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Por Ademir Pascale Todos os dias são criados novos grupos no Facebook sobre assuntos e gostos diversos. Nós leitores e apaixonados...

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sábado, 20 de março de 2021

7 citações impactantes de Clarice Lispector

Clarice Lispector - Foto divulgação
Clarice Lispector (1920 — 1977), foi uma jornalista e escritora ucraniana naturalizada brasileira. Considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas.

1 - "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Clarice Lispector

2 - "Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
Clarice Lispector

3 - "Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice Lispector

4 - "Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."
Clarice Lispector

5 - "A palavra é meu domínio sobre o mundo."
Clarice Lispector

6 - "Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."
Clarice Lispector

7 - "Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector
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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: Thiago Cavalcante Jeronimo e o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recursos discursivos, por Cida Simka e Sérgio Simka

Thiago Cavalcante Jeronimo - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Sou bacharel e licenciado em Letras pela Centro Universitário Sant’Anna. Mestre e doutor em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Meu doutorado foi realizado no âmbito do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, com bolsa CAPES, como parte da investigação realizada na Universidade do Minho, Portugal. Pesquiso a obra de Clarice Lispector desde 2008, quando iniciei minha graduação, sendo que minha tese de doutorado ampliou-se com análises direcionadas à produção de Elisa Lispector, ficcionista talentosa, mas, infelizmente, posta à sombra diante da potência revolucionária da ficção de sua irmã Clarice.

Fale-nos sobre o seu livro, que é fruto de sua dissertação de mestrado defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Minha dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 2016, foi nomeada Figurações do romance de formação e recursos discursivos em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Escolhi estudar o sexto romance de Clarice Lispector, lançado em 1969, porque senti a necessidade de evidenciar as qualidades desse texto dentro do conjunto ficcional de sua autora. Enxergo nO livro dos prazeres um diálogo pulsante entre as produções anteriores de Clarice, bem como uma antecipação do que a autora trataria nos seus últimos escritos. Nesse veio, minha leitura de Uma aprendizagem vai de encontro, se choca, a posicionamentos críticos que consideram este livro como “malogrado” e “falhado”. Minha investigação, contemplada com distinção e louvor, foi eleita pela UPM como a melhor dissertação do Programa no período de 2016 a 2018. Participei, em 2018, do prêmio ANPOLL de Teses e Dissertações (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística), tendo ficado entre os finalistas desse importante prêmio nacional. Diante desses reconhecimentos, a publicação do livro Clarice Lispector apesar de, fruto desse trabalho, se efetivou em maio de 2020, e o lançamento foi concretizado em novembro passado.

Qual a sua pesquisa de doutorado?

Pesquisei no meu doutoramento as obras de Elisa Lispector e de Clarice Lispector. O título da tese, no meu entender, sintetiza bem a investigação: Judaísmo e Cristianismo em Elisa Lispector e em Clarice Lispector: testemunho e vestígio. Percebo na obra de Elisa uma inclinação favorável ao judaísmo. A primeira Lispector cultua e celebra a crença de seus antepassdos em sua vida pessoal e em sua escrituração. A obra de Elisa – sete romances, três livros de contos, e um livro de memórias – é testemunho vivo da tradição, religião e cultura judaica, além de ser registro histórico-ficcional do deslocamento dos judeus da Europa antissemita para o continente americano (1917-1920). Ainda hoje, muitos críticos consideram Samuel Rawet como o primeiro a confiar ficcionalidade aos problemas enfrentados pelos imigrantes judeus em direção ao Brasil (e no Brasil), mas, o seu livro, Contos do imigrante, é de 1956. Elisa o antecipa porque seu romance autobiográfico, No exílio, foi lançado oito anos antes, em 1948. Contudo, o primeiro escritor que tratou desses temas foi Marcos Iolovitch, em 1940, no livro Numa clara manhã de abril. Em via oposta ao de sua irmã, Clarice Lispector não se filia ao judaísmo em sua vida pessoal e em suas produções ficcionais. Enquanto Elisa hasteia a bandeira judaica, Clarice silencia essa temática. Benjamin Moser, na sua problemática biografia (Clarice, Cosac Naify, 2010), enxerga na vida e na obra de Clarice um impulso essencialmente espiritual – filiado ao judaísmo –  que anima a produção da autora. Minha investigação rebate esse posicionamento do biógrafo norte-americano. O que sustenta a obra de Clarice, a meu ver, é a própria linguagem: selvagem/indomesticada a normas textuais e religiosas. Na expressão alcunhada por Benedito Nunes (1995), a obra clariciana marca-se e diferencia-se por sua “desescritura”. Clarice “desleu” as tradições de gêneros literários, inclusive a tradição judaica de seus antepassados. 

Por que ler Clarice Lispector?

Clarice Lispector é considerada a escritora maior da nossa literatura. Sua vasta e impactante produção a colocou como uma das maiores escritoras do século XX. Seu livro A paixão segundo G. H. (1964) é destacado por muitos especialistas – nacionais e internacionais –  como um dos textos maiores da literatura do século passado. Tamanha é a pujança  que a obra de Clarice desperta e sucista. Creio que o reconhecimento de sua obra, ampliado nas últimas décadas, deve-se, dentre outras considerações, pelo fato de que as personagens claricianas, a exemplo de G. H.,  anseiam enfrentar as adversidades a elas impostas, visando a uma liberdade para além do que foi determinado e limitado. No atual momento de pandemia que atravessamos, a ficção de Clarice é passaporte para refletirmos acerca de ser e estar no mundo.

Quais os seus próximos projetos?

O ano de 2020, embora conturbado, considerando a intensa problemática da Covid-19, foi frutífero para mim. Lancei o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recusrsos discursivos (ed. Todas as musas), no dia 5 de novembro de 2020. No mesmo mês, dia 23, defendi a tese de doutorado acerca das obras de Elisa e de Clarice (fui orientado pela profa. Dra. Aurora Gedra Ruiz Alvarez e coorientado pelo prof. Dr. Carlos Mendes de Sousa). No dia 23, um dia antes do início das festas natalinas, falei acerca do judaísmo na obra das duas ficcionistas no Centro Cultural do Brasil, em Tel Aviv (Israel). No âmbito do centenário de nascimento de Clarice, comemorado no dia 10 de dezembro, tive dois ensaios publicados: o primeiro, na revista Cerrados, da UnB, no qual assinei um artigo com Luciana Luciani acerca das novas edições das capas e obras de Clarice – ladeadas com sua  produção pictórica (Clarice pintou 22 telas!); pela Universidade de São Paulo, assino um  capítulo no livro Clarice Lispector: os mistérios da estrela, no qual discorro acerca da conturbada produção de Benjamin Moser. Há alguns projetos para o ano de 2021: analisar as biografias de Clarice Lispector e o diálogo que a autora nutriu com a cultura portuguesa.

Link para o livro: https://www.todasasmusas.com.br/livro_clarice.html


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). 

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Com lançamento de Clarice Lispector - Formas da Alegria, de Luiz Lopes, a Quixote+DO, de Belo Horizonte, celebra o centenário da autora com uma visão original de sua obra


No dia 17 de dezembro, tem lançamento virtual com live do autor e convidadas no canal do YouTube Quixote Do Editoras Associadas, a partir das 19 horas

A Quixote+DO celebra o centenário de Clarice Lispector neste 2020 com uma nova abordagem sobre a escritora - conhecida por uma obra profunda e de personalidade um tanto enigmática. Agora, o professor e pesquisador Luiz Lopes rompe com a tradição de leituras da obra de Clarice, centrada no seu lado mais sombrio, e lança Clarice Lispector - Formas da Alegria. “Sim, alegria. Eis um dado que marca a originalidade dessa leitura”, atesta a escritora Nádia Battella Gotlib, uma das maiores especialistas na obra de Clarice Lispector. O lançamento acontece no dia 17 de dezembro, em encontro virtual com autor no canal do Youtube da editora: Quixote Do Editoras Associadas. A live será a partir das 19 horas.


O autor Luiz Lopes alinhava um perfil singular da autora, um fenômeno da literatura, neste livro que é o resultado da tese de doutorado defendida em 2013, na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG , na área de Literatura Comparada. Ele é Doutor em Letras/Literatura Comparada pela UFMG, professor de Língua Portuguesa, Literatura e Cultura do Departamento de Linguagem e Tecnologia do CEFET-MG, do curso de Letras e do programa de Pós-graduação em Linguagens da mesma instituição. 


“A crítica literária ressaltou o lado sombrio e melancólico da escrita de Clarice Lispector e a escolha que fiz foi discorrer sobre a alegria difícil que existe também em seus textos. Essa leitura permitia ler a obra de Clarice não por meio de pares binários, mas mostrando como há na escritora um lado solar que convive com o lado sombrio”, diz o autor. De acordo com Luiz Lopes, também existe uma tradição de leituras que comparam Clarice com vários filósofos, mas faltava um estudo mais abrangente que relacionasse Clarice Lispector e Nietzsche, ressaltando o lado imanente da escritora ou uma fidelidade ao terreno. 


Feminista, filosófica, política, ética e poética: Clarice é tudo isso numa só. “Clarice Lispector é uma daquelas escritoras que permite muitas entradas de leitura”, ressalta Lopes. O mais importante é não querer definir sua obra, mas entrar nesse labirinto que talvez não tenha saída. 



Luiz Lopes se debruçou por quatro anos em pesquisas, dos quais dois foram dedicados à escrita do texto que revisitado se transforma em livro. Esta espécie de “exploração” pela obra de Lispector foi feita a partir de leituras centradas na filosofia trágica de Nietzsche e, claro, na literatura de Clarice.  Um processo que demandou muitas leituras que transitavam entre os campos da Literatura e da Filosofia.


Clarice e novos leitores


Sobre a popularidade de Clarice Lispector, que ganhou arroubo até mesmo nas redes sociais, como todo grande artista, escritor, filósofo, a escritora possui algo de muito popular, algo direto que pode tocar as pessoas. “E há nela também algo selvagem, mais difícil de ser atingido. Ainda que haja muitas deturpações, acho interessante essa popularização que acontece nas redes”, reflete o autor. Essa popularização mostra como Clarice era múltipla e como seria difícil dizer que há apenas um lado em Clarice: “ela era popular, sem perder seu lado selvagem”.


Clarice Lispector será, sem dúvida, um dos nomes da Literatura do século 20 que atravessará o século 21 com interesse renovado, avalia Lopes. Por isso, seus textos vão conquistar novos e jovens leitores. O autor conta, inclusive, que iniciou suas leituras dos textos de Lispector quando ainda era uma adolescente de 15 anos. “Foi nessa fase que me identifiquei com aquele universo ficcional e nesse sentido sei a importância que Clarice terá para os jovens que estão agora precisando da palavra que pode salvar uma vida”, conta.  “Clarice me salvou da tristeza de não pertencer. Todo jovem passa por esse desafio de se sentir fora de casa, sem pertencer, e a literatura de Clarice é um elogio ao não-pertencimento, ou, dito de outro modo, ao pertencimento tênue, à experiência muito abrangente do exílio”, afirma.


Luiz Lopes ressalta que a escritora poderá continuar a ensinar que não há nenhum problema em pertencemos de forma frágil aos nossos corpos, países e línguas. “O mundo nos pertence de modo tênue, e isso, essa noção de que tudo é movente, pode ser como quer a filosofia de Nietzsche e a literatura de Clarice, uma forma de alegria”, conclui.


Serviço:

Lançamento:  Clarice Lispector - Formas da Alegria, de Luiz Lopes. 

Live: 17 de dezembro, no canal do YouTube Quixote Do Editoras Associadas

Hora: 19 horas

Disponível no site da editora www. quixote-do.com.br.

Preço: 59,90

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Ficção e autobiografia na obra de Clarice Lispector

Nadia Batella - Foto divulgação

Temas como este serão abordados na primeira live do II Circuito Cultural Digital de Pernambuco, realização Cepe

Para abrir a primeira live da segunda etapa do Circuito Cultural Digital de Pernambuco, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) convidou a ensaísta e livre docente da Universidade de São Paulo Nádia Battella Gotlib. Clarice Lispector: nos bastidores da pesquisa é tema do bate-papo que será nesta quarta-feira, dia 7, às 17h. Este ano comemora-se o centenário de nascimento de Clarice, cujo nome é considerado um dos mais importantes da literatura brasileira. A mediação será da jornalista Gianni Paula de Melo.

O Circuito Cultural de Pernambuco é uma iniciativa da Cepe com curadoria da Fundação Gilberto Freyre, e este ano acontece no ambiente digital. Toda a programação será ancorada no portal (www.circuitoculturalpernambuco.com.br) e nas redes sociais do circuito. Esta segunda etapa acontecerá no período de 7 a 11 de outubro.

Nádia Battella publicou 11 livros, dos quais dois foram sobre a obra da jornalista e escritora nascida na Ucrânia, mas naturalizada brasileira: Clarice, uma vida que se conta e Clarice Fotobiografia. Durante a live, a ensaísta falará sobre as relações entre ficção e autobiografia. A estudiosa também destacará a importância da variedade dos gêneros narrativos a que Clarice se dedicou.

A pesquisadora conta que lê a escritora desde a adolescência. Entretanto, iniciou profissionalmente os estudos sobre sua obra no início dos anos 1980,  quando começou a dar cursos de pós-graduação em literatura brasileira na USP, especificamente sobre a obra de Lispector.   

Como tantos outros escritores, a escritora brasileira encontrou dificuldades para publicar seus livros, mas de acordo com Nádia venceu todas essas dificuldades, inclusive para publicar no exterior. "A divulgação de Clarice no exterior não é coisa de agora, como a imprensa costuma divulgar. Vem de longe. O número de traduções e edições foi aumentando gradativamente desde a década de 1950, quando foram publicados dois contos em revistas dos Estados Unidos e um romance, Perto do coração selvagem, em francês. Até 2010 foram traduzidos e editados 180 livros  de Clarice no exterior e em 20 países. Não é pouco!", salienta.

O Circuito Cultural Digital de Pernambuco conta com o apoio das secretarias estaduais de Educação, Cultura e Fundarpe. As próximas etapas acontecerão em novembro (12 a 15) e dezembro (09 a 13) com novas programações e participantes.

Veja abaixo a programação desta segunda etapa:

Dia 07.10, quarta-feira 

16h30 – Abertura Oficial do Circuito.

17h – Live: Clarice Lispector: nos bastidores da pesquisa. Participação da escritora Nádia Battella Gotlib e mediação da jornalista Gianni Paula de Melo.

Dia 08.10, quinta-feira

8h30 – Ler, muito prazer!
Exibição de vídeos de experiências de leitura de crianças na primeira e segunda infância.

9h – Senta, que lá vem história!
Contação da história do livro A menina que engoliu um céu estrelado (Cepe), de Gael Rodrigues, com o Tapete Voador.

9h40 – Dinâmica das letras
Recriação de histórias infantis com o Tapete Voador.

10h – Oficina
Os Bichos, à Moda de Clarice. Oficina de estampa com Emerson Pontes.

11h – Bate-papo
Aspectos positivos de uma educação bilíngue. Participação das pesquisadoras Selma Moura e Rita Ladeia e mediação da pedagoga Roseanne Rego Barros.

12h - Prazer de Ler
Exibição de vídeos de experiências de leitura de jovens e adultos.

13h – Videocast
Memória em cena: Balé Popular do Recife (Direção de Christianne Galdino, 2017)

14h – Oficina Teatro para Crianças
Produção de Teatro de bonecos com Dani Travassos.

15h – Bate-papo
Em torno das releituras da obra O Pequeno Príncipe. Participação de Josué Limeira, autor do livro O pequeno príncipe em cordel, e de Rodrigo França, autor do livro O pequeno príncipe preto.

16h – Por dentro do livro
À francesa: a belle époque do comer e do beber no Recife, com o autor Frederico de Oliveira Toscano e medicação do jornalista Edi Souza.

17h – Live: Percursos e percalços de uma trajetória literária. Participação de Julián Fuks e mediação do jornalista Fellipe Torres.

18h – Contação de história
Contação da história do livro A menina que engoliu um céu estrelado (Cepe), de Gael Rodrigues, com o Tapete Voador.

18h45 – Dinâmica das letras
Recriação de histórias com o Tapete Voador.

19h – Lançamento
Cruz de carne (Cepe), autoria de Valença Leal. Participação da filha do autor, Gerusa Leal, do organizador na nova edição, Homero Fonseca, com mediação do editor Diogo Guedes.

20h – Sarau
Sarau musical Sobrado 47 com Juliano Holanda e Lucas Torres.

Dia 09.10, sexta-feira

8h30 – Ler, muito prazer!
Exibição de vídeos de experiências de leitura de crianças na primeira e segunda infância.

9h – Senta, que lá vem história!
Contação da história do livro A coisa brutamontes (Cepe), de Renata Penzani, com Érica Montenegro.

9h45 – Dinâmica das letras
Uma conversa sobre poesia com Érica Montenegro.

10h – Oficina
Oficina de Literatura de Cordel para Crianças com Mari Bigio.

11h – Bate-papo
Panorama do mercado livreiro no Brasil. Participação de Vitor Tavares (presidente da Câmara Brasileira do Livro) e de Ednilson Xavier (consultor literário e ex-presidente da Associação Nacional de Livrarias).

12h – Prazer de Ler
Exibição de vídeos de experiências de leitura de jovens e adultos.

13h – Videocast Cultural
D-20 Vermelha (Direção de Djaelton Quirino, 2019).

14h – Oficina Teatro para Crianças
Produção de Teatro de sombras com Dani Travassos.

15h – Bate-papo
Livro testemunho: história de refugiados no Brasil. Participação das jornalistas e escritoras Aryane Cararo e Duda Porto de Souza (autoras do livro Valentes: histórias de pessoas refugiadas no Brasil) com mediação da jornalista Valentine Harold.

16h – Por dentro do livro
Osman e Hermilo: correspondências, com Anco Márcio Tenório Vieira e Wellington de Melo.

17h – Palestra
Jovens e a Leitura: crush ou relacionamento sério? Participação de Thalita Rebouças e apresentação de Luiza Maia.

18h – Contação de história
Contação da história do livro A coisa brutamontes (Cepe), de Renata Penzani, com Érica Montenegro.

18h45 – Dinâmica das letras
Criação de poesias com Érica Montenegro.

19h – Lançamento
Um espião silenciado (Cepe), de Raphael Alberti. Conversa entre o autor e o jornalista Vandeck Santiago.

20h – Sarau
Sarau musical Vozes da Mata Sul, com Anaíra Mahin, Rildo de Deus e Dennis Anderson.

10.10, sábado

8h – Oficina
Os Bichos, à Moda de Clarice. Oficina de estampa com Emerson Pontes.

9h – Senta, que lá vem história!
Leitura da história do livro Curupira (Além da Lenda) com Joanah Flor.

10h – Apresentação cultural
GranD Circo das Maravilhas com a Cia Maravilhas.

11h – Bate-papo
Por um Brasil de leitores. Participação de Ana Albuquerque (Empreender Ler) e  mediação de Hélio Monteiro.

12h – Lançamentos
Cruz de carne (Cepe), de Valença Leal. Conversa com a filha do autor, Gerusa Leal,  o organizador na nova edição, Homero Fonseca, e mediação do editor Diogo Guedes.

14h - Por dentro do livro
À francesa: a belle époque do comer e do beber no Recife, com o autor Frederico de Oliveira Toscano e o jornalista Edi Souza.

15h – Bate-papo
Jogos como veículos narrativos: do role-playing de mesa aos games. Participação de Jacques Barcia e mediação de Renato Mota.

16h – Show
Tio Bruninho

17h – Contação de história
Leitura da história do livro Curupira (Além da Lenda) com Joanah Flor.

18h – Cineminha
Pedrinho e a chuteira da sorte (Alisson Ricardo e Marcos França, 2018).

19h – Sarau
Sarau musical Sobrado 47 com Juliano Holanda e Lucas Torres.
 
11.10, domingo

8h – Oficina
Oficina de literatura de cordel com Mariane Bigio.

9h – Senta, que lá vem história!
Leitura da história do livro Mula-sem-cabeça (Além da Lenda) com Joanah Flor.

10h – Apresentação cultural
O Matuto, com Rapha Santacruz

11h – Bate-papo
A representatividade da mulher na literatura de cordel. Participação de Jarid Arraes e Paola Tôrres e mediação de Érica Montenegro.

12h – Lançamento
Um espião silenciado (Cepe), de Raphael Alberti. Conversa entre o autor e o jornalista Vandeck Santiago

14h - Por dentro do livro
Osman e Hermilo: correspondências, com Anco Márcio Tenório de Oliveira e Wellington de Melo.

15h – Bate-papo
O crescimento do podcast enquanto plataforma e possibilidades de negócios. Com a participação de Cecília Almeida e Guilherme Gatis e mediação de Renato Mota.

16h – Show Infantil
De conto a canto com Luciano Pontes e Samuel Lira, da Cia Meias Palavras.

17h – Contação de história
Leitura da história do livro Mula-sem-cabeça (Além da Lenda) com Joanah Flor.

18h – Cineminha
Vivi Lobo e o quarto mágico (Isabelle Santos e Edu MZ Camargo/2019)

19h – Sarau
Sarau musical Vozes da Mata Sul, com Anaíra Mahin, Rildo de Deus e Dennis Anderson.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Rocco lança “Todas as cartas”, de Clarice Lispector

 


Dos lançamentos mais aguardados de 2020, o livro traz quase 300 correspondências escritas por Clarice que ajudam a compreender o itinerário literário da escritora e o seu universo  

Em setembro, a Editora Rocco lança o livro “Todas as cartas”, que reúne correspondências escritas por Clarice Lispector ao longo de sua vida. A seleção de cartas, das quais cerca de meia centena é inédita para o público, configura um acervo fundamental para compreender a trajetória literária da escritora.

 

                Ponto alto de “Todas as cartas”, o conjunto de correspondências inéditas endereçadas aos amigos escritores tem entre os destinatários João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Lêdo Ivo, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Natércia Freire e Mário de Andrade.  As correspondências foram organizadas por décadas – dos anos 1940 a 1970 – e contam com 510 notas da biógrafa Teresa Montero, que contextualizam o material no tempo, no espaço e nas inúmeras citações a personalidades e referências culturais.

 

“Temos a oportunidade de acompanhar quatro décadas do itinerário da escritora cuja rara sensibilidade fala aos seus destinatários sobre diversos ângulos da vida. As angústias que acompanharam a penosa formação de uma jovem que abraça o destino de ser uma escritora. A de ser mulher em um tempo no qual os caminhos do universo feminino eram extremamente áridos: a Academia Brasileira de Letras, por exemplo, ainda não ousava mudar seus estatutos para permitir o ingresso das mulheres. Clarice mostra-se sempre sensível e aberta para respeitar aquilo que nos é mais caro: a nossa essência”, escreve Teresa no prefácio da publicação. E questiona: “Todas as cartas é um caminho para renovar nosso afeto com o mundo através de Clarice Lispector. O que Clarice diria sobre o que estamos vivendo em 2020?”.

 

                O editor da obra de Clarice Lispector na Rocco e autor do posfácio de “Todas as cartas”, Pedro Karp Vasquez, explica que tudo foi mantido tal como ela escreveu. “Clarice tinha um estilo único e peculiar, que não se curvava aos ditames gramaticais e obedecia ao que ela designava de sua ‘respiração’, que ela sempre solicitava que fosse respeitada pelos revisores dos jornais ou pelos editores de seus livros”, conta. “Se a correspondência de Clarice é avara em termos de confidências e confissões, é riquíssima no que diz respeito ao processo de escrita e sobre as reais motivações que nortearam a produção de sua obra literária. Nesse sentido é uma fonte preciosa e incontornável para os estudiosos assim como um manancial de boas surpresas para os leitores em geral, já que suas cartas fornecem múltiplas chaves para a compreensão de seus escritos”, conclui.

 

                Com grande material inédito, o volume resultou de longa pesquisa realizada pela jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, para trazer uma visão integral de Clarice. A publicação da correspondência de grandes escritores constitui-se um importante acontecimento literário, pois o autor não perde a inspiração, o lirismo e o humor ao escrever cartas, que chegam a ser tão fascinantes e criativas quanto seus próprios livros. 

 

Clarice viveu quase duas décadas no exterior e escreveu sempre neste período, para cultivar o afeto da família e dos amigos e para tratar da publicação dos seus livros. Apesar de afirmar que “não sabia escrever cartas”, suas correspondências são tão interessantes quanto seus romances, contos e crônicas.


                Em uma das cartas, enviada ao jovem escritor Augusto Ferraz – a quem Clarice ajudava-, ela fala sobre como se descobriu artista. “’Perto do coração (o 1º) selvagem’ foi escrito quando eu era por assim dizer uma adolescente. Tinha já passado a adolescência e eu estava espantada. Com o mundo mesmo e comigo mesma. A chamada ‘angústia existencial’ despertou em mim muito cedo. E muito cedo descobri a morte. Mas não se preocupe: estou muito mais apaziguada e, agora, habituada com o meu sempre inesperado modo de ser. E eu rezo muito. Nem peço favores: é mais um louvor a Deus. Acontece, que eu não sabia que era artista e sofria com a diferença entre mim e os outros”, escreveu.

                                

Para o livro, foram selecionadas cartas relevantes, com interesse literário ou biográfico, sendo excluídos missivas comerciais, bilhetes e recados de caráter efêmero. A editora manterá as futuras edições abertas à inclusão de textos que possam surgir a partir da publicação desta obra.


O lançamento de “Todas as cartas” faz parte da comemoração do centenário de Clarice Lispector em 10 de dezembro de 2020.

  

TODAS AS CARTAS – CLARICE LISPECTOR

 

Prefácio e notas: Teresa Montero

Posfácio: Pedro Karp Vasquez

Pesquisa textual e transcrição das cartas: Larissa Vaz

Gênero: literatura nacional; correspondência

Selo: Rocco

Formato: 14 x 21,5 cm

Nº de páginas: 864       

Preço: R$ 119,90 

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Estação das Letras completa 25 anos com evento literário gratuito e reúne importantes escritores e profissionais nacionais do livro


O evento, com programação gratuita e transmissão virtual, acontece no sábado 26/9, das 10h às 19h, e inclui palestra de abertura de José Miguel Wisnik sobre “A trilogia de Clarice Lispector" e workshops dos escritores Luiz Antônio de Assis Brasil, Ítalo Moriconi, Valéria Martins, Raphael Montes, Marina Colasanti e Nuno Rau, além de Laura Grossmann e Ricardo Perez, ambos da Amazon.

Serão diversas salas on-line transmitindo sete encontros com até uma hora de duração pela plataforma Zoom; os temas, romance, conto, poesia, agenciamento literário, literatura infantojuvenil, autopublicação, varejo digital de livros e plataformas de lançamento de novos autores.

Haverá também lançamento da antologia “Viver de Escrever : Estação 25 anos”, com textos de alunos que passaram pela Casa na sua primeira década de vida. Eucanaã Ferraz e Antônio Cícero serão responsáveis por fechar a programação com um Concerto de Poesia. O encontro tem o apoio da Kindle Direct Publishing e as inscrições estão abertas pelo estacaodasletras.com.br/viverdeescrever.

CONTANDO A HISTÓRIA

A Estação das Letras foi criada em 1996 por Suzana Vargas, escritora, professora de literatura e uma das pioneiras em oficinas literárias, ao trabalhar na OLAC no início dos anos 80 com o professor Afrânio Coutinho. Após o lançamento do projeto Rodas de Leitura, que lotou plateias em centros culturais cariocas entre a década de 90 e 2005, Suzana teve o apoio de amigos/escritores para fundar a Estação, considerada polo irradiador do fazer literário em diversas dimensões - seja com programação de cursos e oficinas ou como produtora de muitos e importantes projetos culturais nacionais e internacionais.

Em 2017, a Estação, que sempre viveu exclusivamente de seus cursos e da vitória da resistência, transformou-se em Instituto Estação das Letras, uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos com o objetivo de continuar e para ampliar ainda suas ações em favor do livro e da leitura.

Mais de 30 mil alunos passaram pela Estação: 600 publicaram livros e 10% colecionam prêmios. Quatro mil professores foram capacitados por mentores como Ruy Castro, Marina Colasanti, Cleonice Berardinelli, Ferreira Gullar, Ana Maria Machado, Antônio Carlos Secchin, Frei Betto, Antônio Cícero, Gonçalo M. Tavares, entre outros e 40 mil pessoas participaram de sete mil eventos promovidos pela Estação das Letras e sua equipe nesses anos. Entre eles: as arenas jovens e os espaços da leitura FNDE, pelo Snel e MEC, respectivamente, em bienais do Rio de Janeiro e São Paulo; Mostra Sul da Poesia Latinoamericana do CCBB, no Rio, em São Paulo e Brasília, assim como as vanguardas literárias da mesma instituição; Leitura em Ação, pela Oi Futuro; Estação Pensamento & Arte, da Secretaria Muncipal de Cultura do Rio de Janeiro e Caravana de Escritores (Minc/CBL).

- Em sua trajetória, a Estação das Letras inaugurou a profissionalização dos escritores e profissionais da literatura com eventos remunerados numa época em que os escritores apenas recebiam flores por sua participação nos escassos eventos públicos de literatura a os quais eram chamados. No rol de eventos próprios (sem apoio) a Estação lançou desde 1996 as primeiras trocas de livros no país com o Livros na Mesa, programa de trocas de livros que permaneceu em cartaz até 2014, além dos cursos também pioneiros na área de mercado editorial com programas de formação para livreiros, gerenciamento de livrarias , cursos de editoração, copidesque e revisão. Foram muitos e inovadores os serviços prestados pelo espaço ao longo de décadas, comemora Suzana.

ESTAÇÃO HOJE

Com sedes nas ruas do Rosário, do Catete, e pela Almirante Tamandaré, nos  bairros Centro, Catete e Flamengo, a Estação fica hoje na Marquês de Abrantes, na Zona Sul. Após ¼ de século, a instituição abriu seus horizontes para as oficinas on-line, em virtude do distanciamento social. As aulas de gêneros e criação, leitura e mercado editorial estão ultrapassando as barreiras físicas.

- O IEL entrou era on-line. Perdemos oportunidade de estar mais próximos, mas esse momento facilitou o contato com o país e o mundo. Ao longo dos 25 anos fomos procurados por lugares do Brasil inteiro pedindo que “abríssemos” em diversas cidades. Mas como não sou exatamente uma empresária, ficava difícil. Hoje percebemos ampliação do público para além das fronteiras municipais e estaduais, inclusive internacional. Aumentamos a oferta de eventos de leitura e reforçamos serviços e propostas que ultrapassam os limites geográficos, diz.

 A Estação das Letras mantém ainda oficinas de formação em escrita e leitura, rodas de leitura para jovens de 7 a 24 anos de comunidades, além de disponibilizar serviços de avaliação de originais, mentoria, consultoria, curadoria e produção literária e uma grade de eventos mensais fixos: Sextas com Letras, Concertos de Poesia, Janelas Literárias e Recordar Infâncias.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Clube de Leitura "Todos os contos de Clarice Lispector", com Ana Letícia Leal


A partir do dia 21/7, sempre às terças-feiras, a jornalista e escritora Ana Letícia Leal conduz o Clube de Leitura "Todos os contos de Clarice Lispector", de forma on-line pelo Instituto Estação das Letras.

Será realizada a leitura do livro Todos os contos, organizado por Benjamin Moser.

O tempo de cada encontro, realizado pelo Zoom, das 15h às 16h30, será dividido entre a leitura em voz alta e a discussão sobre o texto.

Entre os aspectos a serem pontuados estão a evolução do estilo da autora ao longo dos anos; a escolha dos temas das histórias e as circunstâncias de publicação da obra. 

As inscrições podem ser realizadas pelo iel@estacaodasletras.com.br

Investimento: 5x R$ 120,00

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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Centenário de Clarice Lispector se aproxima e Rocco lança mais duas edições inéditas de sua obra


“A Bela e a Fera” e “A Maçã no Escuro” dão continuidade às edições especiais em comemoração aos 100 anos de Clarice e chegam ao mercado literário em maio

Em dezembro de 2020, Clarice Lispector faria 100 anos. Para comemorar, a Rocco dá continuidade aos lançamentos das edições especiais de sua obra completa, que contam com capas e conteúdo extra inéditos. Dia 30 de abril, serão lançados “A Bela e a Fera” e “A Maçã no Escuro”. Com uma literatura de excelência incontestável e estilo inimitável, Clarice Lispector se consagrou como uma das maiores escritoras de língua portuguesa de todos os tempos.

Assinado pelo premiado designer Victor Burton, o novo projeto gráfico dos livros traz nas capas recortes de telas feitas por Clarice, que pintou 22 quadros ao longo de sua vida. Na orelha dos títulos, o leitor encontrará a íntegra da tela retratada na capa. “A Bela e a Fera” traz a pintura de óleo sobre madeira “Eu te pergunto por quê?”, datada de 13 de maio de 1976, enquanto “A Maça no Escuro” tem a capa ilustrada com “Explosão”, de 1975.

“A Maçã no escuro”, considerado por muitos críticos “o” romance de Clarice, foi o último livro escrito enquanto Clarice morava no exterior. Ela já tinha pleno domínio da técnica que a tornou uma referência literária, o que resultou em um romance muito elaborado, onde ela se coloca na narrativa como um espectador capaz de alterar os destinos dos personagens. Agindo como um Deus, a autora muitas vezes abandona as características próprias de cada um deles para fazer uma descrição própria de seus papéis na história maior contada no livro: a vida, a criação, a dor e o prazer de ser.

Por sua vez,  “A Bela e a Fera” é composto por oito contos que apresentam duas Clarices: uma da adolescência, aos 14 anos de idade, e outra já adulta. O livro também incluí os dois contos escritos em seus últimos meses de vida, em 1977: "Um dia a menos" e "A bela e a fera". Para a Luiza Lobo, professora da Faculdade de Letras da UFRJ, escritora e tradutora, “esta obra, como todas as suas outras, é uma lição de vida. O tom confessional de diário, de conversa ao pé do ouvido, que é a tônica de seu estilo, registra, nestes contos, a enigmática reação das personagens femininas contra a repressão patriarcal, e mostra que a conquista da independência da mulher passa pela busca do próprio eu”, escreveu na orelha da atual edição comemorativa.

Para além das novas capas, os livros ganham renovação do conteúdo editorial com posfácios escritos por grandes especialistas da literatura Clariceana, como Nádia Battella Gotlib, Clarisse Fukelman, Benjamin Moser, Aparecida Maria Nunes, Ricardo Iannace, Marina Colasanti, Eucanaã Ferraz, Teresa Montero, Arnaldo Franco Junior e próprio filho da autora, Paulo Gurgel Valente, que excepcionalmente escreverá sobre seu último livro, “A hora da estrela”. O cineasta Luiz Fernando Carvalho, que está dirigindo nova adaptação da obra de Clarice (“A Paixão Segundo G.H.”), com estreia marcada para este ano, também assina um dos textos finais. “A Bela e a Fera” conta com texto do jornalista Claufe Rodrigues e “A Maça no Escuro” de Rosiska Darcy de Oliveira.

De acordo com o editor de Clarice Lispector na Rocco, Pedro Vasquez, a opção pelo uso de posfácios ao invés de apresentações ou textos introdutórios foi proposital com a preocupação de não dirigir ou tutelar a leitura, permitindo que o leitor aprecie o livro livremente. “Ao final do volume, a partir do texto dos especialistas, é possível contemplar a obra com outros olhos, sob um novo ponto de vista. O posfácio funciona, portanto, não como um guia de leitura e sim como um instrumento de expansão das possibilidades de interpretação, que, longe de direcionar ou restringir a interpretação do texto, multiplica as possibilidades de entendimento”, explica Vasquez. “Clarice tem uma popularidade cujo público não para de se expandir, apesar dela ter falecido há quatro décadas. Sem dúvida alguma Clarice está mais atual do que nunca, encontrando mais ressonância no coração dos leitores de hoje do que naqueles do seu tempo, quando a sociedade brasileira era bem mais acanhada do que a contemporânea”, completa.

SAIBA MAIS SOBRE OS LIVROS

A Bela e a Fera

“A Bela e a Fera” é uma das obras de Clarice Lispector que exalam a capacidade criadora e o poder de imaginação da estrela maior da literatura de autoria feminina no Brasil. As ideias que nutrem estes oito contos, escritos em 1940 e 1941 (parte I) e 1977 (parte II), recriam uma atmosfera a partir de situações cotidianas corriqueiras que termina por despertar no leitor a sensação do insólito que há em nossas vidas. Ninguém consegue ficar indiferente a essas ideias. Elas estimulam o lado mais criativo e belo que há em cada um de nós, talvez porque “o nascimento de uma ideia é precedido por uma longa gestação” – como nos diz a narradora de “História interrompida”.

A Maçã no Escuro 

Seriam os atos do homem, às vezes os mais cruéis, necessários para elevá-lo à condição de imagem e razão? Em A maçã no escuro, Clarice Lispector faz crer que sim, transformando o atordoado Martim em um novo homem após ter supostamente assassinado a mulher. Fugindo do crime, Martim acaba descobrindo-se como homem, desprezando os antigos valores estabelecidos em sua vida. Na corrida por uma nova existência, ele se revela numa outra condição. Sua fuga, em vez de isolá-lo, remonta à criação do homem, de um novo ser surgido do nada. A narrativa, próxima da criação bíblica, em vez de julgar os personagens culpados ou inocentes, faz deles aprendizes do mundo, onde cada etapa funciona como uma gênese de um ser recém-criado.

Os três capítulos que formam A maçã no escuro, escrito de 1951 a 1961, quando foi publicado, mostram de forma gradativa o pecado, ato impensado, e a redenção, o surgimento de um outro, como elementos primordiais de evolução do ser. A análise profunda que Clarice impõe nada mais é que o exercício do pensamento: o diferencial do homem, que mata, morre e ressuscita, ressurgido a cada momento. 
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Clarice Lispector é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura - nº 56 - Fevereiro/2020


EDITORIAL

Faz um bom tempo que desejo destacar Clarice Lispector numa edição da Revista Conexão Literatura, uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX. Mas tudo tem a sua hora. Saiba mais sobre essa importante escritora nas páginas desta edição e aproveite para conhecer as novas dicas de livros, contos e muito mais.

“Valorize quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom... ninguém nunca precisou de restos para ser feliz.” - Clarice Lispector

Para saber como participar das nossas próximas edições, clique no link:
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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Clarice Lispector | Citações, literatura e “bruxaria”

Clarice Lispector é uma das grandes escritoras em língua portuguesa. Com romances, contos e crônicas publicadas ainda é capaz de mover os mais variados sentimentos em seus leitores. Clarice tem uma escrita que seduz.

Na introdução do livro Todos os Contos (Rocco, 2016), em que Benjamin Moser reuniu toda a obra de contista da autora, ele menciona o alerta: “Cuidado com Clarice”, dito por um amigo a uma das leitoras da escritora: “Isso não é literatura. É bruxaria.” Essa mistura de literatura e bruxaria, exercida pelo fascínio que Clarice deixa em quem a lê perdura. O leitor pode ser pego por uma frase, pela construção de seu texto, pelas personagens femininas que representam várias facetas das mulheres, pela forma ora delicada, ora voraz com que Clarice consegue tratar a palavra. Uma observadora da vida, que em entrevista declarou: “Quando eu não escrevo estou morta”. E por isso mesmo ela escrevia, para viver, porque como ela mesma falou (na mesma entrevista), “tem hiatos em que a vida fica intolerável”.

Confira uma seleção de dez citações de Clarice Lispector extraídas de contos, crônicas ou romances da autora.
 
“Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesma.” (Encarnação Involuntária)
 
“Porque enquanto eu amo a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo da minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.” (Perdoando Deus)
 
“Nós, os artistas do grande negócio, sabemos que a obra de arte não nos entende. E que viver é missão suicida.” (Discurso de Inauguração)
 
“Se uma pessoa perfeita do planeta Marte descesse e soubesse que as pessoas da Terra se cansavam e envelheciam, teria pena e espanto. Sem entender jamais o que havia de bom em ser gente, em sentir-se cansada, em diariamente falir; só os iniciados compreenderiam essa nuance de vício e esse refinamento de vida.” (A Imitação da Rosa)
 
“Quando um filho nasce, a liberdade lhe é dada quase que imediatamente. É verdade que muitas vezes a criança não usufruirá por muito tempo dessa liberdade entre feras. Mas é verdade que, pelo menos, não se lamentará que, para tão curta vida, longo tenha sido o trabalho. Pois mesmo a linguagem que a criança aprende é breve e simples, apenas essencial.” (A Menor Mulher do Mundo)
 
“Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece.” (Mineirinho)
 
“Um modo possível de ainda se salvarem seria o que eles nunca chamariam de poesia. Na verdade, o que seria poesia, essa palavra constrangedora?” (A Mensagem)
 
“Eu sei morrer. Morri desde pequena. E dói mas a gente finge que não dói. Estou com tanta saudade de Deus. E agora vou morrer um pouquinho. Estou tão precisada.” (Brasília: Esplendor)
 
“Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é o meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.” (Se Eu Fosse Eu)
 
“A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano.” (Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres)
 
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Faro Editorial lança série de Literatura Brasileira, “Para Amar” Clarice Lispector e Graciliano Ramos



Coleção expõe os pontos mais relevantes da arte literária de grandes escritores, começando por Clarice Lispector e Graciliano Ramos

Por que um autor se torna um clássico? Por que continuam a ser lidos e admirados por tantas décadas? Como é possível ler essas obras e apreciar suas inovações? E, como elas acontecem no texto desses autores?

Nossa literatura é rica de escritores que criaram estilos únicos para contar histórias, bastante lidas, mas nem sempre compreendidas sob o signo de sua inovação e arte. Mergulhar numa obra literária e absorver os os aspectos e ideias mais relevantes pode ser complicado sem um caminho de orientação e, muitas vezes, é complexo até para pessoas ligadas a Literatura.

Foi pensando em aproximar as obras de seus leitores, naquilo que elas têm de mais especial, a Faro Editorial criou a série “Para Amar”. Não se trata de um resumo de obras, pelo contrário. A coleção guia o olhar do leitor para entender a narrativa dos autores a partir do conjunto de suas várias obras, servindo com um roteiro para que qualquer pessoa seja capaz de observar os aspectos mais importantes da obras-primas de nossa literatura.


A Ideia da série?
Os autores se tornam clássicos por terem sido considerados como a melhor produção literária de sua época em termos de arte, de inovação, de exercício da linguagem. No entanto, dizer isso aos leitores atuais não é suficiente. É preciso mostrar onde acontece esse destaque, como acontecem e por quê.

Como isto é feito?
Na obra de Graciliano, Ivan Marques destaca os momentos-chave em que o autor estabelece algumas de suas principais marcas estilísticas como

a incomunicabilidade, a loucura,  críticas a condição humana, estilo seco, conciso e sintético, e uma busca por objetividade e clareza, em obras como  São Bernardo, Angústia, Memórias do Cárcere, Caetés, Vidas Secas entre outras.

Na obra de Clarice, Emilia Amaral encontra elementos bem diferentes: a individualidade, a voz dos que não tem espaço, o inconsciente, a narrativa desordenada, a busca existencial, a metafísica, o caos interno, a visão psicanalítica. E ela utiliza trechos de livros como A hora da Estrela, Laços de Família, A paixão segundo GH, Perto de um coração selvagem, entre outros, incluindo mais de uma dezenas de contos.

O diferencial da coleção é mostrar a arte, no momento em que acontece, com a transcrição de trechos das respectivas obras com a ideia de indicar aos leitores como observar o que é mais importante naquele autor, algo que os consagraram com destaque em nossa Literatura.

Os primeiros volumes da coleção chegam às livrarias em agosto pela Faro Editorial, “Para Amar Clarice” e “Para Amar Graciliano”, foram escritos por dois especialistas em literatura brasileira, Emília Amaral e Ivan Marques, que reunirem qualidades especiais: larga formação em literatura brasileira e capacidade de falar (e escrever) para público não acadêmico.

Na coleção, o leitor também irá encontrar um pouco mais sobre a biografia cada autor. Trata-se de uma coleção focada em leitores que desejam expandir sua forma de ler literatura nacional, sem as urgências dos concursos universitários.

Enquanto eu tiver perguntas e não respostas... continuarei a escrever.”  Clarice Lispector

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. Palavra foi feita para dizer.” - Graciliano Ramos

Ficha Técnica:
Título: Para Amar Clarice
Nº de págs: 160
Título: Para Amar Graciliano
Nº de págs :179
Preço: 29,90 cada

Sobre os autores:
EMILIA AMARAL graduou-se em Letras na UNESP (1978), tendo estudado o realismo fantástico de Murilo Rubião. O Mestrado foi em Teoria Literária, na UNICAMP (1986), com a dissertação “Texto literário e contexto didático: os (des) caminhos na formação do leitor”. O Doutorado, também na UNICAMP, juntou os campos de Educação e Literatura, com a tese “O leitor segundo G.H.”. Realizou um Pós-Doutorado, FAPESP, no Departamento de Estudos Judaicos da USP (2011). Tem atuado principalmente nos seguintes temas: iniciação à produção e à leitura de textos, livros didáticos e paradidáticos, leitura de textos literários, iniciação à literatura brasileira, processos de formação do leitor, “A Paixão Segundo G.H”, outras obras de Clarice Lispector e formação continuada de professores. É autora de diversos livros, dentre eles, “Novas Palavras”, pela FTD; obra distribuída por todo o Brasil, pelo PNLD, há mais de vinte anos.

IVAN MARQUES é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, onde fez seu doutorado. É autor dos livros “Cenas de um modernismo de província: Drummond e outros rapazes de Belo Horizonte” (Editora 34, 2011) e” Modernismo em revista: estética e ideologia nos periódicos dos anos 1920” (Editora Casa da Palavra, 2013). Organizou também as antologias “O espelho e outros contos machadianos” (Editora Scipione, 2008), “Melhores poemas de Augusto Frederico Schmidt” (Editora Global, 2010), “Clara dos Anjos e outros contos de Lima Barreto” (Editora Scipione, 2011) e “Briga das pastoras e outras histórias: Mário de Andrade e a busca do popular” (Edições SM, 2016), entre outros livros. Foi diretor do programa Entrelinhas e editor-chefe do programa Metrópolis, ambos da TV Cultura. Na mesma emissora, realizou documentários sobre literatura, como “Versos diversos: a poesia de hoje, Orides: a um passo do pássaro” e “Assaré: o sertão da poesia”.
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domingo, 29 de maio de 2016

Fã de Clarice Lispector chora ao se sentar junto à estátua da escritora no Rio

Rio de Janeiro - A educadora ambiental Elisabeth Carvalho, com a mãe Léa Carvalho, visitam a estátua da escritora Clarice Lispector no Leme - Fernando Frazão/Agência Brasil
A emoção de estar tão próxima da escritora pela qual ficou encantada quando tinha 14 anos de idade levou às lágrimas hoje (15) a educadora ambiental Elisabeth Carvalho. Ela saiu cedo de Vila Isabel, na zona norte da cidade, com a mãe, Léa, para conhecer a estátua de Clarice Lispector – inaugurada nesse sábado (14), no Leme, zona sul do Rio de Janeiro. “É uma paixão de tantos anos”, destacou. Aos 14 anos, Elisabeth gravou parte da obra de Clarice intitulada Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres. “[O livro] fala que a gente deve viver, apesar de. E ultimamente, eu estou repetindo isso muito, que a gente deve viver, apesar de; que a gente deve amar, apesar de”, contou Elisabeth.

A ideia de homenagear Clarice Lispector, que morou no Leme durante 12 anos, partiu da professora de literatura Teresa Monteiro, biógrafa de Clarice, e foi encampada, entre outras pessoas, pela atriz Beth Goulart, que representou a escritora no teatro. Juntas, elas fizeram um abaixo-assinado para que a estátua de Clarice, com o cachorro Ulisses, fosse erguida. “Foi um conjunto de forças, união de várias pessoas”, conta Teresa.

Quando o artista Edgar Duvivier foi convidado para esculpir a estátua, como não havia patrocínio, ele produziu 40 miniaturas de Clarice com o cachorro que foram vendidas para admiradores da escritora, conseguindo assim o dinheiro necessário. “Hoje, nós temos a estátua de Clarice e de Ulisses. Está sendo um sucesso”.
Rio de Janeiro - Estátua da escritora Clarice Lispector e seu cão Ulisses, no Leme (Fernando Frazão/Agência Brasil) Fernando Frazão/Agência Brasil
A professora Teresa Monteiro promoveu por nove anos o passeio guiado O Rio de Clarice, que percorria os caminhos da escritora pela cidade, da Tijuca ao Leme. No Jardim Botânico, Teresa conseguiu criar o Parque Clarice Lispector, onde os bancos homenageiam a escritora ucraniana, naturalizada brasileira, com frases de sua autoria, entre as quais "Sentada ali no banco, a gente não faz nada: fica apenas sentada deixando o mundo ser".

Teresa mudou-se para o Leme há dois anos e pretende retomar os passeios guiados a partir de julho, após entregar à editora o livro que está finalizando sobre os caminhos de Clarice Lispector na cidade. Como a estátua é mais um incentivo, ela espera que os passeios voltem a ser frequentes. No Leme, o passeio começa na banca de jornal do Zé Leôncio, na Rua Gustavo Sampaio, 223, também conhecida como Sebo Clarice Lispector, e segue até o Caminho dos Pescadores Ted Boy Marino, onde a estátua foi colocada.

“O projeto não visa só a cultuar a memória da escritora Clarice Lispector, mas a fazer esse vínculo com a cidade, com a cidadania”, ressaltou Teresa. Para a biógrafa, a estátua da autora significa trazer cultura para as pessoas, com ações educativas. “É muito mais amplo; é o olhar do cidadão; é colaborar para a cidade ter mais arte.”

Clarice Lispector

Nascida na Ucrânia em 1920, Clarice Lispector é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século 20. Seu primeiro romance – Perto do Coração Selvagem – foi publicado em 1944. No ano seguinte, a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Em 1960, publicou seu primeiro livro de contos, Laços de Família, seguido de A Legião Estrangeira e de A Paixão Segundo G. H., considerado um marco na literatura brasileira. Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976, recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. No ano seguinte, publicou A Hora da Estrela, seu último romance, que foi adaptado para o cinema, em 1985. Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.

Edição: Talita Cavalcante / Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

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