quinta-feira, 4 de junho de 2020

Markus Thayer e seus livros, por Cida Simka e Sérgio Simka

Markus Thayer - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Bem, pessoal, eu sou formado em Ciência da Computação e com pós-graduação em Controladoria.
Antes de me tornar escritor, trabalhei por trinta anos em um dos maiores bancos privados do país. Me especializei em armazenamento de dados e aplicações corporativas.
Desde muito cedo me interessei pela leitura. Me peguei viajando no fundo dos oceanos com Júlio Verne e visitando a Galileia com J.J. Benitez.
Devorava livros técnicos que ensinavam eletrônica, física, mecânica, bancos de dados, linguagens de programação, entre tantos segmentos apaixonantes.
Sempre adorei também o mundo espiritual. Estudei religiões e filosofias como os Vedas, o Budismo Tibetano, o Zen budismo. Busquei compreender a essência dos ensinamentos por trás dos testamentos.
Outra área que me fascinou foi a autoajuda. Li muitos livros sobre controle do tempo, gerenciamento de projetos, liderança, produtividade e muito mais.
Quando pego um livro em minhas mãos, sinto o Universo que tem ali dentro. Aquela obra é parte da alma de alguém, é como se você pudesse entrar na mente de outra pessoa. Talvez seja isso o que mais me comove.
Foi por causa de todas essas experiências que resolvi me aventurar no mundo da escrita.
Em 2008 decidi compilar meu primeiro livro.
Hathor foi publicado pela Novo Século e me trouxe o prazer indescritível de ver minha obra convertida em um livro.
Posso assegurar que sentir nas mãos o seu livro traz uma emoção única. Uma sensação indescritível.
No entanto, publicar não era nada fácil. Mas, em 2014, a Amazon trouxe sua plataforma para o Brasil. E com isso, abriu um horizonte novo para os escritores brasileiros.
Publicar on-line é muito mais fácil e depende apenas de você. Foi pensando assim, que fiz as modificações necessárias e disponibilizei meu livro na rede.
A história original de Hathor foi mudada. Coloquei mais personagens, novas tramas, outras dificuldades para o protagonista e um novo final. Com isso surgiu a série “Guerra no Centro da Terra”, composta por três livros.
Há pouco tempo, publiquei a série “Pandemia H36”, composta por quatro livros.
Atualmente estou trabalhando em três projetos:
O primeiro é uma série que se passa em um ambiente pós-apocalíptico.  Será composta por quatro livros e está em fase final de edição. Acredito que deverá ser publicado até setembro.
O segundo trata-se de um manual de escrita, onde ensino as técnicas que aprendi nos últimos doze anos criando textos.
Por fim, estou trabalhando em um thriller que envolverá alta tecnologia misturada com espionagem, polícia internacional e uma fuga desesperada. Esse projeto está ainda em estágio embrionário.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros. O que o motivou a escrevê-los?

Guerra no Centro da Terra

Como disse anteriormente, o livro Hathor foi convertido em uma série. São três livros que contam a aventura de um jovem inglês. 
Foi assistindo a um documentário sobre genética que surgiu a ideia desse livro. O programa explorava a possibilidade de o gameta Y desaparecer e, num futuro distante, o mundo ser habitado apenas por mulheres.
Fiquei impressionado com essa ideia e acabei escrevendo sobre a cidade fictícia de Hathor, que é descendente de Atlântida. 
Abaixo uma breve descrição de cada livro:

Livro 1

O ano era 1856, mesmo assim, John McBrian se viu enterrado no lado escuro da Lua. Abaixo de metros e metros de sílica derretida. 
Seu sonho era se tornar engenheiro. Por isso, ingressou no King’s College de Cambridge.
Um livro; páginas coladas; uma mensagem criptografada, um mistério.
Seria uma armadilha orquestrada por uma mente diabólica?
Seria possível escapar daquela morte horrível?

Livro 2

As cartas foram lançadas. Um Phobus IV foi abatido. O armistício foi quebrado
Os milênios não foram capazes de aplacar o ódio e…
Uma guerra entre gigantes teve início no centro oco da Terra.
Para onde essa guerra levará o Planeta?

Livro 3

Os dois lados já contavam seus mortos.
Destruição e dor se espalhavam pelas duas nações.
John McBrian se vê no meio desse conflito de gigantes. Mas uma sombra ainda mais ameaçadora ronda o Planeta Azul.
Sim, uma mente diabólica tinha um plano tenebroso.
John descobriu que a raiz do grande mal se movimentava a quatro anos-luz de distância.
Será que aquele cristal seria a solução?

Série Completa
A série está disponível também no formato box com a série completa na Amazon.

Pandemia H36

Meu lançamento mais recente também é uma série. Pandemia H36 conta a história de Elisa Esker e sua luta para sobreviver em uma Guararema que se transformou no foco de um apocalipse zumbi.
A ideia desse livro foi inspirada por um jogo de computador. O game State of Decay da Microsoft sugere um mundo dominado pelos zumbis, onde sua missão é sobreviver o máximo de tempo possível.
No caso de Pandemia H36, a personagem principal vê a sociedade desmoronar ao seu redor. É forçada a rever seus valores e lutar pela vida com todas as suas forças.

Episódio 1 – Prelúdio para o fim do mundo

Elisa Esker leva uma vida tranquila em Guararema.
Um telefonema; notícias no rádio e na TV... 
Ninguém sabe o que se passa. Brigas? Assaltos? Loucos foragidos do hospício?
Ela se vê obrigada a enfrentar a noite escura, e seguir em direção ao foco do problema. 
Será que suportará o que está prestes a ver?

Episódio 2 – O último trem

Mas a cidade virou de ponta cabeça.
Pessoas enlouquecidas se espalham pelas ruas.
Não seria melhor fechar os olhos e fugir dali?

Episódio 3 – A dor da perda

Foi jogada para dentro de um trem junto com desesperados tentando fugir.
A doença se espalha rápido, é necessário lutar pela vida.

Episódio 4 – Os infectados herdaram a Terra

Depois da destruição da cidade, só resta sair dali.
Elisa se dá conta de que a humanidade está acabando.
Como sobreviver num mundo cheio de dementados?
Seria possível reconstruir a vida?

Série Completa

A série está disponível também no formato box com a série completa na Amazon.

Como analisa a questão da leitura no país?

O brasileiro é um amante das redes sociais. A adesão a esse meio de comunicação é tal, que chega a preocupar os estudiosos.
No entanto, penso que isso é evolução. Com a internet, o círculo de amigos se estende para além do imaginável. Novas relações são consolidadas e, com isso, surgem novos modos de aprender e de ensinar.
Estamos vivendo um momento em que é preciso aprender muito rápido, porque o conhecimento adquirido pode se tornar obsoleto em poucos meses.
E, para acompanhar essa corrida maluca, é necessário ler e aprender na mesma velocidade.
Assim, penso que a tendência para os livros modernos é serem curtos. Leituras rápidas, precisas, compactas. Sem devaneios excessivos. 
Acredito que a internet trouxe um senso de urgência nunca antes percebido. Antigamente, você precisava conquistar o leitor no primeiro capítulo. Hoje, precisa ser nos primeiros parágrafos.
Concluindo, acredito que as histórias curtas devam ganhar espaço e serem mais lidas pelas pessoas ávidas por velocidade.

O que tem lido atualmente?

Atualmente estou lendo alguns thrillers de ação e também estou estudando as técnicas para se escrever scripts para filmes e séries de TV.

Que dicas pode fornecer a um escritor principiante?

1.     A primeira grande dica é clássica: Acredite em você. Tome uma decisão e faça acontecer. Não dê ouvidos aos pessimistas que descrevem uma porção de coisas que podem dar errado. Confie em você, na capacidade do seu espírito imortal. Diga para você mesmo: Eu sou maior que os obstáculos. Eu sou quem decido ser.
2.     A segunda dica é: Estude bastante. Escrever é uma arte que precisa ser desenvolvida. Existem muitas técnicas e modelos à disposição do aspirante a escritor. Na minha opinião, uma das mais importantes é o uso de outline. Eu nunca inicio a escrita de um livro sem saber como serão o meio e o fim da história.
3.     A terceira dica é: Compromisso. Separe uma parte do seu tempo para escrever. Faça um contrato com você mesmo e não quebre o contrato jamais!
4.     A quarta dica: Comemore as suas vitórias. Sempre que terminar um trecho importante do seu projeto, comemore de alguma forma. Saia para jantar, compre um presentinho para você. As vitórias devem ser exaltadas.
5.     Quinta dica: Aprenda como divulgar o seu trabalho. Um tesouro escondido no fundo do mar não vale nada. Assim, mostre os seus livros para o mundo.
6.     Sexta dica: Nunca leia comentários negativos. Não existem críticas construtivas. As pessoas não são obrigadas a gostar do seu trabalho. Paciência. Mas você também não é obrigado a ler as críticas. Desse modo, siga em frente sem dar atenção. Não leia, resista à tentação de ler críticas. Lembre-se, isso pode abalar a sua autoconfiança e destruir o seu entusiasmo.
7.     Sétima e última: Nunca, jamais desista. Só uma pessoa pode fazer você fracassar nessa vida. Só você é capaz de construir ou destruir o seu caminho. O seu sonho precisa ser acariciado todos os dias. É como uma plantinha que precisa de água e sol. A sua realidade é você quem cria. As coisas acontecem dependendo de onde você coloca a sua atenção. Você está no comando. Lembre-se: Decisão leva à ação que leva à realização.

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Bem, existem muitas perguntas que eu não me sinto apto a responder. Algumas perguntas envolvem conhecimento específico como: A descoberta do Bóson de Higgs consegue explicar a massa da matéria? 
Outras possuem um número tão grande de variáveis, que qualquer tipo de resposta se mostra mais como um achismo do que como resposta. Algo como: Qual seria o melhor sistema político para o Brasil?
Já uma pergunta que eu gostaria de responder seria: O que é a vida para você?
E eu responderia: Vida é sonhar; é colorir um papel em branco; é brincar de roda; correr; se sujar na terra; nadar; sentir o perfume das flores; ver o pôr do sol; e, no dia seguinte, se levantar bem cedo para vê-lo nascer de novo. Vida é abraçar, acariciar, trocar olhares, beijar. Vida é amor.

Os livros do autor na Amazon:

CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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