Livros que foram rejeitados pelas editoras - 15 motivos para você autor(a) continuar tentando

Tirando os youtubers famosos, a maioria dos escritores já tiveram seus livros rejeitados por algumas (ou inúmeras) editoras. Eu també...

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domingo, 19 de dezembro de 2021

Editora Diálogos Insubmissos encerra 2021 com estreia no cenário literário com obras que destacam autoras negras nordestinas


 Os livros de estreia da editora "Insubmissão Intelectual de Mulheres Negras Nordestinas" e "Slam Insubmisso" trazem ensaios e poesias de mulheres negras nordestinas. 

A editora Diálogos Insubmissos lançou seus livros de estreia no mercado literário em novembro e dezembro deste ano. O primeiro, "Insubmissão Intelectual de Mulheres Negras Nordestinas", foi publicado em formato físico/impresso e reúne nove ensaios de mulheres negras dos estados do Nordeste, escritos no contexto atual da pandemia da Covid-19. A distribuição é gratuita. O segundo é o e-book "Slam Insubmisso", uma antologia bilíngue que reúne 15 poesias das slamers e poetas Carmen Kemoly (Maranhão), Jessica Preta (Pernambuco) e Van Cerqueira (Bahia). A obra pode ser baixada no site (https://rosalux.org.br/). As duas publicações foram lançadas em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo.

O E-Book Prêmio "Slam Insubmisso": O livro foi editado por Dayse Sacramento e organizado também por Dayse, Ayala Tude e Manoela Barbosa, é bilíngue e traz tradução para o inglês feito por Ayala Tude. "Consideramos que esta é uma forma de ecoar as vozes das poetas para que elas não fiquem contidas nos limites da língua portuguesa entendendo que a língua não deve nos separar, conforme sugere Geri Augusto", escrevem as organizadoras no prefácio do livro. Os poemas trazem à tona algumas questões que permeiam o cotidiano de mulheres pretas nordestinas, desmistificando a ideia de que os conteúdos abordados se referem sempre a violências e preconceitos, apesar dessas temáticas também estarem presentes nos versos. Os poemas falam também sobre o contexto social do Brasil, ainda nesse contexto de pandemia COVID-19. "Algumas poetas, se utilizam do pretuguês de Lélia Gonzalez, expressam suas experiências subjetivas de mulheres negras nordestinas, externam o amor entre sapatonas, discutem sobre a violência de existir num país racista que dizima corpos negros diariamente e invocam as intelectuais-ancestrais brasileiras para orientar os caminhos da insubmissão" (trecho retirado do prefácio).

O livro "Insubmissão Intelectual de Mulheres Negras Nordestinas": Organizado por Dayse Sacramento (doutoranda, professora e editora), pela Manoela Barbosa (doutoranda, pesquisadora e consultora) e Nubia Regina (professora e doutora), "Insubmissão Intelectual de Mulheres Negras Nordestinas" é o primeiro livro a ser lançado pelo projeto no formato impresso, já que a mesma obra foi publicada em E-Book anteriormente. A distribuição será gratuita e uma cota dos exemplares será doada para organizações de mulheres negras e uma escola pública de cada estado indicada pelas autoras do livro. "Nos interessa, com a publicação, romper com os estereótipos regionais e raciais, trazendo para a cena imagens positivadas de pessoas negras, sobretudo de mulheres negras e suas intelectualidades em movimento", explica Dayse Sacramento, idealizadora do Diálogos Insubmissos.


O livro traz nove ensaios que foram escritos em 2020, no contexto da COVID-19, por mulheres negras de vários estados do Nordeste. "As narrativas foram escritas na coexistência entre razão e emoção; objetividade e subjetividade; ativismo e academicismo", explica Núbia Regina no prefácio. São eles: "Pandemia de Covid-19: entre vidas negras e a morte", da baiana Joanice Conceição; "Memória como lugar de origem", da alagoana Kika Sena; "Mulheres negras: tramando resistências e liberdade no Ceará", da cearense Francisca Maria Rodrigues Sena; "Filha, diga o que vê. Sopro ancestral e escrita feminina afro-brasileira", da paraibana Danielle de Luna e Silva; "Nordeste maravilha. Recife: coração cultural do Brasil", da pernambucana Denise ´Ògún Botelho; "A minha história é talvez igual a sua. Viveres de uma mulher negra no Brasil do tempo presente", da piauiense Iraneide Soares da Silva; "Mulheres afro-potiguares: uma experiência de aquilombamento", da potiguar Stéphanie Campos Paiva Moreira; "Tempos de atravessar: eu, mulher negra, movo-me sem cessar", da sergipana Yérsia Souza de Assis e "Futuro possível é a construção de um passado que garante o presente", da maranhense Zica Pires. Assinam o texto de apresentação do livro, Dayse Sacramento e Manoela Barbosa, e o prefácio é de Núbia Regina Moreira. A obra é bilíngue, traduzida para o espanhol pela tradutora Camila Barros.


Sobre Diálogo Insubmissos (DIMN): Plataforma literária de escritoras negras sediada em Salvador/Bahia, que desde 2017 realiza eventos próprios (autogestionados) e participa de eventos literários nacionais e internacionais, com a promoção de debates e atividades que têm como mote a produção literária feminina negra, dialogando com outras linguagens artísticas. O DIMN atua em três importantes eixos: Educação (descentralizar e disseminar autoras negras no sistema educacional brasileiro), Visibilidade (produção e circulação de obras literárias de autoras negras, bem como a aproximação com o público) e Monetização (fortalecimento da premissa do ofício de escrever como um trabalho que deve ser valorizado, remunerado e difundido). O Diálogos Insubmissos esteve presente em uma série de festivais literários do Brasil (FLIP, FLIPELÔ, FLIC, FLICA, FLIGÊ...), além de ter participado de atividades como o Fórum Social Mundial (2018); o Giro pela Vida – AVON (2019);e a Virada Sustentável Salvador (2019) e tantos outros eventos. O projeto conta ainda com um podcast, criado em 2020, e perfis nas redes sociais que impactam mais de 20 mil pessoas no Facebook e Instagram. 


Sobre a Fundação Rosa Luxemburgo: A FRL é uma organização alemã que está presente em 24 países do mundo e que é ligada ao partido Die Linke, que significa a esquerda. No Brasil, há 18 anos desenvolve projetos de apoio e fortalecimento da democracia, dos direitos humanos e da natureza  e de estímulo e circulação do conhecimento crítico. Para isso realiza projetos de parceria com diversas organizações e movimentos do campo progressista da sociedade brasileira. Além disso, também mantém viva e atuante a obra e  legado de Rosa Luxemburgo, polonesa/alemã e importante referência de ação política. Atualmente, a Fundação Rosa Luxemburgo é apoiadora do Diálogos Insubmissos.
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