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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Clássico de George Orwell lançado em 1945 ganha edição de luxo com ilustrações do premiado artista Ralph Steadman


A revolução dos bichos narra a rebelião dos animais da Fazenda do Solar que, cansados de serem explorados por seu dono humano, assumem o controle do lugar e instauram ali um novo regime. A princípio, tudo parece perfeito, mas logo o leitor percebe que, nesta sátira complexa sobre a estrutura dos governos totalitários, o autor expõe como o poder corrompe até mesmo as causas mais nobres, a ponto de tornar os antigos oprimidos em novos opressores. A fábula, lançada há mais de sete décadas, se tornou um marco da literatura mundial e segue relevante até hoje.

Com a recente entrada da obra de George Orwell em domínio público, a Intrínseca lança, em fevereiro, esta edição de colecionador com capa dura, que traz ilustrações do desenhista e cartunista inglês Ralph Steadman. A obra inclui ainda dois prefácios do autor escritos em momentos diferentes – intitulados “A liberdade da imprensa” e “Prefácio para a edição ucraniana” – e também dois posfácios: um deles assinado pelo crítico literário José Castello (“Máquina de despir tiranias”), que conduz o leitor além das impressões iniciais provocadas por Orwell; e o segundo, assinado pelo tradutor André Czarnobai, explica a decisão de manter o título consagrado no Brasil.

Na história, os animais da Fazenda do Solar se rebelam contra o maldoso Sr. Jones e passam a comandar o local. Liderados a princípio por um grupo de porcos, os bichos conseguem estabelecer um sistema igualitário e cooperativo. Mas, com o passar do tempo, alguns deles começam a usufruir de mais privilégios, o que causa brigas e contestações de autoridade. Tudo piora com o estabelecimento de regras que mudam a todo momento, sempre beneficiando quem as cria. Assim, a revolução logo se torna uma confusa teia de ordens sem sentido, culminando em paranoia e confrontos que fazem os animais se questionarem se ainda vale a pena seguir adiante com o novo regime instaurado. 

Embora fosse um socialista convicto, Orwell nunca concordou com os desmandos de Stalin na antiga União Soviética. Tendo lutado ao lado das forças antifascistas na Guerra Civil Espanhola e trabalhado como editor em um jornal de esquerda, ele acreditava que a ascensão do stalinismo afastou a cúpula do governo da proposta de melhoria social para a classe operária. Romancista político por natureza, o autor nunca deixou de apontar para a corrupção causada pelo poder.

Esta edição relembra o contexto histórico e social no qual este clássico foi concebido e, ao mesmo tempo, evidencia a relação da A revolução dos bichos com a contemporaneidade. As ilustrações precisas de Steadman, tão dilacerantes e satíricas quanto o texto de Orwell, fazem deste volume uma peça singular, dando visualidade a uma história que não se cansa de ser atual.

GEORGE ORWELL (Eric Arthur Blair) nasceu em Motihari, na Índia, em 25 de junho de 1903. De 1922 a 1927, serviu na Polícia Imperial em Burma. Depois de morar em Paris por dois anos, voltou à Inglaterra, onde trabalhou como tutor particular, professor e funcionário de uma livraria. Orwell lutou na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos e ficou gravemente ferido. Na Segunda Guerra Mundial, serviu na England’s Home Guard e trabalhou para a BBC. Em seguida, se juntou ao Tribune e se tornou correspondente especial para o Observer. É autor também, entre outras obras, de 1984. Morreu de tuberculose em Londres em 1950.

RALPH STEADMAN nasceu em Cheshire em 15 de maio de 1936 (ano em que a Guerra Civil Espanhola começou). Foi agraciado com diversos prêmios internacionais e ganhou renome nos Estados Unidos pelas ilustrações do clássico de Hunter S. Thompson Medo e delírio em Las Vegas, entre outros trabalhos, como Alice no país das maravilhas, I, Leonardo, Between the Eyes, Paranoids e The Big I Am.

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS, de George Orwell

Tradução: André Czarnobai 

Ilustrações: Ralph Steadman

Páginas: 240

Editora: Intrínseca

Livro impresso: R$ 59,90

E-BOOK: R$ 39,90

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Novo livro do autor de Loney mistura terror, drama familiar e eventos sobrenaturais em uma instigante trama de suspense e medo


Quando se mudaram para uma casa isolada no interior da Inglaterra, Juliette e Richard tinham tudo para começar uma nova vida em família. Infelizmente, nada aconteceu da forma como tinham planejado. Antes cheios de planos e expectativas, alguns anos após a mudança, os dois sofrem um grande baque: a morte repentina e misteriosa do único filho do casal, de 5 anos, após cometer uma série de atos inexplicáveis de violência. Em Terra faminta, que chega às lojas brasileiras pela Intrínseca, Andrew Michael Hurley constrói mais uma vez, com sua incrível habilidade narrativa, uma trama bizarra, que evoca a natureza e o sobrenatural. A caprichada edição brasileira, com capa dura e pintura trilateral, conta ainda com ilustrações exclusivas do artista alagoano Midrusa.

Seis meses depois da tragédia, o jovem casal se vê assombrado por um presente doloroso e um futuro interrompido. Ao mesmo tempo, eles precisam conviver com a estranheza e a solidão que agora toma conta do lugar onde moram. Enquanto Juliette se recusa a sair de casa e começa a acreditar que seu o filho pode ainda estar por perto de alguma forma, Richard é cético e tenta seguir adiante com a vida, saindo em busca de fragmentos de um antigo carvalho lendário. Se, de um lado, o luto deixa cada vez mais nítida a distância que os separa, de outro, mostra a luta desesperada de ambos por um pouco de esperança, em esforços que, no entanto, acabam  apenas por desenterrar um profundo terror.

Com uma narrativa inquietante, Andrew Michael Hurley entrelaça de forma genial a selvageria da natureza e descrições capazes de evocar horror. Nesse cenário assustador, emerge um drama familiar que se desenrola no limiar entre a dor e a sanidade, fazendo o leitor questionar o que é ou não real.

“Hurley nos faz questionar até que ponto seus personagens são assombrados pela dor, por forças sobrenaturais ou por ambos.”

— Daily Express

“Uma obra-prima de fantasia psicológica.”

— Sunday Times

Andrew Michael Hurley nasceu na Inglaterra e seu primeiro romance, Loney, publicado pela Intrínseca, rompeu as fronteiras do mercado independente, recebeu resenhas elogiosas dos principais veículos de imprensa internacionais e conquistou o grande público, além de arrebatar o júri do prestigioso Costa Book Awards, rendendo a Hurley o prêmio de melhor autor estreante de 2015. Também é autor de Devil’s Day e hoje mora em Lancashire, na Inglaterra, onde leciona literatura inglesa e escrita criativa.

TERRA FAMINTA, de Andrew Michael Hurley

Tradução: André Czarnobai 

Páginas: 240

Editora: Intrínseca

Livro impresso: R$ 64,90

E-BOOK: R$ 44,90

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