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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Entrevista com Victor Garcia Preto, autor do livro Os Brasucas e outras aventuras


Nascido e criado em Ribeirão Preto-SP, com formação acadêmica em administração e ciências contábeis, atualmente atua em ambas as áreas. Paralelamente desenvolveu seu prazer pela escrita, e seu prazer por contar histórias, criando o perfil textosinceros, atualmente com perfil no Instagram, página no face e canal no YouTube. Também colaborador do portal “papisher”.

Sempre buscando variar as temáticas e estrutura narrativa.

Os Brasucas e Outras Aventuras é sua terceira publicação, o segundo livro físico. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Victor Garcia Preto: Eu sempre gostei do processo criativo. Desde criança gostava, porém, não era tão ligado a literatura. Lia poucos livros, na infância praticamente só li gibis e três ou quatro livros. Na adolescência continuei lendo pouco, mas já escrevia bastante. Na escola eu e alguns amigos fazíamos letras de rap ou espécie de paródias com os amigos.

Com o passar do tempo fui desenvolvendo poesias, tentativas de letras de músicas em outros estilos. 

Com mais de vinte anos é que de forma natural decidi escrever um romance. Era uma história fantasiada de um grupo de amigos, que desde a adolescência autodenominados “Os Picuricos”, mas ainda não me via como um escritor profissional. Era apenas um hobby. Praticamente uma terapia. 

Desde então busquei me aprimorar, escrevi com cada vez mais frequência e ambição de um dia ser lido por um número maior de pessoas. Foi então que entendi a necessidade de ler diariamente, e progredir na atividade. 

Em 2016 criei o perfil no Instagram chamado “Textosinceros” publicando pequenos textos de minha autoria. Atualmente há canal no YouTube e página no face com o mesmo nome. Em 2019 publiquei um e-book na Amazon chamado “O Luau do Silêncio” que se trata de um compilado de textos que escrevi em momentos diferentes da vida, com as mais diversas estruturas. De poemas a crônicas. 

Em 2020 publiquei meu primeiro romance e meu primeiro livro físico, “Come-Fogo, o Maior Clássico – Era pra ser um ano comum”. E em 2022 o segundo livro físico. 

Hoje escrever é uma necessidade, independentemente de ser lido ou não. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Os Brasucas e outras aventuras”. Poderia comentar? 

Victor Garcia Preto: Se trata de um livro de contos. Em resumo, a ideia de contos se iniciou entre o final de 2019 e início de 2020. Nunca me imaginei escrevendo contos, em minha mente sempre idealizava longas histórias, sagas épicas. Porém a leitura, a imersão do universo da literatura me fez naturalmente aprimorar outras formas de escrever. 

Admiro muito os contos de Machado de Assis, e me instigou a escrever contos. Obviamente não me julgo no mesmo nível, mas é interessante lembrar que foram suas obras primas que me despertaram o desejo dos contos. 

Timidamente iniciei o processo de escrita. “A Modelo Perfeita” foi o primeiro conto do livro que inicie a escrita e um dos últimos a finalizar. Quando a pandemia se iniciou, com mais tempo em casa, naturalmente meu processo criativo se desenvolveu. Algumas ideias pouco amadurecidas na mente se materializaram e em três meses escrevi 80% da obra. 

São contos independentes um do outro. Não necessariamente seguem o mesmo tema ou conceito. O conto “Os Brasucas” (que escolhi para dar título a obra), é uma homenagem a vários escritores, obras literárias e figuras importantes do Brasil. Mistura realidade e fantasia. Os heróis “Picuricos” passam por uma jornada por todo o território do país, evidenciando a cultura, elementos geográficos, biomas, flora e fauna. Enfrentam inúmeros seres do folclore brasileiro, participam de tradições, da gastronomia dos mais diversos pontos do país. 

Há também inspiração e homenagem a obra “Os Lusíadas” de Camões. 

As demais obras possuem propostas diversas. Dos mais variados temas. 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

Victor Garcia Preto: Em geral cada texto tem uma inspiração especifica. Creio que no geral surge de incômodos e brincadeiras. O incomodo quando há a sensação de que um tema precisa ser explorado. Um exemplo está no conto “Os Brasucas”, onde uma das inspirações foi o desejo de junta um alto número de criaturas do folclore brasileiro no mesmo ambiente. Isso era incomodo, uma inquietação sanada após concluir a obra. 

Mas muitas das histórias surgem mesmo como brincadeiras. Seja nos meus ciclos de amizade ou reflexões de algumas situações. 

Escrevi o primeiro original do livro “Come-Fogo, O Maior Clássico” em 2015, a ideia surgiu de modo involuntário. Em um final de semana escrevi tudo. Hoje, analisando, sei que usei muito das minhas observações e vivências na temática, porém, quando escrevi foi tudo muito inconsciente. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Victor Garcia Preto: Vou destacar trecho do conto “A Modelo Perfeita”. 

Ter tudo que uma pessoa desejaria não torna ninguém feliz. Porque a gente não sabe o que deseja. No fundo eu trocaria tudo por outra vida. Onde as coisas fizessem sentindo. Onde algo significasse algo especial. Poder olhar ao redor e sentir alguma relação sincera, alguém que me apoie sem pensar no status que terá por ter amizade com uma modelo. Um homem que um dia me passe um abraço sincero, sem fazê-lo só pra sentir meus seios ”. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Victor Garcia Preto: Para saber mais sobre meu trabalho pode seguir o perfil no Instagram e o canal no YouTube, os dois estão como TEXTOSINCEROS.

Para adquirir o livro, pode entrar em contato direto comigo, pelo perfil no Instagram ou pelo site da editora: https://www.editorafrutificando.com.br/os-brasucas-e-outras-aventuras 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

Victor Garcia Preto: Pode parecer um clichê, mas ler é muito importante. Sofri as consequências de ler pouco no início. Além de sempre escrever e procurar melhorar. Buscar informações, novas técnicas de escritas, opiniões diferentes. A prática é muito importante. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Victor Garcia Preto: Existem. Alguns ainda estão muito no começo, para serem desenvolvidos a longo prazo. Mas a próxima obra está bem encaminhada. Será um romance. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

Um ator ou atriz: Emma Stone

Um filme: Mal Nosso, de Samuel Gali, uma produção ribeirão-pretana de ótima qualidade.

Um hobby: Caminhadas e exercícios físicos.

Um dia especial: Para mencionar algo recente, o dia do lançamento do último livro, em maio de 2022, foi muito especial. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Victor Garcia Preto: Agradeço a oportunidade da entrevista. E desejo que a literatura no Brasil esteja cada vez mais forte. Que mais projetos de desenvolvimento da cultura sejam criados, abrindo mais oportunidades.

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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Crísthophem Nóbrega, autor dos livros Dez mais cinco; Os cinco pilares; Secretos suspiros e Fagulhas


Amante dos livros desde a infância na cidade de Bananeiras, no interior paraibano, atualmente o autor mora na capital do estado com o companheiro e suas duas gatas. Participou da Antologia Sentimentos Poéticos, pelo Editorial LN, da Antologia Serial Killers; a verdadeira face do mal pela Editora Lettre, da Coletânea Somos Um pela Editora Vargas, entre outras antologias. Lançou de forma independente os e-book’s “Dez Mais Cinco”, “Fagulhas de Sombra” e “Sorte de Natal”, ambos disponíveis na Amazon. Além dos livros físicos; “Os Cinco Pilares” e Secretos Suspiros. O autor também presta serviços de consultoria literária e possui um curso para escritores iniciantes.   

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Crísthophem Nóbrega: Caramba! Sempre que penso em escrever e no meu início vem-me uma lembrança, sabe? Eu brincando de escrever em uma velha Olivetti cinza; inclusive recentemente ganhei uma de cor verde e quase surtei (risos). Eu sempre me cerquei de histórias, fossem as que ia lendo, a medida que minha curiosidade aumentava. Até mesmo aquelas que imaginava. Então escrever sempre veio muito natural, inclusive já escrevi sobre o ato em si. E neste texto, tratei de comparar a ação de escrever com a de respirar, sabe? (risos). 

Conexão Literatura: Você é autor dos livros Dez mais cinco; Os cinco pilares; Secretos suspiros e Fagulhas. Poderia comentar? 

Crísthophem Nóbrega: Sim, meus bebês. Inclusive, além deles, tem outro e-book, que não posso deixar de falar. Ele foi lançado no natal passado, o Sorte de Natal. E se pegar para analisá-los, todos trazem pedaços de minha essência, no sentido de serem meio que marcos. Tem um texto em Secretos Suspiros, onde falo da ideia de ter uma “caixa” para guardar memórias. E os livros são meio que isto, relicários de palavras e pensamentos do escritor. É engraçado pensar como eles também são reveladores. A escrita e publicação da Saga Por Trás do Véu, que tem Os cinco pilares, como primeiro volume, é, por exemplo, uma verdadeira saga (risos). Um aprendizado em tantos níveis e, ao mesmo tempo, fonte de tanto contentamento. Já com Dez mais Cinco e Fagulhas de Sombras, tenho às vezes um sentimento de débito, por isto que estou produzindo novas edições deles. Talvez venham inclusive versões físicas! E como eu já disse, escrever é como respirar, então, estou sempre com novas coisinhas se desenvolvendo. É aquilo né, o caldeirão nunca para de borbulhar. 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

Crísthophem Nóbrega: Bom, eu penso que a criação é constante. Tem sempre algo entorno que desperta a atenção. E minha mente logo usa isto como gatilho para uma cena, um cenário . Eu tô na fila da padaria, por exemplo, e vejo uma mulher em minha frente, ela tem uma tatuagem e isso já pode me ativar ideias para um personagem. Ou eu crio uma história para aquela mulher e a ponho em meu “acervo” de personagens (risos). Mas, no sentido de escrever em si, isto varia. Contudo, tento sempre me policiar para escrever nem que seja 30 minutos por dia, garantindo uma produção constante. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho de um dos seus livros especialmente para os nossos leitores?  

Crísthophem Nóbrega: Nossa, pedir um trecho apenas é como prender a parede (risos).  Alguns livros exploram a fantasia de forma mais livre e até mesmo sombria. Em outros já é identificável uma espécie de lirismo na formação dos textos. Mas tem dois trechinhos que sempre me vêm a mente: 

“ As sutilezas da vida, por vezes, são tão incrivelmente elaboradas que um espectador desatento pode nunca perceber nada ; ou quando o faz, é exatamente no momento em que partiram. Deixando então uma sensação ácida de oportunidade desperdiçada – tal qual mordida em uma fruta bem madura, que por compostura boba se recusa. Fiapo entre os dentes, às vezes deixa a manga mais doce.” 

e 

“Quando chegou a passarela que ligava a saída norte do prédio da ordem ao seu dormitório. Eve parou durante alguns segundos, recostada na balaustrada de mármore cinzento. Os ventos de Alethea fustigando sua face, assanhando os curtíssimos cabelos loiros. Daquele ponto podia ver a principal praça comercial; humanos tocados, magos, mestiços, phelinos… Andando para todos os lados, fazendo compras, discutindo provavelmente as trivialidades de suas vidas. Ela não sabia exatamente o que lhe acometia, mas era uma espécie de nostalgia, como se todo aquele cenário estivesse para sofrer grandes transformações a qualquer momento.” 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Crísthophem Nóbrega: Então, todos os meus livros em versão e-book estão disponíveis no site da Amazon. E versões físicas de Os cinco Pilares e Secretos Suspiros, podem ser adquiridos diretamente comigo. Eu sou sempre bem ativo no instagram e agora no tiktok, então é só me seguir por lá: @autorcrisnobrega, sempre tem lives, posts, concursos, enfim, tô sempre presente e completamente aberto a conversas e pedidos, né (risos). Aproveito para já falar que se comentar que veio pela Conexão Literatura, o comprador ganha uma condição especial na compra dos livros. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

Crísthophem Nóbrega: Primeiro deixa eu vender meu peixe (risos), tenho um curso de escrita, principalmente voltado para quem está começando, disponível na hotmart e com o nome: ENTÃO VOCÊ QUER ESCREVER, fala comigo lá no direct do instagram que dou um super desconto para quem for pela Conexão Literatura. Mas, tem duas grandes coisas que eu quero falar: 1 - ESCREVA! Sinceramente é incontável a quantidade de pessoas que falam que sempre desejaram escrever, mas não sabem por onde começar. Então eu sempre falo, escreva. Preferencialmente todo dia. E 2 - APRENDA A PESQUISAR, é sempre muito importante obter informações e referências a respeito de algo sobre o qual se pretende escrever. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Crísthophem Nóbrega: Sempre! Estou trabalhando em uma reedição do Dez Mais Cinco e de Fagulhas de Sombras, que devem sair até Outubro. No comecinho de 2023 O segundo livro da Saga Por Trás do Véu, sai, inclusive já vou dar  a “exclusiva” e revelar que se chamará OS FILHOS DO CAOS. Sem falar de algumas antologias e projetos de escrita, mas não necessariamente livros que estão sendo desenvolvidos. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: O nome do vento

Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro

Um filme: Sonhos eternos de uma noite sem lembrança

Um hobby: Artesanato

Um dia especial: 22 de outubro o ano se esconde, quando ganhei a primeira premiação literária. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Crísthophem Nóbrega: Sim,  eu sempre falo que os livros são as asas da humanidade e gostaria que os escritores, principalmente os iniciantes percebessem que neste sentido, o papel deles é fazer a humanidade alçar voos cada vez maiores.

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Conheça o livro "Diário de Otto Klein", de Jaime Kopstein


O “Diário de Otto Klein” foi mantido por um judeu austríaco entre 1922 e 1939. Melhor do que uma narrativa meramente factual, ele registra as vivências do autor (do referido diário) ao longo de seu dia a dia, num texto, portanto, não influenciado pelos ardis e lacunas da memória tão frequentes nos relatos elaborados décadas depois dos acontecimentos. Frequentemente emotivo leva-nos a nos embrenhar, a mergulhar no espírito que prevalecia na Viena daqueles dias, a senti-lo, portanto. A ação nos conduz até o início da hecatombe que tanto abalou a Europa e o mundo na primeira metade do século XX, permitindo-nos acompanhar como aquilo evoluiu em Viena. O dia a dia de um homem em busca de realização pessoal em um meio crescentemente hostil, seus estratagemas para superar as privações familiares em que foi criado, obrigando-se para isso a abrir mão de sua identidade. O diário permite-nos acompanhar as contradições em que é obrigado a viver, as conquistas e perdas em sua vida profissional, social e amorosa até os dias do epílogo tão dramático quanto inesperado. Um interesse adicional da obra é o olhar penetrante que lança o leitor a um

período pouco visitado pela literatura que existe a respeito. Refiro-me à determinada inflexão no desenrolar da história do Holocausto. Na verdade, a literatura de ficção inspirada no período da anexação austríaca (Anschluss) é extremamente rara. E esse é justamente o momento culminante do desenrolar de nossa narrativa, o drama do judeu austríaco ao eclodir o Anschluss, a súbita e brutal precipitação do ataque aos judeus, a extinção abrupta de sua identidade como cidadão austríaco, finalmente sua expulsão ou confinamento e morte.

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sábado, 14 de maio de 2022

Entrevista com Jaime Kopstein, autor do livro Diário de Otto Klein

Jaime Kopstein - Foto divulgação

Sou brasileiro, médico, nefrologista, aposentado, idoso, casado, pai de dois filhos, Doutor em Medicina, realizei estágio no Hammersmith Hospital e no Royal Free Lawn Road, ambos de Londres, sou professor de Clínica Médica na Universidade Federal do RS, Brasil, e autor de outro livro, esse no estilo “memoirs”,  publicado (Vanity Printing) com o título "The Road to José Ignácio", em 2019. 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Jaime Kopstein: Comecei a ler cedo na vida, seduzido por livros de dois autores que infelizmente hoje perderam visibilidade: os de Karl May e os de Edgard Rice Burroughs. Maravilhosos estímulos à mente juvenil. 

Na adolescência, às vezes, eu me sentia doente de tanto ler. Aí veio o vestibular de Medicina e tudo mudou. Investi mais de 35 anos lendo quase somente textos relacionados à minha atividade profissional, preparando aulas, escrevendo artigos, participando de mesas redondas, na condição de Professor da FM da UFRGS. 

Aposentei-me e fui pego de surpresa pela rapidez como as coisas da minha vida foram modificadas, preocupado, temia acontecer comigo o que acontece com alguns nessa situação: depressão da aposentadoria. No horizonte nublado, pairava então a ameaça da perigosíssima cadeira de balanço. 

Necessitava de um novo projeto, algo que me energizasse. O amor pela leitura continuava intacto, e através dela resolvi revisitar uma particularidade de minha vida, minha sensibilidade ao belo, decidi refletir sobre a formação, sobre a gênese do meu gosto estético, cada encontro que tive na vida com algo que tenha  me encantado e revelado o que mais amo e pôr esses achados no papel. 

Surgiu então a ideia de escrever um livro classificável como do gênero “memoirs”. Revisitrei obras de arte, paisagens, certos episódios históricos, viagens, meu primeiro encontro com o mar e outros agentes de beleza que fui descobrindo passo a passo, ao longo dos meus dias. Meditar, ler sobre cada um e registrá-lo. 

Alguns autores eu já conhecia, mas aí foram surgindo os outros, à medida que os procurava, H. Ecco, Dostoewsky, Chekhov, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Machado, a divina Cecília Meireles, Herbert Melville, John dos Passos, Nabokov, as irmãs Bronté, Stephan Zweig, meu Deus, é interminável. 

Refugiei-me, então, solitário, na beira do mar e li e escrevi como se não houvesse amanhã. Fiz meu primeiro livro que consegui que fosse vertido para o inglês (desejei publicá-lo; vãs esperanças) e o intitulei “Road to José Ignacio”. 

Ao terminá-lo temi esgotar-se o desejo de escrever, e ter de encerrar com ele minha carreira de escritor, mas não foi o que aconteceu. Escrever e ler estabeleceram-se na minha vida permanentemente. Escrevi, então, pequenos contos. 

Foi então que uma fotografia, uma simples fotografia que encontrei nas andanças literárias daqueles dias, funcionou como um click que disparou a ideia de editar o diário de um homem, cuja vida cheia de atribulações, alegrias, sucessos, derrotas e enorme capacidade de luta, voltou a motivar-me de maneira inesperada. Escrevê-lo foi simplesmente uma experiência ainda mais rica do que a primeira. 

E escrevi o Diário de “Otto Klein” 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

Jaime Kopstein: Eu escrevo porque me faz bem, eu diria que se tornou uma rotina quase terapêutica, 

Tudo começou há muitos anos, quando, até por razões profissionais foi necessário organizar  ideias caóticas que surgiam em meio a uma atividade intensa em enfermarias de hospitais, e o melhor caminho que encontrei foi escrevê-las e assim poder ordená-las em minha mente. 

Isso eu fiz durante anos, porém sempre relacionado ao meu trabalho: rotinas, terapêuticas, diagnósticos, problemas sociais e domésticos das pessoas com quem me envolvia profissionalmente. Com o passar do tempo adquiri certa desenvoltura e passei a escrever mais solto, digamos assim. 

Um dia, já aposentado, subitamente afastado das atividades que, durante anos,  compuseram meu dia a dia busquei um projeto que me injetasse novo entusiasmo, nova energia, comecei então a pôr no papel aquelas ideias que mais me dominavam a mente. Algo que substituísse uma rotina de toda uma vida. 

Comecei a escrever para organizar a mente, e com o tempo dei-me conta de que certas ideias eram mais afetivas ou mais carregadas de emoção do que outras e dediquei-me a proceder com aquelas assim como faz um jardineiro com suas plantas, irrigá-las, livrá-las de inço (ideias parasitas, desprovidas de sentimento), fortificá-las com bons nutrientes (ler bons autores), e delas venho colhendo o que poderíamos chamar de minha inspiração. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores? 

Jaime Kopstein: Nahum, pela primeira vez, pode examiná-lo, ver-lhe o rosto, a pele rosada, olhos e o cabelinho negros como os de Emma. O bebê agora começara a chorar e desajeitadamente o devolveu a mãe. Sentaram-se num banco. Nahum tomou-lhe a mão e, quietos, começam ambos a chorar silenciosamente. E o nenê que ficara quieto voltou a chorar. Agora choram os três, então, riem-se ambos numa mistura de riso e choro. Finalmente acalmam-se. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Jaime Kopstein: Está disponível no Grupo Editorial Atlântico. 

Quanto a mim e meu trabalho, você poderá encontrar alguns dados a meu respeito aqui e ali nas outras considerações que fiz acima. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

Jaime Kopstein: O que um escritor em começo de carreira terá de útil para dizer a iniciantes? 

Vejamos: o que primeiro me vem à mente é o fato de que encontrar uma editora disposta a imprimir nossos livros está muito difícil. A concorrência é tremenda. O mundo editorial está absolutamente congestionado pela oferta crescente de obras literárias. Milhões de livros são oferecidos às editoras anualmente. No mercado editorial anglo-saxônico, por exemplo, apenas um livro é aceito para publicação a cada MIL enviados às editoras para avaliação! 

Por isso está em voga a autopublicação. É muitas vezes o melhor ou único caminho para experimentar o prazer visual e tátil de segurar nosso livro físico finalizado, concretizado, nas mãos, contemplar-lhe a capa, folheá-lo, sentir seu cheiro de livro novo. 

Ao longo dos anos observei com interesse duas variedades de candidatos a publicar seus livros, entre outras: Aqueles que sonham com glória, com a carreira brilhante de escritor famoso e aqueles que simplesmente não conseguem parar de escrever. 

Destino este texto aos segundos que são aqueles com quem me identifico melhor. 

Em primeiro lugar, a mais necessária atitude para alguém tornar-se escritor é... escrever. Sim, é necessário escrever, minha gente. Escrever é como qualquer outro exercício, há que estar-se “em forma”, isto é, requer treino. O grande Ray Bradbury, em seu livro “Zen in the Art of Writing” recomenda a escritores escrever pelo menos 1000 palavras por dia, TODOS OS DIAS. 

Outro fator indispensável, concedido a poucos por Deus, é o talento. Se não há talento, sinto muito. 

E como saber se há talento? Ora, o jeito é escrever e submeter a obra ao crivo de gente decente e inteligente. Cuidado com inveja, malícia, certos “especialistas” e certas empresas etc. No final é o público quem decide se há talento, é o público quem valida a tua obra... ou não. Mas, com o livro pronto e editado, como vês, resta o problema, hoje, de chegar até esse público. 

Ao escrever é indispensável abrir o coração, portanto sejas verdadeiro contigo mesmo, cuidado, somos às vezes hipócritas conosco mesmo. Martin Amis, o vitorioso e consagrado escritor britânico escreveu: “novelas devem ser produzidas em êxtase”. E é absolutamente verdadeiro. Chegarás ao coração dos outros, se falares a partir do teu coração. 

Tens que gostar do teu livro, se não gostares dele, como esperar que outros gostem? 

Há cursos e imensa literatura disponíveis para quem quer se preparar para escrever bem. Eu não acredito neles. Não que lhes falte qualidade, há sim trabalhos muito bons. 

Entretanto se não houver talento, mesmo com imenso esforço e ajuda de cursos e literatura, o que o escritor desprovido de talento fará, será “mais” um livro a encher estantes. Claro, é inegável, cursos irão melhorar, e muito, tua técnica de escrita, mas ela sempre ficará ligeiramente aquém,... se não houver o indispensável talento. E aí vem uma advertência séria: a autoavaliação é muito difícil. 

Há, como disse, uma literatura vasta sobre “técnica” e, ao examiná-la, encontrei três obras que se sobressaíram às demais, ao meu juízo. Valem a pena pela sua qualidade literária. 

Ray Bradbury – ver acima, o título. 

Sandra Newman et al – “How not to write a novel”. Este é outra joia, vale cada palavra. 

A . L. Kennedy – On Writing. Este vale porque é ilustrativo e divertido, embora um pouco repetitivo. 

Não encontrei traduções dessas obras. Compra um Oxford (dicionário) e vai lê-los, vale a pena o esforço. E abrirás para ti uma porta valiosa. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Jaime Kopstein: Sim, tenho, estou voltando a trabalhar no estilo de não ficção. É possível, aliás, que desta vez tenha embarcado em um projeto pretensioso, chegando mesmo, quem sabe, às raias do presunçoso. Mas o tempo dirá. 

Venho “dando tratos à bola” a um tema contundente, atual, vago, mas incendiário e apaixonante: a divisão ideológica que hoje separa especialmente as populações do Mundo Ocidental em duas facções até beligerantes: conservadores e progressistas. 

Aliás, não concordo completamente com essa nomenclatura, mas o que fazer? 

Estou revisando muita bibliografia, obras como as de Marx, Hayek, Ayn Rand, Roger Scruton, Gramsci, e muitos outros. Associado a isso, aguarda nas prateleiras algo da farta literatura disponível sobre a “Psicologia da Política”. 

Junto com essa pesquisa bibliográfica, venho delineando o esquema, a estrutura do livro que pretendo escrever e sobretudo aprimorando, tornando mais definido meu objetivo, ou seja, o de examinar as razões sociais e psicológicas que levam grupos enormes de indivíduos bem intencionados a divergir tão radicalmente (até violentamente) sobre a forma de sociedade em que acham que TODOS nós devemos viver. 

Tenho consciência de que para fazê-lo da melhor maneira necessito livrar-me, pessoalmente, de vieses e preconceitos ideológicos que por ventura venha acumulando ao longo dos anos. 

É um projeto de longo prazo que me induz a ler e meditar intensamente, o que é o meu objetivo atual no estágio que me encontro. 

É projeto de bem longo prazo. Espero chegar lá. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: Flor de Poemas - Cecília Meireles 

Um ator ou atriz: Meryl Streep 

Um filme: Casablanca 

Um hobby: Antiguidades 

Um dia especial: aquele em que meus netinhos me abraçam espontaneamente

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Lições do apocalipse pelo ponto de vista de um zumbi

Lançamento do escritor Diego Rates mostra que os mortos-vivos têm muito a ensinar sobre como vive

The Walking Dead, A Noite dos Mortos-Vivos e Resident Evil são produções que moldaram a imagem popular das criaturas conhecidas como zumbis. Focadas na luta por sobrevivência, estas obras ignoram uma pergunta que ecoa há muito tempo sem resposta: afinal, o que se passa na cabeça de um moribundo?

O jovem escritor Diego Rates desvenda este mistério em As Últimas Memórias de um Morto-Vivo. O livro apresenta o dia a dia do zumbi Joe em sua jornada de autoconhecimento repleta de humor e situações absurdas durante o apocalipse.

Pensada como uma homenagem ao “morto-vivo” que existe em cada pessoa, a história conta com uma trama envolvente e um narrador que, apesar de meio-morto, é repleto de carisma. Lutando contra a tentação de se alimentar de carne humana para evitar a dependência, Joe desenvolve o hábito de escrever sobre suas lembranças na intenção de restaurar a memória perdida e compreender os eventos que culminaram com sua conversão em um zumbi pensante.

"Devido ao meu excelente bom humor nesse dia em específico, irei expor um pouco mais de minha intimidade com você. E estar de bom humor, dadas todas as circunstâncias, pode ser considerado um grande evento. Existem pouquíssimos dias bons no fim do mundo. Porém aconselho que você não vá se sentindo muito próximo de mim. Se você, por acaso, ou descuido, chegar perto demais, posso involuntariamente morder o seu nariz."
(As Últimas Memórias de um Morto-Vivo, pg. 7)

Em As Últimas Memórias de um Morto-Vivo, Rates cria um universo palpável e, em certa medida, assombroso, que contextualiza as mudanças sociais e ambientais causadas pelo apocalipse. O sumiço do brilho das estrelas, o levante de bestas selvagens, a morte de todas as corujas e a criação de uma hierarquia zumbi são alguns dos efeitos devastadores retratados na obra.

Ao longo das páginas, o zumbi Joe quebra a quarta parede em diversos momentos para conversar diretamente com o leitor. Com tiradas ácidas sobre a vida e a morte, ele instiga reflexões relacionadas aos desejos normalizados no “mundo dos vivos” que perdem o sentido quando as regras sociais e padrões de comportamento são aniquilados e você passa para o “outro lado”.

Ficha técnica

Título: As Últimas Memórias de um Morto-Vivo
Autor: Diego Rates
Editora: Viseu
ISBN/ASIN: 9786525412474
Páginas: 83
Preço: R$ 35,09
Onde comprar: Amazon

Sobre o autor

Técnico de Informática, Diego Rates, 22 anos, é um apaixonado por literatura. Inspirado pela obra de Machado de Assis, especialmente “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, escreveu seu primeiro livro “As Últimas Memórias de um Morto-Vivo”. A história segue os passos de Joe, um morto-vivo que adquire consciência e parte em uma jornada de autoconhecimento. Diego Rates possui ainda outros dois livros finalizados com lançamentos previstos para este ano. 

Redes sociais do autor

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sexta-feira, 8 de abril de 2022

Entrevista com André Wagner Rodrigues, autor do livro "Sofia - A menina que gosta de filosofar”


Sou pai da Sofia, historiador e Mestre em Filosofia da Educação. Moro na da cidade de Osasco-SP. Gosto de ler, ouvir boa música e passear com minha filha. Descobri que queria ser professor aos 14 anos, pois sempre acreditei que a Educação transforma pessoas para o bom caminho da vida. E assim fui trilhando meu caminho profissional. Já lecionei para estudantes do Ensino Fundamental, Médio, Pré-vestibular e até Universitários. Já são mais de 20 anos trabalhando na sala de aula, usando a História e a Filosofia para promover reflexões sobre o nosso tempo e a forma que devemos respeitar a pluralidade de opiniões que ajudam a formar o ser humano. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

André Wagner Rodrigues: Acredito que todos aqueles que escolhem verdadeiramente o caminho da docência já possuem dentro de si a sensibilidade e experiência que podem resultar em muitas obras literárias. Já estou no meu 5º livro. Quando resolvi escrever, tinha a intenção de levar aos meus leitores como num bom bate-papo, alguns assuntos que podem promover reflexões e mudanças na forma de entender e se situar no Mundo. Tão importante quanto o ato de ensinar em sala de aula, está a leitura de um livro. Por isso, acredito que a escrita foi apenas uma extensão do meu trabalho de sala de aula... 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Sofia - A menina que gosta de filosofar”. Poderia comentar? 

André Wagner Rodrigues: Sofia é uma menina de 13 anos que adora perguntar. E essas perguntas geram conversas muito interessantes com amigos, familiares e até pessoas aleatórias que percebem a importância de deixar o celular um pouco de lado para resgatar a beleza de um interessante diálogo. Essas perguntas de Sofia abre a reflexão sobre variados temas, tais como: “inteligência emocional”, “bullying”, “descoberta da paixão na adolescência”, “enfrentamento do luto”, “ética”, “limites da liberdade”, “todos os tipos de (pre) conceito” e muitos outros que ajudarão na renovação do nosso interior assim como das relações humanas. Essa é a verdadeira finalidade de filosofar: entender melhor o nosso tempo e respeitar a pluralidade de opiniões que formam o ser humano! 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações? 

André Wagner Rodrigues: O convívio com meus estudantes e os diálogos que produzimos juntos em sala de aula foram alicerces para criar cada capítulo do meu livro. Minha inspiração, além de meus estudantes foi minha filha que tem o mesmo nome da protagonista. Além de pensar nesse livro como um canal de comunicação com os jovens, sempre pensei em poder conversar sobre cada tema do livro com a Sofia. Espero que isso aconteça. Ah, não posso esquecer de mencionar que Joisten Gaarder, autor de “O Mundo de Sofia” também sempre foi uma das principais referências de leitura em minha adolescência. 


Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

André Wagner Rodrigues: "Aprendeu a não julgar por tantas vezes que errou e se arrependeu. Notou que cada pessoa tem um potencial de se superar e corrigir seus defeitos, por isso, entendeu que os erros só existem para nos ensinar valiosas lições. E que cada pessoa tem um ritmo particular de reconhecer os danos que suas práticas causam em outras pessoas. A vida acaba ensinando. Às vezes de uma forma natural e feliz, mas quase sempre, de uma forma triste e cruel, pois a consequência de nossas ações, sempre ensinam. Por conta de saber disso, preferia agora olhar para os próprios defeitos com o propósito de corrigir a si mesma. Assim, entendia que estava dando maior contribuição para outras pessoas que conviviam com ela... Antes de julgar, melhor corrigir a si próprio, não é mesmo? O Mundo todo agradece..." (pag. 71) 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

André Wagner Rodrigues: Pode ser diretamente comigo pelo Whats App (11) 94402-8448. O livro vai com dedicatória e assinatura da Sofia para qualquer lugar do Brasil, sem custo de frete. Cada livro custa R$ 35,00. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira? 

André Wagner Rodrigues: Crie um blog, publique alguns textos e peça a opinião sincera de seus amigos e até algumas críticas construtivas. Lembre-se que a escrita é um processo lento e com muitos desafios. Importante também saber para quem você quer escrever e também como funciona o mercado editorial. São ideias fundamentais que não tive a oportunidade de aprender no início da minha carreira... 

Perguntas rápidas: 

Um livro: O Mundo de Sofia

Um ator ou atriz: Will Smith

Um filme: Pequena grande vida

Um hobby: Passear com Sofia

Um dia especial: Nascimento da minha filha 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

André Wagner Rodrigues: Que possamos incentivar cada vez mais a leitura e a valorizar os profissionais da Educação. Só assim conseguiremos evitar a barbárie das guerras, o desmatamento, a proliferação do racismo e (pre) conceitos e colaborar para a formação de uma sociedade mais humana, justa, ética e feliz em nosso país. 

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sexta-feira, 1 de abril de 2022

ENTREVISTA COM ESCRITOR: Daniel Gruber, seus livros e a editora O Grifo, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Sou o típico resultado de uma criança introspectiva, que passava os dias consumindo produtos da cultura pop e imaginando heróis, monstros e histórias. Daí para me tornar escritor, só precisei descobrir os livros. Quando isso aconteceu, eu soube que queria trabalhar com eles pelo resto da minha vida. Hoje sou escritor, professor, editor e designer editorial, tudo isso resultado de uma mesma paixão da adolescência. Sou autor de três livros: O Jardim das Hespérides (2017), Animais diários (2019) e A Floresta (2021). Os dois primeiros são de contos e este último é um romance de terror. Todos foram publicados pela minha própria editora, O Grifo. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros. O que motivou a escrevê-los?

O que me motiva a escrever é colocar no papel as histórias que nascem na minha cabeça. O escritor é um ser atormentado por fantasmas, isto é, pessoas etéreas que ficam sussurrando o tempo todo em seus ouvidos pedindo ajuda para alcançar o plano material. Os escritores são como médiuns dessas histórias. Aliás, o único tipo de mediunidade que eu realmente acredito. 

Você é editor da editora O Grifo. Fale-nos sobre ela e sobre seu trabalho.

Como escritor, passei por todo aquele processo de buscar editoras que se interessassem em me publicar, e colecionar nãos ("colecionar nãos" é um jeito de dizer, o jeito certo é "colecionar silêncios"). Não encontrando ninguém que quisesse publicar meu primeiro livro, O Jardim das Hespérides, eu fiz o que qualquer outro escritor faria no meu lugar: fui lá e abri minha própria editora. Desde então, tenho trabalhado para publicar novos autores de talento, que, assim como eu, não tiveram espaço em outras casas editoriais. Com alguns ajudantes terceirizados, hoje fazemos com um trabalho editorial completo com o mínimo de pessoas e de recursos. Nosso catálogo está indo para o seu 13º título e já lançamos livros que tiveram enorme repercussão nacional, como a antologia O Novo Horror, que reúne grandes nomes da literatura nacional. Eu sou editor e designer na editora, então faço grande parte do livro sozinho, o que possibilita diminuir alguns gastos com profissionais e viabiliza a editora existir num mercado tão duro quanto é o brasileiro. 

Fale-nos a respeito do seu doutorado em escrita criativa. 

É um programa inovador, que surgiu na PUCRS a partir da Oficina de Criação Literária do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, muito baseada também em outros modelos de ensino da escrita de países com mercado editorial mais maduro que o nosso, como o dos EUA e do Reino Unido. Hoje há um interesse grande no ofício de escritor. Brincamos que há quase mais escritores do que leitores na cena literária. Os cursos de escrita criativa ajudam o escritor a cortar atalhos no seu aprendizado, refletindo de forma mais consciente sobre o que funciona melhor no processo de escrita. Claro que ele ainda prescinde do talento, por isso costumamos dizer que a escrita criativa não ensina a escrever, mas ajuda a profissionalizar quem quer levar o ofício a sério. 

Como analisa o mercado editorial brasileiro voltado a livros de terror?

O mercado editorial brasileiro, no geral, ainda é muito imaturo em muitos aspectos. Falta mais colaboração entre as instituições (editoras e livrarias), falta orientação dos leitores e falta incentivo de todos os lados. O mercado editorial teve um crescimento positivo durante a pandemia, porque as pessoas ficaram mais em casa e aumentaram seu relacionamento com produtos culturais, mas ainda assim há muito para melhorar. No caso do terror, há um crescente, tanto na produção quanto no interesse do público. Houve um boom no número de editoras novas especializadas no gênero e houve um interesse maior das editoras tradicionais. Vemos esse interesse crescente do público até mesmo no reflexo positivo que há para financiamentos coletivos em livros de terror. Alguns críticos acreditam que essa popularidade do gênero se dá em função das crises em nossa realidade cotidiana: política, sanitária, humanitária, econômica, cultural etc. As distopias, histórias fantásticas e ameaças monstruosas têm servido de metáforas para explicar o horror da vida real. 

Como analisa a questão da leitura no país?

Péssima, né? É um problema antigo que se agrava, causada por um país com enorme desigualdade social e pouco incentivo à educação e cultura. A leitura cresce muito pouco porque não é tida como prioridade, e nem teria como ser, numa sociedade onde milhares e milhares de pessoas precisam pensar em qual será sua próxima refeição. Na contramão desses problemas, a preocupação do governo eleito pela maioria é com armamento e rigidez militar. Simplesmente não há como a leitura prosperar nesse cenário catastrófico, mesmo com o esforço gigantesco de certos grupos e pessoas. Essa falta de incentivo vinda de cima também dificulta o mercado editorial, que lida com negócios quase impraticáveis, e impede, de certa forma, que o livro se torne um produto acessível, básico. A maioria dos profissionais que atuam no mercado editorial brasileiro o faz por amor, não por esperar algum retorno.  

O que tem lido ultimamente?

Tento sempre dar prioridade a autores nacionais contemporâneos, sejam de editoras conceituadas ou vindos do cenário independente. Costumo ler todo o tipo de ficção, mas tenho me interessado pelo terror nacional ou pela literatura que dialogue com essa questão do insólito. Minhas últimas leituras foram de autores como Cristhiano Aguiar, Irka Barrios e Larissa Prado. Fora do cenário nacional, me chamou bastante atenção o trabalho da argentina Mariana Enriquez. Contudo, confesso que tenho lido bem pouco por prazer. Em função do trabalho de editor e de escritor, minhas principais leituras são dos autores que publicamos ou de livros relacionados à pesquisa para o meu próximo romance. 

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Uma pergunta que acho importante: por que o livro está tão caro? A maioria das pessoas não conhece o processo de produção do livro e acaba julgando as editoras como únicas culpadas por esse cenário. Acontece que há muitos fatores que culminaram com esse aumento do preço, entre eles a escassez e encarecimento do papel, que aumentou quase 60% de alguns anos para cá. Outro fator é que o livro passou 10 anos sem receber reajuste, em função da sua função social. Porém, sem incentivos do governo e com a inflação acelerada, o setor não consegue mais segurar os preços, pois há inúmeros profissionais envolvidos no processo de produção do livro e esse pessoal precisa ser remunerado. Até mesmo o preço da gasolina influencia no custo do livro, já que o frete é parte importante do cálculo. Muitas editoras tentam compensar abaixando o preço do livro digital, para valorizar o valor social do livro e mantê-lo acessível, porém, hoje, o livro de papel virou um artigo de luxo, infelizmente.

Link para o site da editora: https://www.ogrifo.com.br/


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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quinta-feira, 24 de março de 2022

Entrevista com Ivair Antonio Gomes, autor do livro "Dias difíceis"


Ivair Antonio Gomes nasceu em Campinas do Sul- RS, e viajou por várias cidades quando pequeno, junto de sua família. Conheceu várias cidades do sul do Brasil e do Sudeste, morou no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e reside em Florianópolis desde 1989.

Já foi bóia-fria, instalador de móveis, balconista de bar, trabalhou em carvoaria, ajudante de supermercado, feirante, dono de livraria de livros usados “sebo”. Ivair foi o fundador do Sebo Rani, o primeiro sebo digital de Florianópolis.

Ivair tem as seguintes obras publicadas: “Dias Difíceis”, “Morte em Dezembro”, “O coração sujo de Jerry Drago”, “O porteiro”, “Morte no camping e outros contos que não de morte” e “O viajante e o Explorador”. Você encontra essas obras no site da amazon.com.br.

Inclusive com livros físicos. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Ivair Antonio Gomes: Eu comecei a ler antes de entrar na escola. Meu pai trabalha em usina hidrelétrica então nos mudávamos constantemente. Ao entrar na escola com 07 anos, (naquela época não existia pré, nem infantil) eu já sabia ler, através dos quadrinhos da EBAL, onde tinha dois lados, de um gibi me lembro bem: De um lado ‘Poderosa Isis” e do outro lado “Mulher Maravilha”. E assim foi minha vida. Por onde ia, tinha sempre um gibi, ou bolsilivro comigo. O primeiro livro, livro mesmo, que li, foi ‘Os três mosqueteiros” de Alexandre Dumas. Daí não parei mais. Aos 15 anos de idade eu contava com mais de 3 mil gibis. Tinha de tudo um pouco. Trabalhava como boia-fria, na roça, desde os 12 anos, e tudo que ganhava, sempre sobrava para comprar um gibi. Escrevia alguns poemas dos 15 até os 18 anos. Depois comecei a escrever pequenos contos que guardava comigo, em folhas e papéis amarelados pelo tempo, escondidos no porão da memória, que alguém jogou fora e nunca mais vi. Em 1997 participei de um grupo de escrita pelo antigo IRC. Depois, ajuntei tudo e de um conto surgiu Dias Difíceis, que lancei pela editora Papel Virtual, em 2000. Era minha primeira experiência. Foi tudo muito horrível. Editora disse que tinha pago estande para lançamento no Shopping Beira-mar em Florianópolis. Não pagou nada! Na hora lá, eu e mais 06 autores, procuramos algum lugar, em algum estande para podermos colocar nossos livros a venda. Experiência Tenebrosa. A parte da Editora foi surreal. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Dias difíceis". Poderia comentar? 

Ivair Antonio Gomes: Dias Difíceis, nasceu de uma intensa pesquisa que fiz referente ao medo e superstições que cercam os finais de séculos na história humana. Vai acontecer isso, vai acontecer aquilo. E me aprofundei na psique dos grandes “assassinos seriais’ do Brasil. Mergulhei fundo. Na época lia de tudo, jornal, revista, livros “que sobre o brasil não tinha quase nada”, depois veio a Ilana Kasoy , ainda bem. Mas confesso que por várias vezes, a cabeça entrava em choque com tudo que eu lia. E assim eu compus Dias Difíceis. Um personagem, que é um ex-padre que hoje trabalha em um departamento especial, que só existe em São Paulo, é chamado para ajudar a descobrir porque estão acontecendo tantos desaparecimentos de crianças na grande Florianópolis. No livro fiz muita pesquisa sobre espiritismo, catolicismo, e coisas pertencentes a seitas e crenças.

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Antonio Gomes: O processo de criação eu tenho tentado mudar. Eu escrevo por compulsão. Os meus personagens conduzem a história. Não tenho personagens bonitos, pomposos, glamurosos. São gente como a gente. Sofrem, sonham. Erram, acertam. Hoje sei que existem muitas regras e formas de escrita, mas até o momento de Dias Difíceis eu não seguia regra alguma. Como disse, o livro começou a ser escrito em 1997, após um conto, daí tentei a sorte em 2000, e voltei com nova edição em 2014. E agora em 2021 com a Terceira edição, com mais cuidado ao escrever.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores? 

Ivair Antonio Gomes: “ pag. 188 — Meu pai me levará. Meu destino é vagar por esse mundo e levar um pouco da luz divina. E agora minha missão se faz necessária aqui.

Marcelo escreveu ao mesmo tempo que leu outra pergunta.

— Qual o teu trabalho?

— Eu carrego avisos divinos. Eu levo graça e sorte a quem me ouve. Não divulgo meu trabalho, divulgo as obras de Deus. E se por acaso ele me as revela eu as tenho de revelar também.

— Deixe-me ver se entendi. Você tem visões? Vê o futuro?

— Eu vejo o que o Senhor me permite ver. — parecia ter dado um sorriso no rosto sem expressão — Sinto ironia em sua voz! Fala isso com ironia e descrédito. Acaso duvidas das palavras de meu Deus e senhor?

— Desculpe! Não queria ofendê-lo!

— Eu entendo! Agora não há nada que me ofenda. Mas... porque estou no escuro... por que não vejo seu rosto...

— Você está internado em um hospital psiquiátrico. Não se lembra?

— Hospital? Onde?

— Na Colônia Santana.

— Não! Digo, em que cidade?

— Florianópolis.

— Froriano... Adondes fica essa cidade?

— Como aonde? — o médico voltou o olhar para Marcelo após ver a resposta no papel — Onde ele pensa que está?

Marcelo fez a pergunta.

— Nas terras de Dom Alejandro De Figueiras e Caetano, marques da Catalúnia.

Os dois homens se entreolharam.

Marcelo escreveu rapidamente no papel.

— Em que ano? — leu.

— No ano de um mil seiscentos e vinte e cinco da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.

— Incrível! Isso é Incrível! – comemorou Marcelo.

— Esse homem está doente... Que provas podemos ter de que não está fingindo? Acho que não está funcionando. — cortou o médico.

— Creio que está falando a verdade!!

— Se for mesmo a verdade... então... estamos a um passo de uma grande descoberta.

— O que faz nas terras de Dom Alejandro! — perguntou Marcelo voltando a atenção ao paciente.

— Eu vim para quebrar as forças ocultas que operam no local, através das bruxas e seus sacrifícios maléficos para o ser bestial. Vim a mando de nosso Pai Eterno para sua honra e sua glória.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Ivair Antonio Gomes: Tenho minha página na amazon.com.br, como autor, lá estão todas as minhas obras. Mas tenho página no Facebook, no Instagram, Twitter. Apesar de saber usar um pouco mais o Facebook. 

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Ivair Antonio Gomes: Não desistam. Não é fácil. Mas não desistam. O corredor só ganha a medalha no final da corrida. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Ivair Antonio Gomes: Sim! Vários. Mas temos trabalhos paralelos que nos fazem ir mais devagar. Tenho dois livros de mistérios policiais, ‘O quinto Homem” e “Mistério em Portugal”, depois tenho mais duas fantasias espaciais, “Alminar” e “Os Sete”... os nomes ainda são provisórios.

Perguntas rápidas:

Um livro: Servidão Humana, Somerseth Maughan.

Um ator ou atriz: Angelina Jolie, pela beleza, pela força e coragem e pelo que representa no mundo.

Um filme: “Inimigo Meu” de 1985.

Um hobby: Coleção de Bonecos Star Wars.

Um dia especial: 25/04/2011 – Meu casamento.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Ivair Antonio Gomes: Meus Endereços na Web. 

https://www.facebook.com/ivair.gomes.9275/

https://www.instagram.com/ivair_antonio_gomes/

e-mail: xstranho@gmail.com

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terça-feira, 15 de março de 2022

Entrevista com Luigi Gabriel, autor do livro "Arthuris Artem e a lança de fogo" (Chiado Books)


Sou de Recife, tenho 16 anos, de nome completo Luigi Gabriel Lima Gonçalves. Conhecido como Luigi. Nasci no dia 03/01/2006. Sou autor. 

Arthuris Artem e a Lança de Fogo é o meu livro. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Luigi Gabriel: Sempre gostei de ler, desde muito cedo. Mas não esses livros megalomaníacos, ou até mesmo livros como Percy Jackson, Harry Potter. Sempre gostei de ler gibis. Quando eu era menor, no caso. Lembro até hoje de quando minha mãe comprou o box completo de Diário de Um Banana pra mim. Acho que não demorou uma semana pra eu ler tudo. 

Mas meu início não vem daí, pois embora eu goste de Percy Jackson, gostasse de gibis antes, a minha paixão é por escrever e criar histórias. Daí, vem o meu começo no meio literário. Cativar as pessoas por meio do que eu escrevo é um dos fatores. Eu encaro o mundo como uma grande biblioteca, e nossas vidas são livros enfileirados. Alguns velhos, outros empoeirados. Os mais velhos tem mais história, os mais novos estão aí hoje e um dia virarão clássicos. Um livro é uma ótima metáfora pra vida, e uma biblioteca é uma ótima metáfora pro universo à nossa volta. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Arthuris Artem e a lança de fogo" (Chiado Books). Poderia comentar? 

Luigi Gabriel: Sim. Poderia. Tenho 16 anos hoje, comecei a escrever o livro com 13, terminei com 14. Foi mais um tempo corrigindo, outro tempo esperando, e finalmente na véspera dos meus 16 anos, eu tinha o livro em mãos. É um livro que sei que você vai gostar de ler, porque confie em mim: pra corrigir esse livro, não sei quantos vezes eu o li. E em todas, eu gostei. 

Eu acho que qualquer sinopse que eu fizer não vai definir completamente o livro. Passa um pouco longe. Acho que pegar ele com as mãos, ler um trecho, ler outro trecho… Cativa mais. 

Quem quiser ver uma amostra, só clicar nesse link:


Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Luigi Gabriel: Levei 1 ano e meio, acho. Foi bastante tempo corrigindo, li o livro mais do que devia para não deixar passar nenhum erro, porque às vezes passa batido. No caso, passava muitas vezes. Então, eu ia, voltava, ia voltava. Foi a parte mais trabalhosa, com certeza. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Luigi Gabriel: Escolher um trecho em especial… É complicado. 

Mas eu gosto bastante de um, onde o protagonista, Arthuris, somente com um olhar, provoca o antagonista: "Me tema, como se eu fosse seu maior pesadelo, como se eu fosse um vislumbre do seu passado inglório." - e ele só precisou dos olhos para dizer isso. 

O trecho é uma metáfora para um passado não vencido, não superado que os dois têm em comum. E é justamente isso em comum que os conecta suficientemente neste trecho para que somente um olhar fosse necessário. "Em olhares complexos, foi isso que eu disse." - o protagonista completa. 

É algo a se levar para a vida real também, todos temos algo em comum. Na maioria, histórias ruins, todos temos histórias ruins. Todos temos traumas. E não importa o quão ruim essas coisas sejam, elas também podem conectar as pessoas. 

As pessoas nunca vão se identificar pelo sucesso, mas pelo fracasso que ambas têm em comum. 

Têm vários outros trechos no livro, mas resolvi colocar esse por representar bem a relação entre o protagonista (Arthuris) e o antagonista (Thomas). 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Luigi Gabriel: Se você for de Recife, pode passar na Livraria Imperatriz que você vai achar. Tem o meu contato comercial, também (81 99804-0396) faço pedidos por lá, sem nenhum custo adicional. Também tem no site de todas livrarias parcerias da Chiado, no Kindle… 
E é isso. Para saber mais, seguir no Instagram é o mais favorável: @arthurisartem. Estamos sempre atualizando o conteúdo, falando de coisas gerais que sei que você vai gostar. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Luigi Gabriel: Sempre. Penso nisso, sim. Mas no momento não é o meu foco. Tenho tudo na cabeça, porém ainda em segundo plano. Quero focar no que eu já tenho, primeiro.  

Perguntas rápidas:

Um livro: Tenho como especial Percy Jackson, foi o primeiro livro sem figuras que li, quando era criança. 
Um (a) autor (a): Machado de Assis. Só li um livro dele completo, mas como é pra escolher um autor, acho que é ele. Por tudo o que ele representa. 
Um ator ou atriz: Cillian Murphy ou Neil Patrick Harris. 
Um filme: O Gladiador. 
Um dia especial: Pra mim, hoje foi um dia especial. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Luigi Gabriel: Apenas pedir para as pessoas irem conferir o livro, pois tenho certeza que elas não irão se arrepender. Goste de ficção, ou não. É um livro versátil nesse sentido pois se trata de um mundo fictício, mas não é somente isso. 
Todo livro há nele uma ficção envolvida. 

Em Arthuris Artem, ela está presente a todo tempo, a toda hora, mas ela está flertando com o real. 
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