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terça-feira, 28 de setembro de 2021

Entrevista com Artur Salles Lisboa de Oliveira, autor do livro "Batalhas pela Sobrevivência"


Artur Salles Lisboa de Oliveira é um cidadão soteropolitano e o filho mais novo de quatro irmãos. Praticante amador de natação, corrida e tênis, tendo realizado algumas coberturas de torneios tenísticos para sites especializados nessa modalidade. Artur atua como investidor da Bolsa de Valores (B3) nos segmentos à vista, a termo e futuro desde 2007, tendo sido colaborador de inúmeros sites, dentre eles: “Exame Mercados” e “Dinheirama”.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Artur Salles: Eu considero que o meu início tenha se dado no primeiro ano da faculdade de Administração no qual eu comecei a escrever crônicas acerca do dia a dia universitário. Ao final do dia, eu remetia o conteúdo a uma lista de e-mail para que meus colegas pudessem lê-lo. Este foi o início informal, digamos assim, já que não havia interesse na publicação das crônicas; a intenção era meramente compartilhá-las com um grupo restrito de pessoas. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Batalhas pela Sobrevivência". Poderia comentar? 

Artur Salles: Eu tinha acabado de concluir um curso de “Escrita Criativa” na Universidade da Califórnia, Berkeley, e estava com uma sensibilidade muito aguçada para capturar as nuances dos recortes sociais. Em um determinado dia, eu resolvi fazer uma longa caminhada pela minha cidade—Salvador—e a narrativa começou a ser montada em minha mente naturalmente. Basicamente, o livro aborda a invisibilidade dos desfavorecidos sociais. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Artur Salles: Não houve pesquisas diretas, embora muitas das leituras que realizei durante o curso citado na pergunta anterior tenha contribuído para o meu interesse pela temática social. Cito aqui os escritos de autores como Stephen Crane, “Maggie: A girl of the Streets”; e William Dean Howells, “The Rise of Silas Lapham”. A montagem ocorreu durante a caminhada citada e, em seguida, escrevi o trabalho (uma short story) em poucos dias.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

Artur Salles: Sem dúvida, eu destacaria o final, o desfecho, já que é o momento no qual eu interajo diretamente com a narrativa mediante uma ação que interfere no curso da mesma. Lamento não poder citar que ação foi essa, mas asseguro que nada é mais impactante do que a observação da sua própria ação mudando o curso da narrativa—mesmo que de forma fugaz e imprevisível. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Artur Salles: A compra pode ser feita pelo site da Amazon, que oferece uma série de facilidades de pagamento para os leitores. Mas digitando “Artur Salles, Batalhas pela Sobrevivência” no Google surgirão como resultados da busca inúmeros sites de vendas nos quais meu livro está disponível para venda. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Artur Salles: A pedido de muitos leitores, eu estou fazendo uma segunda parte do “Batalhas pela Sobrevivência”, que deve estar pronto nos próximos meses. Não será necessariamente uma continuação da narrativa em si, mas uma continuação da exploração da temática social com mais aprofundamento. Além disso, eu estou escrevendo um livro sobre as consequências psicológicas do avançar de uma vida suportando constante dor física. 

Perguntas rápidas:

Um livro: “The Country of The Pointed Firs” de Sarah Orne Jewett. 

Um (a) autor (a):  Tana French. 

Um ator ou atriz: Kevin Spacey. 

Um filme: Seven (Os 7 Crimes Capitais).

Um dia especial: 8/02/2021. O dia que conheci uma mulher muito especial. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Artur Salles: Fica aqui o desejo contribuir de alguma forma para que as pessoas leiam, questionem e escrevam mais.

PARA SABER MAIS OU ADQUIRIR O LIVRO: CLIQUE AQUI.

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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Conheça o livro Lua translúcida, do autor Jario Melo


A Lua é um dos astros mais observados pelo ser humano. Desde a antiguidade é alvejada por olhares de questionadores e admiradores. Sua importância em nossas vidas é ímpar. Esse astro deslumbrante que preside as noites, sempre me despertou curiosidades. Seu ciclo mensal de carga e descarga povoava meus pensamentos. Compreender esses fenômenos, conforme explica a ciência, era delirante! Não fazia sentido! Minha inteligência me negava o entendimento, principalmente quando observava o Sol, e a Lua incompleta, visíveis no céu. Esse luminar é bastante sofisticado e transcende à nossa compreensão. Após pesquisas fotográficas, aqui faço observações e afirmações sobre as viagens do homem à Lua, sustentadas como um dos maiores feitos dos últimos cinquenta anos da humanidade.

Sobre o autor:

Jario Melo nasceu na cidade de Piaçabuçu, Estado de Alagoas, no dia 17 de novembro de 1966. Filho de José dos Santos Melo e Ana Maria dos Santos (in memoriam). É o oitavo filho do casal, num total de doze. Em 1985 ingressou como soldado da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). Serviu em várias unidades e lá permaneceu até o ano de 1993, ano em que a unidade do Corpo de Bombeiros se desmembrou da PMAL, tornando-se uma instituição independente, a qual passou a pertencer. No Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), concluiu a carreira e passou para a reserva como oficial. Autodidata, é um entusiasta da tecnologia da informação, desenvolvedor de software e dedicado a assuntos da Bíblia.

O livro está disponível no site da PoD Editora em dois tipos de impressão, conforme quadro abaixo. 

Impressão Padrão

Impressão Luxo

https://podeditora.com.br/produto/lua-translucida-edicao-de-padrao-papel-offset-90g/.

 

https://podeditora.com.br/produto/lua-translucida/

 

Contato com o autor:

E-mail: jmsantos30817@gmail.com

Telefone: (82) 99361-7104. 

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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Entrevista com Maygon André Molinari, autor do livro "Do grito de sobrevivência ao último silêncio"

Maygon André Molinari - Foto divulgação

DO GRITO DE SOBREVIVÊNCIA AO ÚLTIMO SILÊNCIO
 

“Em momentos tão desérticos, comparáveis, apenas, aos grandes silêncios do nada e dos vazios extensos, surge uma voz metálica, rara, que nos chama a atenção. Por um outro lado nada consoladora. Esse livro deveria ser lido tal como escrito pelo autor. Ou seja, na mais plena solidão.” Ana M. Haddad Baptista 

SOBRE O AUTOR: 

Nascido em 1984 em Irati, interior do Paraná, onde ainda vive, Maygon André Molinari é graduado em Letras e mestre em Filosofia. Publicou até o momento seis livros, tendo recebido alguns prêmios literários (por poesias e peças teatrais), bem como foi finalista do Prêmio SESC de Literatura, com o romance Bernardo, o escultor. Pai de dois filhos, além da escrita exerce função de serventuário da justiça e também trabalha com agricultura agroecológica, da qual é defensor. Seu livro Do grito de sobrevivência ao último silêncio já foi resenhado na revista Filosofia, ciência & vida, pela crítica literária Dra. Ana Maria Haddad Baptista. Recentemente publicou uma novela, intitulada Os espelhos. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Maygon André Molinari: Aprendi a ler muito cedo, com minha mãe, e minhas primeiras leituras foram da Bíblia. Na adolescência, além de intensificar a leitura, inicialmente com os clássicos brasileiros, decidi que também escreveria. A partir de então me movimentei por vários gêneros literários, da poesia ao ensaio filosófico, passando por romances e peças teatrais. Publiquei o primeiro livro aos 21 anos e, como critério para publicação, nunca parto de um motivo exterior, mas sempre busco primeiramente resolver uma demanda interna. E quando percebo que o que escrevi, além de me comunicar alguma coisa, pode dizer algo a alguém, então eu busco a publicação. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Do grito de sobrevivência ao último silêncio". Poderia comentar? 

Maygon André Molinari: Do grito de sobrevivência ao último silêncio é um livro, ao meu ver, bastante corajoso, porque pretende apresentar uma interpretação para o nosso surgimento enquanto humanos, traçando um percurso até nossa atualidade e também fazendo esboços de como poderemos ser se continuarmos nesta rota. Assim, após apresentar uma hipótese para nossa formação, por assim dizer, eu aponto que o elemento que nos deu sobrevivência (que nos deu o “grito”), ao ser exacerbado, vem contribuindo com nossa destruição (com a possibilidade de um “último silêncio”, talvez). O livro é apresentado em forma de aforismos e, apesar da aparente complexidade do tema, penso que sua leitura flui, pois não tive nenhuma pretensão hermética ou mesmo acadêmica, por assim dizer. Eu queria que o livro desse conta de explicar uma ideia vigorosa, mas com clareza e também com uma certa estética. Penso que a filosofia deve partir da vida, e que toda interpretação (ou pretensão de interpretação) precisa sempre estar calcada nas observações profundas do cotidiano e também da alma humana – sempre tendo em conta que essa alma foi construída e que nos cabe indagar quais foram os elementos propiciadores dessa construção. Isso é de certo modo pretensioso, porque não estamos muito acostumados a conceber reflexões próprias, principalmente aqui no Brasil, pois quando se fala em filosofia e filósofos fala-se, grosso modo, de quem “pesquisa” um autor. Não partimos, portanto, de um olhar acurado do ponto onde estamos, de uma observação profunda e atenta do que somos, e se queremos falar de linguagem, por exemplo, começamos e terminamos num determinado filósofo, sem indagar se seria possível passar adiante e encontrar nossas próprias palavras e também nossos próprios silêncios. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Maygon André Molinari: Sempre fui de caminhar muito, de andar pela linha do trem e pelas serras da minha região. O livro foi surgindo assim, sendo “pesquisado” por meus passos. O processo de escrita do livro durou cerca de 12 anos. A uma certa altura havia pensado em publicar um livro de máximas, inspirado em La Rochefoucauld, Pascal e outros que utilizaram esse estilo mais aforismático. Mas houve um momento em que percebi que meus escritos possuíam um sentido temático que sempre voltava, como em uma espiral. Foi então que percebi que não poderia apenas publicar máximas, pois havia uma estrutura montada. E o livro levou muito tempo para ser concluído também porque, ao perceber para onde me levavam minhas reflexões, exigi de mim mesmo um rigor nas leituras de autores que eventualmente tivessem escrito a respeito de algum tema tratado por mim. Eu queria me certificar de que não estava dizendo algo que já tinha sido dito. Então me debrucei em centenas de livros, dos mais diversos, desde livros de biologia, antropologia, arqueologia, linguística, cibernética, técnica, tecnologia, epistemologia etc. Ou seja: ao perceber que eu estava aprofundando reflexões que considero graves e relevantes, as quais apresentavam uma ideia de surgimento do Homo, por assim dizer, eu tomei todos os cuidados que consegui tomar para “entrar” no pensamento de quem tinha pensado algo, se não parecido, ao menos próximo do que eu estava pensando. Isso é uma questão de verdade pessoal, para mim. Não desconsiderar o pensamento alheio, em que pese estar focado em minhas reflexões. Desse processo saiu o livro. É bom deixar isso claro, para que de modo algum pareça que me considero alguém com a petulância de ter criado um pensamento “a partir do nada”. Isso não existe. Primeiro que, se minha proposta é sempre partir da vida, então já não seria partir do nada, e segundo que, ser verdadeiro comigo é receber o pensamento alheio, valorizá-lo, respeitá-lo, ainda que as mais das vezes não concorde com ele em muitos pontos. E, para finalizar, se existe pretensão no que fiz e no que faço, certamente é a pretensão de me calar e escutar o que a vida pode me dizer. E ainda que eu não consiga ser um tradutor do que escutei, um fiel tradutor da vida, coloquemos assim, que fique ao menos registrado que todo traço que registro no papel tem esse sentido, ou seja, o de ser uma tentativa de tradução do que a vida me diz, ainda que as mais das vezes ela diga sem palavras.   

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Maygon André Molinari: Vou colocar três trechos. O primeiro aforismo do primeiro capítulo, Grito de sobrevivência: 

“1   Quando o primata teve, ele sobreviveu de um modo diferente dos outros animais. O que fez com que, naturalmente, tenham sido transmitidos os genes daquele que teve o osso ou a pedra ou o galho nas mãos. O que não teve também não procriou. Desta forma, o ter é uma herança genética também, por assim dizer, além de cultural. A sociedade e o corpo seriam, então, os transmissores do anseio de posse, do anseio de crescer por fora, com próteses falsificadas? 

Um trecho do capítulo Linguagem e silêncio: 

“8.1   Se uma pessoa, após algum tempo de convivência, amizade etc. com outra, não compreender o que significam os silêncios desta, ilude-se de que compreenderia suas palavras.” 

E por fim um trecho do capítulo A beleza fundamental: 

“6.1   Só se pode refletir sobre as origens da beleza com a perspectiva da sobrevivência.” 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Maygon André Molinari: O livro está à disposição para compra pela internet, como na Amazon, Google, Fnac e outras lojas virtuais. Também criei recentemente um canal no YouTube, bastante despretensioso e amador, no qual faço leituras de alguns trechos e esboço alguns comentários que considero pertinentes para ilustração do que foi escrito. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Maygon André Molinari: Recentemente lancei um livro que poderia talvez ser descrito como uma novela ou conto mais longo ou mesmo um mini romance (não me preocupo muito com a designação), chamado Os espelhos. Faz parte de uma série de escritos que pretendo igualmente publicar em breve e nos quais tenho trabalhado bastante. Também há um romance de mais fôlego em pauta, que pretendo publicar ano que vem. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: Grande sertão: veredas

Um (a) autor (a):  Direi dois – Nietzsche e Cecília Meireles

Um ator ou atriz: Sandra Bullock

Um filme: O poderoso chefão

Um dia especial: não lembro a data, mas o dia em que escrevi minha primeira palavra. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Maygon André Molinari: Gostaria que esta breve entrevista servisse para “seduzir” aqueles que têm o interesse, não somente de conhecer um pensamento alheio, mas também o de criar suas próprias interpretações do mundo e da vida.

Apresentação de Do grito de sobrevivência ao último silêncio

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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Conheça o livro "Imprensa Tóxica", do autor José Bernardes


Sinopse: Este é o quinto livro do ensaísta e jornalista José Bernardes. A obra apresenta 11 ensaios, duas crônicas e um conto. Neles são abordados, com profundidade, temas caros ao homem  comum, temas esses que são omitidos ou adulterados pela imprensa velha e pela academia. Os textos que compõe Imprensa Tóxica se caracterizam por uma reflexão intelectualmente sincera, honesta, contundente e escorada no bom senso, distante do ranço insuportável, enfadonho, das narrativas da imprensa e da academia, que só atendem a uma bolha da elite. Com desassombro, o livro trata desde a nocividade da imprensa velha -- escancarada na pandemia do Covid-19 -- até o êxodo urbano, passando pelo lado B da prostituição, o modismo da tatuagem, a crise  do feminismo e do cinema, o repúdio à política atual, a profanação do sagrado e a miséria atual do erotismo. O livro, sem dúvida, estimula a inquietação, o questionamento e a reflexão, sem as frioleiras e malabarismos verbais da academia.

Autor: José Bernardes

Título do livro: IMPRENSA TÓXICA

Editora: ArtLetras Editora

Ano do lançamento: 2021

Número de Páginas: 186

Preço: R$ 40

E-mail para compra: jb.88alteridade@yahoo.com.br 

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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Um papo com Ricardo Lima, autor do livro O fim de todas as coisas (Editora Porto de Lenha)


Nasceu em 1984, em Manaus. Cursou Ciências Sociais e mestrado em Sociologia na Universidade Federal do Amazonas e doutorado na Universidade Estadual Paulista. Atualmente ministra aula no Instituto Federal do Amazonas. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Ricardo Lima: No final de 2002, quando tinha dezoito anos, eu padecia de um quadro muito forte de depressão. Então resolvi escrever sobre o que sentia e isso me deu um bem-estar muito grande. Desde então não parei mais. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "O fim de todas as coisas". Poderia comentar? 

Ricardo Lima: Esse é meu segundo livro. Uma coletânea de contos que versam sobre alguma variedade de estilos literários: suspense, terror, fantasia, ficção científica e realismo dramático. Acho que o ponto em comum de todas elas, é o clima cinzento que existe de forma mais ou menos explícita. Identifico-me com histórias curtas, elas têm uma concentração de tensão e drama que não tem em livros mais longos. Gosto de transitar entre vários gêneros. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Ricardo Lima: O livro levou cerca de oito meses para ser escrito. Algumas histórias já existiam e foram retrabalhadas. Tive ajuda do escritor Mauro Paz que fez a leitura crítica de todos eles. Não acredito em inspiração na hora de escrever. Acredito em estudo, planejamento e trabalho duro. Foi necessário leituras de livros, pesquisas com filmes e documentários e, é claro, a influência de autores que eu estava lendo na época: Poe, Lovecraft, Milton Hatoum, Raymond Carver, Machado de Assis, Stephen King.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Ricardo Lima: Eu gosto muito do conto que dá título ao livro. Uma mistura de memória, ficção fantástica e ficção especulativa. Acho que até agora foi o melhor que consegui escrever.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Ricardo Lima: Diretamente comigo: ricardoslovith@gmail.com instagram: @ricardolima_silva

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Ricardo Lima: Acho que agora estou “em busca do tempo perdido.” Depois de anos ocupado com questões acadêmicas e profissionais, resolvi que deveria me organizar melhor para dedicar-me ao que sempre gostei. Então quero escrever muito a partir de agora. Estou revisando meu primeiro livro que foi lançado em 2015 para uma nova edição revisada e já estou na composição de mais um novo livro de contos, onde procuro explorar a vertente estética do amazofuturismo. A minha região, a Amazônia, tem um universo infinito de temas que podem ser aproveitados pela literatura. Também estou me articulando para estar presente em coletâneas de fantasia de editoras dedicadas ao tema.

Perguntas rápidas:

Um livro:  Estou lendo agora A Coisa, de Stephen King.

Um (a) autor (a):  Arthur Engrácio, o maior contista do Amazonas.

Um ator ou atriz: Alessandra Negrini e Irandhir Santos. 

Um filme: Blade Runner.

Um dia especial: Difícil pensar em dias especiais nesses tempos difíceis. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Ricardo Lima: Apenas agradecer pela entrevista e agradecer à Editora Porto de Lenha. Vocês prestam uma grande contribuição à cultura nacional. Precisamos valorizar a nossa literatura. 

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segunda-feira, 26 de julho de 2021

Conheça os livros do autor Paulo Cesar Aquino


Este e outros livros do autor Paulo Cesar Aquino, poderão ser adquiridos no site: https://www.bazarfabuloso.com.br

SOBRE O AUTOR:

Paulo Cesar Aquino é paulistano da Moóca, casado e tem 65 anos. Bacharel em Sociologia, tem licenciatura plena para lecionar em Ciências e Estudos Sociais. É graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Marketing e Negociações Internacionais. Trabalhou como principal executivo em importantes companhia no Brasil e no exterior. Atualmente dedica-se à profissão de escritor com 17 títulos editados, sendo seis técnicos, duas novelas e nove contos. Venha para o Meu Mundo, a ser lançado em julho ⁄ 2021 é seu 18º livro, sendo o décimo de contos. 

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sábado, 24 de julho de 2021

Entrevista com J. C. Zeferino, autor do livro "3 Dias"


Minibiografia do escritor e cineasta J. C. Zeferino:  

Começou a ser alfabetizado em casa pelo pai, João Zeferino aos quatro anos e meio. Sua paixão pelas histórias começara pelos quadrinhos depois pelos livros de Júlio Verne. Os aviões eram e são até hoje máquinas fantásticas que o autor ama. Diz a lenda que falou a palavra avião antes de papai e mamãe. 

Com gênio inventivo e curiosidade sem limites, estudou eletrônica e mexeu muito com computadores. Só conseguiu extravasar sua criatividade em profundidade, escrevendo e filmando, livros como Nirvana Viagem ao Centro da Alma, Zizz e a Mulher em Pó e filmes como A Bailarina e Esperança a Última Estrela.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

J. C. Zeferino: Comecei participando de concursos, fazendo cursos de redação, escrevendo para jornais. Como comecei a ganhar prêmios interessantes como uma viagem para Londres, isso me motivou a escrever ainda mais e melhor.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "3 Dias". Poderia comentar? 

J. C. Zeferino: 3 Dias foi um grande desafio para mim, pois se trata de um livro que conta uma história “jamais escrita” sobre uma das partes mais importantes da história de Jesus Cristo. Fui amando esse ser iluminado cada vez mais a medida que estudava sua vida e isso me transformou.


Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

J. C. Zeferino: Desde o “inicio” até a conclusão do livro foram dez anos. Fui muito resistente em escrever este livro pois achava que por não ser um religioso convencional eu conseguiria escreve-lo. Só depois percebi que justo por isso, por ter essa liberdade dogmática eu poderia escreve-lo como ele é.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

J. C. Zeferino: Sim, a história leva a uma reflexão e renovação na esperança do que Jesus fez por nós. Foi muito além do que muitos imaginam a lembrar de Jesus. Um pequeno trecho que gosto muito: “(...) Passado algum tempo, Jesus abre os olhos após sua oração para ver o mesmo cenário, um deserto de gelo a perder de vista e a sensação de queimar os seus ossos castigando o seu ser. Sede e cansaço pareciam ser seus únicos companheiros. Nisto, novamente, um vento maligno moveu o gelo cortante sob seus pés e Lúcifer reapareceu:

- Não compreendestes ainda que foste abandonado, tal qual eu fui? Doravante teu Pai não te envia para a Terra para ensinar aos homens a amarem-se uns aos outros? E o que te fizeram? Crucificaram-te! (...)

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

J. C. Zeferino: Podem comprar um exemplar (tenho uma quantidade realmente limitada a algumas dezenas) diretamente comigo, pagando por PIX no email: jczefir@yahoo.com.br enviando o comprovante e eu enviarei um exemplar autografado diretamente para a sua casa. Valor com Frete grátis para todo o Brasil R$50,00. (48) 996744176 somente Whatsapp

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

J. C. Zeferino: Sim, a continuação do Nirvana Viagem ao Centro da Alma e de Zizz e a Mulher em Pó e alguns livros de contos.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Guia do Mochileiro das Galáxias

Um (a) autor (a):  Júlio Verne

Um ator ou atriz: Zoe Saldanha

Um filme: Star Wars

Um dia especial: Meu nascimento

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

J. C. Zeferino: Acredite em seus sonhos, planeje e vá conquista-lo, não importa quantos digam que você não poderá conseguir. Você tem o poder de incontáveis vencedores de sua família em seus gens. Acredite mais em si mesma(o)!


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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Autor Sandro Braga e a obra Pelos Cantos da Vida (Paradise Ocean Books)


Sandro Braga nasceu em São Paulo, cidade do Brasil em que vive e ama de paixão, em 17 de Abril de 1965. Cursou Artes Plásticas na Universidade Mackenzie e é Pós-graduado em Arte-educação. Estudou Astrofísica na USP - Universidade de São Paulo, História do Cinema na PUC - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e completou seus estudos na Escola da Vida. Desde criança adora desenhar, ler, pintar, inventar e descobrir histórias, convivendo com muitos livros e filmes, levando sempre que possível, sua alma para passear por aí. É pintor, Ilustrador, professor e escritor.

Sinopse: 

Será possível sentir uma ampla sensação de nostalgia por determinados momentos sem mesmo tê-los experienciado? Sandro Braga mostra que sim. E não é justamente essa a intenção de se fazer arte: proporcionar ao espectador uma sensação abstrata diante de algo concreto e vice-versa?

A reunião de pinturas disposta nesse livro tem como principal objetivo, como já sugere seu subtítulo, permear o real e o sonho, o físico e o abstrato. Não se trata apenas de mesclar a calmaria das pequenas vilas com a agitação da capital, tampouco retratar a modernidade em meio aos vestígios do passado; a arte de Sandro Braga cria, acima de tudo, uma “nova vida” em suas paisagens. Esse conceito só será compreendido por quem, de fato, observar minuciosamente como cada pintura, mesmo que pacata e, às vezes, solitária, desperta pensamentos tão vívidos. Mais do que isso, desperta a tal nostalgia, e ainda saudades do que talvez nem tenha sido vivido ainda.

Pelos Cantos da Vida é uma mistura de distintas e complementares cores: da natureza ao lado do progresso, da calmaria trazida pela água, dos momentos corriqueiros desapercebidos com a rotina e de rostos expressivos e atentos.

PARA SABER MAIS OU ADQUIRIR A OBRA: CLIQUE AQUI.

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terça-feira, 20 de julho de 2021

Autor Seyed Morteza Hamidzadeh e a Obra "Olhos do Oriente Médio" (Paradise Ocean Books)

Seyed Morteza Hamidzadeh - Foto divulgação

Em meio às turbulências pelas quais passa o Oriente Médio, o poeta Seyed Morteza Hamidzadeh procura, acima de tudo, com grande destreza e emoção, retratar o que há de mais importante em jogo: a vida humana. Com um olhar crítico, mas ao mesmo tempo delicado e tocante, o iraniano expõe os sentimentos de um povo que vive em meio a confrontos recorrentes, à insegurança e à incerteza. Dotada de grande profundidade, sua escrita leva à mente do leitor o retrato fiel dos inocentes que tanto perdem em uma região ainda dominada pela instabilidade.

Seyed, através de sua poesia, expõe os sentimentos conflitantes não apenas de um povo, no sentido coletivizado, mas de cada alma, de cada ser humano, perante as intempéries da guerra. Grande defensor do respeito e da tolerância, o poeta também almeja a busca incessante pela paz, pelo caminho que um dia poderá guiar o mundo à tranquilidade e à esperança. Olhos do Oriente Médio fornece não uma visão externalizada, com a qual o mundo está acostumado, mas uma visão pelos próprios olhos de seu povo.

Olhos do Oriente Médio é uma coletânea de poesias que tocam a alma e o coração, escritas pelo jovem poeta iraniano Seyed Morteza Hamidzadeh, que já há muitos anos luta pela paz no mundo através de suas palavras profundas e ao mesmo tempo sensíveis. Sua literatura trata da dor de pessoas inocentes que tentam sobreviver em meio às guerras e conflitos enfrentados pelos países do Oriente Médio.

A obra traz uma profunda reflexão sobre a necessidade de ser forte diante das dificuldades da vida, dentre estas o enfrentamento da violência em todas as suas formas. Especiais e tocantes são as poesias "O Peixe", que retrata o momento em que o ser humano é obrigado a se adaptar à difíceis situações impostas pela realidade, e "Riso Sacrificado", que aborda de maneira intensa os momentos mais desafiadores de uma guerra a serem encarados pela população.

Seyed é um poeta do amor e um soldado da paz, proclamando o respeito a todos os povos e religiões. É um jovem autor de coração humilde e decidido, forte e corajoso, amigo e companheiro, daqueles que estão conosco em todos os momentos, até o fim.

O livro ainda apresenta as obras fotográficas de autoria de Fatemeh Varzandeh e de Mohammad Ali Mirzaei, dois importantes fotógrafos que, através das imagens, expressam sensibilidade e várias paisagens do Oriente.

BIOGRAFIA DO AUTOR:

Seyed Morteza Hamidzadeh nasceu em 31 de agosto de 1991 em Mashhad, Irã.  Sua poesia pode ser encontrada em revistas de todo o mundo, como WAF Anthology, eFiction, Zouch, Vivimus, Five Poetry, Maudlin House, Literati Quarterly, Denver Quarterly, Santa Clara Review e Blackbird Journal.  O autor fundou a editora Paradise Ocean com a grande parceira, escritora brasileira, Jamila Mafra. 

PARA ADQUIRIR A OBRA:  CLIQUE AQUI

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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Um papo com Fernando Luiz dos Santos Chaves, autor do livro “A matemática da eternidade e dos encontros”

Fernando Luiz dos Santos Chaves - Foto divulgação

Fernando Luiz dos Santos Chaves
, nasceu em 1955, na cidade do Rio Grande - RS. Aos três anos de idade passou a morar com seus pais, na cidade de Porto Alegre - RS. Em 1986 se tornou empresário no ramo da Engenharia Elétrica,  e passou a morar em Fortaleza - CE. Em 1989 se transferiu para Campinas - SP.  Meses após, na cidade de Itu, próxima de Campinas - prestou vestibular na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, “Nossa Senhora do Patrocínio”, e foi aprovado em 1990.

Fernando é estudioso, no campo da eletricidade e magnetismo e é diplomado Técnico em Eletrotécnica, e autor de várias obras. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Fernando Luiz dos Santos Chaves: Na minha infância adorava escrever histórias e novelinhas. Mas somente no ano de 2005 escrevi e publiquei o meu primeiro livro: Os caminhos de Luan, - Consciencialismo um mundo de luz. Depois fiquei quase dez anos sem escrever, e me dedicando exclusivamente para trabalhos relacionados no campo da eletrotécnica. Quando me aposentei voltei a escrever livros de romance e ficção científica. Em 20019 escrevi e publiquei o meu segundo livro: O homem é ou não é um animal racional? Romance contemporâneo. Em 2020 publiquei o meu terceiro livro: A matemática da eternidade e dos encontros. Ficção científica . Nesse ano de 2021 publiquei um quarto  livro: Trilogia – Um terráqueo rumo ao planeta Htrae.

Pretendo, até o final da minha vida,  continuar escrevendo. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro “A matemática da eternidade e dos encontros”. Poderia comentar? 

Fernando Luiz dos Santos Chaves: Sim! A matemática da eternidade e dos encontros – ( Segunda edição ). Trata-se de uma obra de ficção científica onde o protagonista após perder tudo que lhe é mais caro na vida, parte em uma viagem com um grupo de pesquisadores para uma ilha inabitada do oceano Pacífico e, lá, ele é surpreendido por um extraterrestre . Luan então, parte em uma viagem espacial rumo a um planeta localizado em um outro sistema estrelar. Nesse planeta, de nome Htrae, o protagonista Luan, é recepcionado com uma fraterna e emocionante surpresa. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

Fernando Luiz dos Santos Chaves: Levei aproximadamente cinco anos pesquisando e escrevendo essa obra. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Fernando Luiz dos Santos Chaves:   Capítulo I

 A nova família de Luan

Quatro anos depois da adoção

            Luan já estava com 13 anos de idade e, assistindo a uma aula de física na escola, sentado na primeira fila, levantou o braço perguntando:

            — Professor, quantos anos têm o planeta Terra?

             — 4,5 bilhões de anos! — respondeu o professor.

            Um colega de Luan, gostando dessa aula de perguntas e respostas, também levantou o braço, perguntando:

             — Professor! Quantos quilômetros têm um ano-luz?

             O mestre, ensinando detalhes sobre as perguntas dos alunos, aproximou-se do quadro branco da sala de aula e escreveu as seguintes respostas:

             a) Idade do planeta Terra: 4,5 bilhões de anos.

             b) Um ano-luz equivale a: 9.461.000.000.000 quilômetros.

             A Alfa Centauro, que é a estrela mais próxima do nosso sistema, está apenas 4,37 anos-luz de distância. Andrômeda, a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea, está a cerca de 2,5 milhões de anos-luz daqui. Já o Kepler-186F, que é um planeta que foi recentemente descoberto e que a Nasa acredita existir vida nele, está a 500 anos- luz da Terra, ou seja, esse planeta está a 500 X 9,46 trilhões de km distante da Terra.

             — Você tem noção do que é essa distância? — interrogou o professor para o aluno que lhe havia feito a pergunta.

             O aluno pensou, refletiu, pegou a sua calculadora portátil na mão, calculou e respondeu:

             — Sim! Isso significa que se nós viajássemos a uma velocidade da luz, demoraríamos 500 anos para chegar nesse planeta que a Nasa diz ter vida! E nós teríamos que percorrer uma distância de aproximadamente 4,73 quatrilhões de quilômetros.

            — Isso mesmo! — disse o professor. — Perfeito! Mas continuando no assunto e, para título de curiosidade, agora prestem muita atenção nisso que vou informar a vocês! Vejam só, como isso é curioso! — disse o mestre escrevendo no quadro o seguinte:

             A revista científica “Astrophysical Journal Letters” informou: “Existem 60 bilhões de planetas habitáveis na Via Láctea orbitando em estrelas anãs vermelhas.” Observação:

             “Centros oficiais de estudos científicos dizem que, para efeitos de cálculos, para cada ser humano que habita o nosso planeta Terra, existem 8,5 planetas possivelmente habitáveis, soltos e girando por aí, na nossa Via Láctea!”

             — Para os cálculos — disse o professor — foram levados em conta pelos cientistas, que as estrelas anãs vermelhas são menores e mais fracas do que o sol que conhecemos e possuem temperaturas relativamente baixas na sua superfície, existindo zona habitável em planetas em torno delas. Baseado na equação de Drake (o pioneiro na pesquisa de vida em outros planetas), ele estimou que, na Via Láctea, neste momento, podem existir 1 milhão de civilizações que tenham tecnologia para se comunicarem conosco, embora até hoje nunca conseguimos encontrar sinais oficiais de comunicação. Mas seguindo no assunto — disse o professor, escrevendo no quadro branco da sala de aula:

             Se pegarmos o número de habitantes existentes no nosso planeta Terra, que atualmente está em torno de 7,8 bilhões de habitantes, e multiplicarmos por 8,5 planetas possivelmente habitáveis para cada habitante, vamos obter um resultado equivalente a 66,3 bilhões de possíveis planetas habitáveis espalhados em nossa Via Láctea.

             Luan aproveitou o assunto e, tentando esclarecer uma dúvida que lhe atormentava, perguntou:

             — Professor, o que acontece ao corpo humano em uma viagem na velocidade da luz?

             — Acompanhem comigo! — disse o professor escrevendo o seguinte no quadro:

            Velocidade da luz: 300.000 km/segundo

             300.000 km/seg. X 60 segundos = 18.000.000 km/minuto

             18.000.000 km/min. X 60 minutos = 1.080.000.000 km/hora

             Portanto, se viajássemos a uma velocidade de 1,08 bilhão de km/hora, segundos após estaríamos todos mortos.

             — Ou seja — disse o professor —, se viajássemos a essa velocidade, baseado na teoria da relatividade de Albert Einstein, o hidrogênio que está no espaço interestelar seria transformado em uma intensa radiação que poderia em segundos matar a tripulação e destruir os equipamentos eletrônicos. Existe também uma outra dificuldade que mostra que é impossível um ser vivo resistir à aceleração, desaceleração e à realização de curvas e manobras, viajando na velocidade da luz. Portanto, mesmo que fosse possível, ainda assim, teríamos mais um outro inconveniente: o fator tempo de vida. Isso significa que vidas espalhadas em nosso sistema, repleto de galáxias, estrelas e planetas, existem em grande número, mas o tempo de vida dos homens é muito pequeno.

             — Mas então, qual é a velocidade máxima que nós, seres humanos, podemos suportar, viajando através do espaço? — perguntou Luan.

             — Essa velocidade máxima suportável — respondeu o professor —, está variando, até os dias de hoje, em torno de 32.000 a 40.000 km/hora, sendo que em 1969, um trio de astronautas na missão Apolo 10 da NASA atingiu 39.897 km/hora. O exemplo que posso lhe dar é o seguinte: se viajarmos a uma velocidade suportável de 40.000 km/hora, chegaríamos ao planeta Kepler-186f em aproximadamente 13,5 milhões de anos, tempo calculado por técnicos astrônomos! — disse o professor escrevendo os cálculos no quadro branco da sala de aula:

            — Antes dos cálculos quero esclarecer o seguinte: — disse o professor. — Um ano corresponde ao intervalo aproximado de tempo que a Terra demora para completar uma volta em torno do Sol. Os anos têm uma duração de 365 dias, 5horas,48 minutos e 48 segundos aproximadamente. Portanto, os cálculos que devemos fazer são os seguintes:      

Cálculos

             Velocidade que já foi suportada pelo corpo humano = 40 mil km/hora

             40 mil km/hora x 24 horas = 960 mil km/dia.

             960 mil km/dia x 365,2425 dias  = 350,6 milhões km/ano.

             — Portanto — disse o professor —, se viajarmos a uma velocidade já suportada pelo corpo humano (40 mil km/hora), em um ano conseguiríamos viajar 350,6 milhões de km. Aplicando este valor na fórmula, teremos:

             Distância = Velocidade x Tempo

             Tempo = Distância / Velocidade

             Tempo = 4,7 quatrilhões de km / 350,6 milhões de km/ano

             Tempo = 13,4 milhões de anos aproximadamente.

             — Ou seja — disse o professor concluindo o assunto —, levaríamos 13,4 milhões de anos para chegarmos ao planeta Kepler-186f , que está a 4,7 quatrilhões de quilômetros distante da Terra. Portanto, se vocês, por acaso, estão pensando em visitar este novo planeta descoberto recentemente, podem perder as esperanças, pois vocês teriam que viver 13,4 milhões de anos para essa visita acontecer! — disse o professor aniquilando por completo o sonho que Luan tinha de algum dia se tornar um famoso astronauta, para poder viajar e conhecer um outro planeta distante e parecido com o da Terra.

            Nisso, tocou a sirene da escola anunciando o término da aula.

             Luan colocou os livros e o caderno dentro da mochila e rumou direto para casa. Entrando em casa, deparou-se com Sara e o Dr. Eliseu na sala conversando um assunto que, em parte, tinha algo a ver com a aula que o rapaz havia assistido hoje. E Luan, gostando do assunto que eles estavam conversando, aproximou-se e os cumprimentou, pediu licença para escutar e participar daquela conversa e sentou-se no sofá ao lado de Sara.

             Sara olhou para Luan e, sorrindo, perguntou:

             — Você é tão jovem, meu filho! Se interessou por esse assunto por quê?

            — Porque hoje eu tive uma aula de física e o meu professor disse, nos provando com cálculos matemáticos, que era impossível um homem chegar a um outro planeta civilizado em condições parecidas com as nossas aqui do planeta Terra, em menos de 13,4 milhões de anos, ou seja, teríamos que viajar durante todo esse tempo para alcançarmos um outro planeta habitável!

             — Mas acontece — retrucou Eliseu —, que talvez o seu professor não saiba que, querendo ele ou não, o homem viajou e aqui chegou não se sabe como! Mas que ele chegou, ele chegou [...]                                     

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Fernando Luiz dos Santos Chaves: O livro se encontra a venda nas seguintes livrarias:

PlayGoogle, Fnac, Livraria Cultura, Bertrand,  Aplle, Amazon, Simplíssimo,

Top leituras.com, Kobo e muitas outras livrarias a disposição no Google. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?  

Fernando Luiz dos Santos Chaves: Sim! Já estou escrevendo mas ainda não tem um título. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: Iracema

Um (a) autor (a):  José de Alencar

Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro

Um filme: O planeta dos macacos.

Um dia especial: Ainda está por vir. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Fernando Luiz dos Santos Chaves:  Sim! Desejo uma boa leitura para todos. 

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Um papo com Jorge Claudio Ribeiro, autor do livro "O assassinato do jornalista suicida"

 


Jorge Claudio Ribeiro é professor, escritor, editor e jornalista. Nasceu em 1949, carioca, casado, três filhos. Formado em Filosofia, Jornalismo, Teologia, Educação e Antropologia. Lecionou 45 anos na PUC-SP, sendo Livre-docente e Titular em Ciência da Religião. Atuou nos jornais Porandubas, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Autor de dez livros, tanto acadêmicos – “A festa do povo, pedagogia de resistência”; “Sempre Alerta” (jornalismo); “Religiosidade jovem” – como romances: “Ela me tira pra dançar”; “O assassinato do jornalista suicida”. Fundou a editora Olho d’Água, desativada em 2019, tendo publicado 150 obras em ciências humanas.

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Jorge Claudio Ribeiro: Sempre li muito. Nas férias, meu avô me olhava a dar risada sozinho, imerso num livro, e profetizou: “Esse menino vai ser escritor”. Mais tarde, durante minha estada de sete anos no seminário jesuíta, escrevi centenas de cartas e poemas dirigidos a minha mãe, a amigos e (sobretudo) amigas. Após deixar o seminário, em 1976, como uma retomada do período anterior, estreei com “A Véspera do Milagre” (Ed. Loyola), reunindo 16 contos de fundo bíblico, mas com uma pegada antropológica. Desde então vieram mais nove livros, acadêmicos e literários. Mais adiante, trabalhei na Editora FTD e fundei a Olho d’Água. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "O assassinato do jornalista suicida". Poderia comentar?  

Jorge Claudio Ribeiro: em 1994, defendi meu doutorado em Antropologia pela PUC-SP intitulado “Sempre Alerta – condições e contradições do trabalho jornalístico”, meu “Opus Magnum”. O trabalho – que chamei de “repor-tese” (uma reportagem que virou tese, e vice-versa) virou livro e teve muito boa receptividade: a primeira edição se esgotou em um mês. Desde então senti que essa “laranja” poderia ser espremida mais um pouco, já que eu tinha reunido mais material do que o apresentado na tese. Eu tinha feito entrevistas e escrito valioso diário relatando detalhes do trabalho nas redações da Folha e do Estadão. Dar um formato de ficção foi a melhor forma que encontrei de esgotar o suco da outra metade da laranja. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?  

Jorge Claudio Ribeiro: Então... a pesquisa para a tese de doutorado levou nove anos e, quando decidi fazer o romance, a coleta já estava pronta. Senti que estava pronto para esse desafio quando, ao longo de minhas caminhadas diárias até a Olho d’Água, vinham-me à mente diálogos, personagens.  “Preciso redigir isso”, eu me dizia. E assim, fiz. A escrita da primeira versão do livro, propriamente dito, durou oito meses. Daí veio mais um ano de revisões, acréscimos, envio para várias editoras, participação de concursos. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?   

Jorge Claudio Ribeiro: Sem dar spoiler, houve várias cenas. Quando o personagem Loro espia por dentro do vestido de Halina, a viúva do jornalista suicida, e se encanta com o panorama que ela discretamente lhe exibe. O cumprimento trocado entre Loro e o Velho, dono do jornal O Liberal, e que deixou o redator profundamente emocionado. O registro indignado, em seu diário, das duas demissões que Loro sofreu nos jornais. A última página/capítulo, em que... 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?  

Jorge Claudio Ribeiro: O leitor pode adquirir de três formas. Buscar nos sites da Submarino, Magalu, Lojas Americanas, Carrefour, Mercado livre, Google Books.  Na Amazon:

1- Livro impresso- R$39,00 (+ correios)

https://www.amazon.com.br/Assassinato-do-Jornalista-Suicida/dp/6586180805/ref=sr_1_2?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=o+assassinato+do+jornalista+suicida&qid=1623696915&s=books&sr=1-2

2- E-book (tem um capítulo de brinde) - R$21,00

https://www.amazon.com.br/Assassinato-do-Jornalista-Suicida-ebook/dp/B0964DQ553/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=O+Assassinato+do+Jornalista+Suicida&qid=1622826435&s=digital-text&sr=1-1 

3- Caso se interesse por adquirir seu exemplar com dedicatória e autógrafo, o leitor deposita R$ 47,00 (livro + correio) no PIX (CPF: 375.658.007/59), ou na conta do autor (Itaú, ag 4091 cc 05189-8), informando o próprio endereço completo (via e-mail: jorgeclaudio@olhodagua.com.br). 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?  

Jorge Claudio Ribeiro: Neste momento escrevo episódios semanais da série “Filosofia Miúda”, de podcasts, em colaboração com a Radio Migrantes (radiomigrantes.net/multimedia/podcasts). Além disso escrevo contos e poemas, enquanto aqueço os neurônios que vão provocar a fagulha para o próximo romance. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: “Grande Sertão: Veredas”

Um (a) autor (a): Homero

Um ator ou atriz: Lima Duarte, Audrey Hepburn

Um filme: “Asas do Desejo”

Um dia especial: sempre que nos amamos 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?  

Jorge Claudio Ribeiro: Quero destacar o trabalho da editora Zélia Guerra, da Planeta Azul Editora, do Rio de Janeiro. Corajosamente, ela lançou o concurso Planeta Litterae, que contemplaria 26 autores, um por cada estado brasileiro. Apesar de carioca, moro há mais de 50 anos em São Paulo e concorri com outros 54 candidatos desse estado. Fui escolhido, eis-me aqui.

Embora ambientado em 1987, “O Assassinato do Jornalista Suicida” trata de questões atuais, que devem interessar a todo tipo de leitor. São abordados os embates da imprensa com a ditadura, a construção da democracia brasileira, amores num contexto de epidemia (no caso, a Aids), identidades de gênero, o trabalho romântico numa indústria de notícias.

Espero que tenha boa acolhida, as avaliações de quem já leu são animadoras.

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E-mail: ademirpascale@gmail.com

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