Participe da antologia (e-book) POEMAS SOBRE A NATUREZA. Leia o edital

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terça-feira, 19 de abril de 2022

Participe da antologia (e-book) POEMAS CONTEMPORÂNEOS. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): POEMAS CONTEMPORÂNEOS

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL 
POEMAS CONTEMPORÂNEOS

1 - Escreva um poema. Tema livre. Aceitaremos até 3 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 3 textos serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA: até 4 páginas cada conto ou poema, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Só envie o seu texto e inscrição se realmente estiver interessado(a) em participar. Leia todo o edital.

8 - Data para envio do poema: do dia 19/04/22 até 25/05/22.

9 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: POEMAS CONTEMPORÂNEOS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 60,00 para 01 texto aprovado. Caso o autor envie 2 poemas e tenha os dois (02) selecionados, o valor será R$ 100,00 (terá R$ 20,00 de desconto). Caso o autor envie 3 poemas e tenha os três (03) selecionados, o valor será R$ 150,00 (terá R$ 30,00 de desconto). As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage, Instagram e Grupos do Facebook, que somam mais de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 26/05/22.

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, pornográficos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a). Não escreva em letra maiúscula:

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Nacionalidade:

Título do poema (Não escreva em letra maiúscula):

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas. Não escreva em letra maiúscula):


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: POEMAS CONTEMPORÂNEOS

O envio da ficha de inscrição + poema(s) para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.


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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Breve história da arte popular - A cultura subterrânea do Rio de Janeiro no século XX, autor Roberto Salgado de Carvalho


É a partir do “olhar de dentro” – e do ponto de vista dos excluídos – que tem residido a potência da arte popular no Brasil, não entendida apenas como folclore, mas como produção artística de pessoas com pouca ou nenhuma formação acadêmica. Salta aos olhos a grande capacidade da periferia para assimilar influências e transformá-las em uma forma de arte original. Exemplo disso é o Carnaval, que combina artes visuais, música e dança em uma festa popular impregnada de superação e resistência.

É disso que trata o presente livro, no qual Roberto Salgado de Carvalho, não por acaso um artista plástico com reconhecimento internacional, nos chama a atenção para esse olhar dos excluídos que, paradoxalmente, é também privilegiado por estar visceralmente ligado e refletir a realidade das massas populares, que difere das classes média e alta ao não cultivar a importação como regra dominante.

Com foco na cultura subterrânea do Rio, cidade que mais recebeu negros escravizados na Humanidade, o autor encontra na poesia de Noel Rosa, repleta de imagens do cotidiano da então Capital da República, e no artista múltiplo Heitor dos Prazeres – pintor, compositor e instrumentista – as referências ideais para dar dimensão do poder estético e da originalidade da arte urbana brasileira, em geral produzida pela população das periferias, excluída dos padrões colonizados e forçada a viver em comunidades sem acesso às condições básicas. Essa população procurou reafirmar sua dignidade humana por meio de sua cultura.

PARA SABER MAIS OU ADQUIRIR O LIVRO, ACESSE:

https://www.amazon.com.br/Hist%C3%B3ria-Popular-Roberto-Salgado-Carvalho/dp/6586512220

https://clubedeautores.com.br/livro/breve-historia-da-arte-popular

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terça-feira, 12 de abril de 2022

Conto "Lockdown marinho", por Rafael Caputo



Ano passado, visitei Florianópolis. Também chamada de Floripa, a ilha da magia. Realmente, o lugar é mágico. Fui com minha namorada. Lá, conhecemos o Projeto Tamar. Você já deve ter ouvido falar, é uma das mais bem-sucedidas iniciativas de conservação da vida marinha. Em especial, no que tange à preservação das tartarugas. Ficamos admirados. O trabalho que eles desenvolvem vai desde Santa Catarina até o Ceará, abrangendo grande parte do litoral brasileiro.

Vale lembrar que os seres humanos são bem mais evoluídos do que as tartarugas. Aprenderam a criar e a manusear o fogo, desenvolveram ferramentas, construíram casas, carros, inventaram um monte de remédios etc. Possuem grande capacidade intelectual e artística. Você nunca verá uma tartaruga, de qualquer espécie que seja, dirigindo um automóvel ou tocando um instrumento, por exemplo. Ainda assim, por algum motivo, esses animais são fascinantes e despertam grande curiosidade. Hoje, sabemos quase tudo ao seu respeito.

As tartarugas possuem sangue frio, têm escamas e colocam ovos. Todas essas características as definem como um réptil. Contudo, algumas pessoas acham que elas são anfíbios. É certo que ambos possuem semelhanças e, como os anfíbios, algumas delas podem viver tanto na água como fora dela, mas também existem grandes diferenças. Os répteis possuem pele seca e escamosa, depositam seus ovos na terra e respiram pelos pulmões, assim como os humanos. Característica intrigante. Já os anfíbios tem pele lisa, colocam os ovos na água e respiram por brânquias (quando ainda são larvas) e só depois é que usam pulmões (fase adulta). No ranking da escala evolutiva, os répteis estão um patamar acima. Entretanto, ser classificada como réptil ou anfíbio não muda em nada a vida da tartaruga, que sequer tem conhecimento de tal classificação. Isso porque elas podem até sentir a presença do homem, mas não fazem a menor ideia de sua existência, como pensam, o que comem ou qualquer outra coisa do tipo. Literalmente, não sabem nada sobre a raça humana. Se soubessem, ainda assim, não compreenderiam.

Já o contrário, é bem diferente. Dezenas de pesquisadores monitoram esses animais dia e noite. Conhecem seus hábitos alimentares, sua biologia, ciclo de vida, como se reproduzem e muito mais. Existem centenas de tartarugas que agora mesmo, nesse exato momento, estão sendo monitoradas. Esses animais possuem grande capacidade migratória e de forma inteligente aproveitam as várias correntes marítimas para se locomoverem por grandes distâncias. Fazem isso muito bem. São capazes de percorrer quilômetros e quilômetros pela imensidão do oceano só para desovarem em uma praia distante, longe dos predadores. Possuem um senso de orientação tão eficaz quanto qualquer GPS. As tartarugas marinhas, por exemplo, arrastam-se pela praia até um lugar livre das marés. Ali cavam a areia (sessenta centímetro de profundidade por um metro de diâmetro), e enterram seus ovos (cem ou duzentos de uma só vez). Um feito incrível! Depois disso, tapam o buraco, alisam a areia e voltam para o mar. Após quinze dias, fazem tudo de novo, mais ou menos no mesmo lugar. Você sabia que é o sol que se encarrega de incubar os ovos? Pois, é! As tartarugas terrestres, chamadas de jabutis, e as de água doce, os cágados, fazem o mesmo nas margens do rio e pântanos, ou entre as folhagens. Depois de três meses, nascem as tartaruguinhas, bem pequenininhas. Logo que nascem, correm direto para o mar.

Nas áreas de reprodução, as praias de desova são monitoradas por pescadores contratados pelo Tamar. Eles são chamados de tartarugueiros. É realizado patrulhamento ostensivo durante a noite para flagrar as fêmeas, observar seu comportamento durante a desova, registrar dados e coletar material biológico para posterior análise genética. Os pesquisadores também monitoram os ninhos nos próprios locais de postura, ou transferem alguns, encontrados em áreas de risco, para locais mais seguros na mesma praia ou para cercados de incubação, expostos ao sol, em praias próximas às bases de pesquisa. Os pescadores são, ainda, orientados a salvar aquelas que ficam presas nas redes. Verdadeiros anjos. E as tartarugas nem desconfiam.

Nas ilhas oceânicas, como em Fernando de Noronha e Atol das Rocas, é realizado um programa de captura, marcação e recaptura, através do mergulho livre ou autônomo. Tanto nas áreas de desova como de alimentação, os animais encontrados vivos recebem um anel de metal nas nadadeiras dianteiras, para identificação e estudo de seu deslocamento e de hábitos comportamentais, além de dados sobre crescimento e taxa de sobrevivência. As tartarugas nem se dão conta do adereço. Muito menos do sistema de telemetria fixado, em muitos casos, nos seus cascos. Justamente, graças a esse sistema, foi possível resolver um grande mistério que ocorreu recentemente. Toda a população de tartarugas, do nada, desapareceu. Simplesmente, sumiu. Não foram vistas em lugar algum. Nem por pescadores, mergulhadores, banhistas, ninguém. As praias já conhecidas como ponto de desova, ficaram totalmente vazias. Fato que causou espanto.

O mais estranho foi saber que, na verdade, elas não tinham sumido. Estavam apenas paradas, imóveis. Por algum motivo, até então desconhecido, pararam de se locomover. Permaneceram assim: estáticas, em um mesmo local, por meses. Subiam à superfície, apenas para respirar. Logo em seguida, retornavam para dentro d ́água. Como isso era possível? O Tamar sempre estudou o deslocamento das tartarugas por meio do monitoramento por satélite e nunca registrou nada parecido. Só para você ter uma ideia, sabe-se que muitas tartarugas que trafegam pela costa brasileira nasceram ou frequentemente aparecem na costa de outros países, tanto do continente americano quanto do africano, uma comprovação do grande potencial de locomoção desses animais, que como eu disse: são fascinantes. Como, então, de uma hora para outra, eles decidiram hibernar? Tartarugas não hibernam, só animais de sangue quente fazem isso. No máximo, alguns jabutis, que vivem em climas tropicais, quando chega o inverno, cavam o terreno e entram em letargo, uma espécie de sono profundo, que é diferente da hibernação. Sendo assim, o que estaria causando esse comportamento tão peculiar? Técnicos e pesquisadores do mundo inteiro se uniram. Criaram uma força-tarefa a fim de investigar a fundo o problema. Diversos cientistas, de várias nacionalidades, foram chamados: húngaros, franceses, alemães, russos, americanos, israelenses e até brasileiros. Os países não mediram esforços e enviaram seus melhores biólogos, ambientalistas, oceanógrafos e diversos outros especialistas. Até quem não se interessava pelo estilo de vida desses animais ficou preocupado, ou, no mínimo, curioso. Diversas embarcações, grandes e pequenas, partiram rumo ao local onde as tartarugas se concentravam. Todos atrás de respostas. Não demorou para que elas percebessem que não estavam mais sozinhas. Passaram a se incomodar um pouco com a presença daqueles seres estranhos em seu território, acima e abaixo da superfície. Algumas ficaram assustadas. Outras, perplexas. Todas, sem entender o que estava acontecendo.

Contei essa história a um amigo meu hoje cedo. Por videoconferência, lógico! Foi logo depois que ele compartilhou em suas redes sociais uma série de notícias publicadas recentemente: “Pentágono divulga oficialmente vídeos mostrando OVNIs”, “Luzes misteriosas aparecem piscando no céu e intrigam a web (e estudiosos)”, “OVNI gigante e triangular faz terceira aparição em três meses”. Ele me pareceu um tanto paranoico com todo esse lance de quarentena, pandemia etc. Começou a me mandar vários áudios falando sobre extraterrestres, aparição de objetos voadores em várias partes do globo e coisas assim. Daí você vai me perguntar: mas o que toda essa história tem a ver com o assunto? Eu te respondo: querendo ou não, nós é que somos as tartarugas.

🐢


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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

100 anos de Carnelosso: a redescoberta do artista


Artista plástica, historiadora e autora de livros sobre os pintores paisagistas, Ruth Sprung Tarasantchi estudou as obras do artista, os recortes de jornais e testemunhos de amigos e familiares para compor o livro Glycério Geraldo Carnelosso, publicado pela KPMO Cultura e Arte em coedição com a Cultura Acadêmica Editora. O lançamento acontecerá no Museu de Arte Sacra de São Paulo, no dia 04 de dezembro, sábado, a partir das 10h da manhã. O público terá a oportunidade de conhecer pinturas, esculturas e medalhas do artista que ficarão expostas durante o final de semana de lançamento do livro.

Por muito tempo Carnelosso foi admirado e respeitado pela crítica e o público, tendo uma fama considerável, mas que por circunstâncias históricas acabou sendo injustamente relegado ao esquecimento, tornando-se aos poucos quase um desconhecido. Para reparar esse erro histórico, Ruth fez uma imersão na vida e na obra de Carnelosso, resgatando a sua história e nos revelando a qualidade artística e o olhar sensível das obras que agora serão conhecidas do grande público, reveladas nas páginas do livro. Além de sua história e personalidade, temos uma análise da geração que o acompanhou, além dos relatos sobre a forma com que ele transitava por diversos estilos e linguagens e como a sua arte sucumbiu ao esquecimento após alcançar projeção. 

Serviço:

Lançamento do livro: Glycério Geraldo Carnelosso

Data: 04 de dezembro

Horário: 10h da manhã

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo

Endereço: Av. Tiradentes nº 676, Luz, São Paulo

Entrada: Gratuita

Estacionamento no local: entrada pela Rua Dr. Jorge Miranda nº 43 

Ficha Técnica

Edição: KPMO Cultura e Arte e Cultura Acadêmica

Autora: Ruth Sprung Tarasantchi

Coordenação geral: João Marcos Sampaio Carnelosso

Direção de arte: Marcello de Oliveira

Ano: 2021

ISBN: 978-65-86913-06-4 (KPMO) e 978-65-5954-132-4 (Cultura Acadêmica)

Número de páginas: 236

Medidas: 23 x 28 cm

Preço de venda: R$ 119,00 

Sobre a autora:

Estudiosa da arte brasileira da virada do século XIX-XX, Ruth Sprung Tarasantchi se debruça sobre os artistas paulistas ou os que aqui se radicaram, alguns deles famosos, outros desconhecidos, quase todos esquecidos pelos críticos de arte de épocas posteriores. Sua pesquisa se iniciou com o pintor de naturezas-mortas Pedro Alexandrino Borges, para depois adentrar o rico universo dos muitos paisagistas que andaram pelo Estado de São Paulo, onde encontrou um sem número de pintores, cada um com características próprias, que vieram enriquecer as coleções da burguesia e de importantes museus, em especial a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu Paulista e o Museu de Arte Sacra de São Paulo. Para ela, é um prazer contínuo poder mostrar um a um esses artistas a um público que os desconhece, permitindo-lhe admirar sua obra e reconhecer seu valor. Assim foi com o italiano Antonio Ferrigno, com os pintores do café, com as mulheres pintoras, com Oscar Pereira da Silva. E é assim também com mais este trabalho, que nos oferece uma inédita visão de conjunto sobre a obra de Glycério Geraldo Carnelosso.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Entrevista com Reginaldo Leite, autor do livro "Quando a palavra é o gesto e a imagem emoção: considerações sobre as paixões na formação do pintor acadêmico"

Reginaldo Leite - Foto divulgação

Reginaldo Leite
é carioca, cenógrafo, com Mestrado e Doutorado pela UFRJ. Desenvolve pesquisa de Pós-Doutorado, em História da Arte, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor universitário, da graduação e pós-graduação, criou projetos de Cenografia e Indumentária para espetáculos e carnaval. Premiado no IX Festival Nacional de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo e no 26º FESTIN de Teatro de Toledo, no Paraná.  Integra o grupo de pesquisa “Studiolo: Estudos em História da Arte da Antiguidade à Primeira Época Moderna” (UERJ/vinculado ao CNPq).  É autor dos livros: Convergir (2005), Os Crimes de Platão (2019) e A Insanidade que nos une: um mergulho na arte de enlouquecer (2020).   

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário e na arte? 

Reginaldo Leite: Meu encontro com as artes visuais tem sua gênese na Escola de Belas Artes da UFRJ, na graduação em Cenografia. Passei por espetáculos teatrais, ópera, dança e carnaval. Venho, também, do campo da pesquisa em leitura de imagem e escrever artigos científicos é uma das minhas atribuições.  Entrei na seara literária por conta da cobrança de alunos na Universidade, que já conheciam minhas publicações de estudo, porém, a ficção se apresentava como um desafio encantador. O primeiro livro (2005) tem como alicerce a História da Arte. O segundo (2019) e terceiro (2020) são mergulhos, no campo da ficção, relacionados aos universos, visual e psicológico. Já o recém chegado é um diálogo entre a Paixão de Cristo e as paixões humanas. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Quando a palavra é o gesto e a imagem emoção: considerações sobre as paixões na formação do pintor acadêmico". Poderia comentar? 

Reginaldo Leite: O ser humano é seduzido pelo mundo das imagens, pelo poder de persuasão das emoções representadas e por um repertório gestual que o faz acreditar na veracidade da encenação.  Este é o alicerce abordado – a capacidade de fazer o espectador acreditar na ilusão e de tornar a retórica visual convincente – desafio máximo do artista acadêmico.  Entre mistérios e evidências iconográficas, minha experiência com as paixões é externada por meio do diálogo com pinturas e descobertas inusitadas.  É uma viagem ao insólito universo das emoções, no qual a Paixão não é só de Cristo, mas de quem o observa.  O livro ainda é abrilhantado pelo Prefácio escrito pela Professora Doutora Maria Berbara (UERJ), uma importante pesquisadora da imagem, com trabalhos na Alemanha, Holanda, Brasil, França e Itália.        

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Reginaldo Leite: Venho me dedicando ao emocional. Minhas pesquisas flertam com a fisiologia das paixões e a iconografia cristã.  Confesso que o processo não foi simples.  Dialoguei com diferentes instituições, materiais e pesquisadores - Accademia Nazionale di San Luca (Roma/Itália), Cambridge University (Inglaterra/Reino Unido), École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris/França), Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA), Museu D. João VI/EBA/UFRJ, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Biblioteca da Escola de Belas Artes da UFRJ, Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, Universidade Federal de Minas Gerais e Museu Antônio Parreiras.  Foi um trabalho de imersão.  A ideia para o livro surgiu durante o curso de Mestrado, em 2001, e ficou guardada até agora. Ao longo dos anos ela foi amadurecida e hoje se torna realidade. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Reginaldo Leite: Escolhi trazer a abertura do livro. “Pintura é ilusão? Emoção é temperamento externado?   Pathos é um código visual?        

          Veja, sinta, ouça.

          Uma obra se destaca dentre tantas outras em Perth, no Reino Unido.  Acompanha os passos de cada visitante do salão expositivo, congela o olhar do espectador.  Não há como hesitar ao chamado, resistir não é opção.  Então, o que fazer?  É preciso ouvir o que a imagem tem a dizer.

          Venha, toque-me, estou aqui, sofro por ti.

          Eis a imagem de Cristo.” 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Reginaldo Leite: Meus livros estão disponíveis no site da editora: www.dragoeditorial.com 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Reginaldo Leite: O artista é um ser inquieto, dinâmico e o processo criativo não se silencia. Encontro-me diante de pilhas de informações e imagens para o próximo livro. Talvez o mais complexo, meu grande desafio enquanto escritor. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: “L’Image du monde” de Gauthier de Mertz        

Um (a) autor (a): Ariano Suassuna

Um ator ou atriz: Joaquin Phoenix

Um filme: Coringa

Um dia especial: o dia do nascimento de cada filho, meus livros. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Reginaldo Leite: Sejamos criativos, imaginativos e, sempre, tolerantes para com as diferenças e os aparentemente “diferentes”.  Porque em meio a tantas diferenças percebemos o quanto somos iguais. As emoções não são fraquezas, mas o que nos caracteriza humanos, o humano do Ser.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

A arte embala o retorno da primavera


Museu de Arte Sacra e Popular reabre com exposição de artes produzidas durante a pandemia 

Aqui vai uma excelente dica cultural para os dias 12 e 17 de outubro, de 07 as 13 h, a dica é a exposição de arte O Retorno da Primavera, no Museu de Arte Sacra e Popular que fica na Igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro, localizada na Rua Amaral Costa, 141, Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. O evento será gratuito, ideal para toda a família aproveitar o fim de semana e o dia das crianças, a exposição conta com a curadoria de Antônia Philippsen e do Padre Paulo Abreu, e com a participação de mais de 20 artistas locais. 

 A proposta da exposição é celebrar a chegada da primavera e a reabertura do Museu, que se encontrava fechado há quase dois anos, desde o início da pandemia. O Museu está reabrindo com uma programação dedicada a todas as idades trazendo uma exposição com obras inéditas produzidas durante a pandemia, o objetivo é mostrar as mais variadas emoções que ocorreram durante o período pandêmico traduzidas em obras de arte. 

Léo Shun - Foto divulgação

Dentre os artistas convidados da exposição está o grafiteiro e artista plástico Léo Shun, que irá expor cinco obras: Felicidade, A ponte, Carnaval brasileiro 2021, Humanidade e Dois mundos. Shun é conhecido por ser um grande nome do graffiti e também por suas atuações artísticas geralmente direcionados a região da zona oeste do Rio.  

Em entrevista o grafiteiro afirmou que durante o período de pandemia dedicou-se a mergulhar em sua arte como nunca tinha feito antes. A obra Carnaval brasileiro 2021, por exemplo, é uma prova disso, uma pintura em grandes proporções, medindo 293 x 194 cm, onde o artista faz uma forte crítica às imprudências e irresponsabilidades que ocorreram durante a pandemia como as festas clandestinas, o desmatamento da Amazônia e a falta de oxigênio que na época contribuiu para a morte de varias pessoas em Manaus. Uma manifestação artística bem diferente do eixo temático que geralmente vemos Shun pintar, "minhas obras investigam a humanidade e as relações humanas, na exposição o público encontrará um pouco dos sentimentos que tive durante a pandemia, bons e ruins, a partir de diferentes percepções", diz Shun.  

A zona oeste é uma região rica em artistas, porém carente de espaços expositivos para as artes visuais. Nesse contexto o Museu destaca-se por ser um espaço de extrema importância na região, pois realiza e apoia diferentes projetos culturais, além de oferecer o protagonismo aos artistas locais é um excelente espaço de fruição artística e acessível ao público do entorno.  

"O título O Retorno da Primavera vem para nos lembrar que sempre há vida e renascimento, a primavera nos lembra da retomada do florescer e do início de um novo ciclo de vida e como o Museu ficou fechado quase 2 anos praticamente reiniciamos todo o trabalho que já estava desenvolvido ali desde 2015", diz Padre Paulo Abreu, pároco e diretor do Museu. 

Os dias 12 e 17 de outubro são os dias de abertura da exposição, porém ela deve continuar até dezembro seguindo todos os protocolos de cuidado e prevenção ao covid-19, por isso as visitas fora dos dias de abertura deverão ser agendadas previamente com a curadora Antônia Philippsen.  

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terça-feira, 2 de março de 2021

Complexo Tatuapé recebe exposição "Pinturas mais valiosas do mundo"

 Em exibição gratuita, 20 réplicas em tamanho original de famosos quadros do mundo da arte estarão expostas no mês de março

Para quem é apaixonado por arte, o Complexo Tatuapé – formado pelos shoppings Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé – vai receber a exposição “Pinturas mais Valiosas do Mundo”. Com réplicas fiéis ao tamanho original dos 20 principais e mais valiosos quadros já pintados até hoje, quem passar pela Praça de Eventos do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé, entre 7 e 28 de março, poderá apreciar de perto todos os detalhes.

A exposição, exclusiva, ficará disposta em painéis que se assemelham às paredes de uma galeria de arte ou museu, com iluminação própria para cada pintura. Réplicas de obras de grandes artistas, como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Pierre-Auguste Renoir e Pablo Picasso, estarão disponíveis para apreciação gratuita do público, e em conformidade com todos os protocolos sanitários de segurança.

“A chegada da exibição ao nosso empreendimento é uma maneira especial de levar um pouco de cultura e arte moderna aos nossos visitantes. É uma oportunidade única de proporcionar aos clientes uma experiência muito próxima à de museus como Louvre e Orsay, entre outros”, comenta Danilo Senturelle, Gerente-Geral do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé.

A visitação é gratuita e ficará disponível para todos os públicos de 7 a 28 de março, na Praça de Eventos do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé. O Complexo Tatuapé funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h; e, aos domingos e feriados, das 14h às 20h.

SERVIÇO:

 Complexo Tatuapé – Exposição “Pinturas mais Valiosas do Mundo”

Data: de 7 a 28 de março de 2021

Horário: de segunda a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h

Onde:  

Shopping Metrô Boulevard Tatuapé

Endereço: Rua Gonçalves Crespo, 78 – Praça de Eventos.

Sobre o Complexo Tatuapé

O Complexo Tatuapé foi criado a partir da unificação dos shoppings Metrô Tatuapé (1997) e Metrô Boulevard Tatuapé (2007). Os dois empreendimentos formam um dos maiores polos de compras, lazer e entretenimento de São Paulo. Interligado à Estação Tatuapé do metrô e da CPTM, bem como a um terminal de ônibus, o Complexo Tatuapé segue com rigor todas as medidas do protocolo de reabertura dos shoppings aprovado pela Prefeitura de São Paulo. Administrado pela AD Shopping
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Projeto "Carinho em Dobra" ensina a arte milenar dos origamis para promover conexão e afeto


O origami é o ponto de partida do projeto "Carinho em Dobra", que busca, através de oficinas em instituições de saúde, escolas e eventos comunitários e da doação de livros do projeto, promover a arte milenar de dobradura em papel como forma de conectar e aproximar pessoas.

"O origami é muito conhecido, mas poderia ser praticado muito mais, pois ele pode trazer  inúmeros benefícios para o bem-estar físico e mental. Criar objetos a partir de uma simples folha de papel ajuda no desenvolvimento das habilidades cognitivas, como memória, raciocínio, atenção e concentração, além de aliviar o estresse e estimular a paciência", explica Alex Yeh, um dos idealizadores e patrocinadores do projeto.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, o projeto tem sido realizado de forma remota e já beneficiou mais de 10 instituições, com destaque para os mais de 6000 origamis desenvolvidos por alunos das escolas de São Paulo e doados aos profissionais de saúde que atuam no combate ao Covid-19, como forma de demonstrar apoio e afeto. O projeto também tem realizado oficinas em hospitais, com o intuito de ajudar na recuperação e reabilitação de pacientes.

"Além de desenvolver o campo criativo e as habilidades visuais, espaciais e geométricas, o origami é uma forma diferenciada de demonstrar carinho, mesmo com as limitações do distanciamento social. Graças a tecnologia, estamos sempre conectados com as pessoas, os pacientes podem ver os entes queridos através de chamadas de vídeo, mas será que estamos mesmo 'conectados'? Quando foi a última vez que escrevemos uma carta para alguém, por exemplo? É por isso que acreditamos no potencial do projeto CARINHO EM DOBRA de se tornar uma grande corrente do bem", explica Alex.

O projeto teve início no começo do ano e está disponível a todos de forma gratuita em seus canais digitais. Empresas e instituições interessadas em realizar oficinas podem entrar em contato através do site oficial.

 

Sobre o Projeto Carinho em Dobra

O projeto Carinho em Dobra é uma iniciativa sem fins lucrativos que busca promover a arte milenar dos origamis através de oficinas e doações de livros do projeto e, com isso, reforçar os benefícios criativos e cognitivos da dobradura em papel. O projeto pode ser apoiado por pessoas físicas e empresas interessadas em participar da corrente do bem. Para mais informações, acesse https://www.carinhoemdobra.com.

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Piraquê cede espaços de publicidade para exposição de obras de arte


Campanha ArtVertising será realizada ao longo de novembro em São Paulo, com 10 artistas de rua inspirados pela originalidade da marca

Uma das marcas mais icônicas do País, com receitas totalmente originais, Piraquê chega a São Paulo, promovendo a arte que embeleza e dá personalidade a cada canto da cidade: o grafite. Em uma campanha criada pela Lew Lara’ TBWA, a marca convida artistas a pintarem e exporem seus trabalhos em espaços publicitários de mobiliário urbano (OOH), conectados pela originalidade da marca e das obras. 

Ao passear pela cidade, em vez de ver uma propaganda no mobiliário urbano, queremos que as pessoas se deparem com obras de arte. As peças são pinturas e expressões de artistas, inspirados na leitura deles sobre a originalidade da marca”, explica Rodrigo Mainieri, gerente de marketing da M. Dias Branco. No ano em que completa 70 anos de história e anuncia sua expansão nacional, a marca quer reforçar seu posicionamento conectado com expressões populares ligadas à originalidade. Por isso, comprou espaços de mídia e publicidade para que artistas possam expor seus trabalhos. 

Os produtos ícones de Piraquê serão o ponto de partida para a inspiração dos artistas, que criarão suas obras com toda liberdade e respeitando cada interpretação. A iniciativa faz parte de uma plataforma de rejuvenescimento da marca que estará sempre conectada com diferentes dimensões de expressões originais, como é caso da arte de rua.”, detalha Rodrigo. Entre as receitas icônicas e originais de Piraquê, estão o recheado Goiabinha, o salgadinho Presuntinho, o biscoito de Leite Maltado e o cream cracker Gergelim.

A campanha foi iniciada em 27 de outubro e durará até 11 de novembro. Foram escolhidos 10 artistas, que encheram de cor a capital paulista por meios dos OOH da Ótima: Enivo, João Lelo, Karine Guerra, Rocha, Lanó, Kuêio, Leiga, Lídia Viber, SHN e Pomb. Além das artes digitais veiculadas, cinco deles produziram as obras ao vivo e o processo de criação pôde ser acompanhado em tempo real. 

As obras foram produzidas nesta terça-feira, dia 27 de outubro, nos seguintes locais:

  • SHN: AV. PAULISTA, 2026– Consolação
  • POMB: AV. REPÚBLICA DO LIBANO, 1696 - Moema
  • KUÊIO: AV. BRIG FARIA LIMA, 801 - Pinheiros
  • LEIGA: AV. NOVE DE JULHO, 4823 - Itaim
  • LÍDIA VIBER: RUA HEITOR PENTEADO, 1225 – Perdizes

A seleção conta com artistas dos mais variados traços, trabalhos diversificados e, claro, toque de originalidade. 

A comunicação da ação conta com cobertura intensa nas redes sociais, com vídeo teaser (confira aqui) conteúdo dos artistas contando suas inspirações e mais detalhes sobre o processo de criação das obras. Durante o mês de novembro, as pessoas poderão acompanhar a cobertura da ação nas ruas pelo Instagram/Facebook da marca. No YouTube estarão disponíveis os conteúdos, na íntegra, da iniciativa.

Para mais informações sobre a Piraquê, acesse o site www.piraque.com.br e siga a marca nas redes sociais:
Facebook:www.facebook.com/piraque
Instagram:www.instagram.com/piraque
Youtube:www.youtube.com/user/PiraqueOficial

Sobre a Piraquê

Fundada em 1950 e com 70 anos de história, a marca carioca de biscoitos, massas e torradas possui fábricas equipadas com alta tecnologia, que atuam para garantir que os produtos cheguem fresquinhos aos pontos de venda. Tem como missão produzir e disponibilizar, de forma responsável, produtos alimentícios de alta qualidade e com preço justo, proporcionando bem-estar a todas as pessoas. A marca, adquirida pela M. Dias Branco em maio de 2018, está ampliando sua atuação em todo o País.

Sobre M. Dias Branco S. A. Indústria e Comércio de Alimentos

Contando com mais de sessenta e cinco anos de existência, a M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos é uma empresa do setor de alimentos com ações negociadas no segmento do Novo Mercado na B3. A Companhia produz e comercializa biscoitos, massas, farinha e farelo de trigo, margarinas e gorduras vegetais, snacks, bolos, mistura para bolos, cobertos de chocolates e torradas. Sediada em Eusébio (CE), a empresa é líder de mercado em biscoitos e massas no Brasil, é a sexta maior empresa de massas e a sétima de biscoitos no ranking global por faturamento. Suas operações geram mais de 17 mil empregos diretos em diferentes regiões, refletindo o seu compromisso com fatores importantes para o desenvolvimento econômico e social do país.

Sua história começou ainda na década de 40 quando o comerciante e imigrante português, Manuel Dias Branco inaugurou a Padaria Imperial, em Fortaleza (CE). Atualmente, a M. Dias Branco possui um moderno parque industrial com equipamentos de última geração, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade, operando com um modelo de integração vertical que permite a produção de suas mais importantes matérias-primas, a farinha de trigo e a gordura vegetal, utilizadas no processo de produção. Suas marcas são sinônimo de tradição e qualidade, estabelecendo um vínculo de confiança e respeito com o consumidor. A estrutura operacional da M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos, com sede no Estado do Ceará, conta com 15 unidades industriais e mais de 35 filiais comerciais distribuídas em diferentes Estados do País, garantindo uma cobertura nacional que possibilita a presença de suas marcas em todo o território nacional, assim como em mais de 30 países em todos os continentes.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Fondazione Torlonia e Bvlgari juntas para a extraordinária restauração de obras-primas da arte clássica

 


Mais de 90 estátuas da coleção Torlonia restauradas ao seu esplendor original serão as estrelas da exposição The Torlonia Marbles. Coleção de obras-primas na Villa Caffarelli

    

The Torlonia Marbles, créditos Oliver Astrologo 

Roma, 13 de outubro de 2020 - Em nome da paixão pela arte e pelo colecionismo, a Bvlgari colaborou com a Fondazione Torlonia para valorizar a mais importante coleção privada de arte antiga do mundo. Mais de 90 estátuas gregas e romanas da Coleção Torlonia, descritas por seu Presidente Alessandro Poma Murialdo como "patrimônio cultural da Família para a humanidade", foram devolvidas ao seu esplendor original graças a uma restauração precisa realizada pela Fondazione Torlonia após estudos minuciosos.

Graças a um acordo com a Fondazione Torlonia, a Bvlgari contribuiu como patrocinador para a restauração das estátuas que serão reveladas ao público durante o primeiro evento da turnê mundial da exposição The Torlonia Marbles. Reunindo obras-primas, será realizado de 14 de outubro de 2020 até 29 de junho de 2021 na Villa Caffarelli.

Para apoiar ainda mais o projeto, a Bvlgari também é a principal patrocinadora da exposição. The Torlonia Marbles. A Coleção de Mármores é o resultado de um acordo entre o Ministério do Patrimônio Cultural e Atividades e Turismo com a Fondazione Torlonia; mais detalhadamente, para o Ministério, graças à Direção Geral de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem e à Superintendência Capitolina. O projeto científico para a valorização da Coleção foi desenvolvido por Salvatore Settis, curador da exposição com Carlo Gasparri. Electa, editora do catálogo, também é responsável pela organização e promoção da exposição. O projeto da exposição do escritório de Milão de David Chipperfield Architects foi realizado nas novas instalações dos Museus Capitolinos da Villa Caffarelli, de volta ao trabalho graças ao projeto e ao compromisso da Superintendência Capitolina.

A restauração proporciona uma oportunidade de adquirir maiores conhecimentos sobre as obras, lançando uma nova luz sobre sua história. De fato, durante a obra, várias descobertas interessantes foram feitas, como os vestígios de cor no relevo de Portus do século III d.C., uma descoberta particularmente importante descoberta na propriedade da Família no Porto (por volta de 1864). As obras-primas (bustos, relevos, estátuas, sarcófagos e elementos decorativos), restauradas por Anna Maria Carruba, foram selecionadas entre as 620 peças da Coleção Torlonia como exemplos notáveis da escultura antiga, e por sua relevância na ilustração da história da coleção de antiguidades.

O envolvimento da Bvlgari é uma das muitas iniciativas em que a empresa de Roma investiu para proteger e revitalizar o patrimônio artístico da capital. É em Roma que a Coleção Torlonia tomou forma e cresceu através de várias aquisições, escavações arqueológicas e a reorganização de esculturas entre as várias residências da Família Torlonia. Nascida da paixão pela arte de várias gerações da Família Torlonia, é uma "coleção de coleções" que, através das diferentes fases de sua criação, estabelece uma história de coleção de antiguidades: é composta de muitas coleções inestimáveis compiladas por famosas famílias romanas entre os séculos XV e XIX.

A Fondazione Torlonia foi criada pelo príncipe Alessandro Torlonia para preservar e promover a Coleção Torlonia, uma das mais importantes coleções de esculturas antigas em mármore do mundo, e Villa Albani Torlonia, uma das mais altas expressões do neoclassicismo. As obras de arte da Coleção Torlonia e Villa Albani Torlonia foram cuidadosamente conservadas pela Família, com constante e cuidadosa restauração por parte da Fundação, com um ambicioso programa de conservação, com resultados impressionantes.

O primeiro passo em qualquer projeto de restauração é avaliar o estado de conservação e o tipo de trabalho necessário, seguindo o critério moderno de conservação preventiva: "a ação mínima que assegura a conservação da obra", nas palavras de Annamaria Carruba, removendo substâncias sobrepostas, como partículas soltas e restaurações anteriores, sem nunca alterar a pátina natural da obra, que conta sua história e o passar do tempo.

Para cada trabalho restaurado, é preparado um livro de folhas de restauração, contando a história de sua conservação com documentação fotográfica (antes, durante e após a restauração), documentação escrita, seu estado de conservação, desenhos ilustrando trabalhos de conservação anteriores, descrições de técnicas e materiais utilizados (mármore antigo original, mármore antigo de restauração, mármore antigo não-pertinente ou mármore antigo re-produzido).

O marco da colaboração entre a Fondazione e a Bvlgari é um acordo entre a Fundação e o Ministério do Patrimônio e Atividades Culturais e Turismo com o objetivo de lançar a restauração das obras-primas e incentivar a organização da exposição.

Para Bvlgari, sua contribuição para a restauração é uma homenagem a suas raízes gregas e romanas e à compreensão clássica da beleza majestosa que sempre imbuiu sua criatividade. Fundada em Roma em 1884, em mais de 130 anos, a Bvlgari estabeleceu um vínculo estreito com a Cidade Eterna, uma fonte de inspiração, o cenário único da boutique histórica da maison na Via Condotti, e um fator chave para a posição internacional da marca.

O CEO da Bvlgari, Jean-Christophe Babin, comentou: "A vocação de um joalheiro é transformar os dons da natureza em criações de beleza atemporal". Portanto, era natural que estivéssemos interessados em apoiar um projeto que visa devolver ao público esta herança de esculturas de mármore criadas ao longo dos séculos por extraordinários talentos artísticos gregos e romanos". Esta restauração é uma celebração de nossas raízes culturais, de uma sensibilidade estética que ainda temos até hoje e que nos torna especiais. Na Fondazione Torlonia, encontramos um parceiro determinado, apaixonado e altamente profissional. Estou certo de que os visitantes que finalmente poderão admirar de perto a beleza pura e a força expressiva das estátuas da Coleção Torlonia ficarão impressionados nos seus olhos e na sua mente por muito tempo". 

The Torlonia Marbles. Collecting Masterpieces funcionará na Villa Caffarelli (Museus Capitolinos), Roma, até 29 de junho de 2021.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Obras de Aldemir Martins ganham exposição na capital

 

Quadros aguardam o público no Shopping West Plaza até o dia 16/10

  Contribuindo cada vez mais para trazer arte e cultura para os clientes e moradores da capital, o Shopping West Plaza inaugura mais uma exposição de arte. Em parceria com a “Brazil Gallery”, o empreendimento recebe obras do artista plástico Aldemir Martins.

  Reunindo mais de 15 trabalhos do artista brasileiro mundialmente premiado por seu talento, a mostra traz quadros que marcaram gerações. Todos eles estão disponíveis para compras. Aos interessados, basta apontar a câmera do celular para o QR Code encontrado no final de cada obra, realizar a compra pela internet e agendar a retirada.

  A exposição pode ser visitada no Bloco A, 3º piso, até o dia 16 de outubro, das 12h às 22h. “Esta é mais uma opção que o shopping oferece para quem quer mergulhar neste mundo de cultura e grandes histórias. Tudo isso ressaltando a genialidade desse artista nacional que ganhou destaque em tantos países” comenta Marcos Maltez, gerente de marketing do Shopping West Plaza.

  Também é possível apreciar outra exposição “Flores de Goeldi”, do artista Oswaldo Goeldi, disponível ao público no Bloco B, 2º Piso do empreendimento, além de acompanhar pelas redes sociais do West Plaza a programação cultural do Memorial da América Latina e do Tendal da Lapa.

  Para a realização das exposições, todas as medidas de segurança e higienização continuam sendo rigorosamente seguidas pelo shopping, assim como o controle de fluxo de clientes.

Serviço

Exposição Aldemir Martins
Horário: Das 12h às 22h

Local: Bloco A, 3º piso
Endereço: Av. Francisco Matarazzo - Água Branca, São Paulo - SP
Mais informações Shopping West Plaza: pelo site www.westplaza.com.br/ ou pelo telefone (11) 3677 4236.

Exposição gratuita        

Sobre Shopping West Plaza
Inaugurado em 1991, o empreendimento da Zona Oeste de São Paulo é um dos principais centros comerciais da região. Administrado pela rede Aliansce Sonae, o shopping é referência pelas modernas lojas, um refinado polo gastronômico e serviços diferenciados.

Com um mix de 200 lojas, o centro de compras conta com 7 salas de cinema, 12 restaurantes e 25 operações na praça de alimentação. Um Boulevard Gastronômico soma quase 40 mil m² em área aberta e arborizada, interligando os três blocos do shopping, oferecendo ao cliente opções de gastronomia como Jeronimo Burger, Pecorino Bar e Trattoria, L’Entrecôte de Paris, Temakeria e Cia., Outback Steakhouse, Johnny Rockets.
O empreendimento conta ainda com a comodidade de mais de 1,9 mil vagas de estacionamento.
O Shopping West Plaza segue também o conceito de petfriendly, onde animais de estimação são sem bem-vindos.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Pandemia mostra a importância da arte de rua e transforma as cidades em museus a céu aberto

Obras do Cura no Centro de BH - Área de Serviço
Festivais NaLata em SP e Cura em BH promovem o que o gênero tem de melhor
Com museus fechados e exposições canceladas até segunda ordem, a arte urbana que já vinha ganhando destaque e reconhecimento nos últimos anos, ganha ainda mais importância no momento.
Dois festivais, um na capital paulista e outro em Belo Horizonte, mostram a potência do gênero, que promove arte para todos.  
O NaLata, que acontece desde julho no Largo do Batata e vai até o fim de agosto, está em sua primeira edição e promove a pintura de 09 empenas e dutos de metrô da região por 15 artistas brasileiros.  
Já o Cura, que acontece desde 2017 em Belo Horizonte, anunciou a pintura de mais quatro prédios no hipercentro da capital mineira, além de duas instalações na mesma região. Entre eles, estará o maior painel de todas edições do Cura, com dois mil metros quadrados.
A nova edição do festival acontece entre 22 de setembro e 04 de outubro e pela primeira vez a organização promove uma convocatória pública para artistas residentes no Brasil. A intenção é selecionar uma proposta de ocupação de uma das empenas do circuito. 
Ao final da edição, o Cura terá entregado 18 obras em empenas, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro.

2020 tem CURA!
E a convocatória para pintura de uma das fachadas receberá inscrições até início de setembro
O maior festival de arte pública de Minas Gerais, o CURA, volta a ser realizado em setembro deste ano, entregando quatro novas pinturas em prédios no hipercentro de Belo Horizonte, todas visíveis da rua Sapucaí, bairro Floresta. Serão entregues, também, duas grandes instalações de arte pública nas imediações do centro da cidade.
Devido à pandemia, nesta quinta edição não haverá festas ou aglomerações. Toda a programação aberta ao público será virtual, como debates, oficinas, aulões, de forma gratuita e acessível. Uma programação diversa, que discute a atualidade e traz nomes em destaque no cenário nacional.
Neste ano, o festival convida duas artistas para compor a comissão curadora: Arissana Pataxó, de Coroa Vermelha - Cabrália, e Domitila de Paula, de BH.
Elas, juntamente com as criadoras do festival - Janaína Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni, fizeram a curadoria de quatro artistas que pintarão as empenas, bem como de duas intervenções urbanas pela cidade além de toda a programação on-line.
Outra novidade da edição 2020 é o lançamento da Galeria de Arte Virtual do CURA, que coloca à venda obras de arte de cerca de 60 artistas nacionais, também selecionados por essa comissão.
“O festival defende a resistência em tempos de aculturação e decide por uma curadoria que se aprofunda em um Brasil que é não somente urbano. É urgente ouvir as vozes que apontam caminhos outros. Estamos pela vida!”, diz Priscila Amoni, uma das curadoras.
O Circuito Urbano de Artes completa sua quinta edição e, com esta, serão 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro da capital mineira e quatro na região da Lagoinha, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então, único Mirante de Arte Urbana do mundo. Todas as pinturas podem ser contempladas da Rua Sapucaí.
Como destaque desta edição, foi aberta a tão esperada "Convocatória CURA", uma seleção pública em que artistas de todo o Brasil poderão concorrer ao sonho de pintar uma fachada cega de um edifício no centro de BH. As inscrições poderão ser feitas pelo site do festival [www.cura.art] de 12 de agosto a 2 de setembro de 2020.

www.facebook.com/curafestival
www.instagram.com/cura.art
https://cura.art
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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Exposição online democratiza acesso a artistas contemporâneos

Gal Carolina Botura - Imagem: takeover
Gal Arte e Pesquisa lança o #GALTAKEOVER expondo o trabalho de mais de 25 artistas nacionais e internacionais no instagram da galeria

Com o início do isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19, a classe artística no Brasil e no mundo se viu, de repente, diante de um desafio. Como mostrar seu trabalho, que antes era feito através de apresentações e exposições, de modo democrático e que fosse pertinente não só para quem já o acompanha como também para novas audiências?

Foi aí que surgiu a idéia do #GALTAKEOVER no @gal.art.br . Em um momento em que o instagram passou a ser uma dos maiores canais e ferramentas de comunicação interpessoal na web, com conversas, cursos, palestras, performances, shows etc através de “lives” ou transmissões ao vivo, criar e compartilhar um conteúdo voltado para as artes visuais, que ao mesmo tempo conecta artistas, colecionadores, estudantes e seguidores.  

“O Takeover é o termo usado para quando uma outra pessoa, neste caso um artista, assume o conteúdo das postagens de outro instagram. A ideia foi convidar tanto artistas que já fazem parte do casting da GAL como também aqueles que acompanho seu trabalho há algum tempo e tem uma pesquisa consistente a ser compartilhada. Assim, a GAL ajuda a ampliar e dar protagonismo aos artistas visuais vivos, que estão pensando questões atuais, aproximando assim os seguidores de sua produção”, disse Laura Barbi, fundadora e curadora da GAL. 

Desde o lançamento do projeto artistas como Alisson Damasceno, Marina Tasca, Aruan Mattos & Flavia Regaldo, Carolina Botura, Eduardo Recife, Ricardo Burgarelli e Julia Baumfeld compartilharam por um período de uma semana suas inspirações, processos criativos, colaborações e trabalhos, produzidos em diversas mídias no instagram da GAL. 

Para Alisson Damasceno, primeiro artista a assumir as postagens no #GALtakeover e apresentar trabalhos desenvolvidos entre os anos de 2017 e 2020 “a apresentação dos

trabalhos seguindo uma ordem cronológica parece dar uma maior dimensão da pesquisa dos artistas que participam do #GALTakeover. Ao mesmo tempo em que o público que acompanha o takeover adquire uma perspectiva ampla dos processos de desenvolvimento do trabalho dos artistas, uma janela se abre, permitindo que cada artista apresente um porvir... Algo que parte de suas pesquisas pessoais e que se inscreve no atual cenário mundial como um traço das mudanças que vivemos na atualidade. O período de confinamento tem sido muito intenso, pois esse tempo dilatado tem me permitido um olhar mais para interior, sendo possível projetar essa experiência no meu trabalho. O corpo, por muitas vezes, é negligenciado em decorrência das atividades diárias” destaca Alisson que apresentou sua pesquisa e trabalho relacionado à arte e educação. “A normalização dessa negligência pode ser observada no sistema de educação, por exemplo, onde os corpos são colocados em situação de repouso durante horas por dias, durante anos; Um tipo de confinamento subjacente presente nos modelos de educação. O confinamento tem mostrado que é necessário que ativemos o corpo com consciência da importância de uma educação corporal. Muito se fala sobre uma possível “volta à normalidade”, mas essa expressão traz consigo uma questão: que normalidade é essa? A normalidade da negligência do corpo? No sentido oposto a esse modelo de sociedade que negligencia o corpo, temos o movimento e a consciência de movimento. O confinamento tem me mostrado possibilidades do fazer poético a partir do meu corpo com as minhas potencialidades e limitações. No Takeover, busquei dar indícios deste porvir sendo, portanto, a experiência da apresentação da trajetória de trabalho, um caminho que parece manter ativa a conexão entre a obra dos artistas da Gal e a nossa realidade contemporânea”.

“A experiência do takeover foi super interessante no sentido de ter proporcionado olhar e refletir sobre os trabalhos a partir de um novo posicionamento, como uma atualização da vista. Digo que o futuro muda o passado, é isto se dá na medida em que sempre somos outro a entrar no rio e a água sempre virá uma outra água acumulando conhecimentos. Passamos por experiências , aprendemos e expandimos nosso ser, então podemos ter acesso a novos pontos de ligação na trama da obra como um todo, pontos que antes ainda estavam encobertos. Os trabalhos muitas vezes estão na nossa frente, pois trazemos visões e percepções oriundas do inconsciente individual e coletivo, uma existência advinda de um estado anterior muito avançado, então, precisamos de tempo até que possamos alcançá-los. O takeover foi uma retrospectiva que me trouxe a essa pequena viagem no tempo, e possibilitou o compartilhamento de um refresh das páginas deste livro que se mantém aberto e cheio de espaços vazios, opacos. Me parece que a graça da arte mora nesses “vazios” algo que garante o seu devir e seu encaixe às mais diversas temporalidades, circunstâncias, sonhos e realidades”, disse Carolina Botura sobre sua participação no projeto. 

Segundo Binho Barreto, que assumirá o takeover na semana do dia 29 de junho  “achei o convite do #Galtakeover ótimo, muito oportuno para esse momento de isolamento social. Faz parte de um processo coletivo de reinvenção dos encontros, da arte e da sociabilidade nesse período de distanciamento, que tende a ser mais longo que o esperado. Existe também a demanda de já irmos pensando em alternativas para esse tal “novo normal”, que provavelmente será o modelo de retomada pós-Covid. Tenho acompanhado as produções dos demais artistas, e elas são diversas e de altíssimo nível. Sinto-me animado com o que tenho visto. Acredito que, mesmo estando em casa, precisamos criar movimento e construir pontes. É necessário fomentar a imaginação e a utopia nesse período tão difícil”. 

Para Aruan Mattos “acho difícil entender esse processo como não sendo parte de um maior que é o nosso recente rearranjo por causa da pandemia. Há uma apreensão em nos relacionarmos desta forma virtual. Por outro lado, vejo de maneira positiva as nossas redes ativas, as trocas, a abertura à possibilidade de uma quebra de perspectiva. Uma parte da arte vem muito disso: na fragmentação dos olhares e reconfigurações de novas produções. Isso puxa um fio de esperança em algum lugar”.

Até outubro outros 18 artistas de Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Londres assumirão as postagens nas redes da GAL criando um novo engajamento com o público que conhecerá mais sobre seus trabalhos e trajetórias neste novo formato de consumo de artes visuais que se intensificou com o isolamento social.


Serviço
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domingo, 12 de abril de 2020

O teórico Jack Halberstam é publicado pela primeira vez no Brasil pela Cepe Editora


A arte queer do fracasso investiga alternativas e rotas de fuga a estruturas hegemônicas que relacionam sucesso a ascensão social e estilos de vida produtivos

Numa sociedade capitalista e heteronormativa o sucesso é recompensa natural para quem segue o padrão dominante. Já o insucesso pesa sobre os que não se enquadram, os losers. Mas e se o fracasso for apenas o reflexo de uma forma diferente de pensar, uma via paralela que se contrapõe a estratégias de manipulação de massa? O selo Suplemento Pernambuco, da Cepe Editora, lança no Brasil o primeiro livro do escritor e teórico norte-americano, Jack Halberstam, traduzido para o português: A arte queer do fracasso. Neste ensaio fundamental para os estudos queer, o autor transita por obras artísticas e produtos midiáticos, contrariando a lógica comum do sucesso. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias do Brasil.

Publicado originalmente nos Estados Unidos em 2011, o título de Halberstam, que é professor titular no Departamento de Inglês e diretor do Instituto de Pesquisa sobre Mulheres, Gênero e Sexualidade na Universidade de Columbia, Nova Iorque, chega ao Brasil com atraso de quase uma década. Gap compensado pelo Suplemento Pernambuco com a iniciativa de editá-lo.

"O autor parte de animações como Bob Esponja Calça Quadrada, Toy Story e filmes de apelo popular, como Cara, cadê meu carro?, passando ainda por Sigmund Freud, Michel Foucault, W. G. Sebald e pelas imagens eróticas de Tom of Finland. Parece que nada escapa ao seu desejo de nos fazer enxergar a rigidez das normas do capitalismo ao redor. Halberstam propõe que praticar o fracasso talvez nos incite a nos distrairmos, a nos desviarmos, a nos perdermos e ao reconhecimento benjaminiano de que a empatia com o vencedor acaba sempre beneficiando o dominador", destaca o editor do Suplemento Pernambuco, Schneider Carpeggiani.

Para o prefaciador Denilson Lopes, escritor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esta edição representa a oportunidade do brasileiro conhecer um dos autores mais peculiares e influentes na relação com os estudos queer, os estudos trans e o debate sobre a cultura e a arte nos Estados Unidos. "O fracasso remete a uma ética para aqueles que não optaram pelo sucesso ou não conseguem estar no lugar dos bem-sucedidos, no centro do poder", diz.

Logo nas primeiras páginas o leitor se depara com a provocação de Halberstam ao dedicar a obra a todas as pessoas fracassadas da história. E no desenvolvimento do ensaio desmantela a lógica do sucesso lembrando que o fracasso anda acompanhado de toda sorte de emoções negativas, mas proporciona a oportunidade de usar essas emoções para espetar e fazer furos na positividade tóxica da vida contemporânea.

Para fundamentar seu raciocínio o teórico analisa obras produzidas pela indústria do entretenimento, desde a Pequena Miss Sunshine, Oscar de Melhor Roteiro Original em 2006, até o clássico romance punk de Irvine Welch, Trainspotting (1996), com um romance incontestavelmente não queer sobre fracasso, decepção, vício e violência que se passa em um bairro pobre de Edinburgh.

Um dos pilares do sucesso é o incansável mantra do pensamento positivo. O autor cita teóricos como a escritora feminista Barbara Ehrenreich que em seu título Sorria comprova como esse ideal enfraqueceu a América (2013). "O pensamento positivo é um sofrimento estadunidense, uma ilusão em massa que emerge de uma combinação do excepcionalismo estadunidense e um desejo de acreditar que o sucesso acontece a pessoas boas e o fracasso é apenas uma consequência de um comportamento ruim e não de condições estruturais. Pensamento positivo é oferecido nos Estados Unidos como cura para câncer, um caminho para riquezas incalculáveis e uma forma infalível de engendrar nosso próprio sucesso", analisa.

Para Halberstam do ponto de vista do feminismo, apostar no fracasso tem sido melhor do que apostar no sucesso. Ele avalia que no contexto em que o sucesso da mulher é sempre medido a partir de padrões masculinos, e o fracasso do gênero com frequência significa estar livre da pressão de se igualar aos ideais patriarcais, não ser bem-sucedida pode oferecer prazeres inesperados. "De várias formas, essa tem sido a mensagem de muitas feministas renegadas no passado. Monique Wittig (1992) defendia, na década de 1970, que se a mulheridade depender de padrões heterossexuais, então lésbicas não são mulheres, e se lésbicas não são mulheres, elas então ficam fora das normas patriarcais e podem recriar um pouco do sentido que há no gênero delas", diz.

Os estudos queer apresentados pelo autor mostram o fracasso como alternativa existente a sistemas hegemônicos, que convencionaram associar fracasso a não conformidade, às práticas anticapitalistas, estilos de vida não reprodutivos, negatividade e crítica.

Portanto, diz, fracassar é algo que pessoas queer fazem e sempre fizeram excepcionalmente bem. "Para pessoas queer, o fracasso pode ser estilo, citando Quentin Crisp, ou um modo de vida, citando Foucault, e pode contrastar com os cenários sombrios de sucesso que dependem de tentar e tentar novamente. Aliás, se o sucesso exige tanto esforço, talvez, em longo prazo, o fracasso seja mais fácil e ofereça recompensas diferentes."

O autor

É autor de obras como Skin Shows: Gothic Horror and the Technology of Monsters (Duke University Press, 1995), Female Masculinity (Duke University Press, 1998), Gaga Feminism (Beacon Press, 2012) e Trans: A Quick and Quirky Account of Gender Variability (University of California Press, 2018). A arte queer do fracasso, lançado originalmente em 2011, é seu primeiro livro traduzido para o português.
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