 100,00 (terá R$ 20,00 de desconto). Caso o autor envie 3 poemas e tenha os três (03) selecionados, o valor será R$ 150,00 (terá R$ 30,00 de desconto). As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage, Instagram e Grupos do Facebook, que somam mais de 280 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 22/09/22.

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, pornográficos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a). Não escreva em letra maiúscula:

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Nacionalidade:

Título do poema (Não escreva em letra maiúscula):

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas. Não escreva em letra maiúscula):


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: TECENDO POEMAS - VOL. II

O envio da ficha de inscrição + poema(s) para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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ENTREVISTA COM ESCRITOR: Wellington Budim e os seus livros, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Sou autor de suspense policial, editor na The Four editora, pesquisador na Editora Abril e idealizador do Prêmio Ecos da Literatura. Formado em letras, cursei roteiro e estou fazendo minha segunda graduação em Designer gráfico. Um apaixonado por leitura, cinema e teatro.

Tenho quatro livros solos publicados e duas antologias organizadas em parceria com a autora Patrícia D’Oliveira.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros. O que motivou a escrevê-los?


Desde muito cedo eu descobri o prazer da leitura, e muitas vezes inquieto com o final de algumas histórias eu comecei a reescrevê-las, do jeito que eu gostaria que tivessem acabado, até que em algum momento eu comecei a criar as minhas próprias histórias. Isso nos meus treze ou quatorze anos, embora só com trinta e nove anos eu tivesse a coragem necessária para tirar uma história da gaveta e publicá-la. “Teu Pecado” foi a minha estreia como autor e no gênero suspense policial. Foi tão bem aceito pelos leitores, que acabou me projetando nessa carreira, e hoje, quatro anos depois ainda se fala dessa história. Esse livro me rendeu 7 prêmios literários e é o mais vendido dos meus quatro livros solos publicados. Depois veio “Quem sou eu?”, um thriller psicológico, considerado melhor suspense de 2020 pelo prêmio Brasil entre palavras, “Faces do medo”, uma coletânea de contos de terror, e o “Na teia da aranha,” um terror psicológico.

Como analisa a questão da leitura no país?

Eu acredito que, ainda que a passos lentos, a literatura está caminhando, resistindo eu diria. Sei que a falta de incentivo ainda é grande, mas para quem saiu de uma


Bienal como essa nossa de São Paulo e presenciou aquela multidão de jovens reunidos em um único espaço, com um único propósito, comprar livros, sabe do que eu estou falando.

O que tem lido atualmente?

Eu nunca consigo ler um livro só, tem que ser sempre dois ou três ao mesmo tempo. No momento estou lendo dois autores nacionais, Juliete Vasconcelos com a trilogia “Colecionador de fetos” e J. L. Amaral com “Ilhas Flutuantes.”

Poderia fornecer algumas dicas para um escritor iniciante?

Eu sempre falo aquilo o que eu não ouvi de ninguém quando eu comecei, e que certamente teria me ajudado muito: Ler tudo o que puder, buscar conhecimento, aprimoramento, filtrar as críticas, nem todas são construtivas, muitas delas virão apenas para tentar fazer com desista e por último, persista, insista e resista. Escrever é um dom. E dons não podem ser reprimidos.

Outra pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Vou substituir a pergunta por um apelo: Apoie um autor nacional. A literatura brasileira tem mostrado que não perde em nada para os grandes nomes lá de fora.

 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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Quando a música acalma diante das perdas

 Em "Ao piano", escritor Paulo Simas narra uma história inspiradora para ajudar outras pessoas na superação do luto

Acompanhar o desenrolar de um passeio pelo terreno das lembranças é o convite que o escritor o Paulo Roberto Simas faz para o leitor em Ao piano, romance de estreia publicado pela Editora Penalux. Narrada em primeira pessoa, a obra conta com 42 capítulos curtos, escritos com fluidez para serem lidos em um dia. 

Após socorrer o amigo Hall, levando-o para um hospital, Robert também se sente mal e desmaia. Quando desperta, ele descobre que ficou em coma por 24 dias e que seu melhor amigo, Hall, faleceu. Diante do luto, o protagonista é surpreendido por diversas mensagens do falecido.  

Lendo o conteúdo, Robert percebe que as histórias daquelas páginas são as mesmas que ele viveu durante o período em que estava adormecido. Incrédulo, inicia uma busca por respostas, tentando encontrar uma explicação. Com o desejo de acalmar o coração ansioso por explicações pela triste partida, Robert procura as pessoas para as quais as mensagens de Hall se direcionam. 

Neste processo de entender o que aconteceu durante o coma, ele não está só: tem a companhia de seu novo piano, de onde reencontra o amor pela vida, o carinho pelas pessoas que se foram e a superação da doença tão cruel. O som do instrumento torna-se essencial para a ressignificação de momentos doloridos. Cada nota emitida dá força para que ele siga em frente na busca de abrandar o coração de quem ainda está por aqui no plano terreno. 

“A vida passa como o vento e as lembranças são imensas, e,  
boas ou ruins, foram parte de nossas vidas. Quantas lembranças  
gostaríamos que voltassem, quantas gostaríamos que nunca  
tivessem acontecido, quantas gostaríamos que mudassem.  
Despassar muitas delas seria interessante, mas valeria a pena?” 
(Ao piano, p. 70) 

Em Ao Piano, Paulo Roberto Simas retrata com muita delicadeza uma história inspiradora de superação. Em tempos de tantas perdas por conta da pandemia, violências urbanas, desastres naturais e doenças da mente e da alma, esta leitura serve como conforto para aqueles que se sentem inconsolados e buscam significado nos vazios deixados pela morte.  

Ficha técnica 

Título: Ao piano
Autor:Paulo Roberto Simas
Editora: Penalux
ISBN: 978-65-5862-278-9 
Páginas: 220
Tamanho: 14c x 21 cm  
Páginas: 220 
Preço: R$ 45,00 
Onde encontrarEditora Penalux   

Sobre o autor 

Paulo Roberto Simas nasceu, em 1960, no Rio de Janeiro. Morou em Belém do Pará, Manaus, Belo Horizonte, Barbacena, São Paulo e Recife, em virtude de uma longa carreira militar. Formado em Direito, descobriu durante a graduação a paixão pela leitura e o interesse pela escrita. É autor da coletânea de contos “Anuivando”, do livro infantil “Ratão Fabão” e do romance “Ao Piano”. 

 

 

 


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terça-feira, 16 de agosto de 2022

Haverá respostas para tantas perguntas?, por Ana Paula Sá

Ana Paula Sá2

Qual é o amor que nos captura - se é mesmo que o arrebatamento existe?

Seriam nossas idealizações aquilo que comumente chamamos de amor romântico? Ou, de fato, a presença e as ações de outra pessoa são aspectos que definem nosso modo de olhar e significar sua/nossa existência?

Me pego cheia de questionamentos, a partir do encontro com o eu lírico de O amor pelo qual me apaixonei, descrito como um homem apaixonado e assumido pelo autor como uma expressão de si, uma vez que o texto é apresentado como derivado de uma experiência pregressa do próprio Pierre-Richard Gerisma.

Talvez esse caráter de verdade tenha me inquietado muito diante da leitura e tenha me feito ter presente a imagem do escritor enquanto lia a expressão dos sentimentos do eu lírico. Começo explicando que é difícil, para mim, desapegar de um conceito de pós-verdade, mesmo diante de um discurso que se diz autobiográfico, tanto por ser tratar de criação literária - neste caso, livre para transformar e criar mundos -, quanto por compreender que todo relato é a expressão de uma narrativa filtrada por uma subjetividade que conta. Neste caso, acrescente-se que, ao narrar sobre si, cada pessoa expressa mais sobre o modo como vê o fato do que sobre o fato visto.

Aqui, minha leitura destaca algum anacronismo entre o relatado e o comumente vivenciado, em pleno século XXI, pois causa estranheza um homem tão devotado e virtuoso, no tempo atual - uma vez que o enredo estaria situado nos primeiros anos deste nosso século, tendo como personagens um homem e uma mulher em fases de vida adulta.

A leitura foi para mim um exercício ativo de atenção e cuidado, para que algumas perspectivas minhas sobre o mundo não entrassem em conflito com algumas perspectivas do autor. Tentando me libertar de marcadores sociais e filosóficos, o mínimo que consigo manter é este marco temporal contemporâneo entre o tempo da narrativa e o tempo em que leio o texto, daí meu estranhamento acima citado.

Outro marcador se refere à condição de vida dos sujeitos narrados, que se destacam culturalmente: jovens estudantes de medicina, em um país de baixo desenvolvimento e intensas crises sociais e políticas. Novamente, busco atenuar o atravessamento das questões socioculturais, embora tenha consciência de que esta neutralização não é possível de atingir. Digo isso, para expor a dificuldade em descolar do texto um olhar masculino a conduzir a narrativa. Embora as questões de gênero na escrita sejam difíceis de delimitar, e não cabe aqui a discussão, permito-me afirmar que é um texto eminentemente masculino e que expressa uma visão de sociedade pautada em valores heteronormativos de afirmação de papéis que não escapam ao padrão - homens valorosos se apaixonam por mulheres virtuosas.

Tomo o livro como uma narrativa sobre um amor que acometeu o eu lírico, expressa por meio de poemas e textos em prosa, semelhantes a cartas ou depoimentos. A maior parte do tempo há a presença da amada como narratária, a quem são destinados os textos, mesmo aqueles formatados como expressões de um momento de reflexão do eu lírico. O caráter depoimental é também bastante presente, como se a escrita fosse um meio de confissão - e também de convencimento, por vezes, argumentativo. O cavalheiro se expressa não apenas como um amante, mas também como valoroso homem, imbuído de beleza e inteligência, digno de ser amado e disposto às maiores honras e esforços, em nome da mulher desejada, da retribuição de seu afeto, da concretização desse amor.

Aqui destaco a construção deste sujeito a partir do arquétipo do herói, com direito a sacrifícios, provações e sofrimentos incapazes de promover reações de ódio e rancor. Como previsto em qualquer saga - real ou ficcional -, os obstáculos surgem para a consolidação desse amor. Neste caso, personificado na presença de uma terceira pessoa, um rival - assim mesmo intitulado - poderoso, capaz de tudo conquistar, inclusive o interesse da mulher em destaque.

Curiosamente, há pouco espaço para a presença desta mulher. Na verdade, há pouca descrição sobre as pessoas citadas no texto. O que nos é oferecido é a perspectiva do eu lírico sobre tais sujeitos - inclusive narrando a si mesmo. Tal distanciamento me afasta de possibilidades de identificação com os personagens, justamente por um caráter que compreendo como idealizado. É possível ser rejeitado e se manter em felicidade e amor benevolente? Como não se abalar diante do silêncio ou da ausência da criatura desejada? Em nome de quais valores, o herói abdica do amor, em detrimento de benefícios ao ser amado?

É justamente o caráter divino e arquetípico que me sugerem um toque ficcional ao texto. E com isso não digo que os fatos não aconteceram, que seja uma história inventada, apenas me questiono quanto do que lemos foi vivido, sentido e interpretado de modo distinto pelas pessoas envolvidas. Destaco, portanto, que minha leitura é direcionada e atenta à perspectiva deste eu lírico que narra o drama de amar. Ou seja, é seu olhar sobre os fatos e pessoas que me conduz e me diz como olhar para o que ele viu.

Também sobre descrição, em alguns momentos a linguagem é bastante racional, ilustrando o mundo visto por este homem patologicamente apaixonado. E aqui me pergunto: apaixonar-se não é exatamente isto - perder a razão, alterar os sentidos, sofrer de desejo, desmantelar-se e modificar rotas? É aqui onde a narrativa de Pierre-Richard me captura - na possibilidade de compreender seu estado alterado de consciência, seu olhar perturbado por uma vontade não concretizada.

Em muitos momentos da leitura senti-me lendo alguém de outro tempo, numa expressão autêntica das escolas literárias românticas, com seus valores de idealização do amor e da mulher, sublimação do sentimento, diante da não consolidação em atos, além de uma presença do transcendente - ora expressa por meio de entes divinos, ora expresso por meio da natureza. Margeando quase todo o texto, a expressão de um desejo pela concretização de um encontro carnal, a presença de uma corporalidade sensual, desejante e desejada, mas postergada e depois dispersa em outros corpos e outras presenças que não os/as do casal pretendido. Embora me pareça explícito esse apelo à sexualidade, o mesmo é marcado por uma aura de consagração, como um prêmio, um presente, uma glória interditada ao herói. Neste aspecto, reitera-se, para mim, o diálogo do autor com a tradição do romance e das narrativas clássicas, inclusive religiosas.

A divisão do texto foi algo cujo sentido me escapou. Mesmo assim, compreendo que, ao avançar na leitura, vou encontrando um eu lírico mais reflexivo, mais amadurecido, mais resignado. Suponho uma distinção temporal entre as escritas de algumas partes do livro, tomando como referência a realidade pessoal do autor que se põe como eu lírico. Embora não deixe de supor, também, a hipótese de que tudo seja um recurso narrativo, o que somente apontaria sua capacidade de criar boas histórias. Sinto, portanto, alguma dificuldade em definir e enquadrar a obra, diante do hibridismo de formatos e da variação que apresenta - não sendo isso um defeito.

O amor pelo qual me apaixonei é uma leitura que me roubou de mim, trouxe questionamentos e estranhamentos, me fez rir em alguns momentos - diante do estranhamento, mesmo, e não por ser engraçado - e me fez respirar fundo em outros, me trouxe para junto, me buliu (como dizemos aqui no Nordeste). Inesperadamente, me leva/levou a pensar em muitas coisas sobre mim mesma e sobre meu olhar perante o mundo. Demanda outras leituras para que eu consolide minha percepção sobre a obra. Percebo, entretanto, que é necessário fazê-lo sem pressa, porque o encontro com esse eu lírico me diz muito, para além das palavras usadas.

Se Pierre-Richard Gerisma escreveu o texto como forma de se libertar de tudo que viveu, o que consegue, como maldição de escrita, como sina de poeta, é entregar-se a cada leitura, num movimento de exposição de suas entranhas, de seus desejos, de suas projeções. E ao pensarmos sobre quem é esta pessoa que ama deste modo, nos captura num sem-fim de perguntas sobre também nós que o lemos, sobre o que é amar, como amar de modo válido. Está armado o feitiço!

Termino reiterando as perguntas iniciais, para as quais não pretendo respostas, justamente porque perguntar é o que nos põe em marcha, enquanto que achar respostas é o que põe fim às demandas. O amor pelo qual o eu lírico se apaixonou existiu fora de si e o conquistou? Ou esta locução conjuntiva “pelo qual” é apenas questão de tradução e não deve ser compreendida de modo literal? Sou levada a crer, a partir do título e do conteúdo da escrita, que o eu lírico se apaixonou, como ato deliberado e unilateral, por um amor que criou para si, como

expressão de seus desejos e anseios, de forma idealizada, para atender às imagens que nutria como representações d’O Amor enquanto ente. E ao lê-lo assim, é sobre mim mesma que reflito, porque, no fim, o que todo mundo deseja é ser correspondido e validado pelo olhar alheio, nem que seja por meio de ilusões e idealizações.

Nem sempre viver é melhor que sonhar - a despeito dos versos de outro poeta. Porque amar sozinho nunca é suficiente.


Texto escrito a propósito da apreciação da obra “O amor pelo qual me apaixonei”, gentilmente ofertado pelo autor Pierre-Richard Gerisma.

Professora de língua portuguesa e dramaturgista; natural do Recife / PE (BRA); curiosa das artes e tocada por algum senso estético.

 

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Ana Paula Sá é professora de língua portuguesa e mestra em educação pelo programa de Pós-graduação em Educação da UFPE (2021).

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Livro "Em Busca da Rosa - Três Irmãs", será lançado no dia 25/08

Autora Lígia Marino - Foto divulgação

Mogiana lança primeiro livro no dia 25/8 e prepara lançamento em Portugal Romance traz rivalidade e amor entre três irmãs que buscam sobreviver com a ajuda de uma magia

O livro ‘Em busca da Rosa – Três irmãs’ narra a estória de rivalidade, amor, ódio, aventura, traição e magia que se passa na Idade Média. Esse é o primeiro romance de uma trilogia que mostra como três irmãs passam a se relacionar após um acidente ainda na infância.

Com traumas e rancores, Judith só pensa em vingança e faz de tudo para atingir as irmãs, enquanto, Kim e Yohannah correm contra o tempo pela sobrevivência. Na caçada aos segredos de uma rosa que tem o poder de devolver a vida, Kim não imagina o que vai enfrentar ao lado do próprio inimigo para salvar Yohannah de um feitiço com prazo para a morte.

O lançamento do livro está marcado para o dia 25 de agosto, às 18h, na livraria ‘A Eólica Bookbar’, em Mogi das Cruzes. A autora Lígia Marino explica que desde a infância a leitura fez parte de sua vida, ainda mais pela influência do avô Ciro Alves, escritor – em especial de obras infantis.

Hoje, casada e mãe de três filhos, sente-se realizada em abrir para o público a primeira parte da trilogia que a fez sair da zona de conforto e encarar o lado de quem escreve aos leitores. “Eu queria ser mais do que leitora, queria sentir como é estar do outro lado. Foi um desafio para mim e quando comecei a escrever, ainda em 2016, o que era um rascunho, virou uma saga das irmãs Kim, Judith e Yohannah, que traz fortes emoções no decorrer da leitura”.

A trama que inicialmente estaria voltada ao público infantil, ganhou corpo e também um forte tom de mistério e desafios, transformando-se em uma edição para jovens e adultos. “A estória até poderia ter terminado no primeiro livro, mas a convivência com as personagens mostrou que era preciso avançar para uma segunda e terceira edições, que estão no forno, guardadas a sete chaves. Enquanto isso, vale conferir a leitura de ‘Em busca da Rosa – Três irmãs’ que prende a atenção e já deixa um gosto de quero mais. Esse é o recado que recebo das pessoas mais próximas que já leram o livro”, explica Lígia Alves.

Há 22 anos Lígia vive em Portugal com a família, onde também fará o lançamento de  ‘Em busca da Rosa – Três irmãs’, no mês de setembro. “Quis lançar no Brasil primeiro. Será um momento especial lançar meu livro na minha terra, onde nasci, onde cresci e, também, onde sempre estive envolvida com a leitura. Desejo que seja um momento para reencontrar pessoas especiais e presenteá-las com esse lançamento, um começo da noite de autógrafos que ficará marcado na memória”. 

Serviço:

Lançamento do livro ‘Em busca da Rosa – Três irmãs’

Autora: Lígia Marino

Data: 25/08

Horário: 18h

Local: Livraria ‘A Eólica Bookbar’ – Rua João Cardoso de Siqueira Primo, 55 – Vila Hélio.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Apoio e incentivo à leitura (Apoie a Revista Conexão Literatura)


FAÇA UM BRASIL DIFERENTE ONDE A NOSSA ÚNICA ARMA SEJA OS LIVROS

Olá, sou Ademir Pascale, criador da REVISTA CONEXÃO LITERATURA.

Sabemos que não é fácil promover o incentivo à leitura no Brasil, pois falta apoio dos nossos governantes. Um povo que lê mais, certamente terá mais cultura e uma visão diferente de mundo e é isso que estamos fazendo desde junho de 2015, quando tivemos a ideia da criação da Revista Conexão Literatura. 

A Revista Conexão Literatura é um periódico (revista) digital, mensal e gratuita para os leitores. Os leitores podem baixar as edições gratuitamente, bastando clicar no link de cada edição, sem burocracia nenhuma. São dezenas de edições gratuitas. Acesse e baixe: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/edicoes.html 

O site da revista: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br é atualizado diariamente com informações relevantes sobre o mercado literário: lançamentos de livros, resenhas literárias, entrevistas com escritores e editores, informações sobre HQs, eventos literários, etc.

Em nossas redes sociais postamos diariamente dicas de livros, dicas sobre a língua portuguesa, vídeos sobre escritores, além do incentivo constante à leitura.

Nossa fanpage: http://www.facebook.com/conexaoliteratura 

Nosso canal no Youtube: http://www.youtube.com/conexaonerd

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Tudo isso leva tempo, trabalho e dedicação. Por isso peço o seu apoio para que esse trabalho continue com força, atingindo cada vez mais pessoas no Brasil e países de língua portuguesa. 

Faça parte desse projeto e seja um apoiador da nossa causa. 

O valor arrecadado é responsável por viabilizar a sustentabilidade da revista, site e redes sociais, permitindo que consigamos atingir cada vez mais o nosso principal objetivo e missão: incentivar à leitura, apoiar a nossa língua portuguesa e levar mais conhecimento aos leitores.

PARA APOIAR O NOSSO PROJETO, ACESSE: https://apoia.se/conexaoliteratura



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Autor(a) divulgue o seu livro - Conheça o Pacote Divulgação Para Autores

 


VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:


1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 255 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 21 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 255 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 150,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco ou via Pix. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br
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sábado, 13 de agosto de 2022

Pesquisa Retratos da Leitura revela perfil do leitor na Bienal de SP, com mais presença de mulheres, jovens e maior influência das redes no interesse pelos livros

Parceira do Instituto Pró Livro – IPL e Itaú Cultural, levantamento busca conhecer o perfil e os hábitos dos leitores que frequentam eventos literários. Neste estudo faz uma comparação dos resultados com os da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e da Festa Literária das Periferias (FLUP –RJ), traçando um paralelo com a Retratos da Leitura nacional, todas de 2019

Realizada durante a 26ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo, de 2 a 10 de julho de 2022, a pesquisa Retratos da Leitura em eventos do livro e literatura apresenta dados reveladores, como o crescimento da participação das mulheres e dos jovens, maior escolarização e mais participação de autodeclarados brancos, em relação à pesquisa nacional. É notável, ainda, o crescimento da influência do TikTok, Youtube e Instagram no interesse em leituras de livros: 28%, nesta enquete, contra 3% no levantamento realizado em 2019 em todo o país. O estudo também demonstra que ler livros ajudou a enfrentar o isolamento imposto pela pandemia de Covid-19 – 87% dos entrevistados informam que leram mais durante esse período.

A pesquisa foi aplicada pelo IPEC – Inteligência em Pesquisa e Consultoria e é resultado de uma parceria entre o Instituto Pró Livro – IPL e o Itaú Cultural. Foram ouvidos mil visitantes com idade superior a 10 anos e não integrantes de excursões escolares.

Neste ano, a Bienal de São Paulo recebeu 8% mais mulheres, em comparação à do Rio de Janeiro, realizada em 2019. Em relação à escolaridade, a grande maioria dos visitantes tem nível superior: 59% na Bienal paulistana; 61% na do Rio e 76% na FLUP, também organizada há três anos. Esses percentuais são maiores do que os do perfil de escolaridade dos brasileiros leitores, como revelado na Retratos da Leitura nacional, que registrou 16%. 

Segundo o atual levantamento, os visitantes entre 18 e 24 anos são os que mais frequentam eventos literários. Na Bienal de SP, 36% dos entrevistados estão nessa faixa etária. No perfil referente a raça, em São Paulo 13% se autodeclararam pretos e 24% pardos; na FLUP, foram 46% pretos e 21% pardos. Percentuais superiores, também, à pesquisa nacional: 17% pretos e 45% pardos.

Retratos da Leitura em eventos do livro e literatura busca conhecer o perfil e os hábitos dos leitores que frequentam eventos literários. Os resultados da Bienal de São Paulo, de 2022, são comparados no levantamento com os da XIX Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, realizada entre 30 de agosto e 8 de setembro de 2019, no RIOCENTRO, e da 8ª edição da Festa Literária das Periferias – FLUP, de 16 a 20 de outubro de 2019, no Museu de Arte do Rio de Janeiro. 

Frequência de leitores 

Segundo o estudo, quase a totalidade dos frequentadores desses eventos são leitores – aqueles que leram um livro, inteiro ou em parte, nos últimos três meses anteriores à pesquisa. Na Bienal de SP, 98% declararam ser leitores de livros, dado semelhante com o da FLUP (97%) e o da Bienal do Rio (95%). A pesquisa revela mais leitores em eventos literários do que individuais, como se viu na pesquisa nacional, a qual registrou que 52% dos brasileiros são apenas leitores.

A média de livros lidos por esses visitantes, no período de três meses, é muito superior à dos brasileiros em geral (2.6%). Na Bienal de São Paulo alcançou 7%; na FLUP, 7.9% e na Bienal do Rio, 6.6%.  São considerados livros lidos de qualquer gênero, incluindo Bíblias e didáticos, e lidos inteiros ou em partes.

Livros de literatura foram os mais citados nos três eventos, mas na Bienal de São Paulo (76%) e na FLUP (77%) ficaram à frente da Bienal Rio (65%). Todos bem acima dos 55% na pesquisa nacional. Importante destacar que em relação a essa pesquisa geral, a Bíblia foi citada por 47% dos brasileiros e em São Paulo por somente 28% dos visitantes, apesar desse percentual subir para 50% na faixa de 40 anos. Na Bienal do Rio 37% citaram a Bíblia. 

Gosto pela leitura

Nos três eventos onde a pesquisa foi aplicada, mais de 70% dos visitantes revelaram gostar muito de ler. O maior percentual saiu da Bienal de São Paulo: 79%. Esse dado é muito superior ao que informam os brasileiros na pesquisa nacional: 31% gostam muito de ler e 22% declararam não gostar. 

Entre os que gostam muito de se dedicar à leitura, ouvidos na Bienal de SP, 85% são mulheres e 68% homens. Em relação às faixas de renda familiar, os patamares se aproximam de 80%. Por faixa etária, a diferença fica entre 74% e 75%, acima de 40 anos e 83% entre 25 e 29 anos. Esses percentuais também são superiores aos revelados na pesquisa nacional, 31%.

Motivações 

A principal motivação de 72% dos visitantes para ir à Bienal 2022 foi comprar livros com preços especiais e 39% para aproveitar os lançamentos de livros. Esse dado pode explicar a elevação na venda de títulos citada por editores e livreiros expositores no evento.

A pesquisa aponta, ainda, uma mudança nos hábitos de leitura, muito provavelmente impulsionada pelo isolamento na pandemia. Os influenciadores digitais aparecem na pesquisa da Bienal do Livro SP como o principal indicador de leitura. As redes sociais TikTok, YouTube, Instagram e Facebook influenciaram 28% das pessoas no interesse em leitura de livros, enquanto na Bienal do Rio apareciam em quarto lugar com 13% citações e em sexto lugar na FLUP, com 5%. Na pesquisa nacional, esta porcentagem cai para 3%. Entre 10 e 29 anos de idade, acima de 60% citaram influenciadores digitais como indicadores de livros, que, em 2019, apareciam com baixos percentuais. 

Ainda assim, amigos e filmes são as motivações mais citadas pelos entrevistados que informaram terem lido livros nos últimos três meses. Os primeiros foram mencionados por 85% dos entrevistados ao escolherem uma opção sobre a motivação. Os segundos aparecem em 78% das opções. Por sua vez, os professores e escolas, que na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apareciam no topo da lista sobre indicação de livros ou motivação para a leitura, em São Paulo aparecem em quarto lugar, com 66% na faixa de 10 a 17 anos.

As citações aos gêneros romance e juvenil cresceram na Bienal de SP. Livros de ciências humanas e poesia se destacam na FLUP, apontando para o perfil desse visitante que têm o maior percentual de nível superior e participação em eventos de literatura/ livros, como os saraus. As mulheres aparecem à frente na citação de romances

Ainda, somente 18% dos visitantes da Bienal de SP informaram ter participado de outros eventos literários. Esse percentual é inferior ao da FLUP (64%), mas semelhante ao da Bienal do Rio (20%). Na pesquisa nacional 14% frequentaram algum evento do gênero em 2019.

Leitura na pandemia 

Ler livros ajudou a enfrentar o isolamento imposto pela pandemia de Covid- 19: 87% dos entrevistados informam que leram mais durante esse período. Os interessados por novos títulos são 63%, ao mesmo tempo em que 60% afirmam terem aumentado seu interesse por livros. Entre os entrevistados, 79% concordam que ler melhorou a qualidade de vida no período e para 66% a leitura reduziu o estresse e a ansiedade gerados pelo distanciamento social. Para 55% dos entrevistados, ler livros diminui a sensação de solidão ou tristeza.  

Sobre a Pesquisa Retratos de Leitura

Trata-se da única pesquisa sobre comportamento do leitor do brasileiro em âmbito nacional e é realizada a cada quatro anos, pelo IPL, desde 2007. Em 2019, o IPL e o Itaú Cultural firmaram parceria para realização da 5ª edição da Retratos da Leitura no Brasil e da pesquisa do perfil do leitor em eventos do livro.  

A metodologia da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil foi a referência para orientar esse estudo e para possibilitar a comparação com o perfil leitor do brasileiro, segundo os resultados da mais recente edição.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

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