Conexão Nerd: Teoria da Conspiração, por Ademir Pascale

Cena do filme Teoria da Conspiração POR ADEMIR PASCALE Hoje não irei comentar sobre colecionáveis ou heróis, mas sobre um filme, um li...

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Juca Kfouri lança seu livro, Confesso que Perdi, e realiza debate com convidados no dia 20 de março no Sesc Santo André

Juca Kfouri - Foto: Renato Parada
“Sempre Um Papo” abre 2018 com Juca Kfouri, no Sesc Santo André

O Sempre Um Papo e o Sesc Santo André abrem a programação de 2018 recebendo o jornalista Juca Kfouri, para o debate o lançamento do livro “Confesso que Perdi - Memórias” (Cia das Letras). Em quase cinquenta anos de atuação como jornalista, Juca acompanhou de perto, como observador ou como participante, experiências fundamentais do mundo da política, da cultura e do esporte.

“Futebol e política, política e futebol se misturam como água e sabão, e seria ainda melhor se um e outro fossem mais limpos do que são. Nem por isso o herói do tricampeonato em 1970 é o general Garrastazu Médici; os heróis são Pelé, Tostão e companhia bela”, escreve Juca Kfouri, com agudez e bom humor.

Com o olhar fino do repórter, recorda os desafios de cobrir a Copa de 1982, na Espanha, por telex, com remessas de textos frios e de fotos por avião. A única alternativa ao malote da Varig era apelar para um passageiro prestativo, pedindo a alguém da redação que apanhasse o material na sua chegada. Fax, só na Itália, em 1990, e computador, na Copa de 1994, nos Estados Unidos.

À frente da revista Placar, foi responsável por desvendar e denunciar a chamada Máfia da Loteria Esportiva, bem como por memoráveis capas: uma delas trazia o jogador Sócrates, seu amigo, posando como O pensador, de Rodin. Na Playboy, publicou entrevistas e reportagens singulares, como a que revelou a identidade do desenhista Carlos Zéfiro, segredo que durava mais de trinta anos.

O corintiano Juca, que décadas depois viria a se opor à construção da Arena Corinthians, estava no meio da torcida na noite de 1977 em que seu time quebrou o jejum de mais de vinte anos sem títulos. “Não sei como, mesmo, fui parar no gramado do Morumbi, com uma bandeira na mão, bandeira que não levara ao estádio e não me recordo de ter comprado”, lembra, sem lembrar. É com tal sinceridade que o autor nos oferece estas deliciosas confissões.
Juca Kfouri é jornalista, foi diretor das revistas Placar e Playboy e colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Como comentarista esportivo, passou por várias redes de televisão e atualmente está na ESPN-Brasil e na Rádio CBN. É autor dos livros A Emoção Corinthians (1982), Meninos eu vi (2003) e Por que não desisto (2009).

O Sempre Um Papo deste mês acontece no dia 20 de março, terça-feira, às 20h, no Teatro do Sesc Santo André. Ingressos gratuitos podem ser retirados a partir das 19h na Bilheteria ou Loja Sesc. Recomendação etária a partir de 16 anos.

Sobre o Sempre Um Papo

Criado em 1986 pelo gestor cultural e idealizador do Fliaraxá, Afonso Borges, o “Sempre Um Papo” promove a difusão do livro e seu autor através de lançamentos de livros antecedidos por debates informais. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 5 mil eventos com um público presente estimado em 1,6 milhão de pessoas. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido, aos sábados e domingos, na TV Câmara. Desdobra-se para a série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua sexta edição, distribuído para mais de 6.000 escolas brasileiras, gratuitamente. E no site www.sempreumpapo.com.br, estão disponíveis mais de 300 programas com escritores, além de diversos seminários. Com o programa “Ler Convivendo”, em vigor há 8 anos, adota bibliotecas comunitárias em Minas Gerais ao promover 3 atividades: doação de livros, palestras com escritores e capacitação de voluntários. Há dois anos Afonso Borges conduz, na Rádio CBN Belo Horizonte, o boletim “Mondolivro – o blog sonoro da literatura”.

Sobre o Sesc

O Sesc – Serviço Social do Comércio é uma instituição criada e mantida pelo empresariado do comércio, serviços e turismo, desde 1946, fruto de um projeto cultural e educativo. No Estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 42 unidades, em sua maioria centros culturais e desportivos. Oferece também atividades de turismo social, programas de saúde e de educação ambiental, inclusão digital, programas especiais para crianças e terceira idade, além do pioneiro Mesa Brasil Sesc São Paulo, de combate à fome e ao desperdício de alimentos.  A instituição conta ainda com o Portal Sesc SP, o Sesc TV, as Edições Sesc e o Selo Sesc.

Serviço
Dia 20/03, terça-feira, às 20h
Sempre Um Papo, com Juca Kfouri
Grátis. Ingressos disponíveis a partir das 19h na Bilheteria ou Loja Sesc.
No Teatro.

SESC SANTO ANDRÉ

Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André
Telefone – (11) 4469-1311
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional) |
Outros – R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).
Informações sobre outras programações:
sescsp.org.br/santoandre | facebook.com/SESCSantoAndre
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terça-feira, 25 de julho de 2017

Mulheres debatem 'ser ou não ser escritoras' em ciclo literário no Itaú Cultural

Janaína Moitinho
Transexualidade e diferentes formas de se fazer literatura também estão em pauta no encontro com Kika Sena e Janaína Moitinho; Conversa é mediada por Jéssica Balbino

"Ser ou não ser escritor?!". A pergunta que assombra quem está com a gaveta cheia de escritos é o que move a pauta desta quarta-feira (26) às 19h no Ciclo Margens, que acontece no Itaú Cultural, no centro de São Paulo e recebe como convidadas a poeta Kika Sena, que vive em Brasília (DF) e a poeta e pesquisadora paulista, Janaína Moitinho.

O encontro tem curadoria compartilhada entre o Itaú Cultural e a jornalista Jéssica Balbino, que também vai mediar a conversa. Ter poemas na gaveta é ser poeta? Participar de slams – e propagar a tradição oral – faz de alguém literato? Esta mesa discute o que define uma pessoa como escritor. O tema vai levar para o debate o que torna alguém escritor, se a publicação de um livro, ou outras formas de fazer literatura, como a oralidade, os saraus, os slams e os zines.

"A ideia é trazer para o debate pessoas que fazem diferentes tipos de literatura. A ideia é entender que literatura vai além do grafocentrismo de ter que ter um livro publicado, com registro, ISBN, etc. Não que isso não seja válido e/ou importante, mas existem outras formas bem plurais de se pensar e realizar a literatura", disse Jéssica Balbino.

A escolha das convidadas também revela a multiplicidade dos encontros do ciclo. Kika Sena é poeta e slammer, transsexual,  vive em Brasília (DF) e vai publicar o título "periférica", com prefácio de Amara Moira, ainda neste mês com a padê editorial, uma editora formada por mulheres negras e que prioriza publicar autores negros e LGBTs, com livros feitos de maneira artesanal e sem atender às regras do mercado editorial.  Já Janaína Moitinho é autora de zines, trabalha com educação e atua em diferentes coletivos literários da capital paulista e também do Sul de Minas Gerais, sem nunca ter publicado formalmente.

"É uma preocupação, mas também uma escolha, trazer poetas que fujam do que é usual, do que está na moda,  dos grandes centros. Se vamos discutir literatura periférica, precisamos entender como ela ocorre em diferentes espaços, com pessoas comuns, mas que a fazem de formas que não são usuais. Acho que fomos felizes na montagem desta programação. Tivemos dois encontros e foram riquíssimos. A conversa desta quarta-feira tem tudo para ser bem interessante também", destacou Jéssica Balbino.

Já passaram pelo ciclo Margens os autores Allan Jonnes, que vive em Aracaju (SE) e Raquel Almeida, que é de Pirituba, zona Oeste de São Paulo, bem como Letícia Brito, que vive no Rio de Janeiro (RJ), é poeta, slammer, gorda e vive da venda de zines em diferentes espaços, inclusive nos trens e dona Jacira, que é poeta, faz bordados, planta chás no quintal de casa e luta para ser mulher negra na sociedade.

Conheça as autoras
Janaína Moitinho é poeta, educadora e aprendiz. Participa de saraus da cena paulistana, sempre ouvindo e compartilhando. É uma das organizadoras do Slam do Grito. Publicou zines e participou de várias antologias, entre elas a Senhoras Obscenas. Ainda não publicou.

Kika Sena é poeta, slammer e performer. Vive em Brasília (DF) e participou, em 2016, do Slam BNDES na Festa Literária Internacional das Periferias (Flupp), no Rio de Janeiro. Transexual e feminista, milita nessas questões e se considera escritora, mesmo antes de ter publicado. Estuda artes cênicas na Universidade de Brasília (UnB).

Serviço
O quê: Ciclo Margens
Quando: Quarta-feira (26) às 19h
Onde: Itaú Cultural
Endereço: Avenida Paulista, 149, São Paulo – SP
Informações: bit.ly/ciclomargens
www.margens.com.br


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