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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Bettina Stingelin e o livro Treze bonecas, por Cida Simka e Sérgio Simka

Bettina Stingelin - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Nasci em Blumenau, Santa Catarina, uma cidade de origem alemã bastante conservadora. Quando criança, passava horas a imaginar e a criar histórias, talvez como uma forma de compensar essa rigidez. Então ler passou a ser naturalmente um hábito e uma paixão. Ainda na infância, adorava os gibis da Turma da Mônica, cheguei a ter uma coleção de mais de mil gibis. Mas foi na adolescência que começou a minha obsessão pelos livros, depois de ler Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo. A partir daí comecei a devorar livros, principalmente de Literatura Inglesa. 

Em casa, meus pais incentivavam o hábito da leitura; minha mãe gostava muito de ler e possuía uma infinidade de livros. Eu costumava a mexer nos livros dela, sempre procurando algum que me despertasse a curiosidade.  

Sou formada em História, trabalhei durante quase vinte anos com organização de arquivos e na pesquisa e escrita de livros de História Regional. Atualmente me dedico a escrever e aos meus filhos Max, de 6 anos e Guto, de 3 anos.   

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?

Eu sempre tive vontade de escrever livros de ficção, embora duvidasse do meu talento. Algumas pessoas diziam que eu escrevia bem, que eu deveria tentar, mas me faltava a coragem e a dedicação necessárias para colocar as histórias no papel. Então em 2008, de maneira muito tímida, comecei a rascunhar o livro Treze Bonecas. Escrevia de pouquinho em pouquinho nas horas vagas, mas acabei me frustrando e me dedicando cada vez menos à história. Alguns anos depois, fui convidada por uma editora da minha cidade a escrever alguns livros infantis, o que acabou consumindo o meu tempo e me fazendo esquecer de vez do livro Treze Bonecas.

Logo depois do nascimento do meu primeiro filho, foi como se algo renascesse dentro de mim, eu precisava terminar o que havia começado, então resolvi desengavetar a história e reescrevê-la. Eu queria criar uma história de suspense, mas com um toque fantasmagórico; uma história que tivesse como pano de fundo uma sensação constante de desolamento. Era uma forma de homenagear os livros de Literatura Inglesa que sempre foram os meus preferidos. Treze Bonecas têm influências de Rebecca de Daphne du Maurier e Agatha Christie. É uma história sobre solidão e enganos, mas principalmente sobre as consequências de deixarmos o ego comandar as nossas vidas, de sermos o que achamos que os outros querem que sejamos. 

Como analisa a questão da leitura no país?

Acho que ainda vamos demorar para chegar ao patamar de países desenvolvidos. A leitura não é um hábito do brasileiro, somos um país de poucos leitores, sem contar que ainda é difícil o acesso ao livro para uma parcela da população. Isso também acaba refletindo nos autores, que têm poucas chances de mostrar o seu trabalho com um mercado tão limitado. Eu tenho fé nas próximas gerações, por isso incentivo ao máximo meus filhos. 

O que tem lido ultimamente?

Quando era mais nova, eu tinha uma obsessão por livros de escritores ingleses. Depois fui abrindo a cabeça e despertando para o mundo, e comecei a ler de tudo um pouco. Apesar de gostar muito de suspense, atualmente estou lendo A Leste do Éden, de John Steinbeck, um clássico da Literatura Americana. Antes deste, li o Diário de Bitita, da Carolina Maria de Jesus e Armadilha, da Melanie Raabe.  

Quais os seus próximos projetos?

Meu próximo projeto é um livro de suspense policial intitulado Coruja Negra. É a história de um crime que acontece na véspera de Natal em um chalé em uma praia brasileira. É uma história com personagens tipicamente brasileiros, mas com um enredo inspirado nos livros de Agatha Christie. 

Link para o livro:

http://www.editoralabrador.com.br/produto/8413/ 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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