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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ENTREVISTA COM ESCRITOR: Evelyn Mello e o livro A menina que plantava letras, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.
 

Eu poderia dizer que sou professora, pesquisadora e escritora, mas penso que, hoje, o que melhor me define, é que sou uma plantadora de letras, como eu sempre quis ser. Quando criança, observava meu avô no jardim; admirava o desvelo com que ele cuidava de cada flor: alices, margaridas, orquídeas, rosas... Eu pensava que um dia queria ser como ele e cultivar flores minhas. Descobri cedo que minhas flores e meu jardim seriam outros, mas não menos especiais. As letras me cativaram e desde então nunca mais nos separamos. 

ENTREVISTA: 

Fale-nos sobre o livro. O que motivou a escrevê-lo? 

A história da escrita da “Menina que plantava letras” é extremamente especial! Desde que comecei a escrever ficção, tive muita vontade de me comunicar com o mundo lúdico da criança, mas eu não sabia se conseguiria resgatar aquele encantamento do mundo infantil. A gente “adultece” e perde muito da liberdade que só as crianças são capazes de cativar. Muitas vezes me peguei a pensar qual o tipo de livro eu gostaria de ler quando era menina e me lembrei de que os livros dos quais eu mais gostava, aqueles recheados de aventuras, como os da coleção Vagalume, por exemplo, ou mesmo dos contos de fada, não os de princesa, mas aqueles que seguravam pela emoção da aventura, não tinham meninas como centro da trama. Eram sempre os meninos que perseguiam o vampiro, descobriam um assassinato no hotel, enfrentavam piratas etc. Eu sempre amei O menino maluquinho do Ziraldo, li muitas vezes e quando terminava, pensava: e se fosse uma menina maluquinha?

Durante um tempo, engavetei a ideia, até que conheci meu companheiro de vida e de trabalho, Hugo Brasarock. Quando li o livro que ele havia publicado, o “Baltazar: o sapop star”, pela editora Areia Dourada, percebi que estava diante de um duplo grande trabalho: uma história linda e uma ilustração digna de um grande artista.

Foi nesse momento que me inspirei para dar sequência a meu projeto, contando com o apoio de Hugo, tanto no que se refere ao incentivo da escrita quanto na ilustração que completa meu trabalho com uma harmonia incrível.

Foi nesse momento que a menina Sophia, a pequena e corajosa personagem do livro, ganhou liberdade de escrever seu destino, sem as sapatilhas e laços com que a mãe lhe presenteara, uma menina maluquinha, descalça, livre e feliz. Foi nesse momento que Sophia estava pronta para representar as mais diversas meninas, que assim como eu, quando criança, sonharam com letras e história e jardins.

Quando terminei o projeto, não consegui pensar em outra editora que não fosse a Uirapuru. Eu já conhecia a excelência do trabalho do Egidio [Trambaiolli Neto] e de sua equipe, sabia que Sophia estaria em excelentes mãos. E assim, o sonho aconteceu. 

Que dicas pode fornecer a quem deseja ser escritor? 

Ser escritor é um exercício de coragem. É saber que haverá uma longa estrada a caminhar. Muito o que aprender, muito mais do que para ensinar. É construir com letras pontes que te levam a muitos outros, que te ligam a muitos mundos, e que nem sempre teremos noção de quantas pessoas foram realmente atingidas por nosso trabalho, por isso é também um ato de doação. De doação legítima, pois num país que não reconhece seus artistas e escritores, é uma doação sem certeza de reciprocidade.

Eu estou nessa estrada há mais ou menos 14 anos, claro que conto o tempo em que iniciei uma jornada profissional, já que invento histórias desde que me entendo por gente, e posso garantir que não foram poucas as vezes que me perguntei, bastante desanimada: “Escrevo para quem? Escrevo por quê?”.

Essas duas perguntas piscaram diante de mim muitas e muitas vezes. Hoje, mais amadurecida, chego à conclusão de que escrevo porque isso faz parte de minha vida. Escrevo para mim e para quem quiser me acompanhar. A felicidade que sinto a cada leitor que envia seu parecer, sua pergunta, e mesmo uma crítica que indica a leitura de minhas histórias, é incalculável.

Então, minha dica para quem inicia esse caminho é: seja leal a seu estilo, a sua essência. Tire dos ombros a necessidade de ganhar prêmios, entrar para a Academia de Letras, estar entre os best-sellers. Escreva comprometido com o prazer da escrita. Tenha como centro a Literatura, faça um pacto com as Letras. Se você não tiver sucesso (acho bem problemático esse termo), aquele sucesso que hoje a maioria das pessoas acredita estar traduzido por moedas, likes e seguidores, posso garantir: você terá a liberdade de pertencer e servir única e exclusivamente ao encantado mundo das letras e isso não há absolutamente nada que possa superar.

Eu aprecio demais essa liberdade de poder moldar letras. Depois que iniciei meu trabalho com Hugo Brasarock, especialmente na composição de músicas e contos de terror, pude ampliar ainda mais minhas possibilidades e me reinvento todos os dias. Qual outra profissão possibilitaria isso? 

O que tem lido atualmente? 

Estou lendo, atualmente, Os subterrâneos da liberdade, de Jorge Amado e O mundo em que vivi de Ilse Lieblich Losa. Pretendo iniciar a Casa de Bonecas de Henrik Ibsen. 

Além desse livro, há algum outro projeto em andamento? 

Sim, são os projetos que mantêm a chama da vida acesa! Pretendo lançar um livro de poesias com Hugo Brasarock e seguir com nosso projeto de contos de terror, em forma de livro e com nosso canal “Contos de Encruzilhada”. Também estou escrevendo a sequência de A menina que plantava letras, preparando novas aventuras para a pequena Sophia. 

Link para o livro: 

https://www.lojaeditorauirapuru.com.br/produtos/a-menina-que-plantava-letras/ 

Link para o canal Contos de Encruzilhada: 

https://www.youtube.com/channel/UCozQaX-CjreqO5F5ZqtCfpw 

Link para uma entrevista com o professor, editor e escritor Egidio Trambaiolli Neto: 

http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2019/07/o-professor-editor-e-escritor-egidio.html 

 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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