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quarta-feira, 3 de março de 2021

Erica Martins Silva e o e-book Sob o olhar de uma metamorfose e um romance, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.


É administradora empresarial, com quatorze anos de experiência na área, pós-graduada em Negociação e Vendas.
Além do “Sob o olhar de uma metamorfose e um romance” (sua obra poética de estreia), também possui contos e textos poéticos publicados, tendo participado de seis antologias.
Tornou-se membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira - AILB (Membro 367).

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que a motivou a escrevê-lo?


“Sob o olhar de uma metamorfose e um romance” foi inspirado nos aspectos do SER - metamorfoseando as fases da vida e mudança interior de forma sensível.
Os poemas representam uma voz, e será possível encontrar uma particularidade em cada trecho, envolvendo o que é possível sustentarmos dentro de cada sentimento.
A criação desta obra foi muito especial, o desenvolvimento deu-se dentro do singular (único).
A motivação foi marcada dentro do era, sou e serei.
Espero conseguir entregar para os leitores, amantes da literatura brasileira, os versos, e a máxima vida de se realizar dentro das palavras.

Como analisa a questão da leitura no país? O que tem lido ultimamente?

No portal G1 (11/09/20), foi indicado que o Brasil perdeu 4,6 milhões de leitores em quatro anos, ou seja, pouco mais da metade do país tem hábitos de leitura; 52%, segundo pesquisa realizada pelo instituto Pró-Livro, em parceria com Itaú Cultural. Mesmo com vários incentivos que descrevam o sistema (leitura), é possível observar a falta de interesse entre a sociedade, esquecendo que existe uma prioridade dentro dos livros, sejam eles digitais ou físicos.
Quantos de nós temos pessoas próximas que não apreciam leitura? Acredito que sempre haverá um do nosso ciclo que apagará este calor literário.
Mas não podemos deixar de insistir, ou lançar as sementes, os sensos críticos são formados com base na leitura, tudo ao nosso redor sempre será enriquecido com a literatura, possibilitando um cidadão cada vez mais consciente dos deveres, méritos, ensino, realizações, enfim, um mundo de segredos, que só nos é permitido desvendar se gerarmos oportunidades para a literatura.

Minhas leituras de 2021 têm sido bem ecléticas.

Livros finalizados em fevereiro (2021), livros nacionais:

* Mil beijos para um coração partido – 500 páginas – Autora: Priscila Debly
* Um Réquiem para Mozart – 198 páginas – Autora: Bruna Ramos da Fonte

Leitura que iniciei no mês de março (2021):
*A Metade Perdida – 332 páginas – Autora: Brit Bennett

E estou intercalando com livros voltados a estratégias empresariais, dentro da minha aérea de trabalho.

Leia sempre.

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Tornei-me escritora no ano de 2018, quando participei da minha primeira antologia com o Grupo Editorial Scortecci, com os poemas Esperar e Pensamento Acelerado.
A descoberta da escrita se deu por um convite inesperado do meu grande amigo e professor Sérgio Simka, e sua esposa, minha amiga Cida Simka, posso dizer que encontrar pessoas que apostam no seu sucesso é difícil, mas eu tenho o privilégio de ser contemplada com esta amizade. Por meio deles, conheci Bruna Ramos da Fonte, que me apresentou  o método de Escritoterapia; meu livro de estreia tem a maior parte desenvolvida dentro do que pude apreciar  e aprender deste método, colocando no papel a minha metamorfose.

Link para o livro:
http://www.fabricadeebooks.com.br/sob_o_olhar_de_uma_metamorfose_e_um_romance.pdf

Link sobre o lançamento:
https://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2021/03/erica-martins-silva-lanca-o-e-book-sob.html

CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).
 

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Marco Antonio Palermo Moretto e o livro A expressão da religiosidade nos poemas de Adélia Prado, por Cida Simka e Sérgio Simka

Marco Antonio Palermo Moretto - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.


Marco Antonio Palermo Moretto, natural de São Paulo, capital, é formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista; Letras e Filosofia pelo Centro Universitário Assunção; Pedagogia pela Universidade São Marcos, e Teologia pelo ITESP.
Tem mestrado na área da Educação pela USP, doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC/SP e pós-doutorado em Ciências da Religião pela PUC/SP.
Atuou como Programador Cultural do Centro Cultural São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, professor da rede pública do Estado de São Paulo até 2019, professor da escola particular São Francisco Xavier (padres jesuítas) e professor universitário da UNIBERO, UNIFAI, UNIABC, FAPCOM, FATEC SÃO CAETANO e ITESP. É pesquisador na área que estuda as relações entre a literatura e a religião.
Escritor há 36 anos, trabalhou na Revista de Estudos e Comunicações Lúmen do Centro Universitário Assunção e é autor de livros. Tem inúmeros artigos publicados; no entanto, sua paixão é escrever contos, muitos publicados em revistas e veículos próprios de comunicação, como o conto “Pão Nosso” publicado na antologia Contos Para um Mundo Melhor, da Editora Xeque-Matte, de Juiz de Fora, Minas Gerais.
Escreveu peças de teatro infantis que foram montadas como “Quem Achou a Maldade?”, que ficou um ano em cartaz, “Cadê o Tempo?”, “As Aventuras da Cor Vermelha”, e “Aqua, um misterioso caso no fundo do mar”. Organizou a oficina de teatro do Centro Universitário Assunção montando e dirigindo muitas peças com alunos universitários.
Em um segundo momento o autor pesquisa a influência da religiosidade cristã em outros segmentos da arte como o cinema, tendo publicado um artigo sobre o filme Agnes de Deus e análise de pinturas vistas em alguns importantes museus do mundo como o Louvre e Museu do Prado.
Recebeu em 2016 o Prêmio Marco da Paz, da Prefeitura Municipal de São Paulo, oferecido aos educadores que promovem a paz pelo trabalho docente.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro A expressão da religiosidade nos poemas de Adélia Prado (Editora Paco, Jundiaí, São Paulo, 2021).


O livro apresenta um estudo que relaciona conceitos teológicos aos poemas da escritora Adélia Prado no intuito de mostrar a forte carga subjetiva religiosa que aparece nos poemas, revelando o sentimento religioso que se expressa nesses textos poéticos. É um eu que precisa emergir e revelar o que sente no campo religioso. São poemas belíssimos, que mostram conflitos, amor, saudades, relação com mãe e símbolos sagrados como anjos, santos e uma relação apaixonada pelos representantes da cristandade. Adélia Prado é única nesse sentido, pois é um ser humano passível de expressar o que sente sobre religiosidade. Assim, a literatura nos mostra os poemas e a teologia os conceitos que se ligam aos versos, como pecado, perdão, oração. Nesse diálogo o leitor ganha a possibilidade de entender o religioso no poema.
Esse livro é o resultado de longa pesquisa começada no Pós-Doutorado da PUC/SP e de profunda pesquisa feita no curso de Teologia do ITESP.

O que o motivou a escrevê-lo?

Quando eu era professor de Literatura conheci a poetisa Adélia Prado, fiquei encantado com seus poemas e passei a perceber o conteúdo religioso que apresentavam; depois quando fui fazer o doutorado, utilizei um poema dela para fazer um evento de leitura com os alunos e observei ainda mais o conteúdo desses textos poéticos. Após o doutorado, ingressei no pós-doutorado do programa de Ciências da Religião da PUC de São Paulo e fiz um projeto para estudar a influência religiosa nos poemas dela. Redigi uma monografia sobre isso e as categorias religiosas fizeram parte desse estudo, como o pecado, o perdão, a oração. Após o pós-doutorado fui cursar o bacharelado em Teologia e no curso reuni elementos científicos para aprofundar meus estudos sobre a questão da religiosidade nos poemas da escritora. Agora estava completo.

Fale-nos sobre meus outros livros.

Tive o prazer de participar da coleção Bicho-de-sete-cabeças da editora Ciência Moderna, do Rio de Janeiro; nessa coleção, participei com três títulos:
→ Escrever contos não é um bicho-de-sete-cabeças (2009). Fala sobre minha experiência com os contos, ensinando e escrevendo, uma grande paixão.
→ Fazer teatro não é um bicho-de-sete-cabeças (2010). Nesse livro falo de outra paixão, o teatro, atuei como ator, mas escrever peças infantis foi um grande acontecimento para mim, principalmente porque depois de escrita foram montadas e transformadas em contos também publicados, com destaque para Quem achou a maldade?, que ficou um ano em cartaz.
→ Ser professor reflexivo não é um bicho-de-sete-cabeças (2013). É o resultado de minhas pesquisas no curso de doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, resultado de meu trabalho de leitura com alunos.

→ Em 2006 publiquei A Leitura na Prática do Professor Reflexivo pela editora Espaço Editorial. Pesquisa feita no doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem da PUC/SP.

Fale-nos sobre a questão da leitura no Brasil.

Infelizmente muitas pessoas perderam o prazer pela leitura. Como lecionei para adolescentes, percebi que o grande interesse deles é pela internet, pelas redes sociais, um ou outro aluno realmente se interessava pela leitura, e viam-na como algo obrigatório, que fazia parte da grade curricular, principalmente a leitura dos clássicos, que aparece na escola. A imagem, a comunicação rápida, o atrativo das redes sociais é mais forte e a leitura fica relegada para algumas pessoas, mas percebo que pessoas que têm formação superior e mesmo em outras faixas etárias se interessam pela leitura. Veja o número de livrarias que fecharam na época da pandemia, mas eu não desisto, publico meus textos desde 1986 e não parei, 35 anos acreditando que a palavra pode transformar, construir, ajudar na formação e levar a viagens incríveis em mundos criados pelo escritor e principal fonte de conhecimento. Outro empecilho é o preço do livro que não condiz com a realidade brasileira, uma pessoa gastar 80,00 com um livro pode ser muito. Também fazemos parte de uma cultura descartável, o que era ontem já não é hoje, tudo é consumido e não memorizado, não há muita fixação na memória. Agora temos o e-book, que exige ter um computador ou um celular para ler, mas ainda prefiro o texto impresso.

O que tem lido atualmente?

Estou lendo três livros ao mesmo tempo; com a pandemia, fica fácil ler vários livros:
A imitação de Cristo, de Tomas Kempis
Cristianismo puro e simples, de C.S. Lewis
Encontro com a Morte, de Agatha Christie.

Pretende um dia parar de escrever?

Sinceramente não, mas encontro dificuldade de encontrar editoras dispostas a publicar meus livros, de comercializar e divulgar, principal problema para mim, pois a divulgação é fundamental para tornar o livro conhecido. Gostaria de escrever um romance com muitas páginas ou reunir todos os meus contos em um único livro.

Link para o livro:
https://www.pacolivros.com.br/a-experessao-da-religiosidade-nos-poemas

Links para os outros livros:
Escrever contos não é um bicho-de-sete-cabeças:
https://www.lcm.com.br/site/#/livros/detalhesLivro/escrever-contos-nao-e-um-bicho-de-sete-cabecas.html

Fazer teatro não é um bicho-de-sete-cabeças:
https://www.lcm.com.br/site/#livros/detalhesLivro/fazer-teatro-nao-e-bicho-de-sete-cabecas.html

Ser professor reflexivo não é um bicho-de-sete-cabeças:
https://www.lcm.com.br/site/#/livros/detalhesLivro/ser-professor-reflexivo-nao-e-um-bicho-de-sete-cabecas.html


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Marina Maria e o livro Os fantasmas de Mary Black, por Cida Simka e Sérgio Simka

Fale-nos sobre você. 

Moro em Nova Iguaçu - RJ, tenho 25 anos, e sou autora de romances, contos e poemas, transitando pelos gêneros do terror, suspense e fantasia. Sou professora, graduada em Letras - Português/ Inglês/ Literaturas (UFRRJ) e Tecnologia em Marketing (UNIG). Meu romance de estreia, "Os Fantasmas de Mary Black" (2015), foi lançado pela Editora Buriti; também tive a oportunidade de participar das seguintes antologias: "Buriti 100" (2015), com o conto "Sangue Falso", e "Mundos 6" (2018), com o conto "O Senhor Maravilha", ambos publicados pela mesma editora. Filha de uma professora e de um artista plástico, desde pequena sempre tive a literatura pulsando em minha vida, assim como a escrita e, com o passar do tempo, fui me interessando cada vez mais por esse universo, participando de pequenos concursos de redação e poesia na escola e, até mesmo, de um roteiro de teatro e diversas apresentações em saraus, já na faculdade. Sigo, até hoje, escrevendo e buscando inspirações através de várias formas de arte, seja a música, a literatura ou o cinema (principalmente o de horror), por exemplo. Atualmente, tenho trabalhado na revisão de um segundo romance, agora de fantasia, e postado poemas autorais nas minhas páginas do facebook e instagram.  

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que a motivou a escrevê-lo? 

Bem, posso dizer que uma das inspirações que tive ao escrever a história de Mary Black foi o excelente álbum conceitual intitulado “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory”, da banda Dream Theater, por exemplo; além de várias coisas que gosto, como as histórias de fantasmas e os filmes de suspense. Mary é uma protagonista que possui, em seu cotidiano, interesses como filmes, livros, música etc. No livro, também há um personagem chamado Julian, que é o vocalista da banda de rock Sombra do Destino, que se torna muito próximo da jovem, então trago um pouco desses elementos que mencionei para o enredo, como a questão da música novamente.

A narrativa se concentra na viagem de Mary para a casa de campo da família. Após um embaraçoso incidente envolvendo seus pais, uma faca de cozinha e sua súbita insanidade, ela busca se afastar dos seus problemas e conflitos íntimos, como o fato de se manter longe de amizades; no entanto, a garota terá de lidar não somente com os seus fantasmas interiores, mas com figuras verdadeiramente sobrenaturais, como a ruiva de branco, uma sombra com voz familiar e... um menininho sem rosto! – tais personagens a conduzirão a um mistério a ser resolvido, que prenderá a atenção do leitor até o final.  

Como analisa a questão da leitura no país? 

Bem, recentemente, tivemos a proposta do governo para a arrecadação de impostos sobre os livros, o que dificulta ainda mais o acesso à leitura, já que, de acordo com a difícil realidade brasileira, o livro é colocado, frequentemente, como um objeto distante das pessoas, alheio ao cotidiano como um item de caráter não essencial. Por outro lado, tenho visto as redes sociais e seus clubes de leitura como ferramentas poderosas, não somente na divulgação do trabalho de autores, principalmente os nacionais, mas no movimento de promoção de diálogos sobre literaturas, na troca de conhecimentos entre pessoas de diversos lugares e meios. Sobretudo em tempos de escassez de posturas reflexivas e críticas acerca dos mais variados temas, são necessárias ações que viabilizem o acesso da população à leitura e ao livro, não o contrário.  


O que tem lido atualmente? 

Recentemente, li um livro de crônicas da maravilhosa Marina Colasanti: “Os Últimos Lírios no Estojo de Seda”, a escrita dessa autora me encanta e é uma inspiração para mim através das imagens que ela constrói em suas narrativas. Li há pouco, também, um clássico da literatura de ficção científica, de Robert Louis Stevenson: “O Médico e O Monstro”, que é uma obra fundamental para os apreciadores do gênero. No mais, sempre gosto de ver um pouco de poemas visuais nas páginas que acompanho na internet, além de outros textos de autores menos conhecidos do público.  

Como o leitor interessado pode conhecer mais sobre seu trabalho? 

O leitor ou leitora pode adquirir meu livro “Os Fantasmas de Mary Black” na minha página do facebook por inbox (https://www.facebook.com/OsFantasmasdeMaryBlack); as cópias são limitadas, então aproveitem a chance! (risos). Para acompanhar as publicações dos meus poemas, e conhecer mais sobre o meu trabalho, também é possível acessar minha página no facebook Palavras e coisas que explodem (https://www.facebook.com/Palavrasecoisasqueexplodem), bem como o perfil no instagram (https://www.instagram.com/palavrasecoisasqueexplodem).  

Quais são seus próximos planos/ projetos? 

Estou em busca de uma nova editora para fazer o relançamento de “Os Fantasmas de Mary Black”, então espero que em breve mais pessoas tenham acesso e possam conhecer essa trama. Quem sabe venha um filme, se houver oportunidade? (risos). Também pretendo finalizar o processo de revisão do meu segundo romance, de fantasia – um projeto que venho desenvolvendo já há bastante tempo –, e publicá-lo da melhor maneira possível; além de continuar divulgando meus textos, sejam romances, contos ou poemas.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Gisele Wommer e o livro Amargas lembranças – uma história de amor e de veneno, por Cida Simka e Sérgio Simka

Gisele Wommer - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Sou formada em Letras, tenho a literatura por rotina, seja lendo ou me dedicando a contos e romances. Eu sou fã do gênero dark e suas variações, dedico meu tempo e a maior parte de minha obra a ele. Sou autora de Ao Cair da Neblina, meu segundo romance Amargas Lembranças está em pré-lançamento. Gosto muito de participar  de coletâneas de contos, organizo e tenho contos publicados em mais de 60 antologias com temáticas variadas. Sou gaúcha, moro em Cachoeira do Sul onde trabalho como professora da rede pública municipal há mais de 10 anos.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro que está lançando. O que a motivou a escrevê-lo?

Meu novo livro é inspirado na história de vida sofrida de muitas pessoas no sul do Brasil. O cenário faz parte da minha infância no interior gaúcho e os toques de suspense ficaram por conta do meu gênero favorito. Lídia Varella, a personagem principal, ganhou vida própria conforme eu ia escrevendo cada página. A história dela vai fazer muitas mulheres refletirem sobre seus direitos e a luta por eles, que vem de gerações. É um livro para mexer com as emoções dos leitores.

Fale-nos sobre o "Ao cair da neblina".

Ao Cair da Neblina é uma história de amor em que Louise jura descobrir quem assassinou seu marido dentro da própria casa da família. Conforme ela remexe o passado descobre que seu marido escondia segredos e o leitor vai sendo apresentado a uma faceta de Louise que por anos manteve escondida.

O romance tem como pano de fundo a serra gaúcha e vai manter o leitor atento entre tantas reviravoltas.

Você é organizadora de várias antologias. Fale-nos sobre esse trabalho.

Gosto muito de conhecer a obra de autores nacionais e incentivar aqueles que estão começando no mundo da escrita. Organizar antologias é um trabalho prazeroso que me dá oportunidade de conhecer um pouco da escrita de cada autor e fazer novas amizades no mundo literário. Estou com novas organizações agendadas para 2021.

Você participa de várias antologias. De onde vêm as ideias? Como é seu processo de criação?

Estou sempre trabalhando em algo, ou um conto, ou capítulo de romance que não tenho pressa para publicar. As antologias são oportunidades de mostrar um pouco do trabalho do autor e um desafio de aperfeiçoamento da escrita, já que propõe temas diferenciados e limite de espaço para escrever. Fico sempre feliz quando meus contos são publicados e ansiosa esperando que os livros cheguem.

Para me inspirar eu pesquiso muito, normalmente quando busco por algo acabo encontrando outra coisa interessante que salvo. Também costumo anotar histórias curiosas que as pessoas contam, escrevo tudo por gênero em um planner, dali componho as minhas histórias, monto um esqueleto a mão para não esquecer elementos quando estiver trabalhando no texto propriamente dito, é um trabalho muito prazeroso. 

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder. 

Para finalizar gostaria de acrescentar que escrevo para me fazer bem, por pura paixão pelo mundo literário e que como escritora fico imensamente feliz quando alguém comenta meus textos ou interage comigo de qualquer maneira. São pequenas vitórias que vão acontecendo a cada dia que tornam imenso o conjunto da obra e acabam motivando a escrever sempre mais.

Link para o livro: https://farol3.com.br/produto/amargas-lembrancas-uma-historia-de-amor-e-de-veneno/

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).


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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Liliane Prata e o livro Amor-próprio, amor pelo mundo, por Cida Simka e Sérgio Simka

Liliane Prata - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.


Liliane Prata é escritora. Formada em jornalismo e em filosofia, é autora de "O mundo que habita em nós" e "Ela queria amar, mas estava armada" (ambos publicados pela editora Instante), entre outros livros.
 
ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro "Amor-próprio, amor pelo mundo". O que a motivou a escrevê-lo?

Este é um livro de práticas voltadas para um mergulho na interioridade. O convite é para fazer uma prática diária, por 41 dias - ou quarenta e poucos dias, caso não tenha sido possível em algum dia. Quando meu editor e eu tivemos nossas primeiras conversas sobre O Mundo que habita em nós, meu livro com reflexões filosóficas e literárias para tempos (in)tensos, cheguei a comentar com ele que tinha em mente um livro de práticas baseadas nas reflexões tratadas lá, como excesso de aceleração, sensação de vazio e, sobretudo, desconexão consigo mesmo e com o mundo, perda de interesse nas coisas. Amor-próprio, amor pelo mundo é um livro de práticas voltadas para uma maior conexão com o si mesmo, que é o tema principal de O mundo, e pode ser lido de maneira independente ou complementar.
 

Fale-nos sobre os seus outros livros.

Ela queria amar, mas estava armada é meu livro de contos que falam sobre a experiência de tentar amar e ser amado no mundo contemporâneo, este mundo que nos cansa, nos confunde e nos contamina com tantas dificuldades objetivas e subjetivas. O livro se foca no ponto de vista feminino e procurei trabalhar múltiplas mulheres, de idades variadas, cada uma manifestando seus conflitos, suas tentativas, seus cansaços. Ano passado, o livro ficou entre os dez finalistas do prêmio Jabuti na categoria Contos. Entre meus outros livros, destaco O mundo que habita em nós, com reflexões literárias e filosóficas sobre estes tempos tão intensos que nós e as personagens do Ela queria amar, mas estava armada, atravessamos.

Como analisa a questão da leitura no país?


Precisamos de mais políticas públicas que incentivem a leitura, precisamos incluir os livros entre as nossas necessidades primordiais, porque ler é uma espécie de portal que pode nos organizar de um jeito inteiramente novo, após nos atrapalhar do jeito que estávamos precisando e nem sabíamos por quê. O hábito da leitura pode nos acolher, nos libertar dos nossos autotrancamentos mais áridos, nos conduzir ao mundo do outro, nos preencher quando estamos mais murchados e sem energia vital, nos estimular a pensar e a estar no mundo de formas mais interessantes e pulsantes, nos convidar para habitar por alguns instantes em um tempo mais lírico e delicado, nos abrigar num parêntese entre os excessos de excessos que tantos nos cansam, às vezes sem que nos demos conta disso.

O que tem lido ultimamente?


Estou lendo as cartas da Clarice Lispector no volume Todas as cartas, entre outros livros.
 
Quais são os seus próximos projetos?

Meu novo livro, Tem alguma coisa na água, está disponível para venda (dá para comprar pelo meu site, www.lilianeprata.com.br). E estou terminando de revisar meu novo romance.
 
CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

ENTREVISTA: Jorge Alexandre Moreira e o livro “Numezu”, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Nasci em 1972 em Pilares, subúrbio do Rio de Janeiro. Aprendi a ler muito cedo em casa, com minha mãe, e os livros estão na minha vida desde que posso me lembrar. Comecei a escrever contos de terror a caneta em folhas de caderno aos 12 anos e não parei mais. Em 2003, lancei meu primeiro romance de forma independente, Escuridão, um terror ambientado na Amazônia com um conflito entre Brasil e EUA como pano de fundo. Em 2018 lancei Parada Rápida, um suspense sobre uma mulher que desaparece em um posto de gasolina durante uma viagem de férias, e, em 2019, lancei Numezu, que ganhou o Prêmio Aberst como melhor livro de terror e foi finalista do Jabuti. Além disso, tenho algumas participações em antologias e alguns contos publicados separados. 

ENTREVISTA: 

"Numezu" foi finalista do Prêmio Jabuti 2020 e vencedor do Prêmio Aberst 2020. Como você encara essas premiações? Elas ajudaram a alavancar as vendas do livro? Qual foi a inspiração para ele? 

Gosto muito do que escrevo. Quase sempre, quando termino de escrever algo, aquilo me agrada. Se não, eu provavelmente teria largado no meio. Mas agradar o outro já é outra história. Então é muito legal, muito quentinho no coração, quando você começa a receber feedbacks positivos daquilo que escreve. E prêmios como esses são um feedback de outro nível. A Aberst é uma associação maravilhosa, íntegra e muito rigorosa, no que se refere a seu prêmio. As pessoas entendem do assunto e gostam de terror, policial e suspense. O Jabuti é um sonho de qualquer escritor e chegar à final, publicado pela Monomito, uma editora pequena, disputando com grandes nomes do mercado, foi uma vitória incrível. Maravilhoso. 

As premiações ajudaram bastante nas vendas, sim. Vivemos num mundo saturado de conteúdo e informação. Ninguém tem tempo para ler tudo, ver tudo. Ter uma referência, "esse livro foi premiado", sempre é um ponto de partida para uma escolha. 

Eu estava do alto de um penhasco, olhando o mar, quando vi um barquinho, sozinho, lá no meio do oceano. Me veio uma conjectura sobre o que poderia estar acontecendo lá e, logo na sequência, uma indagação se, talvez, alguém não poderia estar passando por apuros, naquele lugar tão lindo e paradisíaco. Daí, começou.

Fale-nos um pouco sobre os seus outros livros.   

Escuridão se passa em uma região remota e misteriosa da Amazônia, onde as copas das árvores formam uma cobertura tão espessa que o sol jamais chega ao chão. Nesse lugar, que é evitado pelos índios e até pelos militares, uma equipe de biopiratas norte-americanos que operava clandestinamente perde contato com a base e, alguns dias depois, é encontrada morta. No mesmo período, um grupo de militares brasileiros que investigavam a ação de estrangeiros naquela área é encontrado morto, também. Ambos os países pensam que foram atacados pelo outro lado e mandam mais tropas, mas, na verdade, há um terrível mistério milenar nessa região, que esses homens estão prestes a descobrir.

Parada Rápida é uma novela, um meio-termo entre um conto e um romance. Ela conta a história de um casal que retornava para casa após uma viagem de férias e decide parar em um posto. Enquanto o marido vai ao banheiro, a mulher e o carro desaparecem e ninguém vê nada, nem os frentistas. É um thriller de suspense com ritmo alucinante. Meus leitores que não curtem tanto histórias sobrenaturais consideram a melhor coisa que já escrevi. 

Águas Mortas, meu último lançamento, é um conto que está disponível separado, em e-book Kindle, mas que também veio como conteúdo bônus na edição em e-book de Numezu. Ele conta a história de uma vila de pescadores às voltas com o surgimento de um estranho tipo de peixe. É uma história misteriosa, cheia de crítica social e curtinha, mas bem interessante.

Como analisa o mercado editorial brasileiro no que tange aos livros de terror/horror?   

Eu acho que as perspectivas para o futuro são muito boas. Tudo bem que o brasileiro que lê não é tão dado a ler ficção, mas, dentre os que leem ficção, o terror e o suspense são bastante lidos. E temos ótimos nomes ganhando a atenção do público, como Márcio Benjamin, Oscar Nestarez, Paula Febbe, Claudia Lemes. Acho que quando o grande público leitor brasileiro conhecer os talentos nacionais, o resultado será muito bom. Acredito, até, que pessoas que não leem ficção habitualmente passem a ler mais.

O que tem lido ultimamente?  

Não estou me atendo a nenhum gênero. Estou lendo guiado por uma combinação de texto bem escrito e prazer. Se não ganhar minha atenção, largo. Comecei esse ano lendo "Caixa de Pássaros", de Josh Malerman, que é maravilhoso. Ano passado, os destaques ficaram para "O Sol é para Todos", de Harper Lee; "O Problema dos Três Corpos", de Liu Cixin; "Cama de Gato", de Kurt Vonnegut; "Mãos Secas com Apenas Duas Folhas", de Paula Febbe.

Quais os seus próximos projetos?    

Eu nunca falo sobre o que estou escrevendo. Não falo nem sobre o que é, nem para minha esposa. Em Numezu, por exemplo, ela só desconfiou seria um livro relacionado com barcos por conta da quantidade de pesquisas sobre veleiros que eu fazia, mas eu não falei nada. Mas posso dizer que tenho dois grandes projetos na manga. Um é uma novela que escrevi nos anos 90 e que precisa de muita revisão, mas é uma das coisas que mais gostei, dentre tudo que já escrevi. O outro é um romance que comecei e parei, há uns três anos, por conta de umas inconsistências de roteiro que eu não conseguia resolver. Mas vem coisa aí. Espero que vocês gostem.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: Nathasha Chrysthie e o livro Deixe-me tentar, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

    
Eu sou carioca, tenho 27 anos e sou escorpiana. Profissionalmente, gosto de trabalhar com tudo o que envolve escrita e linguagem. Sou escritora, poeta, professora de português e redação, revisora e produtora editorial - hoje ocupando esse cargo na Coordenação de Publicações da FGV Direito Rio. Sou graduada em Letras - Português e Literaturas pela UFRJ e pós-graduada em Educação Especial com Ênfase em Transtornos Globais do Desenvolvimento pela Unopar. Sou messiânica e realmente acredito na arte como uma forma de elevação espiritual, o que faz da minha escrita uma nobre missão: a de levar o belo ao maior número de pessoas através da literatura.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro "Deixe-me Tentar". O que a levou a escrevê-lo?


Eu havia acabado de concluir a graduação e o estágio, em que tive a oportunidade de atuar como auxiliar das professoras. Somado a isso, algumas experiência anteriores me despertaram o desejo de escrever sobre uma professora ligada a alfabetização e educação especial. Em pesquisas relacionadas e durante o estágio, me deparei com a situação da depressão docente e, como eu mesma tinha tido esse diagnóstico anos antes, decidi explorar o tema também. Nesse período, conheci a plataforma Wattpad e o grupo Leituras Viciantes, que me deu apoio para iniciar a publicação do livro por lá no formato de novela, capítulo a capítulo. Sem a menor pretensão, fui ganhando leitores que acompanhavam a publicação e me davam gás para mergulhar fundo na escrita. Os comentários e relatos dos leitores me emocionavam e contribuíram muito para o processo de escrita, pois me levava a buscar mais conhecimento para a composição dos personagens. O livro foi um sucesso inesperado e atingiu mais de 100.000 visualizações no Wattpad. O meu amor por essa história tão especial e os pedidos incessantes dos leitores me levaram a procurar por uma editora para a publicação do livro físico e nem acredito que esse sonho se tornou realidade. O livro está disponível no site da Editora Selo Jovem e o lançamento oficial foi no dia 12/12/2020, em um Webinar on-line.

Fale-nos sobre seus outros livros.

Meu primeiro livro foi publicado em 2017 pela Editora Multifoco, intitulado Sussurros de Minh`Alma. É uma coletânea de poemas mais um conto, "Alice na Terra", com o qual fui vencedora em 1º lugar do Concurso FIC de Jovens Artistas do Rio de Janeiro, no mesmo ano. Em 2018, publiquei o meu primeiro romance, Te Prometo o Céu, pela Editora Katzen. Em seguida, publiquei os livros Deixe-me Tentar e Não é Tarde Demais no Wattpad, este último agora disponível na Amazon. No momento, tenho dois outros livros em andamento na plataforma Wattpad, são eles: Quem Manda no Amor e Aquela Marca de Batom, um romance e uma novela, respectivamente. Em dezembro, além da publicação do livro físico Deixe-me Tentar, ainda houve uma novidade que foi direto para a Amazon, o drama A Mulher Silenciada. Também sou autora integrante do Conte Histórias, que lançou sua primeira antologia, Dez Dedos de Prosa, no final do ano passado, da qual participei com o conto "Fome de quê?"; e do Leituras Viciantes, que promoveu a coletânea Os Sete Capitais em 2019, em que costa o meu conto "A Salvaguarda dos Inocentes", o qual pretendo transformar em um livro individual do tipo thriller.

Como analisa a questão da leitura no país?

Após o meu estágio com alunos do ensino médio da rede estadual — e também ao entrar no mundo do Wattpad e Amazon —, percebi que estava subestimando os leitores contemporâneos, me deixando levar pela afirmativa "o jovem de hoje em dia não lê". Realmente, não são tantas pessoas que têm acesso a livros físicos e não observamos mais várias delas andando por aí com livros debaixo do braço, mas isso não quer dizer necessariamente que elas não estão lendo. O cenário mudou e o formato digital tornou a leitura muito mais acessível para pessoas impossibilitadas de consumir livros físicos. Ainda assim, sou uma defensora de que a leitura deve ser cada vez mais influenciada e promovida como um hábito saudável, como maneira de formar seres pensantes e questionadores, mas sem preconceitos literários e sempre apoiando a diversidade na literatura.

O que tem lido ultimamente?

Gosto sempre de misturar gêneros e ler mais de um livro ao mesmo tempo. No momento, estou lendo Coroa em Chamas, o 3º livro da distopia A Resistência, da autora Cris Silva, no Wattpad; Homem de Giz, de C. J. Tudor; Feliz Ano Novo, do Rubem Fonseca; e Briget Jones - Mad About the Boy, da Helen Fielding. E sempre há uma fila de espera interminável.  

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder.

Todos que produzimos arte temos nossos mestres, aqueles que nos inspiram. Minha admiração por Shakespeare, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Machado de Assis, Sidney Sheldon, Colleen Hoover, Meg Cabot, J. K. Rowling, Mário de Andrade, Goethe e Rupi Kaur, por exemplo, vai além da leitura, mas se torna parte do que eu produzo em uma busca constante de me aproximar, nem que seja um pouquinho, dessas pessoas geniais.  

Redes Sociais
Instagram: @autoranathasha
Facebook: Nathasha Chrysthie Martins
Wattpad: @nathashachrysthiemar

Link para o livro:
http://www.selojovem.com.br/pd-7e6864-deixe-me-tentar.html?ct=449b2&p=1&s=1


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: Ana Brêtas e o livro Cem vezes uma, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Nasci em maio de 1961, em São José do Rio Preto (SP). Moro em São Paulo desde 1987. Enfermeira e socióloga, ensinei Saúde Pública e Gerontologia por 28 anos na Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Aposentada, escolhi a Literatura como aposento. Em 2018, publiquei o meu primeiro livro de contos: Velhices e outras coisas (Scortecci). Finalista, com a crônica “Não nasci comendo alface”, do Prêmio Sesc de Crônicas Rubem Braga — edição 2015; com o conto “As sombras da cidade”, do Concurso Literário Mulheres Contistas, promovido em 2017 por Editora Zouk e Casa da Mãe Joanna; e com o projeto Cem vezes uma, do edital no 17/2019 do Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?

Cem vezes uma — publicado pela Editora Jandaíra — é produto do edital no 17/2019 do ProAC. O livro O imitador de vozes, de Thomas Bernhard (Companhia das Letras), me inspirou no que tange à forma: aprecio histórias curtas e potentes. O conteúdo, por sua vez, nasceu da minha experiência como mulher e pesquisadora no campo das Ciências Sociais e da Saúde, onde por duas décadas desenvolvi estudos qualitativos ouvindo, observando, acolhendo, estranhando conversas e comportamentos diversificados; bem como da leitura das obras de escritoras contemporâneas, em especial a Conceição Evaristo e a Maria Valéria Rezende. A motivação à escrita se deu pelo gosto de contar histórias.

A escolha de dar aos contos nomes de jogos, brinquedos, brincadeiras (infantis ou não) surgiu da crença de que o ato de brincar é o momento — finito e intenso, como a própria vida — em que sentidos e sentimentos afloram. Os contos são curtos (uma ou duas páginas), uma estratégia para garantir por meio da brevidade da narrativa a força da história: um convite ao leitor para explorar sensações.

Os cem contos curtos que compõem o Cem vezes uma se guiam por um acúmulo variado de situações singulares presentes no cotidiano feminino, contadas por narradores em primeira ou terceira pessoa. Sua produção ocorreu em um cenário marcado por grandes perdas sociais e políticas no Brasil, sobretudo no que diz respeito aos Direitos Humanos e Sociais; parte dos contos foi escrita em plena pandemia. Neste contexto, sem sacrificar a estética, a escrita expressa alguns dos embates presentes na atualidade, principalmente em relação às mulheres e suas singularidades. Temas como sexualidade, morte, existência, pandemia, assédio, sororidade, vida, violência, envelhecimento, perdas permeiam a obra. 

O espaço e o tempo são múltiplos, em cada um dos contos aparecem de forma diferente. O espaço vai além da descrição de lugares/localidades, inclui os objetos incorporados às intenções da narrativa e relacionados à perspectiva da personagem: ruas e praças, trem do metrô, ônibus, macas, mesa de jantar, ambulância, cama de casal, delegacia são alguns dos espaços presentes nas narrativas. Em relação ao tempo, alguns contos seguem a convenção dos relógios e dos calendários; em outros a delimitação do tempo é vaga ou mesmo inexistente, nesses a experiência singular de ser, estar e tornar-se mulher transversa a dimensão temporal e ganha relevância na história narrada.


Como analisa a questão da leitura no país?

A leitura é um Direito Humano. Ler é fundamento básico para a inclusão social, afinal, quase tudo que movimenta o cotidiano (sobretudo nas cidades) está grafado: itinerário de ônibus, estação de metrô, bula de remédio, tabuletas, cartazes de orientação, entre tantos outros meios de comunicação visual. No Brasil atual, cerca de 11 milhões de pessoas com mais de quinze anos de idade não sabem ler e escrever — o analfabetismo escancara a desigualdade social.

Outra questão que me toca quando penso sobre a leitura no Brasil diz respeito ao acesso (também desigual) aos livros. O gosto e a prática da leitura necessitam de estímulo, experimentações para se perpetuarem; famílias leitoras têm mais possibilidade de ter filhos leitores; da mesma forma, escolas com estímulo à leitura têm mais possibilidade de ter crianças e jovens leitores. Iniciativas de pessoas e coletivos — oportunizando eventos, saraus, slam, mediação de leitura e, criando locais acolhedores, como as bibliotecas comunitárias —, são imprescindíveis, universalizam o acesso aos livros, propiciam o gosto à prática da leitura e quiçá da escrita. Experiências literárias compartilhadas são fundamentais, sobretudo para os segmentos mais vulneráveis, garantem o acesso aos livros, protagonizam gerações de leitores.

O que tem lido ultimamente?

Para mim, livro tem sido abrigo, lugar escolhido para sobreviver à pandemia. No momento, estou lendo Meninas que Escrevem (Editora Jandaíra), um livro lindo organizado pelo Clube Nós Marias, com 17 contos potentes escritos por jovens, e, Grande Sertão: Veredas (Nova Fronteira), do Guimarães Rosa, desejo adolescente que estou concretizando. Revisito A Velhice, da Simone de Beauvoir (Nova Fronteira), inspiração para o meu novo projeto. 

Como analisa o Brasil pós-pandemia? Que lições podemos extrair do isolamento social a que fomos submetidos?

A pandemia, por si, não é capaz de mudar comportamentos, entretanto, acredito que no pós-pandemia não seremos os mesmos. A experiência do isolamento (ou do não isolamento) atinge os corpos de maneira diferente, o local que cada um de nós ocupa no mundo tem definido o acesso (ou não) aos bens públicos e privados para enfrentar este período. A Covid-19 escancarou inequidades enraizadas no país, o isolamento social mostrou brasis — espaços definidos por classe social, etnia, gênero, geração — com acessibilidade desigual às políticas públicas, aos direitos sociais. 

Neste contexto, tão árduo quanto combater o vírus é enfrentar os grupos organizados na produção e divulgação de notícias falsas, o desdém com as orientações dos profissionais da saúde e da ciência sobre os cuidados de saúde (individual e coletiva): ignorância calculada comprometendo a vida em sociedade. É difícil, também, a espera de atitudes mais ágeis e eficazes dos governos, para além da polarização entre Saúde e Economia. Perdemos todos.

Por outro lado, é importante citar o trabalho dos profissionais da área da Saúde, principalmente dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Sem eles, o caos que vivemos seria muito pior. No mesmo sentido, temos a boniteza das ações solidárias desencadeadas por vários movimentos sociais, organizações não governamentais, associações e lideranças comunitárias, entre tantos, promovendo educação em saúde, distribuindo cestas com alimentos, máscaras de proteção, produtos de higiene pessoal e limpeza, livros. Experiências do cuidar-de-si, cuidar-do-outro, cuidar-do-planeta compartilhadas: certamente deixarão marcas importantes nas pessoas envolvidas. Lições solidárias potentes. 

Quais os seus próximos projetos?

Estou trabalhando com duas coletâneas de contos: “Novos-Corpos-Velhos” trata velhices contemporâneas e “Lampejos de A a Z sobre vida e morte” aborda a provisoriedade da existência humana.

Link para o livro: https://polenlivros.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/cem-vezes-uma/


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O livro Horror na Biblioteca, de Cida Simka e Sérgio Simka

Sérgio Simka e Cida Simka - Foto divulgação

Os colunistas da revista Conexão Literatura, Cida Simka e Sérgio Simka, são um casal com longa estrada na literatura. Além de se dedicarem a livros acadêmicos, escrevem ficção, indo do infantojuvenil ao terror. Após publicarem em 2020 o livro O Enigma da Biblioteca, estão lançando outro infantojuvenil intitulado Horror na Biblioteca, ambos pela editora Verlidelas.

SINOPSE:
Matilde alimentava um sonho desde criança: trabalhar em meio a livros e pessoas. E isso se tornou realidade quando ela arranjou um emprego na biblioteca de uma pequena cidade do interior. Sua função era atender os leitores que devolviam livros com títulos esquisitos, o que chamou a atenção de dois bibliotecários. Situações estranhas – como o assassinato da copeira e o desaparecimento de uma colega – começaram a acontecer assim que Matilde pôs os pés naquele lugar, uma acanhada construção de dois andares localizada entre um prédio semiacabado e um casarão mal-assombrado. Após ficar sozinha às vésperas do Natal com Vitório Augusto, um gigantesco e sinistro boneco de neve que serviria de decoração, ela ouviu um barulho no andar de cima. Com a porta misteriosamente trancada, restou à Matilde encarar corajosamente o horror na biblioteca... e, com sorte, salvar sua vida.

CARACTERÍSTICAS:
AUTORES
Cida Simka & Sérgio Simka
GÊNERO
Infantojuvenil
ISBN
978-65-990556-3-8
ANO
2021
FORMATO
14x21
PÁGINAS
76
A capa e as ilustrações foram feitas pelo genial Seri: https://seriilustrador.com/
 
Link para o livro: https://www.verlidelas.com/product-page/horror-na-biblioteca

Leiam também a entrevista que os autores concederam à Revista Verlidelas (edição de janeiro de 2021):
https://www.verlidelas.com/revista


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: J. J. Santos e o livro Terror sem face, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.


Trabalho na área administrativa de uma empresa de pequeno porte, tranquei minha faculdade de pedagogia há alguns anos devido a vários fatores, fui professor de informática em curto período. Desde que me lembro sempre gostei de ler e escrever, gosto de criar contos de diversos gêneros, sendo meu preferido de suspense e terror, e postar no Facebook onde tenho fãs de coração, e os mesmos contos estão na plataforma do wattpad.com e o mais importante: eu amo um bazar de livros.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que o levou a escrevê-lo?


O livro fala sobre um detetive que resolveu os casos mais complicados da capital onde ninguém mais podia resolvê-los e devido a ter visto o horror que o ser humano é capaz de fazer por vingança, ódio ou por simplesmente gostar de matar, o então detetive quer sua aposentadoria precoce. Óbvio que nada vem assim, de mão beijada. Antes de o chefe do distrito policial assinar as papeladas ele recebe uma última missão, viajar para uma cidade longe da capital para resolver o caso de desaparecimento de crianças; e para poder solucionar, o detetive terá que abandonar suas crenças acadêmicas e religiosas.
Eu escrevi um livro por volta do ano de 2013-2015 quando eu estava em uma depressão, eu sentia um vazio e uma dor invisível que ninguém compreendia, me sentia só, mesmo estando rodeado de amigos e da família. Foi quando eu soube da história de uma creepypasta da internet e o fascínio acabou ganhando vida em minha mente que resolvi esboçar no papel. Quando eu escrevia o livro eu sentia medo, pois sentia estar sendo observado; mesmo eu estando só em casa sentia a presença de alguém, tive terror noturno, paralisia do sono e tudo isso nos períodos em que escrevia o livro. Quanto mais eu estava no ápice do livro, mais fortes ficavam as sensações de medo em mim, e aquilo me dava mais vontade de escrever e de escrever o livro, até que finalmente eu terminei e as sensações que antes eu sentia de depressão e de medo, enquanto escrevia, sumiram de mim como passe de mágica e hoje sou uma pessoa muito de bem com a vida. Diria que O Terror sem Face foi uma experiência que irei levar pro resto da minha vida.

Como analisa o mercado de terror/horror nacional?


Muitas pessoas acabam conhecendo alguns livros de terror ou suspense graças a filmes ou séries de TV, mas mesmo possuindo vários gêneros de leitura as pessoas não têm muito o hábito de ler, digo o livro físico. E agora com essa pandemia os livros em seus formatos digitais ganharam um pouco mais de força e pela facilidade de acesso.
Tem pessoas que são bibliófilos que preferem o antiquado ao modernizado, sou os dois, as pessoas mal sabem o que estão perdendo e o que sua imaginação pode fazer lendo um bom livro.

Como analisa a questão da leitura no país?

Só posso me expressar em uma única palavra: Triste.
Nos últimos anos nosso país está perdendo muitos leitores, não digo no quesito de milhares e sim de milhões, a pessoa lê de 1 a 2 livros por ano e "se" leu tudo mesmo. Os brasileiros não têm o costume de ler, e só vão ler algo quando o filme ou série favorita se baseou em um livro, não sabem o bem maravilhoso que faz para nosso cérebro, pessoas com as melhores notas em redação de concursos ou vestibular alcançam essas notas graças à leitura de 3 ou 4 livros ao ano. A leitura ajuda na dicção de palavras em diálogos com pessoas, ajuda no nosso bem-estar como pessoa, ajuda em nosso convívio com a família e com a sociedade e sem falar que até nossos sonhos podem ser controlados, tudo isso se alcança com o hábito de ler. O que falta é incentivo de todas as partes ou então uma única palavra será ecoada nas cabeças vazias de muitos: Tristeza.

O que tem lido ultimamente?

Meu último livro foi O Colecionador de Lágrimas de Augusto Cury, que já li bem umas três vezes e sempre choro em algumas partes.
Estou lendo agora um livro de Ana Elizabeth Cavalcanti da Costa chamado Bruxas de Verdade - Conhecendo e Desvendando a Magia.

Quais os seus próximos projetos?


Pretendo no futuro criar um segundo livro envolvendo o universo de O Terror sem Face, mas com outro título e outro drama, tenho planos de criar uma trilogia ou quem sabe uma saga, dependo da opinião dos meus leitores e fãs do detetive para que essa empreitada saia impressa, pois já tenho ideias anotadas em papel do segundo, terceiro, quarto e quinto livro.
Mas agora, deixando de lado o Terror sem Face, estou lendo muitos livros ligados à magia, misticismo e aos zodíacos, pois quero escrever e lançar meu próximo livro ligado a esse universo místico cheio de magias e poderes, já antecipo que serão mulheres como protagonistas, estou criando o universo do zero mostrando a origem do mundo no meu ponto de vista, os elementos, os seres e digo que será um livro grandioso e bem trabalhoso em parceria com um amigo meu, é como diz um ditado "duas cabeças pensam melhor que uma".

Link para o livro:

https://www.eviseu.com/pt/livros/1207/o-terror-sem-face



CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.


SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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domingo, 10 de janeiro de 2021

Gustavo Rosseb e seus livros, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você. 

Sempre gostei de me expressar. De muitas formas. Desde criança já criava continuações para os filmes que mais gostava e brincava na rua encenando essas histórias com os amigos. Daí para a escrita acabou sendo um pulo. Também já cantava e desenhava desde pequeno. Hoje trabalho com literatura, escrevo roteiros para cinema e sigo cantando por aí; já me apresentei com minha banda em grandes eventos como Rock in Rio e South by Southwest. Então acredito que continuo me divertindo enquanto trabalho. Hehehe. A escrita acaba sendo uma das válvulas de escape que utilizo quando aquilo que precisa escapar necessita da literatura como melhor roupagem para isso. 

Fale-nos sobre As Aventuras de Tibor Lobato. O que o motivou a escrever essa trilogia?

Outra coisa que sempre me encantou foram as histórias de folclore brasileiro. Sabe quando você ia lá pra casa da sua tia ou da sua avó e vinha aquele primo mais velho e contava uma história de assombração à beira da fogueira? Pois é, aquele tipo de história que te faz deixar a luz do corredor acesa na hora de dormir, aquele tal de “papai contava um causo...”. Essas histórias sempre me chamaram muita atenção. Quando tive contato com a literatura fantástica, percebi que havia um espaço em aberto por ali. Harry Potter traz uma porção de lendas da Inglaterra. Percy Jackson, mitologia grega. Onde está a mitologia brasileira? Foi o que me perguntei dentro de uma livraria ao procurar algo do tipo para ler. Depois de muito procurar e não encontrar, decidi escrever. Essa lacuna foi o que me motivou. Viajei por 10 anos pelo Brasil coletando histórias nossas que não chegam mais pra gente. E resolvi criar um universo onde essas personagens tão ricas, medonhas, fofas e especiais pudessem se encontrar. A trilogia traz desde um Saci velho e uma Cuca que não tem nada de jacaré até personagens dos quais não escutamos mais falar como a Pisadeira, a Porca dos Sete Leitões, o Gorjala, A comadre Fulozinha, os Bradadores e muitos outros. 

Tudo começa quando Tibor Lobato e sua irmã perdem os pais em um incêndio e passam a morar no sítio de sua avó. O problema é que eles chegam por lá justamente na época da quaresma e os irmãos são avisados que, nessa época, por ali, uma porção de criaturas e assombrações tem força para se mostrar e atormentar os moradores da região. Claro que eles se deparam com esses seres, mas, ao longo da quaresma, vão percebendo que tais encontros não são tão aleatórios quanto parecem e tudo tem uma ligação direta com o passado daquele lugar, com o passado da avó, com o passado da família deles e também tem com a morte de seus pais.   

Fale-nos sobre o livro Missão Carbúnculo.

Missão Carbúnculo é uma expansão do universo do Tibor Lobato e também é um livro único. Trata-se de uma história que se passa 200 anos antes da trilogia. Nela eu apresento dois personagens centrais. Um ser humano ganancioso chamado Pedro Malasartes e um boto cor de rosa que pode assumir a forma humana. Os dois tem a difícil tarefa de resgatar os saberes de uma população inteira, roubados por um lendário lagarto conhecido como Carbúnculo. 

Carbúnculo, é um personagem das lendas gaúchas. Trata-se de um grande lagarto com uma pedra preciosa incrustada no meio da testa. Sua pedra guarda o conhecimento desde o princípio dos tempos e é justamente no interior dessa gema que está aprisionado todo o conhecimento de um povo.

Para concluir a missão, O boto e o homem precisarão vencer sete desafios pelo caminho e desvendar todos os mistérios que rondam a criatura antes de encontrá-la.

Esse é um livro que traz reflexões profundas sobre a nossa relação com a natureza, sobre o amor, sobre a ganância, sobre a mentira e sobre a nossa intuição. 

A ideia do livro surgiu durante uma viagem para o Maranhão. Buscava por lendas e histórias do nordeste para finalizar a trilogia do Tibor Lobato. Mas tive um insight que quase me fez parar de escrever o terceiro livro da trilogia para começar esse. Hehehe! 

Busquei unir um pouco de diversas referências que amo para criar um épico de folclore brasileiro com mais um grande número de personagens de nossa cultura que pouco ouvimos falar como Makunaima, Isquelê, Zaori, Pavão Misterioso, Canhoto, Maria Caninana e muitos outros.  

Como analisa a questão da leitura no país?

A leitura é libertação. Nosso conhecimento se amplia, questionamos, refletimos e, obviamente, botamos a mão na massa e alteramos o nosso entorno. Coisa que não acontece muito hoje em dia. Nosso país está como está, à deriva em um mar de informações desencontradas e também de peito aberto para a desinformação em si. O incentivo é importante e é algo que busco trabalhar em meus livros. Prometi que traria uma escrita que agradaria aqueles que amam ler, mas que principalmente possa ser uma porta de entrada àqueles que pensam que não gostam da leitura. Algo que possa lhes caber. 

Meu objetivo de vida se completa toda vez que escuto jovens leitores dizendo terem descoberto o caminho da literatura ao lerem meus livros. Isso me faz dormir em meu travesseiro feliz por ter a noção de fazer minha parte por um mundo melhor. 

Um professor meu sempre colocava no cabeçalho de nossas provas a célebre frase de Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” E sempre acreditei nessa frase. Hoje, adulto, percebo o peso dessa citação à cada olhadela para o lado e o quanto a leitura pode faz falta para que possamos ter um país mais coeso e justo para todos. 

Quais são os seus próximos projetos?

Nesse instante finalizo uma ficção científica que venho desenvolvendo desde 2015. Chama-se “Vórtices”. Uma história de uma mãe que busca trazer seu filho adolescente de volta do coma através de uma máquina que separa a consciência do corpo e faz essa consciência viajar por outras dimensões.

Também desenvolvo uma duologia dentro do mesmo universo de Tibor Lobato. Se chamam “A Garota de Outro Mundo” e A Garota de Outro Tempo”. Nesses livros, a protagonista Tábata busca por sua mãe, que desapareceu misteriosamente após um acidente de carro. Diversos personagens do folclore brasileiro estão presentes na trama com um enfoque maior em personagens oníricos de nossa cultura, que tratem dos sonhos e personagens vindos do espaço. 


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). 

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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: Thiago Cavalcante Jeronimo e o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recursos discursivos, por Cida Simka e Sérgio Simka

Thiago Cavalcante Jeronimo - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Sou bacharel e licenciado em Letras pela Centro Universitário Sant’Anna. Mestre e doutor em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Meu doutorado foi realizado no âmbito do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, com bolsa CAPES, como parte da investigação realizada na Universidade do Minho, Portugal. Pesquiso a obra de Clarice Lispector desde 2008, quando iniciei minha graduação, sendo que minha tese de doutorado ampliou-se com análises direcionadas à produção de Elisa Lispector, ficcionista talentosa, mas, infelizmente, posta à sombra diante da potência revolucionária da ficção de sua irmã Clarice.

Fale-nos sobre o seu livro, que é fruto de sua dissertação de mestrado defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Minha dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 2016, foi nomeada Figurações do romance de formação e recursos discursivos em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Escolhi estudar o sexto romance de Clarice Lispector, lançado em 1969, porque senti a necessidade de evidenciar as qualidades desse texto dentro do conjunto ficcional de sua autora. Enxergo nO livro dos prazeres um diálogo pulsante entre as produções anteriores de Clarice, bem como uma antecipação do que a autora trataria nos seus últimos escritos. Nesse veio, minha leitura de Uma aprendizagem vai de encontro, se choca, a posicionamentos críticos que consideram este livro como “malogrado” e “falhado”. Minha investigação, contemplada com distinção e louvor, foi eleita pela UPM como a melhor dissertação do Programa no período de 2016 a 2018. Participei, em 2018, do prêmio ANPOLL de Teses e Dissertações (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística), tendo ficado entre os finalistas desse importante prêmio nacional. Diante desses reconhecimentos, a publicação do livro Clarice Lispector apesar de, fruto desse trabalho, se efetivou em maio de 2020, e o lançamento foi concretizado em novembro passado.

Qual a sua pesquisa de doutorado?

Pesquisei no meu doutoramento as obras de Elisa Lispector e de Clarice Lispector. O título da tese, no meu entender, sintetiza bem a investigação: Judaísmo e Cristianismo em Elisa Lispector e em Clarice Lispector: testemunho e vestígio. Percebo na obra de Elisa uma inclinação favorável ao judaísmo. A primeira Lispector cultua e celebra a crença de seus antepassdos em sua vida pessoal e em sua escrituração. A obra de Elisa – sete romances, três livros de contos, e um livro de memórias – é testemunho vivo da tradição, religião e cultura judaica, além de ser registro histórico-ficcional do deslocamento dos judeus da Europa antissemita para o continente americano (1917-1920). Ainda hoje, muitos críticos consideram Samuel Rawet como o primeiro a confiar ficcionalidade aos problemas enfrentados pelos imigrantes judeus em direção ao Brasil (e no Brasil), mas, o seu livro, Contos do imigrante, é de 1956. Elisa o antecipa porque seu romance autobiográfico, No exílio, foi lançado oito anos antes, em 1948. Contudo, o primeiro escritor que tratou desses temas foi Marcos Iolovitch, em 1940, no livro Numa clara manhã de abril. Em via oposta ao de sua irmã, Clarice Lispector não se filia ao judaísmo em sua vida pessoal e em suas produções ficcionais. Enquanto Elisa hasteia a bandeira judaica, Clarice silencia essa temática. Benjamin Moser, na sua problemática biografia (Clarice, Cosac Naify, 2010), enxerga na vida e na obra de Clarice um impulso essencialmente espiritual – filiado ao judaísmo –  que anima a produção da autora. Minha investigação rebate esse posicionamento do biógrafo norte-americano. O que sustenta a obra de Clarice, a meu ver, é a própria linguagem: selvagem/indomesticada a normas textuais e religiosas. Na expressão alcunhada por Benedito Nunes (1995), a obra clariciana marca-se e diferencia-se por sua “desescritura”. Clarice “desleu” as tradições de gêneros literários, inclusive a tradição judaica de seus antepassados. 

Por que ler Clarice Lispector?

Clarice Lispector é considerada a escritora maior da nossa literatura. Sua vasta e impactante produção a colocou como uma das maiores escritoras do século XX. Seu livro A paixão segundo G. H. (1964) é destacado por muitos especialistas – nacionais e internacionais –  como um dos textos maiores da literatura do século passado. Tamanha é a pujança  que a obra de Clarice desperta e sucista. Creio que o reconhecimento de sua obra, ampliado nas últimas décadas, deve-se, dentre outras considerações, pelo fato de que as personagens claricianas, a exemplo de G. H.,  anseiam enfrentar as adversidades a elas impostas, visando a uma liberdade para além do que foi determinado e limitado. No atual momento de pandemia que atravessamos, a ficção de Clarice é passaporte para refletirmos acerca de ser e estar no mundo.

Quais os seus próximos projetos?

O ano de 2020, embora conturbado, considerando a intensa problemática da Covid-19, foi frutífero para mim. Lancei o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recusrsos discursivos (ed. Todas as musas), no dia 5 de novembro de 2020. No mesmo mês, dia 23, defendi a tese de doutorado acerca das obras de Elisa e de Clarice (fui orientado pela profa. Dra. Aurora Gedra Ruiz Alvarez e coorientado pelo prof. Dr. Carlos Mendes de Sousa). No dia 23, um dia antes do início das festas natalinas, falei acerca do judaísmo na obra das duas ficcionistas no Centro Cultural do Brasil, em Tel Aviv (Israel). No âmbito do centenário de nascimento de Clarice, comemorado no dia 10 de dezembro, tive dois ensaios publicados: o primeiro, na revista Cerrados, da UnB, no qual assinei um artigo com Luciana Luciani acerca das novas edições das capas e obras de Clarice – ladeadas com sua  produção pictórica (Clarice pintou 22 telas!); pela Universidade de São Paulo, assino um  capítulo no livro Clarice Lispector: os mistérios da estrela, no qual discorro acerca da conturbada produção de Benjamin Moser. Há alguns projetos para o ano de 2021: analisar as biografias de Clarice Lispector e o diálogo que a autora nutriu com a cultura portuguesa.

Link para o livro: https://www.todasasmusas.com.br/livro_clarice.html


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). 

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Maria Vitória Bernardes e o livro O Vaso, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Nasci e cresci em Belo Horizonte, morei alguns anos fora do país e quando voltei entrei para a faculdade de Jornalismo. Formei-me na metade deste ano e comecei a escrever “O Vaso”, meu primeiro romance, no penúltimo semestre do curso. Apaixonei-me pela literatura aos 12 anos e nessa mesma idade comecei a escrever. Pouco depois decidi que seria escritora, mas só consegui me considerar uma quando atingi meu objetivo principal: escrever um romance. Durante esses mais de dez anos, escrevi quase todos os dias. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?

A ânsia de contar histórias e me expressar, primeiro por imagens e depois pela escrita, surgiu muito cedo. Já tinha decidido ser escritora e a meu ver era uma questão de tempo. O que me faltava para começar “O Vaso”, ou qualquer outro livro, era a vivência. Com 24 anos me senti segura o suficiente para dar início ao projeto, mas foi tudo muito espontâneo. Um dia na faculdade, esperando o estágio começar, fui para o laboratório de informática e pensei: “quer saber? Vou começar a escrever um livro, definir uma meta de palavras totais, uma diária e um prazo!”. Assim eu fiz. Comecei a história e ela foi se desenrolando sozinha, os personagens iam se mostrando para mim e escolhendo os caminhos que definiram a narrativa. Quatro meses depois, “O Vaso” estava pronto!

E além dessa vontade de “começar logo” a escrever, o filme “Amor à Flor da Pele”, de Wong Kar-Wai, foi uma forte influência na história do livro, assim como algumas músicas cubanas e espanholas. Gosto de escrever ouvindo músicas e o cinema é uma grande fonte de inspiração para mim.

Como analisa a questão da leitura no país?

Acho que é muito complexa. Envolve acesso à cultura e educação, taxas de analfabetismo, o preço dos livros, o mercado editorial. É difícil fazer uma análise sem passar muito tempo investigando a pluralidade do nosso país. O Brasil é muito vasto e diverso. Mas acredito que o aumento do acesso à internet tem ajudado muito a melhorar algumas dessas questões. Gosto de acreditar que o futuro será promissor e os brasileiros vão ler cada dia mais! E espero que deem mais chances aos autores nacionais também!

O que tem lido ultimamente?

O último livro que li foi de um dos meus autores favoritos, o japonês Osamu Dazai, e chama-se “Joiseito”, infelizmente ainda sem tradução para o português. Agora estou lendo Carta de Pequim, da Pearl S. Buck. Ambos são autores de que gosto muito. Além desses, ando lendo muito os trabalhos da Marguerite Duras. 

Quais foram os livros que mais te marcaram? 

Bom, tem alguns! Acredito que posso começar por Verão no Aquário, de Lygia Fagundes Telles. Foi o primeiro romance dela que li e me apaixonei pela história e pela escrita. Tanto que fiz meu TCC sobre uma coletânea de crônicas da Lygia. Depois, eu diria que foram as novelas escritas pelo Dazai, “O Declínio de Homem” e “Pôr do Sol”, e agora “Joseito". Por fim, “Memórias de Adriano”, da Marguerite Yourcenar. Todos foram livros que tiveram grande impacto na minha forma de pensar, escrever e ver o mundo, e pelos quais tenho grande carinho. Encaro esses autores como meus professores; aprendi muito com eles sobre as histórias que desejava contar.

Link para o livrohttps://www.editoraletramento.com.br/produto/o-vaso-484


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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