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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Mario Savagliani e o livro Aberrações genéticas extraordinárias, por Cida Simka e Sérgio Simka

Mario Savagliani - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Nasci em São Paulo, capital. Além de escritor, sou músico, formado no MI, faculdade em Los Angeles. Casado, mas só com filhos caninos e felinos. Vegetariano e praticante de meditação há quase quarenta anos. Apaixonado por literatura e livros científicos, além de cinema, música e artes em geral. Publico pequenos textos sobre a mente no Instagram: @mario_savagliani .  

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro. O que o motivou a escrevê-lo?

Meu livro é um trabalho de décadas, eu poderia dizer. A motivação inicial desde minha adolescência sempre foi uma obsessão em entender a mente, seu funcionamento, sua estrutura e o que podemos fazer com ela. Tentei ao longo da vida ler tudo o que se referia a esse assunto em áreas diferentes e muitas vezes até opostas. Você encontrará depois da capa do livro uma ilustração com três símbolos que são as áreas principais, paradigmas diferentes por onde a mente é investigada: a ciência, que engloba neurociência, genética, evolução, psiquiatria, física, estatística etc., a psicologia em suas diferentes escolas (aqui incluo os grandes nomes da literatura que enxergavam a mente humana como ninguém) e as investigações místicas da mente, nas tradições milenares do hinduísmo, budismo, judaísmo, cristianismo, sufismo etc. No entanto, o livro está longe de ser sério. Todos esses assuntos densos e visões sobre o mundo e a mente são abordados de forma bizarra, por meio de um psicólogo louco e seus pacientes, que são aberrações estapafúrdias, mas não gratuitas: cada uma delas representa alguma aberração psicológica que todos nós temos. O modo como pensamos e agimos vida afora é surreal, por isso só um livro surreal representaria bem nossa condição. O sarcasmo no livro não é amargo, pelo contrário, busca um deslumbramento para toda a gama de disparates e lógicas bem construídas - erradas ou certas - que já fomos capazes de criar. O quarto símbolo seria, portanto, a arte. Sentar e assistir a tudo isso que fizemos como uma genial obra de ficção, esgotadas todas a teorias possíveis vai surgindo aos poucos na obra o seu grande antagonista que paradoxalmente é também seu grande protagonista, pois não admite oposição: o silêncio. A cacofonia infinita de ideias vai se dissolvendo na busca de um centro, por algo sólido que nunca vem. O psicólogo que narra o livro nunca se encontra e se contradiz a toda hora. Ele é sincero demais e perdido demais, simbolizando que o grande psicólogo, completamente são e mestre dos assuntos da mente, que viria resolver todos os nosso problemas, nunca existiu. 

Como analisa a questão da leitura no país?

É uma pena que tão poucas pessoas tenham o hábito da leitura no país. Quanto menos se lê, menos se tem a capacidade de ler. O universo dos livros vai ficando algo distante e chato para cabeças mais acostumadas a pular de coisa rasa a coisa rasa. Saber se concentrar, demorar-se diante de conceitos mais desafiadores, ganhar ideias novas, desenvolver a imaginação e ter uma constante impressão de que há mais para saber do que sabemos agora são presentes que só o hábito da leitura nos dá. Porém, estou impressionado com o número enorme de clubes de leitura que têm se formado e de meninas que têm canais de literatura no YouTube. Existe um movimento positivo acontecendo. Além disso, o hábito da leitura aumentou em 50% com a quarentena.  

O que tem lido ultimamente?

Estou lendo Livewired de David Eagleman, sobre a plasticidade da mente. Tento sempre ler um mais científico e depois outro mais para ficção e literatura clássica. Tento sempre reler meus favoritos, pois a releitura é muito importante. Há sempre algo que não percebemos na primeira vez. 

Quais os seus próximos projetos?

Esse livro é só o primeiro volume de muitos que virão. Apresento nele a história dos sete primeiros pacientes do psicólogo, mas existem dezenas de outros com histórias já prontas. Pretendo seguir lançando os volumes seguintes do universo Aberrações Genéticas Extraordinárias. 

Quem você considera o público do seu livro? Quem é seu leitor?

Apesar de falar de coisas complicadas, filosóficas, místicas  e científicas, o livro tem como estrutura principal histórias que poderiam estar num filme americano blockbuster. Uma menina que literalmente oferece pedaços da carne de seu corpo para outros comerem, uma paciente misteriosa sem cabeça, um ser de três cérebros circulares que flutuam, uma menina de rosto monstruoso que não sabe que seu rosto é monstruoso, uma com dezenas de olhos etc. 

Mas no fundo essas bizarrices escondem e representam adolescentes comuns e os seus dramas característicos. Portanto, apesar de ser um livro por vezes complicado, minha esperança é que atinja públicos bem distintos em idade e costumes, pois tem algo para todo mundo. É um livro difícil de classificar. Qual gênero e para qual público? Ele em si é uma aberração. 

Link para o livro:

https://www.lojaeditorauirapuru.com.br/produtos/aberracoes-geneticas-extraordinarias-o-diva-de-buda/


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020) e O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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