quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Estação das Letras completa 25 anos com evento literário gratuito e reúne importantes escritores e profissionais nacionais do livro


O evento, com programação gratuita e transmissão virtual, acontece no sábado 26/9, das 10h às 19h, e inclui palestra de abertura de José Miguel Wisnik sobre “A trilogia de Clarice Lispector" e workshops dos escritores Luiz Antônio de Assis Brasil, Ítalo Moriconi, Valéria Martins, Raphael Montes, Marina Colasanti e Nuno Rau, além de Laura Grossmann e Ricardo Perez, ambos da Amazon.

Serão diversas salas on-line transmitindo sete encontros com até uma hora de duração pela plataforma Zoom; os temas, romance, conto, poesia, agenciamento literário, literatura infantojuvenil, autopublicação, varejo digital de livros e plataformas de lançamento de novos autores.

Haverá também lançamento da antologia “Viver de Escrever : Estação 25 anos”, com textos de alunos que passaram pela Casa na sua primeira década de vida. Eucanaã Ferraz e Antônio Cícero serão responsáveis por fechar a programação com um Concerto de Poesia. O encontro tem o apoio da Kindle Direct Publishing e as inscrições estão abertas pelo estacaodasletras.com.br/viverdeescrever.

CONTANDO A HISTÓRIA

A Estação das Letras foi criada em 1996 por Suzana Vargas, escritora, professora de literatura e uma das pioneiras em oficinas literárias, ao trabalhar na OLAC no início dos anos 80 com o professor Afrânio Coutinho. Após o lançamento do projeto Rodas de Leitura, que lotou plateias em centros culturais cariocas entre a década de 90 e 2005, Suzana teve o apoio de amigos/escritores para fundar a Estação, considerada polo irradiador do fazer literário em diversas dimensões - seja com programação de cursos e oficinas ou como produtora de muitos e importantes projetos culturais nacionais e internacionais.

Em 2017, a Estação, que sempre viveu exclusivamente de seus cursos e da vitória da resistência, transformou-se em Instituto Estação das Letras, uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos com o objetivo de continuar e para ampliar ainda suas ações em favor do livro e da leitura.

Mais de 30 mil alunos passaram pela Estação: 600 publicaram livros e 10% colecionam prêmios. Quatro mil professores foram capacitados por mentores como Ruy Castro, Marina Colasanti, Cleonice Berardinelli, Ferreira Gullar, Ana Maria Machado, Antônio Carlos Secchin, Frei Betto, Antônio Cícero, Gonçalo M. Tavares, entre outros e 40 mil pessoas participaram de sete mil eventos promovidos pela Estação das Letras e sua equipe nesses anos. Entre eles: as arenas jovens e os espaços da leitura FNDE, pelo Snel e MEC, respectivamente, em bienais do Rio de Janeiro e São Paulo; Mostra Sul da Poesia Latinoamericana do CCBB, no Rio, em São Paulo e Brasília, assim como as vanguardas literárias da mesma instituição; Leitura em Ação, pela Oi Futuro; Estação Pensamento & Arte, da Secretaria Muncipal de Cultura do Rio de Janeiro e Caravana de Escritores (Minc/CBL).

- Em sua trajetória, a Estação das Letras inaugurou a profissionalização dos escritores e profissionais da literatura com eventos remunerados numa época em que os escritores apenas recebiam flores por sua participação nos escassos eventos públicos de literatura a os quais eram chamados. No rol de eventos próprios (sem apoio) a Estação lançou desde 1996 as primeiras trocas de livros no país com o Livros na Mesa, programa de trocas de livros que permaneceu em cartaz até 2014, além dos cursos também pioneiros na área de mercado editorial com programas de formação para livreiros, gerenciamento de livrarias , cursos de editoração, copidesque e revisão. Foram muitos e inovadores os serviços prestados pelo espaço ao longo de décadas, comemora Suzana.

ESTAÇÃO HOJE

Com sedes nas ruas do Rosário, do Catete, e pela Almirante Tamandaré, nos  bairros Centro, Catete e Flamengo, a Estação fica hoje na Marquês de Abrantes, na Zona Sul. Após ¼ de século, a instituição abriu seus horizontes para as oficinas on-line, em virtude do distanciamento social. As aulas de gêneros e criação, leitura e mercado editorial estão ultrapassando as barreiras físicas.

- O IEL entrou era on-line. Perdemos oportunidade de estar mais próximos, mas esse momento facilitou o contato com o país e o mundo. Ao longo dos 25 anos fomos procurados por lugares do Brasil inteiro pedindo que “abríssemos” em diversas cidades. Mas como não sou exatamente uma empresária, ficava difícil. Hoje percebemos ampliação do público para além das fronteiras municipais e estaduais, inclusive internacional. Aumentamos a oferta de eventos de leitura e reforçamos serviços e propostas que ultrapassam os limites geográficos, diz.

 A Estação das Letras mantém ainda oficinas de formação em escrita e leitura, rodas de leitura para jovens de 7 a 24 anos de comunidades, além de disponibilizar serviços de avaliação de originais, mentoria, consultoria, curadoria e produção literária e uma grade de eventos mensais fixos: Sextas com Letras, Concertos de Poesia, Janelas Literárias e Recordar Infâncias.

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