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sábado, 30 de novembro de 2019

‘Uma História de Desigualdade’ é o Livro do Ano do 61º Prêmio Jabuti


CONCEIÇÃO EVARISTO FOI A HOMENAGEADA DA NOITE

São Paulo, 29 de novembro de 2019 – Em cerimônia conduzida por Lázaro Ramos, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, na noite de 28 de novembro, os vencedores do 61º Prêmio Jabuti. A obra “Uma História da Desigualdade: a Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil 1926 - 2013”, escrito por Pedro H. G. Ferreira de Souza e editado pela Hucitec Editora, foi escolhida como o Livro do Ano. O autor levou para casa a estatueta do Jabuti e o prêmio em dinheiro de R$ 100 mil.

Na cerimônia, também foram conhecidos os ganhadores das 19 categorias do Jabuti, que receberam o troféu e R$ 5 mil. 

A escritora Conceição Evaristo, Personalidade Literária do Ano, foi ovacionada pela plateia, durante homenagem realizada especialmente para ela. A noite contou ainda com uma apresentação da cantora Fabiana Cozza, que emocionou a todos com sua bela voz.

Para conhecer a relação de vencedores: clique aqui.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Prêmio Jabuti promove bate-papo entre Conceição Evaristo e Rodrigo Casarin


MEDIADO POR MARCOS MARCIONILO, EVENTO SERÁ REALIZADO UMA SEMANA ANTES DA HOMENAGEM À ESCRITORA

A escritora mineira Conceição Evaristo, Personalidade Literária do Ano pelo Prêmio Jabuti, tem um bate-papo marcado com o jornalista literário Rodrigo Casarin no Sesc Pinheiros, em 21 de novembro, às 19h30. Com mediação de Marcos Marcionilo, membro do conselho curador do Jabuti, o encontro antecipa a homenagem que será prestada à escritora, na cerimônia de premiação do Jabuti, no dia 28, no Auditório Ibirapuera. Com entrada gratuita, o bate-papo “Cada Pessoa Tem/É Um Livro” será seguido de uma sessão de autógrafos.

Na primeira parte da programação, Conceição e Casarin falam de como se aproximaram da leitura; da importância desta na formação profissional e pessoal de cada um; e da relação da leitura no cotidiano e na vida profissional de ambos, entre outros temas. Após responderem as perguntas do público, a escritora fará uma sessão de autógrafos.

Para participar, os interessados devem retirar os ingressos no local, com uma hora de antecedência.

Serviço:
Bate-papo  “Cada Pessoa Tem/É Um Livro
Quando: 21 de novembro, às 19h30
Local: Sesc Pinheiros - Rua Pinheiros, 195
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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Itaú Cultural estreia no universo do podcasts com programas voltados às temáticas indígena, literária e musical

Conceição Evaristo - Foto: Mariana Evaristo
Apostando cada vez mais no digital, o instituto coloca em seu site e nas plataformas agregadoras a série inicial de podcasts com conteúdo direcionado à cultura de forma ampla. Os primeiros a entrar no ar são uma série de Mekukradjá, Escritores-Leitores e Toca Brasil

O Itaú Cultural abre a primeira semana de novembro com novidades em suas plataformas digitais: a estreia da série de podcasts do instituto, que levará às redes conversas com diferentes convidados do universo cultural sobre temáticas voltadas ao setor. A partir do dia 4, o público pode conferir os episódios de Mekukradjá, que traz a questão indígena à pauta, e o Escritores-Leitores, com a participação de autores brasileiros. A partir do dia 5, é a vez do Toca Brasil, voltado para o público que gosta de saber mais a respeito das histórias dos bastidores, carreiras, funcionamento da cadeia da música e também para artistas, produtores e pesquisadores do universo musical.

Criado a partir do ciclo de encontros entre artistas indígenas, pesquisadores e especialistas realizado anualmente pelo Itaú Cultural, o Mekukradjá entra no ar já com a primeira série completa, composta por 11 episódios. Entre os convidados estão Davi Guarani, liderança da aldeia guarani do Parque Estadual do Jaraguá, em São Paulo, Fernanda Kaingáng, advogada e militante do movimento indígena, e a professora de arte Daiara Tukano. A partir do dia 4, estreia a um episódio novo a cada segunda-feira.

O podcast Escritor-Leitor estreia no mesmo dia, trazendo nomes importantes da literatura brasileira contemporânea: a mineira Conceição Evaristo e o amazonense Milton Hatoum. Sempre com dois novos episódios às quintas-feiras, a série convida escritores para falarem sobre os personagens da literatura que mais os influenciaram, assim como para relatar como criam e desenvolvem suas figuras ficcionais.

No dia 5 de novembro, o Toca Brasil entra na lista de podcasts do Itaú Cultural. A cada 15 dias, sempre às terças-feiras, coloca no ar uma conversa do gerente de Música do instituto, Edson Natale, com um convidado do universo da música. Para brindar a estreia, conta com uma dupla programação: os episódios com a cantora e compositora Juçara Marçal, e o cantor, compositor, instrumentista e escritor Marcos Almeida. A exceção vale também para o dia 19, quando o ouvinte confere as conversas com Wilson Souto Júnior, fundador do teatro Lira Paulistana, e Dani Ribas, diretora do Data Sim, Núcleo de Pesquisa da Semana Internacional de Música. Nas semanas seguintes, voltam a ter um convidado por semana.

Veja abaixo a lista dos convidados para os primeiros podcasts a entrarem no ar até o fim do ano. Novos programas, dentro das mesmas séries, serão colocados ao longo de 2020.

MEKUKRADJÁ
NOVEMBRO:
Dia 4
Célia Xakriabá
Davi Guarani
Fernanda Kaingáng
Tonico Benites
Ajuru Pataxó
Anápuáka Tupinambá
Severiá Idioriê
Marcos Terena
Johnn Nara Gomes
Genito Gomes
Daiara Tukano

Dia 11
Larissa Duarte

Dia 18
Kamikia Kisedje

Dia 25
Darlene Taukane

DEZEMBRO
Dia 2
Graça Graúna

Dia 9
Edson Kayapó

Dia 16
Sandra Benites

Dia 23
Taquari Pataxó

Dia 30
Naine Terena

ESCRITORES-LEITORES

NOVEMBRO
Dia 4
Milton Hatoum
Conceição Evaristo

Dia 7
Evandro Affonso Ferreira
Luiz Ruffato

Dia 14
Adriana Lunardi
Bernardo Carvalho

Dia 21
Raimundo Carrero
Ricardo Azevedo

Dia 28
Cíntia Moscovich
João Silvério Trevisan

DEZEMBRO
Dia 5
Márcio Souza
Eliane Brum

Dia 12
Marçal Aquino
Ivana Arruda Leite

Dia 19
Eva Furnari
Índigo

Dia 26
Paloma Vidal

TOCA BRASIL

NOVEMBRO
Dia 5
Juçara Marçal
Marcos Almeida

Dia 19
Wilson Souto Júnior
Dani Ribas

DEZEMBRO
Dia 12
Tuco Marcondes

Dia 17
Lucas Nobile

Dia 31
Ana Karina Sebastião

SERVIÇO
Podcasts do Itaú Cultural
A partir de 4 de novembro
Mekukradjá
Semanal, sempre às segundas-feiras
Escritores-Leitores
Semanal, sempre às quintas-feiras
A partir de 5 de novembro
Toca Brasil
Quinzenal, sempre às terças-feiras
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Amazon anuncia Conceição Evaristo e Marco Lucchesi como jurados da 4ª edição do Prêmio Kindle de Literatura

Conceição Evaristo - Foto divulgação
A Amazon.com.br anuncia que Conceição Evaristo, doutora em Literatura Comparada, e Marco Lucchesi, doutor em Ciência da Literatura, serão os membros do júri especial da 4ª edição do Prêmio Kindle de Literatura, que premia obra de ficção inédita autopublicada pela ferramenta Kindle Direct Publishing. Os jurados avaliarão os livros inscritos no prêmio em diversos critérios, como criatividade, originalidade, qualidade de escrita e viabilidade comercial, selecionando título vencedor que receberá R$ 30 mil e um contrato para a versão impressa pela Nova Fronteira.

"O Prêmio Kindle de Literatura atrai centenas de obras excelentes a cada edição, e para avaliarmos entre elas, é preciso ter um júri especial à altura, com experiência e conhecimento literário reconhecido pela comunidade de autores, capaz de fazer a melhor seleção possível", diz Alexandre Munhoz, Country Manager para Kindle na Amazon do Brasil. "Estamos muito felizes de anunciar Conceição Evaristo e Marco Lucchesi como jurados do nosso prêmio, com a certeza de que farão um trabalho fantástico", completa.

Já participaram como jurados de outras edições do Prêmio Kindle de Literatura nomes como o jornalista Carlos Heitor Cony, o poeta Geraldo Carneiro, a doutora em literatura Sonia Rodrigues e o crítico literário Antonio Carlos Secchin.

Para participar do Prêmio Kindle de Literatura, autores podem publicar suas obras no KDP da Amazon (kdp.amazon.com.br) até 15 de outubro de 2019. Os autores devem colocar o termo PremioKindle no campo de palavras-chave durante o processo de publicação e registrar os livros sob a categoria Ficção. Os títulos enviados precisam ser romances originais em português, não publicados anteriormente, à venda exclusivamente na Amazon durante o período da premiação, precisando estar inscritos no programa KDP Select. Os termos e condições do Prêmio Kindle de Literatura podem ser acessados em www.premiokindle.com.br.

Nesta edição, o Amazon Prime Video revisará os títulos finalistas dentre todos os prêmios literários promovidos pelo KDP em diversos países, incluindo o Brasil. Um desses livros será selecionado para assinar um contrato de opção para uma adaptação audiovisual com pagamento antecipado de US$10.000.

O KDP é uma forma fácil e gratuita de escritores e editoras publicarem seus livros por conta própria e disponibilizarem para venda a leitores ao redor do mundo. Com a autopublicação pelo KDP, os autores têm total controle do processo, do design da capa até a definição do preço e podem receber até 70% de royalties. Todos os romances inscritos no prêmio são disponibilizados na Loja Kindle, além de estarem disponíveis para assinantes do Kindle Unlimited. Os eBooks Kindle podem ser adquiridos e lidos com o aplicativo gratuito Kindle para computadores, tablets e smartphones Android ou iOS, além de e-readers Kindle.
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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Festival de História celebra as Histórias do povo brasileiro


Quinta edição do evento que acontece em Diamantina entre os dias 2 e 5 de outubro de 2019 dialoga com a obra do antropólogo, educador e escritor mineiro Darcy Ribeiro, falecido em 1997.

Histórias do povo brasileiro. Este é o eixo temático da quinta edição do Festival de História que oferecerá em Diamantina (MG) entre os dias 2 e 5 de outubro, uma programação inédita de reflexões, debates, oficinas, cursos, prosas com autores e atividades artísticas com foco na diversidade da formação histórica e cultural da sociedade brasileira.

Inspiradas na obra de Darcy Ribeiro, as dez mesas de debates do 5º fHist resgatam o processo de formação do povo brasileiro, abordando temas como Visões do passado: migrações pré-colombianas; o Brasil Indígena; História da Escravidão; o Brasil das Mulheres; Imagem e a representação do povo negro na História; e DNA das migrações na História da Alimentação no Brasil.

Entre os conferencistas confirmados, destacam-se historiadores como Mary Del Priori, Daniel Aarão Reis, Bruno Leal, Antônio Carlos de Souza Lima, Roberto Araújo e Icles Rodrigues; os líderes indígenas Marcos Terena e Ayra Tupinambá; os jornalistas Laurentino Gomes, Eric Nepomuceno, Adriana Negreiros e Chico Oliveira; o arqueólogo André Strauss; o geneticista Fabrício Santos; e o fotógrafo Eustáquio Neves, entre outros.

Sábado
05/10
10h00 - História da escravidão no Brasil
# Laurentino Gomes, jornalista e autor da trilogia “1808”, sobre a fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, “1822”, sobre a Independência do Brasil e “1889”, sobre a Proclamação da República.
# Macaé Maria Evaristo dos Santos, assistente social, mestre em Educação e ex-secretária de Educação de Minas Gerais.     
# Vitória Azevedo da Fonseca, historiadora, mestra e doutora em História pela UFF e professora do Curso de História da UFVJM – mediadora.

14h30 - Democracias em crise
# Daniel Aarão Reis, historiador e doutor em História Social, professor de História Contemporânea da UFF e autor e organizador de livros de referência, como “Ditadura militar, esquerdas e sociedade” e “Ditadura e Democracia no Brasil”, entre outros.
# Keila Carvalho, historiadora, doutora em História Social pela USP, pós-doutoranda em História das Ciências e da Saúde e professora de História do Brasil Republicano na UFVJM – mediadora.

16h00 - Literatura e feminismo
# Adriana Negreiros, jornalista com passagem pelas principais revistas do País e autora do livro “Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço”.
# Conceição Evaristo é mestre e doutora em Letras pela UFF com atuação nas áreas de Literatura e Educação, com ênfase em gênero e etnia. Poetisa, romancista e ensaísta, é autora dos livros “Ponciá Vivêncio” e “Becos da Memória”, entre outros.
# Fernanda Valim, jornalista graduada em Letras, mestre e doutora em Literaturas Modernas e Contemporâneas e professora de Literatura na UFVJM – mediadora.

5º Festival de História (fHist) | Histórias do Povo Brasileiro
Onde? Diamantina (MG).
Quando? 2 a 5 de outubro de 2019
Como participar? Inscrições abertas www.festivaldehistoria.com.br
(estudantes: R$ 30; professores: R$ 60; e outros R$ 100).    
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Literatura brasileira é destaque em eventos internacionais

Conceição Evaristo - Foto divulgação
A literatura brasileira ainda se mostra relevante e vai além das fronteiras. Tanto é que dois eventos nos Estados Unidos, em junho, vão destacar obras de língua portuguesa em atividades culturais e exposições para o público em geral. 

Um deles é o ‘Mulheres na Escrita’, programa realizado pelo grupo “Mulheres da Resistência no Exterior”. O evento acontece dia 15 de junho, no The People's Forum, em Nova York. A iniciativa, que visa dar mais visibilidade às mulheres escritoras, vai contar com importantes nomes como, por exemplo, Conceição Evaristo e Manuela d’Ávila. Elas vão falar sobre seus trabalhos artísticos e compartilhar suas experiências na literatura.

Na mesma cidade também acontece o 5º Salão do Livro de Nova York, na Biblioteca Brasileira de Nova York (Brazilian Endowment for the Arts), nos dias 19 e 20 de junho. O programa conta com a realização de atividades culturais e palestra sobre literatura brasileira no mundo.

Organizada pela ZL Editora, o projeto Internacional existe há quase dez anos e já foi realizado em Lisboa (Portugal), Berlim (Alemanha), em algumas cidades da França e em Montreal (Canadá), além do Rio de Janeiro. A iniciativa foi criada com intuito de valorizar o trabalho dos autores independentes e as pequenas editoras, ambos sem acesso ao circuito oficial literário brasileiro. 

Serviço:
Mulheres na Escrita
Data: 15/06/2019
Local: The People's Forum
Endereço: 320 W 37th St, New York

5º Salão do Livro de Nova York
Data: 19 e 20/06/2019
Local: Brazilian Endowment for the Arts
Endereço: 240 E 52nd St, New York
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sexta-feira, 15 de março de 2019

Editora Malê lança Do Índico e do Atlântico, coletânea que reúne quatorze contos de escritores moçambicanos e brasileiros

Conceição Evaristo - Foto divulgação
Mia Couto, Conceição Evaristo, João Anzanello Carrascoza, Miguel Sanches Neto, Lília Momplé, Marcelo Moutinho e Eliana Alves Cruz participam da obra.

A Editora Malê lança no dia 26 de março, às 19 horas, na Livraria Leonardo da Vinci, localizada no Rio de Janeiro, a coletânea Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos.  Publicado simultaneamente em Moçambique, pela Editorial Fundza, o livro tem como objetivo a divulgação da literatura contemporânea brasileira em Moçambique e da literatura contemporânea moçambicana no Brasil.  A obra foi organizada pelo editor da Malê, Vagner Amaro, e contou com a colaboração do escritor moçambicano Dany Wambire na seleção dos escritores moçambicanos.   Do Índico e do Atlântico reúne contos brasileiros de Conceição Evaristo, Marcelo Moutinho, João Anzanello Carrascoza, Rafael Gallo, Eliana Alves Cruz, Cristiane Sobral e Miguel Sanches Neto e contos moçambicanos de Mia Couto, Lilia Momplé, Alex Dau, Diogo Araújo Vaz, Dany Wambire, Carlos dos Santos e Daniel da Costa.  Durante o lançamento haverá uma roda de conversas com Marcelo Moutinho, Eliana Alves Cruz e o escritor moçambicano Alex Dau, sobre os contos do livro e a literatura brasileira e moçambicana.
 
Serviço:
Lançamento de Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos
Data: 26/03
Horário: 19h
Local: Livraria Leonardo da Vinci. Marquês do Herval - Av. Rio Branco, 185 - Centro, Rio de Janeiro.
Contato: imprensa@editoramale.com.br

Título: Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos
Organização: Vagner Amaro
Autores: Conceição Evaristo, Marcelo Moutinho, João Anzanello Carrascoza, Rafael Gallo, Eliana Alves Cruz, Cristiane Sobral e Miguel Sanches Neto; Mia Couto, Lilia Momplé, Alex Dau, Diogo Araújo Vaz, Dany Wambire, Carlos dos Santos e Daniel da Costa.
Assunto: Literatura brasileira - contos; Literatura moçambicana - contos.
Páginas: 139
ISBN: 978-859-2736-38-5
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terça-feira, 15 de maio de 2018

Apoie e Assine: Campanha por CONCEIÇÃO EVARISTO na Academia Brasileira de Letras!


A Revista Conexão Literatura apoia a campanha pela ocupação da cadeira de número 7 da Academia Brasileira de Letras pela escritora CONCEIÇÃO EVARISTO. A campanha foi criada pela Dra. Denise Carrascosa - Professora de Literatura da Universidade Federal da Bahia.

Trecho do texto no site Change:

"Como se já não bastasse imortalizarem, na dimensão da escritura literária mundial, a raridade solar de uma obra de arte talhada no corpo e pelo corpo de uma mulher negra - a escritora mineira Conceição Evaristo, seu elenco de livros publicados reescreve a história do Brasil a partir do ponto de vista de quem a vivencia, desde a chegada forçada de seus ancestrais, a partir de todas as suas trágicas e cotidianas impossibilidades. A este lugar de enunciação, Evaristo, assumindo a multifacetada tarefa da crítica e teorização literárias, nomeia “escrevivência” – tarefa intelectual negro-feminina por excelência de renarrar criticamente o imaginário social hegemônico brasileiro: profundamente elitista, patriarcal e racista e responsável pela falência de um projeto democrático de país.

Diante deste contexto, a Academia Brasileira de Letras, fundada e primeiramente presidida pelo escritor negro Machado de Assis, um crítico do sistema escravocrata que fundou as bases de nosso imaginário nacional, está preparada para compreender a necessidade de iniciar uma trajetória de reeducação em nossas formas de letramento?" 

Conceição Evaristo já foi capa de uma das edições da Revista Conexão Literatura (junho/2017), entrevistada pelo escritor e ativista cultural Ademir Pascale: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2017/10/entrevista-com-conceicao-evaristo.html

Para assinar e apoiar a campanha criada pela Profa Dra. Denise Carrascosa: Clique aqui.
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quarta-feira, 11 de abril de 2018

A força viva de cinco poetas da literatura brasileira

Conceição Evaristo - Foto: Richner Allan
De Alexandra Vieira de Almeida*

A presença da mulher na literatura está mais forte do que nunca. Temos, hoje, poetas vivas que estão fazendo uma excelente contribuição para nossa literatura nacional. Entre elas, podemos citar Conceição Evaristo, Adélia Prado, Astrid Cabral, Olga Savary e Raquel Naveira. Cinco nomes que estão trazendo riqueza cultural para nossa língua.

Conceição Evaristo, por exemplo, tem revelado a importância de se discutir a posição do negro na nossa sociedade. Com uma poesia social impactante, resgata a voz das minorias. Fez recentemente uma homenagem à vereadora e ativista pelos direitos humanos Marielle Franco, morta brutalmente por denunciar as injustiças sociais. A poeta a caracteriza como “luz-mulher”, por dar força ao grito contra o opressor.

Adélia Prado, por outro viés, nos apresenta uma poesia mística, revelando a transcendência das formas. Aplaudida e premiada tanto nacional como internacionalmente, poeta de Divinópolis, mostra-nos um lirismo encantador que enobrece as palavras com o dom dos versos grandiosos. Revelando também a voz feminina que não quer calar, o papel da mulher se enaltece com seus belos poemas. Inspirando o seu lirismo com as faíscas do cotidiano, sua poesia tem a potência da literatura mais profunda.

Já Astrid Cabral reflete temáticas universais e perenes, sem deixar de lado suas experiências ao redor do mundo, nos seus postais-poemas que revelam ser verdadeiras fotografias de nosso imaginário mais interior. Oriunda de uma verve de autores consagrados, tal escritora é reflexiva e complexa, sem se cravar nos malabarismos de um linguajar ininteligível. Sabe cativar o leitor com sua dose fina de intelecto criativo. Dona de uma linguagem plena, doma com perfeição a sua língua.

Olga Savary, que considero um mito literário, trata-se de uma figura excepcional. Através da argúcia de seus versos imagéticos, encanta o leitor com sua poesia genuína. Abordando temáticas de nossa nacionalidade, com “tupinismos” e uma língua clara e cristalina, sua poesia transpira enigmas a serem decifrados pelo inteligente leitor. Através da concisão de seus poemas, consegue concentrar nos espaços dos versos o máximo de densidade poética. Conhecida como a “Monalisa de Copacabana”, a artista engrandece a verdadeira literatura por revelar nossas raízes mais antigas.

Raquel Naveira, no emblemático livro ‘Sangue Português’, apresenta uma poesia magistral que revela nossas raízes lusitanas. No poema que abre e dá título à obra, Raquel nos chama a atenção pelo fulgor da resistência da memória que perpassa como angústia do presente que quer se libertar da nostalgia do passado, mas que não nega a genealogia do sangue português.

Cinco mentes brilhantes da literatura que abraçam uma variedade de temas e desafios. Mulheres, engajadas, cosmopolitas, genuínas e universais, que navegam pelos mares da complexidade poética.



(*) Alexandra Vieira de Almeida é poeta, escritora e doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UER). Foto: Tiberius Drumond
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domingo, 15 de outubro de 2017

Entrevista com Conceição Evaristo

Conceição Evaristo - Foto: Richner Allan
Uma das grandes escritoras do país na atualidade e ativista do movimento negro, para o qual dá voz com a sua literatura e atuação, a também professora mineira Conceição Evaristo, capa da nossa edição de junho é também a homenageada da 34ª Ocupação do Itaú Cultural, numa reunião de vivências e escritos, entre a obra criada por Conceição, cercada de seus símbolos de afetividade, espiritualidade e ancestralidade, o espaço expositivo ganha ares líricos, poéticos e encarna a força da negritude.  Nascida em uma favela de Belo Horizonte,  trabalhou como doméstica em sua cidade até seguir para o Rio de Janeiro, onde concluiu doutorado em literatura brasileira, ministrou aulas e se transformou em uma reconhecida autora de romances e contos. “Escrevivências”, como a escritora se refere ao seu trabalho – uma escrita que nasce das vivências, vivendo para narrar, narrando o que vive. São dela, obras reconhecidas como Ponciá Vicêncio, seu primeiro romance publicado, em 2003, Becos da Memória, de 2006, Poemas da Recordação e Outros Movimentos, lançado dois anos depois, e os livros de contos Insubmissas Lágrimas de Mulheres, de 2011, Olhos D´Água, de 2014, e Histórias de Leves Enganos e Parecenças, de 2016.

Confira entrevista exclusiva que Conceição Evaristo cedeu para a nossa revista: 

Conexão Literatura: Quando escreve a senhora pensa num público-alvo específico?

Conceição Evaristo: O meu grande desejo é que a minha escrita pudesse chegar até às pessoas que me inspiram. E isto só seria possível, se a ferramenta da leitura pertencesse a todas as classes sociais, se os livros e outros bens culturais estivessem disponíveis para todas as pessoas. Por exemplo, assistir um filme, uma peça teatral, visitar uma exposição pode despertar o desejo para a leitura e vice-versa. Registro que o primeiro espaço de recepção de minha escrita foi dentro do Movimento Social Negro e todas as pessoas, não só negras, e que são atentas e sensíveis para os modos de relações raciais na sociedade brasileira. Há um público ávido por textos que se distanciem o mais possível, da forma estereotipada de composição das personagens negras na literatura brasileira. Foi esse público, por meio de nossos eventos que primeiramente conheceram meus textos, cuja primeira publicação se dá em Cadernos Negros, em 1990. Pensando primeiramente nesse público que busca textos, que trazem identificações afirmativas, positivas, mesmo que atravessadas pela dor, de nossa condição de descendentes de povos africanos, que a minha escrita se dirigiu primeiro. Entretanto esse público leitor foi expandindo, chegando às salas de aula, chegando aos cursos de Letras, de Educação, de História e outros como pesquisas pra TCC e pós-graduação, aumentando e diversificando significativamente o publico leitor. Hoje eu poderia dizer que escrevo para quem quiser me ler, mas com particular atenção para quem sofre por um motivo ou por outro, qualquer forma de exclusão, marcado pelo fato de negro, mulher, pobre, ter uma opção sexual diferenciada do que a sociedade espera.... Cuido para que essas pessoas, muitas vezes agredidas em suas identidades, percebam personagens tão humanas quanto elas.

Conexão Literatura: Poderia comentar sobre a "escrevivência"?

Conceição Evaristo: Tenho dito que tudo que escrevo, crítica, ensaio, escrita literária, toda minha criação surge marcada pela minha condição de mulher negra na sociedade brasileira. As escolhas temáticas, o vocabulário, as personagens, os modos de construção das mesmas, o enredo, nada nasce imune ao que sou, às minhas experiências, à minha vivência. Escrevo uma vivência, que pode ser ou não, a real, a vivida por mim, mas que pode se con(fundir) com a minha. Nesse sentido, nada que está narrado em Becos da Memória é verdade e nada que está escrito em Becos é mentira. São memórias ficcionalizadas. Em Ponciá Vicêncio, trago narrativas sobre a escravidão dos africanos, mulheres e homens, contadas por minha família, e que ouvi na minha infância.

O conto “Di Lixão”, fui inspirada ao ouvir um relato de briga de um menininho, vendedor de amendoim, em um bar, na Cinelândia, Rio de Janeiro. Digo ainda, quando crio uma personagem, como Biliza ou Ditinha, ambas domésticas, repetindo uma afirmativa da escritora Miriam Alves, sobre o lugar em que nos colocamos para criar essas personagens. Miriam enfatiza o que eu também explicito. Para criar uma personagem que encarna uma doméstica, não precisamos de laboratório ou investigação para a criação da mesma.  Enquanto um processo criativo pode se dá pelo olhar de “uma patroa ou patrão”, que na porta do quarto da empregada olha para a personagem lá dentro, para a construção da mesma, o processo criativo que experimento, por injunções de uma história particular e coletiva se torna outro. Trago outra vivência, a minha fala nasce de dentro do quarto da empregada. Posso ser a própria empregada falando, escrevendo, concebendo uma personagem de si própria. Escre (vendo) se. Escrevivendo-se. Escrita e vivência. Vivência como sumo da própria escrita. Escrevivência.

Conexão Literatura: Podemos dizer que suas obras tornaram-se ferramentas contra a discriminação racial e injustiças sociais?

Conceição Evaristo: Sim, creio que sim. Assim como há discursos literários fomentadores de posturas racistas, machistas, homofóbicas e outras práticas cruéis de uns sujeitos sobre outros, há uma literatura que pode concorrer para relações mais humanas entre as pessoas

Conexão Literatura: Em relação as suas obras, está mais fácil publicar hoje?

Conceição Evaristo: Sim. A antologia Olhos d’água,(2014) obra que me deu o 3º lugar, na categoria contos, do Prêmio Jabuti, assim como a reedição dos romances Ponciá Vicêncio e Becos da Memória ( 2017) foram publicados pela Editora Pallas, RJ.
Também no Rio de Janeiro, a Editora Malê, cujo projeto central é o de editar escritores e escritoras negro/as, publicou três livros de minha autoria. A antologia de contos Histórias de leves enganos e parecenças, (2016) e a reedição da antologia Poemas da recordação e outros movimentos, (2017) e do livro de contos Insubmissas lágrimas de mulheres (2017), obras que estavam esgotadas.

Conexão Literatura: Poderia comentar sobre o projeto Cartas Negras e sobre a mostra no Itaú Cultural?

Conceição Evaristo: “Cartas Negras” foi um projeto que nasceu nos anos 90, precisamente em 91, por ocasião do lançamento de Cadernos Negros, em casa de Miriam Alves. Estávamos, Miriam, Esmeralda, Sonia, Lia e eu celebrando a nossa participação em Cadernos, quando surgiu a ideia de escrevermos cartas entre nós. Cada qual ao retornar para casa para enfrentar o nosso cotidiano, faríamos troca de cartas, selando a nossa Confraria de Mulheres que se solidificava naquele momento. Fomos tão fecundas naquele momento, que sonhamos publicação e até o prefácio. Lembro-me que um dos nomes sugeridos para o prefácio, dentre outros, foi o de Lélia Gonzales. Trocamos as primeiras cartas, que ficaram quase que perdidas no tempo. De vez em quando, Miriam e eu, em conversa, relembrávamos a Nossa Confraria e desejávamos as cartas, nunca esquecidas, mas não mais materializadas em nossas vidas. A mostra chegou e nos permitiu a retomada desse nosso desejo. Como a Ocupação prevê uma publicação, o projeto pode ser retomado. Foram convidadas novas escritoras que se juntaram às “fundantes” da Confraria das Cartas Negras, em nossas letras, vozes-mulheres-negras, em que nos oferecemos como dádivas mútuas, nossas dores, nossas alegrias, tudo que compõe a nossa escrevivência. E mais do que isso, a nosso desejo, a nossa promessa de continuarmos...
Quanto à “Ocupação Conceição Evaristo”, esse acontecimento tem significado muito importante na e para a recepção de nossa escrita. Creio que ao visibilizar a autoria de uma mulher negra, por extensão, outras escritoras são visibilizadas também. Ao colocar uma mulher negra no centro da cena literária, da maneira como o trabalho foi concebido, em sua totalidade, ajuda quebrar também com o imaginário brasileiro, que insiste ainda em colocar as mulheres negras no lugar da subalternidade.

Conexão Literatura: Como os leitores interessados poderão adquirir suas obras? Ainda existe a possibilidade de adquiri-las autografadas diretamente com você?

Conceição Evaristo: Os livros estão sendo disponibilizados para aquisição do público nos momentos em que eu estou presente e tenho e posso autografar para quem desejar

Perguntas rápidas:
Um livro: O olho mais azul de Toni Morrison
Um (a) autor (a): Geni Guimarães
Um ator ou atriz: Camila Pitanga
Um filme: Filhas do Vento
Um dia especial: O dia em que visitei a Organização das Mulheres Moçambicanas em Moçambique/ 2010

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Conceição Evaristo: Precisamos mais do que celebrar as histórias de exceção, mais do que celebrar as vitórias pessoais, precisamos refletir sobre a crueldade da regra. Quais são limites impostos pelas regras que interditam a chegada de muitos, permitindo que só uns poucos consigam os resultados finais.

Para baixar gratuitamente a edição de junho da Revista Conexão Literatura, com Conceição Evaristo em destaque: clique aqui.
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Itaú Cultural apresenta espetáculo com poemas musicados de Conceição Evaristo e literatura dedicada às mulheres negras

Tendo à frente o músico Renato Gama, Canto de Vida e Obra reúne música, literatura e encenação para apresentar ao público 10 poemas da escritora mineira,  homenageada na atual mostra da série Ocupação no Itaú Cultural

O Itaú Cultural recebe nos dias 10 e 11 de junho (sábado e domingo) o músico Renato Gama em Canto de Vida e Obra, espetáculo lítero-musical conduzido pela poesia e “escrevivências” da escritora mineira Conceição Evaristo, homenageada na 34º exposição da série Ocupação, em cartaz no instituto até o dia 18 de junho. Unindo música e teatro, Gama coloca melodia em 10 poemas da escritora mineira, com foco nas palavras que empoderam a mulher negra e a história de vida da autora, como em Vozes-mulheres, Menina, Fêmea-Fênix e Malungo, brother, irmão.

Em cena, Renato Gama reúne a banda formada pelo contrabaixo e violão de Ronaldo Gama, seu irmão, as baterias de Leo Carvalho e Priscila Hilário, e a flauta de Mariana Per, atriz e musicista que, entre uma música e outra, mergulha nos poemas de Conceição Evaristo. Com a escritora já revelou o seu desejo de ser bailarina e cantora, o espetáculo conta, ainda, com um número da bailarina Malu Avelar em sua referência.

“Por meio da música e do teatro, cantaremos e contaremos a vida e a obra de Conceição Evaristo, com seus poemas que a tornaram uma referência na poesia e empoderam a mulher negra e sua história de vida que demonstra a luta para a sua emancipação, motivando muitas mulheres de seu tempo”, conta Renato Gama. “Lançamos luz à sua vida-poema, encenando, cantando e tocando e, assim fazendo valer a construção do século da mulher”, complementa.

O espetáculo, assim como a produção literária de Conceição Evaristo, é inspirado em histórias comuns e cotidianas, que se tornaram uma fonte de identificação e motivação para mulheres negras, marginalizadas inclusive na literatura. Abordando os desafios que a vida impõe a essas mulheres em sua obra, a escritora fala também de si: do crescimento na favela do Pindura Saia, em Belo Horizonte, da partida para o Rio de Janeiro ainda jovem, da convivência com a filha Ainá Evaristo, de sua relação com dona Joana, sua mãe.

Sobre os artistas
Leo Carvalho é baterista, e acompanha personalidades musicais brasileiras como Daniela Mercury e Bete Carvalho. Atualmente, além de tocar nas bandas Nhocuné Soul e Morabeza Nação, desenvolve um trabalho como educador.

Malu Avelar, preta-mineira, é bailarina. Participou de trabalhos como Concerto, coreografado por Tindaro Silvano, o espetáculo ANTONIA Como se em sua Dança Quisesse Reinventar o Ciclo do Nascer e do Morrer, por Morena Nascimento, as performances Frotage, com o performer Fernando Admouc, e Cor-po Excluso, criada em parceria com o músico Gustavo Felix, assim como Cores, Corpos e Timbres. Participou de experiência na Cia. Treme Terra, no espetáculo Peles Negras e Máscaras Brancas, e atualmente é integrante da Cia. Sansacroma, passando pelo processo de Dança da Indignação.

Mariana Per é graduada em artes plásticas. Sua formação inicial como flautista foi na Escola Municipal de Música, e passou por algumas orquestras de São Paulo. Como artista-educadora, faz da contação de história uma ferramenta importante no seu trajeto. Atualmente, une as duas paixões, a palavra e a música, cantando poemas e histórias, como vocalista do grupo Morabeza Nação.

Priscila Hilário é baterista e percussionista. Traz no rock sua verve musical, dedicando ainda muita atenção aos estilos musicais brasileiros.

Ronaldo Gama é musico e arranjador. Acompanhou musicalmente diversos artistas, como Dudu Nobre, Raça Negra e Nhocuné Soul entre outros. Hoje, além de ser professor do conservatório de música de Guarulhos, desenvolve um projeto de pesquisa sobre o samba.

Renato Gama é musico, ator, produtor musical com trabalhos realizados com a banda Nhocuné Soul e para artistas como Nelson Triunfo, Joana Flor, Tita Reis. Compôs e produziu a trilha musical de alguns espetáculos teatrais, como: A saga do Menino Diamante, Fulero Circo, Rua Florada, Conjugado, o infantil A Guerra dos Quatros Elementos e também do filme O Olho e o Zarolho. Criou e dirigiu o espetáculo 3Áfricas e vem criando músicas para poemas de poetas e poetisas, como Conceição Evaristo, Cuti e Allan da Rosa, entre outros.

SERVIÇO
Espetáculo Canto de Vida e Obra
Com Mariana Per, Malú Avelar, Leo Carvalho, Renato Gama e Ronaldo Gama, Priscila Hilário e Leandro Néri
Dia 10 de junho de 2017 (sábado), às 20h
Dia 11 de junho (domingo), às 19h
Classificação indicativa: Livre
Duração aproximada: 60 minutos
Sala Itaú Cultural (224 lugares)
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)
Todos os shows têm interpretação em Libras


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Conceição Evaristo, destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura (Junho/2017)


EDITORIAL

Nossa nova edição de Conexão Literatura destaca Conceição Evaristo, escritora e ativista do movimento negro, destaque da mostra do Itaú Cultural com suas “Escrevivências”. O que é bem interessante é que a escritora era leitora e fã de Carolina de Jesus, outra grande escritora que foi destaque da nossa edição anterior (edição nº 23). Confira a entrevista exclusiva que fiz com a Conceição nas páginas da revista.
Esse mês não trazemos a coluna “Conexão Nerd”, pois em seu lugar colocamos super audiolivros gratuitos. Basta clicar nos links indicados na página 03 da revista para ouvi-los gratuitamente, uma parceria que fizemos com a editora Alyá, que publica seus áudios através da plataforma do site Universidade Falada.
Como sempre, trazemos entrevistas com autores, crônicas, contos e dicas de livros.
Aproveite a nossa edição e compartilhe com os seus amigos.
Mas antes de terminar esse editorial, gostaria de deixar uma mensagem: faça mais pelo próximo. Reclamar é fácil e o que mais vejo hoje são pessoas reclamando nas redes sociais, seja sobre política, aumento dos preços, baixo salário, falta de segurança nas ruas, etc. Mas o que essas pessoas que reclamam tanto fazem pelo próximo? Vivemos em sociedade e devemos pensar no coletivo. Seja um exemplo, comece a fazer boas ações em casa, mostre para os seus filhos ou parentes que uma boa ação pode trazer grandes resultados. Seja um bom aluno(a) em sua escola, respeite os professores e seus colegas, pois esse é o local onde algumas pessoas se sentem reprimidas devido a apelidos e perseguições por causa das diversidades, sejam elas culturais, religiosas ou étnicas. Cuide das mesas e cadeiras das quais você senta todos os dias e pare de reclamar que elas estão quebradas, pois se elas estão assim foi porque algum aluno a quebrou. Trabalhe com honestidade e respeite o seu colega de trabalho, clientes ou funcionários, pois o que mais existe hoje são patrões opressores. Se o horário de entrada de um funcionário é 8h, 8h05 já é motivo para repreendê-lo e humilhá-lo, mas ele não levou em conta que esse mesmo funcionário se desempenha muito bem em suas funções, que ele tem filhos, reside distante do local e depende do transporte público. Se as pessoas fossem mais amigas e compreensivas, seja patrões ou funcionários, professores e alunos, membros de uma família, etc, pode ter certeza que o mundo ao redor de cada um seria bem melhor e mais feliz :)

Forte abraço e até a próxima edição ;)

PARA BAIXAR A REVISTA CONEXÃO LITERATURA, Nº 24: CLIQUE AQUI.


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quinta-feira, 11 de maio de 2017

A escritora mineira Conceição Evaristo e suas "escrevivências" são tema da nova Ocupação do Itaú Cultural

Para retomar o projeto Cartas Negras, iniciado nos anos de 1990, depois perdido, Conceição Evaristo escreveu uma carta às antigas amigas escritoras do grupo e a autoras que surgiram depois dessa época. Ela convoca essas mulheres negras a romperem o silêncio e retomarem, ou se juntarem, a um novo momento da troca de missivas entre elas. A adesão foi imediata e massiva e, tanto a convocatória quanto as cartas-resposta podem ser vistas na publicação que acompanha a Ocupação em homenagem à escritora, e algumas na própria mostra.

Uma das grandes escritoras do país na atualidade e ativista do movimento negro, para o qual dá voz com a sua literatura e atuação, a também professora mineira Conceição Evaristo é a homenageada da 34ª Ocupação Itaú Cultural.  Nascida em uma favela de Belo Horizonte, ela trabalhou como doméstica em sua cidade até seguir para o Rio de Janeiro, onde concluiu doutorado em literatura brasileira, ministrou aulas e se transformou em uma reconhecida autora de romances e contos. Além da exposição, com recursos de acessibilidade, a Ocupação tem programação especial, uma publicação e um hotsite.

Com visitação aberta ao público de 4 de maio a 18 de junho –, a vida, obra, influências e referências de Conceição Evaristo podem ser conferidas no Piso Paulista, o espaço expositivo do térreo no Itaú Cultural. A 34ª mostra da série Ocupação, realizada pelo instituto desde 2009, transpira as “escrevivências” da escritora, como ela mesma se refere ao seu trabalho – uma escrita que nasce das vivências, vivendo para narrar, narrando o que vive. São dela, obras reconhecidas como Ponciá Vicêncio, seu primeiro romance publicado, em 2003, Becos da Memória, de 2006, Poemas da Recordação e Outros Movimentos, lançado dois anos depois, e os livros de contos Insubmissas Lágrimas de Mulheres, de 2011, Olhos D´Água, de 2014, e Histórias de Leves Enganos e Parecenças, do ano passado. No dia da abertura da mostra, a própria Conceição faz a leitura de Olhos D’Agua.

Com curadoria da própria autora e dos Núcleos de Audiovisual e Literatura e de Educação e Relacionamento, e concepção artística de Aline Motta, a Ocupação Conceição Evaristo revela ao visitante a origem do domínio da escritora sobre as palavras, as ideias e sentimentos desencadeados, primorosamente, por ela e o percurso feito até se tornar escritora reconhecida na atualidade. Ela dá sequência à de Laura Cardoso, que abriu a série de ocupações, neste ano dedicada a mulheres – depois da atriz e da escritora, a próxima será a curadora de artes visuais Aracy Amaral, seguida da psiquiatra Nise da Silveira e da cantora Inezita Barroso.

Textos, fotografias, objetos pessoais, obras de referência, audiovisuais, manuscritos de poemas e contos, cartas de familiares e amigos conduzem o visitante por esse caminho iniciado em uma favela mineira, onde Conceição
cresceu cercada por palavras, graças à sua mãe, a lavadeira dona Joana. A velha senhora, mãe de 10 filhos, começou a escrever os seus próprios textos inspirada em Carolina Maria de Jesus (1914-1977), autora de Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada (1950), livro autobiográfico que narra a vida na periferia de São Paulo, traduzido para 13 idiomas. Sem dinheiro para comprar cadernos novinhos em folha, resgatava os que encontrava na rua, muitos em branco, e ali depositava os seus pensamentos sobre o dia a dia, as dificuldades da vida na favela, poemas e frases soltas. Formou, assim, uma obra nunca antes publicada, mas que, somada à cultura da oralidade colocada em prática dentro de casa, muito inspirou a filha, que viria a se tornar escritora.

Junta-se à exposição uma programação especial com mesas, debates, masterclass da autora e outras atividades conduzidas pelo Núcleo de Educação e Relacionamento. Também é acompanhada de amplo conteúdo virtual, como entrevistas em vídeo
sobre a vida e a obra da escritora e informações biográficas no site da Ocupação (itaucultural.org.br/ocupacao) e na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras (http://enciclopedia.itaucultural.org.br/).

Nesta Ocupação, a publicação que acompanha todas as mostras da série ganha um caráter inovador ao retomar o projeto Cartas Negras, criado por Conceição e amigas escritoras, como Esmeralda Ribeiro, Geni Guimarães e Miriam Alves, nos anos 1990. Elas trocavam missivas sobre suas vidas, em uma espécie de debate escrito, também sobre outros temas como a solidão, o machismo e o racismo.
Nesta nova versão, as antigas parceiras juntam a sua voz e pensamentos a novas escritoras, como Ana Cruz, Ana Maria Gonçalves, Cristiane Sobral, Débora Garcia, Elizandra Souza, Jenyffer Nascimento, Lívia Natália, Mel Adún e Raquel Almeida.

A EXPOSIÇÃO
Nesta reunião de vivências e escritos, entre a obra criada por Conceição, cercada de seus símbolos de afetividade, espiritualidade e ancestralidade, o espaço expositivo ganha ares líricos, poéticos e encarna a força da negritude. Ao entrar, o visitante acessa o universo original da autora, pisando em chão de tijolos e tecidos azuis pendentes do teto. Encontra, ainda, três colchas feitas artesanalmente, com tecido, terra ou crochê, pelas artistas Lidia Lisboa, Janaina Barros, Rita Damasceno. Os seus trabalhos se chamam, respectivamente, Meia Lágrima, Passado-presente-e-o-que-há-de-vir (Ou a herança de Ponciá) e Kohra, inspirados nos contos de Conceição Meia Lágrima, Ponciá Vicêncio e Olhos D'Água.

Na sequência, uma sala na penumbra exibe um audiovisual projetado em trechos em dois suportes e na água contida em uma grande bacia de alumínio. O filme traz imagens de Conceição nas mais diversas situações e recortes, enquanto o visitante a ouve, em áudio, lendo trechos de obras suas e falando sobre a sua vida.

Por fim, entra-se no mundo literário da escritora. Uma espécie de beco da memória, o lugar apresenta os livros publicados por ela - podendo ser manuseados pelo público, que tem uma mesa e cadeiras à disposição para isso - e outros que a inspiraram, pertencentes ao seu acervo pessoal e exibidos em vitrines. Fotos, manuscritos, escritos, rascunhos originais de Conceição forram uma das paredes desse espaço. Uma grande foto da autora, ocupa outra. Não falta, também, a imagem da escrava Anastácia, por quem ela tem devoção.

ACESSIBILIDADE
Ferramentas de acessibilidade são cada vez mais utilizadas pelo Itaú Cultural em todas as atividades que promove. Na Ocupação Conceição Evaristo não poderia ser diferente. A imagem de Anastácia tem superfície tátil, assim como o piso e o mapa da exposição. Nos trabalhos feitos manualmente por Lidia, Janaina e Rita foram colocados bolsos com os textos que as inspiraram escritos em braile.

O audiovisual sobre a escritora e toda a programação que acompanha a mostra contam com interpretação em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Na exposição, há também recursos de vídeoguia e audiodescrição.

PROGRAMAÇÃO
Durante todo período da Ocupação Conceição Evaristo, o Itaú Cultural promove atividades em sinergia com a exposição. Começa nos dias 6 e 7 de maio (sábado e domingo) com o espetáculo Minas de Conceição Evaristo, baseado em uma obra dela, com as atrizes gaúchas Vera Lopes e Glau Barros, que também é cantora,
e as atrizes, cantoras e compositoras baianas Alexandra Pessoa e Emillie Lapa. A direção é do diretor gaúcho Jessé Oliveira. Na quarta-feira, 10 de maio, a própria escritora faz a masterclass Sóis riscados no chão, lençóis aos ventos, Escrevivência e Ocupação, na qual fala sobre a sua vida e obra.

Outra mesa literária acontece no dia 24 de maio, uma quarta-feira: Vozes-mulheres: múltiplas escrevivências de autoria africana e afro-diaspórica, com Conceição Evaristo e a professora de literatura brasileira da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Constância Lima Duarte, a doutora em literatura comparada pela UFMG, Maria Nazareth Soares Fonseca, e a doutoranda em letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Rosangela A. Cardoso da Cruz.

Mais uma, é realizada na semana seguinte, no dia 31: Mulheres Negras: arte e militância com Conceição Evaristo, a doutora em Educação pela USP Sueli Carneiro, a ativista, fundadora da Criola e diretora executiva da Anistia Internacional Brasil Jurema Werneck e a cineasta Yasmin Thayná.

No sábado e domingo, 10 e 11 de junho, é apresentado o espetáculo Canto de Vida

e Obra, com a atriz Marilza Batista, a musicista Mariana Per, a dançarina Malú Avelar e os músicos Leo Carvalho, Ronaldo Gama e Renato Gama, que cantam e contam a vida e a obra de Conceição.

Os educadores do Itaú Cultural também prepararam programação especial em torno da Ocupação: No sábado, 27 de maio, realizam um Encontro com professores
Especial – Conceição Evaristo com o tema Discursos literários e inscrições de Afro-brasilidade. Sempre às 17h dos domingos, até o fim da exposição, ministra Mãos no barro: modelando histórias de Conceição, uma vivência com o público para entrar em contato com a obra da escritora criando figuras e objetos em argila. (Para obter mais informações sobre toda a programação, acesse: http://www.itaucultural.org.br/presskit/conceicao_evaristo/programacao.html).


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