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Mostrando postagens com marcador Aldo Costas. Mostrar todas as postagens
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sábado, 25 de abril de 2020

Livro: Scarface – O ressurgir das Sombras

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O livro está disponível no Site da Amazon, deste de janeiro deste ano. 
Arte de capa: Aldo Costa, book designer
O livro “O ressurgir das sombras” é o primeiro livro da saga de Scarface, e é dividido em duas partes. No site da Amazon está disponível somente a primeira parte do livro 1. 

A história se passa no ano de 3113 da segunda era de Ka’ardia. Um reino pré-histórico perdido dentre os arquivos do tempo. A jornada de Scarface tem início quanto uma terrível guerra estoura no reino do norte, onde colocam os dois irmãos em luta. Deixando a o reino do norte as vésperas da grande batalha, Scarface foge sem nenhum motivo aparente, deixando todos em todas desapoios para tão sangrenta guerra que estava por vir.
Tido perante todos como um grande traidor, Scarface suja o próprio nome para salvar sua pele. Tudo muda quando salva um jovem garotinho de um vilarejo distante, ganhando assim o respeito de todos. Logo em seguida seu grande mestre e mentor o encontra e revela toda sua história, iniciando assim juntos uma nova missão para salvar as vidas das pessoas do reino do norte. Nesta comitiva contara com bravos e novos amigos que o ajudaram nesta jornada. A seu lado, Aldebaran o mago, um general das forças do reino da floresta Borth’kor, um habilidoso arqueiro Fle’ha, e o grande lenhador Ark. 
Os cinco bravos guerreiros iniciaram uma grande jornada que os levara de volta ao grande reino do norte no apse da grande batalha.

Para adquirir o e-book: clique aqui.
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sábado, 7 de setembro de 2019

A escrita, também, é antropofágica, por Aldo Costas

NO CORAÇÃO DAS TREVAS...

*Por Aldo Costas

- Respire fundo ante de mergulhar...
Enquanto me afogo na escuridão profunda e sinuosa do tempo, penso no instante em que parei de respirar - e no desespero do motor. No mecanismo que loucamente empurra o barco em direção a cegueira ancestral - o barco que sobe o rio. Que vai em frente. Febril como toda a tripulação. Vai em frente - mirando em lugar nenhum.
Penso nas horas perdidas, e no meu corpo submerso em uma lagoa negra - nas profundezas de um abismo. Penso em lugares escondido - perdidos dentro de cavernas escuras. Penso nos medos que povoam o outro lado da vida. Na vida mundana - na vida urbana... e em seus nativos: antropófagos primitivos que ousam resistir em selvas de concreto. Seres que cultuam ídolos de barros e uma barbárie eterna. E penso, também, em seres não civilizados - em nativos de lugares perdidos. Nos selvagens.
- Seriam, eles, deuses antigos, esses seres não civilizados?
- Seria, tudo isso, sentimentos carnívoros? Meus sentimentos - lutando para libertar a fera faminta que sempre esteve rugindo na minha cabeça?
É melhor deixar aprisionada - atrás de muros e cercas elétricas. E melhor não arriscar - nunca descansar, sempre se policiar. A fera não pode respirar. A fera não pode escapar. Tem que acalmar seus instintos - tem que domesticá-los. Ele é destruidor. Ele é violento. Ele é incontrolável. Agi por impulso e irá destruir tudo que está a sua volta. Destrói por prazer - destrói tudo. Destrói a harmonia... não deixa nada intacto.
- Respirar, respirar! Resistir, resistir... 
As bolhas emergem intoxicando toda a atmosfera. Minha essência começa a se tornar verbo e começa a destruir tudo que já foi chamado de existência. As bolhas estremecem a superfície serena da lagoa escura, enquanto meu corpo, já submerso, continua afundando no espaço. Perdido entre as quatro paredes de um quarto. Em uma delas: um pequeno quadro pendurado. Em outra: uma escotilha que lembra uma boca - com dentes que são guilhotinas. No restante apenas paredes velhas e nuas. A cabine do capitão – com seu balanço triste e perturbador. Enquanto o barco aos solavancos – estremece com o fumacento motor. 
- Os nativos observam - escondidos na densa selva! Seus olhos são a própria floresta.
Meu corpo ainda se afogando - lentamente. Meus braços buscam a superfície - inutilmente. Quero gritar e emergir - quero respirar. Sou pedra afundando na densa água escura - formada por milhares de tentáculos. E todos me agarram ao mesmo tempo. Meus olhos buscam a luz, na escuridão profunda da minha inútil consciência - da minha falta de fé na salvação. Falta de imaginação... o desespero não me deixa respirar. 
- Existir, existir... respirar, respirar...
Não quero me afogar... com a chuva que não para de inundar. Com o incêndio não quer se apagar. São queimadas sobre queimadas. A floresta grita de agonia. O espírito selvagem, da vida, grita de desespero - grita por respeito - com a fumaça saindo pelas ventas. O rio sinuoso arde com as chamas. Labaredas voam buscando alimento. Tão insaciável quanto o progresso. Tão venenoso quanto a ganância - letais. O combustível da destruição é a ignorância. O medo dá lugar a intolerância... e o rio sinuoso vai conduzindo a pequena embarcação. O fogo queimando o ar. A fumaça roubando minha respiração - não quero me afogar! Não hoje... não neste instante.
Enquanto o corpo - esse invólucro semimorto - delira sem respirar, a vida queima e escurece o ar. A fuligem são ondas de uma tempestade. Sem dia e sem luar. Sem cantos e lamentos. Sem lágrimas - apenas fuligem flutuando pelo ar...
A embarcação não pode parar. A vazante cria correntes fortes que arrancam os tentáculos da escuridão profunda. Mas não é liberdade. Não é fuga. A falta de ar faz aumentar a obstinação. Faz brotar um novo tipo de rebeldia. Faz crescer uma nova forma de aversão. Uma espécie de loucura coletiva. Uma espécie de busca por inspiração. São correntes e correntezas. São corpos aprisionados. São linhas apagadas em um antigo mapa - úmido e embolorado. É a embarcação navegando sem o seu capitão. Impulsionada pelos ventos fortes da incerteza. Contornando braços de rios. Em busca de um fiorde desconhecido. Buscando um horizonte que não se pode ver. Em uma terra mística, de povos desconhecidos e civilizações perdidas - na escuridão do tempo.
- Respire... não pare de respirar!
- Inspire... não pode parar de respirar!


Aldo Costas é escritor, ilustrador e quadrinista. Natural do Rio de Janeiro, Brasil. Aficionado por arte, literatura e cultura underground...
Do It Yourself!!!!
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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A Guerra dos Mundos, por Aldo Costas

Arte: Aldo Costas
*Por Aldo Costas

- Escrever é um ato de: imaginação... reflexão... subversão... etc...
E assim inicio minha participação nesta fantástica revista digital – Conexão Literatura - e não poderia deixar de agradecer, primeiramente, ao escritor e idealizador da revista – Ademir Pascale – pelo convite e pela liberdade de assuntos que posso escolher e escrever – nos dias de hoje ter liberdade é um privilégio - Obrigado meu camarada!!!! Vida longa a literatura e a esse seu projeto sensacional.

A GUERRA DOS MUNDOS...

Enquanto isso o mundo entra em um estado de distúrbios...  de lutas ideológicas... de busca por civilidade e cultura – o maior ato de subversão... e tudo isso, também, são ingredientes para a literatura – em qualquer, e em todas, as suas formas. Para muitos é o estopim necessário para criar um mundo ficcional. A oportunidade de mergulhar em um oceano de palavras e frases. De extrapolar todas as formalidades do discurso simples e subjetivo. De destruir o discurso demagogo. A oportunidade de ser quase um deus... de ser uma entidade divina... e de ser o gênesis. De ser o criador e a criação em um só.
O passado e o presente modelam nosso futuro – distópico ou utópico. Bucólico ou caótico; em prosa, rima ou crônica – não importa, você escolhe. Decide se o lirismo vai predominar – ou se tudo será naturalismo. Será real ou surreal. Se precisará fugir. Se precisará matar. Se precisará morrer. 
- Você escolhe a forma, mas não controla o universo!
Nesse exato momento a guerra fria está inspirando algumas mentes impacientes. Pessoas estão começando a escrever algumas poucas linhas – que, possivelmente, se tornarão contos e romances... possivelmente se tornarão roteiros de histórias em quadrinhos... possivelmente se tornarão peças de teatro... ou poesia. São as crônicas dos nossos desejos. A forma como vemos cada acontecimento. Como sentimos. Como interpretamos toda essa loucura que é estar vivo.
A literatura sempre foi “do it yourself”. Sempre foi uma necessidade da humanidade e das sociedades. Uma releitura, ou subversão, de muitas realidades cotidianas – das que são arremessadas, de forma randômica, contra nossa existência  - isso quando não é, literalmente, a própria realidade registrada de forma crua e bruta! Nossa própria existência.
- A sociedade é assim: complexa como a literatura!
E tudo é literatura. E tudo é realidade. E tudo é expressão e necessidades. É a nossa imaginação livre nesse universo de muitas Matrix diferentes. Onde seu personagem vaga em busca de algum santo graal. Passando por todos os tipos de lugares. Lugares comuns. Lugares estranhos. Enfrentando todos os tipos de situações: das aventuras até os dramas. Da futilidade até o filosófico. Das comédias até as tragédias... porque ela tem vida própria.
- E por que isso?
O escritor é o idealizador, mas, não é o senhor absoluto da história. E nem original, na maioria das vezes, elas são – o que não importa. Seja você mesmo e caminhe da forma que achar melhor. 
Existem situações que fogem ao nosso controle. Existem forças que redirecionam nossas narrativas. Existe algo em nosso subconsciente que nos trai – que cria uma vida paralela para nossa vida cotidiana e normal – e tudo isso é o que dá vida a criatura...
- Ela está viva! Viva!
A criatura respira. Ela caminha com as próprias pernas. Decide a direção que deve tomar. Ela tem um nome e isso a transforma em um ser perigoso. Têm desejos. E não quer ser dominada – quer se rebelar. Não quer seguir o rumo normal da narrativa – quer subverter todas as regras... ser perversa e sádica – ser inconsequente... ultrapassar os horizontes e romper com um destino determinado... quer ter prazer, ter dor, ter autonomia.
- Quer viver!
A criatura tem desejos. Ela tem sentimentos. Têm sonhos e ambições – tem um caminho pra trilhar. Uma fome voraz. Uma personalidade própria. Tem mais do que o autor gostaria que ela tivesse – têm muitas camadas. Muita vida pra ser imaginada... ou seria apenas relatada? Ela é a própria escrita – uma escrita de muitos estilos e vícios – um alter ego...
- A criatura é parte de tudo que somos!
A literatura é parte de tudo que somos.


Aldo Costas é escritor, ilustrador e quadrinista. Natural do Rio de Janeiro, Brasil. Aficionado por arte, literatura e cultura underground... Do It Yourself!!!! 
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