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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Um papo com Ramón Vasquez, autor do livro “O mistério da Rua Magalhães Pinto”


Ramón Vasquez
é Gestor Pedagógico do Super Cérebro Recife, professor na área de negócios, pesquisador, especialista em Trabalhos de Conclusão de Curso e projetos empresariais. Como escritor: possui mais de cinco obras publicadas, dezenas de artigos de opinião e artigos científicos publicados em sites, eventos e revistas nacionais. É apaixonado por leitura, principalmente, Dostoiévsky e outros autores existencialistas. Nessa seara: romance, biografia, filosofia, sociologia, política e gestão são os assuntos de maior interesse. Sua vida é conectar-se com as pessoas por meio da educação, e auxiliá-las na construção de uma cultura focada no compartilhamento do saber. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Ramón Vasquez: Sim! Começou em 2016, com a publicação do livro O mundo mudou... Justo na minha vez?, com o meu ex-professor e publicitário Valdênio Rodrigues. Além dessa obra, publiquei O universitário e a universidade: vivenciando oportunidades e desafios na trajetória acadêmica, que retratava a minha vida de universitário, por exemplo: estudar para provas, conciliar emprego e faculdade, participar de congressos, ler livros, estudar nos finais de semana etc. Em relação ao meu início literário, é bem engraçado, pois eu não gostava de escrever, tirava notas baixas em redação na época da escola, dentre outros probleminhas. No entanto, comecei a ler bastante na graduação de administração, tive alguns insights durante os quatro anos do curso e resolvi escrever o meu primeiro livro.  

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O mistério da Rua Magalhães Pinto”. Poderia comentar? 

Ramón Vasquez: É sempre um prazer comentar os livros que escrevo. As personagens principais da narrativa são Luke e Angelika. O jovem casal busca um recomeço na vida de recém-casados. Esse recomeço estava presente na fantástica Rua Magalhães Pinto. Uma rua com paisagem verde, flores, jardins, terra batida e um perfume agradabilíssimo que pairava no ar. Nos primeiros dias de casa nova, Luke e Angelika percebem algumas bizarrices na rua, como: a existência de uma casinha suspensa no tronco de árvore localizada no centro da rua, quatro idosas misteriosas e um idoso com voz mansa e um passado sinistro. Essa atmosfera peculiar é descrita no livro por Ramón Vasquez, após 80 anos, que foi a personagem que viu e ouviu tudo que se passou naquela rua. Desse modo, não é exagero concordar com Ramón Vasquez quando ele afirma: “Se eu pudesse dar um conselho, não para o leitor, mas para mim, seria: ‘Ramón Vasquez, não leia este livro!’” O leitor deve ler a obra com uma boa trilha sonora. Recomendo: Dark Piano for Dark Writing (Youtube).

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Ramón Vasquez: Não gosto de perder tempo escrevendo, desse modo, levei dois meses para concluir a obra – início, desenvolvimento e conclusão. Nesse período, tive quatro obras que me influenciaram na hora de escrever: 

Série da Netflix: Jeffrey Epstein: poder e perversão. Ano: 2020.

Livro: Lady Killers: assassinas em série. Autora: Tori Telfer. Ano: 2018

Filme: A casa que Jack construiu. Diretor: Lars von Trier. Ano: 2018.

Documentário biográfico: Desvendando Serial Killers com Piers Morgan. Ano: 2017. 

Essas obras foram essenciais para criar um clima de desconfiança, medo e pânico entre as personagens da Rua Magalhães Pinto.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

Ramón Vasquez: Sim! Capítulo “Em casa”, página 31.

Luke invadia a casa onde morava. Gritava pela esposa, mas, ela não respondeu. Ele ficava mais nervoso. Ao chegar na cozinha viu o homem encapuzado alisando as partes íntimas da sua esposa com a faca. Luke ficou possesso com a situação, não via o momento de salvá-la e fugir da amaldiçoada, Magalhães Pinto. 

— Solte a minha esposa, seu verme — gritava Luke. — Lixo humano! Verme! Se matar a minha esposa, irei matá-lo, com todas as minhas forças, seu animal! 

— Calma, meu jovem. Conheci sua esposa esses dias. Linda, por sinal. Um, “tesão” de mulher. Posso nem beijar? Posso nem tirar uma casquinha? Gostaria de tocá-la mais intimamente. Você sabe, né? Estou tirando o capuz. Sem capuz. Sem mentiras. Sem nada. Sou honesto com você. Chega de mentiras!

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Ramón Vasquez: O leitor pode acessar minha página no Instagram @proflucasalmeidaoficial e conversar comigo no direct para solicitar o livro via WhatsApp, ou acessar o livro pelo QR Code que está no post de divulgação da minha obra. A obra é 100% gratuita.  

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Ramón Vasquez: Sim. Entre meados de maio e início de junho estarei publicando uma obra nacional pela Editora Viseu. Este livro estará em formato impresso e digital. O livro retrata o drama de um homem brasileiro: casado, com filho, desempregado, vivendo de trabalho informal, até que um certo dia acontece uma situação que mudará a sua vida completamente...   

Perguntas rápidas:

Um livro: Memórias da casa dos mortos

Um (a) autor (a): Fiódor Dostoiévski 

Um ator ou atriz: Wagner Moura

Um filme: Tour de France

Um dia especial: 12 de agosto de 2020, marquei a data do meu casamento com a minha noiva (e futura esposa) Andressa.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Ramón Vasquez: Ser escritor ou professor, no Brasil, é um ato de resistência!

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sábado, 1 de maio de 2021

Um papo com Wilson Barreto Fróis, autor do livro “Kafka em processo: da Lava à Vaza Jato”


Nasceu em 7 de junho de 1960 em São Pedro do Jequitinhonha (MG), cursou o ensino básico em Itaobim (MG) e o ensino superior (Letras) na cidade vizinha, Teófilo Otoni. Já aos quatorze anos, dividia o seu tempo entre estudos e trabalho. Trabalhou em escritório de contabilidade (1975/1984); foi também professor da rede pública (1979/2020).  Foi ainda diretor da E. E. Chaves Ribeiro, em Itaobim, e vereador e presidente da Câmara Municipal da mesma cidade. Procurando aprofundar seus conhecimentos, especializou-se em língua portuguesa (1989) e em literatura brasileira (2002). Concluiu o mestrado (2009) e doutorado (2018) em literaturas de língua portuguesa na PUC MINAS (BH). 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Wilson Barreto Fróis: Iniciei o meu relacionamento mais consistente com a literatura a partir do instante em que optei por fazer o curso de letras, em 1977. A partir daí, a leitura de autores, como Cláudio Manuel da Costa, Castro Alves, Álvares de Azevedo, José de Alencar, Machado de Assis, Lima Barreto, Manuel Bandeira e Graciliano Ramos, me convenceu a permanecer no universo literário.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Kafka em processo: da Lava à Vaza Jato”. Poderia comentar? 

Wilson Barreto Fróis: Sim, porém mais um coautor do que propriamente um autor, em função da dinâmica da polifonia do texto.  Nesse livro, desenvolvo a ideia de que o “estranho” universo de Kafka também inclui o nosso, sobretudo quando se observam as últimas ações da justiça brasileira nos últimos seis anos. E assim o faço por meio da inserção de ideias de vários juristas, sociólogos, filósofos, e do registro de diversas fontes jornalísticas, nacionais e estrangeiras. Coube a mim apenas a tarefa de associar tais textos à ficção de Kafka, tendo como base principalmente os romances O processo e O castelo.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Wilson Barreto Fróis: Em 2017, quando estava concluindo o doutorado em Belo Horizonte, escrevi um texto de vinte linhas aproximadamente, salientando a capacidade de reatualização da obra de Kafka. No entanto essa pequena produção ficou só nos meus arquivos. Já em março de 2020, quando a pandemia nos impôs a reclusão, resolvi aproveitar o isolamento social, transformando o texto iniciado em 2017 em livro. A absurdez cotidianamente registrada no contexto nacional do ano anterior inspirou e alimentou a construção do texto. Várias cenas da realidade momentânea, a meu ver, passaram a reescrever a ficção kafkiana. De março até julho de 2020, então, a partir de um olhar bifocal (ficção/realidade), concluí o livro em discussão.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Wilson Barreto Fróis: Quando, no terceiro capítulo, refiro-me à matéria do jornalista Glenn Greenwald em que se confirma nos bastidores da justiça brasileira uma característica do judiciário criticado em Kafka: a tramitação processual à margem do tribunal.  

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Wilson Barreto Fróis: Versão impressa: busca no site da Editora Viseu e de lojas parceiras (Amazon, Americanas, Shoptime, Submarino); formato digital: Amazon, Kobo, Apple, Google Play, Livraria Cultura.

Em relação aos meus trabalhos, dissertação e tese, na biblioteca digital da PUC MINAS. Além disso, publiquei quatro artigos em revistas acadêmicas da referida instituição.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Wilson Barreto Fróis: Sim, um deles: a correlação estético-formal entre a ficção de Murilo Rubião e as Escrituras, sonho transformá-la em livro. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Terra Sonâmbula, de Mia Couto

Um (a) autor (a): Franz Kafka

Um ator ou atriz: Paulo Gracindo

Um filme: Gladiador

Um dia especial: Dia das mães

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Wilson Barreto Fróis: Neste momento de crise, a literatura pode ser, além de um bom refúgio, um instrumento expressivo de resiliência. 

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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Entrevista com Bert Jr., autor do livro “Fict-Essays e contos mais leves”


Bert Jr.
, cujo nome de batismo é Colbert Soares Pinto Junior, nasceu em Porto Alegre, em 1962. Formou-se em História, na UFRGS, e logo depois em Diplomacia, no Instituto Rio Branco. Como diplomata já serviu em vários países, foi cônsul-geral e atualmente exerce a função de embaixador.

Aos 18 anos, dois poemas de sua autoria foram premiados em concurso que tinha Mario Quintana e Lya Luft no júri.

Sempre gostou de música, considerando-se um violonista amador intermitente. Mantém perfil nas redes sociais para divulgação de composições musicais e criações literárias. Seu mais recente trabalho é o livro “Fict-Essays e contos mais leves”, lançado em novembro de 2020.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

BERT JR.: Comecei a escrever poesia no final da adolescência, cheguei a publicar um livro alternativo aos 19 anos, em conjunto com um amigo. Continuei escrevendo poemas durante algum tempo, porém nunca havia tornado a publicar nada até o ano passado. Para minha surpresa, o que brotou desta feita foi uma obra de ficção.    

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Fict-Essays e contos mais leves”. Poderia comentar? 

BERT JR.: “Fict-Essays e contos mais leves” representa minha estreia na ficção. Trata-se de um livro de contos, sete no total, três deles considerados densos porque centrados na viagem intelectual do personagem principal - os quais chamei de “fict-essays”, ou ensaios fictícios -, e outros quatro mais leves. Apesar de muito distintos em termos de enredo e personagens, todos eles têm em comum o fio condutor de tom humorístico, o qual, em minha opinião, é o elemento que confere unidade à obra. É uma leitura que busca divertir, mas que também, creio eu, provoca reflexões sobre temas contemporâneos. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

BERT JR.: Os três “fict-essays” se originam de reflexões sobre temas que já vinham sendo objeto de leituras, porque me interessavam. Por isso, não realizei pesquisas específicas aprofundadas. Ainda assim, foi preciso atualizar conceitos e informações sobre os neandertais no contexto da evolução humana, assim como sobre narcisismo e sincronicidade. No caso de “VegaLight”, tive que pesquisar sobre veganismo. Já em “Um tal recital”, utilizei conhecimentos de música adquiridos ao longo de meus estudos de violão clássico. Para escrever o livro, levei pouco mais de dois meses. Foi um processo criativo bastante concentrado e intenso, que foi desencadeado um mês e meio após a pandemia de coronavírus haver sido oficialmente declarada.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

BERT JR.: Há vários trechos que eu poderia destacar. Mencionarei apenas dois, para não extrapolar os limites da entrevista. O primeiro é quando o personagem principal de “Sincronicidades”, o psicossociólogo Dr. Raul Reis, emprega a “escala de Blurying”, concebida para medir o grau de adesão coletiva a mitos formadores do patrimônio simbólico nacional, para avaliar o nível de impacto da derrota catastrófica da seleção de futebol na Copa de 2014 e do desastre ambiental de Mariana, Minas Gerais, ocorrido em 2015, sobre a integridade simbólica da identidade brasileira. O outro trecho está no conto “Quatro teses sobre Deus”, quando o personagem principal, um pastor evangélico, apresenta a terceira tese acerca da personalidade divina. Para ilustrar a ideia de que Deus é bipolar, o pastor afirma não ser mera coincidência o fato de a luz constituir uma metáfora universalmente associada à divindade, pois a luz possui natureza dual, apresentando comportamento corpuscular e de onda eletromagnética, a qual, além disso, descreve trajetória cujo padrão é uma sucessão de picos e depressões. Portanto, a metáfora representaria, no fundo, o caráter bipolar da personalidade divina.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

BERT JR.: O livro está disponível tanto em formato impresso quanto digital. Pode ser adquirido nos sites das maiores livrarias do país (Cultura, Travessa, Loyola, Saraiva, Fnac, Leitura) e também nos principais sites de venda de livros, tais como Amazon e Submarino, entre outros.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

BERT JR.: Sim. Já comecei a preparar outro livro de contos. É possível que alguns dos personagens de “Fict-Essays” reapareçam, agora em novas situações. Além disso, tenho um livro de poesia pronto para ser publicado. Deverá ser uma seleção de cerca de trinta poemas, de diferentes fases criativas. Por fim, um de meus poemas, “Silogismo Poético”, foi incluído na V Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea, que está sendo lançada pela editora Chiado Books.

Perguntas rápidas:

Um livro: Crime e Castigo

Um (a) autor (a): João Guimarães Rosa 

Um ator ou atriz: Jodie Foster

Um filme: Blade Runner

Um dia especial: Hoje

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

BERT JR.: Tenho a impressão de que o humor anda ausente da cena literária atual, e, no entanto, trata-se de um dos nossos traços culturais mais importantes, um dos cimentos da identidade brasileira. Sem ele, dificilmente teríamos permanecido unidos como povo, irmanados numa só nação. Sem a graça que nos é inerente, seguramente sucumbiríamos às tantas mazelas e crises que teimam em nos acometer ao longo da história. A meu ver, seria aconselhável não deixar de cultivá-lo a título de vacina contra toda sorte de obtusidades e fundamentalismos, tanto presentes quanto futuros. 

REDES SOCIAIS DO AUTOR:

INSTAGRAM: @_bertjunior

FACEBOOK: Bert Jr.

YOUTUBE: Bert Jr.

E-MAIL: bertmusics@gmail.com

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Zacarias Sousa e o livro “Ecos de uma caverna metropolitana – Volume I”


Baiano e filho de saudosos cearenses, residente na capital do país, Zacarias Sousa aos 35 anos, estuda cavaquinho na Escola de Música de Brasília - EMB, aprecia música clássica, tendo o russo Tchaikovsky como seu compositor favorito, e é apaixonado pelo rock n’ roll pesado da banda Metallica. Respira esportes, livros, filmes, séries e um bom vinho nos momentos de lazer. Ele também desenha e foi o responsável pela produção da capa do próprio livro. Como bom amante de filosofia, decidiu depois um ano extremamente conturbado por conta da pandemia, publicar seu primeiro livro que traz uma gama de aforismos, poemas e poesias, escrito entre 2018 e 2019, e já prepara a produção do segundo que está no forno.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Zacarias Sousa: Começou um pouco antes de começar a ler filosofia, em 2013 para ser mais preciso. Minha primeira memória me remete a um texto que escrevi e que não está nesse meu primeiro livro, mas que certamente constará no próximo. Eu precisava chamar a atenção de alguém em específico e não poderia parecer como os demais porque as oportunidades nem sempre se repetem. O engraçado é que eu tenho quase certeza que nem fui lido! Mas como prefiro o realismo dos fatos e consequências, cá estamos, sendo entrevistado por uma grande e renomada revista do meio literário.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Ecos de uma caverna metropolitana – Volume I”. Poderia comentar?


Zacarias Sousa: Sim, claro! Esse não é meu primeiro livro, escrevi outros trabalhos profissionais voltados para a área de Projetos de Cooperação Técnica Internacional que infelizmente não podem ser publicados porque não detenho os direitos autorais das peças. No entanto, Ecos de uma Caverna Metropolitana é sem dúvida uma coletânea de reflexões às quais me deparei e/ou me perturbaram quando minha mente ganhou acesso a novas dimensões e caminhos, abertos justamente por leituras filosóficas. É também um conjunto de momentos importantes da minha vida, uns felizes e outros nem tanto, mas todos muito bem vividos.

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Zacarias Sousa: Eu não gosto muito e até abomino a ideia de ter a obrigação de escrever, e compactuo muito com Clarice Lispector quando ela diz: “...eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade. ”
Então, naturalmente, não existe um processo de criação e as inspirações surgem de cenários diversos como religião, moral, ética, relacionamentos familiares, amorosos, profissionais ou de amizades, sobre o comportamento social e principalmente o comportamento do indivíduo em si, mas não existe regra, não deve haver e por isso escrevo sobre quase tudo, até sobre fazer faxina (risos).

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Zacarias Sousa: Sem dúvida. Existem outros textos e poemas mais favoritados por aqueles que já leram o livro, mas vou trazer o último poema (nº 136) para apresentar pontos de vista escusos e um olhar diferente do habitual:

“Descabelada, passou por mim e eu, admirador do caos, me deparei com uma bela bagunça...
Percebi que toda aquela essência fora do lugar não poderia caber apenas nela, certamente atingiu tantos outros, assim como organizou meus pensamentos. Sim, ficou claramente tudo no seu devido lugar, do início ao fim, dos bons aos ruins.
Um turbilhão de personalidade onde os fios enfileirados não têm vez, se apresentou como o mar em dias de tempestade, em que ao mesmo tempo que te afoga, te abraça, te abraça e te afoga.
Denuncia o perigo de se surfar enquanto canta com sereias, doces canções para te ninar.
Descabelada, passou, passou a descabelada sem ao menos me deixar elogiar.”

Esse poema não fala apenas de uma bela mulher, retrata a força de uma personalidade feminina que não segue certos padrões sociais, que rejeita o julgamento óbvio daqueles que só conseguem enxergar estereótipos comerciais. É um poema que fala de oportunidades únicas, onde as melhores nunca retornam à mesa de decisão e que, existem pessoas tão vivas que nos desconcerta, desperta-nos e mexe com aquilo que somos mesmo se olharmos para elas por um único instante.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Zacarias Sousa: O livro foi publicado inicialmente em formato E-book na plataforma Amazon e pode ser adquirido através desta. Provavelmente em alguns meses será publicado em outras plataformas e infelizmente no momento ainda não se encontra disponível fisicamente. Os leitores poderão realizar seus comentários, quer seja elogios ou críticas, também na plataforma. E para os que desejarem realizar parcerias ou não expor sua opinião diretamente no site, podem entrar em contato comigo através do meu e-mail (zak_dm94cjb@hotmail.com), que tentarei atendê-los da maneira mais atenciosa possível.

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Zacarias Sousa: A minha dica é que escrevam com verdade, a partir daquilo que eles acreditam verdadeiramente e principalmente com sentimento, que deixem transbordar sobre o papel tudo o que estão sentindo no momento e só depois revisem, ou releiam o que escreveram. A preocupação com a técnica textual e com a linguagem em si muitas vezes omite, quando não mata a alma das frases e palavras.
Dias atrás me disseram a seguinte frase: “Estou na metade do seu meu livro e lê-lo é a mesma coisa que te ouvir falar”. E esse foi meu maior presente desde a publicação, porque ser lido é importante para os autores, mas ser sentido é surreal.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Zacarias Sousa: Sim, dias atrás terminei de escrever o último aforismo do meu segundo livro que também recebera o nome de Ecos de uma Caverna Metropolitana, só que agora sendo o volume II uma vez que ambos fazem parte de um mesmo período de reflexão e crescimento. Apesar de “quase finalizado”, sentia que precisava de uma última chave para o compor, e um cenário específico vivido recentemente me trouxe a reflexão que faltava. Sobre o lançamento, acredito que será publicado em breve e provavelmente também em formato digital por meio das plataformas existentes!

Perguntas rápidas:

Um livro: A arte da prudência, de Baltasar Gracián.
Um ator ou atriz: Morgan Freeman.
Um filme: O auto da compadecida, de Ariano Suassuna.
Um hobby: Música.
Um dia especial: não existe um em específico, a minha vida inteira tem sido muito especial e eu sou muito grato por tudo que ganhei, perdi, vivi e não vivi etc.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Zacarias Sousa: Eu gostaria apenas de agradecer a todos que fizeram efetivamente parte do sucesso de lançamento desse meu primeiro livro, aos que depositaram sua confiança nesse meu projeto inédito, bem como toda a produção da Revista Conexão Literatura pelo interesse na matéria e principalmente pela oportunidade. Foi incrível, façam sempre uma boa leitura e até a próxima!!!

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: J. J. Santos e o livro Terror sem face, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.


Trabalho na área administrativa de uma empresa de pequeno porte, tranquei minha faculdade de pedagogia há alguns anos devido a vários fatores, fui professor de informática em curto período. Desde que me lembro sempre gostei de ler e escrever, gosto de criar contos de diversos gêneros, sendo meu preferido de suspense e terror, e postar no Facebook onde tenho fãs de coração, e os mesmos contos estão na plataforma do wattpad.com e o mais importante: eu amo um bazar de livros.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que o levou a escrevê-lo?


O livro fala sobre um detetive que resolveu os casos mais complicados da capital onde ninguém mais podia resolvê-los e devido a ter visto o horror que o ser humano é capaz de fazer por vingança, ódio ou por simplesmente gostar de matar, o então detetive quer sua aposentadoria precoce. Óbvio que nada vem assim, de mão beijada. Antes de o chefe do distrito policial assinar as papeladas ele recebe uma última missão, viajar para uma cidade longe da capital para resolver o caso de desaparecimento de crianças; e para poder solucionar, o detetive terá que abandonar suas crenças acadêmicas e religiosas.
Eu escrevi um livro por volta do ano de 2013-2015 quando eu estava em uma depressão, eu sentia um vazio e uma dor invisível que ninguém compreendia, me sentia só, mesmo estando rodeado de amigos e da família. Foi quando eu soube da história de uma creepypasta da internet e o fascínio acabou ganhando vida em minha mente que resolvi esboçar no papel. Quando eu escrevia o livro eu sentia medo, pois sentia estar sendo observado; mesmo eu estando só em casa sentia a presença de alguém, tive terror noturno, paralisia do sono e tudo isso nos períodos em que escrevia o livro. Quanto mais eu estava no ápice do livro, mais fortes ficavam as sensações de medo em mim, e aquilo me dava mais vontade de escrever e de escrever o livro, até que finalmente eu terminei e as sensações que antes eu sentia de depressão e de medo, enquanto escrevia, sumiram de mim como passe de mágica e hoje sou uma pessoa muito de bem com a vida. Diria que O Terror sem Face foi uma experiência que irei levar pro resto da minha vida.

Como analisa o mercado de terror/horror nacional?


Muitas pessoas acabam conhecendo alguns livros de terror ou suspense graças a filmes ou séries de TV, mas mesmo possuindo vários gêneros de leitura as pessoas não têm muito o hábito de ler, digo o livro físico. E agora com essa pandemia os livros em seus formatos digitais ganharam um pouco mais de força e pela facilidade de acesso.
Tem pessoas que são bibliófilos que preferem o antiquado ao modernizado, sou os dois, as pessoas mal sabem o que estão perdendo e o que sua imaginação pode fazer lendo um bom livro.

Como analisa a questão da leitura no país?

Só posso me expressar em uma única palavra: Triste.
Nos últimos anos nosso país está perdendo muitos leitores, não digo no quesito de milhares e sim de milhões, a pessoa lê de 1 a 2 livros por ano e "se" leu tudo mesmo. Os brasileiros não têm o costume de ler, e só vão ler algo quando o filme ou série favorita se baseou em um livro, não sabem o bem maravilhoso que faz para nosso cérebro, pessoas com as melhores notas em redação de concursos ou vestibular alcançam essas notas graças à leitura de 3 ou 4 livros ao ano. A leitura ajuda na dicção de palavras em diálogos com pessoas, ajuda no nosso bem-estar como pessoa, ajuda em nosso convívio com a família e com a sociedade e sem falar que até nossos sonhos podem ser controlados, tudo isso se alcança com o hábito de ler. O que falta é incentivo de todas as partes ou então uma única palavra será ecoada nas cabeças vazias de muitos: Tristeza.

O que tem lido ultimamente?

Meu último livro foi O Colecionador de Lágrimas de Augusto Cury, que já li bem umas três vezes e sempre choro em algumas partes.
Estou lendo agora um livro de Ana Elizabeth Cavalcanti da Costa chamado Bruxas de Verdade - Conhecendo e Desvendando a Magia.

Quais os seus próximos projetos?


Pretendo no futuro criar um segundo livro envolvendo o universo de O Terror sem Face, mas com outro título e outro drama, tenho planos de criar uma trilogia ou quem sabe uma saga, dependo da opinião dos meus leitores e fãs do detetive para que essa empreitada saia impressa, pois já tenho ideias anotadas em papel do segundo, terceiro, quarto e quinto livro.
Mas agora, deixando de lado o Terror sem Face, estou lendo muitos livros ligados à magia, misticismo e aos zodíacos, pois quero escrever e lançar meu próximo livro ligado a esse universo místico cheio de magias e poderes, já antecipo que serão mulheres como protagonistas, estou criando o universo do zero mostrando a origem do mundo no meu ponto de vista, os elementos, os seres e digo que será um livro grandioso e bem trabalhoso em parceria com um amigo meu, é como diz um ditado "duas cabeças pensam melhor que uma".

Link para o livro:

https://www.eviseu.com/pt/livros/1207/o-terror-sem-face



CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.


SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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domingo, 10 de janeiro de 2021

Gustavo Rosseb e seus livros, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você. 

Sempre gostei de me expressar. De muitas formas. Desde criança já criava continuações para os filmes que mais gostava e brincava na rua encenando essas histórias com os amigos. Daí para a escrita acabou sendo um pulo. Também já cantava e desenhava desde pequeno. Hoje trabalho com literatura, escrevo roteiros para cinema e sigo cantando por aí; já me apresentei com minha banda em grandes eventos como Rock in Rio e South by Southwest. Então acredito que continuo me divertindo enquanto trabalho. Hehehe. A escrita acaba sendo uma das válvulas de escape que utilizo quando aquilo que precisa escapar necessita da literatura como melhor roupagem para isso. 

Fale-nos sobre As Aventuras de Tibor Lobato. O que o motivou a escrever essa trilogia?

Outra coisa que sempre me encantou foram as histórias de folclore brasileiro. Sabe quando você ia lá pra casa da sua tia ou da sua avó e vinha aquele primo mais velho e contava uma história de assombração à beira da fogueira? Pois é, aquele tipo de história que te faz deixar a luz do corredor acesa na hora de dormir, aquele tal de “papai contava um causo...”. Essas histórias sempre me chamaram muita atenção. Quando tive contato com a literatura fantástica, percebi que havia um espaço em aberto por ali. Harry Potter traz uma porção de lendas da Inglaterra. Percy Jackson, mitologia grega. Onde está a mitologia brasileira? Foi o que me perguntei dentro de uma livraria ao procurar algo do tipo para ler. Depois de muito procurar e não encontrar, decidi escrever. Essa lacuna foi o que me motivou. Viajei por 10 anos pelo Brasil coletando histórias nossas que não chegam mais pra gente. E resolvi criar um universo onde essas personagens tão ricas, medonhas, fofas e especiais pudessem se encontrar. A trilogia traz desde um Saci velho e uma Cuca que não tem nada de jacaré até personagens dos quais não escutamos mais falar como a Pisadeira, a Porca dos Sete Leitões, o Gorjala, A comadre Fulozinha, os Bradadores e muitos outros. 

Tudo começa quando Tibor Lobato e sua irmã perdem os pais em um incêndio e passam a morar no sítio de sua avó. O problema é que eles chegam por lá justamente na época da quaresma e os irmãos são avisados que, nessa época, por ali, uma porção de criaturas e assombrações tem força para se mostrar e atormentar os moradores da região. Claro que eles se deparam com esses seres, mas, ao longo da quaresma, vão percebendo que tais encontros não são tão aleatórios quanto parecem e tudo tem uma ligação direta com o passado daquele lugar, com o passado da avó, com o passado da família deles e também tem com a morte de seus pais.   

Fale-nos sobre o livro Missão Carbúnculo.

Missão Carbúnculo é uma expansão do universo do Tibor Lobato e também é um livro único. Trata-se de uma história que se passa 200 anos antes da trilogia. Nela eu apresento dois personagens centrais. Um ser humano ganancioso chamado Pedro Malasartes e um boto cor de rosa que pode assumir a forma humana. Os dois tem a difícil tarefa de resgatar os saberes de uma população inteira, roubados por um lendário lagarto conhecido como Carbúnculo. 

Carbúnculo, é um personagem das lendas gaúchas. Trata-se de um grande lagarto com uma pedra preciosa incrustada no meio da testa. Sua pedra guarda o conhecimento desde o princípio dos tempos e é justamente no interior dessa gema que está aprisionado todo o conhecimento de um povo.

Para concluir a missão, O boto e o homem precisarão vencer sete desafios pelo caminho e desvendar todos os mistérios que rondam a criatura antes de encontrá-la.

Esse é um livro que traz reflexões profundas sobre a nossa relação com a natureza, sobre o amor, sobre a ganância, sobre a mentira e sobre a nossa intuição. 

A ideia do livro surgiu durante uma viagem para o Maranhão. Buscava por lendas e histórias do nordeste para finalizar a trilogia do Tibor Lobato. Mas tive um insight que quase me fez parar de escrever o terceiro livro da trilogia para começar esse. Hehehe! 

Busquei unir um pouco de diversas referências que amo para criar um épico de folclore brasileiro com mais um grande número de personagens de nossa cultura que pouco ouvimos falar como Makunaima, Isquelê, Zaori, Pavão Misterioso, Canhoto, Maria Caninana e muitos outros.  

Como analisa a questão da leitura no país?

A leitura é libertação. Nosso conhecimento se amplia, questionamos, refletimos e, obviamente, botamos a mão na massa e alteramos o nosso entorno. Coisa que não acontece muito hoje em dia. Nosso país está como está, à deriva em um mar de informações desencontradas e também de peito aberto para a desinformação em si. O incentivo é importante e é algo que busco trabalhar em meus livros. Prometi que traria uma escrita que agradaria aqueles que amam ler, mas que principalmente possa ser uma porta de entrada àqueles que pensam que não gostam da leitura. Algo que possa lhes caber. 

Meu objetivo de vida se completa toda vez que escuto jovens leitores dizendo terem descoberto o caminho da literatura ao lerem meus livros. Isso me faz dormir em meu travesseiro feliz por ter a noção de fazer minha parte por um mundo melhor. 

Um professor meu sempre colocava no cabeçalho de nossas provas a célebre frase de Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” E sempre acreditei nessa frase. Hoje, adulto, percebo o peso dessa citação à cada olhadela para o lado e o quanto a leitura pode faz falta para que possamos ter um país mais coeso e justo para todos. 

Quais são os seus próximos projetos?

Nesse instante finalizo uma ficção científica que venho desenvolvendo desde 2015. Chama-se “Vórtices”. Uma história de uma mãe que busca trazer seu filho adolescente de volta do coma através de uma máquina que separa a consciência do corpo e faz essa consciência viajar por outras dimensões.

Também desenvolvo uma duologia dentro do mesmo universo de Tibor Lobato. Se chamam “A Garota de Outro Mundo” e A Garota de Outro Tempo”. Nesses livros, a protagonista Tábata busca por sua mãe, que desapareceu misteriosamente após um acidente de carro. Diversos personagens do folclore brasileiro estão presentes na trama com um enfoque maior em personagens oníricos de nossa cultura, que tratem dos sonhos e personagens vindos do espaço. 


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). 

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Raphael da Costa e o livro “I Love You Mamma - Eu Te Amo, Mamãe”

Foto divulgação

Raphael da Costa nasceu em 2010, escritor, pianista, baterista, compositor, youtuber, cria jogos/animações é autista, tem TDAH e superdotado. Transformou sua “disabilidade" em habilidade. Membro da Academia Internacional de Literatura. Atualmente mora nos Estados Unidos com sua mãe, seu cão de serviço e sua furão.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? Quem te inspirou a escrever? 

Raphael da Costa: Minha mãe foi minha inspiração ao vê-la lendo e escrevendo o tempo todo.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “I Love You Mamma - Eu Te Amo, Mamãe”. Poderia comentar?

Raphael da Costa: O livro fala das coisas que eu faço com minha mãe que eu mais gosto, então quis mostrar que a amo.

Conexão Literatura: Quanto tempo levou para concluir seu livro?

Raphael da Costa: Eu escrevi aos 7 anos mais ficou guardado até minha mãe encontrar os escritos após 2 anos. Não me lembro em quanto tempo escrevi.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Raphael da Costa: Quando fala que vamos ao mercado e minha mãe me coloca dentro do carrinho de compras.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Raphael da Costa: Está disponível pelo site Amazon, mas podem falar com minha mãe pelo Instagram @renata1981costa/@renatacosta1981 ou pelo meu Instagram @E3editions

Conexão Literatura: Pretende escrever mais livros?

Raphael da Costa: Já tenho mais 2 prontos para serem publicados. Se vou escrever mais? Não sei.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Raphael da Costa: Atualmente estou me dedicando a composição musical porque sou pianista e já compus 3 músicas para 3 shows de TV nos EUA. E dedico também a criar jogos eletrônicos.

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sábado, 5 de dezembro de 2020

André Oliveira apresenta sua mais nova obra: XOXO Dan


Sinopse
: Para meu neto mais amado, deixo meu pequeno diário que sempre me acompanhou. Quero que ele saiba que se quiser me contar algo depois da minha partida este será o instrumento para isso. Não poderei mais responder mas independente de onde esteja saberei o que ele está passando...

Sobre o autor André Gustavo De Oliveira:

Me chamo André, e sempre tive o sonho de escrever, de ser alguém publicado, com as dificuldades da vida, tive que recorrer ao trabalho, para assim poder ajudar minha família, mas hoje tenho orgulho das escolhas que fiz, e posso tentar novamente viver meu sonho.

Para saber mais ou adquirir o livro: https://clubedeautores.com.br/livro/xoxo-dan

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

André Oliveira e o livro XOXO Dan


ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

André Oliveira:  Eu sempre procurei uma forma de me expressar, mas até descobrir os livros não sabia uma forma plausível para isso. O que realmente me fez querer escrever, foi um nerdcast, onde vários autores nacionais estavam contando suas histórias de início de carreira, aquilo me abriu os olhos para um mundo novo de probabilidade que eu sentia que poderia me encaixar.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Xoxo Dan”. Poderia comentar? 

André Oliveira: O primeiro de muitos, mas principalmente a história que eu precisava contar naquele momento, era algo que eu precisava por pra fora, e eu posso falar que esse livro me ajudou muito, pelo simples fato de eu ter algo ao que agarrar quando nada mais fazia sentido.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

André Oliveira: Da primeira palavra até o ponto final, foram ao menos quatro anos. Consultei a maior variedade de assuntos para conseguir um material bom e para sentir que não eram apenas palavras jogadas em um papel.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

André Oliveira:  O mais especial e difícil para mim foi o final, fiquei meses travado nele, sempre escrevendo algo que não me agradava, foram algumas noites sem dormir para tentar finalizar a obra, isso acabou se tornado especial pra mim, não por terminar, mas sim pelas pessoas que me ajudaram a fazer, as pessoas que foram aquele gás final para concluir a obra.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

André Oliveira: Acreditar na sua capacidade e na sua obra, vão haver vários dias difíceis, onde você não conseguirá escrever ou simplesmente você não vai conseguir achar conexão nas palavras que você escreveu, mas não desista, se não deu hoje tenta amanhã de novo, com a mente fresca e com as ideias mais alinhadas.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

André Oliveira: Tem o site da editora onde ele esta a venda (https://clubedeautores.com.br/livro/xoxo-dan) e meu instagran, que esta meio parado, mas pretendo voltar com novas ideias (@algunspapos)

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

André Oliveira: Sim, estou com mais um livro na edição, e vou começar um projeto novo de contos, pois tenho várias histórias que quero contar, mas que não encaixam em um livro, então estou escrevendo vários contos diferentes e pretendo começar a postá-los, mesmo ainda não sabendo onde.

Perguntas rápidas:

Um livro: Doutor Sono 

Um (a) autor (a):  Stephen King

Um ator ou atriz: Lázaro Ramos

Um filme: Clube dos cinco

Um dia especial: Qualquer dia que eu estive com amigos

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

André Oliveira: Eu só posso agradecer a todos os leitores que tiraram um tempo do seu dia para ler um pouco sobre mim. E pedir uma oportunidade para conhecer meu livro, as quinze primeiras páginas dele se encontram no site da editora. Pra finalizar, sou grato a vocês da revista por esse espaço.

 

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

O autor de um dos livros mais aterrorizantes de 2020 é otimista quanto ao futuro do mercado e tem cartas na manga para o próximo ano

Jorge Alexandre Moreira - Foto: Flávia Freitas

Jorge Alexandre Moreira ficou entre os 10 finalistas do Prêmio Jabuti 2020 com seu Numezu, um romance de terror que faz um verdadeiro mergulho nas sombras do comportamento humano. Apesar da crise que o setor vem sofrendo nos últimos anos, o autor aposta em novos formatos e na conexão com o público em 2021.

Jorge Alexandre Moreira lançou seu primeiro livro de forma independente, em 2003, quando essa não era uma prática comum no mercado. Escuridão, um terror ambientado na Amazônia, com um conflito entre Brasil e EUA como pano de fundo, que foi considerado por diversos sites como um dos melhores livros do gênero já publicados no Brasil.

Para levá-lo às livrarias, Jorge fez um trabalho de formiguinha. “Eu achava que o pior era publicar, mas eu não tinha ideia do quanto era difícil distribuir um livro”, enfatiza Jorge, que lembra que quase não se comprava pela internet naquela época. Este ano, lançou o romance NUMEZU, que foi um dos 10 finalistas do Prêmio Jabuti, um dos mais importantes do país. Foi a primeira vez que um livro de terror constou da lista.

Segundo ele, o terror provoca emoções fortes, questionamentos profundos, especialmente sobre a alma humana: “além do componente de mistério, que sempre me cativou, desde criança, eu gosto de fazer as pessoas se perguntarem sobre as outras e sobre si mesmas. O bom livro de terror incomodará o hipócrita”.

Apesar de estarmos vivendo tempos de mudança para todos os mercados, e os últimos anos não terem sido muito bondosos com o mercado editorial, Jorge se diz otimista: “acredito que muitos talentos novos e inquestionáveis estão despontando na literatura de ficção e há editoras, profissionais e leitores que estão começando a perceber isso. Tenho certeza de que, quanto mais a cena da literatura de ficção nacional se torne mais competente, mais divertida, mais promissora, mais os brasileiros vão aderir ao gênero”, reflete.

Em 2021, Jorge espera escrever bastante: “nos dois últimos anos, foquei bastante em divulgação e acabei produzindo pouco. No ano que vem, pretendo focar quase que exclusivamente na produção. Eu nunca falo sobre o que estou escrevendo, mas tenho algumas coisas muito boas na manga, que só precisam de revisão, e algumas que acho que são muito boas na cabeça. Vamos ver”.


Sobre NUMEZU

Mais do que um livro de terror, Numezu é um mergulho nas sombras do comportamento humano. A história traz Laura e Raoul, um casal em crise, isolado num barco e que encontra uma antiga estatueta – a imagem de uma entidade perversa, ardilosa, que manipula as fragilidades humanas para conseguir liberdade. Agora, os fantasmas pessoais, desejos secretos e disputas de poder que já assombravam Laura e Raoul ganharão um componente violento e sombrio.

Sexo, violência, drogas, terror. Numezu é um livro tenso, claustrofóbico, não destinado aos estômagos fracos. Mesmo transitando pelo sobrenatural, ele não nos deixa esquecer que os piores monstros são humanos. Uma leitura de tirar o fôlego, do começo ao fim. 

Numezu – Monomito Editorial

Onde comprar: https://www.amazon.com.br/Numezu-Jorge-Alexandre-Moreira/dp/6580505079

Valores: R$24,90 (físico) e R$9,90 (e-book com conto inédito Águas Mortas)

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Jardel Amaral e o livro Corrompidos (Editora Novo Século)


Jardel Amaral é médico e escritor. Natural de Niterói no Rio de Janeiro. Casado e com filhos. Já publicou na internet no Wattpad e em revista conceituada. Tem dois livros publicados, um romance com o título de Mudança de Rota e um de contos com o título A Primeira Vez e Outros Contos. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Jardel Amaral:  Há uns dez anos a minha esposa vendo eu ser um leitor voraz sugeriu que eu escrevesse um livro. Gostei da sugestão e comecei.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Corrompidos”. Poderia comentar? 

Jardel Amaral: Foi um livro que tive muito prazer em escrever. Ele é totalmente ficcional. Tento sem ser muito radical na descrição do passado dizer e na descrição do presente mostrar. Uso hífen para o diálogo no presente e aspas para o diálogo no passado.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Jardel Amaral: Levei dois anos escrevendo. Usei muito a internet e um livro de não-ficção. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Jardel Amaral: A epígrafe:

“Todo homem tem seu preço, diz a frase. Não é verdade. Mas para cada homem existe uma isca que ele não consegue deixar de comer.”  Friedrich Nietzsche.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Jardel Amaral: Ler e não desistir de escrever. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Jardel Amaral: Sobre mim nas redes sociais. Editora Novo Século e no selo Talentos da Literatura (site, instagram e facebook), também, no meu instagram @jardeldoamaraljr.

Para adquirir nas livrarias Curitiba e Leitura, na Amazon e no Google Books (livro e e-book), na Magalú (livro), Google play (e-book).

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Jardel Amaral: Não. Estou me empenhando no lançamento de Corrompidos.

Perguntas rápidas:

Um livro: Por Quem os Sinos Dobram

Um (a) autor (a):  Ernest Hemingway.

Um ator ou atriz: Tom Hanks.

Um filme: Forrest Gump.

Um dia especial: Um dia de passeio em família.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Jardel Amaral: Gostaria de agradecer pela oportunidade.

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Conheça "A mulher de silicone", do autor Daniel Adjafre


Sinopse: Num futuro próximo, companheiros e companheiras sintéticas se tornaram uma forma prática e usual de combater a solidão. Yuri vive há anos com uma dessas companheiras, por quem é obcecado. Após um acidente, Kimi é destruída. É quando Nina, após passar anos presa por assassinato, chega e lhe pede abrigo. Yuri agora irá conviver com uma mulher de verdade, o que lhe provocará sentimentos conflitantes e uma nova obsessão.

Para aber mais ou adquirir: clique aqui.

Sobre o autor:

Daniel Adjafre ingressou em 2000 na TV Globo como autor–roteirista. Criou e colaborou em diversos programas, dentre os quais destacam–se as séries Casos e Acasos, SOS Emergência, Cidade dos Homens, A Cara do Pai, as novelas A Vida da Gente e Sete Vidas, e foi autor–titular de Deus Salve o Rei. É mestre em Teatro pela UNIRIO. Lecionou na Universidade Estácio de Sá na graduação de cinema e na pós–graduação de roteiro. Como dramaturgo teve encenadas as peças: A barganha, Casamentos e Precipícios, Um instante antes da queda, Vida fácil porque não é a sua.

Este é o seu primeiro romance. 

Perfil no Instagram: @daniel_adjafre

Canal YouTube: https://youtube.com/channel/UCSV3UWEgkNbjUfcwBzOh1cg

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Daniel Adjafre e o livro A mulher de silicone


Daniel Adjafre
não sabe de onde veio a vontade de escrever. Não havia essa tradição em sua família, não escrevia quando era adolescente. Somente próximo dos 30 anos começou a se interessar pela escrita, mais especificamente por teatro e roteiro. Depois essa virou sua profissão – roteirista da TV Globo – e não parou mais. Acaba de publicar seu primeiro romance. O primeiro de muitos. Ou de poucos. Ou o único. Pouco importa. Escreveu. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Daniel Adjafre: Eu escrevo há mais de 20 anos, mas como roteirista e dramaturgo. Tenho 2 livros infantis publicados, e agora decidi que era o momento de escrever um romance. “A Mulher de Silicone” surgiu do desejo de fazer algo mais autoral, independente. No livro eu posso ter total controle sobre o que escrevo, que é algo bem diferente do mundo da TV, por exemplo.

Conexão Literatura: E sobre o seu trabalho como roteirista?

Daniel Adjafre: entrei na TV Globo através de um concurso nacional para autores de humor, em 2000. De lá para cá, colaborei, criei programas, até que em 2018 fiz minha primeira novela – Deus Salve o Rei – como autor titular. 

Conexão Literatura: Você é autor da obra “A mulher de silicone”. Poderia comentar? 

Daniel Adjafre: o livro é resultado de uma reflexão: as pessoas estão cada vez mais solitárias. E os animais, especialmente os cães, ocupam um lugar importante na vida dessas pessoas. Elas conversam com eles – é estranho e, ao mesmo tempo, natural. Daí eu imaginei que, num futuro próximo, companheiros e companheiras sintéticas tomariam o lugar desses animais, seriam uma evolução daquelas bonecas hiper-realistas japonesas. Mas o foco não é no sexo. Enfim, a história mostra o perigo de desaprendermos a conviver uns com os outros.  

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

Daniel Adjafre: não foi preciso pesquisar muito, já que se trata de um romance distópico, ou seja, o que prevalece é a imaginação. E quanto ao tempo, acho que foi em torno de um ano. É um romance relativamente curto. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho de “A mulher de silicone” especialmente para os nossos leitores?  

Daniel Adjafre: “Caminham até o ponto em que a água chega à cintura. Nina encaixa seu corpo no dele, envolve–o com as pernas. Agacham–se. Uma pequena onda faz com que descolem do chão. Flutuam. Não sentem os próprios pesos. Agarram–se com mais força, como se salvassem um ao outro. A correnteza os arrasta sem pressa, em uma direção qualquer. Seria uma bela maneira de morrer.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Daniel Adjafre: por enquanto o livro está disponível apenas como ebook, no site da Amazon. No Instagram eu comecei esse ano um projeto de minicontos. Já publiquei mais de 50, de todos os gêneros: humor, distopia, drama etc. É só procurar: @daniel_adjafre

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Daniel Adjafre: Sim, adorei a experiência de escrever um romance. Talvez ano que vem eu comece a escrever outro. E devo publicar os minicontos também.

Perguntas rápidas:

Um livro: O complexo de Portnoy

Um (a) autor (a): Jonathan Tropper 

Um ator ou atriz: Steve Carell

Um filme: Annie Hall 

Um dia especial: 5 de agosto de 2002, dia em que meu filho nasceu.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Daniel Adjafre: gostaria de incentivar as pessoas a conhecerem os livros digitais. É uma experiência ótima, são tão bons ou melhores do que os livros físicos. E muitos pensam que é preciso ter um Kindle para ler um ebook comprado na Amazon. Mas é possível ler em qualquer tablet, basta baixar o aplicativo Kindle. 

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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Conheça o livro IDARÁ IBI PEDRA DE XANGÔ NA TERRA DE ÍNDIO, do autor Policarpo


Três povos, três cores, três crenças, três pensamentos, três filosofias de vida que se somadas garantiriam vida longa, paz e prosperidade, se não fosse a prática mercantil e a corrida pela expansão territorial.
A dominação, a escravização e o mercantilismo são as palavras chave desse romance histórico tendo como palco uma mina e como atores índios, negros, portugueses e a Pedra. Como enredo, a tentativa de dominação do povo nativo, a escravização dos negros e a voracidade do colonizador. IDARÁ IBI PEDRA DE XANGÔ NA TERRA DE ÍNDIO é um romance histórico, não romântico.

Para adquirir o livro físico ou digital, acesse o site da Editora: autografia.com.br

No Facebook : Dalvilson Policarpo

Instagram : donpolicarpo

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Luis Torcato e o livro Divina Terra


Luis Torcato
nasceu em 1956 em São Paulo, Capital. Filho único de um operário e uma dona de casa, fez seus estudos fundamental e médio em escolas públicas, graduando-se bacharel em Comunicação, em 1979, pela Faculdade Cásper Líbero, uma das mais tradicionais escolas de jornalismo do Brasil. Como estudante, acompanhou de perto as grandes manifestações da década de 1970, inclusive da conhecida invasão da PUC pelas forças de repressão do governo paulista. Ingressou na imprensa em 1980, na área de Economia, passando, com seu ingresso na Folha de S. Paulo, a atuar na Educação, sendo reconhecido como um dos melhores profissionais neste segmento. 

Da Folha de S. Paulo foi convidado para trabalhar na Universidade de São Paulo (USP), onde foi diretor e editor do Jornal da USP, implantou a Agência USP de Notícias e atuou como secretário de Imprensa da Reitoria. 

Em 2016 deixou o jornalismo para se dedicar ao trabalho de consultor editorial e escritor. Também é autor de O camelo fala (obra motivacional – 2016), Anno Zero (2018) e A morte da doce senhora (2019).   

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Luis Torcato: De certa forma, sempre estive ligado à literatura. Comecei a escrever ainda na adolescência, influenciado pelos autores modernistas e pós-modernistas. Mesmo tendo sido bem classificado em concursos literários, considero minha produção poética desse período como amadora e nunca pensei em publicar esses trabalhos. Posteriormente, passei a escrever para teatro e cheguei a pensar em atuar profissionalmente nessa área, mas abandonei a carreira por problemas de saúde em família. Depois de quase 40 anos no jornalismo, retomei os meus projetos literários, agora com dedicação exclusiva.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Divina Terra”. Poderia comentar? 

Luis Torcato: O romance Divina terra surgiu quase que como uma necessidade de documentar, pela ficção, o período conturbado em que vivemos, não só no Brasil como no mundo. Minha experiência como jornalista facilita o trabalho com a realidade presente, porém prefiro ficar dentro do campo da ficção, onde é possível ir além do factual, para penetrar na vida e na personalidade de seres que se chocam, que sofrem e que se complementam. Nos meus livros não há lugar para maniqueísmos, não há heróis e nem vilões, e ninguém é completamente bom ou completamente mal.   

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Luis Torcato: Para o meu trabalho, considero fundamental o trabalho de pesquisa, também uma herança do jornalismo. Dessa forma, o leitor de Divina terra vai perceber inúmeros fatos que são reais e até mesmo as datas, com os seus respectivos dias da semana, são verdadeiras. A cidade de Pedrinha Verde, onde acontece a ação, e os seus personagens são frutos da ficção, mas o Brasil desse período é real. O livro foi escrito em 60 dias, porém em trabalho contínuo de 8 horas por dia, de segunda a sexta-feira, uma jornada igual à das pessoas que têm outras ocupações.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Luis Torcato: Há muitos trechos do livro que me tocaram muito e até me emocionaram. Em alguns momentos, cheguei a interromper o trabalho de redação para me recompor e recuperar a necessária frieza. Há um heroico resgate de um acidente que me comoveu, assim como as atitudes de Deise, uma das personagens.  

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Luis Torcato: Eu sempre digo que tudo pode ser um hobby ou uma profissão. Você pode pintar para se distrair, e presentear seus amigos com seus quadros, ou pintar para vender as suas obras. Quanto ao hobby, ele é livre para todos. Mas quem deseja escrever profissionalmente, deve se preparar e lutar para isso. Nosso mercado editorial é cruel e, felizmente, surgiram as plataformas de autopublicação. Elas podem e devem ser utilizadas. Porém, um livro escrito que ninguém lê não serve para nada. Por isso, precisamos juntar todas as nossas forças para que as pessoas pelo menos tenham acesso ao nosso trabalho. O trabalho da Conexão Literatura é um exemplo louvável do que estou afirmando. O escritor precisa ser reconhecido (e pago) como todos os outros profissionais.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Luis Torcato: O livro Divina terra pode ser adquirido na Amazon, no formato e-book, (238 páginas, R$ 5,61). Em breve será lançada a versão impressa.  Para adquirir o e-book ou saber mais: clique aqui. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Luis Torcato: Sim, outros projetos estão em desenvolvimento. A partir do próximo ano, a minha meta é a de lançar um livro a cada quatro meses.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Poço do Visconde, de Monteiro Lobato, o primeiro que li na vida, aos 8 anos.

Um (a) autor (a):  O esquecido José Mauro de Vasconcelos.

Um ator ou atriz: Tarcísio Meira, exemplo de profissional e de pessoa.

Um filme: Fernão Capelo Gaivota, do diretor Hall Bartlett.

Um dia especial: Todos.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Luis Torcato: Espero que em breve as empresas editoriais brasileiras disputem entre si os novos autores, contratando obras com prazo de lançamento e pagamento digno de royalties. 

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sábado, 31 de outubro de 2020

Max Moreno e o livro As Paredes Eram Brancas


Max Moreno é escritor e redator publicitário. Estreou na literatura em 2014 com o romance “A Outra Sombra”. Em 2015, teve seu primeiro livro traduzido e vendido nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Em 2016, com o conto Vinte Pratas, participou da coletânea Big Buka em homenagem ao escritor Charles Bukowski. Em 2019, com o poema “Rastejante”, Max participou da IV Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea “Além da Terra, Além do Céu”, uma alusão ao poema de Carlos Drummond de Andrade. Em 2020, teve seu segundo livro (As paredes eram brancas) publicado. Max mora em Campo Mourão, é casado e pai de dois filhos.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Max Moreno: Na verdade, desde criança eu sempre gostei de escrever. Provas de redação sempre foram as minhas preferidas, fossem no ensino fundamental, médio ou no vestibular. Mas foi só em 2010 que decidi encarar o desafio de escrever o meu primeiro romance “A Outra Sombra”. O livro foi publicado somente em 2014, e assim, finalmente eu pude me considerar “um escritor”.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “As Paredes Eram Brancas”. Poderia comentar? 

Max Moreno: O livro é um romance policial cheio de suspense e mistério. A trama é ambientada em cidades do Paraná e interior de São Paulo, e seu enredo traz (no núcleo central) personagens jovens envolvidos numa trama diabolicamente inacreditável. Há quem diga que a trama é um desafio à sagacidade leitor, pois nada é exatamente o que parece. 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Max Moreno: Eu costumo dizer que para criar (na área de ficção literária) é preciso saber observar. Isso mesmo, ser um bom observador. Quando você olha o mundo com “olhos de escritor”, tudo pode ser uma fonte de inspiração. Um homem caminhando sozinho numa praça pode ser o início de uma história, basta saber fazer as perguntas certas.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Max Moreno: “Se havia uma coisa que não se podia negar era que, além de bonita, a garota tinha personalidade. Despejou sua bomba atômica na cara da mulher, sem rodeios. E o que a viúva podia fazer?... Espancá-la?... Acontece que isso não mudaria nada.”  

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Max Moreno: O livro está à venda nas principais livrarias virtuais do país, basta digitar “As paredes eram brancas” no Google e logo surgirão dezenas de links tanto para compra como para sites que disponibilizam gratuitamente os primeiros capítulos para leitura como, por exemplo, a Amazon e o Google Books.

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Max Moreno: Creio que a primeira e mais importe é: leia... leia muito. Não há outra maneira de aprender, senão lendo. Escrever parece fácil, mas exige algumas habilidades (técnicas) que só se aprende lendo e obviamente escrevendo. A segunda é: não tenha pressa em ter o seu livro publicado, isso gera erros primários que podem comprometer o seu desenvolvimento como escritor. O ideal é escrever, reescrever, reescrever mais uma vez, cortar os excessos e reescrever novamente. A reescrita vai enriquecer a sua percepção da obra, pode acreditar.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Max Moreno: Sim, estou trabalhando no meu novo livro, um projeto bem diferente do que estou habituado. É aquela velha história (clichê?) de “sair da sua zona de conforto”, sabe? Também há um projeto (este ainda está engavetado) de um livro de contos. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Enterre seus mortos – Ana Paula Maia

Um ator ou atriz: Marieta Severo 

Um filme: Os Outros

Um hobby: Observar as estrelas (quando possível)

Um dia especial: Hoje, agora, nesse instante.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Max Moreno: Só existe uma maneira de transformar um sonho em realidade: acordando e indo à luta. 

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Entrevista com Erick Mathews, autor do livro “Caminhos atravessados: a inveja que não vemos nos sorrisos do dia a dia”


Erick Mathews dos Santos Cândido
é um pernambucano com graduação em farmácia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Recentemente, resolveu lançar-se em uma segunda carreira: a de escritor. Quando questionado por seus familiares por que decidiu escrever essa obra, explicou-lhes que, para ele, a ficção permite um olhar múltiplo sob diferentes contextos, por isso, pretende utilizar sua criação literária para levar ao debate temas tão atuais e além disso já se prepara para o lançamento do seu segundo livro ‘’ Peripécias na Juventude’’.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Erick Mathews: Bom, comecei a escrever essa narrativa no fim do ano passado e a apresentei para alguns amigos, no começo estava meio receoso de publicar, porém com o tempo resolvi que quero expandir minha arte e dar minha contribuição para o universo literário.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Caminhos atravessados: a inveja que não vemos nos sorrisos do dia a dia”. Poderia comentar? 

Erick Mathews:Bom essa obra traz discussões muito importantes sobre temas atuais como corrupção, inveja e sobre o universo da fama, A protagonista Sofia é uma cantora que em pouco tempo consegue se destacar no mundo da música, mas que ao longo da obra ela encontra inúmeros desafios para lidar com a nova vida.

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação e quais são as suas inspirações?

Erick Mathews: Meu processo de criação envolve observar o cotidiano em si, bem como destacar minhas próprias opiniões sobre o mundo contemporâneo, minha inspiração é a própria realidade, destaco pontos que acredito serem relevantes e vou lapidando-os para inserir em meus textos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Erick Mathews: — Amor, você precisa confiar mais em você mesma. E sobre o meu passado, deixa eu te contar uma coisa, às vezes a gente quer fazer parte de uma multidão para esconder nossas particularidades... Minha vida nunca foi esse céu que as redes sociais e a imprensa dizem! Tive vários relacionamentos sim, mas poucos momentos de felicidade, pois, em muitos desses relacionamentos, descobri que só algumas dessas mulheres só estavam comigo por causa do meu dinheiro. Enquanto houveram outras que, embora realmente gostassem de mim, eu não as amava da mesma forma e me sentia culpado com isso, mas a verdade é uma só: amor não se força, amor se sente com toda a intensidade que o coração permitir.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Erick Mathews: Ele está disponível em formato e-book na Amazon, e em breve estarei disponibilizando os exemplares físicos.

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Erick Mathews: A dica que dou é se deixar guiar pela Arte, escrever o que realmente tem vontade de escrever, no seu percurso alguns gostarão da sua obra, outros nem tanto, mas faz parte do processo, acredito que cada texto tem sua singularidade, suas peculiaridades e cada um traz uma mensagem para ser absorvida.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Erick Mathews: Sim, daqui há alguns dias, estarei disponibilizando exemplares físicos do livro ‘’Caminhos Atravessados’’ e também publicarei meu segundo livro ‘’Peripécias na Juventude’ ’que contará com 2 versões, uma em inglês e outra em português e ainda esse ano, também publicarei a versão traduzida para o inglês de Caminhos Atravessados.

Perguntas rápidas:

Um livro: Mister Mercedes de Stephen King

Um ator ou atriz:Gal Gadot

Um filme:It-A Coisa, pois conseguiram modificar alguns pontos da obra do King sem perder a essência da trama, o que nem sempre acontece em adaptações.

Um hobby: Ler

Um dia especial: Meu aniversário

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Erick Mathews: Quero agradecer a todos que me acolheram nesse processo e tem me incentivado a escrever mais e a cada um que disponibilizou seu tempo para ler essa entrevista.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

L. J. Freitas e o livro Cabaré – Casa Nova


Nascido em 17 fevereiro 1982 na no estado do Rio de Janeiro, reside na cidade de Maricá. Tendo sua formação Acadêmica em Gestão Empresarial de Pessoas. Sua grande paixão por história e lendas brasileiras é o que caracteriza este autor.  De doutrina espirita o mesmo declara que para composição de sua obra com a riqueza de detalhes de vidas passadas, que  é mentorado por um ser espiritual que o revela os lugares para mostrar como tudo aconteceu. Suas obras são caracterizadas por mensagens e clarividências. Mas o mesmo relata que isso começou em sua vida desde sua infância e que resolveu desenvolver a partir do ano de 2012 quando o livro Cabaré Casa Nova foi iniciado.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

L. J. Freitas: Sempre fui um apaixonado por histórias de todos os gêneros, mas nunca me vi publicando nada, só paixão mesmo! Mas desde minha adolescência tinha esses transes literários de parar do nada e começar a escrever, mas na época “ como um bom adolescente” eram rascunhos , cheios de erro de português “ rs”, mas com grande conteúdo e emoção. Tanto que toda escola lutava por aqueles papeis datilografados cheio de “liquid-paper” que usávamos para corrigir “rs”. Com a fase adulta, e responsabilidades esses lapsos literários pararam, mas de 2011 pra cá, comecei a ter mensagens no meu subconsciente para escrever e a história começou a ser mandada para minha mente e por uma força maior que eu colocava no meu word do computador. E a história foi desenvolvida com muita pesquisa e ida aos locais até seu lançamento na Bienal do Livro de 2019, onde oficialmente dei meu primeiro passo no mundo literário. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Cabaré – Casa Nova”. Poderia comentar? 

L. J. Freitas: Sim. E o engraçado é que a história começou a ser feita sem título. Eu não fazia ideia de como ele iria se chamar, pois as mensagens que recebia era para escrever a historia e visitar os lugares, não tinha ideia de onde iria parar, até onde esta história iria se desenvolver. Eu tinha visões dos lugares sem  nunca ter estado la´como o convento de Santa Tereza. E quando chegava lá era exatamente como eu via na minha mente.” Sinistro” rs. E o nome do Livro veio quando eu questionava a mim mesmo e ao “subconsciente” como eu o chamo. Parei repentinamente em frente a um lugar completamente maltratado pelo tempo e numa placa desgastada estava o nome que naquele momento tinha tudo a ver com a Lapa. Olhando ali aquela placa que estava escrito: Cabaret Casa Nova, imediatamente veio na minha cabeça: Aí está o nome da sua história! Fiquei surpreso, mas feliz de ter achado um nome que encaixasse e que tinha  tudo haver com a Lapa. Quem quiser, pode ir na Lapa que a placa está  ainda no estado quem falei. 

Conexão Literatura: Podemos dizer que o seu livro é uma verdadeira história do estado do Rio de Janeiro, servindo também como guia turístico. Fale mais a respeito.

L. J. Freitas: Não digo exatamente como  guia turístico, pois na época que a historia se passou, nos remete a história do rio antigo com suas lendas e arquiteturas épicas. Mas de certo, ele foi feito de uma forma que qualquer um que leia, conseguirá entrar na vida de cada personagem, pois os lugares são reais de verdade e ainda intactos mesmo com a modernização. Se Você hoje for ao centro do Rio, terás uma visão normal. Agora experimente ler o livro e ir ao centro do Rio. Garanto que nunca mais olharás e verás da mesma forma. Tudo lembrará a historia de cada um dos protagonistas da trama.  

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

L. J. Freitas: O processo de criação foi sútil e a trama foi se desenvolvendo sozinha e aos poucos como me era passado. As inspirações ficaram mais fortes quando visitei os lugares retratados na história como por exemplo a RODA DOS ENJEITADOS na Santa Casa do Rio, lá para quem não sabe, era onde mães que não tinham condições de criar seus bebes abandonavam, mas pra entender esse drama, tem que ler o livro. “rs”.  Além dos lugares, eu precisava dar vida, ou seja, rostos, para não só escrever e sim ver, daí imaginei se o mesmo virasse um filme ou uma série, quem se encaixaria nos personagens. Então comecei a junção de cada personagem e casar o ator ou a atriz que se encaixaria com o personagem com as mesmas características que me era dita como por exemplo: Anabel seria a Juliana Paiva, Cassio Abrantes -  Mauricio Destri, Marquesa de Abrantes – Christiana Guinle, Mama Claudia Raia entre outros ,mas aí vai da imaginação de cada um que lê.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

J. Freitas: Olha! É difícil destacar só um trecho dentre tantos acontecimentos, pois a história tem uma dinâmica e diversas mudanças com entrada de tramas e personagens a todo instante. Mas tem um que me emocionou demais, quando Anabel perambulava pela rua dormindo aqui e ali com uma criança pequena nos braços. Ela foi brutalmente violentada por homens da guarda que faziam a ronda da noite na praça XV. E o momento que a mesma debilitada chorava por seu leite ter secado, Segue o trecho:

“Era vista geralmente próxima aos arcos dos Teles de Menezes mendigando

alimentos e moedas para alimentar-se e a sua filha. As pessoas

que por ela passavam, algumas se condiziam com sua situação e outras

a ignoravam como um cachorro vadio. Anabel, apesar de debilitada,

ainda tinha uma singela beleza e um olhar de menina e isso começou

a atrair a atenção de homens com más intenções e em uma noite ela

deixou sua filha dormir próxima aos Arcos do Teles e foi se banhar já

que era tarde, porém no momento passavam três soldados da guarda

e deram voz de prisão a mesma que foi levada para um sobrado vazio

e ali, teve a mais dolorosa experiência como mulher: sua violação por

aqueles três homens que após consumar o ato de violência sexual com

Anabel a jogaram no chão, vestiram suas calças e saíram sorrindo, orgulhosos

do que fizeram sem medo de serem denunciados, pois eles

acreditavam que seria a palavra deles contra o de uma mendiga.

Ela só pensava em ir para onde havia deixado sua filha, sentou ao

seu lado e naquela noite fria, ouvia-se o eco de seu desespero ao chorar

com sua filha no colo. Ao passar dos dias, com fome, suja e visivelmente

abatida, Anabel com sua filha em seu colo sentou-se próximo ao Paço

Imperial e ali viu o que mais temia. Devido sua indisposição, má alimentação

e sua fraqueza corporal ao tentar dar o peito para sua filha, e

para seu desespero, seu leite havia secado por completo:

– Não, meu Deus! Por favor, eu vos imploro! Me castigue, mas não

puna minha filha com a falta de meu leite!”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

L. J. Freitas: O Livro já esta disponível no site da editora Autografia, Saraiva, Americanas e nas diversas lojas online de livros. Ao pesquisar no Google, como: Livro Cabaré Casa Nova, virá as diversas plataformas que estão comercializado. Para saber mais sobre minha obra, poderá ser enviado e-mail para editora autografia ou pelo Instagram LJFreitas

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

L. J. Freitas: Não só para autores, mas para cada um que tem um sonho. Se você quer fazer, se você coloca amor naquilo que se propõe, não deixe que as adversidades te desanime. Ainda mais quando vivemos numa sociedade de enquadramento, onde nos obriga a ter uma tribo, religião, tipo social, etc. Quando escrever, seja livre de verdade, sem rótulos, sem ideologias, sem limites. Escreva como se fosse  salvar a vida de alguém em algum lugar do mundo. Escreva para fazer alguém sonhar,  voar na leitura e esquecer qualquer tipo de problema ou angustia. Escreva porque te faz feliz. E lembre-se de que quando todos dizem não, é que você está mais próximo do seu sim. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

L. J. Freitas: Sim. Em breve estarei lançando novo livro inspirado numa historia real. E será baseada numa personagem do Cabaré Casa Nova, mas que mudará para um contexto mais voltado para o suspense. Façam suas apostas! rs

Perguntas rápidas:

Um livro: Muitas vidas, muitos mestres – Brian Weiss

Um ator ou atriz: Claudia Raia

Um filme: Enquanto você dormia

Um hobby: Viajar

Um dia especial: Quando lancei meu livro na bienal

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

L. J. Freitas: Desejo de coração que todos possam sentir toda a emoção que tive ao escrever esse livro. Peço que divulguem seus comentários e leiam de coração aberto cada capitulo.  Uma excelente leitura pra vocês e meu muito obrigado!

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