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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Um papo com Ercilo Dias, autor do livro "Adeus, fome!"


Ercilo Dias, pseudônimo de Marcio Ercilo, nasceu em Niterói no ano de 1971. Formado em Desenho Industrial pela Uerj e pós graduação na Cândido Mendes, teve o despertar pela escrita ainda jovem. Ávido leitor, desde literatura nacional até livros técnicos, tem especial predileção pela Filosofia. Inspirado em muitos personagens de revistas em quadrinhos e seriados de TV, ele e seus irmãos faziam seus próprios personagens e histórias quando muito jovens, até que a ideia de trazer para a literatura de ficção estes personagens foi concretizada na elaboração deste livro. Atualmente é funcionário público do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Ercilo Dias: Bom, como todo escritor – acredito, eu – foi lendo muitos livros. Conheci autores de livros universitários, a maioria professores, que ao verem meus escritos incentivaram muito. Isso me encorajou bastante e sempre tive um projeto de tornar em livro personagens que eu e meus irmãos criamos em nossa época infanto-juvenil. Não é fácil lançar um livro neste país sendo um desconhecido – as editoras só querem apostar nos famosos por causa do lucro – e então decidi lançar minha obra de modo totalmente independente. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Adeus, fome!". Poderia comentar? 

Ercilo Dias: O título se refere a uma lanchonete – é o nome dela – e seus personagens vivem as mais diversas aventuras no dia a dia. Na realidade, estes personagens e as histórias são um pano de fundo, uma metáfora para abordar as mais diferentes questões: a exploração das massas por religiosos gananciosos na famigerada “teologia da prosperidade”, a corrupção na política e nas forças armadas, a Guerra Fria, o imperialismo estadunidense, a boa música... como se vê, assunto é o que não falta. E, claro, o livro se passa nos incríveis anos 80: quem viveu aquele tempo vai revivê-lo, quem não viu, vai ter o prazer de estar lá nas páginas deste livro! 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

Ercilo Dias: É até um pouco estranho falar disso, porque é algo interessante. Eu sou do tipo que a inspiração vem do nada, vejo uma notícia, um filme, um desenho animado e a inspiração surge daí. Pego um papel e faço um resumo da história que desenvolvo desta inspiração. Então começo a escrever e mais idéias surgem, mas tenho que ordená-las, coloca-las dentro do contexto geral da obra, para que não fique totalmente desconectada do mundo dos personagens. Claro, muitos livros ajudam a me inspirar também. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Ercilo Dias: Foi então que eles tiveram certeza que existe um mundo maravilhoso subjacente ao nosso, onde a beleza e harmonia reinam para sempre. E que pode ser acessado por belas canções.” (Episódio 12, pp 88) 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Ercilo Dias: Haverá o lançamento deste livro no dia 17 de dezembro na livraria Blooks na Reserva Cultural no Gragoatá, em Niterói – RJ. Mas eu deixei um email para pedidos: livroadeusfome@gmail.com Em breve estará no instagram e facebook. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

Ercilo Dias: Apesar de todas as dificuldades, não desanimar. Escreva para revistas, sites, tente fazer seu projeto o mais conhecido possível... e claro, faça seu lançamento de modo independente – não se iluda com as grandes editoras. Elas só vão te procurar quando você for conhecido e vender muito. E não esqueça das redes sociais e sites de divulgação – afinal você ainda não é conhecido e estes meios são a tábua de salvação. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Ercilo Dias: Sim. Pretendo lançar o volume 2 e o 3 desta obra, a continuação dos personagens e das suas aventuras até o apocalipse final... onde as respostas para muitos mistérios que envolvem até mesmo a origem da humanidade estarão nestes livros. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: “O mundo de Sofia”. O melhor livro de todos os tempos.

Um ator ou atriz: Charles Chaplin... nem precisa dizer que era um gênio.

Um filme: “Terra em transe” de Glauber Rocha.

Um hobby: construir objetos de madeira ou plástico.

Um dia especial: o dia que minha filha nasceu. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Ercilo Dias: Desejo que os brasileiros leiam mais, busquem respostas para os problemas de nossa sociedade em livros e que desenvolvam crítica, não aceitem tudo de forma dogmática. Questionem, duvidem, pensem em cooperar e não em competir. Que a empatia seja a moda e não a indiferença. Acumular riquezas não deve ser o objetivo de nossas vidas, penso eu, mas sim acumular conhecimento de modo a sermos seres humanos melhores. 

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sábado, 29 de maio de 2021

EXCLUSIVO: Marco Lucchesi, presidente da Academia Brasileira de Letras, concede entrevista à revista Conexão Literatura, por Cida Simka e Sérgio Simka


O poeta, romancista, memorialista, ensaísta, tradutor, editor e presidente da Academia Brasileira Letras, Marco Lucchesi, que acaba de publicar o livro “Adeus, Pirandello”, pela editora Rua do Sabão, conta, nesta entrevista exclusiva, sobre o livro, a sua faceta de escritor e de pesquisador e a respeito de seus próximos projetos.

Os colunistas e o editor-chefe da revista Conexão Literatura, o escritor Ademir Pascale, desejam externar publicamente o nosso agradecimento ao também escritor Leonardo Garzaro, um dos editores da editora Rua do Sabão, e à assessora de imprensa da editora, Beatriz Reingenheim, por terem viabilizado o contato com o eminente acadêmico. 

ENTREVISTA:

Ao publicar o livro "Adeus, Pirandello", você completa a trilogia sobre o Rio de Janeiro. O que o motivou a escrevê-la?

O amor do território. Sequestrado diante de tantas agressões urbanas. O amor das paisagens náufragas. Mas também a ideia da máquina do tempo, os limites da história e da ficção. Uma cronologia que começa em 1866 e termina em 1927. A última, com a viagem de Pirandello ao Rio. 

Você tem uma extensa, sólida e relevante obra publicada. Quais os seus próximos projetos?

Tenho o que posso fazer... na medida das minhas forças, dos meus limites e, sobretudo, da minha inquietação. Trabalho em muitos projetos, ao mesmo tempo, seria inútil e soaria pedante enumerá-los. Terminei o terceiro volume do diário filosófico, em fragmentos, e mais dois outros livros. Sinal de teimosia ou de esperança... Talvez o primeiro tópico,  talvez o segundo. A rosa dos ventos. Um destino.

Fale-nos brevemente sobre o Lucchesi escritor e o Lucchesi pesquisador. Particularmente, por que o seu interesse pela filosofia da matemática?

Muitos apelos e interesses desde sempre. Gosto de ver o céu noturno. Quando a vida no país se torna insuportável, agarro-me ao plenilúnio. Vermelho e soberano.  Se houvesse escolhido outra profissão, talvez fosse epistemólogo.  Sou um homem da Fronteira. Gosto essencialmente do trânsito e da articulação  entre coisas diversas.  Seria longo tratar da matemática, mas gosto de estudar seus pressupostos filosóficos, também a construção de uma poética própria que a torna mais bela, como a Lua. Ela está em alguns livros de ensaio, mais intensamente no primeiro e no segundo volume do diário filosófico "Trivia" e "Vestígios".  Vício e fascínio, ao mesmo tempo. Como no poema de Novalis, número e letras enquanto possível de uma profunda cosmopoética.

Como analisa o ensino superior brasileiro, de maneira geral, em tempos de pandemia?

95% da invenção do que se produz no Brasil vem da Universidade. Os desafios têm sido respondidos com a necessária coragem e resistência, na luta permanente contra a barbárie de nossos dias. Nada é fácil. Seguimos formando profundas zonas de consenso. A defesa da cultura para todos contra a máquina do ódio.

Refletindo sobre sua trajetória, você se considera um ser humano realizado? E feliz?

Essa é uma pergunta impossível. Quem poderia dizer uma e outra coisa? Ainda que não houvesse tanta miséria e morte, no seio da pandemia, política e racismo... ainda que não houvesse nada disso,  quem poderia afirmar uma e outra coisa... Vivemos em um processo. Nossa esperança é de recriar o presente. Eu venho do planeta  Inquietação na nebulosa de Órion.

Informações sobre a trilogia (extraídas do site da editora Rua do Sabão):

“Nas palavras do também imortal Antônio Torres, com ´Adeus, Pirandello´ Marco Lucchesi fecha uma trilogia carioca iniciada em 2010 com O dom do crime, cujo cenário é o Rio ao tempo de Machado de Assis (1886). O passo seguinte foi O bibliotecário do Imperador, de 2013, ambientado no mesmo Rio e no mesmo século XIX (1889).” 

Conheça mais sobre Marco Lucchesi:

https://www.academia.org.br/academicos/marco-lucchesi/biografia

https://www.academia.org.br/academicos/marco-lucchesi/bibliografia

Link para o livro:

https://loja.editoraruadosabao.com.br/produto/adeus-pirandello/

Link para a assessoria de imprensa da editora Rua do Sabão: 

www.kulturalis.com.br


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020) e O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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E-mail: ademirpascale@gmail.com

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