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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

A arte embala o retorno da primavera


Museu de Arte Sacra e Popular reabre com exposição de artes produzidas durante a pandemia 

Aqui vai uma excelente dica cultural para os dias 12 e 17 de outubro, de 07 as 13 h, a dica é a exposição de arte O Retorno da Primavera, no Museu de Arte Sacra e Popular que fica na Igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro, localizada na Rua Amaral Costa, 141, Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. O evento será gratuito, ideal para toda a família aproveitar o fim de semana e o dia das crianças, a exposição conta com a curadoria de Antônia Philippsen e do Padre Paulo Abreu, e com a participação de mais de 20 artistas locais. 

 A proposta da exposição é celebrar a chegada da primavera e a reabertura do Museu, que se encontrava fechado há quase dois anos, desde o início da pandemia. O Museu está reabrindo com uma programação dedicada a todas as idades trazendo uma exposição com obras inéditas produzidas durante a pandemia, o objetivo é mostrar as mais variadas emoções que ocorreram durante o período pandêmico traduzidas em obras de arte. 

Léo Shun - Foto divulgação

Dentre os artistas convidados da exposição está o grafiteiro e artista plástico Léo Shun, que irá expor cinco obras: Felicidade, A ponte, Carnaval brasileiro 2021, Humanidade e Dois mundos. Shun é conhecido por ser um grande nome do graffiti e também por suas atuações artísticas geralmente direcionados a região da zona oeste do Rio.  

Em entrevista o grafiteiro afirmou que durante o período de pandemia dedicou-se a mergulhar em sua arte como nunca tinha feito antes. A obra Carnaval brasileiro 2021, por exemplo, é uma prova disso, uma pintura em grandes proporções, medindo 293 x 194 cm, onde o artista faz uma forte crítica às imprudências e irresponsabilidades que ocorreram durante a pandemia como as festas clandestinas, o desmatamento da Amazônia e a falta de oxigênio que na época contribuiu para a morte de varias pessoas em Manaus. Uma manifestação artística bem diferente do eixo temático que geralmente vemos Shun pintar, "minhas obras investigam a humanidade e as relações humanas, na exposição o público encontrará um pouco dos sentimentos que tive durante a pandemia, bons e ruins, a partir de diferentes percepções", diz Shun.  

A zona oeste é uma região rica em artistas, porém carente de espaços expositivos para as artes visuais. Nesse contexto o Museu destaca-se por ser um espaço de extrema importância na região, pois realiza e apoia diferentes projetos culturais, além de oferecer o protagonismo aos artistas locais é um excelente espaço de fruição artística e acessível ao público do entorno.  

"O título O Retorno da Primavera vem para nos lembrar que sempre há vida e renascimento, a primavera nos lembra da retomada do florescer e do início de um novo ciclo de vida e como o Museu ficou fechado quase 2 anos praticamente reiniciamos todo o trabalho que já estava desenvolvido ali desde 2015", diz Padre Paulo Abreu, pároco e diretor do Museu. 

Os dias 12 e 17 de outubro são os dias de abertura da exposição, porém ela deve continuar até dezembro seguindo todos os protocolos de cuidado e prevenção ao covid-19, por isso as visitas fora dos dias de abertura deverão ser agendadas previamente com a curadora Antônia Philippsen.  

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terça-feira, 2 de março de 2021

Complexo Tatuapé recebe exposição "Pinturas mais valiosas do mundo"

 Em exibição gratuita, 20 réplicas em tamanho original de famosos quadros do mundo da arte estarão expostas no mês de março

Para quem é apaixonado por arte, o Complexo Tatuapé – formado pelos shoppings Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé – vai receber a exposição “Pinturas mais Valiosas do Mundo”. Com réplicas fiéis ao tamanho original dos 20 principais e mais valiosos quadros já pintados até hoje, quem passar pela Praça de Eventos do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé, entre 7 e 28 de março, poderá apreciar de perto todos os detalhes.

A exposição, exclusiva, ficará disposta em painéis que se assemelham às paredes de uma galeria de arte ou museu, com iluminação própria para cada pintura. Réplicas de obras de grandes artistas, como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Pierre-Auguste Renoir e Pablo Picasso, estarão disponíveis para apreciação gratuita do público, e em conformidade com todos os protocolos sanitários de segurança.

“A chegada da exibição ao nosso empreendimento é uma maneira especial de levar um pouco de cultura e arte moderna aos nossos visitantes. É uma oportunidade única de proporcionar aos clientes uma experiência muito próxima à de museus como Louvre e Orsay, entre outros”, comenta Danilo Senturelle, Gerente-Geral do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé.

A visitação é gratuita e ficará disponível para todos os públicos de 7 a 28 de março, na Praça de Eventos do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé. O Complexo Tatuapé funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h; e, aos domingos e feriados, das 14h às 20h.

SERVIÇO:

 Complexo Tatuapé – Exposição “Pinturas mais Valiosas do Mundo”

Data: de 7 a 28 de março de 2021

Horário: de segunda a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h

Onde:  

Shopping Metrô Boulevard Tatuapé

Endereço: Rua Gonçalves Crespo, 78 – Praça de Eventos.

Sobre o Complexo Tatuapé

O Complexo Tatuapé foi criado a partir da unificação dos shoppings Metrô Tatuapé (1997) e Metrô Boulevard Tatuapé (2007). Os dois empreendimentos formam um dos maiores polos de compras, lazer e entretenimento de São Paulo. Interligado à Estação Tatuapé do metrô e da CPTM, bem como a um terminal de ônibus, o Complexo Tatuapé segue com rigor todas as medidas do protocolo de reabertura dos shoppings aprovado pela Prefeitura de São Paulo. Administrado pela AD Shopping
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Projeto "Carinho em Dobra" ensina a arte milenar dos origamis para promover conexão e afeto


O origami é o ponto de partida do projeto "Carinho em Dobra", que busca, através de oficinas em instituições de saúde, escolas e eventos comunitários e da doação de livros do projeto, promover a arte milenar de dobradura em papel como forma de conectar e aproximar pessoas.

"O origami é muito conhecido, mas poderia ser praticado muito mais, pois ele pode trazer  inúmeros benefícios para o bem-estar físico e mental. Criar objetos a partir de uma simples folha de papel ajuda no desenvolvimento das habilidades cognitivas, como memória, raciocínio, atenção e concentração, além de aliviar o estresse e estimular a paciência", explica Alex Yeh, um dos idealizadores e patrocinadores do projeto.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, o projeto tem sido realizado de forma remota e já beneficiou mais de 10 instituições, com destaque para os mais de 6000 origamis desenvolvidos por alunos das escolas de São Paulo e doados aos profissionais de saúde que atuam no combate ao Covid-19, como forma de demonstrar apoio e afeto. O projeto também tem realizado oficinas em hospitais, com o intuito de ajudar na recuperação e reabilitação de pacientes.

"Além de desenvolver o campo criativo e as habilidades visuais, espaciais e geométricas, o origami é uma forma diferenciada de demonstrar carinho, mesmo com as limitações do distanciamento social. Graças a tecnologia, estamos sempre conectados com as pessoas, os pacientes podem ver os entes queridos através de chamadas de vídeo, mas será que estamos mesmo 'conectados'? Quando foi a última vez que escrevemos uma carta para alguém, por exemplo? É por isso que acreditamos no potencial do projeto CARINHO EM DOBRA de se tornar uma grande corrente do bem", explica Alex.

O projeto teve início no começo do ano e está disponível a todos de forma gratuita em seus canais digitais. Empresas e instituições interessadas em realizar oficinas podem entrar em contato através do site oficial.

 

Sobre o Projeto Carinho em Dobra

O projeto Carinho em Dobra é uma iniciativa sem fins lucrativos que busca promover a arte milenar dos origamis através de oficinas e doações de livros do projeto e, com isso, reforçar os benefícios criativos e cognitivos da dobradura em papel. O projeto pode ser apoiado por pessoas físicas e empresas interessadas em participar da corrente do bem. Para mais informações, acesse https://www.carinhoemdobra.com.

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Piraquê cede espaços de publicidade para exposição de obras de arte


Campanha ArtVertising será realizada ao longo de novembro em São Paulo, com 10 artistas de rua inspirados pela originalidade da marca

Uma das marcas mais icônicas do País, com receitas totalmente originais, Piraquê chega a São Paulo, promovendo a arte que embeleza e dá personalidade a cada canto da cidade: o grafite. Em uma campanha criada pela Lew Lara’ TBWA, a marca convida artistas a pintarem e exporem seus trabalhos em espaços publicitários de mobiliário urbano (OOH), conectados pela originalidade da marca e das obras. 

Ao passear pela cidade, em vez de ver uma propaganda no mobiliário urbano, queremos que as pessoas se deparem com obras de arte. As peças são pinturas e expressões de artistas, inspirados na leitura deles sobre a originalidade da marca”, explica Rodrigo Mainieri, gerente de marketing da M. Dias Branco. No ano em que completa 70 anos de história e anuncia sua expansão nacional, a marca quer reforçar seu posicionamento conectado com expressões populares ligadas à originalidade. Por isso, comprou espaços de mídia e publicidade para que artistas possam expor seus trabalhos. 

Os produtos ícones de Piraquê serão o ponto de partida para a inspiração dos artistas, que criarão suas obras com toda liberdade e respeitando cada interpretação. A iniciativa faz parte de uma plataforma de rejuvenescimento da marca que estará sempre conectada com diferentes dimensões de expressões originais, como é caso da arte de rua.”, detalha Rodrigo. Entre as receitas icônicas e originais de Piraquê, estão o recheado Goiabinha, o salgadinho Presuntinho, o biscoito de Leite Maltado e o cream cracker Gergelim.

A campanha foi iniciada em 27 de outubro e durará até 11 de novembro. Foram escolhidos 10 artistas, que encheram de cor a capital paulista por meios dos OOH da Ótima: Enivo, João Lelo, Karine Guerra, Rocha, Lanó, Kuêio, Leiga, Lídia Viber, SHN e Pomb. Além das artes digitais veiculadas, cinco deles produziram as obras ao vivo e o processo de criação pôde ser acompanhado em tempo real. 

As obras foram produzidas nesta terça-feira, dia 27 de outubro, nos seguintes locais:

  • SHN: AV. PAULISTA, 2026– Consolação
  • POMB: AV. REPÚBLICA DO LIBANO, 1696 - Moema
  • KUÊIO: AV. BRIG FARIA LIMA, 801 - Pinheiros
  • LEIGA: AV. NOVE DE JULHO, 4823 - Itaim
  • LÍDIA VIBER: RUA HEITOR PENTEADO, 1225 – Perdizes

A seleção conta com artistas dos mais variados traços, trabalhos diversificados e, claro, toque de originalidade. 

A comunicação da ação conta com cobertura intensa nas redes sociais, com vídeo teaser (confira aqui) conteúdo dos artistas contando suas inspirações e mais detalhes sobre o processo de criação das obras. Durante o mês de novembro, as pessoas poderão acompanhar a cobertura da ação nas ruas pelo Instagram/Facebook da marca. No YouTube estarão disponíveis os conteúdos, na íntegra, da iniciativa.

Para mais informações sobre a Piraquê, acesse o site www.piraque.com.br e siga a marca nas redes sociais:
Facebook:www.facebook.com/piraque
Instagram:www.instagram.com/piraque
Youtube:www.youtube.com/user/PiraqueOficial

Sobre a Piraquê

Fundada em 1950 e com 70 anos de história, a marca carioca de biscoitos, massas e torradas possui fábricas equipadas com alta tecnologia, que atuam para garantir que os produtos cheguem fresquinhos aos pontos de venda. Tem como missão produzir e disponibilizar, de forma responsável, produtos alimentícios de alta qualidade e com preço justo, proporcionando bem-estar a todas as pessoas. A marca, adquirida pela M. Dias Branco em maio de 2018, está ampliando sua atuação em todo o País.

Sobre M. Dias Branco S. A. Indústria e Comércio de Alimentos

Contando com mais de sessenta e cinco anos de existência, a M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos é uma empresa do setor de alimentos com ações negociadas no segmento do Novo Mercado na B3. A Companhia produz e comercializa biscoitos, massas, farinha e farelo de trigo, margarinas e gorduras vegetais, snacks, bolos, mistura para bolos, cobertos de chocolates e torradas. Sediada em Eusébio (CE), a empresa é líder de mercado em biscoitos e massas no Brasil, é a sexta maior empresa de massas e a sétima de biscoitos no ranking global por faturamento. Suas operações geram mais de 17 mil empregos diretos em diferentes regiões, refletindo o seu compromisso com fatores importantes para o desenvolvimento econômico e social do país.

Sua história começou ainda na década de 40 quando o comerciante e imigrante português, Manuel Dias Branco inaugurou a Padaria Imperial, em Fortaleza (CE). Atualmente, a M. Dias Branco possui um moderno parque industrial com equipamentos de última geração, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade, operando com um modelo de integração vertical que permite a produção de suas mais importantes matérias-primas, a farinha de trigo e a gordura vegetal, utilizadas no processo de produção. Suas marcas são sinônimo de tradição e qualidade, estabelecendo um vínculo de confiança e respeito com o consumidor. A estrutura operacional da M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos, com sede no Estado do Ceará, conta com 15 unidades industriais e mais de 35 filiais comerciais distribuídas em diferentes Estados do País, garantindo uma cobertura nacional que possibilita a presença de suas marcas em todo o território nacional, assim como em mais de 30 países em todos os continentes.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Fondazione Torlonia e Bvlgari juntas para a extraordinária restauração de obras-primas da arte clássica

 


Mais de 90 estátuas da coleção Torlonia restauradas ao seu esplendor original serão as estrelas da exposição The Torlonia Marbles. Coleção de obras-primas na Villa Caffarelli

    

The Torlonia Marbles, créditos Oliver Astrologo 

Roma, 13 de outubro de 2020 - Em nome da paixão pela arte e pelo colecionismo, a Bvlgari colaborou com a Fondazione Torlonia para valorizar a mais importante coleção privada de arte antiga do mundo. Mais de 90 estátuas gregas e romanas da Coleção Torlonia, descritas por seu Presidente Alessandro Poma Murialdo como "patrimônio cultural da Família para a humanidade", foram devolvidas ao seu esplendor original graças a uma restauração precisa realizada pela Fondazione Torlonia após estudos minuciosos.

Graças a um acordo com a Fondazione Torlonia, a Bvlgari contribuiu como patrocinador para a restauração das estátuas que serão reveladas ao público durante o primeiro evento da turnê mundial da exposição The Torlonia Marbles. Reunindo obras-primas, será realizado de 14 de outubro de 2020 até 29 de junho de 2021 na Villa Caffarelli.

Para apoiar ainda mais o projeto, a Bvlgari também é a principal patrocinadora da exposição. The Torlonia Marbles. A Coleção de Mármores é o resultado de um acordo entre o Ministério do Patrimônio Cultural e Atividades e Turismo com a Fondazione Torlonia; mais detalhadamente, para o Ministério, graças à Direção Geral de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem e à Superintendência Capitolina. O projeto científico para a valorização da Coleção foi desenvolvido por Salvatore Settis, curador da exposição com Carlo Gasparri. Electa, editora do catálogo, também é responsável pela organização e promoção da exposição. O projeto da exposição do escritório de Milão de David Chipperfield Architects foi realizado nas novas instalações dos Museus Capitolinos da Villa Caffarelli, de volta ao trabalho graças ao projeto e ao compromisso da Superintendência Capitolina.

A restauração proporciona uma oportunidade de adquirir maiores conhecimentos sobre as obras, lançando uma nova luz sobre sua história. De fato, durante a obra, várias descobertas interessantes foram feitas, como os vestígios de cor no relevo de Portus do século III d.C., uma descoberta particularmente importante descoberta na propriedade da Família no Porto (por volta de 1864). As obras-primas (bustos, relevos, estátuas, sarcófagos e elementos decorativos), restauradas por Anna Maria Carruba, foram selecionadas entre as 620 peças da Coleção Torlonia como exemplos notáveis da escultura antiga, e por sua relevância na ilustração da história da coleção de antiguidades.

O envolvimento da Bvlgari é uma das muitas iniciativas em que a empresa de Roma investiu para proteger e revitalizar o patrimônio artístico da capital. É em Roma que a Coleção Torlonia tomou forma e cresceu através de várias aquisições, escavações arqueológicas e a reorganização de esculturas entre as várias residências da Família Torlonia. Nascida da paixão pela arte de várias gerações da Família Torlonia, é uma "coleção de coleções" que, através das diferentes fases de sua criação, estabelece uma história de coleção de antiguidades: é composta de muitas coleções inestimáveis compiladas por famosas famílias romanas entre os séculos XV e XIX.

A Fondazione Torlonia foi criada pelo príncipe Alessandro Torlonia para preservar e promover a Coleção Torlonia, uma das mais importantes coleções de esculturas antigas em mármore do mundo, e Villa Albani Torlonia, uma das mais altas expressões do neoclassicismo. As obras de arte da Coleção Torlonia e Villa Albani Torlonia foram cuidadosamente conservadas pela Família, com constante e cuidadosa restauração por parte da Fundação, com um ambicioso programa de conservação, com resultados impressionantes.

O primeiro passo em qualquer projeto de restauração é avaliar o estado de conservação e o tipo de trabalho necessário, seguindo o critério moderno de conservação preventiva: "a ação mínima que assegura a conservação da obra", nas palavras de Annamaria Carruba, removendo substâncias sobrepostas, como partículas soltas e restaurações anteriores, sem nunca alterar a pátina natural da obra, que conta sua história e o passar do tempo.

Para cada trabalho restaurado, é preparado um livro de folhas de restauração, contando a história de sua conservação com documentação fotográfica (antes, durante e após a restauração), documentação escrita, seu estado de conservação, desenhos ilustrando trabalhos de conservação anteriores, descrições de técnicas e materiais utilizados (mármore antigo original, mármore antigo de restauração, mármore antigo não-pertinente ou mármore antigo re-produzido).

O marco da colaboração entre a Fondazione e a Bvlgari é um acordo entre a Fundação e o Ministério do Patrimônio e Atividades Culturais e Turismo com o objetivo de lançar a restauração das obras-primas e incentivar a organização da exposição.

Para Bvlgari, sua contribuição para a restauração é uma homenagem a suas raízes gregas e romanas e à compreensão clássica da beleza majestosa que sempre imbuiu sua criatividade. Fundada em Roma em 1884, em mais de 130 anos, a Bvlgari estabeleceu um vínculo estreito com a Cidade Eterna, uma fonte de inspiração, o cenário único da boutique histórica da maison na Via Condotti, e um fator chave para a posição internacional da marca.

O CEO da Bvlgari, Jean-Christophe Babin, comentou: "A vocação de um joalheiro é transformar os dons da natureza em criações de beleza atemporal". Portanto, era natural que estivéssemos interessados em apoiar um projeto que visa devolver ao público esta herança de esculturas de mármore criadas ao longo dos séculos por extraordinários talentos artísticos gregos e romanos". Esta restauração é uma celebração de nossas raízes culturais, de uma sensibilidade estética que ainda temos até hoje e que nos torna especiais. Na Fondazione Torlonia, encontramos um parceiro determinado, apaixonado e altamente profissional. Estou certo de que os visitantes que finalmente poderão admirar de perto a beleza pura e a força expressiva das estátuas da Coleção Torlonia ficarão impressionados nos seus olhos e na sua mente por muito tempo". 

The Torlonia Marbles. Collecting Masterpieces funcionará na Villa Caffarelli (Museus Capitolinos), Roma, até 29 de junho de 2021.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Obras de Aldemir Martins ganham exposição na capital

 

Quadros aguardam o público no Shopping West Plaza até o dia 16/10

  Contribuindo cada vez mais para trazer arte e cultura para os clientes e moradores da capital, o Shopping West Plaza inaugura mais uma exposição de arte. Em parceria com a “Brazil Gallery”, o empreendimento recebe obras do artista plástico Aldemir Martins.

  Reunindo mais de 15 trabalhos do artista brasileiro mundialmente premiado por seu talento, a mostra traz quadros que marcaram gerações. Todos eles estão disponíveis para compras. Aos interessados, basta apontar a câmera do celular para o QR Code encontrado no final de cada obra, realizar a compra pela internet e agendar a retirada.

  A exposição pode ser visitada no Bloco A, 3º piso, até o dia 16 de outubro, das 12h às 22h. “Esta é mais uma opção que o shopping oferece para quem quer mergulhar neste mundo de cultura e grandes histórias. Tudo isso ressaltando a genialidade desse artista nacional que ganhou destaque em tantos países” comenta Marcos Maltez, gerente de marketing do Shopping West Plaza.

  Também é possível apreciar outra exposição “Flores de Goeldi”, do artista Oswaldo Goeldi, disponível ao público no Bloco B, 2º Piso do empreendimento, além de acompanhar pelas redes sociais do West Plaza a programação cultural do Memorial da América Latina e do Tendal da Lapa.

  Para a realização das exposições, todas as medidas de segurança e higienização continuam sendo rigorosamente seguidas pelo shopping, assim como o controle de fluxo de clientes.

Serviço

Exposição Aldemir Martins
Horário: Das 12h às 22h

Local: Bloco A, 3º piso
Endereço: Av. Francisco Matarazzo - Água Branca, São Paulo - SP
Mais informações Shopping West Plaza: pelo site www.westplaza.com.br/ ou pelo telefone (11) 3677 4236.

Exposição gratuita        

Sobre Shopping West Plaza
Inaugurado em 1991, o empreendimento da Zona Oeste de São Paulo é um dos principais centros comerciais da região. Administrado pela rede Aliansce Sonae, o shopping é referência pelas modernas lojas, um refinado polo gastronômico e serviços diferenciados.

Com um mix de 200 lojas, o centro de compras conta com 7 salas de cinema, 12 restaurantes e 25 operações na praça de alimentação. Um Boulevard Gastronômico soma quase 40 mil m² em área aberta e arborizada, interligando os três blocos do shopping, oferecendo ao cliente opções de gastronomia como Jeronimo Burger, Pecorino Bar e Trattoria, L’Entrecôte de Paris, Temakeria e Cia., Outback Steakhouse, Johnny Rockets.
O empreendimento conta ainda com a comodidade de mais de 1,9 mil vagas de estacionamento.
O Shopping West Plaza segue também o conceito de petfriendly, onde animais de estimação são sem bem-vindos.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Pandemia mostra a importância da arte de rua e transforma as cidades em museus a céu aberto

Obras do Cura no Centro de BH - Área de Serviço
Festivais NaLata em SP e Cura em BH promovem o que o gênero tem de melhor
Com museus fechados e exposições canceladas até segunda ordem, a arte urbana que já vinha ganhando destaque e reconhecimento nos últimos anos, ganha ainda mais importância no momento.
Dois festivais, um na capital paulista e outro em Belo Horizonte, mostram a potência do gênero, que promove arte para todos.  
O NaLata, que acontece desde julho no Largo do Batata e vai até o fim de agosto, está em sua primeira edição e promove a pintura de 09 empenas e dutos de metrô da região por 15 artistas brasileiros.  
Já o Cura, que acontece desde 2017 em Belo Horizonte, anunciou a pintura de mais quatro prédios no hipercentro da capital mineira, além de duas instalações na mesma região. Entre eles, estará o maior painel de todas edições do Cura, com dois mil metros quadrados.
A nova edição do festival acontece entre 22 de setembro e 04 de outubro e pela primeira vez a organização promove uma convocatória pública para artistas residentes no Brasil. A intenção é selecionar uma proposta de ocupação de uma das empenas do circuito. 
Ao final da edição, o Cura terá entregado 18 obras em empenas, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro.

2020 tem CURA!
E a convocatória para pintura de uma das fachadas receberá inscrições até início de setembro
O maior festival de arte pública de Minas Gerais, o CURA, volta a ser realizado em setembro deste ano, entregando quatro novas pinturas em prédios no hipercentro de Belo Horizonte, todas visíveis da rua Sapucaí, bairro Floresta. Serão entregues, também, duas grandes instalações de arte pública nas imediações do centro da cidade.
Devido à pandemia, nesta quinta edição não haverá festas ou aglomerações. Toda a programação aberta ao público será virtual, como debates, oficinas, aulões, de forma gratuita e acessível. Uma programação diversa, que discute a atualidade e traz nomes em destaque no cenário nacional.
Neste ano, o festival convida duas artistas para compor a comissão curadora: Arissana Pataxó, de Coroa Vermelha - Cabrália, e Domitila de Paula, de BH.
Elas, juntamente com as criadoras do festival - Janaína Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni, fizeram a curadoria de quatro artistas que pintarão as empenas, bem como de duas intervenções urbanas pela cidade além de toda a programação on-line.
Outra novidade da edição 2020 é o lançamento da Galeria de Arte Virtual do CURA, que coloca à venda obras de arte de cerca de 60 artistas nacionais, também selecionados por essa comissão.
“O festival defende a resistência em tempos de aculturação e decide por uma curadoria que se aprofunda em um Brasil que é não somente urbano. É urgente ouvir as vozes que apontam caminhos outros. Estamos pela vida!”, diz Priscila Amoni, uma das curadoras.
O Circuito Urbano de Artes completa sua quinta edição e, com esta, serão 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro da capital mineira e quatro na região da Lagoinha, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então, único Mirante de Arte Urbana do mundo. Todas as pinturas podem ser contempladas da Rua Sapucaí.
Como destaque desta edição, foi aberta a tão esperada "Convocatória CURA", uma seleção pública em que artistas de todo o Brasil poderão concorrer ao sonho de pintar uma fachada cega de um edifício no centro de BH. As inscrições poderão ser feitas pelo site do festival [www.cura.art] de 12 de agosto a 2 de setembro de 2020.

www.facebook.com/curafestival
www.instagram.com/cura.art
https://cura.art
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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Exposição online democratiza acesso a artistas contemporâneos

Gal Carolina Botura - Imagem: takeover
Gal Arte e Pesquisa lança o #GALTAKEOVER expondo o trabalho de mais de 25 artistas nacionais e internacionais no instagram da galeria

Com o início do isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19, a classe artística no Brasil e no mundo se viu, de repente, diante de um desafio. Como mostrar seu trabalho, que antes era feito através de apresentações e exposições, de modo democrático e que fosse pertinente não só para quem já o acompanha como também para novas audiências?

Foi aí que surgiu a idéia do #GALTAKEOVER no @gal.art.br . Em um momento em que o instagram passou a ser uma dos maiores canais e ferramentas de comunicação interpessoal na web, com conversas, cursos, palestras, performances, shows etc através de “lives” ou transmissões ao vivo, criar e compartilhar um conteúdo voltado para as artes visuais, que ao mesmo tempo conecta artistas, colecionadores, estudantes e seguidores.  

“O Takeover é o termo usado para quando uma outra pessoa, neste caso um artista, assume o conteúdo das postagens de outro instagram. A ideia foi convidar tanto artistas que já fazem parte do casting da GAL como também aqueles que acompanho seu trabalho há algum tempo e tem uma pesquisa consistente a ser compartilhada. Assim, a GAL ajuda a ampliar e dar protagonismo aos artistas visuais vivos, que estão pensando questões atuais, aproximando assim os seguidores de sua produção”, disse Laura Barbi, fundadora e curadora da GAL. 

Desde o lançamento do projeto artistas como Alisson Damasceno, Marina Tasca, Aruan Mattos & Flavia Regaldo, Carolina Botura, Eduardo Recife, Ricardo Burgarelli e Julia Baumfeld compartilharam por um período de uma semana suas inspirações, processos criativos, colaborações e trabalhos, produzidos em diversas mídias no instagram da GAL. 

Para Alisson Damasceno, primeiro artista a assumir as postagens no #GALtakeover e apresentar trabalhos desenvolvidos entre os anos de 2017 e 2020 “a apresentação dos

trabalhos seguindo uma ordem cronológica parece dar uma maior dimensão da pesquisa dos artistas que participam do #GALTakeover. Ao mesmo tempo em que o público que acompanha o takeover adquire uma perspectiva ampla dos processos de desenvolvimento do trabalho dos artistas, uma janela se abre, permitindo que cada artista apresente um porvir... Algo que parte de suas pesquisas pessoais e que se inscreve no atual cenário mundial como um traço das mudanças que vivemos na atualidade. O período de confinamento tem sido muito intenso, pois esse tempo dilatado tem me permitido um olhar mais para interior, sendo possível projetar essa experiência no meu trabalho. O corpo, por muitas vezes, é negligenciado em decorrência das atividades diárias” destaca Alisson que apresentou sua pesquisa e trabalho relacionado à arte e educação. “A normalização dessa negligência pode ser observada no sistema de educação, por exemplo, onde os corpos são colocados em situação de repouso durante horas por dias, durante anos; Um tipo de confinamento subjacente presente nos modelos de educação. O confinamento tem mostrado que é necessário que ativemos o corpo com consciência da importância de uma educação corporal. Muito se fala sobre uma possível “volta à normalidade”, mas essa expressão traz consigo uma questão: que normalidade é essa? A normalidade da negligência do corpo? No sentido oposto a esse modelo de sociedade que negligencia o corpo, temos o movimento e a consciência de movimento. O confinamento tem me mostrado possibilidades do fazer poético a partir do meu corpo com as minhas potencialidades e limitações. No Takeover, busquei dar indícios deste porvir sendo, portanto, a experiência da apresentação da trajetória de trabalho, um caminho que parece manter ativa a conexão entre a obra dos artistas da Gal e a nossa realidade contemporânea”.

“A experiência do takeover foi super interessante no sentido de ter proporcionado olhar e refletir sobre os trabalhos a partir de um novo posicionamento, como uma atualização da vista. Digo que o futuro muda o passado, é isto se dá na medida em que sempre somos outro a entrar no rio e a água sempre virá uma outra água acumulando conhecimentos. Passamos por experiências , aprendemos e expandimos nosso ser, então podemos ter acesso a novos pontos de ligação na trama da obra como um todo, pontos que antes ainda estavam encobertos. Os trabalhos muitas vezes estão na nossa frente, pois trazemos visões e percepções oriundas do inconsciente individual e coletivo, uma existência advinda de um estado anterior muito avançado, então, precisamos de tempo até que possamos alcançá-los. O takeover foi uma retrospectiva que me trouxe a essa pequena viagem no tempo, e possibilitou o compartilhamento de um refresh das páginas deste livro que se mantém aberto e cheio de espaços vazios, opacos. Me parece que a graça da arte mora nesses “vazios” algo que garante o seu devir e seu encaixe às mais diversas temporalidades, circunstâncias, sonhos e realidades”, disse Carolina Botura sobre sua participação no projeto. 

Segundo Binho Barreto, que assumirá o takeover na semana do dia 29 de junho  “achei o convite do #Galtakeover ótimo, muito oportuno para esse momento de isolamento social. Faz parte de um processo coletivo de reinvenção dos encontros, da arte e da sociabilidade nesse período de distanciamento, que tende a ser mais longo que o esperado. Existe também a demanda de já irmos pensando em alternativas para esse tal “novo normal”, que provavelmente será o modelo de retomada pós-Covid. Tenho acompanhado as produções dos demais artistas, e elas são diversas e de altíssimo nível. Sinto-me animado com o que tenho visto. Acredito que, mesmo estando em casa, precisamos criar movimento e construir pontes. É necessário fomentar a imaginação e a utopia nesse período tão difícil”. 

Para Aruan Mattos “acho difícil entender esse processo como não sendo parte de um maior que é o nosso recente rearranjo por causa da pandemia. Há uma apreensão em nos relacionarmos desta forma virtual. Por outro lado, vejo de maneira positiva as nossas redes ativas, as trocas, a abertura à possibilidade de uma quebra de perspectiva. Uma parte da arte vem muito disso: na fragmentação dos olhares e reconfigurações de novas produções. Isso puxa um fio de esperança em algum lugar”.

Até outubro outros 18 artistas de Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Londres assumirão as postagens nas redes da GAL criando um novo engajamento com o público que conhecerá mais sobre seus trabalhos e trajetórias neste novo formato de consumo de artes visuais que se intensificou com o isolamento social.


Serviço
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domingo, 12 de abril de 2020

O teórico Jack Halberstam é publicado pela primeira vez no Brasil pela Cepe Editora


A arte queer do fracasso investiga alternativas e rotas de fuga a estruturas hegemônicas que relacionam sucesso a ascensão social e estilos de vida produtivos

Numa sociedade capitalista e heteronormativa o sucesso é recompensa natural para quem segue o padrão dominante. Já o insucesso pesa sobre os que não se enquadram, os losers. Mas e se o fracasso for apenas o reflexo de uma forma diferente de pensar, uma via paralela que se contrapõe a estratégias de manipulação de massa? O selo Suplemento Pernambuco, da Cepe Editora, lança no Brasil o primeiro livro do escritor e teórico norte-americano, Jack Halberstam, traduzido para o português: A arte queer do fracasso. Neste ensaio fundamental para os estudos queer, o autor transita por obras artísticas e produtos midiáticos, contrariando a lógica comum do sucesso. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias do Brasil.

Publicado originalmente nos Estados Unidos em 2011, o título de Halberstam, que é professor titular no Departamento de Inglês e diretor do Instituto de Pesquisa sobre Mulheres, Gênero e Sexualidade na Universidade de Columbia, Nova Iorque, chega ao Brasil com atraso de quase uma década. Gap compensado pelo Suplemento Pernambuco com a iniciativa de editá-lo.

"O autor parte de animações como Bob Esponja Calça Quadrada, Toy Story e filmes de apelo popular, como Cara, cadê meu carro?, passando ainda por Sigmund Freud, Michel Foucault, W. G. Sebald e pelas imagens eróticas de Tom of Finland. Parece que nada escapa ao seu desejo de nos fazer enxergar a rigidez das normas do capitalismo ao redor. Halberstam propõe que praticar o fracasso talvez nos incite a nos distrairmos, a nos desviarmos, a nos perdermos e ao reconhecimento benjaminiano de que a empatia com o vencedor acaba sempre beneficiando o dominador", destaca o editor do Suplemento Pernambuco, Schneider Carpeggiani.

Para o prefaciador Denilson Lopes, escritor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esta edição representa a oportunidade do brasileiro conhecer um dos autores mais peculiares e influentes na relação com os estudos queer, os estudos trans e o debate sobre a cultura e a arte nos Estados Unidos. "O fracasso remete a uma ética para aqueles que não optaram pelo sucesso ou não conseguem estar no lugar dos bem-sucedidos, no centro do poder", diz.

Logo nas primeiras páginas o leitor se depara com a provocação de Halberstam ao dedicar a obra a todas as pessoas fracassadas da história. E no desenvolvimento do ensaio desmantela a lógica do sucesso lembrando que o fracasso anda acompanhado de toda sorte de emoções negativas, mas proporciona a oportunidade de usar essas emoções para espetar e fazer furos na positividade tóxica da vida contemporânea.

Para fundamentar seu raciocínio o teórico analisa obras produzidas pela indústria do entretenimento, desde a Pequena Miss Sunshine, Oscar de Melhor Roteiro Original em 2006, até o clássico romance punk de Irvine Welch, Trainspotting (1996), com um romance incontestavelmente não queer sobre fracasso, decepção, vício e violência que se passa em um bairro pobre de Edinburgh.

Um dos pilares do sucesso é o incansável mantra do pensamento positivo. O autor cita teóricos como a escritora feminista Barbara Ehrenreich que em seu título Sorria comprova como esse ideal enfraqueceu a América (2013). "O pensamento positivo é um sofrimento estadunidense, uma ilusão em massa que emerge de uma combinação do excepcionalismo estadunidense e um desejo de acreditar que o sucesso acontece a pessoas boas e o fracasso é apenas uma consequência de um comportamento ruim e não de condições estruturais. Pensamento positivo é oferecido nos Estados Unidos como cura para câncer, um caminho para riquezas incalculáveis e uma forma infalível de engendrar nosso próprio sucesso", analisa.

Para Halberstam do ponto de vista do feminismo, apostar no fracasso tem sido melhor do que apostar no sucesso. Ele avalia que no contexto em que o sucesso da mulher é sempre medido a partir de padrões masculinos, e o fracasso do gênero com frequência significa estar livre da pressão de se igualar aos ideais patriarcais, não ser bem-sucedida pode oferecer prazeres inesperados. "De várias formas, essa tem sido a mensagem de muitas feministas renegadas no passado. Monique Wittig (1992) defendia, na década de 1970, que se a mulheridade depender de padrões heterossexuais, então lésbicas não são mulheres, e se lésbicas não são mulheres, elas então ficam fora das normas patriarcais e podem recriar um pouco do sentido que há no gênero delas", diz.

Os estudos queer apresentados pelo autor mostram o fracasso como alternativa existente a sistemas hegemônicos, que convencionaram associar fracasso a não conformidade, às práticas anticapitalistas, estilos de vida não reprodutivos, negatividade e crítica.

Portanto, diz, fracassar é algo que pessoas queer fazem e sempre fizeram excepcionalmente bem. "Para pessoas queer, o fracasso pode ser estilo, citando Quentin Crisp, ou um modo de vida, citando Foucault, e pode contrastar com os cenários sombrios de sucesso que dependem de tentar e tentar novamente. Aliás, se o sucesso exige tanto esforço, talvez, em longo prazo, o fracasso seja mais fácil e ofereça recompensas diferentes."

O autor

É autor de obras como Skin Shows: Gothic Horror and the Technology of Monsters (Duke University Press, 1995), Female Masculinity (Duke University Press, 1998), Gaga Feminism (Beacon Press, 2012) e Trans: A Quick and Quirky Account of Gender Variability (University of California Press, 2018). A arte queer do fracasso, lançado originalmente em 2011, é seu primeiro livro traduzido para o português.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Feira e-cêntrica de publicações independentes recebe inscrições para expositores até 7 de fevereiro

Crédito da imagem: Layza Vasconcelos
A terceira edição da feira e-cêntrica de publicações independentes abre inscrições para 100 expositores em 2020. Até o dia 7 de fevereiro, publicadores de todo o Brasil podem se candidatar a uma vaga para a exposição de livros especiais, zines e artes gráficas. Programada para 7 e 8 de março, na Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, a feira e-cêntrica é realizada pela NegaLilu Editora e pela Casa da Cultura Digital e conta com o apoio do Fundo de Arte e Cultura e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Editoras independentes, selos literários, coletivos criativos, ilustradores, designers e artistas gráficos interessados em participar da e-cêntrica podem se inscrever no site www.negalilu.com.br . Para esta edição da feira, não haverá cobrança de taxa de inscrição.

“O nosso desafio é ampliar a representatividade dos expositores, que já é crescente deste a edição passada, consolidando a e-cêntrica como feira nacional”, comenta a coordenadora e curadora, Larissa Mundim. A primeira edição foi realizada com 64 expositores e a segunda com 80 publicadores de seis estados.

Segundo ela, os participantes da feira podem compreender a e-cêntrica como uma ação de apoio à inovação do mercado editorial. “Mais do que uma estratégia de circulação da produção gráfica-literária independente, buscamos realizar um evento que fortalece agentes sub-representados, repensa modos de produção, discute o redimensionamento dos papéis estratégicos na cadeia produtiva do livro e estimula a leitura”, ressalta a coordenadora.

Além da exposição e venda de livros especiais, zines e artes gráficas, a feira prevê programação formativa com oficinas, rodas de conversa e minicursos, lançamentos literários e exposições de arte. As inscrições para estas atividades estarão abertas em 9 de fevereiro, quando a programação completa será divulgada pela NegaLilu Editora e pela Casa da Cultura Digital. Em 2020, a e-cêntrica integra a programação do Projeto Madalena Caramuru.

SERVIÇO
Feira e-cêntrica – Inscrições para expositores
Prazo: até 7 de fevereiro
Onde: www.negalilu.com.br

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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

TRAFICANTES DE ARTE - Um romance sobre roubo de quadros que vai de São Paulo a Paris


Está para ser lançado pela Editora Penalux o livro Na rota de traficantes de obras de arte, da escritora Mazé Torquato Chotil, cuja história traz como tema principal o roubo de quadros valiosos, envolvendo uma rota que passa pelo Paraguai, Brasil (Mato grosso do Sul/São Paulo) e França. A história possibilita ao leitor uma viagem pelo mundo das artes, sobretudo às artes plásticas. Na trama, esses objetos culturais de alto valor são utilizados por criminosos para lavar dinheiro derivado do tráfico. 
Trabalhando no combate ao crime, Marta, agente da Polícia Federal brasileira (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e Patrimônio Histórico), se desloca até Paris e Lyon, sede da Interpol, organização internacional de polícia criminal, para juntar esforços no desmantelamento da quadrilha que “trabalha” entre os territórios brasileiro, paraguaio e francês. 
Os traficantes remetem as obras roubadas por navio: quadros de pintores brasileiros e sul-americanos, entre outras peças que são destinadas a compradores europeus e americanos.
“A história começa com a chegada da agente brasileira em Paris”, adianta a autora. “Lá, ela se junta ao comando das operações que vai à captura dos criminosos. O enredo mescla pitadas de jornalismo e suspense policial”, conclui.
O leitor acompanha passo a passo essa viagem nos bastidores do combate ao crime. “Uma operação policial de tirar o fôlego”, escreve Cláudia Marczak, escritora que assina a apresentação do livro. “De país em país, cada etapa da ação possui uma riqueza de detalhes intensa. A sensação inicial da leitura é de uma grande viagem. É um mercado ilegal e milionário. Em sua narrativa, Mazé detalha cada etapa da ação com maestria e enreda o leitor no movimento de ir e vir, peculiar da estratégia da polícia, buscando romper esse círculo criminoso. Como resultado, o leitor é transportado para dentro da trama, das imagens e percepções do que é narrado. O conhecimento impecável sobre as obras proporciona ao leitor uma imagem real do que acontece no submundo do crime.”

TRECHO
O avião, vindo de São Paulo, aterrissa no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, na periferia norte de Paris, na cidadezinha de Roissy-en-France, que os turistas não conhecem, só passam pelo aeroporto. Nessa manhã de primavera europeia, 1º de maio, o tempo é cinza e uma neblina fina é constante. 
Antes de pegar o trem para Lyon, sede da Interpol onde trabalhará, Marta passa por Paris. Seu colega da Polícia Federal, sediado na embaixada brasileira, que está na mesma missão, trabalhando em ligação com os franceses, vem buscá-la no aeroporto, na porta de saída dos viajantes. Ele deve lhe mostrar os lugares que membros da gangue frequentam e onde atuam, além de tudo que pôde saber do trabalho em comum com a polícia francesa e a Interpol.

Sobre a autora
Mazé Torquato Chotil
É jornalista, pesquisadora e autora. Doutora em ciências da informação e da comunicação pela Universidade de Paris VIII e pós-doutora pela EHESS – L'École des hautes études en sciences sociales.
Nascida em Glória de Dourados-MS, morou em São Paulo e vive em Paris desde 1985.
Já publicou os livros: José Ibrahim: O líder da grande greve que afrontou a ditadura, Trabalhadores Exilados: a saga de brasileiros forçados a partir (1964-1985), Lembranças do sitio, Lembranças da Vila, Minha aventura na colonização do Oeste, Minha Paris Brasileira, L’Exil ouvrier e Ouvrières chez Bidermann: une histoire, des vies.

Lançamento
Biblioteca Isaías Paim, dia 11/11 às 19h e no SESC Morada dos Baís 12/11 às 19h.

Serviços
Na rota de traficantes de obras de arte, Mazé Torquato Chotil – romance (110 p.), R$ 37 (Penalux, 2019). 
Link para compra:
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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A Guerra dos Mundos, por Aldo Costas

Arte: Aldo Costas
*Por Aldo Costas

- Escrever é um ato de: imaginação... reflexão... subversão... etc...
E assim inicio minha participação nesta fantástica revista digital – Conexão Literatura - e não poderia deixar de agradecer, primeiramente, ao escritor e idealizador da revista – Ademir Pascale – pelo convite e pela liberdade de assuntos que posso escolher e escrever – nos dias de hoje ter liberdade é um privilégio - Obrigado meu camarada!!!! Vida longa a literatura e a esse seu projeto sensacional.

A GUERRA DOS MUNDOS...

Enquanto isso o mundo entra em um estado de distúrbios...  de lutas ideológicas... de busca por civilidade e cultura – o maior ato de subversão... e tudo isso, também, são ingredientes para a literatura – em qualquer, e em todas, as suas formas. Para muitos é o estopim necessário para criar um mundo ficcional. A oportunidade de mergulhar em um oceano de palavras e frases. De extrapolar todas as formalidades do discurso simples e subjetivo. De destruir o discurso demagogo. A oportunidade de ser quase um deus... de ser uma entidade divina... e de ser o gênesis. De ser o criador e a criação em um só.
O passado e o presente modelam nosso futuro – distópico ou utópico. Bucólico ou caótico; em prosa, rima ou crônica – não importa, você escolhe. Decide se o lirismo vai predominar – ou se tudo será naturalismo. Será real ou surreal. Se precisará fugir. Se precisará matar. Se precisará morrer. 
- Você escolhe a forma, mas não controla o universo!
Nesse exato momento a guerra fria está inspirando algumas mentes impacientes. Pessoas estão começando a escrever algumas poucas linhas – que, possivelmente, se tornarão contos e romances... possivelmente se tornarão roteiros de histórias em quadrinhos... possivelmente se tornarão peças de teatro... ou poesia. São as crônicas dos nossos desejos. A forma como vemos cada acontecimento. Como sentimos. Como interpretamos toda essa loucura que é estar vivo.
A literatura sempre foi “do it yourself”. Sempre foi uma necessidade da humanidade e das sociedades. Uma releitura, ou subversão, de muitas realidades cotidianas – das que são arremessadas, de forma randômica, contra nossa existência  - isso quando não é, literalmente, a própria realidade registrada de forma crua e bruta! Nossa própria existência.
- A sociedade é assim: complexa como a literatura!
E tudo é literatura. E tudo é realidade. E tudo é expressão e necessidades. É a nossa imaginação livre nesse universo de muitas Matrix diferentes. Onde seu personagem vaga em busca de algum santo graal. Passando por todos os tipos de lugares. Lugares comuns. Lugares estranhos. Enfrentando todos os tipos de situações: das aventuras até os dramas. Da futilidade até o filosófico. Das comédias até as tragédias... porque ela tem vida própria.
- E por que isso?
O escritor é o idealizador, mas, não é o senhor absoluto da história. E nem original, na maioria das vezes, elas são – o que não importa. Seja você mesmo e caminhe da forma que achar melhor. 
Existem situações que fogem ao nosso controle. Existem forças que redirecionam nossas narrativas. Existe algo em nosso subconsciente que nos trai – que cria uma vida paralela para nossa vida cotidiana e normal – e tudo isso é o que dá vida a criatura...
- Ela está viva! Viva!
A criatura respira. Ela caminha com as próprias pernas. Decide a direção que deve tomar. Ela tem um nome e isso a transforma em um ser perigoso. Têm desejos. E não quer ser dominada – quer se rebelar. Não quer seguir o rumo normal da narrativa – quer subverter todas as regras... ser perversa e sádica – ser inconsequente... ultrapassar os horizontes e romper com um destino determinado... quer ter prazer, ter dor, ter autonomia.
- Quer viver!
A criatura tem desejos. Ela tem sentimentos. Têm sonhos e ambições – tem um caminho pra trilhar. Uma fome voraz. Uma personalidade própria. Tem mais do que o autor gostaria que ela tivesse – têm muitas camadas. Muita vida pra ser imaginada... ou seria apenas relatada? Ela é a própria escrita – uma escrita de muitos estilos e vícios – um alter ego...
- A criatura é parte de tudo que somos!
A literatura é parte de tudo que somos.


Aldo Costas é escritor, ilustrador e quadrinista. Natural do Rio de Janeiro, Brasil. Aficionado por arte, literatura e cultura underground... Do It Yourself!!!! 
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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Exposição “Salvem a água potável no mundo” tem início no Metrô Ipiranga


Cartum Expo Água
Cartunistas de todo o mundo se uniram para esse grito de alerta!

A partir do dia 5 de junho, quem passar pela estação do Metrô Alto do Ipiranga verá a exposição do Salão Internacional de Humor Ecológico "Salvem a água potável no mundo", com 34 cartuns de desenhistas de vários países sobre a água potável no mundo, como Argentina, Chipre, Ucrânia, Cuba, Indonésia, Israel, Turquia, Irã, China, Espanha, Luxemburgo, Coréia do Sul, além do Brasil em diversos estilos e, em sua maioria, sem diálogos ou textos que têm o intuito de impactar os milhares de usuários do metrô.

A exposição fica no local até o fim do mês de junho e depois vai para outras estações do Metrô, podendo atingir a um público de quase um milhão de pessoas que passam nas estações diariamente.

A mostra conta com a curadoria dos cartunistas Gualberto Costa e José Alberto Lovetro (JAL), realização da Associação dos Cartunistas do Brasil e apoio do Trata Brasil - ligada à defesa do saneamento básico e recursos hídricos no Brasil -,  e do Metrô de São Paulo, que se juntaram nessa corrente de alerta porque ainda tem tempo de reverter um futuro difícil para a humanidade.

Para o presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, cartunista JAL, essa exposição mostra a grande importância do humor gráfico e seus artistas pelo mundo que, além de seu valor artístico, é a melhor forma de passar informações essenciais para a população sobre problemas como a futura escassez de água no planeta. "O humor gráfico é uma espécie de beliscão no cérebro das pessoas para pensarem de forma leve e inteligente sobre a vida", comenta.

A Associação dos Cartunistas do Brasil se uniu ao Instituto Trata Brasil que é uma Oscip – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país e o Metrô de São Paulo, para que, por meio dos cartuns, todos os cidadãos do planeta recebam esse recado.

No Brasil tem 35 milhões de pessoas sem acesso ao abastecimento de água e 100 milhões de brasileiros sem acesso à coleta dos esgotos.

Serviço: 

Data: de 5 a 30 de junho
Horário: de funcionamento do Metrô de São Paulo: 4h40 às 24h00
Local: Estação do Metrô Alto do Ipiranga
Tel.: 0800 770 7722
Site: http://www.metro.sp.gov.br/

Entrada: Para usuários do Metrô
Curadoria: Gualberto Costa e José Alberto Lovetro (JAL)
Realização: Associação dos Cartunistas do Brasil
Apoio: Metrô de São Paulo, Trata Brasil e Salão de Humor Ecológico
Ar condicionado: sim
Acesso para deficientes: sim
Área para fumantes: não
Wifi: não
Local para alimentação: não
Visita monitorada: não
Estacionamento: não
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sábado, 25 de maio de 2019

Live Painting: Um Show de Cores

Léo Shun - Foto divulgação
A arte urbana apreciada como espetáculo ao vivo

Diante de muitas facetas dentro do mundo do graffiti, uma grande novidade que está se destacando e fazendo a cabeça de todos que admiram essa cultura urbana é o Live Painting (Pintura ao vivo), que nada mais é do que a pintura do graffiti feita ao vivo como uma performance visual ao público. Gostou? Já foi em um show assim? Ir a um Live painting é desfrutar de estímulos visuais diferentes do habitual, é interagir visualmente com o lúdico, é desenvolver-se culturalmente. O resultado do Live Painting é sempre surpreendente, quem conhece e gosta do graffiti se sente atraído pelo show à parte, e quem não conhece o graffiti passa a desmistificar esta arte que infelizmente ainda é muito confundida com a pichação.

Para a pintura ao vivo acontecer é necessário ter latas spray e uma superfície que pode ser uma tela, um latão, uma parede ou qualquer outra que dê para encaixar letras, e ou, desenhos durante o evento, com isso a arte vai tomando cores e traços e abrilhantando a festa.

Entrevistamos o muralista Léo Shun, que é adepto ao Live Painting e atua como grafiteiro há 15 anos. Ao longo de sua carreira Shun já grafitou ao vivo em diferentes empresas, escolas, igrejas, festas, shows, etc. Em cada apresentação adquiriu experiências distintas, pois em cada lugar há um tipo de público, e um tipo de apreciação da arte. O último show de Live Painting que Shun fez foi num evento de carros tunados em um dos shoppings mais movimentados do Rio de Janeiro. Em todos os anos de experiência que possui Shun afirma que a platéia é sempre carinhosa e bem receptiva com as suas pinturas. "Pintar ao vivo é fascinante! Assim como o cantor usa o microfone, eu uso a tinta para amplificar a minha voz, expressando os meus sentimentos e ideias ao público, em forma de arte". Diz Léo Shun.

Léo Shun - Foto divulgação
O graffiti é uma arte urbana admirada por pessoas de todas as idades, principalmente pelas crianças e jovens. Essa arte urbana, que tem como sua principal ferramenta o spray, começou nas periferias do EUA como forma de protesto, mas depois foi se desenvolvendo em sua técnica e beleza. A arte surgiu em forma de letras, tanto que em alguns países o grafiteiro é conhecido por writer que significa escritor. Atualmente o graffiti vem caminhando em uma crescente, com cada vez mais adeptos e admiradores. Além de seguir nas ruas, está também nas galerias, na mídia e como peças decorativas, entre muitas outras possibilidades.

Enxergar a pintura do graffiti como um show é uma visão que já acontece em alguns países que desenvolvem esse hábito culturalmente. Assim como o nosso povo admira os espetáculos ao vivo, alguns países tem o costume de se reunir, formando uma platéia e ali sentados assistem e aplaudem o pintor, tal como fazemos em shows e teatros. No entanto esse olhar característico de apreciação parece estar mudando com o sucesso dessa modalidade do graffiti intitulada por Live painting.

A performance de pintura ao vivo pode acontecer de muitas formas e lugares, como por exemplo: num bar, durante um casamento, em shows de música ou de dança, durante apresentações de Dj, em eventos institucionais, e em outras possibilidades disponíveis ao público.

O graffiti por si só possui uma característica de naturalidade ao público, por ser uma arte de rua e geralmente feita nos muros ao ar livre, suas cores e traços facilmente atraem olhares curiosos e admiradores. Porém o Live painting requer da platéia um olhar apreciativo e diferenciado, pois trata-se da apresentação de um número artístico, capaz de envolver e sensibilizar aquele que assiste.  

Foto divulgação
Durante o Live painting, as obras desenvolvidas pelo artista podem ser criadas de forma livre, ou seja, espontaneamente durante a pintura, ou podem ser preparadas e esboçadas com certa antecedência, essa é uma questão que pode ser conversada e definida entre o artista e os organizadores do evento.

Qual artista você gostaria de ver pintando ao vivo? Se você já foi em um Live Painting comente aqui como foi a sua experiência!

Se você quiser conhecer mais sobre as performances de Live Painting feitas pelo artista e grafiteiro Léo Shun é só acompanhá-lo nas redes sociais, Léo Shun e Shun Graf (suas páginas no Facebook) @galeriabangubyshun @shungraf e @leoshun_rj (Instagram), e no site da sua empresa www.shungraf.com
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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Arte, ativismo e afeto: Andréa Tolaini lança "SEIVA"

Andréa Tolaini - Foto divulgação
Com ilustrações acompanhadas de texto representativo, obra parte de um olhar feminino para, em seguida, abraçar todo e qualquer gênero que esteja buscando compreender suas emoções

A artista visual Andréa Tolaini acaba de lançar "SEIVA", uma coletânea de ilustrações acompanhadas de texto representativo. O objetivo dessa união de duas linguagens, incluindo a palavra como mais uma forma de transmitir a mensagem contida no desenho, é tornar a arte ainda mais próxima e nítida.

Independente, projeto surgiu da vontade que a autora tinha de reunir suas produções mais admiradas na rede. Por isso, todo o processo criativo da autora foi pautado ao lado de seus seguidores virtuais: através de enquetes no Instagram e Facebook, Andréa fez a escolha do título, cores à utilizar e imagens que entrariam na obra. Tudo assim, coletivamente.

Em 66 páginas, trabalho levanta questões profundas sobre a quebra de padrões familiares, entendimento do amor, sexualidade, afetos e redescobertas. Reflete, ainda, sobre o quanto as situações difíceis representam uma oportunidade de crescimento. "Acho importante dizer que este livro é como um zoom no coração das mulheres. Temos aprendido a não ter medo de expressar o que pensamos. Começamos a ter carinho pelo nosso próprio corpo. Estamos abraçando a autonomia. Queremos escolher, mais e mais, o que é melhor para nós mesmas. Dentro disso, de uma maneira ainda mais ampla, precisamos reconhecer nossas forças e limitações. É assim que podemos mudar aquilo que reconhecemos como não construtivo. Afinal, a verdadeira liberdade está em se conhecer e, numa sociedade onde a ordem é racional e sistemática, eu entendo que a revolução deve ser feita partindo das emoções. E este é o tema central do meu trabalho", completa.

Com esse olhar feminino íntimo, recomenda-se a leitura para aqueles que estão buscando compreender seus caminhos e labirintos internos. É uma obra, para todo e qualquer gênero, que inicia-se nos processos individuais para, então, acolher outras e outros. "O grande lance é essa troca humana nas relações que, de alguma maneira, é capaz de gerar vida. Utilizei uma série de metáforas da natureza para construir lógicas sobre isso. O título é um exemplo: seiva como alimento da planta e o livro como alimento do mundo interior humano". 

A venda online de SEIVA está disponível na loja www.andreatolaini.com


SOBRE ANDRÉA TOLAINI
Andréa Tolaini é uma artista visual paulistana. Foi criada em meio a tintas e pinceis de sua mãe, a também artista visual Maria Inês Tolaini. Foi diante da dor da morte de sua mãe em 2009 que Andréa passou a estudar artes visuais e iniciar um processo de redescoberta do feminino.

Viveu em Londres-UK em 2012, onde pode iniciar seus estudos de pintura, desenho e Ilustração na University of Arts of London. Já no Brasil, em 2013, cursou artes plásticas da Escola Panamericana de Artes e montou seu primeiro ateliê no bairro do Butantã, São Paulo, onde mantém o ateliê até hoje.

Sua obra tem íntima relação com a vida das mulheres, libertação sexual, emocional, afetiva, questionamento sobre o patriarcado e masculino tóxico e com a ascensão do movimento feminista na América Latina.

A artista já expos em São Paulo-Brasil, Porto-Portugal, Barcelona-ES.

É também a idealizadora do projeto Marias, exposição coletiva itinerante de mulheres latino-americanas.
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