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segunda-feira, 6 de junho de 2022

ENTREVISTA COM ESCRITOR: Ana Elisa Ribeiro e o livro Doida pra escrever, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.
 

Sou uma pessoa que sempre se interessou por leitura e escrita. Com isso, fui me movimentando para conseguir escrever, publicar livros, vê-los zanzarem, o que nem sempre acontece a contento. Isso faz parte também da vida de escritora, o que não quer dizer que seja fácil de lidar. Sou formada em Letras, linguista, área na qual atuo na carreira acadêmica. Embora eu tenha adentrado completamente a área de Letras, a vida docente não é exatamente um lugar tranquilo para ler e escrever. Até hoje isso me soa estranho, mas é assim. Enfrento, então, uma certa batalha para me manter escrevendo; antes, para me manter pensante. Quando o quadro geral não vê valor e importância em certas coisas (não passam de discurso vazio), a sensação é de estar sempre sem ar, tentando não sucumbir. Hoje, sou professora e escritora, minhas atividades principais. Para a Receita Federal, sou apenas professora. 

ENTREVISTA: 

Fale-nos sobre o livro. O que motivou a escrevê-lo? 

O Doida pra escrever é resultado da reunião de dezenas de crônicas inicialmente escritas para o site Digestivo Cultural, onde escrevo desde 2003. Já tinha feito isso antes, duas vezes. O primeiro livro que reuniu minhas crônicas do DC foi o Chicletes, lambidinha, de 2012, que saiu pela Jovens Escribas, de Natal, hoje repaginada, chamada apenas Escribas (todo mundo deixou de ser jovem rsrsrs). Depois, por lá mesmo, publiquei um segundo volume de crônicas, este mais circunscrito ao tema da leitura e da escrita, intitulado Meus segredos com Capitu. Com este último, fui semifinalista do prêmio Portugal Telecom, hoje Oceanos. São dois livros que adoro ter publicado, com uma editora que me deu muita bola, muita força.

Fiquei vários anos sem publicar livros de crônicas, mas não deixei nunca de escrevê-las, e cada vez mais. Nos anos que se seguiram ao Meus segredos, me tornei cronista do Rascunho, da Revista Pessoa e do blog da Relicário. Em 2018, 2019, comecei a pensar em reunir os textos do Digestivo de novo, foi então que comecei a selecionar e preparar o Doida, imediatamente acolhido pela editora Moinhos, que tem feito um belo trabalho. Então, na verdade, não houve uma motivação para escrever um livro, como se faz com um romance ou uma novela, eventualmente algum outro gênero literário que precisa de um tempo compacto. O livro de crônicas se escreve no exercício de meses, anos, às vezes décadas. Elas vão sendo escritas, sob muitas motivações, ainda sem saber se um dia caberão em um livro, com novo tipo de materialidade e circulação. Lá pelas tantas, quando olhamos para trás e vemos um conjunto grande de textos nos jornais, nos blogs, começamos a pensar se elas formam um bloco interessante para um livro, e aí começa o processo de edição. Pode ser que haja quem escreva um livro de crônicas assim, pá!, mas acho difícil quando temos a oportunidade desse exercício vagaroso e do espaço periódico onde publicar. O que me motivou a, novamente, juntar as crônicas e dar a esse conjunto o título Doida pra escrever foi a vontade de dar a elas, então, um corpo outro, um conjunto, nova feição e novo fôlego. 

Que dica poderia fornecer a quem gostaria de escrever uma crônica? 

Dar dicas é difícil porque pode soar como receita, mas se a receita servir, tudo bem também. Se alguém tem vontade de escrever crônicas, acho que pode começar por onde quiser, como quiser, mas entendo que ler cronistas seja um bom exercício de inspiração. Li cronistas, aprendi com eles na escola, depois passei a ler livros de crônicas e a seguir cronistas específicos em jornais. Sempre há suas colunas e seus espaços de publicação que podemos acessar, inclusive quando tomamos consciência de que a crônica é um gênero vivíssimo, circulante, ainda volante porque aparece na imprensa.

Essas leituras nos dão um toque sobre como capturar os temas, os assuntos, como flagrar situações, como guardá-las no bolso até que possamos tratá-las. Também podemos aprender a usar a linguagem para recontar, reconstruir enredos, transformar fatos em miragens, ou o contrário. Descobri, talvez tarde demais, que também existiam cronistas mulheres, mas isso demorou a fazer efeito em mim. Deveríamos tratar disso com mais seriedade.

Vivo anotando frases em pedaços de papel para que sirvam de gatilho para minhas crônicas. É assim que elas surgem, como ideia, geralmente tiradas do dia a dia (ônibus, rua, supermercado, tv, memes, conversas, situações quaisquer). Depois passam pelo meu filtro interior, são tornadas texto e seguem para seus lugares de publicação. Curioso que eu sinta que uma crônica se ajusta melhor a um espaço do que a outro. Por exemplo: as crônicas do Rascunho me vêm para o jornal, não sinto que sirvam para o blog da Relicário. É como se nascessem já direcionadas. E assim vou fazendo.

Quem quer escrever crônicas pode, então, ler mais, observar temas e linguagens, estar de antena ligada, sentir que pode transformar qualquer coisa em texto. Dar graça a isso é que é o pulo do gato. Muitas crônicas são boas porque criam uma camada de linguagem muito legal para algo que pode ser banal. Então é claro que é preciso escrever, escrever sempre, exercitar-se nisso, mesmo que se rasgue ou apague no fim, para sempre recomeçar. 

Link para o livro: 

https://editoramoinhos.com.br/loja/doida-pra-escrever/ 

Outra entrevista com Ana Elisa Ribeiro: 

http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2019/02/ana-elisa-ribeiro-e-o-livro-edicao-e.html 

 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura. 

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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