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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Entrevista com Aldair Ribeiro dos Santos, autor do livro "A impossível tarefa de fazer gestão democrática na escola - E outras considerações impossíveis"

Aldair Ribeiro dos Santos

Sou graduado em Pedagogia, fui coordenador de Salas de Leitura, professor e coordenador pedagógico, ganhei o “Prêmio Professor Excelência do Estado de Roraima – 2008/2009”, sou especialista em Alfabetização, especialista em Gestão Escolar, tenho MBA em Gestão Pública e Gerência de Cidades. Tenho poesias, contos e crônicas premiadas e publicadas em diversas coletâneas nacionais; associado à Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (ABPEE). Moro em Boa Vista - RR. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Aldair Ribeiro dos Santos: Tinha sonhos de publicar temas acadêmicos, poesias, contos e crônicas. As ideias fervilhavam, pois sou ávido leitor. Então, no inicio da pandemia dei início ao que vinha protelando há tempos: criei um blog, perfis em redes sociais e trabalhei no livro acadêmico, o qual é esse que hora relato. Pretendo publicar outros com poesias, contos e crônicas. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "A impossível tarefa de fazer gestão democrática na escola - E outras considerações impossíveis". Poderia comentar? 

Aldair Ribeiro dos Santos: O livro propõe-se a ser um oásis de democracia. É uma obra que focaliza alguns dos principais desafios quase intransponíveis na escola pública, quais sejam: (1) as intrincadas relações de poder dentro da escola; (2) a questão paradigmática entre Administração e Gestão; (3) a questão da qualidade na educação escolar; (4) a importância da postura democrática da equipe dirigente na escola; (5) finalizando com uma pesquisa de campo em uma escola do município de Boa Vista-RR. 

No decorrer da obra, sugerimos, implícita e explicitamente, posturas democráticas emancipatórias para a escola e todos os seus atores. 

A obra defende que, a construção de uma escola pública democrática e de qualidade e transformadora, está estreitamente relacionada à participação ampla da gestão, dos professores, dos funcionários, dos alunos e da comunidade. 

Com isso, esperamos contribuir para que a gestão democrática seja um elemento corriqueiro na escola pública. Parece uma tarefa impossível? Sim, mas os educadores são, desde sempre, especialistas em realizar o impossível.


Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Aldair Ribeiro dos Santos: Para este livro acadêmico o processo foi de muitas leituras técnicas e pesquisa de campo, além das minhas próprias experiências de educador. A grande dificuldade é extrair as ideias centrais de dezenas de textos e livros.

Quando ao processo criativo das minhas poesias, contos e crônicas, as inspirações vem das leituras dos clássicos, da vida cotidiana e dos filmes, desenhos, histórias, fábulas que vejo ou leio. Bateu uma ideia, já anoto no bloco de notas do celular. Minha meta é criar, no mínimo, um conto/poesia/crônica por semana e publicar em minhas rede. Depois reunir tudo em livros.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Aldair Ribeiro dos Santos: “A escola sempre reproduz em escala menor as relações de poder da sociedade. Muitas vezes, na escola, a teoria é separada da prática, é fragmentada e estanque, então as frações do conhecimento tornam-se objeto de posse e barganhas de poder. O saber, portanto, é coisificado e utilizado para delimitar quem manda e quem obedece, quem está por cima e quem está por baixo, reproduzindo-se as relações autoritárias da sociedade.

...essas relações de poder na escola são resultantes de chantagens recíprocas. No caso da relação professor-aluno, o professor usa seu poder de conferir notas para forçar o aluno a cumprir seu programa; o aluno representa o cumprimento das exigências feitas para obter nota de aprovação. No caso da relação professor-gestor, o professor “faz tudo o que o mestre (gestor) mandar” porque não quer ser perseguido ou quer receber favores; e o gestor age como se cada atitude sua fosse um favor, um benefício que faz ao professor, ou deixa-se manipular por alguns, atendendo a todos para deixar a escola “em ordem”.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Aldair Ribeiro dos Santos: O livro já está a venda no link abaixo ou na Livraria da Travessa, Mercado Livre, Livraria Cultura, Amazon, Americanas, Submarino, Estante Virtual, Magazine Luiza e em dezenas de livrarias físicas e online. Breve chegará nas livrarias de Boa Vista - RR. Pesquise o melhor frete e promoções.

Site da Appris: https://www.editoraappris.com.br/produto/5717-a-impossvel-tarefa-de-fazer-gesto-democrtica-na-escola-e-outras-consideraes-impossveis (Se for comprar na editora APPRIS, use o cupom-desconto AIMP020 ao finalizar a compra.)

Também publico regularmente poesias, contos, crônicas, reflexões e textos sobre acessibilidade e inclusão, além de livros raros para baixar e notícias literárias nos seguintes links:

https://aldairsantosrr.wordpress.com/

https://www.instagram.com/aldairars60/

https://www.facebook.com/AldairSantosRR

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Aldair Ribeiro dos Santos:

01 - Leia os clássicos, temas adultos e infantis. 

02 - Leia obras similares às suas propostas de escrita ou do seu estilo.

03 - Assista filmes, desenhos, peças de teatro,...para ter ideias na memória.

04 - Converse com as pessoas em todo e qualquer lugar. Todos tem histórias.

05 - Escreva e escreva.

06 - Deixe o texto “de molho” antes de fazer revisões. Você será outra pessoa no dia seguinte.

07 - Tenha bloco de notas à mão (papel ou celular) para anotar ideias.

08 - Peça leituras betas dos amigos ou de especialistas. Receba bem as sugestões.

09 - Avalie a reação dos seus leitores e mude ou adapte.

10 - Não desista por causa de rejeição ou críticas, reinvente-se.  

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Aldair Ribeiro dos Santos: Sim. Pretendo publicar livros nas seguintes temáticas: poesias, contos e crônicas, dinâmica de grupos, storytelling, autobiografia, contos envolvendo super-heróis dos quadrinhos, livro com temática nas falas de crianças refugiadas venezoelanas, um livro com citações de João Calvino, livro de ficção cristã... Mas ainda não decidi por qual tema iniciarei (risos)

Perguntas rápidas:

Um livro: “Casa das estrelas” de Xavier Naranjo - Editora Planeta.

Um ator ou atriz: Robin Williams

Um filme: “À Prova de Fogo” - 2008, dirigido por Alex Kendrick e produzido pela Sherwood Pictures 

Um hobby: Livros e escrever

Um dia especial: 22/12 - Data do meu casamento com Renata, minha rainha.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Aldair Ribeiro dos Santos: Agradeço a Deus pela concretização do primeiro livro acadêmico publicado, foi uma grande luta e virão outras. Agradeço a minha família que sempre ame apoia em tudo. 

Aos leitores: apoiem os escritores comprando suas obras. Vocês são a razão de ser da nossa escrita.

Contatos: aldairars60@gmail.com; aldairrr@hotmail.com, (95) 99964-1934.

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Um papo com Ercilo Dias, autor do livro "Adeus, fome!"


Ercilo Dias, pseudônimo de Marcio Ercilo, nasceu em Niterói no ano de 1971. Formado em Desenho Industrial pela Uerj e pós graduação na Cândido Mendes, teve o despertar pela escrita ainda jovem. Ávido leitor, desde literatura nacional até livros técnicos, tem especial predileção pela Filosofia. Inspirado em muitos personagens de revistas em quadrinhos e seriados de TV, ele e seus irmãos faziam seus próprios personagens e histórias quando muito jovens, até que a ideia de trazer para a literatura de ficção estes personagens foi concretizada na elaboração deste livro. Atualmente é funcionário público do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Ercilo Dias: Bom, como todo escritor – acredito, eu – foi lendo muitos livros. Conheci autores de livros universitários, a maioria professores, que ao verem meus escritos incentivaram muito. Isso me encorajou bastante e sempre tive um projeto de tornar em livro personagens que eu e meus irmãos criamos em nossa época infanto-juvenil. Não é fácil lançar um livro neste país sendo um desconhecido – as editoras só querem apostar nos famosos por causa do lucro – e então decidi lançar minha obra de modo totalmente independente. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Adeus, fome!". Poderia comentar? 

Ercilo Dias: O título se refere a uma lanchonete – é o nome dela – e seus personagens vivem as mais diversas aventuras no dia a dia. Na realidade, estes personagens e as histórias são um pano de fundo, uma metáfora para abordar as mais diferentes questões: a exploração das massas por religiosos gananciosos na famigerada “teologia da prosperidade”, a corrupção na política e nas forças armadas, a Guerra Fria, o imperialismo estadunidense, a boa música... como se vê, assunto é o que não falta. E, claro, o livro se passa nos incríveis anos 80: quem viveu aquele tempo vai revivê-lo, quem não viu, vai ter o prazer de estar lá nas páginas deste livro! 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

Ercilo Dias: É até um pouco estranho falar disso, porque é algo interessante. Eu sou do tipo que a inspiração vem do nada, vejo uma notícia, um filme, um desenho animado e a inspiração surge daí. Pego um papel e faço um resumo da história que desenvolvo desta inspiração. Então começo a escrever e mais idéias surgem, mas tenho que ordená-las, coloca-las dentro do contexto geral da obra, para que não fique totalmente desconectada do mundo dos personagens. Claro, muitos livros ajudam a me inspirar também. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Ercilo Dias: Foi então que eles tiveram certeza que existe um mundo maravilhoso subjacente ao nosso, onde a beleza e harmonia reinam para sempre. E que pode ser acessado por belas canções.” (Episódio 12, pp 88) 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Ercilo Dias: Haverá o lançamento deste livro no dia 17 de dezembro na livraria Blooks na Reserva Cultural no Gragoatá, em Niterói – RJ. Mas eu deixei um email para pedidos: livroadeusfome@gmail.com Em breve estará no instagram e facebook. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

Ercilo Dias: Apesar de todas as dificuldades, não desanimar. Escreva para revistas, sites, tente fazer seu projeto o mais conhecido possível... e claro, faça seu lançamento de modo independente – não se iluda com as grandes editoras. Elas só vão te procurar quando você for conhecido e vender muito. E não esqueça das redes sociais e sites de divulgação – afinal você ainda não é conhecido e estes meios são a tábua de salvação. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Ercilo Dias: Sim. Pretendo lançar o volume 2 e o 3 desta obra, a continuação dos personagens e das suas aventuras até o apocalipse final... onde as respostas para muitos mistérios que envolvem até mesmo a origem da humanidade estarão nestes livros. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: “O mundo de Sofia”. O melhor livro de todos os tempos.

Um ator ou atriz: Charles Chaplin... nem precisa dizer que era um gênio.

Um filme: “Terra em transe” de Glauber Rocha.

Um hobby: construir objetos de madeira ou plástico.

Um dia especial: o dia que minha filha nasceu. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Ercilo Dias: Desejo que os brasileiros leiam mais, busquem respostas para os problemas de nossa sociedade em livros e que desenvolvam crítica, não aceitem tudo de forma dogmática. Questionem, duvidem, pensem em cooperar e não em competir. Que a empatia seja a moda e não a indiferença. Acumular riquezas não deve ser o objetivo de nossas vidas, penso eu, mas sim acumular conhecimento de modo a sermos seres humanos melhores. 

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domingo, 28 de novembro de 2021

Participe da antologia (e-book) CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOL. IV Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOL. IV

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOL. IV":

1 - Escrever um poema ou conto de terror (o tema é amplo e você poderá usar como personagens: bruxas, lobisomens, vampiros, fantasmas, feiticeiros, zumbis, etc). Aceitaremos até 3 contos ou 3 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 3 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 24/10/21 até 29/11/21.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOLUME IV

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 3 poemas ou 3 contos e tenha os três selecionados, o valor será R$ 150,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook e Instagram, que somam cerca de 190 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 30/11/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: CONTOS E POEMAS ASSOMBROSOS - VOLUME IV

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.


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Participe da antologia (e-book) CONTOS E POEMAS NATALINOS - VOL II Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): CONTOS E POEMAS NATALINOS - VOL. II

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "CONTOS E POEMAS NATALINOS - VOL. II":

1 - Escrever um poema ou conto sobre o Natal. Aceitaremos até 3 contos ou 3 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 3 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. 

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 24/10/21 até 01/12/21.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: CONTOS E POEMAS NATALINOS - VOL. II

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 3 poemas ou 3 contos e tenha os três selecionados, o valor será R$ 150,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook e Instagram, que somam cerca de 190 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 02/12/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: CONTOS E POEMAS NATALINOS - VOL. II

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

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Autora lança livro com histórias, memoráveis, de sua relação com o grande empresário Henry Maksoud


História de Georgina Célia resgata violência e opressão sofrida por mulheres que desejavam viver em liberdade e ir contra o machismo.

Escrito em primeira pessoa, autora relata casos curiosos, viagens inusitadas, encontros e desencontros da infância, adolescência e vida adulta. Georgina é filha, mãe e mulher. Ela descreve momentos de sua vida,  onde a representação e o comportamento de uma época foi marcada pelo machismo brasileiro. Uma história de vida real, com escolhas difíceis, dores, amores e frustrações.

Georgina Célia Maksoud nasceu no início dos anos 50 no Guarujá, onde cresceu acalentando o sonho de ser livre para escolher o próprio destino. Filha de um pai machista e opressor, ela foi impedida de estudar assim que concluiu o ensino fundamental. Trocou os lápis e cadernos por panos de chão e detergente, pois apreender o serviço doméstico era fundamental para se “conseguir um bom casamento”. 

Mas havia um lugar onde Georgina era livre: nos seus pensamentos. Era lá, nas fantasias juvenis, que a menina se refugiava da rotina hostil que vivia. Até que, inconformada com a vida sem graça e sem cor reservada às mulheres da época, aos 13 anos ela se formou como manicure e passou a ganhar o próprio dinheiro com seu trabalho. Assim foi dado o primeiro passo para a sua tão sonhada liberdade. 

Ainda na adolescência, conheceu o primeiro marido, de quem foi vítima de violência e ameaças de morte que a obrigaram a fugir para São Paulo quando o casamento acabou. Foi na “terra da garoa” que a oportunidade de trabalhar como manicure na Hidroservice, uma grande empresa de engenharia, trouxe ares de conto de fadas à história de Georgina. A paixão avassaladora que viveu com Henry Maksoud em 1980, com direito a  show privativo de Frank Sinatra no hotel mais luxuoso da capital paulista e viagens pelo mundo, compõe os capítulos escritos ao longo de 30 anos de uma "love history" da vida real que parece ter sido retirada de um roteiro de cinema.

LANÇAMENTO

Livro: Sem Medo de Viver.

Autora: Georgina Célia Maksoud 

Loja: Livraria da Vila - JK Iguatemi 

Quando: dia 30 de Novembro, às 19h.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Ana Maria Haddad Baptista e o livro Marco Lucchesi: estrela-poética-labirinto, por Cida Simka e Sérgio Simka

 


A professora, pesquisadora e ensaísta Ana Maria Haddad Baptista acaba de lançar o livro “Marco Lucchesi: estrela-poética-labirinto”, que reúne ensaios revistos e ampliados, publicados por diversos livros e revistas, sobre o conjunto de obras de Marco Lucchesi, poeta, romancista, memorialista, ensaísta, tradutor, editor e presidente da Academia Brasileira de Letras.

Trata-se de edição especial, limitada, lançada em capa dura, um precioso e erudito ensaio, com mais de 300 notas de rodapé, sobre a literatura de Lucchesi.

Na “Apresentação”, a professora Ana Haddad comenta: “[...] Tinha diante de mim um escritor humano. Profundamente humano. Humilde. Começamos a trocar livros. Ideias. Textos. Projetos editoriais.

Gradativamente, em poucos meses, fui lendo o extenso (e intenso) conjunto de obras de Marco. Encantava-me a cada livro. Se ele me perguntasse qual meu livro preferido não teria uma resposta. Já pensei muito nisso. Cada livro, texto ou registro, do Marco ocupa um lugar especialíssimo em minha alma. Poesias, romances, memórias, cartas, traduções, ensaios, textos jornalísticos, discursos, prefácios, posfácios, orelhas de livros, entrevistas. Ele transita pelas mais variadas mídias. Seguro. Um olhar que cintila de perto e de longe. Como se estivesse entrecruzando universos diferentes rumo, sempre, ao infinito. [...]” (p. 15-16)

 

A autora

 

Ana Maria Haddad Baptista possui mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Pós-doutoramento em História da Ciência pela Universidade de Lisboa e PUC/SP onde se aposentou. Atualmente é pesquisadora e professora da Universidade Nove de Julho dos programas de Educação stricto sensu. Colunista mensal da revista impressa Humanitas. Autora e organizadora de dezenas obras publicadas no Brasil e no exterior. Entre elas: Estética da Solidão (Patuá), Tempo-Memória & Desmemórias (BT Acadêmica), Cavalos sem Memória (Apenas/ Lisboa). 

Link para o livro:

https://www.tesseractumeditorial.com.br/product-page/marco-lucchesi-estrela-po%C3%A9tica-labirinto                          

Entrevista com a profa. Ana Maria Haddad Baptista:

https://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2021/06/entrevista-ana-maria-haddad-baptista.html 

Entrevista exclusiva com Marco Lucchesi:

https://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2021/05/exclusivo-marco-lucchesi-presidente-da.html 

 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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O amor pelo qual me apaixonei, do escritor e poeta caribenho, Pierre Richard Gerisma


Sinopse: Quem nunca se apaixonou por algo ou por alguém? Quem nunca sentiu a necessidade de buscar algo mais? Quem nunca passou pela dor, mágoa, tortura que causa o amor? As vezes o amor nos enlouquece, nos mantém prisioneiros. Portanto, o único remédio para o amor, inversamente, ainda é o amor. Ele nos conforta, nos liberta, nos cura, faz curativo em nossa ferida, nos alivia e nos faz sonhar até com o impossível... 

O Amor pelo qual me Apaixonei nos leva a uma aventura em uma sociedade na qual as emoções e os sonhos são espezinhados pela dureza que prevalece no cotidiano. No mundo turbulento e desestabilizador que é o nosso, tiramos desta leitura uma profunda renovação, lavamo-nos de tudo para renascer como no primeiro dia.

Autor: Escritor e poeta caribenho, Pierre Richard Gerisma nasceu em Pétion-Ville, um município nobre de Porto Príncipe, capital da República do Haiti, no dia 14 de outubro de 1980. Filho de comerciante, trancou definitivamente seus estudos de Medicina após o terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter que atingiu a região metropolitana do país em 2010. Passou a cursar Diplomacia de Negócios, no qual obteve seu diploma. Escreveu O amor pelo qual me apaixonei (Attente d’un Amoureux), ao encontrar sua musa quando era ainda estudante de medicina em 2008.

Resolveu no início de 2016, imigrar para Olinda, cidade histórica do estado de Pernambuco na costa nordeste do Brasil. Participou da antologia O Construtor de Amigos em agosto de 2019 e da antologia Minuto de Tudo em novembro de 2020.

Links para comprar o livro: https://www.travessa.com.br/o-amor-pelo-qual-me-apaixonei-1-ed-2021/artigo/fc2709be-741c-428d-b219-60093b465584

https://www.amazon.com.br/amor-pelo-qual-apaixonei/dp/989529932X

https://www.chiadobooks.com/livraria/o-amor-pelo-qual-me-apaixonei 

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Entrevista com Georgina Célia Maksoud, autora do livro "Sem medo de viver"

Georgina Célia Maksoud - Foto divulgação

Georgina Célia Maksoud nasceu no início dos anos 50 no Guarujá, onde cresceu acalentando o sonho de ser livre para escolher o próprio destino. Filha de um pai machista e opressor, ela foi impedida de estudar assim que concluiu o ensino fundamental. Trocou os lápis e cadernos por panos de chão e detergente, pois apreender o serviço doméstico era fundamental para se “conseguir um bom casamento”. 

Mas havia um lugar onde Georgina era livre: nos seus pensamentos. Era lá, nas fantasias juvenis, que a menina se refugiava da rotina hostil que vivia. Até que, inconformada com a vida sem graça e sem cor reservada às mulheres da época, aos 13 anos ela se formou como manicure e passou a ganhar o próprio dinheiro com seu trabalho. Assim foi dado o primeiro passo para a sua tão sonhada liberdade. 
Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Esse é o meu primeiro livro, escrevi com uma “passagem” de volta ao passado. Em primeira pessoa, relatei casos curiosos, viagens inusitadas, como a viagem que fiz para a União Soviética com Henry Maksoud, os encontros e desencontros da infância, adolescência e vida adulta. Neste livro sou filha, mãe e mulher. Descrevo os momentos memoráveis da vida! O leitor vai ler a minha história, vida real de uma mulher apaixonada por um dos maiores empresários que o Brasil já teve. É uma vida feita de bordas e escolhas difíceis, dores e frustrações, amores e felicidades. O grande hotel Maksoud Plaza, ícone da cidade de São Paulo, é cenário de parte da minha história!

Conexão Literatura: Como foi escrever um livro sobre as suas histórias?

Por se tratar da minha vida, do passado, do tempo, é sempre difícil voltar, lembrar e reconstruir cenas, sentimentos, cheiros e emoções. Como diz Mário Lago “Eu fiz um acordo com o tempo”. ​​

Eu fiz um acordo com o tempo...

Nem ele me persegue, nem eu fujo dele...

Qualquer dia a gente se encontra e,

Dessa forma, vou vivendo

Intensamente cada momento…

Mario Lago

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Ainda na adolescência, conheceu o primeiro marido, de quem foi vítima de violência e ameaças de morte que a obrigaram a fugir para São Paulo quando o casamento acabou. Foi na “terra da garoa” que a oportunidade de trabalhar como manicure na Hidroservice, uma grande empresa de engenharia, trouxe ares de conto de fadas à história de Georgina. A paixão avassaladora que viveu com Henry Maksoud em 1980, com direito a  show privativo de Frank Sinatra no hotel mais luxuoso da capital paulista e viagens pelo mundo, compõe os capítulos escritos ao longo de 30 anos de uma "love history" da vida real que parece ter sido retirada de um roteiro de cinema.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Na livraria AsaBeça, da Editora Scortecci, no telefone da livraria (11) 95520-3535, no meu e-mail: georginamaksoud@outlook.com e nos links abaixo da livraria.


Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Seja persistente, não desista de seus sonhos, realize! Como sempre me dizia Henry: "Nenhum ser humano nasce igual a outro. Cada ser que nasce é uma aventura biológica, um risco que a vida assume, um PIONEIRO".

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Sim, quero trabalhar em um livro de receitas e histórias. Eu aprendi uma enormidade de receitas árabes e libanesas. Viajei o mundo inteiro descobrindo cores e sabores. Seria interessante compartilhar com as pessoas esses cheiros, gestos e sabores que vi e vivi. 

Perguntas rápidas:

Um livro: O Pequeno Príncipe.

Um ator ou atriz: Richard Gere

Um filme: Uma linda Mulher

Um hobby: séries,  de várias nacionalidades e dirigir

Um dia especial: Todos os dias. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Dedico este livro a todas as mulheres que como eu, lutam em diversas frentes para serem ouvidas

Muito obrigado
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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Autor(a) divulgue o seu livro - Conheça o Pacote Divulgação Para Autores

 


VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:


1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 194 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 10,5 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 194 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 100,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br
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Entrevista com Pierre-Richard Gerisma, autor do livro "O Amor Pelo Qual Me Apaixonei"

Pierre-Richard Gerisma - Foto divulgação

Pierre-Richard Gerisma, um diplomata de formação e escritor por instinto, oriundo da segunda maior ilha do Caribe, foi cativado pela diversidade cultural e pela beleza exuberante das florestas do Brasil, decidindo assim, fazer morada na histórica e inspiradora cidade de Olinda, em Pernambuco. O mesmo iniciou sua carreira em 2015 com a publicação do livro Attente d’un Amoureux, na XXI Livre En Folie, após isso, participou de 4 antologias brasileiras; em 2020 publicou a reedição do Attente d’un Amoureux em Paris, pela editora Edilivre; e, em 2021 lançou a tradução de seu livro com o título O amor pelo qual me apaixonei, no Brasil e em Portugal, pela Chiado Books. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Pierre Richard Gerisma:  Iniciei no mundo literário ainda na época do ensino fundamental, devido a grande afinidade com disciplinas de literatura francesa, lexicologia, letras e filosofia. No ensino médio, comecei a escrever cartas e poemas para pessoas que admirava, e muitas vezes recitei alguns destes para meus amigos. Na universidade, comecei a escrever para os jornais Le Matin e Le Nouvelliste, o que me deu motivação para ir além e poder sonhar em escrever o meu primeiro livro.  

Conexão Literatura: Você é autor do livro "O Amor Pelo Qual Me Apaixonei". Poderia comentar? 

Pierre Richard Gerisma: Conceber este livro foi uma coisa surreal, arrebatadora. Sinto-me como um pai que apresenta seu filho ao mundo e apenas apoia e observa-o crescer, ganhar forma e fazer sua própria história. Escrevi com minha alma, me deixei transbordar nestes versos e quem sabe, promover ao leitor um reencontro consigo mesmo e com suas próprias emoções. 

Até os dias de hoje, me pego fascinado com a forma que O amor pelo qual me apaixonei toca as pessoas. Outro dia, alguém comparou a obra com a frase do Nietzsche “Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objeto desses desejos.” e acho que tem bastante disso também, no livro, o objeto seria como a pessoa que me desperta essas emoções, já minha musa, seria os desejos aos quais realmente me fazem vivo. 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

Pierre Richard Gerisma: Às vezes, eu mesmo, busco tentar entender o meu processo de criação da escrita pelo fato que consigo escrever apenas sob a abundância das emoções que me movem. É um desafio muito grande, que,  para acontecer, preciso de espaço, aventuras e inspirações. Dessa forma, costumo dizer que minhas inspirações vêm da musa que eu trago dentro de mim, e que manifesta-se como bem quer ao meu redor tanto na natureza selvagem, no belo da vida e no sorriso e olhar da mulher que se identifica nela. 

No caso de O amor pelo qual me apaixonei, a inspiração veio desde cedo, na minha infância, quando fui condicionado a gostar de só uma alma que me roubou de mim enquanto eu era vulnerável e inocente. Eu fazia de tudo na minha ampla ignorância para me alinhar aos seus pensamentos, tentando procurá-la através de todas as mulheres com quem eu falava debaixo do sol. Porém, eu só andava no caminho da desilusão. Até que vinte anos depois, a natureza conspirou a meu favor e permitiu que eu encontrasse novamente essa pessoa com quem eu teria tanta afinidade, essa alma que vivia dentro de mim e me assombrava desde muito tempo. 

O encontro inesperado com essa musa é algo que nunca imaginei que fosse possível. Então, ao paquera-lá devagarinho, recuperando o tempo perdido, surgiu a melhor coisa nessa jornada, aquilo que tanto eu busquei, o sentido da minha própria vida. Descobri que fiquei muito mais encantado pelo jeito que eu a amava e pela maneira que essa paixão me inspirava a alcançar coisas incríveis que eu não teria coragem de fazer naturalmente. Sobretudo, essa inspiração era como uma força motivadora que me empurrava para frente, me ensinava a ser eu mesmo, uma pessoa melhor para a sociedade.

Porém, as pessoas ao seu redor invejavam essa complexidade que crescia entre nós e começaram a levantar barreiras para que nos afastássemos um do outro. Ao invés de desistir, encontrei um caminho na escrita onde eu expressava de maneira sútil, não apenas o sentimento pela musa, mas também, reverter essa discriminação social do cotidiano em energias positivas. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Pierre Richard Gerisma: A vida, uma aventura que surpreende a todos. “Tudo acontece por um motivo, nada acontece por acaso ou por meio de boa sorte. A doença, a ferida, o amor, os momentos perdidos de verdadeira grandeza e de verdadeira estupidez, tudo acontece para testar os limites de nossa alma. Sem essas pequenas provações, a vida seria como uma estrada facilmente pavimentada, reta e plana, que não leva a lugar nenhum. Os sucessos e as ruínas que experimentamos podem ser criados por nós e as más experiências podem nos servir de lição. Na verdade, elas são provavelmente uma das mais pungentes e importantes. E, às vezes, as coisas que acontecem conosco em um momento podem parecer horríveis, dolorosas e injustas, mas após reflexão percebemos que, sem superar esses obstáculos, não teríamos percebido nosso potencial e nossa força.” 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Pierre Richard Gerisma: O livro O amor pelo qual me apaixonei, está disponível tanto em formato físico como em E-book em todas as livrarias parceiras da Editora Chiado Books, como a Livraria Cultura, Amazon, livraria Atlântico etc… Para contatar-me, me encontro disponível através do Instagram @pierre_richard__ e @oamorpeloqualmeapaixonei, os quais atualizamos diariamente com posts sobre minhas obras e respondo eu mesmo a todas as mensagens. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

Pierre Richard Gerisma: A escrita é um hobby para a maioria dos jovens escritores, que estão a iniciar nesse universo, no entanto, para outros é uma profissão seria como todas as outras.  Dessa forma, é preciso dedicação, paixão e muita paciência para apurar sua ciência e seu modo de escrever. O talento não é suficiente se não o trabalha todos os dias, faz-se necessário a lapidação, para extrair dele o melhor resultado possível. 

É importante também saber escolher uma boa editora para trabalhar em parceria e contar com o apoio de uma boa equipe de assessoria. No Brasil existem várias editoras sérias e comprometidas que recebem originais de autores iniciantes, basta vá a pesquisa e faça uma sábia escolha. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Pierre Richard Gerisma: Sim, venho me dedicando a um novo projeto, trabalhando duro dia e noite e pretendo publicá-lo em breve. Trata-se de uma antologia de contos, poesia e crônicas. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: Pourquoi pas le bonheur? - Michèle Morgan

Um ator ou atriz: Tom Hanks

Um filme: Far And Away - 1992 (Um Sonho Distante)

Um hobby: Caminhar

Um dia especial: Hoje. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Pierre Richard Gerisma: Aproveito para expressar minha imensa gratidão à revista Conexão Literatura pela oportunidade de falar sobre mim e minha obra. Agradeço também a todas as pessoas que me apoiaram na realização e divulgação deste trabalho. 

Espero poder continuar inspirando pessoas através da minha escrita.

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Um conto de Natal em Gramado, do autor Luis Boto


Gramado é uma cidade maravilhosa localizada na Serra Gaúcha, cheia de riquezas naturais, grande pólo turístico do Brasil e muito conhecida por seu tradicional e famoso Festival de Cinema. Mas a magia do lugar vem à tona durante o espetacular festival do “Natal Luz”, o maior evento de Natal do mundo e que atrai milhares de turistas todos os anos. 

É justamente durante o “Natal Luz” que chega à Gramado a pequena Aninha, de apenas 10 anos de idade, junto com seus pais, Sr. Nestor e Sra. Evelyn, que se hospedam num luxuoso hotel onde haverá um importante congresso sobre turismo. Nestor é totalmente cético quanto ao Natal, enquanto a Sra. Evelyn, apesar de não acreditar, procura sempre levantar o astral de sua filha durante as festas natalinas. 

Após ganhar um lindo guizo de Natal de um velho senhor, Aninha conhece Lucas, um garotinho humilde que tem a sua mesma idade, que mais tarde se tornará seu guia durante uma emocionante aventura para encontrar três símbolos natalinos espalhados pela belíssima Gramado e cujo prêmio será ver pessoalmente o verdadeiro Espírito do Natal. 

Uma aventura fantástica cheia de magia e recheada de personagens do mundo mágico do Natal, como gnomos, duendes, elfos, renas e, como não poderia faltar, o próprio Papai Noel, trazendo uma linda e inesquecível mensagem de Natal a todos os povos. 

Para adquirir o livro 

Link da Amazon -

https://www.amazon.com.br/Um-conto-Natal-em-Gramado-ebook/dp/B088WCR1CF/ref=sr_1_2?qid=1637625287&refinements=p_27%3ALuis+Boto&s=digital-text&sr=1-2&text=Luis+Boto 

Direto com o Autor (exemplar autografado), através dos seguintes contatos:

Demais contatos do Autor

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Conto "Estou deitado numa cama de pregos e uma naja filipina prepara seu bote...", por Roberto Fiori

Androide Bartender - Divulgação

             Willigstrasse. A rua dos prostíbulos. As janelas de um deles, fechadas, exceto uma. A que mostra dois amantes enlaçados, presos em uma roda temporal que gira e conduz ao passado e ao futuro. No momento, estão presos em 10.550 d.C., na parte inferior do mecanismo, mas se fazem ideia de que podem ser observados daqui, em Bremen, Alemanha, no ano de 2181, isso ninguém sabe.

Estou trajando manto negro e capuz marrom-escuro. Fito a roda do tempo se mover por um tricentésimo de ano, de um degrau para o outro, ao redor da escadaria circular construída por hábeis artesãos, há muito e muito tempo, em mundos de gelo e fogo. No outro lado da rua, curvo a esquina da rua do Pecado Genial com a alameda dos Miosótis Condenados. Esqueço por um momento a cena erótica e entro em uma espelunca barata, cheirando a Steinhegger e a Tequilla mexicana.

O procedimento é o mesmo. Enfio a moeda cunhada na Década do Liberalismo na ranhura do balcão polido de forma esmerada pelo dono do estabelecimento. A porta dos fundos se abre, um androide surge.

— O que quer?

— St. Vitus me enviou. O tempo urge.

— Para você, decerto. O Tempo é o mesmo para quem passa por Willigstrasse e para quem está aqui.

Fui seguido. Detesto isso. Mas o bairro é autêntico, feito para que se jogasse com o Destino, e os perdedores eram atirados no vácuo temporal do infinito sem fim. Esperei. A máquina dá meia volta e eu brado:

— Você está a um passo de dividir a roda temporal com aquele casal de amantes, androide. Nessa vizinhança, vocês não são os únicos a andarem armados. Das costas do robô humanoide abre-se uma portinhola. Odeio quando essas máquinas se fazem de espertas. Seu convencimento a leva a disparar um “laser” de baixa potência, que é absorvido por meu manto, quando me defendo, dando as costas para o facho de energia vaporizadora. Um tremor vai abalando o estabelecimento e o androide começa a vibrar. Calculei sua desmaterialização de nossa seta temporal em dez segundos, junto de todo o quarteirão.

— Vai querer conversar sem truques, dessa vez? Eu posso mudar seu Destino, que está em curso — a máquina falava, tremendo:

— E...e...e...est...tá...certo, combi... na... do! — Apertei um fecho no interior de minha roupa e tudo parou de tremer. O robô balançou para frente e para trás por alguns segundos, chacoalhando, mas conseguiu recuperar seu equilíbrio.

— Agora me diga, robô. Onde Jeremiah pode ser encontrado?

A voz átona do androide soou alta, como se ele estivesse querendo dizer algo importante:

— Willigstrasse, 92, quinto andar, bloco D, apartamentos 501 e 502.

Aquele pedaço de metal apoiou-se no balcão de atendimento, sem ousar me encarar. 

Foi fácil arrombar a porta do prédio brilhante como se feito de tijolos recém-cozidos. Em silêncio, entrei no átrio do pequeno edifício, me dirigindo para a entrada, um pouco afastada da rua. Outra fechadura padrão destravada e eu estava dentro do prédio. Vazio, sem mobília, o saguão de entrada era silencioso como um túmulo. Caminhei até as escadas, ignorando o elevador informatizado. Armadilha escondida por trás de tecnologia de ponta.

Subi os degraus e dei com o quinto andar. Fiquei imóvel, como uma estátua. Ouvi a flecha com ponta explosiva no momento em que foi disparada. Acocorei-me e levantei o braço direito. Senti, quando o artefato se fixou entre meus dedos. Joguei a coisa de volta para onde veio. A detonação abriu um buraco nas paredes dos prédios geminados. Alguém saiu do apartamento no fim do corredor e saltou para o outro edifício. Pressionei a presilha de metal, dentro de minhas vestes, e o homem foi dividido em dois, suas metades se espalhando como pedaços de carne em um açougue pelo chão do corredor. Sangue lavou o piso imundo do prédio.

Retornei ao corredor e levantei os olhos. 505 era o número do apartamento defronte à escadaria. Sem o mínimo ruído, dei dois passos, até chegar no número 503. Conjugado a este, o 504 estava entreaberto, sua porta fina de madeira escondendo... o quê? Um prostíbulo masculino, uma refinaria caseira de crack e heroína sintética? Ou era um endereço suspeito onde se treinavam prostitutas e prostitutos mirins para serem utilizados, atendendo dezesseis clientes por dia?

Franzi a testa. Não chamaria aquele bairro de hospitaleiro. Saltei. Atravessei a porta entreaberta com um punho e arranquei-a da parede com um safanão. Corri. O primeiro homem cheirava a perfume de mulher. Atingi seu estômago com a porta e ele foi atirado para dentro de um quarto. Atirei a porta pela sua janela e luz penetrou na escuridão de um aposento sem iluminação no teto. Havia um menino, uma menina e dois homens troncudos, que eram tão fortes quanto um Arnold Schwarzenegger.

Não quis gastar energia mística à toa. Caminhei a passos largos e agarrei o primeiro brutamontes. Físico ele tinha. Força de verdade, eu tinha minhas dúvidas. Um soco com a palma da mão aberta implodiu seu estômago, que se dilatou a seguir, com um barulho de dar nojo. Pelo nariz e ouvidos, um jorro de sangue. Os olhos vazaram. O homem caiu.

O segundo brucutu era imponente. Mais de dois metros e dez, um metro e meio de ombro a ombro, coxas de elefante, braços de ferro, peitoral de aço. Mas era um homem, um simples homem. Deixei-o vir. Ele acertou o primeiro soco em meu braço levantado, um pontapé no meu joelho, que eu dobrara e levantara para me defender, e foi só. Agarrei seu pescoço, fui apertando-o aos poucos. Ele sentia que seria sufocado e bateu seus punhos contra meu cotovelo, para se livrar. Mas o que ele fez no final foi ajoelhar-se e dependurar-se em meu punho, que usei para esmagar sua traqueia.

Tirei as duas crianças daquele pardieiro, por meu serviço de teletransporte intergaláctico. Elas fixaram o olhar em mim, logo que foram envolvidas pelo campo transdutor do teletransporte, mas sem chorar. Quem quis chorar fui eu.

O apartamento contíguo, o 505, era acessado tanto pelo corredor, como por uma porta que o conectava com o que eu encontrara as crianças. Encostei a mão espalmada no ferro da porta e ouvi. Havia choro de crianças, solavanco de camas, risadinhas. Duvido que fossem de mulheres, somente.

Fechei a mão com força ao redor da presilha em meu manto. A porta de metal nem pareceu sólida. Ao estouro das ferragens que a prendia às paredes, seguiu-se um berro curto, mas animalesco. Animalesco. A porta fora lançada em velocidade pelo interior do corredor de entrada do apartamento e esmagara uma mulher contra outra parede, deixando suas pernas e braços nus à mostra. Sangue espirrara para os lados.

O ambiente mostrava, no final das contas, o seu lado imoral, por St. Vitus!

Fechei os olhos com força. Pressionei pela segunda vez o gatilho escondido junto ao meu corpo e quem eu visualizava de olhos fechados era arremessado contra o teto, onde sua pele se fixava. Triste modo de morrer. A testa, o nariz esmagado, as pálpebras, o queixo, o tórax, a barriga e as pernas e pés passaram a sustentar os corpos, que milímetro a milímetro teriam a pele rasgada, nos pontos em que se colara ao teto de cimento. Cairiam, é certo, mas em meia hora ou uma hora. No momento, qualquer movimento com os braços produzia uma dor horrível...

Revistei os cômodos daquele lugar indescritível. Berros de crianças vinham de camas e do chão dos quartos. Havia sêmen e sangue nos lençóis e no assoalho. Três crianças haviam sido mortas. As quinze outras permaneciam imóveis.

Cliquei no gatilho para teleportá-las. O ambiente ficou quieto. Decidi que não queria presenciar a tortura que iria acontecer em breve, nem ouvir os gritos dos estupradores. Caminhei para o apartamento 502 e saí pelo corredor. Olhei para o lado oposto do corredor ao que eu explodira. Fechei os olhos.

Hora de me encontrar com Jeremiah. 

Ampliara, naquele segundo em que me encontrava no corredor, minha audição, e pudera acompanhar as conversas de dezenas de pessoas, naquele prédio e nos vizinhos, em um raio de cinco quilômetros. Descobri muita coisa.

O principal era sobre um antro de viciados, jogadores, traficantes e matadores de aluguel, a trezentos metros de onde eu me encontrava. Havia alguém que conhecia a quadrilha de Jeremiah. Ou melhor, o pequeno exército do gângster. Teleportei-me para perto do muro que dividia o prédio do bandido das outras edificações ao redor. Apurei os ouvidos. Se alguém me visse pousar na calçada, isso teria sido um erro de cálculo, portanto, decidi me teletransportar no mesmo momento para um dos cubículos do prédio, blindado e à prova de invasão por radares, feixes de lasers de baixa potência e todo o tipo de arma de energia que os espiões e exércitos do mundo livre utilizavam contra o Crime Organizado. Inclusive por mim. Mas eu nascera com habilidades para bisbilhotar em qualquer buraco fedorento do C. O. Até da espelunca que era aquele prédio blindado.

Havia pouco barulho. Captei com o amplificador auditivo de meu córtex cerebral as vozes de bandidos. Eram criminosos a serviço de Jeremiah, sem importância. Mas, quando eu passei para o nível de captação de ondas de alta frequência, pude ouvir o que uma única pessoa no mundo poderia fazer, falar em frequência hipersônica. O chefão.

Transportei-me para o quarto e vi no exato momento em que tudo se tornou visível que havia cometido um erro. Jeremiah estava lá, sim, mas cercado de comparsas, androides e robôs, armados com todo o tipo de parafernália que se poderia imaginar, desde submetralhadoras de balas explosivas a pistolas e fuzis “laser” de alta potência.

Jeremiah, sentado em frente a um monitor de quatorze polegadas, acompanhava seus negócios. Nem se deu ao trabalho de dar ordens. Um homem e uma garota me seguraram, torcendo meus braços e me forçando a inclinar o tronco. A dor era forte, mas isso não importava. Fui levado para o quarto ao lado, por uma porta de aço, que abriram.

A escuridão era total. Ouvi o som dos animais se arrastando e tive meus pulsos e tornozelos amarrados. Puxaram meus pés e caí sobre uma cama de pregos, dessas que os faquires usam. A dor era ruim, os pregos perfuraram minha pele, mas o verdadeiro perigo estava ao redor. A porta de aço foi fechada e senti quando o primeiro animal rastejou sobre meu estômago e saiu pelo outro lado. Sons sibilantes. O abocanhar de um animal em outro e o chiado de dor deste último. Um odor a carne em putrefação.

Fechei os olhos e percebi o que era a origem do som sibilante. Serpentes, mais de uma dúzia ao meu redor, preparando-se para atacar. Mas antes, lutas entre elas estavam em curso. Eu tinha chances de escapar. Concentrei-me. Pensei nas amarras de meus pulsos e tornozelos como linhas delgadas de costura. E rompendo-se. Foi o que aconteceu. Pensei na porta de aço. Pensei nela sendo arremessada para o quarto de Jeremiah. E faltou pouco para ser picado por uma naja filipina, a serpente terrestre ocupando o “ranking” de cobra com veneno mais potente de todas. Acima dela, somente restavam as cobras marinhas, mas isso era de pouca importância, no momento.

Saltei, no momento em que uma dessas serpentes dava o bote. Corri e apertei minha arma escondida duas vezes. O teto da sala onde as cobras estavam desabou. E os homens de Jeremiah seguraram seus pescoços, quebrados em uma fração de segundo.

O chefão apontava um fuzil “laser” contra mim. Disparou, mas eu me desviei um décimo de segundo antes que o homem premisse o gatilho.

Ele não viu o que eu fazia, enquanto me aproximava em desabalada correria. Acionando dois gatilhos de meu cinto oculto pelo manto, fiz o fascínora voltar o cano do fuzil para a própria boca, abri-la e transformar sua própria cabeça em fumaça. 

Teleportei-me para a minha nave em órbita e segui para Rawenna, o planeta para o qual me mudara da Terra. Esta tinha dado tudo o que tinha, desde florestas, até as profundezas dos oceanos, para que criminosos como Jeremiah armassem o seu circo de horrores, dominando o planeta natal da Humanidade. De vez em quando alguém cometia a besteira de voltar para lá, mas voltar duas vezes era um erro estúpido, não uma loucura sem noção.

Em Rawenna, tomei o duto subterrâneo ferroviário que ligava o espaçoporto aos continentes, cidades e bairros do resto do planeta. O assassino profissional a serviço de Jeremiah se encontrava atrás da porta da frente de minha casa térrea. Envolveu meu pescoço com o fio de nylon e começamos a lutar para ver quem morreria primeiro.

Atirei-me no instante em que era sufocado para as paredes e a porta, pressionando o matador com minhas costas. Com as mãos segurando o fio de nylon, curvei-me e lancei sobre meu corpo o patife corredor adentro. Ele se pôs de pé e atirou suas pernas contra minha cabeça. Os pés entrelaçaram-se em meu pescoço e fui derrubado com um giro do corpo do meliante.

Agarrei um dos pés e o torci em um movimento com as mãos, quebrando o tornozelo. Peguei o outro pé e fiz o mesmo. Estávamos em posição de igualdade, por fim. Levantei-me, massageando meu pescoço dolorido e decidi acabar com aquilo. Fui para cima do tronco do agressor e bati repetidas vezes sua cabeça contra o chão. Na vigésima vez em que o agredia, ele deixou de reagir. Bati uma última vez a parte traseira de sua cabeça contra o solo e sangue correu devagar de seu crânio.

Ouvi, nesse momento, a voz de St. Vitus. Vinha de um aparelho de som velho e ensebado no corredor. Dizia que meu trabalho havia sido excepcional e que eu deveria me reunir aos chefes dos controles de criminalidade galáctico, em meia hora. Sorri. Apertei um interruptor dissimulado por trás da coluna sobre a qual o aparelho de som estava e apanhei o desintegrador de seu esconderijo no interior da parede. Um tiro e os átomos do bandido se tornavam menos do que matéria, mas sim, energia térmica. Um pulo de quatro graus Celsius para o alto e o ambiente voltou à temperatura original, a de uma nave de luxo de passageiros entre Rawenna e Altair.

Saí da casa assobiando e me pus a caminho do duto subterrâneo ferroviário, que me levaria ao controle planetário de criminalidade.

Estava na hora de reconhecerem meu trabalho! 


*Sobre Roberto Fiori:

Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro Cedrik - Espada & Sangue:

“Em uma época perdida no Tempo,

onde a Escuridão ameaçava todos,

surgiu um líder.

Destruição, morte, tudo conspirava contra.

Mas era um Homem de extremos, audacioso.

Era um Homem sem medo”. 

Dos Relatos e das Crônicas da Velha Terra.  


Em sua obra “Cedrik – Espada & Sangue”, o escritor Roberto Fiori coloca sua imaginação e força de vontade à prova, para escrever seu primeiro romance. Um livro de Fantasia Heroica, no gênero Espada & Feitiçaria, em que, em uma realidade paralela, a Terra da Idade do Ferro torna-se campo de lutas, bravura, magia e paixão.

Cedrik é um Guerreiro capaz de levantar 75 kg em cada braço e, ao mesmo tempo, de escalar uma parede vertical de mais de 20 metros de altura facilmente. Em meio a ameaças poderosas, parte para o Leste, em missão de vingança. Acompanham-no a bela princesa Vivian, vinda do Extremo Leste, e o fiel amigo Sandial, o Ancião, grande arqueiro e amigo a toda prova.

Os amigos enfrentam demônios, monstros, piratas e bandidos sanguinários. Usam de magia para se tornarem fisicamente invencíveis. Combatem demônios vindos do Inferno, no Grande Mar. Vivian é guardiã e protetora do Necrofilium, livro que contém maldições, feitiços e encantamentos em suas páginas.

A intenção do autor é continuar por anos as aventuras de Cedrik, escrevendo sobre todo um Universo Fantástico, em que bárbaros e guerreiros travam lutas ferozes e feitiçaria não é uma questão somente de “se acreditar” em seu poder, mas de realmente utilizá-lo para a batalha, como uma arma.

A obra pode ser adquirida com o autor, pelo e-mail spbras2000@gmail.com,  no site da Editora Livros Ilimitados, em livrarias virtuais e no formato de e-book, na Amazon. Os links para acessar o livro são:

1.     Americanas.com:

https://www.americanas.com.br/produto/3200481831?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

2.     Submarino.com:

https://www.submarino.com.br/produto/3200481831/cedrik-espada-e-sangue?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

3.     Amazon.com:

https://www.amazon.com.br/Cedrik-Espada-Sangue-Roberto-Fiori-ebook/dp/B091J3VP89/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=cedrik+espada+e+sangue&qid=1620164807&sr=8-1 

4.     Site da Editora Livros Ilimitados:

https://www.livrosilimitados.com/product-page/cedrik-espada-e-sangue

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