Jantar dos Deuses - Por Ademir Pascale

Arte: Dante Gabriel Rossetti Por Ademir Pascale Ela olhou para o céu estrelado. A névoa, com seu fino véu, cobria a densa vegetação. O ar gé...

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terça-feira, 10 de agosto de 2021

O abismo, de Charles Dickens e Wilkie Collins

 


Charles Dickens é autor da mais famosa história de natal de todos os tempos. É também um dos inventores do romance social, com Oliver Twist. Mas o que poucos sabem é que ele foi um dos precursores do gênero policial, uma faceta dele que pode ser vista em O abismo, escrito em parceria com Wilkie Collins.

A história inicia no Hospício dos enjeitados. Era nesse local que as mães solteiras entregavam deixavam seus filhos para serem adotados. Na sociedade vitoriana, ter um filho fora do casamento era uma vergonha tão grande que era providenciada maneira para que as mães pudessem deixar seus filhos sem serem reconhecidos: era a roda, que permitia fazer isso sem que fossem vistas. Isso também era feito para que as mães não pudessem reclamar suas crianças. Uma vez colocadas na roda, a separação deveria ser para sempre.

Mas uma das mães está arrependida, e a grande custo, descobre o nome que deram ao seu bebê: Walter Wilding. Anos mais tarde, subornando uma funcionária da casa, consegue descobrir quem, entre as várias crianças, é Walter Wilding e o adota.

A trama começa com essa criança na casa dos 25 anos, sócia de uma empresa de comércio internacional. A mulher que ele acredita ser sua mãe acabou de morrer. É quando ele descobre que não é quem pensava ser: o verdadeiro Walter Wilding foi adotado que ele chegasse no hospício e resolveram usar o mesmo nome em outra criança.

Isso provoca uma reviravolta na história, que levará a uma trama de crimes e amor. Impossível contar mais do que isso sem dar spoiller dessa intrigante trama policial.

Dickens tinha como uma das suas características mais patentes as coincidências que provocavam reviravoltas no final e O abismo usa esse recurso talvez de maneira exagerada. Mas, como em outros livros de Dickens, a prosa é tão boa e tão envolvente que esse problema de verossimilhança acaba sendo esquecido pelo leitor.

O livro foi lançado no Brasil em uma belíssima edição da Nova Fronteira, em capa dura. É o tipo de edição que dá gosto de ler.  

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domingo, 28 de março de 2021

Quem foi Charles Dickens?, por Ademir Pascale

Charles Dickens

"Com poucos anos de idade, Dickens carregava o peso de sustentar a devedora e pobre família."

*Por Ademir Pascale

CHARLES DICKENS:  Uma criança séria e autodidata, essa era a descrição de Charles Dickens (1812-1870) quando ainda era uma pequena criança que devorava centenas de livros de renomados autores, como Daniel Dafoe, Tobias Smollett e Henry Fielding. Charles não pertencia a uma família rica e seu pai era um homem mergulhado em dívidas, até que um dia fora preso por muito tempo. A família perdeu praticamente todos os bens materiais e foram morar em um quarto barato no bairro de Camden Town em Londres.

O pequeno Charles, agora com doze anos de idade, fora obrigado a trabalhar duramente em uma empresa de graxa para sapatos chamada Warren's. A função do garoto era a de rotular incansavelmente inúmeros frascos de graxa.

Com poucos anos de idade Dickens carregava o peso de sustentar a devedora e pobre família, o que acarretou posteriormente na criação de dezenas de obras literárias. A primeira fora lançada em 1836 "The Pickwick Papers", a segunda, um grande sucesso até os dias de hoje, "Oliver Twist" (1837-1839). Ainda lançou outros famosos romances, entre eles "A Christmas Carol" (1843), David Copperfield (1849-1850), "A Tale of Two Cities" (1859) entre outros. No total foram 44 obras produzidas.

Cena do filme "Oliver Twist"
Pesquisando sobre a vida dos grandes escritores ingleses, portugueses ou franceses, noto uma incrível semelhança: praticamente todos sofriam por alguma causa, alguns por amores não correspondidos, outros de sérias doenças e alguns, como Charles Dickens, da falta de dinheiro e da humilhação de ter o próprio pai preso por ser um dividendo. As características sofridas dos autores acarretam em grandes obras literárias. Reflexão: e se estes autores nascessem em berço de ouro, fossem correspondidos amorosamente e não sofressem de terríveis doenças, existiriam hoje essas excelentes obras literárias?

Assista ao vídeo e saiba mais sobre Charles Dickens


FILME & LIVRO - Para conhecer profundamente Charles Dickens 

FILME
Ficha Técnica
Título: Oliver Twist
Gênero: Drama
Duração: 130 min.
Ano: Inglaterra/República Tcheca/França/Itália - 2005
Estúdio: Runteam Ltd. / ETIC Limited / Medusa Produzione / R.P. Productions
Distribuição: Sony Pictures Entertainment / TriStar Pictures
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro de Charles Dickens

A obra Oliver Twist foi adaptada diversas vezes para as grandes telas. A versão mais conhecida foi a de 2005, dirigida pelo cineasta franco-polaco, Roman Polansky (Oliver Twist de Roman Polansky ganhou 5 Oscars por melhor filme). Oliver Twist retrata uma mera semelhança da real infância de Charles Dickens, pobre e sofrida. O longa é excelente em narrativa e interpretações, o protagonista “Oliver” é cativante, o que lhe fez ganhar milhares de admiradores em todo o planeta.

LIVRO
Sinopse: Na Inglaterra do século XIX, o pequeno Oliver, mal nasceu, foi deixado sozinho no mundo. Desde cedo, conheceu o lado mais duro da vida, a maldade e, até mesmo, a violência. Mas um segredo sobre sua origem, que ele vai descobrir em meio a muitas surpresas, vai lançar o menino numa seqüência de aventuras que emocionam há mais de um século leitores do mundo todo.

Título: Oliver Twist - Col. Clássicos Universais
Autor: Dickens, Charles
Editora: Melhoramentos
Edição: 1 / 2005
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Número de Páginas: 48

Visite o site Dickens Museum, clique aqui: www.dickensmuseum.com 

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sábado, 31 de agosto de 2019

O Mistério de Edwin Drood



Charles Dickens foi um dos mais importantes escritores do século XX, responsável por criar a imagem que temos atualmente do natal. Ele tinha uma relação interessante com Edgar Allan Poe. O autor inglês excursionou pelos Estados Unidos quando Poe iniciava sua carreira literária e influenciou-o diretamente. No final da vida, Dickens foi influenciado por Poe e colocou seu talento a serviço do gênero criado pelo autor do conto “Os crimes da rua Morgue”. O resultado disso é o livro O mistério de Edwin Drood.          
Dickens escreveu seu texto e publicou-o em fascículos ao longo do ano de 1970. Quando estava pouco mais da metade, morreu, sem deixar nenhuma anotação de como pretendia resolver o mistério do estudante que desaparece em uma noite de tempestade.   
O romance ficou inacabado e se tornou, ele mesmo, um mistério. Quem teria matado Edwin Drood? Teria ele realmente morrido?
Dois anos depois de morto, Dickens terminou o texto através do médium norte-americano Thomas P. James (algo que parece ter saído diretamente de uma das histórias do próprio Dickens).
A edição que li, do Clube do Livro, de 1978, publica o final sem aviso sobre o adendo mediúnico. Além disso, traz diversos erros de revisão (em determinado ponto “livres” é grafado como “livros”), mas o volume permite perceber como Dickens se saía no gênero policial. Dickens parece estar mais preocupado com os personagens (e há vários deles antológicos, como o garoto Delegado), ao contrário de Poe, em que a ênfase está na construção da trama.
O final mediúnico apresenta um assassino óbvio, embora traga uma preocupação em mostrar o detalhamento da investigação. Mas não parece Dickens. A motivação do assassino é resumida em uma frase e quem leu Um conto de duas cidades sabe que o autor inglês era capaz de grandes reviravoltas em suas tramas.
O ideal é ler o livro como uma obra aberta, imaginado como teria sido o final escrito por Dickens vivo.
Em tempo, a edição da Lachâtr, mais recente,  é mais honesta que a do Clube do Livro, pois avisa que o parte do livro é de origem mediúnica.  

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

O mistério de Edwin Drood



Charles Dickens foi um dos mais importantes escritores do século XX, responsável por criar a imagem que temos atualmente do natal. Ele tinha uma relação interessante com Edgar Allan Poe. O autor inglês excursionou pelos Estados Unidos quando Poe iniciava sua carreira literária e influenciou-o diretamente. No final da vida, Dickens foi influenciado por Poe e colocou seu talento a serviço do gênero criado pelo autor do conto “Os crimes da rua Morgue”. O resultado disso é o livro O mistério de Edwin Drood.          
Dickens escreveu seu texto e publicou-o em fascículos ao longo do ano de 1970. Quando estava pouco mais da metade, morreu, sem deixar nenhuma anotação de como pretendia resolver o mistério do estudante que desaparece em uma noite de tempestade.   
O romance ficou inacabado e se tornou, ele mesmo, um mistério. Quem teria matado Edwin Drood? Teria ele realmente morrido?
Dois anos depois de morto, Dickens terminou o texto através do médium norte-americano Thomas P. James (algo que parece ter saído diretamente de uma das histórias do próprio Dickens).
A edição que li, do Clube do Livro, de 1978, publica o final sem aviso sobre o adendo mediúnico. Além disso, traz diversos erros de revisão (em determinado ponto “livres” é grafado como “livros”), mas o volume permite perceber como Dickens se saía no gênero policial. Dickens parece estar mais preocupado com os personagens (e há vários deles antológicos, como o garoto Delegado), ao contrário de Poe, em que a ênfase está na construção da trama.
O final mediúnico apresenta um assassino óbvio, embora traga uma preocupação em mostrar o detalhamento da investigação. Mas não parece Dickens. A motivação do assassino é resumida em uma frase e quem leu Um conto de duas cidades sabe que o autor inglês era capaz de grandes reviravoltas em suas tramas.
O ideal é ler o livro como uma obra aberta, imaginado como teria sido o final escrito por Dickens vivo.
Em tempo, a edição da Lachâtr, mais recente,  é mais honesta que a do Clube do Livro, pois avisa que o parte do livro é de origem mediúnica.  

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal Fantástico, obra nacional baseada no conto A Christmas Carol, de Charles Dickens

As festas de final de ano sempre foram, ao menos para nós ocidentais, as mais místicas e misteriosas.

E em ano de “virada de era”, época ainda mais mística e misteriosa, em que todos falam sobre o fim do mundo, levantemos uma voz diferenciada – e já bem  conhecida: valorizemos também a magia do natal, aquela que sempre esteve presente, mesmo quando o consumo fala mais alto, quando o medo do fim de tudo toma a atenção das pessoas, quando o verdadeiro espírito da época se perde…

Mas espera, é isso mesmo?

Mas e os valores? A luta pela vida e pelos ideais? Os queridos? As criaturas mágicas – boazinhas ou nem tanto?

Dez autores, incluindo o organizador Gian Danton, e o organizador e prefaciador Ademir Pascale, baseados no conto A Christmas Carol, de Charles Dickens, tentam descobrir exatamente isso: o que o natal significa atualmente, literariamente, fantasticamente?

E sendo uma época de compartilhamento, de acolhimento e compreensão, nada mais apropriado que lançarmos esta antologia em um formato de fácil compartilhamento, sem restrições de acesso mediante qualquer pagamento.

Ou seja, bem vindo ao mundo de NATAL FANTÁSTICO, a antologia em ebook gratuito da editora Infinitum Libris.

SERVIÇO:

E-BOOK NATAL FANTÁSTICO
Editora: Infinitum Libris
Organizadores: Ademir Pascale e Gian Danton
Capa e diagramação: Marcelo Bighetti
Para baixar o ebook gratuitamente: Clique aqui.
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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

5 obras literárias para ler no Natal

Com o final de ano chegando, vemos os shoppings e estabelecimentos comerciais em geral se iluminarem com luzinhas de Natal (até algumas residências ainda aderem às decorações festivas), e tudo parece ser invadido de árvores  natalinas, bonecos de Papai Noel, sinos, estrelas, roupas brancas para o ano novo, e mais luzinhas de Natal. Muitas pessoas começam a planejar suas compras de presentes, ceias, etc. O clima de fim de ano se espalha por todo lado,  e resoluções de mais um ano novo começam a surgir, nem sempre acompanhadas por muitas esperanças de serem concretizadas, mas talvez só pelo costume de listarmos mudanças para os novos tempos. E assim também acontece, às vezes, na literatura. Assim como na vida real, porém, às vezes as coisas podem ser resolvidas, mas nem sempre temos um final feliz ou sequer um início feliz. E assim é nas narrativas que listamos para você ler se quiser entrar em clima de fim de ano, o que quer que isso signifique para você, pois tal época pode ter significados diferentes para cada pessoa.
Enfim, veja a lista abaixo e tenha um bom início de época de fim de ano.

Um Conto de Natal – Charles Dickens
Provavelmente a obra mais clássica a tratar de Natal, neste livro, escrito pelo inglês Charles Dickens, vemos a história de Scrooge, um senhor muito rico, porém solitário. Scrooge costumava se importar demais somente com seus bens materiais e nunca tinha tempo para sua família. Considerava um desperdício perder tempo com festas como Natal, pois para ele, é preciso dedicar todo seu tempo a algo mais útil e produtivo: trabalho, pois é isso que lhe traz dinheiro, e não passar tempo com familiares ou amigos. No entanto, tudo muda para o velho Scrooge quando ele vê o fantasma de Marley, seu falecido sócio, que aparece envolto em correntes devido à vida fria e solitária que levara. Após a visita de Marley, Scrooge recebe ainda as visitas de mais três fantasmas: o fantasma do Natal passado, o do Natal presente, e o mais aterrorizante de todos: o fantasma do Natal futuro. Tais fantasmas fazem com que Scrooge comece a dar valor às pessoas em sua vida, mostrando a ele que ganhar dinheiro não é tudo. Após tais visitas fantasmagóricas, Scrooge vira uma pessoa mais amável e entende o que chamam de espírito de Natal: fazer o bem ao próximo e estar na companhia daqueles que ama.

O Natal de Poirot – Agatha Christie
Para quem gosta de narrativas sobre crimes, mistério, suspense e muito sangue, e ainda quer entrar no clima de Natal, este é o livro perfeito. A história gira em torna de um crime a ser desvendado por Poirot, o genial detetive presente em diversas obras de Agatha Christie, personagem este inspirado no Sherlock, de Doyle, assim como no pioneiro detetive Dupin, criado pelo mestre Edgar Allan Poe. Desta vez, Poirot precisa desvendar um crime ocorrido em uma reunião de uma família durante o Natal. Simon Lee, um senhor de idade, é assassinado na noite de Natal. O estranho é o fato de Lee ter decidido reunir a família, pois há muito tempo eles não se encontravam, já que a maioria deles são na verdade desafetos uns dos outros. Christie consegue criam um belo mistério em torno de um crime aparentemente sem solução, como é de costume na maioria de suas obras.

O Corvo – Edgar Allan Poe
O poema mais clássico do escritor norte-americano não é exatamente uma obra natalina, no entanto, visto que o narrador dos versos informa aos leitores que a situação toda se passa em uma noite de dezembro “distinctly I remember it was in the bleak December;” (lembro-me distintamente, era em um sombrio dezembro), podemos ler os versos e imaginar o que os agouros do Corvo significavam para o narrador, ao mesmo tempo em que tal leitura pode servir de reflexão para o leitor em relação a si mesmo e às sombras que pairam sobre nós ao contemplarmos o fim de mais um ano.

Os Sinos – Edgar Allan Poe
A sonoridade deste poema por si só já é admirável, e o fato de que tais versos trazem em si uma imagem relacionada ao Natal – sinos – é mais um motivo de fazer deste poema uma boa leitura para a noite de Natal, e qualquer outro dia do ano também.

Como o Grinch roubou o Natal – Dr Seuss
Uma leitura leve, rápida e aconchegante para todas as idades. Assim como o livro de Dickens mencionado anteriormente, mais uma vez temos um personagem rabugento que odeia o Natal, desta vez uma criatura verde, não humana. Este, por sua vez, resolve roubar o Natal, pois toda a alegria e as cantigas natalinas o irritam. Porém, ao ver que roubar os presentes não fez com que o vilarejo deixasse de celebrar o Natal fez com que o Grinch compreendesse que a data significa mais do que presentes e decorações. Leia a resenha completa do livro aqui, escrita pela colaboradora do NotaTerapia Marina Franconeti. A resenha também inclui um link para o pdf do livro na versão original em inglês e ilustrado e um audiobook.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Conheça o corvo de Charles Dickens que inspirou Poe

O poema de Edgar Allan Poe O Corvo é provavelmente a obra mais famoso do escritor. Segundo o próprio Poe, a ave que repete o refrão “Nunca mais” (Nevermore) no poema quase foi um papagaio, mas tal ave não traria o tom certo para o poema, ou seja, o tom melancólico, conforme ele diz que assim determinou no relato sobre a criação do poema “A Filosofia da Composição” (quem ainda não leu esse ensaio do Poe, recomendo altamente que leia!).
Algo que não nos é revelado, porém, no ensaio de Poe: outra provável e inclusive viva inspiração para Poe talvez tenha sido o corvo de estimação do escritor Charles Dickens! Não que Poe tenha pessoalmente conhecido o corvo de Dickens, mas o pássaro foi imortalizado como um personagem no romance de Dickens chamado Barnaby Rudge, em que a ave aparece como um corvo falante. E adivinhem quem escreveu uma resenha deste romance e ainda comentou sobre ter gostado da idéia do corvo? Se alguém aí disse Poe, acertou!
Claro que este não foi a única obra de Dickens resenhada por Poe, pois ele escrevera diversas resenhas de muitos de seus contemporâneos (nos dias de hoje ele poderia escrever para o Indique um livro assim, que tal?) e, entre os autores mais resenhados por Poe, figurava Dickens. Os dois escritores chegaram a se conhecer, certa vez, quando Dickens e a esposa, Catherine Dickens, passaram seis meses nos Estados Unidos em 1842, pois devido a ter resenhado diversas obras de Dickens, Poe escrevera a ele solicitando que eles se encontrassem – os estudiosos dos autores imaginam que Dickens tenha ajudado Poe a encontrar uma editora britânica, mas pouco restara das correspondências trocadas entre os autores.
Não é algo concretamente comprovado, mas evidências não faltam de que o corvo Grip, personagem do romance de Dickens tenha sido a inspiração para Poe escolher um corvo como a ave falante de seu mais famoso romance, Na resenha do romance de Dickens, Poe descreveu a presença do corvo falante como “intensely amusing” (intensamente agradável). Além disso, há semelhanças entre as descrições do corvo na obra de Dickens e no poema de Poe.
Após a morte do corvo real de Dickens, chamado Grip, o escritor mandou empalhar a ave e o manteve em uma caixa de vidro em sua casa até o fim de seus dias. Atualmente o corvo está localizado na Biblioteca Pública da Filadélfia (Free Library of Philadelphia).
Fontes:
http://www.atlasobscura.com/articles/a-photographers-literary-quest-to-find-the-bird-that-inspired-dickens-and-poe (veja aqui mais fotos da biblioteca onde está o corvo Grip)
http://www.bbc.com/culture/story/20150820-the-mysterious-tale-of-charles-dickenss-raven
http://www.phillymag.com/news/2011/10/31/poes-raven-stuffed-free-library/

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