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sábado, 24 de outubro de 2020

Baseado no romance de L.J.Freitas - Cabaré - Casa Nova

Ambientada na tradicional cidade do Rio de Janeiro do século XIX, no bairro da Lapa. Conta à história de Anabel Vallin (Juliana Paiva), uma jovem noviça que sonhava em conhecer o mundo além dos muros do convento onde vivia em Santa Teresa. Um dia ao sair escondida para ver a festa dos escravos (carnaval nos dias hoje), se apaixona por Cassio de Abrantes (Mauricio Destri), um rapaz rebelde para as convenções de sua mãe, a marquesa de Abrantes (Christiana Guinle), sonhador e que se apaixona pela linda noviça que em meio a um tumulto, ele a salva e descobre que sua vida nunca mais seria a mesma depois que a teve em seus braços.

E ao passar do tempo, contrariando todas as convenções a mesma foi expulsa do convento pela Madre (Selma Egrei) e os dois decidem viver esse amor o que despertou a ira em alguns que tramaram para separá-los. Após ser pega por Cassio na cama com seu primo Talião (Jesuíta Barbosa), por armação de sua mãe a Marquesa de Abrantes, Cassio abandona Anabel a própria sorte e magoado vai para Portugal reatar seu noivado que nunca fora desfeito. Após ser abandonada pelo seu grande amor, a jovem noviça, grávida, morou nas ruas da cidade. O tempo foi passando e a jovem, com fome, frio, doente e mendigando pelas ruas com um filho nos braços, abre mão do seu maior bem, seu filho onde se vê obrigada, e temendo pela saúde de seu bebê, decide deixa-la na roda dos enjeitados da Santa Casa de Misericórdia e parte para uma vida solitária pelas ruas da cidade, onde passou pelas piores provações como mulher e sem dignidade humana. Ao passar do Tempo ela conhece, Mama (Claudia Raia), uma mulher misteriosa vinda do exterior que se compadece da situação de Anabel e vê naquela jovem a filha que nunca poderia ter. Mama a acolhe e transforma sua vida, com desejo de que Anabel pudesse se restabelecer longe de todo sofrimento e a manda para o exterior para que pudesse recomeçar uma vida nova. Anos depois a menina volta uma bela mulher e promete se vingar de todos que a humilharam e que ali, em plena Lapa, surgiria algo que escandalizou toda uma sociedade conservadora.

Com a chegada de Mama e suas meninas à cidade. A vida do padre local virou de pernas para o ar com as frequentes cobranças das beatas local exigindo que o sacerdote acabasse com o que elas chamavam de “Antro de perdição ou Casa do Demo” Assim apelidaram o Cabaré Casa Nova. Jenoveva (Eliane Giardini) era a líder das religiosas e que vivia afrontando a Mama e as meninas do cabaré em cenas cômicas e engraçadas o que traz um pouco de humor para trama.

Após sua volta a cidade do Rio de Janeiro, Anabel, Não mais uma jovem inocente, mas uma mulher linda e atraente que viu no Cabaré Casa Nova a oportunidade de se vingar de toda a sociedade hipócrita através dos homens que ali frequentavam. E que em suas viagens proporcionada por Mama, conheceu todos os tipos de culturas, inclusive as orientais com suas danças de véus, como nas histórias da bíblia. E usando sua beleza, seu corpo escultural e seu jeito de menina, ela viu a forma perfeita de colocar seu plano em prática. E contavasempre com apoio das meninas em especial de Charlote (Maria Eduarda Carvalho), que sempre muito espevitada, tinha Anabel como uma irmã. Trabalhava no Cabaré juntamente com as demais meninas nas apresentações e no atendimento aos cavalheiros que pagavam por companhia.

Anabel começou a por seu plano em prática e se apresentava como Belafenix, uma personagem que criou usando com símbolo principal a fênix, como se representasse o ressurgimento de uma mulher de suas próprias tristezas.

No meio da trama surge Barbara dos prazeres (Paloma Bernardi), uma mulher de poucas palavras, muito misteriosa que oferece seus serviços a Mama e começa a se apresentar no Cabaré Casa Nova com suas danças portuguesas e sua sensualidade maquiavélica que seduzia os homens. Porém o que ela não contava que o retorno de Anabel e suas danças orientais, chamariam mais atenção do que ela o que a deixou com ódio e constantemente tramava a morte de Anabel com artifícios de feitiçaria.

Porém com seu plano em ação, Anabel não contava com o retorno de seu grande amor do passado, Cassio de Abrantes o que poderá mudar os rumos de seus planos e de sua vida.

GÊNERO: Drama

LOGLINE

Para se vingar de todos que a fizeram sofrer no passado, a ex-noviça Anabel, volta à cidade do Rio de Janeiro para viver como a mais nova meretriz do Cabaré Casa Nova.

REFERÊNCIAS

A inspiração para esta obra foi desenvolvida com base no tradicional bloco de rua “Bloco das carmelitas” que segundo a lenda, contava a historia de uma noviça que fugiu do convento para pular o carnaval. E o início da boêmia no bairro da lapa. Estudo e pesquisas do Rio antigo com intuito de ver a trama com os olhos dos personagens

PROPOSTA

Cabaré Casa Nova tem por finalidade uma visão mais cinematográfica com base em grandes romances e trazer culturalmente o ressurgimento do Rio Antigo com uma sensibilidade poética. Buscar transportar a quem assiste amor dos protagonistas tendo como cenário o rio de janeiro, tão castigado pelo descaso de nossos governantes e pela violência.

Revigorar o orgulho de sermos uma cidade de cultura rica com nossas arquiteturas.

Através deste romance com personagens fortes e de personalidade ímpar, fazer que as pessoas vejam o centro do rio de uma forma diferente ao habitual.

Trazer a emoção de encontrar o verdadeiro amor e que nem o tempo pode apagar. Mostrar que nem sempre as pessoas que se dizem “temente a Deus”

são as mais caridosas e que muitas das vezes a compaixão vem dos corações mais julgados.

Mostrar a intolerância da sociedade achando que podem impor o seu modo de viver as outras pessoas não aceitando a forma de amar dos outros e o jeito de buscarem a própria felicidade.

Mostra a espiritualidade e ligação de almas gêmeas pelo tempo.

PERSONAGENS PRINCIPAIS

Anabel Vallin – Uma jovem noviça com apenas 17 anos de idade, que devido a desejo de sua família, foi enviada para o convento de Santa Teresa no Rio de Janeiro e nunca mais teve noticias dos familiares que na época estavam à beira da falência. Muito romântica e sonhadora, a noite escondida com uma vela lia livros de romances e sonhava um dia encontrar um príncipe encantado como nas historias que lia.

Cassio de Abrantes – Um jovem rapaz sonhador que sonhava em seu um escritor romancista e viajar o mundo para escrever todas as suas experiências em terras desconhecidas.

Porém muito manipulado por sua mãe a Marquesa de Abrantes, que tinha outros planos para o rapaz.

Devido a esse atrito de personalidade com sua mãe, Cassio nunca superou a morte de seu pai e melhor amigo e achava que o motivo de seu falecimento foi de tristeza devido aos desmando da marquesa.

Ana de Abrantes – Apesar de muito nova, com seus 14 anos, já estava prometida em Portugal. O que a deixava bastante chateada, pois assim como seu irmão ela tinha um espirito livre, porém não contradizia as decisões de sua mãe. Suas atitudes meio criança meio mocinha irritava a marquesa que lhe chamava a atenção para ter mais compostura. Ana amava muito seu irmão Cassio que depois da morte de seu pai ficaram ainda mais agarrados.

Marquesa de Abrantes – Muito conservadora, era uma das mulheres mais influentes da cidade do Rio de Janeiro, onde cuidava com pulso firme do patrimônio da família deixada pelo seu falecido marido Marque de Abrantes. Controladora, via em tudo a oportunidade negociar para seu se enriquecer cada vez mais, inclusive forçar seus dois filhos em casamentos arranjados para apoio financeiro. Manipuladora e sem escrúpulos é capaz de passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que quer.

Madre – É a matriarca do convento de onde Anabel vive. Muito rigorosa com as convenções religiosa e disciplinar. Administra o convento com pulso firma e não tolera indisciplina em hipótese alguma.

Irmã Lurdes – Muito religiosa e tem um carinho todo especial com Anabel e busca incessantemente orientar a mesma sobre a responsabilidade de seus votos religiosos fazendo que a mesma entenda que não pode ter um coração divido entre o mundo e o sacerdócio.

Noviça Edite – Destemida e espevitada, Edite é a mais articulada das noviças. Sempre tramando peças pelo convento e a mais nova da noviça é sair às escondidas para ver a festa dos escravos na rua.

Talião Cortez – Primo de Cassio, um verdadeiro boêmio que estava a gastar toda fortuna que herdou de seus pais com farras, bebidas e mulheres. Inconsequente e aproveitador.

Duquesa Del Castilho da Espanha, Mama – Mulher com seu porte exótico e elegante. A sua chegada a cidade é um mistério. Ela guarda um grande segredo que a fez sair de sua terra natal até chegar à cidade do Rio de Janeiro. Muito calada e observadora, ela se instala num casarão situado na Lapa juntamente com as meninas que a acompanhava. Rodeada de luxo ela fica conhecida na cidade como anfitriã do Cabaré Casa Nova. A nova casa de diversão.

Charlote  – Umas das meninas do Cabaré, alegre e provocante.

Extremamente atraente com seus decotes e roupas estilo francesa, cabelos encaracolados e loiros. Chama a atenção por onde passa com seu jeito de menina-mulher. 

Rubi - Mais uma das meninas do Cabaré. Seu estilo exotérico de ser. Muito bonita com seus cabelos avermelhados.

Esmeralda - Mais uma das meninas do cabaré, também muito bonita com seus cabelos castanhos escuros e roupas atraentes.

Safira - Outra menina do cabaré também muito bonita e sedutora. Barbara dos Prazeres – Uma mulher que ingressou no cabaré por meios próprios oferecendo seus serviços. Misteriosa e ambiciosa, sempre quer ser a mais desejada pelos homens e não aceita ser rejeitada. Utiliza todos os artifícios para se ficar sempre bela. Maliciosa e extravagante e extremamente invejosa não mede esforço para conseguir o que quer.

Padre - O sacerdote da paroquia de Nossa senhora do Carmo da lapa que reza todos os dias por sua aposentadoria que viu sua vida virar de pernas pro ar com a chegada das meninas do cabaré, pois é constantemente perturbado pelas beatas uma solução de excomungar todas da cidade como se o pobre tivesse esse poder.

Jenoveva - Líder das beatas locais, se dedica diariamente em tentar destruir o Cabaré e expulsar as meninas da cidade, alegando que a casa de diversão é uma afronta a moral e aos bons costumes.

Eusébio - Esposo de Jenoveva, comerciante e frequentador assíduo do Cabaré, onde todas as noites quando sua esposa dorme saí as escondidas para casa de diversão como a maioria dos homens casados.

Velha feiticeira – Uma velha bruxa que usava artificio de magia negra a quem a recorresse. Vivia numa Choupana situada ninguém sabe ao certo.

Conde de Gouveia – Homem rico e Influente nas Minas Gerais, por ter propriedade de garimpo de pedras preciosas e de sangue nobre por parentescos com condes em Portugal.

Clara Gouveia - Única filha do conde e herdeira de toda sua fortuna. Tratada com mimos exagerados. Jovem com vida de luxo e futilidades como toda filha única.

Condessa de Gouveia - Sempre muito calada e obediente ao seu esposo. Vive para cuidar de sua filha até que a mesma se case para lhes dar o neto varão que sempre sonharam.

Inquisidor – Homem com olhar sombrio que exalava maldade. Representante da igreja conservadora era convocado para denúncias de atos que iam contra a igreja e artes profanas como bruxaria. Ele era quem condenava presos da igreja a suas sentenças, em muitos dos casos até de morte.

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

Jezebel – Jovem revolucionária e liberal em meio à festa dos escravos. Somente uma única aparição.

Noviça Bia – Noviça cumplice de Edite em seus planos.

Noviça Tereza – A mais nova das noviças com apenas 9 anos que ajuda no plano de Edite para sair do convento.

Irmã Catarina – Freira que devido a armações das noviças, facilita a fuga das noviças do convento.

Filho do Jardineiro – Garoto inocente que é enganado por Edite que faz promessas para que o mesmo ajude em seu plano de sair do convento.

Velha cigana – Uma misteriosa mulher que surgiu do nada e ajuda Cassio e Anabel no tumulto. E fazendo previsões sobre o futuro dos dois.

Mãe preta – Uma das escravas na casa da marquesa, na qual Cassio tinha grande carinho e muitas das vezes se aconselhava.

Barão de Itaocaia – Sócio da marquesa nos negócios de café a cana de açúcar. Era ele quem administrava de perto as colheitas da região.

Médico Doutor – Era o médico responsável por todos na cidade, onde precisassem. Capataz – Braço direito da marquesa um homem rude pronto para receber ordens como um cão de guarda.

Cocheiro – Era quem levava os membros da casa para onde solicitavam na carruagem.

Zélia – Vizinha e amiga de Anabel no cortiço.

Homem agressor – Homem que morava no cortiço e observava Anabel com intuito de um dia a possuir.

Senhoria do Cortiço – Mulher de poucos amigos e que só se interessava em receber os alugueis.

Nega Jurema – Escrava alforriada que vivia em um casaram na Gamboa próximo ao cais do Valongo, onde ainda acontecia trafico de negros na calada da noite. Ela Quem resgatou Anabel da rua em trabalho de parto com seus irmãos de cor.

Irmãos de cor – Escravos alforriados se titulavam assim como uma irmandade.

Janaína – Negra filha de Jurema que saía para vender os doces que sua mãe e os outros negros faziam para sobreviver.

Delegado – Representante da lei local e frequentador do cabaré casa nova.

Tomas – Marido de Ana de Abrantes e negociador de pedras preciosas de suas terras em Minas Gerais.

LEIA ENTREVISTA COM O AUTOR: CLIQUE AQUI.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

L. J. Freitas e o livro Cabaré – Casa Nova


Nascido em 17 fevereiro 1982 na no estado do Rio de Janeiro, reside na cidade de Maricá. Tendo sua formação Acadêmica em Gestão Empresarial de Pessoas. Sua grande paixão por história e lendas brasileiras é o que caracteriza este autor.  De doutrina espirita o mesmo declara que para composição de sua obra com a riqueza de detalhes de vidas passadas, que  é mentorado por um ser espiritual que o revela os lugares para mostrar como tudo aconteceu. Suas obras são caracterizadas por mensagens e clarividências. Mas o mesmo relata que isso começou em sua vida desde sua infância e que resolveu desenvolver a partir do ano de 2012 quando o livro Cabaré Casa Nova foi iniciado.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

L. J. Freitas: Sempre fui um apaixonado por histórias de todos os gêneros, mas nunca me vi publicando nada, só paixão mesmo! Mas desde minha adolescência tinha esses transes literários de parar do nada e começar a escrever, mas na época “ como um bom adolescente” eram rascunhos , cheios de erro de português “ rs”, mas com grande conteúdo e emoção. Tanto que toda escola lutava por aqueles papeis datilografados cheio de “liquid-paper” que usávamos para corrigir “rs”. Com a fase adulta, e responsabilidades esses lapsos literários pararam, mas de 2011 pra cá, comecei a ter mensagens no meu subconsciente para escrever e a história começou a ser mandada para minha mente e por uma força maior que eu colocava no meu word do computador. E a história foi desenvolvida com muita pesquisa e ida aos locais até seu lançamento na Bienal do Livro de 2019, onde oficialmente dei meu primeiro passo no mundo literário. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Cabaré – Casa Nova”. Poderia comentar? 

L. J. Freitas: Sim. E o engraçado é que a história começou a ser feita sem título. Eu não fazia ideia de como ele iria se chamar, pois as mensagens que recebia era para escrever a historia e visitar os lugares, não tinha ideia de onde iria parar, até onde esta história iria se desenvolver. Eu tinha visões dos lugares sem  nunca ter estado la´como o convento de Santa Tereza. E quando chegava lá era exatamente como eu via na minha mente.” Sinistro” rs. E o nome do Livro veio quando eu questionava a mim mesmo e ao “subconsciente” como eu o chamo. Parei repentinamente em frente a um lugar completamente maltratado pelo tempo e numa placa desgastada estava o nome que naquele momento tinha tudo a ver com a Lapa. Olhando ali aquela placa que estava escrito: Cabaret Casa Nova, imediatamente veio na minha cabeça: Aí está o nome da sua história! Fiquei surpreso, mas feliz de ter achado um nome que encaixasse e que tinha  tudo haver com a Lapa. Quem quiser, pode ir na Lapa que a placa está  ainda no estado quem falei. 

Conexão Literatura: Podemos dizer que o seu livro é uma verdadeira história do estado do Rio de Janeiro, servindo também como guia turístico. Fale mais a respeito.

L. J. Freitas: Não digo exatamente como  guia turístico, pois na época que a historia se passou, nos remete a história do rio antigo com suas lendas e arquiteturas épicas. Mas de certo, ele foi feito de uma forma que qualquer um que leia, conseguirá entrar na vida de cada personagem, pois os lugares são reais de verdade e ainda intactos mesmo com a modernização. Se Você hoje for ao centro do Rio, terás uma visão normal. Agora experimente ler o livro e ir ao centro do Rio. Garanto que nunca mais olharás e verás da mesma forma. Tudo lembrará a historia de cada um dos protagonistas da trama.  

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

L. J. Freitas: O processo de criação foi sútil e a trama foi se desenvolvendo sozinha e aos poucos como me era passado. As inspirações ficaram mais fortes quando visitei os lugares retratados na história como por exemplo a RODA DOS ENJEITADOS na Santa Casa do Rio, lá para quem não sabe, era onde mães que não tinham condições de criar seus bebes abandonavam, mas pra entender esse drama, tem que ler o livro. “rs”.  Além dos lugares, eu precisava dar vida, ou seja, rostos, para não só escrever e sim ver, daí imaginei se o mesmo virasse um filme ou uma série, quem se encaixaria nos personagens. Então comecei a junção de cada personagem e casar o ator ou a atriz que se encaixaria com o personagem com as mesmas características que me era dita como por exemplo: Anabel seria a Juliana Paiva, Cassio Abrantes -  Mauricio Destri, Marquesa de Abrantes – Christiana Guinle, Mama Claudia Raia entre outros ,mas aí vai da imaginação de cada um que lê.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

J. Freitas: Olha! É difícil destacar só um trecho dentre tantos acontecimentos, pois a história tem uma dinâmica e diversas mudanças com entrada de tramas e personagens a todo instante. Mas tem um que me emocionou demais, quando Anabel perambulava pela rua dormindo aqui e ali com uma criança pequena nos braços. Ela foi brutalmente violentada por homens da guarda que faziam a ronda da noite na praça XV. E o momento que a mesma debilitada chorava por seu leite ter secado, Segue o trecho:

“Era vista geralmente próxima aos arcos dos Teles de Menezes mendigando

alimentos e moedas para alimentar-se e a sua filha. As pessoas

que por ela passavam, algumas se condiziam com sua situação e outras

a ignoravam como um cachorro vadio. Anabel, apesar de debilitada,

ainda tinha uma singela beleza e um olhar de menina e isso começou

a atrair a atenção de homens com más intenções e em uma noite ela

deixou sua filha dormir próxima aos Arcos do Teles e foi se banhar já

que era tarde, porém no momento passavam três soldados da guarda

e deram voz de prisão a mesma que foi levada para um sobrado vazio

e ali, teve a mais dolorosa experiência como mulher: sua violação por

aqueles três homens que após consumar o ato de violência sexual com

Anabel a jogaram no chão, vestiram suas calças e saíram sorrindo, orgulhosos

do que fizeram sem medo de serem denunciados, pois eles

acreditavam que seria a palavra deles contra o de uma mendiga.

Ela só pensava em ir para onde havia deixado sua filha, sentou ao

seu lado e naquela noite fria, ouvia-se o eco de seu desespero ao chorar

com sua filha no colo. Ao passar dos dias, com fome, suja e visivelmente

abatida, Anabel com sua filha em seu colo sentou-se próximo ao Paço

Imperial e ali viu o que mais temia. Devido sua indisposição, má alimentação

e sua fraqueza corporal ao tentar dar o peito para sua filha, e

para seu desespero, seu leite havia secado por completo:

– Não, meu Deus! Por favor, eu vos imploro! Me castigue, mas não

puna minha filha com a falta de meu leite!”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

L. J. Freitas: O Livro já esta disponível no site da editora Autografia, Saraiva, Americanas e nas diversas lojas online de livros. Ao pesquisar no Google, como: Livro Cabaré Casa Nova, virá as diversas plataformas que estão comercializado. Para saber mais sobre minha obra, poderá ser enviado e-mail para editora autografia ou pelo Instagram LJFreitas

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

L. J. Freitas: Não só para autores, mas para cada um que tem um sonho. Se você quer fazer, se você coloca amor naquilo que se propõe, não deixe que as adversidades te desanime. Ainda mais quando vivemos numa sociedade de enquadramento, onde nos obriga a ter uma tribo, religião, tipo social, etc. Quando escrever, seja livre de verdade, sem rótulos, sem ideologias, sem limites. Escreva como se fosse  salvar a vida de alguém em algum lugar do mundo. Escreva para fazer alguém sonhar,  voar na leitura e esquecer qualquer tipo de problema ou angustia. Escreva porque te faz feliz. E lembre-se de que quando todos dizem não, é que você está mais próximo do seu sim. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

L. J. Freitas: Sim. Em breve estarei lançando novo livro inspirado numa historia real. E será baseada numa personagem do Cabaré Casa Nova, mas que mudará para um contexto mais voltado para o suspense. Façam suas apostas! rs

Perguntas rápidas:

Um livro: Muitas vidas, muitos mestres – Brian Weiss

Um ator ou atriz: Claudia Raia

Um filme: Enquanto você dormia

Um hobby: Viajar

Um dia especial: Quando lancei meu livro na bienal

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

L. J. Freitas: Desejo de coração que todos possam sentir toda a emoção que tive ao escrever esse livro. Peço que divulguem seus comentários e leiam de coração aberto cada capitulo.  Uma excelente leitura pra vocês e meu muito obrigado!

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