Resenha da série Altered Carbon (NetFlix), baseada no livro de mesmo título, por Ademir Pascale

SOBRE O LIVRO: Carbono alterado é o eletrizante thriller de ficção científica que inspirou a série da Netflix. No século XXV, a humanidade ...

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sexta-feira, 26 de março de 2021

Projeto de fomento à leitura realiza mapeamento inédito de iniciativas de formação, fruição e difusão leitora em toda a Bahia

 

Charanga Literária - Foto divulgação

Lançamento do portal com a pesquisa de mapeamento será em abril, dentro de festival virtual que ainda reúne mesas de debates, oficinas, conferência e palestra

O projeto Percursos da leitura na Bahia visa a mapear e reunir variados projetos, atividades e atuações de formação, fruição e difusão leitora em todo o Estado, e promover discussões e ações formativas voltadas ao fomento da cadeia produtiva do livro e da literatura nos mais diversos formatos, apostando na arte literária como instrumento de compreensão do mundo, das relações humanas e de transformação social. O portal percursosdaleituranabahia.com.br, com a pesquisa inédita de mapeamento, será lançado dentro da programação do Festival Percursos da leitura na Bahia, que será realizado na segunda quinzena de abril, totalmente online e gratuito, com transmissão no Canal do Coletivo OXE no YouTube do Coletivo (OXE literatura baiana contemporânea).

Iniciativa do Coletivo OXE, formado por jovens estudantes do Instituto Federal da Bahia – Campus Santo Amaro, da Universidade Federal da Bahia, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e da Universidade do Estado da Bahia, o projeto prevê o mapeamento contínuo de ações leitoras abrangendo todos os Territórios de Identidade do Estado, a partir de uma pesquisa do próprio Coletivo OXE e que também está disponível para autocadastramento no portal. “Isso vai nos possibilitar ter acesso a outras iniciativas de incentivo à leitura na Bahia tais quais a nossa; o que está sendo produzido, quem são as pessoas que produzem e quem são as pessoas que leem, então poderemos fortalecer essa rede e alimentar esse sistema de amantes da literatura e do livro”, explica a estudante Lívia Eduarda, integrante do OXE desde 2015. Todos os dados coletados e o mapa com a geolocalização de cada iniciativa serão disponibilizados no percursosdaleituranabahia.com.br.

A meta é atingir 60 iniciativas de incentivo à leitura. Estão sendo mapeadas instituições cuja finalidade é promover a leitura e a difusão artística e cultural; grupos em prol da leitura, como academias de letras, escolas, bibliotecas e editoras; agentes de leitura, a exemplo de griôs, professores, contadores de estórias e artistas; e mesmo ações como saraus, feiras, festivais, podcast, clubes de leitura e espaços em redes sociais. Cada pessoa, grupo ou instituição pode inscrever quantos projetos desejar, desde que preencha um formulário para cada um e os projetos ocorram na Bahia.

Quem se cadastrar até dia 31 de março ainda concorre a prêmios no valor de R$ 750 e pode integrar a programação do Festival Percursos da leitura na Bahia. O Coletivo irá selecionar as 12 iniciativas que serão premiadas, as quais deverão apresentar um trabalho representativo das ações que coordenam em seu município de atuação, em formato de vídeo e com duração de até 5 minutos. Durante o Festival, os 12 premiados participarão de um encontro virtual, com transmissão no YouTube do Coletivo (OXE literatura baiana contemporânea), no qual também poderão realizar performances, bate-papos ou contação de estórias.

O Festival

Idealizado para dar mais visibilidade ao projeto Percursos da leitura na Bahia, Festival Percursos da leitura na Bahia reúne oficinas de Design Editorial, Encadernação de Livro Artesanal, Práticas de Leitura na Contemporaneidade e História pra quem conta história, e também conta três mesas de debates: Leitura para resistir e transformar, Multimeios da Recepção de Literatura, Espaço para o leitor - um desafio a ser discutido. A conferência de abertura traz o tema “Travessias do leitor no curso da história” e, encerrando a programação, uma palestra sobre “Leitura e Internet (Booktubers, blogueiros)”, seguida de performance de samba de roda com Samba de São Brás.

Entre as participações confirmadas, a atriz, escritora e contadora e estórias, Ana Luísa Lacombe; o diretor e dramaturgo, Gil Vicente; a escritora e zineira, Gabriela Fidelis; a arte-educadora e roteirista do programa de rádio literário “De Hoje a Oito”, Andressa dos Prazeres; a escritora infantil Emília Nuñez; a educadora indígena e popular, Nádia Akawã Tupinambá; a pesquisadora e Mestra em Antropologia, Lara Rosa; o designer e Mestre em Educação e Contemporaneidade, Marcus Vinícius; o jornalista e criador do podcast “This is Brazil”, Pedro Duarte; a artista e publicitária Mari Buente; e o livreiro Primo Maldonado, fundador da LDM.

Durante o Festival, também será lançada uma websérie, reunindo nove vídeos sobre gêneros literários e um vídeo sobre processo gráfico. A programação ainda conta com atividades infantis a participação de editoras independentes, apresentando seus respectivos catálogos. Todas as atividades serão transmitidas no canal do Coletivo OXE no YouTube e seguirão disponíveis ao público após o encerramento do evento.

Queremos mostrar, às pessoas, que a literatura pode estar em qualquer lugar, a qualquer momento e que, mesmo em tempos difíceis como o que estamos vivendo, nós podemos ressignificar e levar arte”, destaca a estudante Lídia Souza, integrante do OXE desde 2015.

Percursos da leitura na Bahia tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

O Coletivo OXE

Formado por jovens nascidos ou residentes no Recôncavo e regiões circunvizinhas, em sua maioria egressos do IFBA – Campus Santo Amaro, o Coletivo OXE desenvolve, desde 2017, o projeto “OXE – Portal da Literatura Baiana Contemporânea”. Atualmente, o portal oxe.insix.com.br reúne 130 autores e autoras das diversas regiões do Estado, gerações distintas e diferentes estilos, com o objetivo de disponibilizar um acervo de textos literários voltado, principalmente, aos estudantes da educação básica.

Coletivo também já realizou e foi parceiro de diversos eventos literários em Santo Amaro, Cachoeira e nos estados do Piauí (Jornada Internacional de Estudos sobre o Espaço Literário, na Universidade Federal do Piauí) e Rio de Janeiro (Seminário do Litescola: grupo de pesquisa que reúne professores voltado ao ensino de Literatura na Educação Básica - Colégio Dom Pedro II, campus São Cristóvão). No “currículo” do Coletivo ainda constam o espetáculo “Palavra Mapeada”, que reúne performances corporais, recital poético e projeções mapeadas; a peça teatral “Retalhos do São Domingos”; oficinas diversas de literatura, cordel, contos e artes gráficas; eventos de leitura em reservas ambientais e trilha literária com banhos de cachoeira; Diálogos lítero-musicais e Feijoada Literária; a participação em simpósios de literatura, círculos de leitura e da inauguração da Praça da Poesia no IFBA - Campus Santo Amaro.

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sábado, 18 de julho de 2020

Hugo Porto abraça poesia nas redes sociais

Hugo Porto - Foto: Gabriel Alencar
Autor de "Bóris, meu amigo gay" retoma paixão pela escrita em quarentena

Com a paixão pela literatura no DNA, Hugo Porto está de volta à produção escrita, 7 anos depois do lançamento do seu primeiro livro, "Bóris, meu amigo gay", e do registro, em 2018, de uma segunda obra ainda não publicada. Neto do escritor, poeta e membro da Academia Rio Grandense de Letras João Justiniano da Fonseca, o atual diretor-executivo numa startup de telemedicina viu na quarentena a oportunidade de retomar um projeto antigo em seu perfil pessoal no Instagram (@hugo_porto).

Com um relacionamento recém-terminado e em meio ao isolamento social, Hugo começou a postar poesias que escrevia desde 2019. Sua relação com a escrita é antiga – foi editor do Portal Flavour (precursor em conteúdo para o leitor LGTQIA+ na Bahia) e colunista dos portais Mix Brasil e Vipado –, mas era estreante na publicação de textos mais pessoais, que, em breve, revelariam não só experiências suas, mas também dos seguidores-leitores.

"A intenção ao começar a postar os textos era tocar as pessoas, levando um pouco da minha forma de pensar e reflexões acerca de experiências amorosas que tive, e afastar pessoas que não se encaixassem tanto comigo, com a minha forma de pensar e enxergar a vida e a afetividade", explica o escritor, que revisitou suas relações amorosas para concluir que esse era justamente um dos elementos que havia faltado nelas.

Mesclando vídeos e textos, Hugo passou a receber mensagens privadas de pessoas que compartilhavam suas opiniões, receios, dores e problemas, e tem visto seu perfil ganhar novos seguidores-leitores em ritmo acelerado. "Talvez em função do momento delicado de pandemia, minha poesia teve uma aderência inesperada para mim. Fico feliz de poder levar abraços em forma de palavras para pessoas que nem conheço e, inclusive, de estimular o trabalho de outros autores que não se sentiam confiantes para expor suas produções", reflete.

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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Festival Literário Nacional divulga programação oficial com artistas e escritores de todo país

Regina Navarro Lins - Foto divulgação
De 12 a 15 de novembro, nomes locais e nacionais irão pautar as rodas, mesas e conversas sobre leitura em Salvador. Isto, por conta do I Festival Literário Nacional: Diversas Leituras e Novos Caminhos, realizado pelo Governo do Estado, no bairro de Cajazeiras.

Durante os quatro dias, o público participará de uma série de discussões contemporâneas a partir de mesas temáticas construídas pela e para a juventude. A grande região de Cajazeiras é conhecida por sua extensão geográfica e alto índice populacional e foi escolhida por concentrar jovens em idade escolar.

Neste mesmo sentido, o Flin, como já foi carinhosamente apelidado, apresenta uma programação que mescla nomes que conectam várias linguagens artísticas. Na programação geral, estão confirmados os escritores Lázaro Ramos, Regina Navarro, Ryane Leão, Jarrid Arraes; cantores Luedji Luna, MV Bill e Larissa Luz, entre outros convidados.

Na mediação de uma das mesas sobre mulheres na literatura, a professora e pesquisadora Milena Britto, da Universidade Federal da Bahia, comenta a participação de Ryane Leão e Jarrid Arraes no Festival. "O festival traz debates muito atuais. Fico feliz de mediar uma mesa com duas autoras que escrevem a partir de seus percursos como mulheres e trazem, em suas obras, representações de machismo, racismo, homofobia e outros preconceitos, fazendo com que literatura, cidadania e política se encontrem e se projetam em aspectos estéticos antenados com o mundo contemporâneo".

Também estão convidadas as slammers e cordelistas Lilia Diniz (MA), Bell Puã (PE), Kuma França; os cineastas Jamile Coelho e Rodrigo Felha; e outros artistas de diversos segmentos e regiões do país.

Segundo o curador Tom Correia, o Flin pretende estimular o acesso ao livro e a leitura como recursos primários para a integração e o diálogo entre artistas visuais e da escrita, cineastas, slammers, coletivos de poesia e mediadores de origem eclética do bairro de Cajazeiras, mas também de outras regiões de Salvador e do Brasil.

"Acreditamos que o evento vai deixar um legado positivo a médio e longo prazo. Quem sabe revelando nomes de destaque no futuro na música, literatura, quadrinhos ou no cinema. O Flin aposta nos slam's, nos saraus e no grafite como formas legítimas de fazer literatura", diz Tom.

Infraestrutura

O evento possui diferentes espaços divididos para receber diversidade de estilos e idades desta juventude. O palco onde acontecerão as mesas temáticas e  intervenções culturais será a Tenda Cultural. No lado externo, a quadra se tornará Arena Leia e Passe Adiante, dividida no Espaço Infantil, com uma programação dedicada aos pequenos; o Espaço FPC Virtual: Diversas Leituras & Novos Caminhos, com aparatos tecnológicos  que proporcionam experiências sensoriais e o Espaço Futura, com uma programação montada pelos e para os jovens, explorando temas contemporâneos e transversais da cultura. Também será na Arena, que serão doados cerca de 1500 livros, através da campanha Leia e Passe Adiante, coordenado pela Fundação Pedro Calmon, órgão vinculado a Secretaria de Cultura (Fpc/SecultBa).

Zulu Araújo é diretor da FPC, instituição que coordena o evento e enxerga o Flin como um marco para Salvador por tudo o que integra e por seu deslocamento do eixo central da cidade. "Nós vamos tratar de assuntos como a questão de gênero, a questão racial, mas também sobre a literatura propriamente dita. A literatura que será o grande eixo. O livro, a leitura, a escrita, é que serão os grandes nortes que nós teremos para entender que novos caminhos são esses que tanto a sociedade brasileira busca", disse.

Além dos debates

O espaço também será um momento de dar destaque ao resultado das atividades realizadas pelos jovens em parcerias firmadas durante o Pré-Festival, como a Feira de Economia Solidária, com alimentos, cosméticos e acessórios, parceria feita com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Governo da Bahia (Setre) e com o Centro de Economia Solidária (Cesol), que realizou uma série de oficinas formativas com empreendedores de Cajazeiras. Na Passarela do Livro, um corredor com livros de 16 editoras nacionais, terá a venda publicações de autores de todo o país.

Uma parceria com diversos setores do estado, também manterá diferentes serviços disponíveis à população de Cajazeiras durante os quatro dias de evento, com os estandes das secretarias de Administração (SAEB), com o Projeto o Pequeno Cidadão; de Meio Ambiente (SEMA), com doação de mudas; de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), com o SineMóvel; de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), com o Procon; de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI) e de Políticas para as Mulheres (SPM), com orientações sobre violências raciais e de gênero e da Defensoria Pública, com Defensoria Cidadã e da Secretaria de Saúde (SAC), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba).

MAIS INFORMAÇÕES: www.instagram.com/flinoficial www.flin.ba.gov.br

Flin - Com o tema Diversas Leituras & Novos Caminhos, o Flin é projeto realizado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria de Cultura (SecultBA), através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA).  O Festival conta com a parceria das secretarias de Administração (SAEB), através da Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC); de Comunicação (SECOM); de Educação (SEC); de Meio Ambiente (SEMA); de Saúde (SESAB), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (HEMOBA); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SINEBAHIA) e da Superintendência  dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI); de Tecnologia e Ciência (SECTI); de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) e de Turismo (SETUR),através da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), além da Defensoria Pública do Estado da Bahia; da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA)do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

Serviço
I Festival Literário Nacional – FLIN
Quando: 12 a 15 de novembro (terça-feira até sexta-feira)
Horário: a partir das 8h30min
Onde: Ginásio Poliesportivo de Cajazeira
Endereço: Estr. do Coqueiro Grande, 127 - Fazenda Grande 2, Salvador - BA, 41340-050
Aberto ao público
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Lançamento de autores baianos da Verlidelas


Acontece no dia 17 de abril (quarta-feira) o lançamento dos autores baianos da Verlidelas Editora na Academia de Letras da Bahia (Avenida Joana Angélica, 198 – Nazaré – 3321-4308). São três escritores lançando um total de cinco livros: Noélia Barreto Bartilotti traz os infantis O Livro Falante e A Estrelinha Atrapalhada (premiado pela Secretaria de Educação da Bahia), Mogg Mester apresenta seu livro de contos fantásticos, A Alameda dos Algodões Flutuantes, e Fabio Shiva o romance de crítica social Favela Gótica. Além disso, Mester e Shiva integram a antologia de contos sobre a violência humana O Sopro da Besta. O lançamento começa às 15h, com a visita de turmas escolares e apresentações musicais do grupo Bahia Canta Paz e dos cantores Fabrício Barretto e Melkishow. Às 19h os autores falarão sobre suas obras e haverá sessão de autógrafos. A entrada é franca e todos são bem-vindos. A Academia de Letras da Bahia é contemplada pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

A Estrelinha Atrapalhada - Noélia Barreto Bartilotti
Nessa historinha premiada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia e selecionada para compor a "Coleção Pactos de Leituras", Cricri, uma Estrelinha que troca a noite pelo dia, resolve visitar a Terra. Aqui ela vive muitas aventuras na companhia de um Elefantinho e de Nina, que se torna sua melhor amiga. Adotado por escolas públicas, este livro da Tia Nó traz uma história de descobertas que encanta as crianças.

O Livro Falante - Noélia Barreto Bartilotti
Malu adora visitar a biblioteca. Um dia, ela volta para casa sem desconfiar que escolheu um livro bem diferente. O que será que vai acontecer? Acompanhe Malu nessa aventura e descubra um incrível mundo de magia.

A Alameda dos Algodões Flutuantes - Mogg Mester
Em uma realidade desprovida de sentido, onde o fantástico é possível, pessoas se questionam se é o mundo que extirpa o brilho de suas vidas ou se são elas mesmas as responsáveis por suas tragédias pessoais. Como uma assinatura, uma marca ou um aviso, o universo lhes responde da forma mais irônica possível: com uma chuva de algodão. Algo entre o absurdo e o trivial traz consigo essa tempestade que arranca cada personagem de sua comodidade para colocá-lo novamente na roda da vida. Viver é o principal atrativo, mas aprender a morrer pode ser uma boa alternativa. Bem-vindo à Alameda dos Algodões Flutuantes. Nela, uma história reside em cada floco.

Favela Gótica – Fabio Shiva
Bem-vindos a uma realidade alternativa, onde a monstruosidade cotidiana da cidade grande é revelada em toda a sua crueza e crueldade. Um lugar onde os policiais se transformam em lobos quando a noite cai, onde os políticos são vampiros centenários e os viciados são zumbis, dominados por uma droga que provoca o irresistível desejo de comer cérebros. Uma metrópole infestada de criaturas sinistras: ogros, gárgulas, vermes do pântano, endemoniados e seres bestiais acometidos pelo Mal de Circe, que faz vir à tona o lado animal de cada um. É nesse dantesco cenário que vamos encontrar Liana, uma jovem zumbi em sua árdua jornada das trevas da ignorância para a luz do autoconhecimento. Nessa aventura, ela precisa enfrentar os monstros externos e internos se quiser conquistar o grande prêmio: descobrir sua verdadeira natureza; e, assim, cumprir sua missão. Tudo isso em meio a uma trama de assassinato, perseguição e muitas reviravoltas, que envolvem misteriosos seres interdimensionais e um asteroide em rota de colisão com a Terra. Uma história onde a fantasia é tão apavorante que chega a se confundir com a mais pura realidade.

O Sopro da Besta – César Costa e Sergio Carmach (org.)
“Nas circunstâncias certas, todos são capazes de cometer o mal.” A partir desse mote, oito autores narram histórias em que pessoas comuns deixam aflorar a perversidade, latente em toda alma humana. Cada conto desta antologia tem sua própria atmosfera. Em um momento o leitor está rindo diante de uma trama repleta de humor, em outro prende a respiração com o terror vivido por algum personagem. "O Sopro da Besta" mostra que o caminho das trevas pode revelar cenários variados, capazes de proporcionar as mais diversas sensações. Encare essa leitura e surpreenda-se.

Noélia Barreto Bartilotti
Nascida em 1950 na cidade de Itaquara/Bahia, formada em Letras pela Universidade Católica do Salvador e empresária no ramo de flores, passou a se dedicar à literatura infantil em 2008. Dentre os 30 livros já criados, destacam-se “A Estrelinha Atrapalhada”, premiado e publicado pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, “João Pé de Vento”, traduzido para o italiano e selecionado pelo jornal de Roma “Il Messaggero”, em cuja biblioteca encontra-se arquivado, e “A Espera de Maria”, selecionado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia para compor o projeto “Mapa da Palavra”.
Contato com a autora: noeliaflorania2009@hotmail.com

Mogg Mester
Médico veterinário formado pela UFBA, servidor público, psicólogo, pós-graduando no curso de Psicossomática Junguiana do IJBA e escritor, retrata em suas histórias os horrores e as taras sombrias dos humanos. Participa do projeto "Guerreiros Folclóricos" como romancista, é editor e produtor de conteúdos do Clube de Autores de Fantasia, publicou o Volume I da trilogia "A Auriflama do Caos" pela Pimenta Malagueta, integrou o projeto "Escritores Perguntam, Escritores Respondem", da Cogito, tem um conto na antologia "Panorama da Literatura Brasileira", de 2015, e participou com dois textos na "Revista Beco das Palavras". Nas horas vagas, como joalheiro, gosta de esculpir anéis.
Contato com o autor: lucaslopan@yahoo.com.br

Fabio Shiva
É músico, escritor e produtor cultural. Com a banda Imago Mortis, lançou dois CDs internacionalmente. É coautor e roteirista de “ANUNNAKI - Mensageiros do Vento”, ópera-rock em desenho animado (2016), fundador da Oficina de Muita Música! (SECULT/BA) e idealizador e produtor dos projetos Pé de Poesia (2016), Doce Poesia Doce (2017) e Poesia de Botão (2018), todos viabilizados pela FGM/PMS. Publicou em 2013 o romance policial “O Sincronicídio” pela Caligo Editora. Sua história infantil “A Menininha Azul” foi selecionada para o Mapa da Palavra – BA. Em 2016 lançou pela Cogito Editora um livro duplo de contos (“Isso Tudo É Muito Raro / Labirinto Circular”) e, como organizador, um projeto coletivo de debate literário (“Escritores Perguntam, Escritores Respondem”). Foi indicado ao Prêmio Caymmi 2017 na categoria “Melhor Roteiro de Videoclipe”. Em 2018 lançou, como organizador, a antologia poética “Doce Poesia Doce”, pela Cogito Editora. Contato com o autor: fabioshiva@gmail.com / (71) 3249-8503 / (71) 99649-9442
Book trailer: https://youtu.be/FjoydccxJGA

A Verlidelas Editora, sediada no Rio de Janeiro, chega ao mercado para investir na publicação de escritores criativos e talentosos, incluindo aqueles que ainda estão em busca de um lugar ao sol. O lema da editora é: “Aqui histórias são pérolas”. Mas, afinal, o que são pérolas literárias? As opiniões variam, às vezes em direção a extremos. Alguns veem como bijuteria tudo que não tenha doses fartas de lirismo ou de acuradas leituras do espírito humano, ou tudo que tenha apelo comercial fácil; outros, ao contrário, só enxergam brilho naquilo que proporciona prazer instantâneo, que possa ser consumido como mero entretenimento. A nosso ver, pérolas são textos (independentemente de estilo) que caminham na linha do equilíbrio, dosando diversão e qualidade.
Site: https://www.verlidelas.com - Facebook: https://www.facebook.com/verlidelas
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sábado, 16 de setembro de 2017

A Força Feminina na Literatura Brasileira

Primeiro encontro nacional do movimento Mulherio das Letras
acontece em João Pessoa

Entre 12 e 15 de outubro, o Mulherio das Letras pretende reunir pelo menos 400 mulheres ligadas à escrita. O encontro ocorrerá no Centro Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa (PB). Mais do que um evento, trata-se de um movimento literário de alcance nacional, com vistas a somar forças, auxiliar e revelar mulheres ligadas às letras.
A escritora Maria Valéria Rezende, vencedora dos prêmios Jabuti e Casa de las Americas, é uma das idealizadoras desse movimento feminino e, junto com outras autoras, está à frente da organização e articulação do evento.
Em recente entrevista, a escritora declarou: “Será o primeiro encontro nacional voltado quase que exclusivamente para autoras do sexo feminino”. E adiantou que na programação haverá rodas de conversa sobre literatura e mercado editorial, além de intervenções artísticas, saraus e performances. “Nossas maiores atrações serão rodas de conversa, e não mesas ou palestras em que um grupo de pessoas famosas fala em um palco, separado do público”, diz a escritora. “A curadoria tem sido feita de forma colaborativa e sem lideranças”.
Durante o evento – realizado em parceria com a Secretaria de Cultura da Paraíba, a ONG Porta do Sol e a UFPB –, a organização intenciona lançar o prêmio Carolina Maria de Jesus, que premiará escritoras jamais publicadas, oferecendo como recompensa a chance de colocarem seus escritos no mercado.
A programação encontra-se no site do Movimento:
www.mulheriodasletras.com/

Publicações
Em ressonância a esse evento, tem havido, por todo o país, publicações de coletâneas lideradas e compostas por mulheres. A Editora Penalux é uma das poucas editoras sintonizadas a esse movimento. Ano passado, publicou duas importantes antologias dessa feitura: Ventre Urbano, contos de autoras paraibanas, com organização das escritoras Letícia Palmeira e Lizziane Azevedo, e Confraria poética feminina, coletânea de poetas baianas organizada pela autora Rita Queiroz.
Em outubro próximo, a editora volta a investir em novas antologias, exclusivamente elaboradas por mulheres. Ao todo, são três publicações com lançamento previsto em sintonia ao movimento Mulherio das Letras:
1. Águas passadas, contos. Organizadoras: Maria de Fátima Moreira Peres e Terezinha Pereira. Local: Pará de Minas, MG.
2. Novena para pecar em paz, contos. Organizadora: Cinthia Kriemler. Local: Brasília, DF.
3. Outras Carolinas: mulherio da Bahia, poesia. Organizadoras: Anajara Tavares, Ana Fátima dos Santos e Lia Sena. Local: Salvador, BA.

As antologias estarão à venda entre fins de setembro e começo de outubro na livraria on-line da editora: editorapenalux.com.br/loja


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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Daniela Galdino estará na Flica 2017

Daniela Galdino - Foto: Ana Lee
Poeta, performer, produtora cultural e pesquisadora de literatura confirmou presença no evento que acontece em Cachoeira

Poeta, lançou "Vinte poemas caleiDORcópicos" em 2005. Performer, atuou no curta de ficção "Astrogildo e a astronave" (2016). Com um currículo vasto em experiências literárias, Daniela Galdino estará na sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira, que acontece entre os dias 5 e 8 de outubro. Produtora Cultural e Pesquisadora da área de Literatura, Daniela Galdino é professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em que coordenou o comitê local do Proler (2012-2015) e desenvolve projetos de formação continuada em artes. Doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos (Ufba), é mestre em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS) e docente colaboradora do Curso de Especialização em Gestão Cultural (UESC).

Em 2014 idealizou o "Profundanças", antologia literária e fotográfica dedicada à visibilidade de mulheres escritoras. O projeto resultou na publicação de dois volumes, respectivamente em 2014 e 2017. Até o momento participaram 29 escritoras da Bahia, de Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Norte.

Publicou "Inúmera" (1ª ed. 2011, 2ª ed. 2013, 3ª ed. 2017) e "Vinte poemas caleiDORcópicos". Participa de diversas antologias literárias, entre elas a  trilíngue "Autores baianos: um panorama" (2013), "Fora tema" – edição cartonera (2016), "Revista Organismo" (2015) e "Diálogos: panorama da nova poesia grapiúna" (2009). Tem poemas nas versões impressa e eletrônica do Mapa da Palavra-BA (2016), além de publicações de poemas em revistas virtuais, tais como: "Diversos Afins", "Gueto" e "Blis Não Tem Bis".

Daniela Galdino tem percorrido diversos eventos literários. Participou como poeta e performer no Circuito Cine Éden (Ipiaú, 2017),  na programação Mapa da Palavra/FLICA (Cachoeira, 2016), no lançamento da Revista Palavra/SESC Nacional (SESC/Arcoverde-PE, 2016), no I Festival Literário de Ilhéus (Ilhéus, 2016), na   I Festa Literária Internacional da Chapada Diamantina (Lençóis, 2014).

Também na XI   Bienal   do  Livro   da   Bahia (Salvador, 2012), no 18° Congresso de Leitura do Brasil (Unicamp, 2012), Festival Nacional Amar Amado  (Ilhéus,  2012) e AltFest Fliporto (Olinda, 2011). Em 2013, na homenagem ao Brasil na Feira de Frankfurt, Alemanha, esteve presente, desenvolvendo atividades nas cidades de Bremen, Berlim e Hamburgo.

Como Performer atuou ainda nos episódios do web programa "Video-Verso: Primeira carta ao tirano", "Um pé de água" e "Nutri-end", produzidos pela Voo Audiovisual e disponibilizados no canal do Youtube VooTV. Mantém o blog: www.operariadasruinas2.blogspot.com.

Flica 2017 - A sétima edição, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus. Todos os anos, escritores de diversos matizes se reúnem para debater e interagir com o público, que tem acesso gratuito a todas as atrações do evento. A festa costuma atrair mais de 20 mil visitantes a Cachoeira. Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica. O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, Coelba e da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

Serviço:
​Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2017
​Quando: ​5 a 8 de Outubro
Onde: Cachoeira/Ba

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Candidata ao Prêmio Nobel da Paz em 2005 participa da Flica em outubro

Paulina Chiziane - Crédito da imagem: Otávio de Souza
Paulina Chiziane, pela primeira vez na Bahia
 
Com um vasto histórico na defesa de causas como a justiça e igualdade nas relações humanas, Paulina Chiziane virá à sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre os dias 5 e 8 de outubro. Reconhecida como a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, a escritora compõe a mesa "A Máxima Potência que Habita as Palavras", no sábado, dia 07, que terá a mediação de Lívia Natália e a participação de Elisa Lucinda.

Autora de trabalhos em forma de romance, conto e drama, ganhou o prêmio José Craveirinha pela obra "Niketche", em parceria com Mia Couto; a Ordem Infante Henrique, pelo governo português; a Ordem de Oficial do Cruzeiro do Sul, pelo Governo do Brasil; e o  troféu Raça Negra, edição 2014. Sua obra foi traduzida em vários idiomas, com homenagens nacionais e internacionais, transformadas em dramaturgia, dança, música, artes plásticas e radionovela.

Seu primeiro livro foi lançado em 1990, o romance "Balada de amor ao vento". Também é autora dos romances "Ventos do apocalipse" (1992), "O sétimo juramento" (2000), "Niketche – uma história de poligamia" (2002) e "O alegre canto da perdiz (2007)". Em 2008 publicou o livro de contos "As andorinhas".

"As heroínas sem nome", em coautoria com a angolana Dya Kassembe (2008), e "Quero ser alguém" (2011) são seus livros de entrevistas. Escreveu também os ensaios "Na mão de Deus", em coautoria com Maria do Carmo da Silva (2012), Por quem Vibram os Tambores do Além, com coautoria de Rasta Pita (2013), e "Ngoma Yethu", com Mariana Martins (2015). Também é autora do drama "Ocupali" (2016). Este ano, lançou os versos poéticos "O Canto dos Escravos".

Sua obra lhe valeu a nomeação como uma das mil mulheres pacíficas do mundo pelo Movimento Internacional de Paz, One Thousand Peace Women, 2005, publicações de contos em jornais da Europa, Ásia, Africa e América, e participação em conferências de arte e literatura em Moçambique e em diferentes universidades da Europa, Ásia, África e América.

Em 2005, foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz pelo movimento One Thousand Peace Womem for Nobel Prize, em reconhecimento ao seu trabalho de escrita militante pela causa da justiça e igualdade nas relações humanas do seu país, reconhecimento do trabalho social na promoção da mulher e dos grupos esfavorecidos.

Flica 2017 - A sétima edição da Flica, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

A festa costuma atrair mais de 20 mil visitantes a Cachoeira. Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica. 

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do governo, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, Coelba e da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

Serviço
​Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2017
​Quando: ​5 a 8 de Outubro
Onde: Cachoeira/Ba

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Conheça e participe do projeto DOCE POESIA DOCE

De 17 de setembro a 8 de outubro o projeto DOCE POESIA DOCE estará distribuindo gratuitamente nada menos que 10 mil "poesias doces" (poesias impressas embalando balas doces) em praças, escolas, hospitais e postos de atendimento em Salvador.

DOCE POESIA DOCE é um fruto simbólico e também literal do projeto PÉ DE POESIA, que em 2016 decorou as árvores de Salvador com 500 poesias de mais de 200 poetas de todo o Brasil. Os idealizadores de ambos os projetos, o escritor e músico Fabio Shiva e a fotógrafa Fabíola Campos, buscam sensibilizar as pessoas para o poder da Poesia de trazer doçura e beleza, para a vida, gerando transformações positivas.

Metade das 10.000 "poesias doces" celebrará a obra de poetas consagrados da língua portuguesa, como Castro Alves, Fernando Pessoa, Gregório de Mattos, Álvares de Azevedo, Florbela Espanca, Gonçalves Dias e muitos outros. Já a outra metade das poesias será selecionada a partir da Convocatória Doce Poesia Doce, que possibilita que poetas de todo o Brasil participem do projeto. Os interessados devem enviar um poema de sua autoria (com no máximo 14 versos) e uma foto com boa resolução para o e-mail poesianasarvores@gmail.com até o dia 31/08/17. Os melhores poemas enviados serão impressos e distribuídos junto com balas doces em diversos pontos de Salvador, com direito também a publicação no blog (poesianasarvores.blogspot.com.br) e na página do projeto no Facebook (facebook.com/poesianasarvores). Todos os poetas participantes receberão por e-mail a arte digital de seus poemas incluídos no projeto.

Inaugurando e encerrando a distribuição das "poesias doces", serão realizados dois saraus poéticos com recital em praça pública: na Praça da Sé (17/09) e no Campo Grande (08/10). Já está confirmada a participação dos poetas Adão Cunha, Edgar Velame, Ivan de Almeida, Lucas Ferreira, Marly Ramos e Vanessa Cardoso no recital de poesias.

E a meta agora, com DOCE POESIA DOCE, é ir além: fazer a Poesia sair de seu espaço estático de contemplação nas árvores e ganhar mobilidade, indo até onde as pessoas estão nas ruas e em espaços coletivos como escolas, UPAs e outras instituições. E a Poesia, que no ano passado foi apresentada como fruta colorida, dependurada nas árvores, agora se associa ao doce sabor da infância, através das balas que acompanham os poemas, em um lúdico e amoroso convite para que as pessoas vejam o mundo com o olhar da Poesia, que requer olhos de criança, capazes de se surpreender e de se encantar e, assim, vislumbrar a essência das coisas. Viva a Poesia!

 "A Poesia é necessária e vital como o ar que respiramos. Para muitos, que não percebem isso, tal afirmação pode parecer um completo desvario, no mínimo um grande exagero. Quem dera fosse assim. Mas a Poesia é tão fundamental para a sobrevivência humana no planeta como são as abelhas. Se a Poesia sumisse do mundo hoje, a humanidade não tardaria a se transformar em um imenso deserto de árvores ressequidas. Pois é a Poesia que mantém vivo o espírito humano. (...) Não deveria ser preciso afirmar aqui coisas tão óbvias. Mas não se iludam: é certo que a Poesia corre perigo. Submetidos ao constante dilúvio da superficialidade, trazemos o espírito cada vez mais embotado para o mergulho profundo exigido pelo olhar poético. No mundo inteiro, trezentos e cinquenta milhões de pessoas atualmente diagnosticadas como depressivas confirmam essa triste perspectiva: a Poesia está minguando, e com ela o sentido da vida."

Fabio Shiva, no prefácio para o livro "Os Céus de Van Gogh", de Thiago Prada (Caligo Editora, 2014)
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DOCE POESIA DOCE é um projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano III, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Artgraphic, Cogito Editora, Caligo Editora, Athelier PHNX, Servdonto e R & P Som e Iluminação.​

ASSESSORIA EM DIVULGAÇÃO LITERÁRIA:
Ademir Pascale - pascale@cranik.com


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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ruy Espinheira Filho será o homenageado da Flica 2017

Ruy Espinheira - Crédito da foto: Mario Espinheira
Autor de mais de 20 livros estará na abertura do evento na mesa "A poesia em suas infinitas estações"

Dono de diversos prêmios, o baiano Ruy Espinheira Filho será o homenageado da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que em 2017 acontece entre 5 e 8 de outubro. Sua mesa, "A poesia em suas infinitas estações", será no dia 6, às 19 horas, com mediação da poeta e professora de Letras, Mônica Menezes.

Nascido em Salvador, em 1942, publicou mais de 20 livros de poemas. A estreia aconteceu em 1974, com "Heléboro". Em 1981, ganhou o primeiro prêmio, o Nacional de Poesia Cruz e Sousa, com "As sombras luminosas". Em 1987, lançou o primeiro livro infantil, "A guerra do gato", publicação reeditada em 2005.

Em 1996, ganhou o Prêmio Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, e foi finalista do Nestlé e do Jabuti com "Memória da chuva". Com "Elegia de agosto e outros poemas", de 2005, recebeu o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras e ficou em segundo lugar no Jabuti. "Sob o céu de Samarcanda" (2009) também foi finalista do Jabuti e indicado ao Portugal Telecom. "Babilônia & outros poemas" é a sua publicação mais recente, lançada este ano.

Publicou também livros em prosa. O primeiro foi "Sob o último sol de fevereiro", lançado em 1975. Com a novela "O rei Artur vai à guerra", 1987, foi finalista do Prêmio Nestlé. O romance "Ângelo Sobral desce aos infernos", de 1986, levou o segundo lugar do Prêmio Rio de Literatura e "Um rio corre na lua" (2007) foi indicado ao Portugal Telecom 2008. O mesmo aconteceu no ano seguinte com "De paixões e de vampiros – uma história do tempo da era".

O ensaio "O Nordeste e o negro na poesia de Jorge de Lima" foi sua dissertação de Mestrado em Ciências Sociais (1990). Já o "Tumulto de amor e outros tumultos – criação e arte em Mário de Andrade", a tese de Doutorado em Letras pela Universidade Federal da Bahia (2001), foi finalista do Jabuti em 2002.

A obra de Ruy Espinheira conta também com o CD Poemas, gravado pelo próprio autor (2001), além de contos e poemas em diversas antologias, no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

Flica 2017 - A sétima edição, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus. Todos os anos, escritores de diversos matizes se reúnem para debater e interagir com o público, que tem acesso gratuito a todas as atrações do evento. A festa costuma atrair mais de 20 mil visitantes a Cachoeira. Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica. O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal​,​ coelba​ e da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

Serviço
​Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2017
​Quando: ​5 a 8 de Outubro
Onde: Cachoeira/Ba

CRÉDITO: Mário Espinheira


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