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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Pandemia mostra a importância da arte de rua e transforma as cidades em museus a céu aberto

Obras do Cura no Centro de BH - Área de Serviço
Festivais NaLata em SP e Cura em BH promovem o que o gênero tem de melhor
Com museus fechados e exposições canceladas até segunda ordem, a arte urbana que já vinha ganhando destaque e reconhecimento nos últimos anos, ganha ainda mais importância no momento.
Dois festivais, um na capital paulista e outro em Belo Horizonte, mostram a potência do gênero, que promove arte para todos.  
O NaLata, que acontece desde julho no Largo do Batata e vai até o fim de agosto, está em sua primeira edição e promove a pintura de 09 empenas e dutos de metrô da região por 15 artistas brasileiros.  
Já o Cura, que acontece desde 2017 em Belo Horizonte, anunciou a pintura de mais quatro prédios no hipercentro da capital mineira, além de duas instalações na mesma região. Entre eles, estará o maior painel de todas edições do Cura, com dois mil metros quadrados.
A nova edição do festival acontece entre 22 de setembro e 04 de outubro e pela primeira vez a organização promove uma convocatória pública para artistas residentes no Brasil. A intenção é selecionar uma proposta de ocupação de uma das empenas do circuito. 
Ao final da edição, o Cura terá entregado 18 obras em empenas, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro.

2020 tem CURA!
E a convocatória para pintura de uma das fachadas receberá inscrições até início de setembro
O maior festival de arte pública de Minas Gerais, o CURA, volta a ser realizado em setembro deste ano, entregando quatro novas pinturas em prédios no hipercentro de Belo Horizonte, todas visíveis da rua Sapucaí, bairro Floresta. Serão entregues, também, duas grandes instalações de arte pública nas imediações do centro da cidade.
Devido à pandemia, nesta quinta edição não haverá festas ou aglomerações. Toda a programação aberta ao público será virtual, como debates, oficinas, aulões, de forma gratuita e acessível. Uma programação diversa, que discute a atualidade e traz nomes em destaque no cenário nacional.
Neste ano, o festival convida duas artistas para compor a comissão curadora: Arissana Pataxó, de Coroa Vermelha - Cabrália, e Domitila de Paula, de BH.
Elas, juntamente com as criadoras do festival - Janaína Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni, fizeram a curadoria de quatro artistas que pintarão as empenas, bem como de duas intervenções urbanas pela cidade além de toda a programação on-line.
Outra novidade da edição 2020 é o lançamento da Galeria de Arte Virtual do CURA, que coloca à venda obras de arte de cerca de 60 artistas nacionais, também selecionados por essa comissão.
“O festival defende a resistência em tempos de aculturação e decide por uma curadoria que se aprofunda em um Brasil que é não somente urbano. É urgente ouvir as vozes que apontam caminhos outros. Estamos pela vida!”, diz Priscila Amoni, uma das curadoras.
O Circuito Urbano de Artes completa sua quinta edição e, com esta, serão 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro da capital mineira e quatro na região da Lagoinha, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então, único Mirante de Arte Urbana do mundo. Todas as pinturas podem ser contempladas da Rua Sapucaí.
Como destaque desta edição, foi aberta a tão esperada "Convocatória CURA", uma seleção pública em que artistas de todo o Brasil poderão concorrer ao sonho de pintar uma fachada cega de um edifício no centro de BH. As inscrições poderão ser feitas pelo site do festival [www.cura.art] de 12 de agosto a 2 de setembro de 2020.

www.facebook.com/curafestival
www.instagram.com/cura.art
https://cura.art
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Escritora pernambucana Lina Rosa lança em BH 'Bichos Vermelhos', livro infantil sobre animais em extinção

Lina Rosa - Foto: Helder Ferrer
Lançamento da segunda edição da obra acontece no sábado, 30/11, na Livraria da Rua; autora vai mediar leitura pública e autografar livros 

Juntos em "Bichos Vermelhos", o livro – em declínio de prioridade entre as atividades infantis – e os animais em extinção formam uma obra de resistência a um mundo que não parece prestar atenção às suas perdas cotidianas. É por meio dessa relação entre a experiência pouco valorizada do papel e a ainda vagarosa conscientização ambiental que o livro infantil da pernambucana Lina Rosa constrói uma bela metáfora, valiosa para as crianças e jovens.

Editada pela mineira Aletria, a segunda edição da obra tem prefácio assinado pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e será lançada no sábado, dia 30 de novembro, em Belo Horizonte. No evento, que acontece na Livraria da Rua, das 11h às 14h, a autora vai mediar uma leitura pública e autografar exemplares. A ideia é aproximar as crianças de um habitat peculiar, tanto para os animais da fauna brasileira quanto para a leitura, em um espaço acolhedor, com uma bela instalação e esculturas gigantes criadas especialmente para a atividade.

A editora Rosana Mont'Alverne conta que o livro de Lina Rosa foi recebido com muito entusiasmo pela Aletria. "Nos apaixonamos pelo livro à primeira vista. Ansiávamos por um livro que falasse da diversidade da fauna brasileira e dos perigos que a espreitam de um jeito leve, bem-humorado, acertado e ao mesmo tempo poético e sensível. A obra de Lina conseguiu tudo isso e tornou-se um título litero-informativo como não se vê habitualmente no mercado", ressalta. "Além disso, todo o projeto gráfico, as ilustrações e o acabamento aveludado da capa proporcionam uma experiência estética e sensorial ao leitor", completa.

Mont'Alverne destaca, principalmente, a urgência do assunto tratado pela obra, tão em voga nos últimos tempos, com o aumento galopante da devastação da Amazônia e as diversas tragédias ambientais que vêm acontecendo no Brasil. "O tema torna-se ainda mais relevante com os recentes dados divulgados sobre o desmatamento da Amazônia, os incêndios criminosos e os desastres ambientais em Minas Gerais, que abriram uma ferida difícil de cicatrizar. Precisamos falar sobre preservação do meio ambiente, da fauna e da flora. Precisamos tomar partido urgentemente: o partido da natureza. As crianças e jovens merecem saber dos 'Bichos Vermelhos' de Lina Rosa. Afinal, são eles que podem garantir um futuro sustentável para todos nós".
Lina Rosa - Foto: Helder Ferrer
Sobre "Bichos Vermelhos"

"Belíssimo, nas palavras e nas ilustrações. Um livro assim enriquece e ilumina a vida", assim definiu o escritor Raimundo Carrero, vencedor do Prêmio Machado de Assis. Em sua segunda tiragem, "Bichos Vermelhos" ganha 2 mil cópias, com um projeto editorial que aprofunda a experiência lúdica ao trazer "retratos" em engenharia de papel da "lista vermelha", o ranking de alerta da União Internacional para Conservação da Natureza de espécies ameaçadas de extinção.

"Queria falar de algo tão raro e transpor duplamente para uma experiência tátil. A intenção é unir a preocupação de ampliar a vivência cotidiana das crianças com o livro, em tempos cada vez mais digitais, mas também de que elas vivam como fato, de maneira real, o que está acontecendo na natura silvestre que ante nossa ambientação urbana nem paramos mais para refletir. O livro é o instrumento e um convite para tornar hábito o que entre tantas transformações vem sendo raro: tanto as espécies ameaçadas extinção quanto a própria leitura", comenta a autora.

Além dos textos fluídos e cheios de curiosidades desejosas, e de numa narrativa que aproxima aquilo que até parece "estranho" ao dia a dia das crianças, a obra faz uma brincadeira inspiradora com a representação imagética desses animais de carne e osso como esculturas 3D em papel. Tal jogo de aproximação de linguagem fica ainda mais real com a experiência de montagem e colagem de bonecos ao fim da leitura.

Curiosidades sobre 20 animais brasileiros dão vida a "Bichos Vermelhos", com texto leve e dinâmico, sempre lembrando da responsabilidade de todos sob a preservação da natureza. "A lista de animais em extinção está sempre mudando. Escolhi espécies curiosas e carismáticas, mas é um material que pode ter continuidade sempre. É um assunto que tem que ser despertado para interesse desde a infância, porque estaremos formando uma sociedade mais ativa e consciente sobre os cuidados com os animais e as consequências de vivermos em um país naturalmente tão rico, mas ainda carente em consciência ecológica", finaliza Lina Rosa.

Quem é quem?

A ariranha, "que não é prima da aranha", pode ser identificada pela mancha no pescoço. O pássaro bicudo, o "garganta de aço", sofre com a captura e o comércio ilegal. O caburé-de-Pernambuco, é uma das menores corujas do mundo e a última vez que se viu um foi em 2001. O cachorro-do-mato vinagre é um animal arisco e que sofre com o desmatamento, assim como a codorna-buraqueira, que vive nos cerrados brasileiros tão maltratados. O galito é um passarinho que tem uma cauda colorida, que lembra a do pavão. A jaguatirica é a prima menor da onça e está na lista assim como a onça-pintada, o maior felino das Américas.

O lobo-guará está na lista desde 1968 e o macaco-prego-galego, em 2010, foi apontado entre as 25 espécies de primatas mais ameaçadas em todo o mundo. O peixe-boi-marinho é um animal que sofre com o turismo agressivo e destruição de mangues e rios. O periquito-cara-suja é a mais ameaçada entre periquitos, araras e papaguaios. Já o passarinho pintor-verdadeiro é visto em gaiolas por aí. O porco-espinho esperança é a espécie que tem a descoberta mais recente: 2013, em Pernambuco. Mal foi catalogada e já está na lista das extintas. O tamanduá-bandeira é dócil e é incapaz de morder (não tem dentes), mas ainda assim está ameaçado.

Tartaruga-de-pente tem esse nome porque a sua casca serve para a produção de pentes, escovas, óculos, etc, mesmo sendo proibida a comercialização. Dois tatus estão na ameaçados: o tatu-canastra, animal ágil que consegue cavar túneis embaixo da terra e o tatu-bola, que não cava buracos e por isso é presa ainda mais fácil. Não se salva no país do futebol, seu único país de morada. O tico-tico-do-campo é procurado pelo homem pelo belo canto, prejudicando sua reprodução. Já o tubarão-baleia, que não ataca ninguém, é presa fácil de caçada.

Serviço | Lina Rosa lança "Bichos Vermelhos" em BH

Quando. Sábado, 30/11, das 11h às 14h
Onde. Livraria da Rua (Rua Antônio de Albuquerque, 913, Funcionários)
Quanto. Entrada franca. O livro será vendido a R$ 49,90
Mais. fb.com/aletriaeditora

"Bichos Vermelhos" | Ficha Técnica

Escritora e Diretora Criativa do Projeto Gráfico: Lina Rosa
Fotografias: Helder Ferrer
Ilustrações: Erick Vasconcelos e Rebeca Melo
Consultor científico: Enrico Bernard
Edição: Editora Aletria
Tiragem: 2 mil exemplares
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Adriana Versiani dos Anjos lança Arqueologia da calçada

Sexto livro de poemas da escritora ouropretana será lançado dia 1o. de dezembro, sábado, no espaço Terra Boa, em Belo Horizonte

A poeta ouropretana residente em Belo Horizonte, Adriana Versiani dos Anjos, lança no dia 1o. de dezembro, sábado, Arqueologia da Calçada, seu sexto livro de poemas. A publicação foi editada pela 2 Linhas, editora da designer Glória Campos, parceira de longa data de Adriana, e será lançada no Espaço Terra Boa, de 11h30 às 15h30, no Belvedere.

O livro é formado de quatro partes – “Chove”, “O professor”, “O Hóspede” e “Farmacopeuma”, sendo esta última uma plaquete encartada. Para realizá-la, Adriana contou com a parceria do poeta, artista visual e amigo Ronald Polito, que também é autor da imagem de capa da plaquete.

O prefácio é da escritora e artista plástica pernambucana Adriene Myrtes, com quem Versiani mantém profícua interlocução poética. Parte dele, “Um mar na calçada”, encontra-se na contracapa, como um aviso ao leitor: “ao entrar neste livro, pise com cuidado. As palavras não estão aqui a passeio, elas vieram e dizem a quê. São a razão da caminhada, a senha que nos conduz à ostra no centro do peito.”

Nesta rede de amizades tecidas por um certo entendimento da poesia e da vida, Adriana escolheu lançar o livro num lugar não-convencional: a Terra Boa Paisagens, de Cássia Lafetá. Dessa forma, conecta o gesto poético à sua intensa relação com a natureza, sempre presente em seus escritos.

AGENDA
O que: lançamento do livro de poemas Arqueologia da calçada
De quem: Adriana Versiani dos Anjos
Dados técnicos: 2 Linhas Editora, 72 páginas, 2018
Quando: 1o. de dezembro, sábado, de 11h30 às 15h30
Onde: Terra Boa Paisagismo – Av. Paulo Camilo Pena, 432 - Belvedere

ENTREVISTA

Adriana, você está lançando agora Arqueologia da Calçada, seu sexto livro de poemas solo. Já são quantos anos de produção poética?

Arqueologia é meu sexto livro solo. Comecei a escrever com muita frequência a partir dos 12 anos, mas foi na universidade, depois que conheci Camilo Lara, poeta, estudante de história e agitador cultural com quem eu me casei, que comecei a editar e publicar. Há mais de trinta anos edito e publico, sempre em parceria com coletivos de artistas.

Sabemos que todo escritor em geral trava convívio com a literatura muito cedo, como leitor. E que você é uma ótima leitora. Mas falando sobre o impulso da escrita propriamente dito: quando foi que você se descobriu poeta?

Comecei a sentir um impulso muito grande para escrever desde menina, depois do meu letramento. Os textos nasciam sintéticos, usava muitas metáforas para alcançar a fantasia e traduzir o que eu percebia da vida... Depois, quando eu conheci Camilo Lara, ele me disse que eu era escritora e poeta, mas que precisava organizar meus escritos. Aí ele me deu um caderno e o romance Orlando, da Virginia Woolf. Só entendi mesmo que era poeta depois de retomar com Camilo o Coletivo Dazibao (criado por um grupo em Divinópolis em 1980), com o convívio com outros artistas, em 1994.

E quanto às suas leituras: poderia nos contar o que você leu que até hoje te acompanha, que tenha te influenciado a escrita? Ou que é um texto a que você costuma voltar? Ter nascido e vivido em Ouro Preto repercute na sua escrita?

As leituras de romances me influenciaram muito no início. Foram vários os escritores que li. Depois, com o contato com poetas dos coletivos, a poesia foi ficando mais presente. Minha maior influência veio dos meus contemporâneos. Aprendi a perceber que eu tinha uma linguagem própria e a poesia foi amadurecendo em mim. Foram quase 30 anos produzindo poemas com os coletivos. A publicação, e também a declamação, me ajudaram muito no processo. Nascer e crescer em Ouro Preto teve muita influência, porque lá havia um movimento artístico intenso. A minha participação nos Festivais de Inverno a partir dos seis anos de idade me trouxe esse prazer de criar e o entendimento de que a arte tinha a ver com a minha linguagem. Mas foi depois que morei em Brasília, no início da década de 70, que descobri que a minha arte tinha a ver com a literatura. Quando voltei a Ouro Preto, na década de 80 para estudar, é que a confirmação se deu.

"FARMACOPEUMA" seria um receituário poético para afastar fantasmas? O espaço pleno para degustação de cenas intimistas? Remédios para os males da alma adoecida pelas circunstâncias? A revelação dos segredos do bunker da memória através de personagens emblemáticos da escrita como Maiakoviski, Kazuo Ohno, Alice, a Itália, mulungu, Verônica, nomes de remédios, Kefir, Maravilhas...? Dores da ausência presentificadas numa narrativa paliativa, fragmentária, intermitente? Como? = a explicação da coisidade urbana através de livros-cápsulas que perfuram o cérebro com "sinapses imprevisíveis"? A vida vista "com aqueles olhos de quem viu um lobisomem"? Uma voz que transita nas significâncias opacas e que imita a si mesma para ser ouvida pelo silêncio? Um conjunto de informações tênues sobre substâncias que retratam os princípios ativos das dores do mundo? A labuta consciente em função da linguagem incontaminada de que fala S. Pániker? O olhar verdadeiro do incômodo lírico para além das excrescências e secreções do barroco?

Márcio Almeida
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