O mito do blues Robert Johnson, o filme e o livro Encruzilhada

Dizem que um jovem norte-americano, de nome Robert Johnson (1911-1938), tocava violão como ninguém: um som mágico, irreverente e que contagi...

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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Alcançamos hoje mais de 2 milhões de acessos


O site da Revista Conexão Literatura completou hoje (15/06/2021) + de 2 milhões de acessos. Isso é motivo para comemorarmos, pois trabalhamos com cultura e lutamos muito pelo incentivo à leitura, com notícias diversas sobre literatura, lançamentos de livros, eventos literários, entrevistas com autores (novos ou não), dicas de livros, etc. Fazemos tudo isso porque amamos livros e além de tudo, porque queremos um país com mais leitores, pois sabemos que é somente através da leitura e da educação que conseguiremos um Brasil melhor.

Sobre a história da Revista Conexão Literatura:

Tudo começou com uma ideia do escritor Ademir Pascale, em julho/2015, sendo lançada de forma experimental a edição de nº 01, tendo como destaque o escritor Oscar Wilde. A Revista Conexão Literatura tornou-se um grande canal digital de entretenimento e informação para autores, leitores, editores, blogueiros e profissionais do meio literário e cultural. Foram entrevistados e passaram pelas edições da revista autores como Conceição EvaristoElisa LucindaMartinho da VilaEduardo SpohrJosé Xavier CortezJoão ScortecciPedro Bandeira, Paula PimentaClóvis de Barros FilhoArthur Haroyan e Mario Sergio Cortella, além das plataformas Amazon KDP e Skoob. Nossas matérias, entrevistas e postagens são bem elaboradas e super divulgadas nas redes sociais, gerando atenção até de grandes nomes, como a do escritor, professor e filósofo Mario Sérgio Cortella: Clique aquiaqui e aqui, também  do músico e escritor Martinho da Vila: Clique aqui, da Elisa Lucinda, escritora, poetisa e atriz de várias novelas da Rede Globo: Clique aqui, da Irene Ravache, também atriz de várias novelas da Rede Globo: Clique aqui e até da própria Amazon KDP: Clique aqui, além de ser mencionada por várias editoras, como a Editora Melhoramentos: Clique aqui, Editora Malê: clique aqui, Editora Unesp: Clique aqui e sites, como o da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais): Clique aqui e UNIESP: Clique aqui. Somos parceiros das assessorias de imprensa do Itaú Cultural e Maurício de Sousa Produções. Algumas de nossas postagens chegam a gerar milhares de compartilhamentos, visualizações e centenas de curtidas, como a da edição com a escritora Conceição Evaristo: Clique aqui. ou mesmo com memes sobre literatura, arte ou cultura, confira: clique aqui. 
Confira um estudo elaborado por alunos de pós-graduação da UFTM, referente a uma de nossas capas de 2017: Linguagem Verbal e não verbal manifestando sentidos: análise da capa da Revista Conexão Literatura - 2017: Clique aqui.

A pontualidade, seriedade e profissionalismo da equipe da Revista Conexão Literatura, permitiram que suas edições chegassem até milhares de internautas por meio das redes sociais Facebook e Instagram, que somam quase 190.000 seguidores. Nossas edições são mensais. Os leitores poderão baixar e ler a revista digital gratuitamente: clique aqui

Fica aqui o nosso agradecimento aos queridos leitores e aos colunistas/colaboradores Elenir Alves, Rafael Botter, Sérgio Simka, Cida Simka, Gian Danton e Mayanna Velame.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Cultura perde Tarcísio Pereira

 

Tarcísio Pereira - Foto divulgação

Livreiro, editor e superintendente da Cepe faleceu em consequência de complicações da Covid-19


Faleceu às 22h dessa segunda-feira (25), aos 73 anos, vítima de complicações da Covid-19, o livreiro, editor e superintendente de Marketing e Vendas da Cepe, Tarcísio Pereira. Internado no Hospital Português, ele lutou intensamente por mais de 60 dias contra a doença. Em consequência da Covid-19, Tarcísio sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC), o que prolongou sua permanência no hospital. O velório acontece das 11h às 15h desta terça-feira (26) no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, município do Grande Recife, onde o corpo será cremado.


Profundamente abalado, o presidente da Cepe, jornalista Ricardo Leitão, destacou a amizade de 50 anos que os unia e a importância de Tarcísio Pereira para a cultura. "Conheço Tarcísio Pereira desde os anos de 1970, quando a Livro 7 ainda era uma pequena livraria em uma galeria da Rua Sete de Setembro. Sua relação com escritores e editoras fez dele uma âncora cultural de Pernambuco. Tinha uma grande preocupação em trazer livros de qualidade do Sudeste do país e sempre teve o cuidado de treinar seus vendedores para que entendessem a importância e a qualidade literária do livro. Não era uma pessoa que apenas vendia livros. Ele os amava e sabia da importância do seu papel na produção literária.  Tarcísio foi único. Em importância, depois dele, ninguém conseguiu cumprir o papel que executou pela  literatura pernambucana. Foi em função desse perfil, de pessoa que conhecia profundamente o meio literário porque amava o que fazia, que eu o convidei para o Conselho Editorial da Cepe e, logo depois, para assumir a Superintendência de Marketing e Vendas. Perdemos todos com a partida de Tarcísio. Um dia triste para os amigos e para a cultura de Pernambuco".


“Ele lutou bravamente, por mais de sessenta dias, como sempre lutou por tudo aquilo em que acreditava - livros, talentos, cultura nordestina. Continuará conquistando amigos com seu sorriso e maneiras gentis, mas desta vez num plano superior”,  disse Joana Carolina Lins Pereira, juíza federal e uma das filhas de Tarcísio.


“Foi uma decisão difícil fazer o velório aberto, sabemos que esta é uma época em que o imperativo é permanecer em casa. Mas como ele não mais era considerado um paciente de Covid, resolvemos que não poderíamos subtrair àqueles que desejarem a oportunidade de, com todas as cautelas do distanciamento social, prestar uma última homenagem, ele era muito querido’, declarou Joana Carolina.


Tarcísio, diz ela, era uma pessoa extremamente generosa. “A pessoa mais generosa que eu conheci. Me proporcionou uma infância muito feliz, recheada de livros, foi incentivador da minha carreira e um avô maravilhoso”, afirmou Joana Carolina. Tarcísio criou a famosa livraria Livro 7 em 1970, no Centro do Recife. Era ponto de encontro de intelectuais e estudantes. A Livro 7 fechou em 2000.


O editor da Cepe, Diogo Guedes, também lamentou a morte de Tarcísio e ressaltou seu inestimável legado para a cultura e para o cenário literário pernambucano. "Tarcísio foi um visionário quando criou a Livro 7, uma livraria que antecipou em décadas o que se tornaria tendência de certo modo. Um livreiro que acreditava no livro, nas conversas, nos encontros como algo essencial para o desenvolvimento da leitura, da literatura. E Tarcísio continuou esse trabalho na Cepe coordenando nosso marketing, sempre com a mesma empolgação, mesmo envolvimento, com a ideia de tornar o livro algo acessível para as pessoas. É uma perda imensa para os pernambucanos. Uma tristeza".


O cartunista, chargista e músico Lailson de Holanda, grande amigo de Tarcísio, também se ressente com o falecimento do livreiro. “É uma perda enorme para as possibilidades futuras da cultura. Tarcísio é um ícone referencial para todo mundo que fez cultura a partir dos anos 70. É um mecenas e um incentivador. Agradeço a presença dele entre nós. Ele deu muito para a arte e a cultura. É uma lenda. Fico feliz de tê-lo conhecido pessoalmente”, declarou Lailson de Holanda.


Triste com a notícia, o poeta Juareiz Correya falou sobre a perda do amigo: “Não tenho palavras sobre a morte de Tarcísio Pereira, o governador dos nossos infinitos 7 livros... Tenho sua lembrança viva, como quem vai daqui a pouco encontrá-lo na Cepe, trabalhando com a

gente, ou na Rua Sete de Setembro, que ele reinventou para a história e a geografia do Recife. Tarcísio está vivo entre nós, leitores, escritores, amantes e curtidores de livros, abertos para sempre na sua presença amiga”.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Grandes nomes da cultura e do cinema nacional lideram os debates na MAX 2020


Segunda-feira (16/11) começa a 5a edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo, que vai até quinta (19/11). Esta edição será totalmente virtual e gratuita e conta com a presença de 50 convidados nacionais e internacionais, entre eles, figuras de destaque como o escritor e ambientalista Ailton Krenak, o diretor e produtor Luis Carlos Barreto e o vice-presidente sênior e gerente geral da ViacomCBS Networks Brasil, Maurício Kotait. Todas as palestras são abertas ao público e os interessados podem se inscrever no site do evento: www.max2020.com.br

Ailton Krenak é muito conhecido em todo o país por seu forte ativismo ambientalista e sua relevante produção literária. Krenak é considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro e acaba de receber o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano. Nesta edição da MAX, ele participa do debate, dia 18 de novembro (quarta-feira) às 14h, sobre o tema “Novo Real – Retratos do Mundo Contemporâneo”. A conversa irá girar em torno dos impactos da pandemia como um ponto de virada e reflexão sobre o papel da humanidade nesse novo contexto mundial.

Outra participação de renome no evento é a do diretor, produtor e empresário Luis Carlos Barreto, um dos nomes mais fortes do cinema nacional. Barreto e sua família acabam de fundar a Amazônika S/A, primeira empresa industrial de produção de animação, voltada exclusivamente a projetos ligados a questões do Meio Ambiente e Políticas de Preservação. Esta é a terceira empresa da família, além da LC Barreto (1963) e Filmes do Equador (1993), que juntas já produziram e coproduziram mais de 100 longas-metragens e 20 séries da televisão. O foco da Amazônika S/A será a produção de filmes de ficção, animações e documentários e seu primeiro projeto é a animação em 3D “Amazônica, a Origem”, sobre a pré-história da floresta.

Sobre sua participação na MAX, Barreto cumprimenta os organizadores pela iniciativa. “Esta conferência, além de ser muito oportuna, é também uma necessidade mais que urgente para termos uma união dos pontos de vista e discutirmos as várias soluções que podemos apresentar para esta crise que se instalou no país. Mais uma das crises cíclicas de tentativas de aniquilar o cinema brasileiro. Não se trata de paranoia, mas sim de uma constatação baseada na realidade do que tem acontecido através dos anos. Então, o que temos que fazer neste momento é exatamente nos reunirmos para trocar ideias e encontrar soluções”.

O diretor é um dos convidados do painel “Propostas ao Setor Audiovisual”, com foco em uma análise do atual momento da indústria. “Do alto dos meus 92 anos de vida e quase 60 de atividades cinematográficas, acho que mesmo as soluções mais radicais devem ser consideradas, como uma forma de esquecer tudo e partir para novas ideias completamente inovadoras. Palavra tão em voga hoje em dia. Precisamos ter ideias novas sobre como prosseguir a marcha de desenvolvimento do cinema brasileiro”, ressalta. O painel será transmitido no dia 18 de novembro (quarta-feira), às 16h30.

Abertura oficial
A abertura da MAX 2020 irá contar com o showcase “ViacomCBS: Produção Brasileira”, na terça-feira (17/11), às 10h. Proprietária dos canais MTV, Comedy Central, Paramount e Nickelodeon, a ViacomCBS vem expandindo sua atuação no mercado brasileiro e a apresentação vai falar das oportunidades para a produção brasileira independente e sobre o que a empresa busca para atender a audiência do amanhã. O painelista é Maurício Kotait, vice-presidente sênior e gerente geral da ViacomCBS Netwoorks Americas Brasil.

Sobre a MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo
A 5ª edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo é realizada pelo Sebrae Minas, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com o objetivo de promover negócios e atividades de capacitação profissional para o incremento da cadeira produtiva do audiovisual.

Desde a sua primeira edição em 2016, a MAX se consolidou como espaço para reflexão e caminho para viabilizar a produção, coprodução e distribuição de projetos. No contexto definido pela Covid-19, o evento reafirma sua vocação e amplia seu alcance, oferecendo mais acesso e abrangência, por meio das possibilidades tecnológicas de interação, sem a necessidade de deslocamento dos participantes. A programação completa e gratuita está no site: www.max2020.com.br

Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX 2020
De 16 a 19 de novembro - totalmente virtual
www.max2020.com.br

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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Como encontrar o amor na cultura geek


Livros, séries e filmes têm abordado cada vez mais a ideia de achar um amor fora da zona de conforto

Uma mulher bem-sucedida, com uma vida considerada boa, que por causa de certas circunstâncias se vê em um ambiente totalmente diferente, onde ela descobre novos valores e, claro, um novo amor. Parece familiar para você? Bom, provavelmente você já assistiu ou leu algo com um enredo como esse, e a verdade é que esse plot está bem na moda. 

Filmes da Netflix recentes abordaram histórias como essas, assim como algumas séries e livros. Protagonistas femininas fortes são sempre uma boa pedida, então separamos uma pequena lista para você de obras com essa temática, que saíram em 2020 e que valem a pena conferir. 

Missão Presente de Natal

O filme estreou semana passada na plataforma de streaming Netflix, e já é um dos queridinhos dos telespectadores. Na trama, Erica (Kat Graham), assessora pessoal de uma deputada, viaja para uma pequena ilha onde deve encontrar uma razão para fechar a base militar da cidade. Andrew (Alexander Ludwig), capitão da Missão Presente de Natal, tentará a todo custo evitar o fechamento da base. 

Pousando no amor

Essa série coreana, também produzida pela Netflix, foi um grande sucesso de views na Coreia do Sul. Um de seus episódios bateu o recorde de audiência no país, e, ainda, a avaliação da crítica sobre a obra foi muito positiva. 

Na história, Yoon Se-ri (Son Ye-jin) é uma fashionista de moda e filha de uma família muito rica, que, por acidente, cai de parapente na zona desmilitarizada entre a Coreia do Sul e a do Norte. Com a ajuda de Ri Jung Hyuk (Hyun Bin), Se-ri se adapta ao local e procura uma forma de voltar ao seu país. 

Horizonte Azul

Livro de Natalia Moreno publicado pelo Grupo Editorial Coerência, Horizonte Azul traz a história de Antonella Collins, uma jovem que possui tudo que poderia querer: é rica, herdeira de uma grande rede hoteleira; vive no conforto da cidade grande e não precisa se preocupar com seu futuro. Em prol de beneficiar os negócios de sua família, desiste de se tornar uma artista e aceita um casamento arranjado.

Contudo, uma visita a seu avô doente acaba se tornando seu maior pesadelo: agora, ela terá de viver no campo e lidar com suas inseguranças e com o surgimento de um novo amor. 

É interessante notar que, nesse tipo de enredo, não apenas vemos o nascimento de um romance, mas também acompanhamos as protagonistas aprenderem novos valores e mudarem sua perspectiva sobre muitos assuntos. Personagens que mudam e evoluem dentro da narrativa são, em geral, bem recebidos pelo público — o que pode ser a razão para as obras do entretenimento estarem apostando nessa trama em específico. 

Você encontra o filme e série citados na plataforma Netflix; já o livro de Natalia Moreno pode ser adquirido através do site da Editora Coerência.

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terça-feira, 16 de junho de 2020

Festival on-line movimenta a cultura de Nova Lima

Artes da Terra incentiva novos talentos no Reverbera Festival será on-line e vai movimentar a cultura de Nova Lima 

Até o próximo dia 30, acontece a 2ª edição do Reverbera - Festival de Inverno da Escola Casa Aristides, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. Por causa da pandemia, a edição será on-line e toda a programação pode ser conferida pelas plataformas digitais da prefeitura da cidade. Serão oferecidas cursos on-line e videoaulas de artes visuais e plásticas, música, literatura e gastronomia. A idade mínima para participar das atividades é 12 anos. 

A Associação de Artesãos de Nova Lima - Artes da Terra irá participar do evento apresentando o vídeo – Qual é o seu dom. A produção tem como objetivo despertar o interesse nos moradores de Nova Lima pela arte e suas diversas vertentes, além de descobrir novos talentos na cidade que podem se juntar aos artistas que já integram a Associação.  

O vídeo produzido pela Associação tem ainda como proposta incentivar as pessoas a colocarem em prática seus talentos, tais como bordado, pintura, costura, tricô, canto. A iniciativa incentiva as pessoas a mostrarem seus dons e fazer com que isso se torne rentável.

Serviço
Reverbera - Festival de Inverno da Escola Casa Aristides
Data: 15 a 30 de junho
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domingo, 7 de junho de 2020

Michelle Franzini Zanin e seus livros


Sou escritora de coração, jornalista de formação. Acredito que livros podem transformar vidas, moldar destinos.
Escrevo desde a infância, não imagino uma existência sem palavras, seria uma existência vazia, sem sentido.
Sou um ser humano como tantos outros, tenho minhas paixões e decepções, em meu íntimo convivo com a alegria e a decepção causada pelas perdas. Inconformista, vejo que o melhor está por vir e busco desesperadamente por esse melhor, um lugar onde o amor impera, onde o egoísmo se esvai. Resumo dizendo que sou um ser pensante e errante.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Michelle Franzini Zanin: Sou escritora por natureza, escrevo desde os sete anos de idade, a escrita me fascina de uma maneira que não sei explicar, por conta dessa paixão resolvi cursar faculdade de jornalismo, publiquei meu primeiro livro quando ainda era adolescente, meu início no meio literário foi algo sutil e natural. Tenho aproximadamente 10 anos de carreira profissional, já participei de muitos projetos voltados à literatura e quero continuar a empreender, tenho muitas histórias a serem contadas que ainda não consegui passar para o papel.

Conexão Literatura: Você é autora dos livros “Poetas e Poemas, Vida, Metáforas, Asseverações e Santa Lúcia: A Pérola do Interior Paulista”. Poderia comentar? 

Michelle Franzini Zanin: Meus projetos publicados são distintos, cada qual com sua essência única. Vida e Metáforas foram meus primeiros livros, ambos de poesia, Asseverações também é um livro de poemas voltado ao público infanto-juvenil. Poetas e poemas é um livro acadêmico escrito em parceria com o querido Marcos Vanderlei, onde exploramos a métrica e a construção da poesia, para isso desconstruindo as mesmas. Santa Lúcia: A pérola do interior paulista é um livro-reportagem retratando a fantástica história do município de Santa Lúcia. Por conta de meus primeiros projetos publicados terem sido voltados a poesia, muitos me definem como poeta, sem saber que outros gêneros literários, a poesia, é somente uma camada, que me despertou para a literatura e me fez ter coragem de explorar outros gêneros textuais.

Conexão Literatura: Você está para lançar um novo livro. Poderia dar mais detalhes?

Michelle Franzini Zanin: Em breve irei lançar um livro reportagem que retrata a história da União Espírita Paschoal Grossi de Araraquara. Esse projeto é muito especial, me fez enxergar a vida de uma maneira diferente, aprendi muito com esse livro e pude conhecer através dele pessoas maravilhosas cuja amizade pretendo carregar comigo ao longo da vida.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em um dos seus livros?  

Michelle Franzini Zanin: Cada livro foi marcante e representou um momento significativo de minha vida, mas para mim o livro Vida, por ser o primogênito sempre será o mais especial, tenho uma tatuagem no pulso em homenagem a esse livro. Destaco um trecho do poema principal da obra, cujo título também é vida:  “O que é a vida afinal?
Para os filósofos é um enigma. Para os espíritas é uma passagem.”

Conexão Literatura: Você também é Presidente da ALUBRA (Academia Luminescência Brasileira: de Ciências, Letras e Artes). Poderia comentar sobre a academia? 

Michelle Franzini Zanin: Infelizmente vivemos em um país onde a cultura é marginalizada, falta investimento e divulgação, pensando em todos que como eu, dedicam suas vidas a cultura brasileira, surgiu a Academia Luminescência Brasileira - ALUBRA - nossos projetos e iniciativas estão voltados ao fomento da cultura brasileira, pois acreditamos que somente a cultura, em conjunto com a educação, será capaz de escrever um Brasil novo, pautado no igualitarismo.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Michelle Franzini Zanin: Divulgo meus trabalhos através das redes sociais, como Facebook e Instagram, nesses meios posso ficar mais próxima de meus leitores, interagindo com os mesmos. Os livros de minha autoria encontram-se disponíveis nas principais livrarias do país. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?  

Michelle Franzini Zanin: Estou constantemente trabalhando, semeando ideias, por isso a criação de novos livros é algo que evidentemente ocorrerá, tenho três trabalhos prontos para publicação, além do livro reportagem que provavelmente sairá até o final do ano, em breve, irei começar dois novos projetos literários.

Perguntas rápidas:

Um livro: Bíblia 
Um (a) autor (a): Machado de Assis
Um ator ou atriz: Meryl Streep
Um filme: Nosso Lar
Um dia especial: Lançamento do livro Vida em 21 de setembro de 2012

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Michelle Franzini Zanin: Agradeço a revista Conexão Literatura pela possibilidade de humildemente divulgar meu trabalho. Acompanho o trabalho de vocês e fico contente pelos autores terem um espaço autêntico e seguro para divulgar seus trabalhos, também agradeço aos leitores da revista que pacientemente leram essa singela entrevista. Muito obrigada!

Visite: http://alubraweb.com.br/site/
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Apoie a Revista Conexão Literatura no "Apoia-se"


FAÇA UM BRASIL DIFERENTE ONDE A NOSSA ÚNICA ARMA SEJA OS LIVROS

Sabemos que não é fácil promover o incentivo à leitura no Brasil, pois falta apoio dos nossos governantes. Um povo que lê mais, certamente terá mais cultura e uma visão diferente de mundo e é isso que estamos fazendo desde junho de 2015, quando tivemos a ideia da criação da Revista Conexão Literatura.

A Revista Conexão Literatura é um periódico (revista) digital, mensal e gratuita para os leitores. Os leitores podem baixar as edições gratuitamente, bastando clicar no link de cada edição, sem burocracia nenhuma. O site da revista: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br é atualizado diariamente com informações relevantes sobre o mercado literário: lançamentos de livros, resenhas literárias, entrevistas com escritores e editores, informações sobre HQs, eventos literários, etc., além da atualização diária da fanpage: http://www.facebook.com/conexaoliteratura. Tudo isso leva tempo, trabalho e dedicação. Por isso pedimos o seu apoio para que esse trabalho continue com força, atingindo cada vez mais leitores. Faça parte desse projeto e seja um apoiador da nossa causa. 

PARA APOIAR E SABER MAIS, ACESSE: https://apoia.se/conexaoliteratura
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Lilia Schwarcz lança o “Canal da Lili” no YouTube

No  último vídeo,  Ana Paula Xongani  é convidada especial  da Lilia Schwarcz para falar sobre moda como uma janela para questões sociais
Os admiradores da antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz, que já tem forte presença no Instagram e Facebook, agora têm um motivo a mais para não desgrudarem das redes sociais. Foi lançado recentemente o “Canal da Lili”, um espaço no YouTube para falar sobre história, cultura, política e atualidade.

Com produção e gerenciamento da Uzumaki Comunicação, agência digital e produtora de filmes, o “Canal da Lili” tem conteúdo semanal abordando assuntos diversos com perspectiva histórica a partir do universo de estudo e pesquisa de Lilia. Os vídeos contemplam desde questões contemporâneas até a análise de pinturas e entrevistas que oferecem contexto para análise da nossa sociedade. 

“Compartilhar o conhecimento é fundamental e eu valorizo muito esse tipo de comunicação.  A história é uma forma especial de entender nosso tempo e de refletir sobre ele. Mergulharemos em nossa história cultural, no legado que temos e o que deixaremos”, destaca a antropóloga e historiadora.

Segundo Newman Costa, Diretor de Audiovisual da Uzumaki Comunicação e do “Canal da Lili”, realizar essa produção é muito gratificante, pois democratizar o conhecimento é fundamental para a sociedade e é um dos pilares da produtora. “Criar com a professora Lili é uma experiência única. Traduzir o linguajar acadêmico para o YouTube não é simples, então, as gravações chegam a durar até 2 horas para cada vídeo com cerca de 4 minutos. Depois vem o trabalho de pesquisa de imagens e na edição a gente ainda acrescenta informações em texto. Fazer parte desse projeto que ajuda a difundir o conhecimento com credibilidade é primordial e faz falta no YouTube brasileiro”, finaliza.

Sobre Lilia  Schwarcz

É antropóloga social, historiadora, professora da Universidade de São Paulo (USP) e Global Scholar em Princeton. É autora de importantes obras, como “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia” e “Lima Barreto, triste visionário”.

Foi curadora de uma série de exposições, entre as quais estão: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias mestiças”, “Histórias da Sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas”. É curadora adjunta do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e colunista no Portal Nexo.
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quinta-feira, 28 de junho de 2018

terça-feira, 12 de junho de 2018

Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abre novos concursos do ProAC na área de Literatura

Editais são voltados para prosa, poesia, ilustração infantil e/ou juvenil, dramaturgia, história em quadrinhos e estímulo à leitura em bibliotecas municipais; prêmios variam de R$ 20 mil a R$ 40 mil, e inscrições devem ser feitas pelo site www.proac.sp.gov.br

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abre inscrições para os editais de Literatura do Programa de Ação Cultural (ProAC). Serão contemplados 54 projetos destinados a Pessoas Físicas e 10 destinados a Pessoas Jurídicas. Os prêmios variam de R$ 20 mil a R$ 40 mil. No mínimo 50% dos selecionados serão proponentes da Grande São Paulo, interior e litoral. As inscrições vão até os dias 04 e 05 de julho, e devem ser feitas pelo site www.proac.sp.gov.br. Os editais completos estão disponíveis no mesmo endereço.

Pessoas Físicas podem enviar seus projetos para criação e publicação em Prosa (07 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada); Poesia (07 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada); Ilustração Infantil e/ou Juvenil (06 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada); Dramaturgia (10 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada) e História em Quadrinhos (14 projetos com prêmios de R$ 40 mil cada). Já Pessoas Jurídicas podem se inscrever no edital de estímulo à leitura em bibliotecas municipais. Serão 10 projetos selecionados com prêmios de R$ 20 mil cada.

Confira o detalhamento e o período de inscrição de cada edital:
Incentivo a projetos de criação e publicação - PROSA
Pessoa Física
07 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada
Inscrições: até 04 de julho
Originais de texto literário de prosa, nos gêneros: coletânea de contos, romance e novela

Incentivo a projetos de criação e publicação - POESIA

Pessoa Física
07 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada
Inscrições: até 04 de julho
Originais de texto literário de poesia. Entende-se como poesia a expressão literária construída de forma a priorizar o ritmo, som e harmonia da linguagem verbal

Incentivo a projetos de criação e publicação - INFANTIL E/OU JUVENIL (ILUSTRADOR)
Pessoa Física
06 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada
Inscrições: até 04 de julho

Incentivo a projetos de criação e publicação - TEXTO DE DRAMATURGIA
Pessoa Física
10 projetos com prêmios de R$ 25 mil cada
Inscrições: 05 de julho
Originais de texto literário de dramaturgia. Entende-se por dramaturgia texto criado para servir de base à montagem de um espetáculo cênico destinado ao público adulto, infantil e/ou juvenil

Incentivo a projetos de criação e publicação - HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Pessoa Física
14 projetos com prêmios de R$ 40 mil cada
Inscrições: 05 de julho
Contempla todas as etapas pertinentes à produção de uma História em Quadrinhos inédita na forma impressa, as quais vão da criação e do desenvolvimento até a finalização e a edição. Corresponde a um romance gráfico cuja história é contada por meio de arte sequencial e a duração é similar à da prosa

Incentivo a projetos de estímulo à leitura em bibliotecas municipais
Pessoa Jurídica
10 projetos com prêmios de R$ 20 mil cada
Inscrições: 05 de julho
Leituras públicas dirigidas; atividades que favoreçam o diálogo da literatura com outros segmentos como teatro, dança, circo, cinema, música e artes visuais; oficinas ministradas por autores ou especialistas sobre temas do universo e criação literária, e contação de histórias.

Inscrições abertas
O ProAC também está com inscrições abertas para os editais de Culturas Populares e Tradicionaise Culturas Negras (até 07 de junho); Manifestações Culturais com Temática LGBT e Saraus Culturais (até 08 de junho); Economia Criativa (até 11 de junho); Culturas Indígenas (até 12 de junho), Hip Hop (até 15 de junho); Museus e Arquivos (até 29 de junho). Além desses, já foram lançados em 2018 concursos nas áreas de Teatro, Dança, Artes Cênicas - público infantil, Festival de Música e Música.

Sobre o ProAC Editais

Desde a sua criação, em 2006, o Programa de Ação Cultural (ProAC) já contemplou mais de 5.400 projetos, em 394 editais, nos mais diversos segmentos, como teatro, dança, artes cênicas, música, circo, festivais, artes visuais, museus e arquivos, cultura e cidadania, literatura, audiovisual e projetos multidisciplinares. O objetivo do ProAC Editais é fomentar e difundir a produção artística em todas as regiões do estado, apoiando financeiramente projetos artísticos.

Para conhecer a programação cultural de todo o estado, acesse o site da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo: www.cultura.sp.gov.br. Acompanhe também nas mídias sociais:
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Instagram: /culturasp
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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Livro "1968: Quando a Terra tremeu"


MEIO SÉCULO DEPOIS, AINDA SENTIMOS OS EFEITOS DO “ANO QUE NÃO TERMINOU”

1968 é um ano-chave para a história mundial e brasileira, repleto de episódios emblemáticos, como o Maio Francês e a Primavera de Praga, na Europa, e a Passeata dos Cem Mil e a imposição do temido AI-5, num Brasil subjugado pelo regime militar. A abordagem do jornalista Roberto Sander neste livro, contudo, não se limita aos acontecimentos políticos que tão profundamente marcaram o período.

O painel de 1968 construído aqui é completamente novo. A narrativa avança mês a mês, tratando dos mais variados assuntos. O leitor é levado ora para a Guerra do Vietnã, ora para a primeira visita ao Brasil de um arredio Mick Jagger; para a África do Sul, em pleno Apartheid, onde acontecia o primeiro transplante de coração bem-sucedido do mundo; para Havana, onde Fidel Castro fazia um expurgo no Partido Comunista cubano; e para as viagens espaciais que preparavam a chegada do homem à Lua.

Em 1968 – Quando a Terra tremeu, Roberto Sander explora histórias saborosas e surpreendentes sobre ciência, moda, comportamento, esporte e cultura em geral, daquele que foi um ano ainda mais complexo, assombroso e sedutor do que se sabe.

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“Tendemos a pensar em 1968 como uma instituição. Deixou de ser um ano – tornou-se uma época, uma era, algo vindo da mitologia. Mas não. 1968 foi um ano como todos os outros, constituído de meses, semanas e dias. A diferença é que, em cada um desses meses, semanas e dias, o mundo estava sendo dividido em antes e depois. Eu devo saber – porque estava lá. E agora revejo tudo neste livro de Roberto Sander.”
Ruy Castro, escritor

“Roberto Sander foi capaz de recriar neste livro o mais febril dos anos: meia oito. Que de meia, aliás, só teve o nome, porque foi muito inteiro, embora aos pedaços. Ele foi a fundo – mas não foi a pique. Manteve o mesmo pique dos livros anteriores, em especial 1964 – o Verão do Golpe. Com a diferença de que aquela foi uma tremenda bad trip.”
Eduardo Bueno, jornalista e escritor

“Nesta volta ao passado, refletimos e compreendemos melhor o Brasil e o mundo em que vivemos. No aniversário de meio século do ano que “não terminou”, o livro de Roberto Sander nos mostra que muitos daqueles dilemas com os quais o Brasil e o mundo se defrontaram ainda nos desafiam.”
Cristina Serra, jornalista

Páginas: 304 • Formato: 16 x 23 cm • Acabamento: Brochura • ISBN: 9788582864371 • Código: 13344 • Área temática: História • Editora Vestígio • Edição: 1 • Mês/Ano de publicação: 04/2018

Para saber adquirir ou saber mais: https://grupoautentica.com.br
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Os Cadernos de Kindzu, do Amok Teatro, estreia em São Paulo

Foto divulgação
Temporada no Rio de Janeiro rendeu à montagem 13 indicações a prêmios (Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural e APTR)

'Os Cadernos de Kindzu' comemora os 20 anos de estrada do Amok, que já montou, nessas duas décadas, uma trilogia sobre a guerra, Shakespeare, se debruçou sobre temas como loucura, ancestralidade, ciganos e o agreste brasileiro.​

O Amok Teatro, fundado em 1998, é um grupo carioca ganhador de alguns dos mais importantes prêmios do teatro brasileiro. Agora, em 2018, traz a São Paulo seu mais recente trabalho, Os Cadernos de Kindzu, para estrear na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo)  dia 1º de fevereiro para curtíssima temporada (até 18 de fevereiro). Com direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt, a nova criação do Amok tem como ponto de partida a obra "Terra Sonâmbula" e o universo do escritor moçambicano, Mia Couto.

O espetáculo conta a trajetória de Kindzu, que parte para uma viagem iniciática a fim de fugir das atrocidades de uma guerra civil. Ao encontrar outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade, o jovem tem a oportunidade de vivenciar novas experiências.
Foto divulgação
"Como o menino Muidinga e o velho Tuahir do livro de Mia Couto, mergulhamos nos doze cadernos que compõem o diário de Kindzu e trilhamos a via das narrativas que revelam a dimensão onírica e mítica da existência, como formas de resistir à violência", declara a diretora Ana Teixeira.

Kindzu é parte de uma trajetória iniciada com "Salina (A Última vértebra)", na qual o grupo investiga as formas narrativas, com inspiração em tradições de matriz africana. Salina e Kindzu trazem duas diferentes visões sobre o continente africano e duas diferentes propostas de linguagem cênica: Enquanto Salina é um mergulho numa África ancestral, Kindzu faz uma incursão numa África pós-colonial.

"O texto de Os Cadernos de Kindzu foi abordado com a abertura de quem busca um diálogo criativo e não uma tradução cênica de uma obra literária. Ao longo desse processo, uma nova narrativa foi se construindo. A trajetória de Kindzu e seus companheiros encontraram uma identidade própria na cena, porém não se afastaram da escrita de Mia Couto, da sua riqueza poética e suas imagens, ancoradas na cultura oral africana", explica Stephane Brodt. 

Passando do conto à ação e da palavra ao canto, o espetáculo propõe uma incursão na guerra de independência do Moçambique, para explorar a natureza humana e a necessidade de reconstruir a vida e a memória. A música, a literatura e o teatro se fundem numa expressão única e indissociável. Com Os Cadernos de Kindzu, o Amok Teatro aborda o fantástico e explora a língua portuguesa, em diferentes sonoridades.

O espetáculo estreou no Rio de Janeiro em 2017 e recebeu 13 indicações aos mais importantes prêmios do teatro: Prêmio Shell de direção (Ana Teixeira e Stephane Brodt), ator (Thiago Catarino), música (Stéphane Brodt e atores), Prêmio Cesgranrio de melhor direção e melhor espetáculo, Prêmio Botequim Cultural de melhor espetáculo, atriz (Graciana Valladares), atriz coadjuvante (Luciana Lopes), autor (Ana Teixeira e Stpehane Brodt pela adaptação do texto) e Prêmio APTR de melhor atriz coadjuvante (Luciana Lopes), de melhor ator coadjuvante (Gustavo Damasceno), melhor ator coadjuvante (Stephane Brodt) e melhor música (Stephane Brodt).

Ainda na passagem do Amok Teatro por São Paulo, a diretora do espetáculo, Ana Teixeira, vai ministrar de 16 a 18 de fevereiro de 2018, a oficina 'Treinamento-Improvisação - Os Caminhos do Ator no Amok Teatro' que propõe um olhar sobre a improvisação no jogo do ator, como um caminho que articula técnica e organicidade. Trata-se de uma prática teatral, onde o corpo do ator não é visto somente como um instrumento atlético, mas também como um reservatório de sensações que determinam as ações, fazendo coincidir interioridade com exterioridade. Uma educação dos meios de expressão do ator que oferece um suporte concreto à sua capacidade de criação.

O Treinamento também tem por objetivo, desenvolver a presença cênica do ator, conhecer e edificar sua individualidade, acessar uma determinada linguagem cênica ou ainda, auxiliar diretores e atores na investigação de processos poético-pedagógicos.

Sobre o Amok Teatro
Dirigido por Ana Teixeira e Stephane Brodt, o Amok Teatro caracteriza-se pela dedicação a um processo contínuo de pesquisa sobre a arte do ator e as possibilidades de encenação. Desde sua fundação em 1998, o grupo tem recebido por seus espetáculos diversos prêmios do teatro nacional e um grande reconhecimento da crítica e do público, sendo considerada hoje, uma das companhias de maior prestígio da cena carioca contemporânea.

Além do Brasil, o Amok vem se destacando na China, onde se apresenta desde 2014, tendo participado de festivais em Pequim, Xangai, Nanquim, Wuhan, Shenzhen, Hangzhou e Yangzhou. Além dos espetáculos, o grupo também compartilha na China a sua experiência pedagógica, tendo já ministrado oficinas na Universidade de Pequim. 

Os processos de criação e formação estão profundamente ligados nos trabalhos do Amok Teatro. A pedagogia responde à necessidade de promover uma dimensão do teatro que não se limita a produção de espetáculos e busca transmitir valores artísticos que não têm como único objetivo os resultados.

FICHA TÉCNICA
OS CADERNOS DE KINDZU é uma criação do AMOK TEATRO, a partir da obra "Terra Sonâmbula" de MIA COUTO.
Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stéphane Brodt
Assistente de direção: Sandra Alencar
Atores: Graciana Valladares (Farida), Gustavo Damasceno (Romão Pinto e Anão Xipoco), Luciana Lopes (Mãe Kindzu, Tia Euzinha e Juliana), ​Sergio Loureiro (Pai Kindzu e Quintinho) Thiago Catarino (Kindzu), Vanessa Dias (Assma, Anão Xipoco e Virgínia) e Stephane Brodt (Surendra)
Luz: Renato Machado
Direção musical: Stéphane Brodt
Música (criação e interpretação): o elenco
Operação de Luz: Maurício Fuziyama
Coordenação administrativa: Eureka Ideias/​Sonia Dantas

SERVIÇO
OS CADERNOS DE KINDZU
Dias: 01, 02, 03, 04, 15, 16, 17 e 18 de fevereiro de 2018
Quinta à domingo, às 19h15
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo - Grande Salão
Duração: 130 min/ Recomendação: 16 anos/ Capacidade: 80 lugares
Informações: 11 3321-4400
GRÁTIS (limitado a um par por pessoa)
Bilheteria: a partir das 9h do dia do evento

OFICINA
Treinamento-Improvisação
Os Caminhos do Ator no Amok Teatro, com a diretora Ana Teixeira
Data:  16 a 18 de fevereiro de 2018
Horário: 14h às 18h
Duração Total: 12 horas
Público: interessados acima de 18 anos
Inscrições: enviar currículo com, no máximo, 10 linhas para o e-mail: oficina@amokteatro.com.br, até o dia 09/02
Capacidade: 22 pessoas
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Mafalda e sua visão aguçada sobre política, saúde, cultura e problemas sociais

Mafalda
Muitos leitores nascidos no final da década de 80 ou 90, provavelmente nunca ouviram falar da personagem Mafalda. Criada em 1962 pelo cartunista argentino Quino, Mafalda era publicada em forma de tiras em jornais. Uma garotinha questionadora e com visão aguçada sobre política, saúde, cultura e problemas sociais. Como curto quadrinhos, Mafalda é a única personagem que mais me agrada no quesito de boas mensagens passadas para o leitor, pois suas historinhas vão muito além do entretenimento, nos faz pensar e refletir sobre o que acontece em nossa volta e ao redor do mundo. E apesar dos vários anos de suas tirinhas, 40 anos ou mais, elas continuam atuais, mostrando que os problemas mundiais permanecem:

Um excelente exemplo é quando Mafalda ouve no rádio a seguinte notícia:
"O Papa fez um chamado à paz"
Crítica e até irônica, Mafalda responde:
"E deu ocupado como sempre, não é?" 

É provavelmente a personagem dos quadrinhos que mais comenta sobre literatura, mas apesar da sua visão crítica, Mafalda tem 7 anos de idade, odeia sopa e adora assistir ao desenho animado Pica Pau. Quino, o criador desta incrível garota, criou outros personagens, inclusive para contracenarem com Mafalda, como Papá, Mamã, Felipe, Manolito, Susanita, Gui, Miguelito e até Liberdade, uma pequena garotinha que veio para mostrar também os problemas de sua época. Burocracia também faz parte dos personagens, uma tartaruguinha que Mafalda ganhou dos seus pais. E o seu nome tem tudo a ver, não é verdade? “Burocracia=Tartaruga=Lentidão”

Mafalda foi descontinuada do jornal logo no início da década de 70, mas Quino continuou promovendo sua personagem, agora com menos frequência. Em 1977, a pedido da ONU, ele volta a ilustrar Mafalda para a Edição Internacional da campanha mundial da Declaração dos Direitos da Criança e ela chegou a estampar um pôster para a UNICEF. Seu reconhecimento e popularidade repercutiram na América Latina e Europa.

INTERESSANTE:
O reconhecimento da personagem foi tão grande que na cidade de Buenos Aires existe uma praça chamada Mafalda.

Para conferir tirinhas da Mafalda, alguns brasileiros aficionados na personagem disponibilizaram um bom material, confira o blog abaixo:
- http://clubedamafalda.blogspot.com.br

E para curtir e saber ainda mais sobre Mafalda, encontrei um livro bacana em promoção, intitulado "A pequena filosofia da Mafalda - Injustiça" (Martins Fontes): Clique aqui. 

Livros e quadrinhos com personagens que questionam problemas sociais e dão soluções com suas visões aguçadas sobre mundo, podem nos fazer enxergar melhor. Procure isso em suas leituras ;)
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A Revista Conexão Literatura apoia o Jornal RelevO

O RelevO é um impresso mensal de cultura editado em Curitiba desde agosto de 2010. Com 24 páginas e tiragem de 4000 exemplares, o periódico circula em 70 cidades do Brasil. A distribuição é gratuita.

Em mais de 90 edições, foram publicados aproximadamente 1200 autores e 150 artistas plásticos, além de fotógrafos e designers. O jornal também publica uma prestação mensal de contas, peças de humor duvidoso e coluna de ombudsman. Ao lado da Folha de S.Paulo e do jornal O Povo, de Fortaleza, são um dos três jornais nacionais a contar com o serviço de ouvidoria do leitor.

Atualmente, o RelevO conta com assinantes espalhados por 17 estados do Brasil, além de assinantes em Portugal, EUA e Venezuela. Cada assinante paga R$ 50 para receber o periódico por 12 edições. No impresso, o jornal é lido por cerca de 12 mil leitores ao mês. Na edição online, são, em média, 10 mil visualizações mensais.

Os anunciantes gastam de R$ 50 a R$ 100 por edição e podem escolher entre um anúncio convencional ou por um anúncio confeccionado por um dos artistas plásticos que colaboram com o jornal regularmente.

Fanpage do Jornal RelevO: https://www.facebook.com/jornal.relevo
Edições online do Jornal RelevO: https://issuu.com/jornalrelevo
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terça-feira, 4 de julho de 2017

A literatura marginal e o papel da mulher no segmento pautam os debates no Itaú Cultural ao longo de julho

Letícia Brito - Foto: Patricia Blason
Ciclo Margens tem curadoria da jornalista Jéssica Balbino e do Núcleo de Audiovisual
e Literatura do instituto; a proposta é dar voz aos escritores e poetas, principalmente mulheres, que produzem a sua arte às bordas do circuito literário

Todas as quartas-feiras do mês de julho, a partir do dia 12, sempre às 19h, o Itaú Cultural promove o Ciclo Margens para discutir a produção literária a partir das periferias brasileiras. Serão três mesas de debate, uma a cada semana, todas com mediação da jornalista Jéssica Balbino, curadora da programação com o Núcleo de Audiovisual e Literatura, e a presença de autores e poetas: Allan Jonnes, Jacira Roque de Oliveira, Janaína Moitinho, Kika Sena, Letícia Brito e Raquel Almeida.

As conversas vão dar voz para pessoas, principalmente mulheres, que escrevem a literatura dita marginal. A programação foi pensada a partir da provocação de pensar na literatura de margem.  Diante de tema tão latente, Jéssica foi convidada para abordar questões referentes à literatura produzida nas periferias do país, já que possui uma reflexão prévia sobre o tema com o seu projeto de mesmo nome, iniciado em 2014 para criar pontes entre a academia e a periferia.

O trabalho da curadora, deriva de seu mestrado em Divulgação Científica e Cultural, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp. Ainda se desmembrou em um blog (www.margens.com.br) para construir a narrativa da pesquisa e reportar assuntos que envolvessem a produção literária das mulheres que vivem nas bordas e nas periferias, um documentário, um livro – em edição – e outros projetos, como cursos e discussões.

Os debates
Com três dias de debate e troca de experiências o ciclo trabalha a história da literatura marginal no país, tanto o produto, quanto o autor da obra. “É um espaço que desenvolve várias atividades no sentido de valorizar a arte produzida nessas periferias”, explica a curadora. “Temos a participação de artistas que são expoentes da literatura, para além do formato tradicional que conhecemos, e vamos falar sobre isso durante o ciclo", destacou Jéssica.

O primeiro encontro acontece na quarta-feira, 12, com o tema Literatura Marginal. A conversa conta com a presença do poeta Allan Jonnes e da escritora Raquel Almeida e procura entender como as pessoas se descobrem escritoras e o que as leva a publicarem, divulgarem e difundirem a literatura em sua comunidade.

Na semana seguinte, dia 19, Jacira Roque de Oliveira, que lançará seu primeiro livro este ano, e a poeta Letícia Brito discorrem sobre o tema Mulheres na literatura marginal/periférica. Partindo do crescimento do número de publicações de livros feitos pelo público feminino, a mesa discute a descoberta da mulher como autora e o que está por trás da publicação.
Encerrando o ciclo, na terceira mesa, O que define uma pessoa como poeta ou escritor?, as poetas Kika Sena e Janaína Moitinho abordam os questionamentos acerca do rótulo de poeta e escritor. 


Raquel Almeida - Foto: Chaia Dechen
Sobre os participantes
Allan Jonnes é poeta, slammer, nascido na cidade de Lagarto (SE), vive em Aracaju e foi vencedor do Slam BNDES na Flupp (2016), no Rio de Janeiro. É um dos organizadores do Sarau Debaixo – que enfrenta repressão e dificuldades para acontecer embaixo de um viaduto - em Aracaju e lançou o livro Pequeno Volume em 2016.

Jacira Roque de Oliveira Autodidata, dona Jacira, como é conhecida, tem 52 anos, boa parte deles vividos na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Trabalha com bordados e se prepara para lançar o primeiro livro neste ano, pela editora Ijumaa. É mãe do rapper Emicida e do empresário e cantor Fióti.

Janaína Moitinho é poeta, educadora e aprendiz. Participa de saraus da cena paulistana, sempre ouvindo e compartilhando. É uma das organizadoras do Slam do Grito. Já publicou zines, participou de várias antologias, entre elas a Senhoras Obscenas.

Jéssica Balbino é jornalista, mestre em comunicação e divulgação cultural pela Unicamp. Criadora do projeto Margens, pesquisadora de hip-hop e literatura. Dirigiu o documentário Pelas Margens, sobre as mulheres na literatura marginal/periférica. Recebeu o prêmio Hip-Hop - Preto Ghóez, pelo livro reportagem Hip-Hop - A Cultura Marginal, concedido pelo Ministério da Cultura (Minc). Atua também como produtora cultural, além de ser especializada em jornalismo literário/digital e comunitário. É repórter correspondente do site El Quinto Elemento, do Uruguai e do site Catraca Livre. É curadora de diferentes projetos no Sesc MG e Sesc SP e também do Encontro de Hip-Hop e Arte da Periferia do Flipoços desde 2009. Jéssica Balbino também é membro da Frente Nacional de Mulheres do Hip-Hop (FNMH2), Hip-Hop Mulher e do coletivo Mjiba.

Kika Sena é poeta e slammer, vive em Brasília (DF) e participou, em 2016, do Slam BNDES na Flupp, no Rio de Janeiro. Transexual e feminista, milita nestas questões e se considera escritora, mesmo antes de ter publicado. Estuda artes cênicas na Universidade Nacional de Brasília (UNB).

Letícia Brito é poeta, mãe, produtora, professora, lésbica e gorda. Idealizou e produz o sarau Pizzarau, no Rio de Janeiro. Co-fundadora da batalha de poetas Tagarela – o maior slam do mundo. Coordenadora de Produção do Poesia de Esquina Itinerante – projeto em parceria com a Agência Redes para a Juventude.

Raquel Almeida é de Pirituba, na zona Norte de São Paulo e desde 2007 realiza o Sarau Elo da Corrente no Bar do Santista. Publicou, com Soniza M.A.Z.O. o livro Duas gerações sobrevivendo no Gueto e, em 2015, o autoral Sagrado Sopro. Ajudou a fundar e participou do coletivo feminino Esperança Garcia, também na zona Norte de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO
Dia 12 de julho (quarta-feira), às 19h
Literatura Marginal
Com: Allan Jones, Raquel Almeida e mediação de Jéssica Balbino
Duração aproximada: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre

Dia 19 de julho (quarta-feira), às 19h
Mulheres na literatura marginal/periférica
Com: Jacira Roque de Oliveira, Letícia Brito e mediação de Jéssica Balbino
Duração aproximada: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre

Dia 26 de julho (quarta-feira), às 19h
Ser ou não ser escritor
Com: Kika Sena, Janaína Moitinho e mediação de Jéssica Balbino
Duração aproximada: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre
 
SERVIÇO:
Dias 12, 19 e 26 de julho de 2017 (quartas-feiras), às 20h
Sala Itaú Cultural (224 lugares)
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)
Interpretação em Libras

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Ar condicionado
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
www.itaucultural.org.br
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www.facebook.com/itaucultural
www.youtube.com/itaucultural
www.flickr.com/itaucultural

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domingo, 11 de junho de 2017

Bibliobicicleta: a bicicleta que leva livros

Não existem limites para incentivar a leitura e quando realmente queremos algo, não existem barreiras. Foi com esse entusiasmo e força de vontade que surgiu a Bibliobicicleta, um projeto de São Francisco (EUA), que usa uma bicicleta para transportar até 100 livros para pessoas que não têm acesso à leitura, uma ideia simples e criativa.

PARA SABER MAIS:
Conheça o site da Bibliobicicleta, acesse: http://bibliobicicleta.com/


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Conceição Evaristo, destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura (Junho/2017)


EDITORIAL

Nossa nova edição de Conexão Literatura destaca Conceição Evaristo, escritora e ativista do movimento negro, destaque da mostra do Itaú Cultural com suas “Escrevivências”. O que é bem interessante é que a escritora era leitora e fã de Carolina de Jesus, outra grande escritora que foi destaque da nossa edição anterior (edição nº 23). Confira a entrevista exclusiva que fiz com a Conceição nas páginas da revista.
Esse mês não trazemos a coluna “Conexão Nerd”, pois em seu lugar colocamos super audiolivros gratuitos. Basta clicar nos links indicados na página 03 da revista para ouvi-los gratuitamente, uma parceria que fizemos com a editora Alyá, que publica seus áudios através da plataforma do site Universidade Falada.
Como sempre, trazemos entrevistas com autores, crônicas, contos e dicas de livros.
Aproveite a nossa edição e compartilhe com os seus amigos.
Mas antes de terminar esse editorial, gostaria de deixar uma mensagem: faça mais pelo próximo. Reclamar é fácil e o que mais vejo hoje são pessoas reclamando nas redes sociais, seja sobre política, aumento dos preços, baixo salário, falta de segurança nas ruas, etc. Mas o que essas pessoas que reclamam tanto fazem pelo próximo? Vivemos em sociedade e devemos pensar no coletivo. Seja um exemplo, comece a fazer boas ações em casa, mostre para os seus filhos ou parentes que uma boa ação pode trazer grandes resultados. Seja um bom aluno(a) em sua escola, respeite os professores e seus colegas, pois esse é o local onde algumas pessoas se sentem reprimidas devido a apelidos e perseguições por causa das diversidades, sejam elas culturais, religiosas ou étnicas. Cuide das mesas e cadeiras das quais você senta todos os dias e pare de reclamar que elas estão quebradas, pois se elas estão assim foi porque algum aluno a quebrou. Trabalhe com honestidade e respeite o seu colega de trabalho, clientes ou funcionários, pois o que mais existe hoje são patrões opressores. Se o horário de entrada de um funcionário é 8h, 8h05 já é motivo para repreendê-lo e humilhá-lo, mas ele não levou em conta que esse mesmo funcionário se desempenha muito bem em suas funções, que ele tem filhos, reside distante do local e depende do transporte público. Se as pessoas fossem mais amigas e compreensivas, seja patrões ou funcionários, professores e alunos, membros de uma família, etc, pode ter certeza que o mundo ao redor de cada um seria bem melhor e mais feliz :)

Forte abraço e até a próxima edição ;)

PARA BAIXAR A REVISTA CONEXÃO LITERATURA, Nº 24: CLIQUE AQUI.


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sesc Pinheiros recebe a temporada paulista de "Ubu Rei", com Marco Nanini


Espetáculo marca o encontro do ator com a Cia. Atores de Laura, o diretor Daniel Herz e Rosi Campos

UBU REI – De 18 de maio a 25 de junho – Sesc Pinheiros (SP)

A partir de 18 de maio, o Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros recebe a temporada de Ubu Rei, texto de Alfred Jarry, com Marco Nanini, e Cia. Atores de Laura, com Rosi Campos como atriz convidada, produção de Fernando Libonati e  direção de Daniel Herz. Com temporada até 25 de junho, as apresentações ocorrem às quintas, sextas e sábados, às 21h, e domingos e feriados, às 18h, com valores entre R$ 15 (credencial plena do Sesc) e R$ 50 (inteira).

Apesar de hoje ser considerado um clássico, o texto de Jarry é um ícone do Teatro Moderno e influenciou movimentos que viriam a seguir, como o Surrealismo, o Dadaísmo e o Teatro do Absurdo. Em um flerte constante com o non-sense, o texto mostra a saga do covarde Pai Ubu, que usurpa a Coroa Real e, ao lado de Mãe Ubu (Rosi), se envolve nas mais diversas situações nesta busca desenfreada e voraz pelo poder.

‘É uma história de voracidade desenfreada, de personagens sem qualquer freio ético ou equilíbrio. A atualidade do texto é tão grande que não precisamos fazer qualquer pontuação sobre isso na montagem’, conta Daniel Herz, que fez algumas leituras com Nanini e a companhia ao longo do último ano e todos foram unânimes ao eleger ‘Ubu Rei’. A peça ganhou tradução e adaptação de Leandro Soares, que também assinou a versão de ‘A Importância de Ser Perfeito’ (2014), dirigida por Herz.

‘Eu vi a montagem de ‘A Importância...’ no Galpão Gamboa [no Rio de Janeiro] e fiquei louco. A partir de então, começamos a nos aproximar e Daniel chegou com uma série de textos, que tivemos tempo de ler e pensar em cada possibilidade de trabalho. Depois de ler ‘Ubu’, ninguém mais teve dúvidas de que seria ele’, lembra Nanini. ‘Poucas vezes, temos a possibilidade de fazer um texto que diz exatamente o que queremos falar neste momento. Tudo se casou perfeitamente’, completa Herz.

UBU REI: UM ANTI-HERÓI COVARDE E DESPUDORADO

Daniel Herz conta que Jarry utilizou muitas referências de Shakespeare em toda a sua obra. No caso de ‘Ubu’ existe a inspiração básica em ‘Macbeth’, com a figura de Lady Macbeth/Mãe Ubu, que induz o marido a conspirar contra o Rei e conquistar o poder. Longe da apolínea poesia shakespeariana, desta vez entram em cena elementos como o grotesco e o absurdo.

Quando estreou, em 10 de dezembro de 1896, o texto chocou a plateia francesa por conta de seus palavrões e da arrojada linguagem cênica, ao quebrar a solenidade e a pompa que dominavam o cenário teatral da época. Sob uma chuva de vaias, o espetáculo fez apenas duas apresentações e saiu de cartaz. Ao longo da vida, Jarry reescreveu a peça, que somente foi reconhecida pela crítica após a sua morte precoce, aos 34 anos.

Anos mais tarde, ‘Ubu Rei’ seria considerado um marco na História do Teatro, tanto por sua estrutura dramatúrgica quanto por seu protagonista. ‘Ele é um anti-herói, o primeiro anti-herói que apareceu nos palcos. Ele é um déspota despudorado, assassino, mentiroso, mas de quem você acaba gostando. É um tipo de personagem que desafia e que gosto muito de visitar’, reflete Nanini.

Para Daniel Herz, o grande desafio da encenação atual é justamente trazer de volta o frescor e a provocação do original. Nesta empreitada, ele contará com uma ficha técnica de peso que inclui Bia Junqueira (cenografia), Antônio Guedes (figurinos) e Beto Bruel (iluminação).

Com produção de Fernando Libonati, a montagem traz ainda a presença de Rosi Campos como atriz convidada. Curiosamente, ela já interpretou o mesmo papel em ‘Ubu, Folias Physicas, Pataphysicas e Musicaes’ (1985), montagem do Teatro do Ornitorrinco para a obra de Jarry, com direção de Cacá Rosset. Outros quatro jovens atores se juntam aos Atores de Laura (Ana Paula Secco, Leandro Castilho, Marcio Fonseca, Paulo Hamilton e Verônica Reis) neste trabalho: Cadu Libonati, Tiago Herz, João Telles e Renato Krueger.

A companhia – que fez uma série de oficinas e aprendeu a tocar diversos instrumentos – é responsável por toda a trilha sonora executada ao vivo. Membro do grupo, Leandro Castilho assina a Trilha Original, a Direção Musical e também está em cena.

SOBRE MARCO NANINI

Com a estreia de ‘Ubu Rei’, Marco Nanini reafirma valores fundamentais em sua trajetória profissional, marcada por um repertório de autores que sempre fugiram do óbvio e pela constante busca por novos caminhos a cada trabalho. Protagonista da anárquica farsa escrita em 1896 por Alfred Jarry, Pai Ubu – um dos primeiros anti-heróis do teatro – vem se juntar a uma vasta galeria de personagens imortalizados por Nanini nas últimas cinco décadas, em sua produtiva carreira teatral, cinematográfica e televisiva.

O currículo de Marco Nanini não deixa dúvidas: estamos diante de um intérprete de exceção. A vastidão de seu repertório de personagens é tão grande quanto a vontade de buscar novos caminhos e novos parceiros artísticos para os seus projetos teatrais.

Entre os autores, ele já emprestou corpo e voz a clássicos de Molière (‘O Burguês Ridículo’), Edward Albee (‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’), Dias Gomes (‘O Bem Amado’) e Arthur Miller (‘A Morte do Caixeiro Viajante’), assim como já se lançou em textos contemporâneos de Nicky Silver (‘Os Solitários’, ‘Pterodátilos’), João Falcão (‘Uma Noite na Lua’), Jô Bilac (‘Beije Minha Lápide’), Gerald Thomas (‘Um Circo de Rins e Fígados’). Trabalhou ainda com textos de Oduvaldo Vianna Filho (‘Mão na Luva’), Augusto Boal (‘O Corsário do Rei’), Mauro Rasi (‘Doce Deleite’) e Flávio Márcio (‘Tiro ao Alvo’).

Desde a década de 1970, passou a produzir os próprios espetáculos e conquistou a autonomia necessária para escolher e desenvolver seus projetos teatrais. Depois de ‘O Mistério de Irma Vap’ (texto de Charles Ludlan e direção de Marília Pêra) – um dos maiores sucessos do teatro brasileiro, com inacreditáveis onze anos em cartaz – ele firmou parceria com o produtor Fernando Libonati e, juntos, criaram a produtora Pequena Central.

Como ator, ele recebeu todos os principais prêmios da cena cultural brasileira. Entre os troféus que acumula, estão os prêmios Molière, Shell, APTR (incluindo Prêmio Especial pelo Conjunto da Obra), APCA, Apetesp, Bravo (Artista do Ano), Mambembe, Sharp, Qualidade Brasil, Quem, Contigo, Ibeu, Governador do Estado e Faz Diferença.

SOBRE A CIA. ATORES DE LAURA

Se as companhias teatrais são cada vez mais raras no Brasil, o que dizer de um grupo que permanece há 25 anos junto e com basicamente a mesma formação por todo este tempo? Fundada em 1992 a partir do encontro de seus integrantes na Casa de Cultura Laura Alvim, a companhia se notabilizou por um trabalho que privilegia a potência de criação do ator.

‘Procuramos estimular sempre a potência de cada um de criar, de poder inventar e sugerir. Só acredito no teatro desta forma democrática, em que o ator não é somente alguém que executa, mas é, fundamentalmente, um criador’, resume Daniel Herz.

Os mais de vinte espetáculos montados refletem a preocupação com a pesquisa de novos autores e temáticas. Entre a produção de textos inéditos e a releitura de autores consagrados, se destacam as versões da companhia para a obra de Nelson Rodrigues (‘Decote’), Molière (‘As Artimanhas de Scapino’) e Shakespeare (‘O Conto do Inverno’).

Recentemente, o grupo liderou as indicações para os principais prêmios teatrais e conquistou elogios da crítica pelas bem-sucedidas montagens de ‘O Pena Carioca’, sobre a obra de Martins Pena.

SOBRE ALFRED JARRY

Alfred Jarry se tornou conhecido não somente pelos textos, mas também por seu excêntrico estilo de vida. Aluno precoce, escreveu com 15 anos de idade a sua primeira obra, ‘Os Poloneses’, cujo principal personagem (Ubu Rei) se transformou em um marco no teatro surrealista.

Dois anos depois, se mudou para Paris, com a intenção de ingressar na Escola Normal Superior, mas não conseguiu passar no exame de admissão. No dia 10 de dezembro de 1896, ‘Ubu Rei’, sua peça mais importante, estreou no teatro. Inicialmente escrita para satirizar o aspecto rude e grosseiro de um professor do universo acadêmico, a peça influenciou decisivamente movimentos artísticos como o Dadaísmo, o Surrealismo e o Teatro do Absurdo, marcando as próximas gerações com sua visão estética vanguardista e sarcástica da nova sociedade burguesa que se iniciava.

Escreveu também poesia simbolista e um romance, ‘O Supermacho’. Foi autor do livro ‘Gestos e Opiniões do Doutor Faustroll, Patafísico’, obra que só foi publicada postumamente. Neste livro, Jarry desenvolveu uma esdrúxula filosofia baseada na superação da metafísica e na desconstrução do real em direção ao absurdo.

Acometido de tuberculose e com a saúde já debilitada pelo uso abusivo de álcool e drogas, Alfred Jarry morreu aos 34 anos e deixou numerosos escritos, no campo da poesia, da crítica, do ensaio e do teatro.

SINOPSE

Pai Ubu lidera uma revolução e assassina o rei Venceslau da Polônia, eliminando também a maior parte da família real. O fantasma do rei morto clama por vingança, o que leva Pai Ubu a começar a matar a população e tomar seu dinheiro para garantir o poder e o trono. O Czar da Rússia declara guerra a Ubu, que parte para enfrentar os invasores russos enquanto sua mulher, a Mãe Ubu, tenta roubar o tesouro da Polônia. Mas a empreitada de Mãe Ubu é frustrada por Bugrelau, o príncipe herdeiro, filho do deposto rei Venceslau da Polônia, que lidera uma revolta popular.

FICHA TÉCNICA

MARCO NANINI em
UBU REI

De ALFRED JARRY. Direção: DANIEL HERZ

Atriz Convidada: ROSI CAMPOS
Com a CIA. ATORES DE LAURA (Ana Paula Secco, Leandro Castilho, Marcio Fonseca, Paulo Hamilton e Verônica Reis), Cadu Libonati, João Telles, Tiago Herz e Renato Krueger.

Produzido por FERNANDO LIBONATI

Tradução e Adaptação: Leandro Soares
Cenografia: Bia Junqueira
Figurinos: Antônio Guedes
Iluminação: Beto Bruel
Direção Musical: Leandro Castilho
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Design Gráfico: Gringo Cardia
Produção: Pequena Central

SERVIÇO

UBU REI
De 18 de maio a 25 de junho.
Quintas, sextas e sábados, às 21h, domingos e feriados, às 18h.
Local: Teatro Paulo Autran | Sesc Pinheiros
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Ingressos: R$ 50,00 (inteira). R$ 25,00 (meia entrada: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 15,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal www.sescsp.org.br a partir de 9/5, às 16h30, e nas bilheterias das unidades do SescSP a partir de 10/5, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.
Obs.: as sessões dos dias 20 e 21/5 integram a programação da Virada Cultural e terão ingressos gratuitos, distribuídos em data a ser divulgada, com limite de dois ingressos por pessoa

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).

Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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