quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O estranho que nós amamos

 


Sexo e morte. Eros e Tanatos. Esses dois conceitos são perfeitos para definir “O estranho que nós amamos”, filme de 2017, de Sofia Coppola.

Na história, um soldado nortista é ferido na perna e encontra abrigo numa antiga mansão sulista que agora funciona como escola feminina. Acolhido pelas mulheres, que em um primeiro momento pensam em entregá-lo aos soldados sulitas, ele se acaba sendo cortejado pelas duas professoras e por todas as alunas.

A casa é tomada pela tensão sexual, explificada pela cena do jantar. Cada uma veste seu melhor vestido e até mesmo uma torta de maçã acaba ganhando contornos de cortejo e os risinhos encobrem o forte desejo sexual de todos os presentes. 

Mas a história, como se tivesse um lado B, logo se torna também uma história de suspense e violência em um plot twist surpreendente, mas totalmente verossímel.

Sofia Coppola tem um olhar sensível, capaz de captar detalhes e nuances que talvez escapassem de um cineasta menos competente, e que ajudam a compor a história e os personagens e mostrar a trama do ponto de vista das mulheres sem a necessidade de longos diálogos. Além disso, a fotografia é dominada por aquilo que Roland Barthes chamava de estetismo: a busca de aproximar a imagem de uma pintura. Dessa forma, a maioria dos takes são verdadeiros quadros, inclusive em termos de enquadramento.

 

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