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sexta-feira, 7 de maio de 2021

Capitão América de John Byrne

 

No início da década de 1980, a Marvel resolveu trocar a equipe do título do Capitão América. Para desenhar chamaram uma estrela em ascensão na editora, John Byrne. Para escrever, colocaram o próprio editor do título Roger Stern, um estreante nos roteiros.

Essas histórias marcaram época e foram reunidas no volume sete da coleção Os heróis mais poderosos da Marvel.

A dupla começa desfazendo uma cagada de roteiristas anteriores, segundo os quais, na verdade o personagem era descendente de aristocratas, e não um garoto pobre de Nova York na época da recessão.

A primeira história é justamente o Capitão achando seu diário na Shield e descobrindo que a história da família aristocrata eram memórias falsas implantadas pelo governo norte-americano para proteger sua verdadeira identidade caso ele fosse aprisionado. Enquanto isso, Barão Strucker foge da prisão e invade a Shield com o objetivo de matar o sentinela da liberdade.

Posteriormente o Capitão enfrenta o Homem-dragão e Mecanus e depois impede que Mister Hyde destrua Nova York. Nesse meio tempo ainda encontra tempo para abdicar de ser candidato à presidência.

John Byrne parecia à vontade desenhando o Capitão, um personagem criado pelo seu ídolo, Jack Kirby (eu me pergunto porque a Marvel não deu o personagem para o Byrne quando ele já estava famoso). Roger Stern, no entanto, nem sempre se saía bem. Ele exagerava no texto, muitas vezes deixando pouco espaço para os desenhos. Sua caracterização do personagem, no entanto, era perfeita: justo, honrado, democrata, um verdadeiro exemplo a ser seguido. Stern também introduz uma personagem nova, Bernie Rosenthal, uma das primeiras personagens dos quadrinhos declaradamente judias – e que viria a ser melhor desenvolvida por JM DeMatteis na fase seguinte.

Mas a história realmente engrena quando começa a saga hoje conhecida como “Seu ódio se chama sangue”. Não por acaso, essas histórias são co-roteirizadas por John Byrne, que aqui ganha espaço para mostrar o ótimo narrador gráfico que iria se revelar.

Na trama, o Capitão viaja para a Inglaterra a pedido de Union Jack, um velho amigo dos tempos do grupo Os invasores. Ali estão acontecendo vários assassinatos e o velho herói acha que são obra de seu irmão, o vampiro nazista Barão Sangue. A história é cheia de ação e reviravoltas. E tem John Byrne em ótima forma. A capa que ele faz para o número 254 da revista, com o vampiro pulando sobre o Capitão enquanto o envelhecido Union Jack tenta se levantar da cadeira de rodas é simplesmente memorável e resumia muito bem todas as maiores qualidade da série.

Infelizmente, Roger Stern brigou com o chefão da Marvel, Jim Shooter, e saiu da série. A razão é que Stern queria desenvolver tramas mais complexas para o Capitão e Shotter queria que as sagas não se alongassem muito. E, Byrne se concentrou nos X-men, que o tornariam a grande estrela do mercado americano. 

Entretanto, essa série é até hoje apontada como um dos melhores momentos do personagem.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Resgate


Na década de 1980 houve uma onda de filmes em que um homem enfrentava um exército – uma onda que surfou no sucesso do primeiro Rambo e teve seu auge nos filmes posteriores da franquia. Mas se o primeiro tinha profundidade psicológica e sequências de ação verossímeis, muitos dos seus derivados eram difíceis de acreditar: em Rambo II, por exemplo, o protagonista vence sozinho a guerra do Vietnã lutando contra vietnamitas que, mesmo com uma metralhadora em punho, não conseguem acertar um único tiro.

Resgate, filme dirigido por Sam Hargrave com roteiro e produção dos irmãos Russo (dos filmes do Capitão América e dos Vingadores) resgata muito daquele primeiro Rambo.

Na história, graças a uma falha na segurança, o filho de um traficante é sequestrado pelo traficante rival. Sem dinheiro para pagar o resgate, o chefe da segurança contrata um grupo de especialistas liderados pelo mercenário interpretado por Chris Hemsworth. Mas, como o dinheiro da quadrilha foi confiscado pela justiça, o chefe da segurança trai o grupo de mercenários na tentativa de salvar ele mesmo o garoto – e evitar pagar pelo serviço.

Enquanto isso, o chefe do tráfego coloca toda a força policial da cidade para caçar o mercenário e o garoto.

É um filme de ação de tirar o fôlego, com perigos a cada esquina. Mas é também verossímil. Não vemos, por exemplo, a câmera nervosa de outros filmes, usada para esconder problemas de coreografia das lutas – um recurso que torna a narrativa confusa. É possível ver e entender tudo que acontece. Além disso, o mocinho não sai incólume: sofre facada, tiro, é atropelado. A impressão que se tem é de ver alguém altamente preparado, mas que não é um super-herói lutando contra indianos incapazes de acertar um único tiro.

Acrescente a isso uma boa caracterização de personagens inclusive secundários, cada um com uma motivação muito clara: o chefe da segurança que precisa resgatar o garoto para que sua família não seja morta, o traficante que manda na cidade, o garoto que quer subir na cadeia do tráfico. 

Em tempo, o filme é adaptação de uma história em quadrinhos ‘Ciudad’ de Ande Parks e dos irmãos Russo.

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domingo, 15 de janeiro de 2017

Conexão Nerd: Descubra 8 curiosidades sobre o super-herói Capitão América

Descubra 8 curiosidades sobre o super-herói Capitão América. Assista o vídeo, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=zaB_dLCaAjc

 
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Livro "A Morte do Capitão América", de Larry Hama

Sinopse: Ele foi um herói para milhões de pessoas. Uma inspiração para as forças armadas norte-americanas e personificação dos maiores ideais de sua nação. Ele viveu por seu país – e agora, alvejado a sangue frio, deu sua contribuição final à terra que tanto amou. A morte do herói tem sérias consequências. Falcão, seu parceiro de toda a vida, faz da vingança sua prioridade. Sharon Carter, prisioneira dos capangas de Caveira Vermelha, encontra-se fora de controle. E Bucky Barnes, mais conhecido como Soldado Invernal, precisa se reconciliar com seu passado sórdido, a fim de encarar uma missão que mudará sua vida. Testemunhe a monumental releitura do mito do Capitão América nesta incrível adaptação trazida ao Brasil com exclusividade pela Novo Século.

CURIOSIDADES:

Trecho do livro
Não tivemos outra escolha a não ser trazer o corpo dele para cá – Tony Stark disse. – Steve foi o único produto bem-sucedido do Programa do Supersoldado. As informações na cela dele são protegidas por diversos atos de segurança nacionais.
Aquilo simplesmente aumentou a minha raiva.
– Steve não era um 'produto'. Ele era seu amigo, Tony. Por um momento, pareceu que Tony Stark tinha uma consciência. Eu não estava com vontade de ser boazinha e compreensiva, e esperava que a culpa o apunhalasse no coração. Assim como acontecia comigo.
Eu considerava Tony Stark o responsável por aquilo. Não tinha sido o Homem de Ferro a ponta de lança para a aplicação do Ato de Registro? Não era o seu traje vermelho e dourado que estava em todos os cartazes? Não foi por culpa de Stark que Steve Rogers tinha sido preso?
E agora Stark é diretor da S.H.I.E.L.D., e Steve está esticado em uma gélida maca. Eu disse isso a ele, e ele respondeu que estava tentando fazer a coisa certa, que ver Steve daquele jeito também o matava.
Ficha técnica:
Título: A morte do Capitão América
Formato: 16x23
ISBN: 9788542808001
Ano: 2016
Páginas: 352
Autor:  Larry Hama
Editora: Novo Século
Para adquirir o livro: Clique aqui.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

O livro Guerra Civil prepara o leitor para o filme?



Com a proximidade da estreia do filme Capitão América - Guerra Civil (em 28 de abril), é comum que o hype sobre o livro Guerra Civil, de Stuart Moore (Novo Século, 2014) aumente. A obra ganhou uma edição especial, de capa dura, e está constantemente exposta nas vitrines de livrarias. Mas vale a pena ler o livro para “se preparar para o filme”?

Se você ainda não conhece Guerra Civil, trata-se da novelização dos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven que conta a divisão dos heróis da Marvel em dois grupos que, literalmente, entram em guerra. Um deles, liderado pelo Capitão América e o outro pelo Homem de Ferro. A ideia é basicamente a mesma que será levada para o filme, com modificações para se adaptar ao universo cinematográfico da Marvel.

Nos quadrinhos e no livro, a divisão de Guerra Civil se dá porque um grupo de heróis adolescentes chamados Novos Guerreiros leva um combate com o vilão Nitro para perto de uma escola. O vilão se explode e mata centenas de civis, entre eles dezenas de crianças.

A S.H.I.E.L.D. então se alia ao governo e cria a Lei de Registro Super-Humano, segundo a qual todo super-herói precisa se registrar. Para isso, é necessário revelar sua identidade secreta e responder como funcionário do governo. O Capitão América se coloca contra a iniciativa, que é liderada pelo Homem de Ferro. Assim, tem início o embate.

Vale a pena ler?

Guerra Civil é um ótimo livro e, mesmo a trama não sendo exatamente idêntica a levada para o filme, é possível sentir o clima da rivalidade entre os heróis e ficar ainda mais ansioso para o longa-metragem. Para os menos familiarizados com os quadrinhos, é aconselhável iniciar a leitura ao lado de um computador, para poder pesquisar os personagens no Google e imergir melhor na história.

Durante a leitura, é possível entender o apelo dos fãs para que o Homem-Aranha participasse do filme: ele acaba sendo o grande protagonista da trama. Inicialmente do lado do Homem de Ferro, o cabeça de teia vai, aos poucos, percebendo que a Lei de Registro Super-humano não é tão correta quanto parece, e sua dúvida de estar fazendo o certo ou não consegue ser bem transmitida ao leitor.

Outros destaques são as descrições das cenas de luta, interessantes e fáceis de serem entendidas. O mesmo vale para conceitos comuns do universo dos quadrinhos da Marvel, como a Zona Negativa. Se você nunca ouviu falar dela, vai entender perfeitamente ao ler o livro. Vale destaque também a boa escrita de Stuart Moore e sua capacidade de transcrever para a literatura cenas criadas para os quadrinhos. Acredite, em muitos momentos é difícil perceber se tratar de uma adaptação.

Há, sim, pontos negativos na trama de Guerra Civil, como a solução para o clímax final, que pode soar imediatista. Mas os prós superam os contras e fazem do livro uma ótima obra. Cabe agora aguardar para ver se o filme será tão bom quanto.
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