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sábado, 8 de maio de 2021

Priscila M. Mariano e o livro “Guerra Entre Mundos”


Priscila Marcia Mariano nasceu em 03 de outubro de 1960, em São Paulo. Veio morar no Rio de Janeiro com dez anos, onde iniciou seu amor pelos livros, assim como pela escrita. Seus livros sempre focando em ficção, fantasia, principalmente, para o publico infanto-juvenil e adulto jovem. Sua carreira teve estreia em 2009, com a publicação de dois livros: Rino o Guerreiro Alado e Um mistério na Serra do Mar. Em 2016, A Saga de um Pintor, romance/drama, chegou ao publico através de Inocência Perdida. Participou de várias antologias no decorrer de sua carreira literária. Este ano, 2021, apresenta aos leitores Guerra entre Mundos. Uma fantasia para todas as idades.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Priscila M. Mariano: Desde muito jovem, antes mesmo de aprender a ler, contava histórias inventadas na hora. Fui escrever meu primeiro poema aos oito anos e comecei a escrever história, na época, fantasia, depois disso. Aos quinze já tinha várias histórias engavetadas, em papel de caderno e, ou ofício. Só vim a publicar em 2009 meus primeiros livros de ficção fantástica. Aos poucos enveredei para outros gêneros, incluindo contos. 

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Guerra Entre Mundos”. Poderia comentar? 

Priscila M. Mariano: É uma história cativante. Sempre quis um tema deste estilo, onde seres humanos poderiam interagir com outras formas de vida. Buscando demonstrar que devemos não ter preconceito das pessoas que são diferentes. A união faz a força de um povo... Imagina qual força surgiria se todos, humanos ou não, lutassem pela salvação da Terra. Este é o tema central da história. Amizade, amor e dedicação para com todos e para consigo mesmo. É uma leitura de tirar o fôlego. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Priscila M. Mariano: Escrevi Guerra Entre Mundos em 2019. Depois de revisado várias vezes, mudado algumas coisas, em 2020 entreguei o original, a Edições Vila Rica. O processo de escrita foi rápido, pois as únicas pesquisas que fiz relacionado ao livro, foram regiões, cidades, ruas e países, e suas características estruturais. O tema central surgiu através do imaginário. Apenas me sentava a frente do computador e escrevia. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Priscila M. Mariano: 

Era questão de tempo Kiron invadir a fortaleza e ficar preso nela. Era este o plano. Enquanto as Sentinelas e alguns guerreiros dessem luta contra as Bestas, a armadilha seria acionada e tudo destruído. Apenas os da elite sabiam disso. O risco que haviam passado até então tinha sido sanado. Agora Kiron só sabia o que a resistência queria que ele soubesse. Em seguida, dariam um jeito nos espiões que ainda circulavam entre eles. Isso seria para depois que eles conseguissem o seu intento, escapar do destino que Kiron queria para eles. Anton tremeu nas bases, sabia que desta vez Kiron não iria matá-los com rapidez, provavelmente, utilizaria todos os seus recursos de tortura para fazê-los sofrer. Ele estava com ódio. Pressentia isto. Seguiu Chiva que se deslocava entre os seus e dava ordens sem emitir qualquer som, não havia necessidade, as demais Sentinelas sabiam o que tinham que fazer. E então, quando o alerta de invasão eclodiu pelo complexo, ninguém foi pego de surpresa e todos agiram com calma e discernimento, sem atropelos.

— “Está na hora de você partir.”

Anton concordou e, acompanhado por duas Sentinelas, aventurou-se entre os guerreiros e avançou em direção ao cômodo onde estava o portal. E apesar de sentir-se um covarde, não ousou desobedecer Chiva. Seus irmãos já tinham sido deslocados mais cedo, ele era o único que ousara ficar até o último momento e não se arrependia disso. Estava pronto para abrir o portal e entrar, quando se viu diante de um guerreiro Lobiano que havia simples mente barrado sua passagem e erguido a mão, onde ostentava uma faca curva, já com sangue.

Anton estremeceu e fez a única coisa que pôde naquele momento, gemeu agoniado, em busca da ferida que aquele desgraçado havia lhe feito e viu o sangue escorrer de seu peito. Só então sentiu a dor e começou a desfalecer.

— “Anton?!”

As sentinelas o pegaram antes que ele caísse e, com isto, esqueceram-se do traidor que já escapava entre os guerreiros que não haviam percebido nada.

— “Você deve matá-lo!” — sussurrou Anton para uma das sentinelas que imediatamente se prontificou a fazê-lo.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Priscila M. Mariano: Guerra Entre Mundos pode ser encontrado no Amazon (E-book) e nas Edições Vila Rica (Físico), e com a autora. Assim como neste link: 

Amazon: https://www.amazon.com.br/gp/product/B08SVQD952

Vila Rica: https://www.edicoesvilarica.com.br/guerra-entre-mundos

Links para descobrir um pouco mais sobre eu e meus livros: 

https://www.facebook.com/priscilamarcia.mariano

https://www.instagram.com/priscilamarciamariano/

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Priscila M. Mariano: Sim, alguns. Tenho dois livros começados, um romance de época e uma fantasia. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Médico de Homens e de Almas.

Um (a) autor (a): Pedro Bandeira.

Um ator ou atriz: Fernanda Torres

Um filme: Filadélfia 

Um dia especial: Natal.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Priscila M. Mariano: “Leiam os autores nacionais! Há muitas histórias maravilhosas, é só dar a oportunidade a cada um de nós. Vamos prestigiar a literatura nacional”.

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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Entrevista com Kátia Surreal, autora do livro de poesias “Gradações Hiperbólicas”


Kátia de Souza Nascimento
, nome artístico Kátia Surreal, é carioca, mamãe da gata Bibi e membro vitalício da AIL (Academia Independente de Letras), ocupando a cadeira n° 155: A SURREALIDADE. Formada na área da linguagem e da literatura (UFRJ, UFF e Uerj), é professora de língua portuguesa, militante da CMI (Corrente Marxista Internacional), já escreveu artigos políticos e poemas para o jornal Foice & Martelo, mora em Niterói (RJ) com a sua família. Já teve inúmeras publicações em revistas literárias, e-books e antologias coletivas de poemas, contos e crônicas. Hoje mantém a sua escrita ativa através de seu blog Fugere ad Fictem e pelo coletivo Ecos Poéticos no Instagram.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Kátia Surreal: Escrevi meu primeiro romance aos dezesseis anos, assim que tive a minha primeira aula de literatura no ensino médio, mas até hoje se encontra em manuscrito. Acabei publicando outros tantos textos, porém um dia pretendo passá-lo para o computador e fazer as modificações necessárias. Eu me identifiquei muito com o Ultrarromantismo logo no primeiro contato. Uma das razões é por me lembrar as histórias de terror contadas pelos meus pais desde a infância. Portanto, a literatura me veio através da oralidade, passando pelos filmes terror pela mesma razão, até chegar nos livros. Inclusive, a minha formação é na área da literatura. Hoje eu me identifico com vários gêneros literários, mas as minhas raízes vieram dos “causos” assombrosos da família.  

Conexão Literatura: Você é autora do livro de poesias “Gradações Hiperbólicas”. Poderia comentar? 

Kátia Surreal: O livro reúne poemas com a temática da afetividade, na qual se incluem poemas de amor, eróticos e pornográficos, numa gradação hiperbólica de emoções sob o olhar da mulher, do homem, do gay e da transexual. Aqui, todos têm direito para se expressarem quanto à sexualidade. Nessa antologia, há muitas vozes que se misturam em palavras e formas, entre a sensualidade e a perversão; entre o riso e a lágrima.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Kátia Surreal: Eu venho acumulando muitos poemas sobre diversos temas ao longo da minha vida. Muitos eu consegui passar para o computador, outros tantos ainda estão em manuscritos. A princípio, o livro ficaria enorme, por isso achei válido reunir apenas os poemas afins para a publicação do meu primeiro livro. Entretanto, os poemas predominantes, eróticos e pornográficos, eu fui escrevendo mais recentemente, em 2019, com o intuito de declamá-los em rodas de amigos. A ideia era nos divertirmos; muito embora eu também estava buscando viver, de certa forma, uma vida inspirada na do escritor Bernardo Guimarães (1825-1884), que se reunia secretamente com os seus companheiros para compartilharem seus poemas pantagruélicos, de pouca aceitação na época. Eu estudei esse autor durante o mestrado na Uerj. Ele é mais conhecido através do seu romance “A escrava Isaura” (1875), mas também escreveu poemas de terror e pornográficos, os quais estão se repercutindo mais na atualidade. Dessa forma, eu tive muito apoio dos amigos para publicar meus textos. Todavia, foi-me uma decisão difícil expor um livro sobre tais conteúdos, eu pensei bastante até me decidir quanto a isso. Portanto, esta publicação é uma atitude de coragem. Devo dizer que o atual contexto também me influenciou nisso, uma vez que, se antes eu não tinha pressa em divulgar os meus textos, agora é questão de urgência. Amanhã poderá ser tarde demais. Carpe diem! Carpe noctem!

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Kátia Surreal: Destacarei uma estrofe de um poema que eu li numa roda de amigos. Aliás, fiz com esta intenção mesmo: ler numa roda: 

A roda goza

“Quem nesta roda

quer dar a toba?

ora, ora

não te podas

se acaso goza

nesta exata

hora...”

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Kátia Surreal: Escreva sempre aquilo que gosta, sem medo. Não se preocupe com modismo e leia muito, tanto os conhecidos clássicos como também os atuais, que podem ser clássicos, ainda que às escuras. Para quem gosta de escrever literatura mesmo, seja poesia ou ficção, não se preocupe em incomodar o outro, uma vez que a literatura tem como um dos seus papéis mais relevantes nos provocar, tirando-nos da zona de conforto.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Kátia Surreal: Meu livro “Gradações hiperbólicas” está à venda pela loja online da editora Brunsmarck, no link a seguir: https://www.editorabrunsmarck.com.br/loja-online/ .

Podem ter acesso aos meus outros textos poéticos pelo meu blog Fugere ad Fictem – invite a incômodos experimentos literários: https://fugere-fictis-katia-surreal.webnode.com/ ou pelo Instagram: https://www.instagram.com/katiasurreal_/?hl=pt-br 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Kátia Surreal: Ainda há pouco, terminei de revisar pela última vez meu segundo livro de poesias, que tem como tema “Abuso Sexual”. Também está em andamento um livro de contos eróticos e pornográficos. No meu blog e Instagram eu sempre publico algum texto novo com temas diversos e onde informo em quais antologias e revistas estou participando com poemas, contos ou crônicas. 

Perguntas rápidas:

Um livro: “O erotismo”, de Georges Bataille

Um (a) autor (a): Clarice Lispector

Um ator ou atriz: Kodi Smit-Mc-Phee

Um filme: “A companhia dos lobos” (1984)

Um dia especial: 9 de abril de 2021, pois foi o dia em que lancei o meu primeiro livro.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Kátia Surreal: Deixarei aqui um verso pornográfico do escritor Bernardo Guimarães:

“Eu te dou meu coração,

eu te entrego a minha porra!

Faze que ela, sempre tesa,

e em tesão sempre crescendo,

sem cessar viva fodendo,

até que fodendo morra!”

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terça-feira, 16 de março de 2021

Jamila Mafra e o livro “Aquela Noite Em Auschwitz”


Jamila Mafra
, Paulista, nascida na cidade de Guarujá, é advogada graduada em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, Especialista em Docência no Ensino Superior pela UNIASSELVI, Professora de Geografia, graduada em Formação Pedagógica em Geografia pelo Centro Universitário Internacional Uninter, Pós-Graduanda em Ensino de Astronomia pela Universidade Cruzeiro do Sul e escritora.

A autora escreve romances juvenis, contos infantis, ficção científica e poesias.

Publicou seus títulos nos últimos dez anos tanto de modo independente na Plataforma Amazon quanto tradicional por algumas editoras.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Jamila Mafra: Desde a minha infância a literatura se fez presente em minha vida, a começar pelo incentivo de minhas tias professores que me presentearam quando completei meus dez de idade com as obras clássicas “O Pequeno Príncipe” do autor Saint-Exupéry e “Pollyanna” da autora Eleanor H. Porter. Essas obras me encantaram de tal modo a fomentar meu amor pela literatura. Já nos anos finais do Ensino Fundamental eu tive um contato mais profundo com a poesia e os poetas brasileiros, sobretudo com a poesia de Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Cecília Meireles, dentre outros poetas, incluindo os de Língua Inglesa. Então, na minha adolescência comecei a escrever minhas primeiras poesias e contos infantis. Já na idade adulta iniciei a escrita dos meus romances românticos e nunca mais parei de escrever. Minha primeira obra poética foi publicada em Portugal, pela Corpos Editora no ano de 2010, os poemas versavam sobre os diversos sentimentos humanos e experiências pessoais como a desilusão, tristeza, alegria, surpresas, gratidão, solidão, etc. Naquele mesmo ano meu primeiro livro infantil de poesias “Viagem no Espaço e a Máquina do Tempo” foi publicado pela Quártica Editora.

Conexão Literatura: Você é autora do livro (impresso e e-book) “Aquela Noite Em Auschwitz”, que já conta com mais de 4.300 leitores na Plataforma Amazon Poderia comentar? 

Jamila Mafra: Foi e tem sido muito gratificante ser autora desta obra, sobretudo por poder proporcionar aos leitores uma imersão significativa no cenário da Segunda Guerra Mundial.  “Aquela Noite Em Auschwitz” considero como sendo a principal obra da minha carreira até aqui. Foi publicada primeiramente em versão impressa pela Editora Multifoco no ano de 2017 e agora a segunda edição está disponível em formato eletrônico na plataforma Amazon. Desde a sua primeira publicação a obra teve e continua tendo uma boa repercussão, tendo alcançado já milhares de leitores amantes do romance de época. Ao publicar esta obra passei a compreender a necessidade dos leitores de se conectarem os eventos passados, especialmente os mais importantes e significativos na história da humanidade como é o caso da Segunda Guerra Mundial. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Jamila Mafra: O processo de pesquisa para a escrita da obra foi cuidadoso, sendo iniciado ainda no ano de 2015. Eu sempre fui apaixonada não somente por romances de época que retratam a Segunda Guerra Mundial, como também pelos estudos históricos. Durante dois anos eu busquei em livros de história, documentários e filmes informações necessárias a respeito desse acontecimento que marcou para sempre a memória humana. Tão fascinante quanto escrever essa obra foi conhecer mais profundamente os aspectos e fatos que levaram ao surgimento do partido nazista e a ascensão de Hitler ao poder. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Jamila Mafra: Destaco o discurso de Hitler ao dar início à Segunda Guerra Mundial após invadir a Polônia: “Com repúdio, escutou o discurso do ditador em voz altiva: “Os poloneses nasceram especialmente para o trabalho pesado. Não é preciso pensar em melhorias para eles. Cumpre manter, na Polônia, um padrão de vida baixo, não se permitindo que progridam. Os poloneses são preguiçosos e é necessário usar a força para obriga-los a trabalhar. Devemos utilizar-nos do governo geral (da Polônia) simplesmente como fonte de mão-de- obra não especializada. Poder-se-ia conseguir ali, todos os anos, os trabalhadores de que o Reich possa necessitar. Quanto aos líderes religiosos poloneses, eles pregarão o que mandarmos. Se qualquer líder religioso agir diferentemente, daremos cabo dele. Sua tarefa é manter os poloneses tranquilos, rudes e fracos de espírito. Indispensável ter em mente que a pequena nobreza polonesa não deve mais existir; por mais cruel que isso possa ser, ela deve ser exterminada onde quer que se encontre. Deve haver apenas um senhor para os poloneses: o alemão. Dois senhores, lado a lado, não podem e não devem existir. Todos os representantes da classe culta polonesa, portanto, têm de ser exterminados. Isso parece crueldade, mas é a lei da vida”.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Jamila Mafra: Os leitores podem acessar o site Amazon.com.br para adquirir a obra que também está disponível diretamente no aplicativo Kindle. No site também é possível acessar minha página de autora e conhecer um pouco mais sobre minha obras e conferir meus vários trabalhos literários. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Jamila Mafra: Sim. Estou iniciando uma nova pesquisa para a escrita de outra obra de época que retratará a vida de uma vítima do regime nazista, dentro e fora dos campos de concentração no período da Segunda Guerra Mundial.  

Perguntas rápidas:

Um livro: Pollyanna

Um (a) autor (a):  Eleanor Porter

Um ator ou atriz: Adrien Brody

Um filme: O Pianista 

Um dia especial: O dia em que viajei para São Paulo com a minha querida avó Maria que eu tanto amo.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Jamila Mafra: Sim. Convido todos os leitores a prestigiarem o livro “Aquela Noite Em Auchwitz” e deixarem seus comentários sobre a obra na plataforma Amazon.com.br. Agradeço à Revista Conexão Literatura por essa oportunidade. Um grande abraço. 

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Mayara Lima e o livro “Quem sou eu: meu epitáfio”


Kamila Mayara, mais conhecida pelo seu nome artístico e literário de Mayara Lima, tem 33 anos, é natural de João Pessoa, capital da Paraíba, mas atualmente, mora na região metropolitana de Cabedelo. É graduada em Psicologia. É pós-graduada  em Cinema e Audiovisual e atualmente cursa licenciatura em Artes Visuais. Começou a interessar-se por literatura e artes ainda na infância. Em 2016, publicou um minilivro com o título “Contos, Poesias e Reflexões” . Em 2019, publicou seu primeiro e-book chamado de “ O homem da casa verde ”. Em 2021, já publicou seu segundo e-book, intitulado “ Quem sou eu meu epitáfio”.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Mayara Lima: Comecei ainda na infância a me interessar por literatura. Eu via os filmes, os desenhos animados na TV, lia livrinhos infantis e me inspirava na história deles para escrever as minhas próprias historinhas. Até as próprias situações reais do cotidiano, me inspiravam histórias fictícias. Eu fazia livrinhos artesanais de cartolina e papel, escrevia as minhas historinhas neles e pedia para outras pessoas lerem. Na 4° série, eu tive um dos meus contos publicado em um livro do meu colégio, na época. Aquele foi o primeiro estímulo para eu me tornar escritora.  

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Quem sou eu: meu epitáfio”. Poderia comentar? 

Mayara Lima: Olha, o “Quem sou eu: meu epitáfio”, surgiu de uma antiga ideia, que eu tinha de jogar uma garrafa no mar, com uma mensagem minha, e também da mórbida ideia que eu tinha de deixar um poema meu, para ser lido no dia do meu sepultamento. Desde a minha adolescência, eu tinha esses devaneios que citei acima, porém em 2015, já com uma certa maturidade, resolvi por esses meus desejos em prática. Foi nessa época que comecei a escrever o “ Quem sou eu: meu epitáfio”, primeiro escrevi o poema sobre mim e mandei traduzi-lo para 11 idiomas e só não consegui mais traduções porque o meu dinheiro não deu. Nessa época, eu tive novamente a ideia de colocar a mensagem e suas traduções em uma garrafa e lançá-la ao mar, porém, eu descobri que isso é um crime ambiental e eu ainda poderia matar uma tartaruga, pois na região litorânea em que moro, aparecem muitas tartarugas marinhas, pois, elas fazem seus ninhos aqui na praia da minha cidade. Então, ao invés de jogar uma garrafa com todas essas mensagens no mar, resolvi fazer um livro. Eu explico toda essa história nele.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Mayara Lima: Olha, eu não precisei de muita pesquisa para esse meu segundo e-book. A parte mais complicada de tudo, foi encontrar os tradutores para os idiomas que eu queria. Alguns tradutores, eu já conhecia pessoalmente, outros conheci através de indicação de amigos, de escolas de idiomas e dois eu conheci pela internet. O livro com o poema e as traduções demorou dois anos para ser concluído (2015- 2016). Porém, a capa e a diagramação dele demoraram um ano para serem finalizadas. Enquanto a publicação demorou apenas alguns meses. Da conclusão até a publicação, demorou cinco anos. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Mayara Lima: Sim. As frases em que digo:  “Sou uma coruja usuária de máscaras” , “ Sou uma carta curinga, uma águia que experimenta todos os eus ”, “ Sou uma metamorfose ambulante, uma lagarta que vira borboleta o tempo inteiro. São muito intensas e profundas.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?  

Mayara Lima: Através do meu Instagram: https: // www.instagram.com/kamila.mayara.10/

Pela minha página no Facebook: Mayara Lima Escritora

ou no link: https: // www.facebook.com/Mayara-Lima-Escritora- 107056434046023

Pelo meu e-mail : mayarameiralima@outlook.com 

Meus e-books podem ser encontrados no site da editora e-galáxia.  www.e-galaxia.com

O “ Quem sou eu: meu epitáfio” está na parte de “Poesias”.

Ou pelo link: https://www.e-galaxia.com.br/produto/quem-sou-eu-meu-epitáfio/ 

Já o “ O homem da casa verde ” é encontrado na parte de “Policial, suspense e mistério”.

Ou pelo link : https: //www.e-galaxia.com.br/produto/o-homem-da-casa-verde/ 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Mayara Lima: Sim. Tenho quatro projetos em pauta. 

Perguntas rápidas:

Um livro: A metamorfose 

Um (a) autor (a): Franz Kafka 

Um ator ou atriz: Marcélia Cartaxo 

Um filme: A hora da estrela  

Um dia especial: 13 de dezembro (meu aniversário).

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Mayara Lima: Eu gostaria muito de agradecer a oportunidade que vocês da “Revista  Conexão Literatura”, deram a mim, pois, através de vocês, eu pude divulgar para o público as minhas obras literárias. Fico bastante agradecida a vocês. Gratidão.

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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Natália Gabriela Boratti e o livro Jardim - O retorno das borboletas

Natália Gabriela Boratti - Foto divulgação

Nascida em Tijucas, Santa Catarina, no ano de 1986, porém residente em São João Batista, SC, Funcionária pública há 9 anos nessa mesma cidade, bacharela em Administração pela UNISUL e membro desde abril de 2020 da ALBAP Academia Luso Brasileira de Artes e Poesias, acredita que pela poesia pode demonstrar através de versos um mundo mais bonito e paradoxalmente, sua realidade.  

Natália, aos 17 anos quando seus pensamentos lindos de uma adolescente sonhadora, voavam como borboletas coloridas que sobrevoavam em lindos jardins, algo aconteceu. É como uma incógnita; a fez seguir para um outro caminho;  mas crê que esse foi o que Deus achou melhor para seguir. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Natália Gabriela Boratti: Na verdade gosto de escrever desde muito cedo, principalmente poesias/poemas, tenho facilidade de me expressar através da escrita. Mas digamos que oficializei meu trabalho literário quando entrei na ALBAP, convidada por um amigo também escritor/poeta, que não conheço pessoalmente mas mantenho amizade há muitos anos.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Jardim - O retorno das borboletas”. Poderia comentar? 

Natália Gabriela Boratti: Sim...esse livro é um junção de poesias feitas por mim...algumas já feitas há muitos anos, onde as colocava num blog que mais tarde foi tomado pela publicidade e por esse mesmo motivo o perdi, só que havia impresso as poesias e por isso, consegui “resgatá-las”. Então... esse livro tem no total 30 poesias, 51 páginas, poesias já feitas há algum tempo e outras criadas posteriormente, resultados de minhas experiências de vida e observação da vida. São poesias bem gostosas de ler e acredito que vão fazer você ver a vida com outros olhos.

 O livro não é grosso, porém diz o ditado: “os melhores perfumes estão nos menores frascos”.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Natália Gabriela Boratti: Na verdade não houve pesquisas, são poesias como falei anteriormente criadas há algum tempo e outras depois, mas que são resultados da minha observação e experiências de vida.

O livro em si foi criado no ano de 2018 no Clube de Autores e foi sendo reeditado aos poucos, até ser finalizado em 2021.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Natália Gabriela Boratti: Eu gostei muito da apresentação do livro, pois revela o porquê do nome do mesmo, que é chamado Jardim O retorno das borboletas, pois acredito que a gente cuidando da plantação da nossa vida... iremos ter mais flores no nosso jardim e consequentemente muitas borboletas, que por algum motivo possam estar afastadas... Na verdade, o título é uma metáfora referente a nossa vida, que fala da semeadura e da colheita, como mensagem subliminar.

Essas borboletas vem em forma de bênçãos de Deus como amigos verdadeiros e prosperidade, se no passado, você teve experiências dolorosas, pelas quais achou que tudo estava perdido, hoje você vê que as mesmas lhe fortaleceram e lhe trouxeram muitas lições de vida ensinando o que realmente importa nela! Um trecho da apresentação do livro.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Natália Gabriela Boratti: O leitor pode acessar www.clubedeautores.com.br para obter o livro e acompanhar meu trabalho literário pelo facebook, na ALBAP Academia Luso Brasileira de Artes e Poesias e me seguir no instagram @nataliaboratti, pelo facebook ou entrar em contato pelo email nate.zip@hotmail.com.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Natália Gabriela Boratti: Talvez escrever um novo livro, não de poesias, mas sobre algumas experiências de vida que passei, que me ensinaram muito sobre a vida e me tornaram a pessoa que sou hoje e consequentemente, ajudar outras pessoas através do que aprendi com a vida e venho aprendendo.

Perguntas rápidas:

Um livro: Meu livro da Consciência (365 mensagens para nossas escolhas de cada dia) /Tadashi Kadomoto.

Um autor: Augusto Cury.

Um ator ou atriz:  Admiro vários, entre eles: Tony Ramos/ Fernanda Montenegro.

Um filme: Como eu era antes de você.

Um dia especial: Com certeza o dia de minha formatura na Universidade, um dos melhores dias da minha vida, pois foi um sonho realizado.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Natália Gabriela Boratti: A vida é cheia de curvas e dificuldades, mas estas nos revelam que precisamos ser fortes para aprendermos com elas e que Deus nunca nos abandona,

Desejo que seu jardim seja colorido e cheio de borboletas, pois nascemos para sermos felizes e é isso que nosso criador deseja para nós.

Gratidão. 

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Marina Maria e o livro Os fantasmas de Mary Black, por Cida Simka e Sérgio Simka

Fale-nos sobre você. 

Moro em Nova Iguaçu - RJ, tenho 25 anos, e sou autora de romances, contos e poemas, transitando pelos gêneros do terror, suspense e fantasia. Sou professora, graduada em Letras - Português/ Inglês/ Literaturas (UFRRJ) e Tecnologia em Marketing (UNIG). Meu romance de estreia, "Os Fantasmas de Mary Black" (2015), foi lançado pela Editora Buriti; também tive a oportunidade de participar das seguintes antologias: "Buriti 100" (2015), com o conto "Sangue Falso", e "Mundos 6" (2018), com o conto "O Senhor Maravilha", ambos publicados pela mesma editora. Filha de uma professora e de um artista plástico, desde pequena sempre tive a literatura pulsando em minha vida, assim como a escrita e, com o passar do tempo, fui me interessando cada vez mais por esse universo, participando de pequenos concursos de redação e poesia na escola e, até mesmo, de um roteiro de teatro e diversas apresentações em saraus, já na faculdade. Sigo, até hoje, escrevendo e buscando inspirações através de várias formas de arte, seja a música, a literatura ou o cinema (principalmente o de horror), por exemplo. Atualmente, tenho trabalhado na revisão de um segundo romance, agora de fantasia, e postado poemas autorais nas minhas páginas do facebook e instagram.  

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que a motivou a escrevê-lo? 

Bem, posso dizer que uma das inspirações que tive ao escrever a história de Mary Black foi o excelente álbum conceitual intitulado “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory”, da banda Dream Theater, por exemplo; além de várias coisas que gosto, como as histórias de fantasmas e os filmes de suspense. Mary é uma protagonista que possui, em seu cotidiano, interesses como filmes, livros, música etc. No livro, também há um personagem chamado Julian, que é o vocalista da banda de rock Sombra do Destino, que se torna muito próximo da jovem, então trago um pouco desses elementos que mencionei para o enredo, como a questão da música novamente.

A narrativa se concentra na viagem de Mary para a casa de campo da família. Após um embaraçoso incidente envolvendo seus pais, uma faca de cozinha e sua súbita insanidade, ela busca se afastar dos seus problemas e conflitos íntimos, como o fato de se manter longe de amizades; no entanto, a garota terá de lidar não somente com os seus fantasmas interiores, mas com figuras verdadeiramente sobrenaturais, como a ruiva de branco, uma sombra com voz familiar e... um menininho sem rosto! – tais personagens a conduzirão a um mistério a ser resolvido, que prenderá a atenção do leitor até o final.  

Como analisa a questão da leitura no país? 

Bem, recentemente, tivemos a proposta do governo para a arrecadação de impostos sobre os livros, o que dificulta ainda mais o acesso à leitura, já que, de acordo com a difícil realidade brasileira, o livro é colocado, frequentemente, como um objeto distante das pessoas, alheio ao cotidiano como um item de caráter não essencial. Por outro lado, tenho visto as redes sociais e seus clubes de leitura como ferramentas poderosas, não somente na divulgação do trabalho de autores, principalmente os nacionais, mas no movimento de promoção de diálogos sobre literaturas, na troca de conhecimentos entre pessoas de diversos lugares e meios. Sobretudo em tempos de escassez de posturas reflexivas e críticas acerca dos mais variados temas, são necessárias ações que viabilizem o acesso da população à leitura e ao livro, não o contrário.  


O que tem lido atualmente? 

Recentemente, li um livro de crônicas da maravilhosa Marina Colasanti: “Os Últimos Lírios no Estojo de Seda”, a escrita dessa autora me encanta e é uma inspiração para mim através das imagens que ela constrói em suas narrativas. Li há pouco, também, um clássico da literatura de ficção científica, de Robert Louis Stevenson: “O Médico e O Monstro”, que é uma obra fundamental para os apreciadores do gênero. No mais, sempre gosto de ver um pouco de poemas visuais nas páginas que acompanho na internet, além de outros textos de autores menos conhecidos do público.  

Como o leitor interessado pode conhecer mais sobre seu trabalho? 

O leitor ou leitora pode adquirir meu livro “Os Fantasmas de Mary Black” na minha página do facebook por inbox (https://www.facebook.com/OsFantasmasdeMaryBlack); as cópias são limitadas, então aproveitem a chance! (risos). Para acompanhar as publicações dos meus poemas, e conhecer mais sobre o meu trabalho, também é possível acessar minha página no facebook Palavras e coisas que explodem (https://www.facebook.com/Palavrasecoisasqueexplodem), bem como o perfil no instagram (https://www.instagram.com/palavrasecoisasqueexplodem).  

Quais são seus próximos planos/ projetos? 

Estou em busca de uma nova editora para fazer o relançamento de “Os Fantasmas de Mary Black”, então espero que em breve mais pessoas tenham acesso e possam conhecer essa trama. Quem sabe venha um filme, se houver oportunidade? (risos). Também pretendo finalizar o processo de revisão do meu segundo romance, de fantasia – um projeto que venho desenvolvendo já há bastante tempo –, e publicá-lo da melhor maneira possível; além de continuar divulgando meus textos, sejam romances, contos ou poemas.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

As lições sobre exclusão e preconceito do Corvo José

 

Isabel Cintra - Foto divulgação

Escritora com obras lançadas na Europa, Isabel Cintra publica livro infantil tendo como protagonista um pássaro negro e deixa mensagem sutil contra o racismo

José, um corvo que sonhava voar ao lado dos imponentes pombos brancos. Coruja Mafalda, a chefe do serviço postal do bosque, inflexível e autoritária, traçava com rigor a rota de cada pombo-correio. Os personagens marcantes formam a história de Corvo-Correio, um livro infantil cuja história tocante e inspiradora coloca a escritora Isabel Cintra em posição de destaque não apenas no cenário brasileiro.

A obra também foi lançada em Angola, onde a autora participa de outros projetos e publicou um livro sobre a infância da Rainha Nzinga de Angola, em dezembro de 2020. Ela tem participado de produções e eventos que divulgam a literatura em língua portuguesa fora do Brasil, especialmente na Europa, em cidades como Frankfurt, Paris e Londres. Recentemente, lançou uma coleção de contos de fadas nos EUA.

Paulista da cidade de São Joaquim da Barra, Isabel vive em Estocolmo, capital da Suécia. A mudança de país começou por Portugal, para onde se mudou com o irmão, o ilustrador e desenhista Zeka Cintra, e lançou seu primeiro livro em 2015. Até o momento, são sete títulos publicados, todos contando com o talento nato do irmão.

Em Corvo-Correio, a singular parceria resulta em uma simbiose de palavras e cores que expressam valores como tolerância, igualdade e representatividade. “Uma forma de falar de racismo sem mencioná-lo”, explica a autora, que tem a sutileza e leveza como estratégias para levar ao público infantil a discussão de assuntos tão complexos quanto estes.

O corvo tomou fôlego e foi direto ao assunto:
Eu quero fazer uma inscrição para ser carteiro!
A coruja, tranquilamente, sem interromper o que estava fazendo, respondeu:
– Mas você é um corvo! Certamente, já deve ter ouvido dizer que os corvos não servem para carteiros. Todos sabem disso!
(Corvo-Correio, P. 8)

O protagonista Corvo José, ao ser combalido pelas negativas da Coruja Mafalda, dá mostras de que a resiliência e a força de vontade podem superar obstáculos aparentemente intransponíveis. Uma história encantadora e fácil de se identificar. Afinal, quem nunca desanimou diante das adversidades, ainda mais quando o pré-julgamento se apresenta, irredutível?

FICHA TÉCNICA
Título: 
 Corvo-Correio
Autora: Isabel Cintra
Editora: Mazza Edições
ISBN: 978-85-7160-722-4
Páginas: 32 páginas   
Formato: 21 x 21 cm
Preço: R$ 28,50 
Link de venda: http://amzn.to/3nFyVAW

Sinopse:  A história de um belo corvo pretinho – pretinho! – que por toda a vida sonhou voar ao lado dos imponentes pombos branquinhos – branquinhos! e fazer parte do tradicional grupo dos pássaros mensageiros. Um sonho impossível, segundo a chefe dos correios do bosque, a Coruja Mafalda. Os corvos não eram bem-vindos ao seleto grupo dos pombos-correio. Uma história divertida que trata de importantes temas como diversidade e tolerância. Vamos voar com o Corvo José nesta linda aventura?

Sobre a autora: Paulista de São Joaquim da Barra, Isabel Cintra acredita no poder dos livros em mudar pessoas, bem como na importância da representatividade estar presente em sua escrita. É autora de Bem-vindo à cidade, Lisboa, 2016, participou da I Antologia Internacional do Mulherio das Letras – Contos e Poesias, do IV Sarau da Paz – Ausburg, 2018 e, com o conto Corvo-Correio, esteve entre os premiados do Prêmio Off Flip de Literatura 2017, em Paraty (RJ). Atualmente vive em Estocolmo, Suécia.

Redes sociais:
Facebook: Isabel Cintra
Instagram: @isabelcintra_author

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Zenilda Ribeiro da Silva e o livro Poesia na Pandemia


Zenilda Ribeiro da Silva, é filha de agricultores, nascida numa família de nove filhos. Cresceu na roça e lá aprendeu a apreciar o luar, as estrelas, os pássaros, a vida que a nós se manifesta nas pequenas coisas. É professora da rede estadual da Paraíba, possui Mestrado em Letras, feito pelo programa Profletras/UFCG. Compreende a linguagem, falada ou escrita, como sendo uma das mais belas manifestações do Criador, através da qual a criatura pode, por meio das interações e trocas, fazer-se e sentir-se sujeito, criando e recriando mundos. Vê na arte literária, (poesia ou prosa), a maneira pela qual esse sujeito pode humanizar-se, transformar-se e ajudar a transformar o mundo aos eu redor. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Zenilda Ribeiro da Silva: Pergunta interessante, pois não nasci num ambiente onde me fosse favorável o acesso à leitura literária, logo, esse era um mundo um tanto distante da minha realidade até chegar à vida adulta. Meus primeiros contatos com a leitura eram basicamente leituras religiosas, mas foram essas experiências que formaram a leitora que hoje sou, e posso dizer que foram elas que me introduziram no meio literário, pois antes de ser escritora, sou uma leitora. Mas meu contato primeiro com a Literatura foi na graduação, mais especificamente depois da leitura de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco. Essa obra me despertou para a percepção do poder transformador, catártico da Literatura. Em seguida passei a mergulhar nos autores brasileiros, fascinei-me por Clarice Lispector, Cecília Meireles, Machado de Assis. Essas, posso dizer, são minhas bases onde busco me orientar dada a beleza da escrita. A partir daí passei a exercitar também a escrita, mas como uma forma terapêutica nos momentos de dificuldades. Depois vieram as redes sociais e passei a escrever sobre experiências, sobre questões sociais etc. Depois, com o ingresso na docência, passei a escrever crônicas, especialmente para ler em sala e ajudar aos alunos na desmistificação do processo da escrita. Ao concluir o Mestrado publiquei a minha pesquisa e pensei em dar continuidade desenvolvendo a temática para uma outra publicação. Vieram outras demandas e parei as pesquisas, continuei apenas com minhas crônicas, mas guardadas, compartilhando-as apenas com um amigo professor e escritor. Até que um dia ele começou a me incentivar a publicação independente daqueles textos, enfim, foi mais ou menos por aí que tudo começou.

Conexão Literatura: Você é autora do livro Um "Poesia na pandemia – Poemas para inspirar, denunciar e motivar”. Poderia comentar? 

Zenilda Ribeiro da Silva: Sim, então, como falei, escrevia crônicas sobre vivências da sala de aula, da minha relação com a minha filha, do meu cotidiano. Mas a chegada da pandemia, como foi para toas as pessoas, no mundo todo, nos colocou numa situação de provar a nossa resiliência. Como se não bastassem as dificuldades que já são enfrentadas por nós, professoras e professores, no regime presencial de ensino, no ensino remoto essas questões se agigantaram. Associe-se a toda essa montanha de situações novas que não nos permitiam aceita ou não. Era aceitar ou aceitar, rsrsrsrs, sou mãe de uma criança que é do grupo de risco, que em 2019 passou por três pneumonias, três internações. Daí você se vê num momento em que um vírus como esse, que pode está em qualquer lugar, precisa se isolar em casa (algo traumático para uma criança de 4 anos), isolar-se dos seus familiares e amigos e conviver com seus medos, suas limitações, as limitações do outro, pois a convivência acentua essas questões, com seus pares de profissão passando por severas dificuldades para se adaptarem a essa realidade e você olha para um lado e para o outro e diz: preciso me fortalecer e fortalecer os demais, preciso de uma janela, que não seja simplesmente uma tela, mas algo que possa ultrapassar a tela fria do celular e abraçar as pessoas a quem amo. Então comecei a escrever poemas, sempre ao amanhecer e compartilhar via redes sociais, com grupos do trabalho, da família e amigos. A experiência foi muito boa, pois ao mesmo tempo em eu escrevia, poderia ir olhando para aquele sofrimento de uma forma mais leve. Essa prática foi e continua sendo para mim uma atividade salvadora, a arte que salva, como diz Nietzsche, “A arte existe para que a verdade não nos destrua”. Creio que essa foi a ideia do Poesia na Pandemia, que inicialmente era só um projeto sem pretensões de publicação. Mas com a aceitação e a importância que se mostrou para o momento, resolvemos fazer a autopublicação.

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Zenilda Ribeiro da Silva: A maioria dos poemas que escrevi e que escrevo nascem pela manhã ou nas madrugadas. Geralmente escrevo após um momento de meditação, leitura (Bíblica e outra leitura), um momento de oração, uma leitura da realidade por meio dos noticiários. Depois, como forma de lidar com as situações, parto de uma palavra, uma notícia, uma angústia que estou vivenciando e transformo em um poema. Mas também há aqueles que surgem num momento de interação com minha filha, numa caminhada que faço. A poesia está na vida, em todas as suas nuances, seja nos momentos de deleite ou de dor, que, a gente tenta transformar, ou pelo menos amenizar, colocando no papel em forma de poema, creio que é isso, porque tem sido assim. Me inspiro para escrever(como modelo, entende?) nos diferentes escritores que conseguem me tocar, que tocam minha alma, como Fernando Pessoa,  Clarice Lispector, Cecília Meireles, Conceição Evaristo, Bráulio Bessa, mas a inspiração nasce da contemplação da vida, como falei anteriormente, seja qual for o momento vivido, especialmente os momentos com minha filha, que muito me ensinam. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Zenilda Ribeiro da Silva: Sim, sim. Há um poema do qual gosto muito, que fiz pensando no sofrimento de professores angustiados com a pouca participação dos alunos nas aulas remotas. Senti nas falas de alguns uma dor muito grande e busquei um texto para animá-los. O título do poema é PRA INICIAR A SEMANA. Segue um trecho:
Pra começar a nova semana. 
Reavivar as esperanças. 
Uma dica é ter em mente. 
Que nessa viagem que é sua vida.
Assumir a cada dia. 
A função de pilotar.
Novas rotas sempre traçar. 
E se mesmo assim não alcançar. 
As metas que planejou. 
Reconhecer aonde chegou. 
Os esforços que empregou.
E tudo que já conquistou. 
Vai te abrir pra descobrir. 
Sem sofrer ou se punir. 
Onde também fraquejou. 
Sabendo que até as falhas. 
Podem muito te ensinar.
Seja grato e se aceite. 
 
Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Zenilda Ribeiro da Silva: Este e outros livros nossos estão disponíveis para compra na maioria dos Marketplaces, especialmente na Amazon. Foram publicados de forma independente, inicialmente pelo Clube de Autores. Depois coloquei também à venda na Bok2. Todos os links para acesso e compra se encontram no link na minha página no Instagram. Através do meu IG também posso trocar ideias e interagir com leitores, já que faço publicações diariamente de trechos de poemas inéditos ou já publicados.

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Zenilda Ribeiro da Silva: Ler bastante, escrever bastante, procurar criar o hábito da escrita, pois quanto mais escrevemos, mais vamos nos aperfeiçoando. Se escute e escreva com alma, mesmo que deixe transparecer muito de você. Não tenha medo de se expor por meio dos seus textos. Não baixe a cabeça diante das críticas, pelo contrário, encare-as de alma aberta, isso ajuda a crescer, porque nos ajuda no autoconhecimento. Tenha amigos com quem compartilhar os seus escritos e de quem possa receber feedbacks. Procure conhecer a KDP da Amazon e as plataformas de autopublicação. Seus escritos são necessários para alguém, divida-os com o mundo, seja com editora ou não. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Zenilda Ribeiro da Silva: Sim, já há um projeto em andamento. Seria para o início deste ano, mas estou passando por umas demandas familiares e precisei adiar um pouco, mas vem um livro preparado com muito amor, com momentos da mãe, da filha que acompanha a mãe idosa com Alzheimer, da mulher que passa por diferentes crises nos dia-a-dia. Na feitura do tempo, está no forno, rsrsrs.

Perguntas rápidas:

Um livro: A paixão segundo GH – Clarice Lispector
Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro
Um filme: Sociedade dos poetas mortos
Um hobby: Assistir filmes com minha filha e viajar com ela nas fantasias
Um dia especial: O dia em que descobri que seria mãe.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Zenilda Ribeiro da Silva: Só agradecer por este espaço para que possa divulgar o nosso trabalho, mas, acima de tudo, por poder me fazer conhecer pelo público leitor da Revista Conexão Literatura. Dizer que sempre é possível, mesmo num ano de tanta dificuldade como foi o que terminou, que ainda seguimos vivenciando, encontrar sentidos e caminhos para a vida. E que a Literatura me proporcionou isso e pode proporcionar pra você, caro leitor. Desejar um Ano melhor para nosso povo e para vocês que fazem a revista. Grande Abraço.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Maria Vitória Bernardes e o livro O Vaso, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Nasci e cresci em Belo Horizonte, morei alguns anos fora do país e quando voltei entrei para a faculdade de Jornalismo. Formei-me na metade deste ano e comecei a escrever “O Vaso”, meu primeiro romance, no penúltimo semestre do curso. Apaixonei-me pela literatura aos 12 anos e nessa mesma idade comecei a escrever. Pouco depois decidi que seria escritora, mas só consegui me considerar uma quando atingi meu objetivo principal: escrever um romance. Durante esses mais de dez anos, escrevi quase todos os dias. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?

A ânsia de contar histórias e me expressar, primeiro por imagens e depois pela escrita, surgiu muito cedo. Já tinha decidido ser escritora e a meu ver era uma questão de tempo. O que me faltava para começar “O Vaso”, ou qualquer outro livro, era a vivência. Com 24 anos me senti segura o suficiente para dar início ao projeto, mas foi tudo muito espontâneo. Um dia na faculdade, esperando o estágio começar, fui para o laboratório de informática e pensei: “quer saber? Vou começar a escrever um livro, definir uma meta de palavras totais, uma diária e um prazo!”. Assim eu fiz. Comecei a história e ela foi se desenrolando sozinha, os personagens iam se mostrando para mim e escolhendo os caminhos que definiram a narrativa. Quatro meses depois, “O Vaso” estava pronto!

E além dessa vontade de “começar logo” a escrever, o filme “Amor à Flor da Pele”, de Wong Kar-Wai, foi uma forte influência na história do livro, assim como algumas músicas cubanas e espanholas. Gosto de escrever ouvindo músicas e o cinema é uma grande fonte de inspiração para mim.

Como analisa a questão da leitura no país?

Acho que é muito complexa. Envolve acesso à cultura e educação, taxas de analfabetismo, o preço dos livros, o mercado editorial. É difícil fazer uma análise sem passar muito tempo investigando a pluralidade do nosso país. O Brasil é muito vasto e diverso. Mas acredito que o aumento do acesso à internet tem ajudado muito a melhorar algumas dessas questões. Gosto de acreditar que o futuro será promissor e os brasileiros vão ler cada dia mais! E espero que deem mais chances aos autores nacionais também!

O que tem lido ultimamente?

O último livro que li foi de um dos meus autores favoritos, o japonês Osamu Dazai, e chama-se “Joiseito”, infelizmente ainda sem tradução para o português. Agora estou lendo Carta de Pequim, da Pearl S. Buck. Ambos são autores de que gosto muito. Além desses, ando lendo muito os trabalhos da Marguerite Duras. 

Quais foram os livros que mais te marcaram? 

Bom, tem alguns! Acredito que posso começar por Verão no Aquário, de Lygia Fagundes Telles. Foi o primeiro romance dela que li e me apaixonei pela história e pela escrita. Tanto que fiz meu TCC sobre uma coletânea de crônicas da Lygia. Depois, eu diria que foram as novelas escritas pelo Dazai, “O Declínio de Homem” e “Pôr do Sol”, e agora “Joseito". Por fim, “Memórias de Adriano”, da Marguerite Yourcenar. Todos foram livros que tiveram grande impacto na minha forma de pensar, escrever e ver o mundo, e pelos quais tenho grande carinho. Encaro esses autores como meus professores; aprendi muito com eles sobre as histórias que desejava contar.

Link para o livrohttps://www.editoraletramento.com.br/produto/o-vaso-484


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Nayara Lemes e seus livros


Nayara Lemes
é autora internacional. Tem um diploma em literatura medieval francesa em diplomacia e relações internacionais. Interessa-se pelo meio-ambiente e pelo humanitário. Fala português, francês, inglês, espanhol e holandês. Trabalha dia a dia para o despertar das consciências. Vive com a sua família na Bélgica, onde combina a paixão pela escrita e os treinos de yoga.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Nayara Lemes: Há 5 anos eu comecei a escrever uma história para ajudar mulheres. Mas eu nunca tinha tempo de terminar. Com a pandemia, eu fiquei desempregada e pude me dedicar aos livros. Foi assim que eu lancei o meu livro “Cidade das mandalas”, o primeiro da Coleção Kundalini, composta de 3 livros.

Atualmente, eu tenho mais dois projetos: um para o mês de janeiro 2021, Flor de mandala, e o outro para o mês de maio 2021, A Grande mandala. Para mais informações visite

https://www.facebook.com/nayara88

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Cidade das mandalas”. Poderia comentar? 

Nayara Lemes: Paris é uma cidade viva, em todos os sentidos do termo, com aquelas ruas, os monumentos que te transportam para o passado e a onipresença da Torre Eiffel. O que existe lá que dá vida a cidade? E será que todos vêm e sentem a mesma coisa? O que faz que uma pessoa tome uma decisão quando a cidade parece te ajudar ou te atrasar a vida? Quando eu comecei a me interessar por esses motivos profundos que influenciam as pessoas, eu comecei a ver mandalas em todos os lugares. Eu entendi que nada acontece por acaso. O resultado é um livro que visa ajudar mulheres a se tornarem mestras de sua própria vida, de sua própria jornada.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Nayara Lemes: A minha pesquisa foi a minha própria experiência e a minha vontade de buscar algo novo, de escrever livros e de ajudar as pessoas. Isso se intensificou quando eu comecei a me interessar por yoga e a reconhecer as mandalas em todos os lugares, objetos e mesmo em coisas que não via. Começou há 5 ou 6 anos e só terminará quando eu passar para o outro lado do Véu. Mas o livro eu concluí esse ano (risos).

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

Nayara Lemes: 

“— Esse já é o quinto reagrupamento dessa semana. Toda essa gente, respirando o mesmo ar viciado… tsc tsc tsc, nada saudável. — Explicou Michel. — A multidão estava ontem atirando pedras no Palácio da Justiça e mesmo contra as outras pessoas. Veja. 

De onde estávamos, os seus dedos apontaram algumas janelas em reforma no primeiro andar do antigo prédio parisiense.  

— Engraçado que ontem de madrugada, quando ninguém mais estava na rua, também ouvi barulho de pedras sendo atiradas e estilhaçando os vidros. 

— De madrugada? Esse povo perdeu a noção de quando é hora de fazer barulho. Você chamou a polícia? 

— O engraçado, Kundalini — ele se aproximou sob um tom de confidência — é que não tinha ninguém na rua!

— Como assim? Então quem estava jogando pedras? 

Dando uma piscadela, Michel fez um movimento de pescoço, chamando-me. 

Andamos um pouquinho até uma gárgula bizarra parada no meio de um triângulo que unia três ruas pedestres. Estava ligeiramente inclinada para baixo e as suas garras demoníacas pareciam prontas para apanhar uma das pedras soltas da calçada, bem embaixo do monumento. 

  Eu encarei o feio monumento. Depois Michel. 

— E? — Perguntei-lhe. 

— Veja o que ela está fazendo. 

O meu olhar depositou-se novamente sobre a gárgula. 

— Está abaixada e parece que vai pegar uma pedra para atirar. 

— Exato. — Disse ele, parecendo de repente não tão perdido. — Essa gárgula é uma estátua de pé. Veja. 

Michel tirou o telefone celular do bolso e mostrou-me a foto de uma gárgula idêntica em pé.  

Eu observei a foto sem acreditar muito no que ele dizia. 

— Você com certeza se enganou. Essa não é a mesma gárgula! 

Michel não se deixou abater. Zapeou para a foto seguinte com o dedo polegar. 

— Veja essa. Eu passei aqui ontem, a gárgula estava um pouco inclinada. Hoje está literalmente abaixada. E veja! 

O seu dedo indicou a direção de uma casa, com vidros quebrados. 

Os meus olhos reviraram de impaciência para o Véu poluído. 

— E agora as gárgulas se movem? 

O seu olhar azul lutou contra o meu. Tinha um quê de ingenuidade, como uma criança e eu não pude conter a risada.  

— Você é realmente uma figura, alguém já te falou isso, Michel? 

O rapaz não se deu o trabalho de tentar me convencer. Simplesmente pegou o celular, tirou uma terceira foto da gárgula como ela estava, deu-me adeus e começou a andar na direção oposta. 

— Calma, calma. Não tome pessoalmente. 

Quieto, os lábios costurados, Michel interrompeu os passos e fitou-me. Os seus olhos azuis vítreos estudaram-me por dentro. Senti um arrepio na espinha. 

— Estou calmo, Kundalini. Mas não perderei o meu tempo tentando convencer quem me toma por um débil. 

A sua cabeça pendeu sobre o pescoço e balançou, mesmo a sua fala acabada, lembrando-me aqueles cachorrinhos de outrora que se colocava atrás do carro. Por dentro, eu estava morrendo de rir, mas não podia deixá-lo partir daquela maneira. 

— Eu não o tomo por um débil. — Tentei desculpar-me segurando-o pelo antebraço e a sua cabeça girou em minha direção, balançando mais ainda. — É que eu entendi que, para você, as gárgulas, estátuas de pedra, estavam atirando coisas em casas e quebrando vidros. 

— Não foi isso que eu disse. — Ele sublinhava as palavras. — Foi o que eu mostrei. 

Os seus olhos piscaram e um sorrisinho tornou a nascer de leve no canto da boca, como se ele estivesse aguardando para ver como eu me sairia dessa. 

Inspirei para responder e mudei de ideia no caminho.  

Sacudi os ombros. 

— O mundo exterior parece nos imitar, não? — Sugeriu Michel numa atitude desprendida.  — O que pensamos aqui dentro parece se reproduzir aqui fora não é? 

Os meus olhos correram da multidão até a gárgula. Da gárgula até a multidão. Uma era a imitação da outra. 

Não era possível.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Nayara Lemes: Você pode acessar a minha página no facebook https://www.facebook.com/nayara88. Para adquirir os meus livros, tudo acontece via Amazon. Tanto e-book quanto impressão sob demanda. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Nayara Lemes: 

Sim. No site da Amazon, já está disponível para pré-venda o “Flor de mandala”, um livro para mulheres líderes e empreendedoras. O lançamento é dia 27 de janeiro no kindle. https://www.amazon.com.br/Flor-mandala-Nayara-Lemes-ebook/dp/B08R2TQNLP/ref=pd_rhf_dp_p_img_1?_encoding=UTF8&psc=1&refRID=D6GGY0G4Y592M6801386

Nessa história, a protagonista Lia, lésbica, se vê obrigada a cumprir um pacto e ir para o altar com Jacob, o amor da vida da sua irmã Raquel. Inspirado de um poema de Camões, Lia deve assumir o seu passado para poder realizar a sua ideia de expandir o negócio de família, renovando-o e transformando-o numa empresa eco-sustentável. Enfrentar o seu passado, as consequências de suas ações e aprender a perdoar são lições que ela deve aprender. P 

Outro projeto para 2021 é “A grande mandala”, sequência de “Cidade das Mandalas” que também já está disponível para pré-venda no site da Amazon. https://www.amazon.com.br/Cidade-mandalas-Cole%C3%A7%C3%A3o-Kundalini-Livro-ebook/dp/B08QVN6K2K/ref=sr_1_2?dchild=1&qid=1608641141&refinements=p_27%3ANayara+Lemes&s=digital-text&sr=1-2&text=Nayara+Lemes

Kundalini, protagonista em “Cidade das mandalas”, entende o que a morte do seu pai representou na sua vida. Em “A grande mandala” ela deve rever a relação com a sua própria mãe e os mistérios que acercam o seu nascimento.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Amante, por Marguerite Duras

Um (a) autor (a):  J. K. Rowling

Um ator ou atriz: Camille Cottin e Will Smith

Um filme: O jantar dos malas ou Le dîner de cons

Um dia especial: Todos!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Nayara Lemes: Seja a mudança que você deseja ver no mundo.


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domingo, 13 de dezembro de 2020

Vanessa Sueroz e o livro Minha Sogra é Demais


Vanessa Sueroz é uma paulistana de 30 anos de idade, 1.60 de altura e formada em Ciências da Computação e atualmente mora na Alemanha com seu marido. Ama ler e escrever, principalmente livros leves e divertidos. Autora independente e que adora conversar sobre livros, viajar e dançar, apesar de não ser muito boa nesta última parte. Vanessa já tem vários livros publicados sendo “Confusões em Paris” seu romance de estreia e “Eu te amo mais e outros contos” seu último livro.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Vanessa Sueroz: Isso já faz muitos anos! Comecei a escrever com uma máquina de escrever que minha mãe me deu quando criança quando eu tinha por volta de 7 ou 8 anos. Quando estava com 13/14 anos eu já tinha acesso a internet e comecei a publicar fanfics no Orkut para finalmente publicar meu primeiro livro impresso em 2008 – Confusões em Paris. Desde então escrevo tanto originais como ainda continuo nas fanfics em sites como o Wattpad.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Minha Sogra é Demais”. Poderia comentar? 

Vanessa Sueroz: Minha sogra é demais é meu último romance publicado agora no último dia 11. Conta a história de David, um rapaz que esta apaixonado por Isabella, sua colega de faculdade e ele vai aproveitar as festas de final de ano, visitá-la com os amigos e tentar conquistar esta mulher. Todos já tinham tudo planjeado, até que eles conhecem a futura sogra de David e tudo muda!

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Vanessa Sueroz: Minha sogra é demais demorou em média 6 meses para ser escrito, mas mais um ano para ser revisado, editado e ganhar a forma que ele tem hoje. Foi muito trabalho e dedicação e espero de coração que os leitores gostem e se divirtam muito durante a leitura.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Vanessa Sueroz: Escolher um único trecho é muito difícil, mas acho que este vai dar o tom do livro para quem ficou curioso:

“— Cantaram? Então você espantou o amor da sua vida com essa sua voz? — respondeu o Jack inconformado. 

— Amor não vê essas coisas! — comentou o Alexandre, sábio como sempre.”

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Vanessa Sueroz: Paciência e muita revisão. Escrever será a parte fácil do trabalho. Hoje em dia o autor tem que ser uma editora inteira e entender muito de marketing o que dificulta muito o processo.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Vanessa Sueroz: Minha sogra é demais, assim como todos os meus outros livros e contos estão disponíveis na Amazon. Minha sogra está disponível em formato de ebook, físico e no kindle ilimitado.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Vanessa Sueroz: Infelizmente não estou trabalhando em outros projetos, mas para quem gosta de comédia romântica já tem 7 livros meus ai para conhecer. As vezes até vocês terminarem de ler todos eu já tenha algum outro em vista.

Perguntas rápidas:

Um livro: Poliana

Um (a) autor (a):  Meg Cabot

Um ator ou atriz: Anne Hathaway

Um filme: Para sempre cinderela

Um dia especial: Meu casamento

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Vanessa Sueroz: Muito obrigada a todos que deram ou vão dar uma chance ao meu trabalho. Espero que vocês gostem muito e se divirtam bastante durante a leitura. Boa Leitura!

REDES SOCIAIS DA AUTORA:

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Conheça o livro My Little Big World, da autora Renata Costa


My Little Big World is a book dedicated to promoting a better understanding of the behaviors of autistic children in an accessible and fun way. Written both in English and Portuguese, this book aims to educate friends, family, and those around an autistic child.Meu Pequeno Grande Mundo é uma obra infantil criada para ajudar famílias e amigos de crianças autistas a entenderem seus comportamentos. Escrito em inglês e português, o objetivo desse livro é ser acessível a todos que convivem com uma criança autista.


Autora: Renata da Costa

Item Weight : 2.46 ounces

Paperback : 27 pages

ISBN-10 : 1949868028

ISBN-13 : 978-1949868029

Publisher : Underline Publishing LLC (July 20, 2019)

Dimensions : 8.5 x 0.07 x 8.5 inches

Language: : English

Para adquirir, acesse: https://www.amazon.com/Little-Big-World-Renata-Costa/dp/1949868028

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Renata da Costa e o livro “My Little Big World - Meu Pequeno Grande Mundo”

Foto divulgação

Renata da Costa
é Goiana, Professora, Escritora, Atriz, Produtora Executiva, Artesã, Fotografa, Mãe e Autista. Membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira. Ama escrever desde os 12 anos e faz da escrita o seu porto seguro. Autora da obra Meu Pequeno Grande Mundo que fala sobre seu filho autista e também escritor, autor da obra I love you Mamma. Ambos disponíveis pelo Amazon. Já escreveu poesia,conto,teatro,paródia e infantis. Possui poemas e contos publicados em várias antologias, inclusive em Portugal.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário

Renata da Costa: Eu escrevo desde os meus 12 anos. Já passei pela poesia, contos, paródias, teatro e agora literatura infantil. Sempre amei escrever.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “My Little Big World - Meu Pequeno Grande Mundo”, com ilustração de Natália Soares. Poderia comentar? 

Renata da Costa: Este livro relata como é o comportamento de um autista em diferentes ambientes e ensina o leitor pela voz de um autista como lidar com ele.Fiz após o diagnóstico do meu filho e mandei pra escola e para os amigos aprenderem sobre ele.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Renata da Costa:As pesquisas nunca acabam, mais este livro foi concluído em 1 ano mais ficou na gaveta por 3 anos.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro? 

Renata da Costa: É só acessar o site da Amazon: clique aqui.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Renata da Costa: Com certeza. Já tenho 3 livros infantis prontos pra publicar, estou a escrever mais 2 infantis, minha autobiografia fora os 8 de poema, mais só tenho 2 aqui comigo.

Perguntas rápidas:

Um livro: Lira dos 20 anos

Um (a) autor (a):  Alvarez de Azevedo

Um ator ou atriz: Putz lol Eu mesmo, eu sou atriz

Um filme: 

Um dia especial: O dia que meu filho nasceu.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Brendda Neves e o livro Versos Inversos


Sou jornalista, natural de Linhares-ES (1979). Membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira-AILB e da Associação Capixaba de Escritores-ACE. Não gosto de ser chamada de poetisa: tira a potência da palavra ‘Poesia’ e me sinto segregada do universo masculino de poetas. Leio de tudo! Comecei com os gibis da Turma da Mônica. Minha mãe lia contos infantis para os três filhos. Na casa de minha avó materna havia uma estante e com doze anos li “Romeu e Julieta” (Shakespeare) e “Noites Brancas” (Dostoiévski). Minha paixão é escrever e é tanta que sonho com os versos, acordo e anoto na caderneta. Gosto de música, fotografia, jardinagem, filmes e séries. Meu esporte preferido é natação. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Brendda Neves: Com nove anos de idade eu li “O gato preto” de Allan Poe e foi tão impactante que quis imitar e escrevi uma estória, com o mesmo título, de presente para minha madrinha. Me inscrevi num concurso literário aos treze anos com uma crônica sobre uma barata, pois havia lido “A Metamorfose” de Franz Kafka. Não ganhei rsss. No segundo grau técnico em Edificações, na Escola Técnica Federal do Espírito Santo, em Colatina-ES, hoje IFES, houve um concurso de poesia promovido por nossos professores de Literatura. Eu tinha quinze anos de idade na época e fiz o meu primeiro poema ‘Encontro de almas’. E, claro, não venci o concurso rsss. Porém, nunca mais parei de escrever. Descobri a poesia em mim. Sou praticamente uma autodidata. Apesar de ter descoberto o dom passei a estudar sozinha as técnicas de versificação, figuras de linguagem, rimas, ritmo, tipos de estrofe para lapidar minha poesia. Aos vinte e poucos anos realizei meu primeiro sonho literário: fui aceita como membro da Academia Jovem Espírito-santense de Letras (AJEL), pioneira em seu segmento juvenil de letras no país, idealizada por meu amigo escritor Leonardo Monjardim, fundada em 23 de junho de 2001 e sede em Vitória-ES. Tive a participação em duas antologias: Jovens Escritores Capixabas (2002) e Antologia AJEL 2008.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Versos Inversos”. Poderia comentar? 

Brendda Neves: “Versos inversos” é meu primeiro livro solo de poesia. É a realização de um sonho com o apoio da família, especialmente minha mãe e esposo, a quem o livro é dedicado. Organizado e editado de forma totalmente independente. Nele os versos podem ser inversos, reversos, avessos e travessos a depender da interpretação do leitor com sua subjetividade.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Brendda Neves: “Versos inversos” levou oito anos para ser finalizado. Ao ler e reler o original julguei que não havia mais nada a ser acrescentado nele. Fiquei satisfeita com o conjunto de poemas nele contido. É difícil determinar um ponto final para um livro de poesia. Neste livro eu brinco que ele não tem início, nem meio e nem fim! O leitor pode abrir na página que quiser e começar a ler. Não há uma ordem. Para alguns poemas fiz uma seleção de frases ou versos de escritores que eu amo e que julguei que seria uma forma de dizer o que não consegui. Pois é impossível dizer tudo num poema, sempre fica algo por dizer. Como editei sozinha tive de pesquisar e aprender sobre tudo o que diz respeito a parte técnica de um livro: ISBN, ficha catalográfica, direito autoral na Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Brendda Neves: Sim, o poema “Versos inversos” que dá nome ao livro:

Todos os versos de amor já foram escritos

As mais belas canções todos conhecem

Falta-me desvendar o que não foi dito

Encontrar as palavras que aquecem

Estes versos parecem não ter sentido

São inversos ao que eu gostaria de revelar

Falta-me coragem para lhe entregar

Tudo o que há ainda para ser dito (...)

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Brendda Neves: O escritor, seja qual for o seu gênero literário, tem de ser antes um leitor! Para que seu vocabulário seja muito amplo e tenha, na hora de escrever, acesso a uma gama extensa de palavras para expressar o que sente e pensa. Não tenha receio de imitar algum grande escritor, pois todos nós começamos assim. Só depois encontramos a nossa voz, o nosso estilo e lapidamos a nossa escrita. Não deixe seus escritos na gaveta, peça para alguém ler, aceite as críticas e participe de concursos literários. Utilize as redes sociais para divulgar o que escreve. Fique atento aos editais de cultura municipal e estadual e inscreva seu original.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Brendda Neves: “Versos inversos” está em pré-venda no site da Editora Clube de Autores. Também disponível em formato digital ePub e PDF. Pode ser encontrado em alguns sites como Amazon, Livraria Cultura, Google play e Ratuken Kobo. Podem me seguir no Instagram literário @coraverblue (neologismo meu) e também minha página de poesias cristãs no Facebook @poetisadedeus. Também tenho alguns poemas nos sites Luso Poemas, Recanto das Letras e A Magia da Poesia.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Brendda Neves: Com certeza! A poesia não deixa de fluir em mim. Farei o lançamento de “Versos inversos”, na Academia de Letras de Vila Velha (ES), data ainda a ser definida. Já tenho editado, também de forma independente, um livro de haicais “Colibris poéticos” e também um exclusivo de poesias cristãs católicas “Uma gota de amor”. E em fase de edição um livro de poemas psicológicos e autobiográficos, frutos de minhas sessões de análise, “Poeta no divã”. Tenho dois livros originais, inscritos em concursos literários “Luna” (concurso internacional) e “Bacinzium” (um neologismo meu, também autobiográfico e psicológico), à espera do resultado.

Perguntas rápidas:

Um livro: Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

Um (a) autor (a):  Vinicius de Moraes

Um ator ou atriz: Antonio Banderas

Um filme: Poesia, 2010

Um dia especial: Minha posse na Academia Jovem Espírito-santense de Letras (AJEL)

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Brendda Neves: Leiam poesia, pois ela faz bem à alma, eleva o espírito e, cientificamente comprovado, traz mais benefícios que os livros de autoajuda. 


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