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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Apoie o novo projeto no Catarse: Weird Western - Robert E. Howard, uma mescla de contos de horror e fantasia com velho oeste


O livro será uma mescla de contos de horror e fantasia com velho oeste (ele virá com muitos extras e recompensas incríveis) subgênero criado por Robert E. Howard. Confira e apoie o projeto, acesse: www.catarse.me/rehoward

 

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Hudson Santos e o livro A Palavra Soprada

Hudson Santos - Foto divulgação
Começo com uma notícia, apenas para vibrar com o livro. Jaccques Derrida conta que o amigo e filósofo Emmanuel Levinas, quando falava ao telefone, costumeiramente sofria imensa angústia a cada instante de silencio e não-resposta do outro, situação que levava-o a recuperar a fala com um “alô?alô?” entrecortando as frases, por vezes até mesmo no meio delas. O relato consta num belíssimo livro sobre adeus. Em todo seu discurso, mas de modo especial nesse trecho – que poderia passar por contingente, a depender das forças de conversa com o texto, Derrida faz ecoar a ambígua presença do amigo para quem a verdadeira vida sempre esteve ausente. Ainda ambiguamente, o filósofo Derrida fala para recuperar a voz do amigo diante o terrível aniquilamento (se morrer for isso), fala para assumir o “alô, alô?”, junto com pessoas tocadas pela falta de Levinas. Talvez, o pequeno trecho seja um poema da ética, uma escrita para sustentar a linha com o outro lado. Talvez seja esse o ponto, escrever a anatomia de um corpo na sustentação de tal linha, uma poética.
O autor de “A palavra Soprada” é meu amigo, alguém que diz “alô?alô?” integralmente. Ao telefone, durante uma conversa, aos golpes de um filme ou, enquanto expoente da poética do cuidado, entre as falas de outro, alô?Alô?!
Então, toquemos nesta dimensão, a amizade, a proximidade do Tu, posto que não-ver-diferença-de-princípios-entre-um-aperto-de-mãos-e-um-bom-poema implica mais que partilhar a referente vizinhança com Paul Celan, será preciso gastar a fala até recolher nas unhas “o silêncio feito outra distância”. 

Outra distância, o Tu, a amizade.
Fechamos tantas mesas quanto as que permaneceram fechadas às nossas. Aliás, quem não encontra ressonância entre as mesas fica obrigado a encontrar Fora, no espaço onde Maurice Blanchot /e uma longa linhagem/ escutou fulgurações extemporâneas.
 Fora, o espaço-espesso pela deposição da língua aquém e além do linguajar fantasmagórico de especiarias e especialidades no tempo. A história das matérias, a fixação da poesia brasileira pela pedra, tudo isso formula o dentro (mesmo a dialética de ver ou não a pasma máquina do fundo, é possível ser mestre disso, é possível ter um nome nisso), a palavra soprada esfarela antes e corre com a água do último balde no chão da padaria.
Maurice Blanchot é um nome que se encontra em bibliotecas, tal como Hilda Hilst e Jorge Luís Borges que, se não viveu exatamente Fora, fez crer a própria vida na imagem da Infinita Biblioteca, de onde o mito fundador ocidental seria a Babel de todas e nenhuma língua. O nome Jorge Luís Borges, com a sua biblioteca, faz ironias das técnicas narrativas (as máquinas de guerra, as máquinas de saber, as máquinas biológicas) que preenchem a palavra, meu amigo também. Se você ler vai saber, mesa que começa pelas bordas, ainda por fazer.
 Pode não ser obra do acaso a homenagem “já somos a ausência que seremos” antes mesmo do início do livro. Acontece que Hudson, com precisão-concisão, radicaliza a imagem, não denuncia, mas trabalha e transita no que se pode inferir ser a zona morta da biblioteca, sua parte remissiva, os armários de índices e cadastros, onde nenhuma narratologia gravita, exceto a verificação de que a língua é um atrito contra as rachaduras do edifício e nada mais.
Talvez eu tenha perdido o ponto, acontece. “A Palavra Soprada” não faz reverência, antes convoca as Figuras da Linhagem (Borges, por exemplo) para um gesto de defesa em face a perene desaparição. Alô? Alô? Se você ler ... a mesa tende a aumentar, a começar pelas bordas, meio por fazer.
Se Giorgio Agamben denuncia a des-experiente persona contemporânea como um personagem de desenho animado que atravessa o desfiladeiro correndo que só não cai à medida que não olha para abismo aos seus pés, Hudson faz brotar as peripécias de tantos outros personagens animados que derrubam estantes inteiras para desviar de um radical embate. O gato contra rato, mas ainda – e talvez essencialmente-  embate sem fundo: um rato, vez ou outra, vestir o humano.
Aliás, talvez agora sim o ponto. A radicalidade, estruturas de origem, o primeiro número, será possível isso, exigir início a um poema? Se os poemas concisos deste livro se filiam ao emudecimento, ao modo dos autores assegurados pelo condomínio de marfim, a dimensão que os atesta é exatamente outra, a do testemunho. Trata-se de um livro entre as pessoas, escrito com sangue conforme a linhagem dos poetas que, depois de terem separado a vida crua da vida nomeada, buscaram se livrar da cisão a qualquer custo rezando pela mistura entre poesia experimental e vida experimental. Acontece que a posição ética do autor é de retirada – ele jamais contaria, porque é tímido, porque é da ordem magmática dos poços e dos silêncios.
Luís Felipe Lucena

Abram as janelas e se acomodem no parapeito para ler os poemas de Hudson R. Santos, o leitor que acessar as páginas de “A palavra Soprada”, se deparará com uma poética de extrema densidade, que vai do poema mais extenso a brevidade construída em torno de versos límpidos e imagéticos. Há nos poemas deste breve livro uma metafísica da presença e da ausência de si e do outro, perdas arraigadas a nomes e intuição elevada, serpenteando pela linguagem e indo através do incêndio das palavras sustentar um universo de transitoriedade. Estamos diante de um trabalhador em tempo integral da linguagem cindido em personas, capaz de criar versos como: “Eu me perco no horizonte/de tua face retorcida pelo vento” ou “Eu existo contra mim mesmo/e romãs correm no meu sono” ou ainda versos de uma complexidade e proposições filosóficas grandiosas esmiuçadas pela precisão da voz do poeta: “tu nunca/te tornas/ti mesmo”. Os versos de Hudson transportam uma poética que questiona e pensa o tempo todo: o que é o ser? Como nos deparamos com o outro? Quais os limites da linguagem? O que é existir em um mundo onde habitamos bolhas opacas repletas de faltas, miasmas e de beleza?
Marcelo Torres
Poeta e escritor 

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sábado, 25 de julho de 2020

Mais de 400 apoiadores abraçam Campanha +LIVROS


Doações na primeira semana permitem beneficiar 90 autores e pequenas editoras, mostra relatório divulgado pelo Catarse

Lançada pelo Catarse na última semana, a Campanha +LIVROS bateu 61% da meta de arrecadação e já conta com 270 inscritos para o processo de seleção. Os dados parciais corroboram com o objetivo do fundo de incentivo, de beneficiar pequenas editoras, livrarias e autores independentes. As cinco regiões do país aderiram.

Das editoras inscritas até agora, 75% têm receita de até R$ 100 mil por ano - enquanto um dos requisitos para participar é faturar até R$ 300 mil anuais. Entre as livrarias participantes, 54% têm receita de até R$ 100 mil ao ano – o teto também é de R$ 300 mil. Já dos autores inscritos, 80% possuem renda anual de até R$ 30 mil reais – o limite para se inscrever é de R$ 81 mil.

As inscrições para os beneficiários estão abertas até o dia 31 de julho, mas a ação de arrecadação segue até o dia 19 de agosto. O + LIVROS conta hoje com 435 apoiadores confirmados e uma arrecadação de R$ 458.547,00, doados por pessoas físicas e jurídicas. Este montante permite contemplar 90 agentes do livro, entre autores e microempresas.

A performance da campanha é bem avaliada pelos idealizadores, especialmente os números de apoiadores e inscritos. “Eles são indicadores importantes de que as pessoas que amam o universo do livro (sejam leitores, autores ou livreiros) estão se engajando à campanha, entenderam a importância e o impacto dela e estão doando o que podem mesmo em um cenário de pandemia, e de que centenas de agentes da cadeia do livro que se inscreveram veem no projeto uma esperança para seus negócios", avalia a diretora de Publicações do Catarse, Raíssa Pena.

Os apoiadores do +LIVROS receberão recompensas, como cupons de desconto, e-books exclusivos e mentorias profissionais. Quanto mais recursos o fundo arrecadar, mais profissionais e pequenas empresas do mercado editorial serão beneficiadas. O quadro a seguir mostra o potencial da iniciativa.


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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Jorge de Barros, Lexy Soares e a revista LAMPIÃO, por Cida Simka e Sérgio Simka


Jorge de Barros, professor, roteirista e escritor, e Lexy Soares, quadrinista e autor de HQs, estão com uma campanha no Catarse (site de financiamento coletivo), para o apoio de publicação da revista em quadrinhos LAMPIÃO.
Veja mais informações abaixo.
Os colunistas e a revista Conexão Literatura apoiam o projeto!

LAMPIÃO
Na época em que passavam Kombis pelas ruas, trocando garrafas vazias por doces, ou pintinhos, um garoto troca garrafa por um pintinho, para ser seu bichinho de estimação. Mas ele cresce, e se torna um galo de briga, que ataca toda a família.
LAMPIÃO é uma revista em quadrinhos feita por Jorge de Barros (roteiro) e Lexy Soares (arte), que está em campanha no Catarse, um site de financiamento coletivo, em busca de verba para a publicação impressa, prevista para o primeiro semestre de 2021. Há vários brindes para apoiadores, como marcadores de página com artes exclusivas, e quadrinhos anteriores dos autores.
A história tem um ar de nostalgia, mesclando drama e humor com as lembranças de acontecimentos típicos de cidades periféricas, nos anos 80 e 90, que eram as Kombis que passavam nas ruas trocando garrafas.
E, devido à pandemia, os leitores que apoiarem o financiamento recebem acesso imediato a um PDF da obra para leitura antes de receber a versão impressa.
Abaixo, segue link para conhecer o projeto, e escolher a forma de apoio. Também é possível ler as primeiras páginas gratuitamente na página inicial do projeto.


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

RETA FINAL - Últimos dias para apoiar os "Hinos à Noite" no Catarse e garantir recompensas a preços promocionais!


Visionários, enigmáticos e influentes, os Hinos à Noite (1800) se destacaram no surgimento do Romantismo alemão desafiando convenções estéticas e ampliando possibilidades formais no último ano do século XVIII.
Escritas em uma linguagem altamente simbólica que inaugurou uma nova mitologia da subjetividade, suas seis partes foram recebidas como uma amostra do potencial do Romantismo, novo movimento que se consolidava e, assim que passaram a circular, foram lidas como uma espécie de manifesto com uma série de inovações, como a inovadora mescla de versos e prosa poética, uma nova direção a importantes motivos poéticos (a Noite, a Melancolia, a Fé, a Morte…), a adoração a uma “noiva falecida” de quem o poeta só se reaproxima ao ansiar a morte, e o fim das fronteiras entre autor e eu-lírico, fazendo de Novalis um protótipo do artista cuja biografia se sublima como expressão de sua obra, e vice-versa.
Hinos à Noite deu início a algumas das tradições mais sombrias do Romantismo europeu, e esta nova tradução pelo premiado Felipe Vale da Silva vem em uma edição bilíngue em capa dura com ilustrações e projeto gráfico de Filipe Florence Rios.


TRADUÇÃO E POSFÁCIO FELIPE VALE DA SILVA
PREFÁCIO CLAUDIO WILLER
COLAGENS FILIPE FLORENCE RIOS

Link da campanha: https://www.catarse.me/novalis (até 4 de dezembro)
Sebo Clepsidra no Facebook: https://www.facebook.com/seboclepsidra/
Contato: seboclepsidra@gmail.com / 11 98980-0879 (Falar com Cid)


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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Jornalista busca financiamento coletivo para lançar livro sobre a Família Addams

"A Família Addams em quatro momentos diferentes"
Com recompensas como caneca, camiseta e porta-copos, campanha fica no ar até dezembro

Na sexta-feira, 25, o jornalista Thiago Meister Carneiro lançou nas redes sociais uma campanha para arrecadar apoio e publicar o livro A Família Addams.

A campanha está na plataforma de financiamento coletivo Catarse: clique aqui.

As recompensas vão de caneca, camiseta, porta-copos, marcador de páginas magnético, quebra-cabeças, azulejo ímã de geladeira e chinelo (todos alusivos à Família Addams).

LIVRO
De acordo com o autor, a ideia do livro surgiu quando ele descobriu que o personagem Gomez quase não se chamou Gomez, e teria um nome italiano. “Então comecei a pesquisar, e uma curiosidade foi me levando à outra”.

O livro conta a trajetória da Família Addams, desde a criação da série clássica até o lançamento da mais recente animação (1964-2019).

Recheado de curiosidades das produções das séries, dos filmes, histórias em quadrinhos, desenhos animados da Hanna-Barbera e todas as vezes em que uma ex-esposa magoada quase acabou com o sucesso da Família Addams.

A campanha está agendada para ficar no ar no site de financiamento coletivo Catarse até dezembro, e a meta a ser atingida é de R$ 10.939.

A editora responsável pela edição é a Editora Estronho, de São José dos Pinhais-PR, e o livro terá aproximadamente 180 páginas.

O AUTOR
Thiago Meister Carneiro é paranaense de Curitiba e tem 37 anos. É Jornalista com Especialização em Estudos Linguísticos e Literários.

Seu primeiro livro “A História (quase) Definitiva de Monty Python” também foi lançado graças à plataforma de financiamento coletivo Catarse, em janeiro deste ano.

SERVIÇO:
Email: finitocarneiro@gmail.com
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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Em entrevista, Juliana Fiorese comenta sobre o projeto "Lenora" - Uma adaptação em quadrinhos do poema de Edgar Allan Poe


Juliana Fiorese, ilustradora, formou-se em Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico, e pós-graduou-se em Comunicação e Marketing para as Mídias Digitais. Em 2018 publicou sua primeira HQ: Clara Carcosa e, em 2019 lançará sua segunda: Lenora. Possui na bagagem participação no livro Mônica(s), publicado pela Maurício de Sousa Produções; no projeto internacional The Alice’s Adventures in Wonderland Project, publicado na China; ilustrações de livros para editoras e livros publicados de maneira independente. Já participou de exposições coletivas e realizou a sua primeira exposição individual: O Canto Celestial do Oceano Infinito (2017). Suas ilustrações trazem elementos de ambientes fantásticos misturados com quimeras, cores vivas e ares de magia, permeando o universo dos sonhos e da fantasia, retratados sempre através de suas Personagens de Olhos Grandes.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no universo das ilustrações?

Juliana Fiorese: Eu sempre gostei muito de desenhar e, no momento de decidir sobre que área escolher para prestar vestibular, eu ainda estava um pouco desnorteada. Sabia que queria trabalhar com desenho de alguma maneira, mas não sabia qual curso escolher até que optei por Arquitetura e Urbanismo (2009). Eu adoro arquitetura, mas não era o que me fazia sentir-me realizada profissionalmente. Trabalhei ao longo de 5 anos dentro de um escritório de arquitetura e, durante esse período, surgiu a oportunidade de estudar Design Gráfico (2013). Até então, eu não tinha nenhum contato com a área. Foi dentro do curso de design que eu comecei a me dedicar mais à ilustração. Então, com o tempo, eu resolvi me dedicar apenas à esta área; saí do escritório de arquitetura e hoje trabalho com o que mais gosto: ilustração. Bem aos pouquinhos comecei a desenvolver o meu próprio estilo, estudando cada vez mais sobre esse universo tão mágico e divertido. E continuo estudando, para aprender sempre e cada vez mais. Já ilustrei livros infantis, fiz capas para livros, participei de exposições de arte, tenho a minha própria loja online e hoje permeio o universo dos quadrinhos.

Conexão Literatura: Você criou a HQ “Lenore”, que é uma adaptação em quadrinhos do conto de Edgar Allan Poe. Poderia comentar?


Juliana Fiorese: Desde que eu tive o meu primeiro contato com a obra de Edgar Allan Poe eu fiquei muito impressionada com o texto dele e com tudo que suas palavras provocam em nós, leitores. São tantos sentimentos que passam para mim quando termino cada leitura que eu fico refletindo por muito tempo depois sobre os assuntos abordados. Vem aquela desconfiança sobre o que cada narrador nos conta, vem as surpresas que aparecem ao longo das histórias e tudo isso, somado a um monte de outros aspectos e um turbilhão de emoções, me fizeram virar fã do autor. Então foi algo muito natural decidir ilustrar algum de seus belos textos. Foi aí que surgiu a vontade - depois de ler e reler diversas vezes o poema “Lenore” -, de criar a HQ Lenora. Para realizar a HQ Lenora, estou contanto também com os trabalhos maravilhosos do tradutor Pedro Mohallem e do designer gráfico Vinicius Meira, que estão impecáveis e enriquecendo ainda mais o projeto (vale a pena conferir o trabalho deles também).

Página aberta da HQ Lenora
Conexão Literatura: Entre os vários contos de Edgar Allan Poe, como e por quê você selecionou Lenore para essa adaptação em quadrinhos?

Juliana Fiorese: Eu escolhi Lenore principalmente por achar belíssima a mensagem que nos é transmitida sobre um tema tão difícil de enfrentar. O poema nos apresenta Guy de Vere, um rapaz apaixonado pela bela Lenore e que a perde tão jovem. Ele então considera inadequado lamentar os mortos e no mostra que deve-se, antes disso, celebrar sua ascensão a um novo mundo; isso me emociona demais, é muito bonito. Outro fato interessante é perceber que um personagem com o nome de Lenore (uma esposa falecida), é fundamental para "O Corvo", seu poema mais famoso. Além disso, não encontrei muito material sobre o poema aqui no Brasil. Com muita facilidade encontramos livros ilustrados ou até mesmo histórias em quadrinhos de contos mais conhecidos como “O gato preto”, “A casa de Usher”, “O Assassinato na Rua Morgue” e até mesmo “O Corvo”.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em sua HQ?

Juliana Fiorese: Como se trata de um poema, fica complicado destacar algum trecho. É mais interessante que o leitor possa mergulhar nas belas palavras de Poe e assim refletir melhor sobre o que leu. Eu destacaria a mensagem final que o poema nos transmite, como dito anteriormente.

Marcadores da HQ Lenora
Conexão Literatura: Como os interessados poderão apoiar o projeto?

Juliana Fiorese: O projeto está em financiamento coletivo no catarse e os interessados podem apoiá-lo através do link: https://catarse.me/lenora . Lá no site há várias recompensas além do livro (marcadores de páginas, cartões postais, adesivos, pôsteres, etc., com frete gratuito) e vocês podem, dessa maneira, ajudar na impressão da HQ e ainda ter seu nome impresso na página de agradecimentos no livro.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?


Juliana Fiorese: Existe um novo projeto em mente, o qual iniciarei no segundo semestre – também relacionado ao universo de Edgar Allan Poe – mas, no momento, não posso falar muito mais que isso. Assim que eu tiver mais novidades sobre, eu aviso lá no meu instagram: https://instagram.com/julianafiorese . Além disso, tenho minha loja online que está em funcionamento: https://julianafiorese.com.br/loja .

Perguntas rápidas:

Um livro: Os Miseráveis (de Victor Hugo)
Um (a) autor (a): J. R. R. Tolkien
Um ator ou atriz: Jake Gyllenhaal
Um filme: A Ghost Story, de David Lowery
Um dia especial: Todos os dias

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Juliana Fiorese: Só quero agradecer o espaço e o convite para participar dessa entrevista. Muito obrigada. Espero que os leitores gostem da HQ Lenora e possam ajudar na impressão do livro.
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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Apoie a Campanha no Catarse: Mil Mortes & Outras Histórias, publicação inédita no Brasil que reúne quatro histórias de Jack London (Editora Penalux)

Editora traz ao país coletânea de contos do mestre Jack London, com histórias pouco conhecidas dos leitores brasileiros

O projeto
A Editora Penalux vem investindo em traduções de livros que estão fora dos catálogos das editoras há décadas e também em publicações inéditas no mercado editorial brasileiro, como foi o caso, em 2016, da obra O Grande Deus Pã, novela do escritor galês Arthur Machen; e, em 2017, da coletânea de contos Assovie que virei: histórias de fantasmas, do inglês M. R. James.
Agora, a editora empreende este novo projeto: uma coletânea inédita de contos do norte-americano Jack London (1876-1916), autor de livros que influenciaram gerações de escritores, como Caninos Brancos, O Lobo do Mare O Grito da Selva.

MIL MORTES & OUTRAS HISTÓRIAS: A COLETÂNEA INÉDITA
A publicação inédita no Brasil reúne quatro histórias de Jack London – são tidas como contos mas, pelo tamanho, bem que poderiam ser consideradas pequenas novelas.
O conjunto – que transita entre o sobrenatural e a ficção científica – representa uma novidade para os leitores brasileiros na literatura aventuresca do autor de Caninos Brancos, mas conserva o vigor e a vivacidade que são marcas de sua escrita.
Abaixo, revelamos a sinopse destes quatros contos longos, que certamente vão proporcionar uma leitura envolvente, cheia de espanto e surpresas:
1. Mil mortes | A história traz algo do Reanimator, mas foi publicado em 1889, bem antes do Herbert West–Reanimator do Lovecraft. É sobre um cientista louco e obcecado pelas suas criações, que faz inúmeras experiências de morte induzida e ressuscitações com o próprio filho.
2. Planchette | Um casal apaixonado não consegue se casar por um motivo misterioso que o rapaz, Chris, oculta. Mas uma sessão com tábua Ouija revela segredos e sinistras ameaças que tendem a se concretizar.
3. A sombra e o raio | Paul e Lloyd vivem competindo entre si e ambos estão em busca da fórmula da invisibilidade, mas a obsessão e a constante rivalidade acabam por trazer trágicos resultados.
4. O Vermelho | Tem a verve aventuresca de London. Um cientista inglês, em uma expedição até Guadacanal, nas Ilhas Salomão, encontra uma tribo de caçadores de cabeça que faz sacrifícios humanos e que idolatra uma esfera vermelha gigante, de possível origem extraterrestre.
O livro foi vertido para o português pela experiente tradutora Lívia Koeppl, tem apresentação e notas do escritor Cleber Pacheco e revisão do editor e jornalista Daniel Zanella. Convidamos para escrever o texto de orelha um autor que é referência quando se trata de ficção científica no Brasil: o escritor Luiz Bras.

"London foi um dos escritores mais bem-sucedidos de seu tempo, certamente porque dominava as ferramentas da narrativa clássica, bem tramada. Seu talento presenteou o mundo com inesquecíveis histórias sobre o perene conflito entre a natureza selvagem e a civilização. Mas não parou aí… Bastante versátil, o autor flagrou esse conflito também no espantoso campo do sobrenatural e da ficção científica". (Luiz Bras, escritor e coordenador de oficinas de criação literária).

A CAMPANHA
A edição da coletânea Mil Mortes & Outras Histórias já se encontra pronta para impressão, tendo a editora Penalux adotado o Catarse como um sistema de pré-venda e uma forma de definir melhor o potencial de sua tiragem inicial. Para tanto, elaboramos as recompensas ao lado, com previsão de entrega em agosto deste ano.

Acesse e conheça:

https://www.catarse.me/jacklondon

Especificações do livro:

Formato: 14x21cm, brochura, capa colorida com orelhas.
164 páginas, papel pólen soft 80g.
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terça-feira, 24 de abril de 2018

Autor imagina futuro distópico em livro de ficção científica onde mulheres são vendidas como produtos

Lucas Mota - Foto divulgação
O autor independente Lucas Mota lança o financiamento coletivo de seu próximo livro, “Boas meninas não fazem perguntas”, no qual imagina um futuro distópico onde mulheres são vendidas em lojas como se fossem um produto qualquer.
Apostando nos gêneros de ficção científica e distopia, o autor conta a história de uma moça que decide fugir dessa sociedade. O livro é carregado de elementos incômodos e situações onde mulheres sofrem toda sorte de discriminação.
“Tem pouquíssimas coisas inventadas nesse livro”, diz o autor, “o que fiz foi juntar uma série de costumes espalhados pelo mundo em uma única cidade. Como se trata de uma ficção científica eu precisei fazer adaptações para que coubessem no gênero. Os mais atentos vão perceber as referências reais”.
A capa foi feita por Manu Cunhas, uma das premiadas pelo prêmio Jabuti em 2017 na categoria ilustração.
O financiamento coletivo acontece entre os dias 2 de Abril e 11 de Maio no Catarse.

Outras obras:
Lucas estreou como autor independente em 2016, quando publicou pela Amazon em formato digital "todos os mentirosos", seu primeiro livro. É um romance de realismo mágico que critica a polarização política através de um personagem que tem o poder de fazer com que as pessoas digam a verdade. Em janeiro de 2018 também publicou da mesma forma um conto de ficção científica que através de uma trama futurista aborda temas como xenofobia e genocídio.

Serviço:
www.catarse.me/boasmeninas
Data: de 02 de abril até 11 de Maio de 2018
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