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quarta-feira, 13 de abril de 2022

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Autor(a): veja os benefícios do Pacote Divulgação Para Autores e divulgue o seu livro

 


VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:


1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 200 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 12 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 200 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 150,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Autor(a) divulgue o seu livro - Conheça o Pacote Divulgação Para Autores

 

VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:


1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 200 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 12 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 200 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 150,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br
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sábado, 31 de outubro de 2020

Mauro Felippe, autor do livro Palavras Têm vidas, é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura (Novembro/nº 65)


EDITORIAL

Mauro Felippe, autor que vem ganhando notoriedade no meio literário, é destaque da nossa edição. Confira nas páginas da revista um especial que fizemos sobre o seu excelente livro Palavras têm vidas.

Textos interessantes preenchem essas páginas com crônicas, contos e poemas.

O leitor também poderá conferir várias entrevistas com escritores, além de dicas de livros.

Participe da nossa edição de Dezembro, seja com conto, crônica ou poema. Você também poderá divulgar o seu livro ou editora. Saiba como: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!


Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 65: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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domingo, 18 de outubro de 2020

Antônio Ferreira e seus livros

Antônio Ferreira: poeta, letrista, contista e romancista, sendo três obras publicadas fisicamente (Crônicas e Poemas Reflexivos, Entre Dois Mundos e Yasmin e Casim) e outros seis em e-book além desses anteriores físicos e e-books também: Poesias Reflexivas, Poesias na Alma, Serial Killer (romance), Os Tons da Alma (ainda não publicado, mas registrado), Poemas Ilustrados Para Redes Sociais e Malubu[conto] e outros. Participação atualmente em várias revistas digitais de literatura a nível nacional e internacional (seis até agora), jornais de grande circulação e três antologias internacionais: “Vivir en Palabras”, “Viajar conmigo al leerme” e “Ausencia del Presente”; e por último, membro da Academia Piauiense de Poesias.

https://www.instagram.com/poetaantonioferreiraoficial/

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Antônio Ferreira: Sempre fui uma pessoa reflexiva, “filósofa” no ditado popular. Sempre procurei ver as atitudes das pessoas e os porquês delas. Então, era considerado crítico, de opinião forte e diferente do senso comum. Quando descobri as redes sociais como o facebook por volta do ano 2010, comecei a postar mensagens autorais de forma profunda e filosófica (não no sentido epistemológico, embora quando precisasse, eu recorria ao conhecimento epistemológico), mas escrevia no sentido empírico (de experiências que eu vivi ou vi ao meu redor). Confesso que eram apenas desabafos ou alertas que procurava jogar para o mundo. 

Conexão Literatura: Você é autor do e-book “Serial Killer: Um círculo de amor e morte”. Poderia comentar? 

Antônio Ferreira: Esse é um dos meus mais novos livros escritos, pois depois dele já escrevi alguns contos e um livro de poesias. Ele não tem ficha catalográfica, pois está concorrendo ao Prêmio Kindle de Literatura, mas é registrado em locais especializados. Além disso, é um romance que contêm suspense, desenvolvimento de relacionamentos amorosos, traições, maníacos e muitas surpresas até o fim.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu e-book? 

Antônio Ferreira: Minha pesquisa foi mais para dar uma base para as falas e cenas envolvendo as investigações e o clímax dos eventos policiais do livro. Mesmo sendo fantasia, é necessário que as cenas tenham sentidos. Comecei a escrevê-lo no ano passado, mas abandonei-o por estar extremamente cansado, o que tirou totalmente minha inspiração para textos longos; só retornei a reescrevê-lo esse ano.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu e-book?  

Antônio Ferreira: É difícil mencionar um momento específico, mas acho que o desenvolver dos enlaces amorosos e o motivo do assassino cometer os assassinatos, e o desfecho dele são os pontos altos.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira?

Antônio Ferreira: Gostar de ler tanto ficção, como assuntos do dia a dia, é o primeiro passo para você ter o que escrever, isso é claro; mas é necessário você ter sensibilidade para adentrar emocionalmente nas entrelinhas. Se o leitor for frio, nunca conseguirá transmitir sentimentos nos seus escritos.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Antônio Ferreira: Tenho alguns livros em formato físico em mãos, (SERIAL KILLER só está em e-book) e composições em parceria; mas todas minhas obras escritas estão em e-book no link https://antonioferreira.prosaeverso.net/links.php

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Antônio Ferreira: Meu objetivo é continuar a escrever, publicar esses e-books em formato físico também, que a maioria não está, e me desenvolver como romancista, contista, letrista e poeta; continuar a participar de concursos literários, de revistas e sites literários, que são já vários, e poder ter reconhecimento por esses trabalhos nacionalmente.

Perguntas rápidas:

Um livro: Petros e Logus (Augusto Cury)

Um (a) autor (a):  Augusto Cury

Um ator ou atriz: Lima Duarte e Fernanda Montenegro.

Um filme: O Poço

Um dia especial: Lançamento de minhas obras, no ano passado.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Antônio Ferreira: Precisamos julgar o livro não pela capa, mas pelo conteúdo, precisamos conhecer novos autores e autoras, e deixar de venerar artistas pelo nome. Posso não acertar em todas as obras, mas peço ao leitor um coração limpo para se abster de prejulgamentos.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Já está disponível a nova edição da Revista Conexão Literatura - Outubro/nº 64


EDITORIAL

César Dabus, autor do livro A Liga dos Corações Puros - A Chama, é destaque da nossa edição. Confira nas próximas páginas a entrevista exclusiva que fizemos com ele.

Escritores talentosos preenchem essas páginas com crônicas, contos e poemas.

O leitor também poderá conferir várias entrevistas com escritores, além de dicas de livros.

Participe da nossa edição de Novembro, seja com conto, crônica ou poema. Você também poderá divulgar o seu livro ou editora. Saiba como: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!


Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 64: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Serviço completo para escritores na Fábrica de Escritores


A "Fábrica de Escritores" oferece serviço completo para escritores iniciantes ou não, que vai de divulgação de livros/autores até revisão ou ISBN, tudo englobado num único lugar para você não perder tempo, além dos preços serem bem acessíveis.


Saiba mais, acesse: http://fabricadeescritores.blogspot.com/p/dicas.html
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quinta-feira, 22 de março de 2018

Livro "Viver bem é a melhor vingança", de Calvin Tomkins, com tradução de Beatriz Horta

Calvin Tomkins (autoria), Beatriz Horta (tradução)  
 
Nas palavras do jornalista Sérgio Augusto, Calvin Tomkins escreveu “a mais enxuta e gratificante crônica sobre a Paris da Geração Perdida e seu mais glamoroso casal de expatriados, Gerald e Sara Murphy”. Os Murphys chegaram à França após a Primeira Guerra Mundial, época em que uma leva de artistas e intelectuais americanos foram se estabelecer às margens do Sena. O casal vivia cercado de pintores, músicos e escritores. Fitzgerald, seu hóspede mais assíduo, inspirou-se em Gerald e Sara para compor os protagonistas de Suave é a noite. Além dele e de Zelda, as reuniões dos Murphys tinham Cole Porter, Hemingway, Picasso, Léger, Gertrude Stein, Cocteau e Satie entre seus habitués. Ilustrado com fotos do álbum de família dos Murphys, além de uma seleção especial dos quadros pintados por Gerald Murphy, Viver bem é a melhor vingança é uma bela e evocativa memória dos anos loucos em Paris, que transformaram uma geração.

Ficha técnica:
Páginas: 128 • Formato: 14 x 21 cm • Acabamento: Brochura • Título original: Living well is the best revenge • ISBN: 9788551300107 • Código: 12320 • Área temática: Literatura Estrangeira • Autêntica Editora • Edição: 3 • Mês/Ano de publicação: 02/2018 

Fonte: Grupo Autêntica

Site do Grupo Autêntica: https://grupoautentica.com.br
Para adquirir o livro: clique aqui.
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domingo, 4 de fevereiro de 2018

"Os Samurais Alagoanos e a Bambina Paulista: Migrar é Preciso...", é o mais novo livro da autora Maria Gravina Ogata

Sinopse: Os Samurais Alagoanos e a Bambina Paulista: Migrar é Preciso... apresenta um relato em que a família da autora protagoniza inúmeras aventuras migratórias, que tiveram o Brasil como destino. O livro narra a saga dos imigrantes italianos e japoneses que se encontraram na cidade de São Paulo e vêm seguindo seus caminhos juntos, desdobrando-se em várias gerações até a chegada de seus três netos, fruto do melting pot que se tornou o Brasil, decorrente da formação de várias diásporas migratórias em diversos momentos históricos, relacionados com o final do século XIX, todo o século XX e o início do século XXI. A obra passeia confortavelmente pela história, geografia, economia, administração pública, política e pelo direito, de forma muito simples, fazendo com que qualquer pessoa possa se recordar de momentos cruciais da história do Brasil, constatando-se que, de país de imigração, vem se tornando, pouco a pouco, um país de emigração.

Este ensaio não relata a história ?dos outros?. Trata das fronteiras e dos Estados nacionais, cujas funções se encontram em constante transformação no mundo globalizado. Mostra, ainda, a demora na miscigenação dos imigrantes com os brasileiros, a importância do casamento nas famílias de imigrantes, a dificuldade para retornar ao país de origem, a importância da família, a educação como forma de ascensão social e econômica, sem falar da eficiência do Brasil em forjar a sua ?brasilidade?. O livro trata das fronteiras e dos Estados nacionais, cujas funções se encontram em constante transformação no mundo globalizado. Ainda que nos últimos anos as migrações populacionais, em escala mundial, venham sendo tratadas como ameaça à segurança dos Estados nacionais, este ensaio mostra quão positivas têm sido as mudanças de ordem cultural, social e econômica decorrentes de processos migratórios.

Maria Gravina Ogata nasceu em Polignano a Mare, na região da Puglia, na Itália, e migrou para o Brasil com 2 anos de idade. É geógrafa e advogada, com mestrado em Geografia Física e doutorado em Administração Pública. Foi uma das primeiras moradoras da Granja Viana, em Cotia (SP), onde vive atualmente. Morou por 38 anos em Salvador (BA) e fez carreira no setor público, ocupando vários cargos no Governo do Estado da Bahia, nas Secretarias de Planejamento e de Meio Ambiente. Escreveu o livro infantil O amiguinho inesperado, dedicado aos seus netos Leonardo, Tiago e Ayumi, publicado em 2016 pela Reino Editorial.

Serviço:
Título: Os samurais alagoanos e a bambina paulista: migrar é preciso...
Autora: Maria Gravina Ogata
Editora: Scortecci Editora
Ano: 2018
Nº de páginas: 252
Para entrar em contato com a autora, escreva para: mgoconsult@yahoo.com.br
Para adquirir o livro no site da Scoertecci Editora: Clique aqui.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Os Cadernos de Kindzu, do Amok Teatro, estreia em São Paulo

Foto divulgação
Temporada no Rio de Janeiro rendeu à montagem 13 indicações a prêmios (Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural e APTR)

'Os Cadernos de Kindzu' comemora os 20 anos de estrada do Amok, que já montou, nessas duas décadas, uma trilogia sobre a guerra, Shakespeare, se debruçou sobre temas como loucura, ancestralidade, ciganos e o agreste brasileiro.​

O Amok Teatro, fundado em 1998, é um grupo carioca ganhador de alguns dos mais importantes prêmios do teatro brasileiro. Agora, em 2018, traz a São Paulo seu mais recente trabalho, Os Cadernos de Kindzu, para estrear na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo)  dia 1º de fevereiro para curtíssima temporada (até 18 de fevereiro). Com direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt, a nova criação do Amok tem como ponto de partida a obra "Terra Sonâmbula" e o universo do escritor moçambicano, Mia Couto.

O espetáculo conta a trajetória de Kindzu, que parte para uma viagem iniciática a fim de fugir das atrocidades de uma guerra civil. Ao encontrar outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade, o jovem tem a oportunidade de vivenciar novas experiências.
Foto divulgação
"Como o menino Muidinga e o velho Tuahir do livro de Mia Couto, mergulhamos nos doze cadernos que compõem o diário de Kindzu e trilhamos a via das narrativas que revelam a dimensão onírica e mítica da existência, como formas de resistir à violência", declara a diretora Ana Teixeira.

Kindzu é parte de uma trajetória iniciada com "Salina (A Última vértebra)", na qual o grupo investiga as formas narrativas, com inspiração em tradições de matriz africana. Salina e Kindzu trazem duas diferentes visões sobre o continente africano e duas diferentes propostas de linguagem cênica: Enquanto Salina é um mergulho numa África ancestral, Kindzu faz uma incursão numa África pós-colonial.

"O texto de Os Cadernos de Kindzu foi abordado com a abertura de quem busca um diálogo criativo e não uma tradução cênica de uma obra literária. Ao longo desse processo, uma nova narrativa foi se construindo. A trajetória de Kindzu e seus companheiros encontraram uma identidade própria na cena, porém não se afastaram da escrita de Mia Couto, da sua riqueza poética e suas imagens, ancoradas na cultura oral africana", explica Stephane Brodt. 

Passando do conto à ação e da palavra ao canto, o espetáculo propõe uma incursão na guerra de independência do Moçambique, para explorar a natureza humana e a necessidade de reconstruir a vida e a memória. A música, a literatura e o teatro se fundem numa expressão única e indissociável. Com Os Cadernos de Kindzu, o Amok Teatro aborda o fantástico e explora a língua portuguesa, em diferentes sonoridades.

O espetáculo estreou no Rio de Janeiro em 2017 e recebeu 13 indicações aos mais importantes prêmios do teatro: Prêmio Shell de direção (Ana Teixeira e Stephane Brodt), ator (Thiago Catarino), música (Stéphane Brodt e atores), Prêmio Cesgranrio de melhor direção e melhor espetáculo, Prêmio Botequim Cultural de melhor espetáculo, atriz (Graciana Valladares), atriz coadjuvante (Luciana Lopes), autor (Ana Teixeira e Stpehane Brodt pela adaptação do texto) e Prêmio APTR de melhor atriz coadjuvante (Luciana Lopes), de melhor ator coadjuvante (Gustavo Damasceno), melhor ator coadjuvante (Stephane Brodt) e melhor música (Stephane Brodt).

Ainda na passagem do Amok Teatro por São Paulo, a diretora do espetáculo, Ana Teixeira, vai ministrar de 16 a 18 de fevereiro de 2018, a oficina 'Treinamento-Improvisação - Os Caminhos do Ator no Amok Teatro' que propõe um olhar sobre a improvisação no jogo do ator, como um caminho que articula técnica e organicidade. Trata-se de uma prática teatral, onde o corpo do ator não é visto somente como um instrumento atlético, mas também como um reservatório de sensações que determinam as ações, fazendo coincidir interioridade com exterioridade. Uma educação dos meios de expressão do ator que oferece um suporte concreto à sua capacidade de criação.

O Treinamento também tem por objetivo, desenvolver a presença cênica do ator, conhecer e edificar sua individualidade, acessar uma determinada linguagem cênica ou ainda, auxiliar diretores e atores na investigação de processos poético-pedagógicos.

Sobre o Amok Teatro
Dirigido por Ana Teixeira e Stephane Brodt, o Amok Teatro caracteriza-se pela dedicação a um processo contínuo de pesquisa sobre a arte do ator e as possibilidades de encenação. Desde sua fundação em 1998, o grupo tem recebido por seus espetáculos diversos prêmios do teatro nacional e um grande reconhecimento da crítica e do público, sendo considerada hoje, uma das companhias de maior prestígio da cena carioca contemporânea.

Além do Brasil, o Amok vem se destacando na China, onde se apresenta desde 2014, tendo participado de festivais em Pequim, Xangai, Nanquim, Wuhan, Shenzhen, Hangzhou e Yangzhou. Além dos espetáculos, o grupo também compartilha na China a sua experiência pedagógica, tendo já ministrado oficinas na Universidade de Pequim. 

Os processos de criação e formação estão profundamente ligados nos trabalhos do Amok Teatro. A pedagogia responde à necessidade de promover uma dimensão do teatro que não se limita a produção de espetáculos e busca transmitir valores artísticos que não têm como único objetivo os resultados.

FICHA TÉCNICA
OS CADERNOS DE KINDZU é uma criação do AMOK TEATRO, a partir da obra "Terra Sonâmbula" de MIA COUTO.
Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stéphane Brodt
Assistente de direção: Sandra Alencar
Atores: Graciana Valladares (Farida), Gustavo Damasceno (Romão Pinto e Anão Xipoco), Luciana Lopes (Mãe Kindzu, Tia Euzinha e Juliana), ​Sergio Loureiro (Pai Kindzu e Quintinho) Thiago Catarino (Kindzu), Vanessa Dias (Assma, Anão Xipoco e Virgínia) e Stephane Brodt (Surendra)
Luz: Renato Machado
Direção musical: Stéphane Brodt
Música (criação e interpretação): o elenco
Operação de Luz: Maurício Fuziyama
Coordenação administrativa: Eureka Ideias/​Sonia Dantas

SERVIÇO
OS CADERNOS DE KINDZU
Dias: 01, 02, 03, 04, 15, 16, 17 e 18 de fevereiro de 2018
Quinta à domingo, às 19h15
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo - Grande Salão
Duração: 130 min/ Recomendação: 16 anos/ Capacidade: 80 lugares
Informações: 11 3321-4400
GRÁTIS (limitado a um par por pessoa)
Bilheteria: a partir das 9h do dia do evento

OFICINA
Treinamento-Improvisação
Os Caminhos do Ator no Amok Teatro, com a diretora Ana Teixeira
Data:  16 a 18 de fevereiro de 2018
Horário: 14h às 18h
Duração Total: 12 horas
Público: interessados acima de 18 anos
Inscrições: enviar currículo com, no máximo, 10 linhas para o e-mail: oficina@amokteatro.com.br, até o dia 09/02
Capacidade: 22 pessoas
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sábado, 27 de janeiro de 2018

O Livreiro: uma história de amor aos livros

Como uma família que começou alugando 10 livros na sala de casa construiu uma das principais livrarias do Brasil

Sinopse: Impulsionada pela necessidade de complementar a renda da família, Eva Herz – imigrante judia que veio para o Brasil fugindo da perseguição nazista – decidiu investir na compra de alguns best-sellers para alugar a seus compratriotas alemães em São Paulo. A engenhosa iniciativa deu origem, em 1947, à Biblioteca Circulante, que posteriormente se estabeleceria no cenário nacional como Livraria Cultura, marco artístico e cultural da cidade e referência quando o assunto é leitura.

Em O livreiro, Pedro Herz, filho mais velho do casal Eva e Kurt, faz um relato biográfico de como a família se firmou na nova cidade e, mais do que isso, fundou uma das principais livrarias do país. Uma história de empreendedorismo que rendeu a Pedro experiências marcantes – como conhecer o pai de Anne Frank durante os anos em que viveu na Suíça; ter o poeta Vinicius de Moraes autografando o livro Falso mendigo em um engraçado episódio que se deu em 1978; além de vivenciar umas das mais significativas manifestações da sociedade civil brasileira pelo fim do regime militar durante o lançamento, na Livraria Cultura, da obra O que é isso companheiro?.

Um livro inspirador, que apresenta a trajetória admirável do empreendedor cultural Pedro Herz, e vai além, promovendo importantes reflexões sobre o futuro da leitura no Brasil e sobre a história de uma livraria que, nas palavras do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, “só São Paulo faria”.

Pedro Herz
Editorial: Planeta
Número de páginas: 240
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O universo lovecraftiano é revisitado pela Argonautas Editora em "Herdeiros de Dagon"

Sinopse: Depois do sucesso de Ascensão de Cthulhu, o universo lovecraftiano é revisitado pela Argonautas Editora. Em Herdeiros de Dagon, a imaginação de H. P. Lovecraft é expandida sob a ótica de talentosos autores. Seus personagens percorrem cenários sombrios, de atmosfera lúgubre, deparando-se com horrores inomináveis, a degeneração e a loucura inevitável. Leia este tomo se tiver coragem, incauto leitor!

Autores: Gustavo Melo Czekster, Mariana Portella, Duda Falcão, Guilherme da Silva Braga, Marcelo Augusto Galvão, Andrio Santos, A. S. Franskowiak, José Francisco Botelho, Carlos Ferreira e Carlos Silva. Prefácio: Daniel Dutra

Editora: Argonautas / Brochura 12×18 cm / Número de páginas: 116

HERDEIROS DE DAGON
R$ 25,00 – Com o envio incluído! Encomende o seu! argonautaseditora@gmail.com
Site: https://argonautaseditora.wordpress.com
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Livro de Mario Sergio Cortella aborda aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização

Sinopse: Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segunda-feira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida? O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? as principais preocupações com relação ao trabalho.
Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade – a si e ao seu emprego.
O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira mas vive se questionando sobre o presente e o futuro. Recheado de ensinamentos como “Paciência na turbulência, sabedoria na travessia”, é uma obra fundamental para quem sonha com realização profissional sem abrir mão da vida pessoal.

Serviço:
Por que fazemos o que fazemos?
Mario Sergio Cortella
Editorial: Planeta
Tema:
Atualidade
Coleção: Outros
Número de páginas: 174
Site: https://www.planetadelivros.com.br

Mario Sergio Cortella
Filósofo, escritor, com mestrado e doutorado em educação e professor titular da PUC-SP, com docência e pesquisa na pós-graduação em Educação. É professor-convidado da Fundação Dom Cabral. Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991 - 1992), tendo sido antes Assessor Especial e Chefe de Gabinete do prof. Paulo Freire. Comentarista da Rádio CBN nos programas Academia CBN e Escola da Vida. Possui mais de 30 livros publicados.
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Os passos de alguns dos primeiros japoneses a colocarem os pés em solo europeu, em meio às maiores e mais complexas intrigas políticas da época

Sinopse: Embora no início do século XVII o Japão fosse apenas uma ilha isolada no Oriente distante, o país estava prestes a ser envolvido no complexo jogo do comércio mundial, de rotas dominadas pelas grandes nações da Europa.
A fim de estreitar laços com o Ocidente, Rokuemon Hasekura, samurai do baixo escalão do xogunato japonês, é escolhido para se encontrar com o vice-rei da Nova Espanha – atual México – e com o Papa Paulo V. Em sua comitiva, viaja um ambicioso missionário franciscano que almeja negociar com o Ocidente para se tornar o líder de sua ordem no Japão.
Do mesmo autor de Silêncio, livro adaptado ao cinema por Martin Scorsese, Samurai é uma das maiores obras de Shusaku Endo. Baseado em um episódio real, combina com maestria imaginação e uma apurada narrativa histórica.

“Uma ficção histórica com grande significado a muitas culturas, de diversos tempos, e um maravilhoso relato de viagem. Sua ambientação, do norte pantanoso do Japão aos oceanos, tanto do Ocidente quanto do Oriente, atormentados pelas tempestades, passando pela pompa das barrocas Madri e Roma, é extraordinária. Uma obra animada por uma visão rica e completamente espiritual.” - The New York Times Review

O AUTOR
Shusaku Endo
é reconhecido como um dos mais brilhantes romancistas do século XX, SHUSAKU ENDO (1923-1996) nasceu em Tóquio e, aos 12 anos de idade, foi batizado. Alguns anos depois, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, ele decidiu continuar seus estudos no Ocidente, onde acabou conhecendo uma forte discriminação racial e a doença. Isso fez com que colocasse sua fé em dúvida e, antes de voltar para o Japão, foi para a Palestina pesquisar sobre a vida de Jesus Cristo.

Uma viagem que transformou a sua percepção do cristianismo; levando-o à conclusão de que Cristo, ele também, havia conhecido a rejeição. Ao retornar ao Japão, usou essas experiências em suas obras, que passaram a questionar o passado histórico em contraste com o mundo moderno, explorando os dilemas existentes entre Ocidente e Oriente, fé e descrença, tradição e modernidade. Em sua vasta obra, além de O Silêncio podemos destacar Escândalo e O Samurai, que também serão editados pela Planeta.
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Antes de tudo acabar, livro que teve mais de 2 milhões de leituras no Wattpad, é lançado pela Editora Planeta

Mais de 2 milhões de leituras no Wattpad

Sinopse: Rafael nunca foi de se encaixar em padrões. Deslocado e sem muita perspectiva de vida, ele cuida da mãe alcoólatra enquanto precisa lidar com a paixão platônica pela melhor amiga, Anne, e com os percalços causados por um pai ausente. Acostumado desde sempre a fazer tudo com Anne, ele agora tem de aceitar que ela arrumou um namorado... e justo uma das últimas pessoas que ele gostaria de ver com a amiga. Como se não bastasse, ele também precisa se entender com o pai, que resolveu voltar a procurá-lo com uma surpresa: a filha que teve com a amante. E, em meio a esse turbilhão de acontecimentos, chega Kaori, a nova aluna da turma. Com ela, as coisas começam a mudar na vida de Rafael, e o que era só amizade pode acabar se tornando algo mais. Antes de tudo acabar é a história de um garoto que precisa se encontrar e compreender um mundo que se move mais rápido do que ele consegue acompanhar. Um mundo onde amizades são construídas e desfeitas, amores morrem e nascem e caminhos sofrem desvios inesperados.

Mary C. Müller
Editorial: Outro Planeta
Romance contemporâneo | Ficção geral
Número de páginas: 256
Site: https://www.planetadelivros.com.br

Mary C. Müller nasceu em 1988, em Blumenau. Designer gráfica, publicou três livros de forma independente pela plataforma Wattpad. Antes de tudo acabar alcançou o primeiro lugar entre os mais lidos na categoria teen, atingindo 2 milhões de leituras. Possui contos publicados nas coletâneas O outro lado da cidade (Aquário Editorial, 2015), Nós estamos aqui (Editora Draco, 2014) e na quarta edição da Revista Trasgo. Vive em Belo Horizonte com o marido e uma gata caolha que se acha a dona do mundo.
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Resenha: Bolerus, de Vanderley Sampaio

O autor Vanderley Sampaio - Foto divulgação
(*) Marcos Fidêncio

Não há como não estabelecer uma relação entre “Bolero” e “Bolerus”. O primeiro é um gênero musical nascido na Europa e depois trazido para a América, em especial para Cuba, onde se misturou com ritmos africanos. Já o segundo é um besouro. Isso mesmo. Um inseto da ordem dos coleópteros. Qual seria então a provocação do autor com tal título? Fazer o nosso pensamento dançar? Colocar um inseto zunindo na nossa cabeça para remexer os neurônios, rearranjando nossas viciadas sinapses, tão acostumadas ao óbvio? Façamos uma síntese: um besouro atrevido, às vezes irritante e desafiador como o grilo falante de Disney ou a mosca da sopa de Raul, que nos tira da nossa cômoda posição e nos faz encontrar novas formas de fazer o pensamento dançar. Talvez seja isso. E não adianta dedetizar!  Também é inútil dormir, que a dor não passa.

Mas vamos ao livro. Em primeiro lugar, julgo necessário estabelecer aqui uma definição acerca do estilo de cada escritor. Trata-se do modo com que as palavras são escolhidas e dispostas na prosa ou na poesia. É como se o autor tocasse uma música e as palavras dançassem de acordo com o ritmo dos sons produzidos por ele. Às vezes uma dança lenta, às vezes acelerada, grave ou aguda, harmoniosa... E, em alguns momentos, ele pode até emitir acordes dissonantes pelos cinco mil alto-falantes das páginas da sua obra. Senhoras e senhores, ele também pode pôr os olhos grandes sobre o mundo para cantá-lo do seu próprio modo aos leitores!

Na obra "Bolerus", primeira reunião de poemas de Vanderley Sampaio, a trilha sonora é fortemente marcada pelo concretismo. Na maioria dos poemas, com destaque para "Pingos nos is" e "Um espinho", isso fica muito claro e pode ser facilmente comprovado na própria diagramação dos versos. Sampaio se preocupa com a disposição espacial das palavras em alinhamentos geométricos, buscando com extrema competência uma forma para veicular a expressão poética, concentrando suas preocupações na materialidade da palavra, nos seus aspectos sonoro e visual, tal qual fizeram Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari, no final dos anos 50, mandando às favas as métricas e rimas tradicionais. Afinal, nem sempre a adequação tem que ser perfeita ao modo de Bilac. Como já disse Caetano, nem tudo é métrica e rima, às vezes é dor! A dor de romper, como faz Sampaio.

Por isso, "Bolerus" tem um leve cheiro de Tropicalismo na medida em que flexibiliza versos, aproveita espaços em branco como parte da significação, transforma as palavras em objetos, explorando a sonoridade e a visualidade. Mas também é deliciosamente contaminado por um sutil sabor de poesia-práxis ao se preocupar com os aspectos semânticos das palavras, fazendo uso de neologismos, decompondo termos, abrindo a possibilidade de múltiplas leituras, levando em conta a capacidade própria de interpretação de cada leitor.

A predominância de um estilo em que conteúdo e forma se enamoram e brigam ao mesmo tempo em cada um dos versos, nos leva a compreender o porquê da escolha de tal canto. Possivelmente, as influências dos estudos semióticos do autor, formado em jornalismo, são sentidas aí. As leituras de Peirce, Pignatari, Umberto Eco e outros grandes pensadores, durante seu período na Unesp (Universidade Estadual Paulista), onde ele concluiu a sua primeira graduação, dão o tom e a partitura para que o poeta torne seus instrumentos afinadíssimos, o papel e a caneta, notadamente em noites solitárias e inquietas, como ele mesmo revela em alguns textos – “Escuridão”, “Sozinho”, “A noite que traiu as águas” e “Carta à Madrugada”, por exemplo – e embale as palavras com tal maestria.

No poema "Semântica", porém, Sampaio dá mostras de que nem só de “gestalt” vivem seus versos ao nos mandar engolir, tirar, jogar ou privar a palavra se não for semântica, ou seja, caso ela não esteja carregada de significado. A psicologia das formas, também apreendida pelo autor em seus estudos unespianos, sugere ao leitor não se ater apenas ao particular da palavra-objeto, mas também ao todo, à imagem produzida, que muitas vezes redunda em figuras geométricas reveladoras. Por outro lado, cada palavra particular tem o seu valor e não pode ser completamente desprezada.

Prova disso está na página seguinte, em "Termo", poema em que ele demonstra que as palavras não devem ser salpicadas ao modo de um saleiro, sem razão, sem destino ou dose certa. Cada termo precisa ser próprio. "E se lhe parecer impróprio, talvez não tenha sido minucioso o suficiente". Ainda bem que, segundo o poeta, generoso com todos os que se arriscam a cantar sem muito critério, "a insuficiência do termo nem sempre prejudica a noite".

Com relação às indagações acerca da minha análise, como amigo e admirador do autor, eu posso garantir que tive o cuidado de tecê-la com o necessário distanciamento. Meus estudos de sociologia neste momento evocam Bordieu: “os circuitos de consagração social serão tanto mais eficazes quanto maior a distância social do objeto consagrado”. Consagro o trabalho de Sampaio pela qualidade, pelo prazer da leitura, pelo compromisso com a seriedade e porque conheço sua trajetória poética, sempre constante e paralela ao oficio de jornalista, que ele igualmente desempenhou com brilhantismo. A poesia acompanha o autor desde a mais tenra idade e tenho certeza de que esse livro é apenas o primeiro de muitos que ainda virão, afinal, eu sei de uma colônia de bolerus que ainda não voaram para as primeiras páginas. Por enquanto, são apenas ninfas em crescimento... Ou, quem sabe, já estão zunindo na cabeça de um certo poeta.

(*) Marcos Fidêncio é jornalista formado pela Unesp (câmpus de Bauru/SP). Também cursou Ciências Sociais na Unesp (câmpus de Marília/SP) e se especializou em Marketing na Univem (Marília/SP).

Sobre o autor
Vanderley Sampaio nasceu em Garça (SP), no ano de 1972. Começou a escrever poesia na adolescência, quando também mergulhou no teatro como ator amador. Jurando que iria voltar, "pediu um tempo" às artes cênicas, para cursar Jornalismo na Unesp, em Bauru (SP). Descumpriu sua promessa e seguiu a vida sem palcos, atuando como jornalista por nove anos e depois como servidor público. Mudou-se para São Paulo (SP) e formou-se em Direito pela USP. Mas a poesia sempre se manteve presente em sua vida. Alguns de seus poemas foram publicados em jornais, sites e nas redes sociais, especialmente no blog Absurtos.

Ficha Técnica
Título: Bolerus
Autor: Vanderley Sampaio
Editora: Scortecci Editora
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-366-5355-6
Ano: 2017
Formato: 14 x 21 cm - 120 páginas
Gênero: Poesia brasileira
Preço de capa: R$ 35,00
Faixa etária: livre
Onde comprar: www.absurtos.com.br
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

HQ "Rugas", de Paco Roca

Internado num asilo para idosos porque sofre de Alzheimer, Emílio encara a vida comunitária como uma prova difícil de se vencer. Mas ele aceita rapidamente o seu novo ambiente e decide lutar para escapar à decadência que sua doença o levará.

Para o autor, a comunidade do ser-humano lembra uma biblioteca, na qual os livros se empilham em montanhas de papel amarelado, povoadas de sonhos e fantasias.

O desgaste de toda uma vida os cobre de rugas, e alguns veem as letras das suas páginas se apagarem, folha após folha, até ficarem totalmente brancas. Apesar disso as emoções mais intensas sobrevivem, preservadas como um tesouro escondido numa ilha distante.

INFORMAÇÕES
Título original: RUGAS
Roteiro e desenhos: Paco Roca
Adaptação: Leandro Luigi Del Manto
Formato: 20 x 26 cm
Estrutura: 106 páginas coloridas em papel couchê
Acabamento: Capa dura, laminação fosca
Peso: 564 g
Para saber mais: http://devir.com.br/rugas
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domingo, 21 de janeiro de 2018

Eni Allgayer e a Confraria da Tumba 55, por Sérgio Simka e Cida Simka

Eni Allgayer nasceu em Tupanciretã, mas mora em Sapucaia do Sul (Rio Grande do Sul), cidade que lhe concedeu os títulos de “Cidadã Honorária” e “Cidadã Sapucaiense”, entre outras homenagens. Autora de nove livros: três ensaios históricos (Sapucaia do Sul, enfim uma cidade, 1982, História de Sapucaia do Sul, Mercosul Editores, 1992, Escravidão Negros e Índios – Realidade, histórias e mitos, Rigel, 2005), cinco livros infantojuvenis e um livro de contos. Participa do projeto Autor em Sala de Aula e Autor Presente pelo IEL – Instituto Estadual do Livro, realizando encontros com os alunos, para discussão e avaliação de seus livros, além de palestras motivacionais.

ENTREVISTA:

Fale-nos um pouco sobre seus livros.

Bem, adoro história, e, então, procuro colocar sempre uma pitada dos mistérios do passado em minhas histórias. A história pode ser do Brasil ou mesmo universal.

Como é o processo de elaboração das histórias?

Sou bastante observadora e, geralmente, são os fatos que me inspiram.

Quanto tempo demorou para escrever "Confraria da tumba 55"?

“Confraria da tumba 55” ficou dormindo por cerca de cinco anos antes da sua publicação. Tem época que escrevo muito. Posso escrever uma história em uma semana. Depois deixo os livros amadurecendo, para só então serem relidos e revisados.

Qual o motivo que a levou a escrevê-los?

Escrever para mim é uma forma de diálogo com os jovens. Sei o quanto se interessam por mistérios e busco no real a inspiração para o imaginário.

Para você, o que é ser escritor?

Nunca me imaginei escritora, mas uma contadora de histórias. Minha infância foi povoada por histórias contadas pelos mais velhos (avós, pais e agregados), acho que foi por isso que tomei gosto.
 
Como analisa a questão da leitura no Brasil?

 Viver da literatura no Brasil é praticamente impossível, salvo raras exceções. As pessoas em geral leem pouco, e existe pouco investimento dos governos em projetos literários.

Está escrevendo algum livro no momento? Vai dar continuidade aos caçadores de enigmas?

Atualmente estou trabalhando em um romance histórico que a priori denominei de “A barca que atravessa o rio”. Conta a saga de meus antepassados vindos da Alemanha e a questão dos “mukers”, seita criada pela tia de minha bisavó, Jacobina Maurer, que foi morta com seus sectários pelo exército brasileiro.
Quanto aos caçadores de enigmas já tenho dois livros dormindo: um ambientado em Florianópolis e outro em Torres, Rio Grande do Sul.
       
*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2106), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Frei Betto e Elias Fajardo abrem a programação do semestre do Instituto Estação das Letras com aulas grátis para os cariocas


Frei Betto fala, gratuitamente, sobre o Ofício de Escrever na aula inaugural do 1o semestre do IEL (Instituto Estação das Letras), dia 30/01, das 16h às 18h, na Fundação Casa de Rui Barbosa (R. São Clemente, 134, Botafogo).

Um dos principais pontos da análise do religioso é a escrita como missão, sem deixar em segundo plano a necessidade da leitura, da disciplina, e a técnica de grandes autores, como  Shakespeare, Cervantes, T.S. Eliot, Bartolomeu Campos de Queirós, Adélia Prado para cumprir bem esse papel.

Para Frei Betto, Literatura é o avesso da Psicanálise: "quem ocupa o divã é o escritor que convida o leitor a ser seu analista." E, acrescenta: "Escrevo para ser feliz".

 O evento é  aberto a toda a comunidade carioca e dedicado aos alunos do Instituto, que comemora um ano de existência em 2018, desde que a Estação das Letras foi transformada em colegiado. Os participantes deverão inscrever previamente, pelo estacaodasletras@estacaodasletras.com.br, uma crônica impressa, de no máximo,  três mil caracteres com espaço 1,5 entrelinhas. Alguns textos serão escolhidos pelo escritor, que estará à disposição também para autografar seus livros, entre eles Oficio de Escrever, lançado recentemente.

E no dia 3/2, o IEL (Marquês de Abrantes, 177, Flamengo) será sede, das 15h às 17h, de uma aula aberta conduzida por Elias Fajardo, sobre conto e romance, que são abordados na oficina dele "Produzindo seu livro de ficção com vistas a publicação", parte da programação desse primeiro semestre do ano.

Inscrições e informações: 21 3237-3947.
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“Contra todas as probabilidades do amor”, novo lançamento da Faro Editorial, narra uma das fases mais atribuladas da nossa vida: a adolescência, e todas as complicações que ela pode trazer

“Nós rezamos a Santo Antônio de Pádua para pedir três coisas. Que o que foi perdido seja encontrado. Que a alma seja livre. E que a vida seja duradoura”– Lema do Acampamento Pádua

Zander estava odiando a ideia de ir para esse acampamento do outro lado do país. Era a primeira vez que ela saía do Oregon, da sua casa, para ir justamente para esse lugar estranho, com pessoas esquisitas. Ela definitivamente não precisava estar ali, no Acampamento Pádua, o acampamento para jovens desajustados e problemáticos. Ela não era uma “deles”.

A Faro Editorial lança em janeiro “Contra todas as probabilidades do amor”, de Rebekah Crane. A autora apresenta neste livro os dramas de alguns adolescentes que vão muito além de não querer estudar, de responder aos pais, colar nas provas e namorar ou não. A adolescência é uma fase difícil, e ainda mais quando você tem problemas que não pode controlar ou que não sabe como. E o Acampamento Pádua é o lugar para jovens que estão nessa situação.

Garotos e garotas depressivos, com distúrbios alimentares, doenças degenerativas, depressão, compulsões e os que estão ne negação são o público alvo desse acampamento. Um lugar para valorizar a vida e ajudar jovens em situações emocionais complicadas. Ou seja, ninguém ali é muito “normal”, e Zander sabe que ela não pertence a esse lugar.

Ela foi mandada pelos pais para esse acampamento de verão, mas não faz ideia do motivo. Zander não se sente perdida, ela sabe muito bem onde está. E quando se depara com os demais jovens do retiro, ela tem ainda mais certeza disso. Zander não é como Cassie, que toma remédios para emagrecer e não come nada o dia todo. Ou como Hannah que se corta e por isso só usa blusas de mangas longas. Ou como Alex, que é um mentiroso compulsivo. Ou como Katie, que é bulimica. Ou ainda, como o chato do Groover... e, para relaxar nesse hospício, ela fica treinando conjugações de verbos em francês.

Mas Zander estava errada, e o que ela acabou encontrando ali foram grandes amigos e pessoas comuns, apesar de seus traumas e limitações. Adolescentes que queriam se divertir e fazer amizade como qualquer outro jovem. Que queriam burlar regras e testar limites, e que queriam ser aceitos como são. E ela iria descobrir que o amor pode ser encontrado onde menos se espera.

Rebekah Crane consegue de uma forma leve e divertida abordar temas tão profundos e difíceis como bulimia, anorexia, esquizofrenia, compulsões, apatia, suicídio, violência doméstica, abandono, luto, e claro, o primeiro amor. Você pode pensar que se trata de uma história triste. E há partes duras sim, mas, Rebekah consegue mostrar como, na dificuldade, podemos encontrar uma saída. E isso é uma das coisas que faz este livro completamente encantador, divertido e doce, capaz de deixar em você um grande sorriso no rosto.

“Nós só conseguiremos nos encontrar quando admitirmos que estamos perdidos” – Acampamento Pádua

Ficha técnica
Título: Contra todas as probabilidades do amor
Nº de pags: 240
Preço: 34,90

Sobre a autora:
REBEKAH CRANE
é autora de três romances. Ela descobriu sua paixão pela literatura enquanto estudava educação secundária na Universidade de Ohio. Depois de ter dois filhos e ensinar em seis cidades diferentes, ela finalmente se instalou no sopé das Montanhas Rochosas para se dedicar a escrever romances e roteiros.
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