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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A força da sensibilidade na poesia de Anne Mahin

 

Anne Mahin - Foto divulgação

Escritora retorna aos poemas em seu terceiro livro “Amarelo do Ipê” 

Saudade, solidão, amor, morte e vida são alguns dos temas que viram poesia no novo livro de Anne Mahin, “Amarelo do Ipê”. Lançado neste ano pela editora portuguesa Chiado, o livro é um retorno da escritora à poesia, que estreou em 2018 com seu primeiro livro  “Asas do silêncio”, também lançado pela Chiado, que reuniu poemas e prosas poéticas publicadas na internet, onde já conquistava milhares de leitores.

 

Em “Amarelo do Ipê”, Anne Mahin passeia por versos livres, sonetos e outras formas e mantém sua essência poética cativante, que acompanhamos em seus livros anteriores. No livro, a poeta também homenageia a cidade onde mora, Guarapari, o professor mineiro Rubem Alves, no poema homônimo ao livro, além de se debruçar sobre o próprio fazer poético.

 

Os poemas de “Amarelo do Ipê” trazem o encantamento pelas pequenas coisas com a maestria de uma poeta madura em seu fazer literário. O leitor se sentirá imerso em cada verso.

 

Ficha técnica:

Título: Amarelo do Ipê

Autora: Anne Mahin

Editora: Chiado

Páginas: 300

Links de venda: http://bit.ly/3nrDwHU

http://amzn.to/3gOxDSz

 

Trecho:

“Os dias iguais se repetem,

estendendo as horas

de ausência de vida.

Assim, em perplexidade,

anseio o que sempre tive

e lamento saudade

do que nunca me faltou.

Como não me dei conta

do que realmente importa?

 

Eu, que acordava manhãs,

só agora desperto.”

 

Sobre a autora

Anne Mahin, nascida em Cambuquira, MG, escreve poemas, crônicas e contos. Publicou “Asas do silêncio” (poesia e prosa poética, 2018), “O que se esconde do sol” (contos, 2019) e “Amarelo do Ipê” (poesia, 2020), todos pela Editora Chiado. Seus textos integram várias coletâneas, com publicação no Brasil, em Portugal, em Moçambique e na Suíça. Lecionou Literatura durante dez anos. Atualmente reside em Guarapari (ES), onde também trabalha como Analista II efetiva do Tribunal de Justiça. Mantém no Facebook a página Anne Mahin - prosa e verso e no Instagram @annemahin7.

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Livro aborda perturbações de jovem nascido em meio a enigmas

Beny Benely, da editora Chiado Books, é a primeira obra do pintor Ariel Busquila  

Até que ponto o ser humano pode confiar em sua própria mente? Até que ponto aquilo que só a gente parece ver é real? Beny Beneli, primeira obra do pintor e agora escritor Ariel Busquila, traz a história de um menino que tinha tudo para ter uma vida perfeita, não fossem perturbações que aparecem em seu caminho e a sensação de que vive uma realidade paralela.   

O romance começa com o nascimento do protagonista, conturbado e repleto de mistério. Nas primeiras páginas, já é possível notar o drama que acompanhará toda a narrativa. Que segredo escondem dele? Existe um segredo? O que é loucura ou criação em meio à realidade dos jovens, cercada por festas, drogas e bebidas? A história ainda aborda a relevância que os adolescentes dão ao julgamento alheio. Fora do bar, quem é realmente seu amigo? Em quem confiar? 

Ariel Busquila também traz o dilema de uma mãe, que não quer desistir de um filho que parece já ter desistido de si próprio. A força da mulher é retratada em cada página da obra que prende o leitor do começo ao fim. Uma ficção com temáticas reais e atuais. O que você faria?

O livro conta com ilustrações feitas pelo próprio artista, que tem mais de 100 pinturas em aquarela, 150 obras em acrílico sobre tela, fotos e xilogravuras. As obras estarão expostas na Galeria Plexi, Rua Patizal, 76 - Vila Madalena, de 6 a 12 de abril. No dia 11 de abril, às 16h00, no mesmo local, será o lançamento oficial do romance da editora Chiado Books, com a presença do escritor para autógrafos. 

Sobre o Ariel Busquila 

Formado em Design de Moda pelo Instituto Europeu de Design, Ariel Busquila sempre foi ligado às artes. Começou a ter aulas de pintura aos 11 anos de idade, fez curso de Artes Plásticas no Centro Cultural Castillo Pittamiglio, em Montevidéu, Uruguai, curso de História da Arte com Rodrigo Naves e pós-graduação em Práticas Artísticas na FAAP. Teve a primeira exposição de suas obras aos 20 anos de idade. Ariel aposta em quadros estéticos e não se prende a métodos ou conceitos de um determinado estilo. O pintor acredita que a arte tem o poder de restaurar sentimentos e mexer com a sensibilidade das pessoas. Algumas de suas obras serviram de cenário para séries da Netflix e SBT. 
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terça-feira, 5 de maio de 2020

"O que se esconde do sol", livro dá voz a mulheres muitas vezes silenciadas

Anne Mahin - Foto divulgação
A escritora Anne Mahin conta histórias de mulheres reais com seus dilemas e frustrações

Zenaide, Regina, Greice, Karla, Adélia são algumas das mulheres que contam suas histórias no livro "O que se esconde do Sol" (Editora Chiado - 2019), de Anne Mahin. A obra reúne 17 contos sobre mulheres, baseados em histórias reais, com personagens de diferentes idades e personalidades. "O que se esconde do sol" é um convite à reflexão com enredos contextualizados nas décadas de 1970, 1980 e 1990, marcadas por uma época do analógico e desprovidas de tecnologias digitais como a internet e os smartphones.

Todos os contos são histórias que aconteceram com mulheres em diversas realidades, narrados sem se apegar a estereótipos e preconceitos que cercam o gênero feminino. Os contos foram surgindo a partir de relatos que a escritora ouvia e foi reunindo até chegar no formato do livro, que passeia pela morte, pelo amor, a saudade, o ciúmes, a loucura e todas as escolhas erradas e certas que podem atravessar a vida de uma mulher.

"Por acaso, sem que inicialmente eu tenha me apercebido, os meus três primeiros contos foram baseados em histórias que de fato aconteceram comigo ou com alguém muito próximo a mim. É o caso de "Um guabiju e a raiz do ciúme – Stefânia" (sobre o desespero de uma mãe ao não encontrar a filha). E, nos três, coincidentemente, as mulheres eram protagonistas. Daí a ideia do subtítulo com o nome de cada uma. Depois foi uma consequência quase natural seguir por esse caminho", explica Anne Mahin.

Apesar dos relatos verdadeiros, Anne Mahin trabalha a literatura com contos envolventes em um amálgama de fatos e ficção. Tratando de temas complexos como a violência contra a mulher e a solidão até temas mais cotidianos como os conflitos de relações entre amigas, mãe e filha, avó e neta, questões pouco retratadas pela literatura, ainda majoritariamente masculina.

"Há os que emocionam pelo trágico e os que divertem pelas situações hilárias ou bizarras. É o que posso afirmar tendo como base as mensagens que recebo de leitores de várias regiões do país. Esse retorno, aliás, é muito importante e funciona como um grande incentivo para eu continuar criando", diz Anne Mahin, que confessa que uma das histórias que mais a assombra é "Post Mortem – Adélia" (sobre  uma avó e sua neta que saem para conhecer o mar), pelo motivo de o caso, até hoje, não ter tido uma resolução.

Ficha técnica
Título: O que se esconde do sol
Autora: Anne Mahin
Editora: Chiado
Páginas: 180
Preço: R$ 33,00

Trecho

"Fui até minha tia, que me recebeu como se eu morasse ali a minha vida toda. Não havia emoção, entusiasmo. Muito menos conversa. Esboçava um sorriso curto, nitidamente forçado. O olhar era perdido, triste. Nas mãos, segurava com carinho uma sacolinha branca de algodão, já encardida pelo tempo. Observei seu rosto enrugado, os cabelos brancos. Diante daquela figura – uma senhora cuja existência havia sido desperdiçada por obra da prepotência e arrogância do meu avô, pai dela –, tentei mostrar normalidade..."
(Conto: "Amarga Esperança – Zenaide", pág. 13)

Sobre a autora

Anne Mahin nasceu em Cambuquira, MG. Seus textos já foram publicados em jornais, coletâneas e revistas literárias no Brasil e em Portugal. Graduada em Pedagogia e Letras, com especialização em Literatura, lecionou, durante dez anos, nos ensinos fundamental, médio, superior e em cursos pré-vestibulares. Analista II do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, Anne reside no balneário de Guarapari (Espirito Santo) há 36 anos, tendo sido agraciada com os títulos de Cidadã Guarapariense, em 2004, e Espírito-santense, em 2019. Mantém no Facebook a página Anne Mahin – prosa e verso. É membro da Academia Contemporânea de Letras, SP, e da Academia Guarapariense de Letras e Artes.

Pela Chiado Editora, publicou os livros "Asas do silêncio" (poemas e prosa póetica, 2018) e "O que se esconde do sol" (contos, 2019). "Amarelo do ipê", seu próximo livro de poesias, encontra-se em fase de revisão. Com o compositor paulistano Jorge Orlando Gomes, que já musicou alguns de seus poemas, firmou parceira para o lançamento de um CD. Ainda em 2020 integrará coletâneas a serem lançadas em Moçambique e na Suíça.

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terça-feira, 21 de abril de 2020

O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA: A incrível saga do Quilombo dos Palmares no Novo Mundo


Vivendo em Israel, mas com raízes nordestinas, o autor Jp Santsil narra em seu romance de ficção histórica a incrível saga do Quilombo dos Palmares no Novo Mundo, e a trajetória de vida do seu líder Zumbi dos Palmares desde seu nascimento na N’gola N’janga (como era chamado o quilombo pelos descendentes africanos do antigo Congo), até a sua brutal morte nos sumidouros do atual Estado do Alagoas, assassinado pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho.
A narrativa começa contando a história de um preto velho griot de nome Djeli, descendente dos antigos povos Mandês, os Mandinkas. Esse sábio ancião africano se torna o tutor espiritual e moral do jovem príncipe de Palmares, N’zambi. Quando este retorna ao quilombo após nove anos de sua captura por uma expedição portuguesa que incendiou boa parte desse refúgio dos negros escravizados no Novo Mundo.
O príncipe de Palmares, depois que retorna à N’gola N’janga, resolve viver junto ao preto velho Djeli. Pois sente em seu coração que poderia aprender muito da sua tradição africana, observando e escutando as ações e palavras deste ancião griot. Djeli vê em N’zambi o cumprimento de uma antiga profecia africana segundo a qual de tempos em tempos, no fim e no início de uma nova era, quando uma geração entra em caos, e o povo desta geração está em grande sofrimento e tamanha ignorância do Sagrado e Eterno Contínuo, surge um homem dotado de toda a força, o Grande Guerreiro que é o Filho Daquela Que Mais Brilha. E investe todos os seus esforços preparando o jovem N’zambi para ser esse grande guerreiro libertador.
A saga tem palco no período historicamente conhecido como Brasil Colonial, no Outeiro ou Serra da Barriga na antiga Capitania de Pernambuco, ou Nova Lusitânia, como era chamada pelos colonos portugueses, que compreendia os atuais estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e a porção ocidental da Bahia. E nos conta uma história de amor e luta, esperança e liberdade, e crenças messiânicas em um período trágico da história brasileira.
Está obra retrata os fatos verídicos da época, envolta em uma bela e inteligente ficção imaginativa. Comprovando a sagacidade e habilidade do autor, que provavelmente mergulhou a fundo na história, revivendo e coligando os muitos personagens, ambientes e situações que vão além das paliçadas do Quilombo dos Palmares.
Embasada em sete anos de pesquisa com viagens a Lisboa e Amsterdam e, quatro anos de escrita. A seguinte obra de ficção histórica literária, questiona: O que há de engodo? E, o que há de verdade nessa história? Desmistificando relatos, ou até, mitificando fatos não só da história do Quilombo dos Palmares, seus líderes e oponentes, como, também, revelando segredos e mistérios ocultos da descoberta e fundação do Brasil. Que vai desde a Europa Medieval, a inquisição católica e o aculturamento dos judeus sefarditas em cristãos-novos, e seus movimentos criptojudeus libertários, até a África e os seus muitos originais impérios africanos, desembarcando em terras dos nativos e originais povos das florestas tropicais sul-americanas, classificados pejorica e ignorantemente, como: "índios", pelos cristãos ibéricos europeus. Relatando, também, a colonização espanhola e holandesa, em especial, a Capitania de Pernambuco.
Nenhum outro livro revela a fantasia que virou realidade, e a verdade que se transformou em engodo como este. Sendo um romance de ficção histórica, porém,  preservando 100% dos fatos, assim ditos, verídicos pelos historiadores. Revelando segredos acadêmicos, desmistificando os achismos e impressões dos muitos historiadores, como os seus objetivos e discursos manipulatórios. Também, desmascara a fantasia histórica criada pelos diversos movimentos de ativismo negro, em relação a Palmares e seus líderes, para embasar as suas causas e objetivos. Não procurando agradar nem a grego e, nem a troianos, nem a "pretos" e, nem a "brancos", mas buscando relatar um pouco de verdade histórica, sem manipulações partidárias.
​Incluindo a tudo isso: muita poesia; filosofia; sabedorias práticas, suficientes, sustentáveis e permanentes do cotidiano e da natureza; além de muita cultura, ancestralidade e espiritualidade por parte do protagonista, o preto velho GRIOT, Djeli.
Obra indispensável não só para os brasileiros, como também para aqueles que querem entender esse grande holocausto humano que foi a escravidão nas Américas e seus processos abolicionistas. É também uma divertida forma de se ler a história, sendo romanceada, em que os personagens são vivos, falam e pensam, indo muito mais além dos livros acadêmicos, em que os historiadores relatam apenas ações, cujo esses mesmos personagens não são animados, mas cadáveres expostos nos museus das letras. Sendo, um documento animado, dramatizado e romantizado, sem partido, dando aos personagens emoção e vida.
Se quiserem não tão-somente entender, mas viver o que aconteceu no período colonial português, holandês e espanhol no Brasil, não deixem de ler esta incrível obra com que o autor Jp Santsil presenteou a humanidade, com:
O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA: A incrível saga do Quilombo dos Palmares no Novo Mundo.


Essa Grande Obra que vai lhe surpreender pode ser adquirida aqui:

Site da Chiado Books (frete grátis para todo o Brasil, lembrando que é necessário trocar a moeda de EURO para REAL no ícone vermelho acima): https://www.chiadobooks.com/livraria/o-filho-daquela-que-mais-brilha-a-incrivel-saga-do-quilombo-dos-palmares-no-novo-mundo 







E, para mais informações visite: https://www.jpsantsil.com/

Biografia:
Nasceu em Salvador, capital do Estado da Bahia, tendo se dedicado mais da metade de sua vida a projetos de ativismo social, educacional, cultural e ecológico com crianças e jovens em estado de risco e extrema pobreza nas favelas e comunidades carentes do Brasil e Ecuador. Atualmente vive e é cidadão do Estado de Israel, oriente médio asiático, onde se dedica a projetos ecologicamente sustentáveis, e em particular, numa mesinha de sua casa em sua espiritualidade tenta criar um mundo novo mais ou menos perfeito em sua paixão por escrita e amor a literatura. ​
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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Jp Santisil e o livro “O filho daquela que mais brilha” (Editora Chiado)


Jp Santisil nasceu em Salvador, capital do Estado da Bahia, tendo se dedicado mais da metade de sua vida a projetos de ativismo social, educacional, cultural e ecológico com crianças e jovens em estado de risco e extrema pobreza nas favelas e comunidades carentes do Brasil e Ecuador. Atualmente vive e é cidadão do Estado de Israel, oriente médio asiático, onde se dedica a projetos ecologicamente sustentáveis, e em particular, numa mesinha de sua casa em sua espiritualidade tenta criar um mundo novo mais ou menos perfeito em sua paixão por escrita e amor a literatura. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário

Jp Santsil: Saudações a todos. Tive início na escrita aos 14 anos de idade, quando um casal de poetas foram fazer uma oficina de poesia em minha escola. Participei dessa oficina que durou um mês, resultando numa pequena e simplória antologia em que escrevi o meu primeiro texto criativo. Depois aos 17 anos me tornei cantor de Rap (MC) em que escrevia minhas próprias letras, poesia cantada. Daí, comecei a escrever contos, crônicas até resolver escrever meu primeiro romance de ficção histórica: O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA. Vejo a escrita como a primeira tecnologia de programação da humanidade, em que se perpetuam culturas, religiões, leis e governos ao longo do nosso trajeto histórico civilizatório. E posso compreender o poder que ela tem de perpetuar a história da humanidade, e por isso, fui motivado a escrever.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O filho daquela que mais brilha” (Editora Chiado). Poderia comentar? 

Jp Santsil: Esta obra é fruto de uma vasta pesquisa histórica e sapiência de vida, a qual contém segredos e mistérios tanto acadêmicos, quanto espirituais, base de meus estudos culturais, como um mestiço latino-americano brasileiro e cidadão do mundo. E dos meus estudos espirituais, como ser humano em plena expansão de consciência, nos muitos ensinamentos das culturas africanas, nativo-americanas e do Mediterrâneo asiático e africano. A obra contém não só os muitos ensinamentos dos judeus cabalísticos e Essênios, cristãos gnósticos, europeus alquímicos, ameríndios (andinos, amazonenses e costeiros), como, também é óbvio, as culturas africanas ancestrais dos Yorubas e Mandinkas. E, é claro, toda a cultura dos conhecimentos quilombolas dos afro-brasileiros. Devido ao fato dessa história ser ainda inconveniente para a moderna sociedade brasileira, tive resistências de algumas grandes editoras brasileiras em publicá-la. Porém, ao lançá-la pela Editora Chiado e, por estar disponível no Kindle Amazon, estou obtendo muitas respostas positivas e surpreendentes por parte do público em geral. Eu, praticamente, cresci ouvindo histórias e escutando músicas a respeito do Quilombo e Zumbi dos Palmares. Nasci em Salvador, capital da Bahia, o verdadeiro centro da cultura afro-brasileira. A capital baiana é a cidade com maior número de descendentes de africanos no mundo, seguida por New York, majoritariamente de origem iorubá e congolesa, vindos da Nigéria, Togo, Benim e Gana, Congo e Angola. Depois da ditadura militar (1985), os blocos afros como Ilê Aiyê (1974), o Malê Debalê (1979), Olodum (1979), Muzenza (1981), Cortejo Afro (1998) e o Bankoma (2000) se reergueram na capital baiana, onde as suas maiores inspirações para as letras dos seus enredos foi Palmares e seus heróis. Isso contribuiu muito para minha inspiração desse meu primeiro livro. Reuni todos os fatos históricos, junto a uma bela ficção imaginativa, interligando os muitos personagens históricos da época. Veracidade reunida a fantasia, isso é teoria histórica; retratando que toda história que nos é relatada nas escolas e universidades e nos demais grupos de estudos sobre Palmares não passa de teoria e imaginação dos poucos historiadores que escreveram sobre o caso. Na História não se sabe ao certo quem foi Zumbi, ou Ganga Zumba, ou se esses personagens foram os mesmos. Até porque naquela época Palmares já era uma incógnita, e as poucas informações vieram de alguns bandeirantes e sertanistas que ousaram invadir o Quilombo. Tudo relatado por meio de poucas cartas “um tanto fantasiosas”, para contar os seus feitos e bravuras de guerra. A história real é realmente irreal, engodo e fantasia. Os desafios foram muitos. Desde a construção de um ambiente geográfico, até o desenrolar de toda essa história de que não se tem muitos relatos históricos. Só para se ter uma ideia, ao quebra-cabeça histórico do Quilombo dos Palmares falta 80% de suas peças, das quais 15% são relatos dos bandeirantes, sertanistas e alguns governantes, e o restante, 5%, são alguns “fatos históricos” dentro desses soberbos relatos em que os colonos portugueses auto vangloriavam-se nas suas invasões em Palmares e na captura de alguns de seus líderes. Então, temos 80% de muito engodo e fantasia sobre o Quilombo e seus personagens. Aí é que entra a minha criatividade ao recriar todo um ambiente e mundo, coligando outros personagens históricos, continentes e reinos, e demais situações da época, preenchendo as lacunas desse quebra-cabeça histórico com uma bela e inteligente ficção, e muita espiritualidade por parte de um dos protagonistas o ancião GRIOT Djeli.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Jp Santsil: 7 anos em pesquisa com viagens a Lisboa, a África e Amsterdam. 4 anos de escrita. Em que sempre me questionei profundamente: O que há de engodo? O que há de verdade nessa história? Está obra relata não só a história do Quilombo dos Palmares, seus líderes e oponentes. Revela fatos ocultos da descoberta e fundação do Brasil. Que vai desde a Europa Medieval, a inquisição católica e o aculturamento dos judeus sefarditas em cristãos-novos, e os movimentos criptojudeus libertários até a África e seus originais impérios africanos, desembarcando em terras dos nativos e originais povos das florestas tropicais sul-americanas, classificados como índios pelos cristãos ibéricos europeus. Relata, também, a colonização espanhola e holandesa na Capitania de Pernambuco, que compreendia os atuais estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e a porção ocidental da Bahia. E nos conta uma história de amor e luta, esperança, liberdade e crenças messiânicas em um período trágico da história brasileira. Nenhum outro livro revela a fantasia que virou realidade, e a verdade que se transformou em engodo como este. Esta Obra é um romance de ficção histórica, mas que preserva 100% dos fatos verídicos, revelando segredos académicos, desmistificando os achismos e impressões dos historiadores, seus objetivos e discursos manipulatórios. Também, desmascara a fantasia criada pelos diversos movimentos de ativismo-político negro, em que eliminaram da história a presença de brancos em Palmares, e criaram personagens exóticos para defenderem seus interesses e critérios de gênero. Não agradando nem a grego e, nem a troianos, nem a “pretos” e, nem a “brancos”, mas buscando relatar um pouco de verdade histórica, sem manipulações partidárias de raça e todo o seu conceito. Este livro é um documento animado, dramatizado e romantizado, sem partido, dando aos personagens históricos emoção e vida.


Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Jp Santsil: O livro tem vários momentos especiais, Porém, deixo um trechinho de um dos aprendizados que N’zambi tem com o seu tutor e Guia Espiritual o ancião GRIOT Djeli: “...Djeli, vendo que só deixou o jovem mais atordoado, lhe contou uma parábola:
— Um certo andarilho caminhante se perdeu nos confins de um grande deserto. De muito andar sob o sol escaldante, e já sem suprimentos de água e alimentos, resolveu procurar um lugar com sombra para descansar. Caminhando mais um pouco, ele encontrou uma grande rocha que fazia uma imensa sombra. Ele se acomodou sob essa sombra, se recostando na rocha. Então, ele pensou: “que bom é essa sombra, agora só me faltava uma moringa cheia de água fresca. E nesse mesmo instante em que ainda pensava, plin! Apareceu-lhe uma moringa cheia de água fresca. Sem muito pensar ou questionar, o andarilho sedento apanhou a moringa e saciou a sua enorme sede. Então, ele pensou novamente: Que bom é essa moringa de água fresca, agora só me falta um belo banquete. Enquanto ainda pensava, plin! Surgiu do nada uma mesa repleta de todas as iguarias que ele gostava. Morto de fome e sem muito pensar ou questionar, o andarilho se pôs a comer. Saciado da sede e da fome, o andarilho olhou para a grande rocha e disse consigo mesmo: que benção foi de encontrar essa rocha encantada. E nesse mesmo instante em que pensara a rocha iluminou-se em majestade e encanto. Nisso, quando a grande rocha se iluminou, um bando de corvos atraídos pelo seu brilho pousou sobre ela e começou a grasnar. O andarilho caminhante, vendo isso, se espantou e logo pensou, questionando: “e se essa rocha for um demônio do deserto disfarçado?” E no mesmo instante em que pensava isso, a rocha se transformou num grande e horrível demônio. Quando ele viu aquela figura horrorosa, imediatamente pensou: “maldição! Esse demônio vai me devorar.” E, sem ao menos completar esse pensamento, o demônio o devorou.
Djeli virou-se de frente para N’zambi, olhou profundamente nos seus olhos e lhe perguntou:
— Agora me diga, meu jovem príncipe de Palmares, quem foi que proporcionou a esse andarilho caminhante todas as bênçãos e maldições no decorrer do seu caminho?
— Foi ele mesmo, Djeli. Através dos seus inúmeros pensamentos, interpretações e sentimentos de bem e mal.
— Assim são os nossos pensamentos, desejos e sentimentos de bem ou mal. Livre-se da culpa e do julgamento repentino, meu jovem, e você se livrará também do medo. Pois o medo é a fonte de toda maldade, desgraças, separação e ignorância que insiste em reinar na terra. Se você não matar esse medo que existe dentro de você, ele te matará. Também não se preocupe de não ter entendido completamente as minhas palavras, elas são como sementes férteis que ao seu tempo brotarão.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Jp Santsil: Todas as informações a respeito da obra estão no meu website: https://www.jpsantsil.com e vos deixo o BookTrailer: https://youtu.be/z820YlqkytY 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Jp Santsil: Claro que existe! Porém, uma coisa de cada vez. Agora estou concentrando minhas energias na divulgação do: O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA. Mas a escrita não para... estou participando de antologias, e mantendo uma coluna quinzenal no Portal Literário Ruído Manifesto, em que publico contos e crônicas. E agora com a Quarentena, devido ao Covid-19, a criatividade ganhou tempo para processos.

Perguntas rápidas:

Um livro: Les Misérables (Os Miseráveis)
Um (a) autor (a):  Miguel de Cervantes Saavedra
Um ator ou atriz: Sotigui Kouyaté
Um filme: Dances with Wolves
Um dia especial: 28 de agosto de 1963

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Jp Santsil: Acredito que a ação faz a inspiração, porém, é claro há momentos criativos. Escrever para mim é como um constante fluxo das águas de um rio, que apesar de despojar-se no mar nunca o transborda. Há de ser criativo e expressar criatividade... Aproveitem seus dias de isolamento social, para liberar esse dom divino que há dentro de cada um. CriAtive-se!!!

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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Luiz Fernando Abreu e o livro “Amor, I Love You!” (Editora Chiado)

Luiz Fernando Abreu é carioca da gema e tem 64 anos. Casado, contribuiu para o aumento demográfico do país com 4 filhos.
Mestre em Educação Ambiental, pedagogo e professor de Biologia, Sociologia e Filosofia, também é proprietário da LF Editora, um sonho antigo e realizado em 2012, com a intenção de publicar somente suas obras.
Luiz Fernando conta hoje com 16 livros publicados, principalmente nos gêneros infanto-juvenil, juvenil e para adolescentes, embora também goste de escrever humor. Seu livro Várias Maneiras de Provocar um Ataque de Nervos num Professor (Alunos Caóticos, Professores Neuróticos em e-book) – uma sátira à vida de um professor brasileiro -, tem sido, no gênero, um dos maiores campeões de venda nas últimas bienais.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Luiz Fernando Abreu: Minha loucura pela literatura vem desde pequeno. Romântico, e fazendo da poesia meu instrumento de sedução às namoradas, aos 15 anos, graças à iniciativa de meus pais, publiquei meu primeiro livro – Adolescência Romântica -, de poesias.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Amor, I Love You!” (Editora Chiado). Poderia comentar?

Luiz Fernando Abreu: Em 2016, com recursos captados através do Catarse (financiamento coletivo), lancei Amor, I Love You!, um romance para adolescentes. Acredito que, em virtude de seu sucesso com a sua adoção em diversas escolas, houve o interesse da Chiado publicá-lo em Portugal, Angola e Cabo Verde. 
Com a intenção de fazer do leitor o desejo de ser uma vítima do cupido, destilei todo o meu romantismo nele. E acho que atingi meus objetivos, pois como diz Tony Belotto, dos Titãs, no prefácio: “Sendo um livro para ser lido ao lado da namorada, ele é capaz de colocar água na boca de Romeu e Julieta”; e como define Marisa Monte: “Amor, I Love You! tem tudo para se tornar a maior lenda romântica do século XXI”.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?


Luiz Fernando Abreu: Como cada livro que escrevo tem parte de mim, não foi tão duradoura a produção textual. As pesquisas, sim, me deram um pouco de trabalho, pois, desejando resgatar a romântica e mágica ilha de Paquetá, resolvi ir fundo na sua parte histórica. Mas não durou 3 meses.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Luiz Fernando Abreu: Tenho 4 filhos, e gosto deles igualmente. Tenho 16 livros publicados, e adoro todos eles sem distinção. Amor, I Love You! tem 23 capítulos, cada um escrito com todo a paixão e carinho. Portanto, seria terrível da minha parte dizer que um me sensibiliza mais do que outro. Mas poderia destacar o capítulo 13. Justamente aquele que conta o passeio de Felipo e Maristela à Paquetá.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Luiz Fernando Abreu: Meu site é luizfernandoabreu.com.br. Nele, o leitor poderá encontrar  toda a minha obra comercializada (sinopses e valores), assim como meus contatos. Porém, se desejar um papo mais longo, pode me contatar através de lfeditora@hotmail.com

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Luiz Fernando Abreu: Meus projetos não param. O Milagre de Natal, que já chegou a 9 edições (está publicado inclusive em braile), deverá ter a 10ª edição em Português e Inglês. Além disso, um grupo de pedagogos está avaliando um dos meus livros infanto-juvenis inéditos para futura publicação.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Encontro Marcado, de Fernando Sabino.
Um (a) autor (a): José Mauro de Vasconcelos
Um ator ou atriz: Dustin Hoffman
Um filme: Houve Uma Vez um Verão
Um dia especial: Hoje

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Luiz Fernando Abreu: Meu trabalho com a literatura para crianças e jovens é direcionado para as escolas. Coordenadores, professores e pedagogos que desejarem receber um exemplar para avaliação, basta solicitar pelo e-mail da editora. E, uma vez o(s) livro(s) selecionado(s), assumo o compromisso de ir à escola para um bate papo com a  garotada e autografar seus exemplares.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Resenha - Travestis Brasileiras em Portugal


Título Original: Travestis Brasileiras em Portugal
Autor: Francisco José Silva do Amaral Luís
Editora: Chiado
Páginas: 330
Ano Lançamento: 2018 

O século XXI acentuou a celeridade dos processos globalizantes e a densificação de tecidos urbanos repletos de contrastes. O mundo já não é a preto e branco e o anonimato trouxe consigo a cor sob a forma de diferença, que, enquanto experiência vivida, se tornou comunitariamente possível na cidade. Quebra-se na prática a uni-direccionalidade entre sexo e género ou entre sexo e sexualidade, enfrentando-se esquemas de pensamento enraizados. O paradigma máximo desta autonomia sistémica alcança-se na construção de uma identidade travesti mutante, mutável e instável que acompanha um mundo profusamente povoado por fluxos intensos e interdependências várias. É na sociedade global que as travestis encontram espaço para a vivência transnacional e comunitária das viagens trans. Brasil, europa, cidade, prostituição e migração surgem como fatores chave para a sua disseminação geográfica e identitária. A rua tornou-se a sua nova casa e as outras travestis são agora a sua família. 

Impressões: 

Uma obra que reflete uma interminável indústria do sexo passando por barreiras e até mesmo, países. Francisco J. S. A. Luís traz uma obra que reflete em todos os cantos do Mundo, porém seu foco é entre Brasil e Portugal. Vale lembrar que o livro é fruto de sua tese de doutorado defendido na Universidade Nova Lisboa, em Portugal. 

Na primeira parte, o leitor vai entender o termo “travesti”, do qual o autor faz uma breve, porém profunda explicação sobre, ou seja, nada mais é de homens que se travestem de mulheres, usando acessórios e roupas femininas. 

Já na segunda parte do livro, o leitor vai entender os reais motivos para pessoas se entregarem de corpo e alma no mundo da prostituição, fazendo até mesmo sair de sua terra natal para se aventurar em países completamente desconhecidos. 

O leitor pode até estranhar, pois é uma leitura acadêmica e exige uma atenção maior, por conta dos termos técnicos utilizados em faculdades, mais especificamente em uma tese de doutorado. 

Francisco J. S. A. Luís busca mostrar o impacto social e emocional dessas pessoas que buscam uma “segurança” em outro país, além de preconceitos e discriminações. 

Vale a pena? Sim, mas para aqueles leitores que buscam uma obra de não ficção, além de quebrar os paradigmas e preconceitos perpetuados pela sociedade em geral.


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Andri Carvão e o livro Um sol para cada montanha, por Sérgio Simka e Cida Simka

Fale-nos sobre você.

Nasci em São José do Rio Preto, interior paulista, mas moro em São Paulo desde criança. Cursei Artes Plásticas na Escola Fego Camargo em Taubaté, na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e na EPA – Escola Panamericana de Arte em São Paulo. O desenho foi a minha primeira forma de expressão artística. Mas aos treze anos, por influência familiar, por conta do projeto do ônibus biblioteca no bairro e também da biblioteca do colégio, as palavras passaram a invadir, ou melhor, a ocupar os meus desenhos, até que tomaram todo o espaço na folha.
Durante o processo da produção de mais de 400 poemas, entre os 15 e os 21 anos, participei do Sarau do KVA e do grupo Trem Lúdico, onde expus pela primeira vez minha produção poética na virada dos anos 90 para 2000.
Depois de 15 anos sem estudar, fiz três anos de cursinho popular (ou seja, o ensino médio de novo) e ingressei na Universidade de São Paulo em Letras com habilitação em espanhol. Por que escolhi espanhol? Por ativismo político e cultural, porque conhecemos mais sobre a Europa e os EUA do que a respeito de nuestros hermanos, nossos vizinhos.
O ingresso na universidade me propiciou contatos que me permitiram a publicação de meus textos. Por conta disso, tenho publicações nas revistas digitais Labirinto Literário, Libertinagem, Gueto, Aluvião e Originais Reprovados, fui colunista do site Educa2 e participei das antologias Gengibre – diálogos para o coração das putas e dos homens mortos, Embaçadíssima – antologia tirada de uma notícia de jornal (ambas pela Appaloosa Books) e 7 Dias Cortando as Pontas dos Dedos – um manifesto contra o fascismo (organizado por Rojefferson Moraes). Publiquei Polifemo em Lilipute e outros contos (também pela Appaloosa), O Poeta e a Cidade (Coleção Breves Gueto), Puizya Pop & outros bagaços no abismo e organizei a antologia Marielle’s (ambos pela Scenarium).
Acabo de publicar Um Sol Para Cada Montanha.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro.

Um Sol Para Cada Montanha é uma seleção dos primeiros 20 anos da minha produção poética. O livro é dividido em três partes temáticas:
- um sol para cada montanha – poemas de introspecção;
- ócios do orifício – poesia visual ou poemas concretos; e
- espírito periférico – poesia de crítica social.
O livro abarca os mais de 400 poemas gestados durante a minha adolescência e juventude. Ao me debruçar sobre essa produção, percebi a frequência das três vias temáticas. A princípio era uma trilogia poética. Mas devido à dificuldade em se lançar um livro deste gênero (poesia) no Brasil, enxuguei ao máximo esta seleção de maneira a compor apenas um livro com a tal divisão tripartite de poemas de formação, relacionados a essa fase específica da minha vida.
Os poemas de Um Sol Para Cada Montanha tratam sobre essa fase tão conturbada por natureza que é a adolescência e que compreende os anos de formação do indivíduo – e do poeta. Escrito entre 1993 e 2013, ou seja, dos 15 aos 35 anos, só foi publicado em novembro de 2018. Fiz um lançamento entre amigos e familiares no Espaço de Convivência Estudantil da Letras FFLCH-USP no prédio Antonio Candido (Candinho) numa espécie de comemoração aos 25 anos de poesia, regada a vinho e petiscos.

O que o motivou a publicá-lo?

Creio que chega um momento em que, mais cedo ou mais tarde, acontece uma grande explosão e não há mais como guardar para si, não faz sentido algum deixar engavetado, mesmo porque a arte para cumprir a sua função (uns afirmam que a arte não tem função nenhuma), enfim, é preciso compartilhar com o outro e ver no que vai dar.
Publicar é tornar público e é o que venho fazendo desde 1999 quando participava do sarau que mencionei. Afora isto, publiquei em blogs, sites, revistas digitais, antologias, cartonera. Penso que seja um caminho natural chegar ao livro físico. Tenho a impressão de que somente agora com o objeto livro em mãos passo a ser visto como autor.

Como você analisa a questão da leitura no país?

Com tristeza. O país não cresce, não progride tendo a maioria da população excluída do acesso à leitura, à arte, à cultura e ao ensino público de qualidade. É uma elite intelectual que lê no Brasil. E essa elite intelectual, não necessariamente é composta pelos mais ricos, mas por uma classe média, e mesmo assim por uma parcela muito pequena dela.
A elite do atraso (para usar um termo do Jessé Souza) é responsável pela manutenção da ignorância. O filho não lê porque o pai não lê, assim como o avô e o bisavô não liam. É algo hereditário, não é culpa dos professores. Quando numa turma de 40 alunos de uma escola pública de periferia, o professor consegue formar 2 leitores, é uma vitória. Muitas vezes você entra em casas modestas, ou mesmo de classe média, e encontra aparelhos eletrônicos de última geração: televisão do tamanho da parede da sala, home theater, videogames, computadores na sala, no quarto, tablets, celulares... e simplesmente não há uma pequena estante de livros. O trabalho intelectual sempre foi desvalorizado no Brasil. Quem estuda sofre bullying, é cdf, nerd. No nosso país parece que o normal, o aceitável, é ser xucro. Conforme o conceito popular, o trabalho que dignifica o homem é braçal, ou seja, é ser escravo. Isto é uma herança histórica de um país que vive os reflexos da opressão desde a colonização, passando pela escravidão e pela ditadura militar. A escola pública forma trabalhadores para as fábricas, a indústria e o comércio, não forma pensadores.
Os maiores esforços de incentivo à leitura que se fazem não dão conta da carência nesse setor. Por exemplo: numa distribuição gratuita de livros nas escolas sem a devida orientação, sem uma amostra efetiva do prazer da leitura, inevitavelmente boa parte destes livros será jogada no lixo, pois para o aluno despreparado aquilo não significa nada.
Os livros infelizmente não fazem parte da cesta básica do trabalhador. 44% da população brasileira não lê e 30% nunca compraram um livro na vida. O problema não é o preço do livro, a questão é a falta do hábito de leitura. Não ter dinheiro para comprar um livro não impede o cidadão de entrar numa biblioteca pública. É claro que existem muitos lugares carentes de bibliotecas no Brasil. E isto é uma tragédia social.
Na região onde eu moro, na zona leste de São Paulo, fica o maior shopping da América Latina e, ao lado dele, a Biblioteca Pública Milton Santos. A qualquer hora do dia, o shopping está cheio e a biblioteca, às moscas.

O que você tem lido ultimamente?

Ultimamente tenho me dedicado a leituras acadêmicas da universidade. Mas quando me sobra um tempo, procuro conhecer a literatura brasileira contemporânea, principalmente a de autores independentes e de pequenas editoras. Este ano me dediquei a conhecê-los e li Trapaça (Marcelo Labes), Não o Convidei ao meu Corpo (Bárbara Lia), Memórias da Infância em que Eu Morri (Hugo Pascottini Pernet), O Enterro do Lobo Branco (Márcia Barbieri), Dicionário Cardiopoético (Mary Prieto), Tenho um Inferno Dentro de Mim (Caroline Fortunato), Use o Alicate Agora (Natasha Felix), A Lua é um Grande Queijo Suspenso no Céu (Claudio Parreira), Poética (Vanessa Musial), O Ditador Honesto (Matheus Peleteiro), O Peso do Pássaro Morto (Aline Bei), Reescritos (Felipe Mendonça), Uma Mulher à Beira do Caminho (Geraldo Lima), Diário da Casa Arruinada (Tiago Feijó), Poesia de Geladeira (Viviane de Freitas), Acúmulo (Lilian Sais) e Das Pequenas Corrupções Cotidianas que nos levam à Barbárie e outros contos (Rodrigo Novaes de Almeida). Por enquanto é isto.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Raquel Cassiano e o livro “Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão” (Editora Chiado)

Raquel Cassiano - Foto divulgação
A escritora e artesã, Raquel Cassiano nasceu em Iguape, interior da capital paulista e começou a escrever ainda na infância. Introspectiva, usava a escrita como uma forma oculta de expressão. Na adolescência, estudou teatro e já adulta, tentando superar timidez encarou os palcos como aluna de dança árabe. Atualmente além da publicação de Arquidata, participou da coletânea de poesia Além da terra, além céu, lançada no último dia 6/10/18 pela editora chiado.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Raquel Cassiano: Eu comecei a escrever aos nove anos. Gostava de poemas e era algo que fazia para mim. Com passar dos anos eu fui apliando o leque: pequenos contos... peças de teatro… acabei pegando o gosto pela coisa. Escrevi meu primeiro romance: toscamente batizado de Ieda.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão” (Editora Chiado). Poderia comentar?


Raquel Cassiano: Apesar de ser uma envolvente ficção cheia de aventuras, Arquidata expõe temas polêmicos como o abuso, a exploração infantil, o bullying… do outro lado, trata da amizade, altruísmo, abnegação, perdão... é uma história que realmente vale a pena ler.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Raquel Cassiano: Bem, da concepção ao livro impresso foram cerca de dez anos. Os primeiros traços de Arquidata nasceram em 2008. Não era nada muito específico. Pensei até que não daria frutos e deixei o assunto de lado. Passei vários anos com o arquivo perdido no computador até que em 2013 remexendo alguns arquivos eu o encontrei. Li e percebi que podia fazer algo extraordinário. Naquela altura, eu já tinha construido um vasto campo de pesquisas forjando personagens para outros trabalhos, mas quanto mais ideias apareciam, mais pesquisas eram necessárias: artes marciais, esgrima, mitologia, feudalismo, história naval e da aviação, traumas psicológicos e etc.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


Raquel Cassiano: O trecho que eu acho especial… está quase no final do livro e diz assim: um bom rei nunca presume conhecer seu inimigo. Mas um rei prudente nunca o subestima.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Raquel Cassiano: Os interessados podem adquirir o livro no site https://www.raquelcassiano.com.br/livro/ ou nas livrarias: Saraiva, Cultura e Martins fontes. Para saber mais sobre mim e meu trabalho é só acessar as redes sociais:
https://www.facebook.com/RaquelCassiano.escritora
https://twitter.com/Raqcass

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Raquel Cassiano: Novos projetos? Com certeza. Alguns já em andamento.

Perguntas rápidas:


Um livro: Cidade do Sol
Um (a) autor (a): Lucila Junqueira de Almeida Prado
Um ator ou atriz: Ângelo Paes Leme
Um filme: Enquanto você dormia
Um dia especial: Para mim, escolher um dia é complicado. Todos são especiais a sua maneira.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Raquel Cassiano: Sim. Gostaria de dizer que não importa qual o tamanho do seu do seu objetivo… quem define se ele é possível ou não é você.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Saulo Vasconcelos lança biografia "Por Trás das Máscaras"

Livro que conta a trajetória de um dos maiores nomes do teatro musical brasileiro chega às livrarias em outubro.

Os mais de vinte anos de carreira do brasiliense Saulo Vasconcelos, ator, cantor e dublador que ficou especialmente conhecido por seus muitos trabalhos no teatro musical brasileiro, ganharão uma adaptação literária. Lançada pela Chiado Books, chega às livrarias a partir de 16 de outubro a biografia intitulada "Por Trás das Máscaras" - uma alusão à dedicada vida de artista, construída com muitas camadas e histórias pelos palcos dentro e fora do país.

O protagonista de grandes superproduções como "Les Misérables", "A Bela e a Fera", "O Fantasma da Ópera", "Aida", "A Noviça Rebelde" e "Mamma Mia", e que brilhou ainda em sucessos como "Cats", "Priscilla, Rainha do Deserto", "A Madrinha Embriagada", "O Homem de La Mancha" e "Forever Young", tem sua história partindo de 1997, quando após uma viagem à Londres, onde assistiu a sete musicais em quatro dias, se viu transformado pela arte da qual nem sonhava viver. Disposto a batalhar por um gênero que ainda se instalaria no Brasil, participou de musicais amadores em sua cidade e iniciou os estudos de canto com o Maestro Marconi Araújo, seu grande professor, e com o ator Sandro Christopher - que sempre o estimulou a seguir em frente -, adentrando assim ao promissor universo dos musicais.

Tendo sua grande estreia em solo internacional, Saulo estrelou a montagem mexicana de "O Fantasma da Ópera" em 1999, no papel título, e só dois anos depois passou a conquistar os principais protagonistas de seu país, tendo como o maior desafio aprender a emendar tantos espetáculos sem perder o frescor e a intensidade de dar vida a figuras icônicas, conhecidas do cinema ou da literatura. "Lembrar que fui o Fantasma, a Fera, Inspetor Javert, Capitão Von Trapp, que estive no elenco de Cats, me dá um arrepio no coração, uma onda de amor e gratidão sincera pelo que a vida me deu. Todos foram de extrema importância para o meu crescimento pessoal e artístico", avalia.

Contando com o apoio da esposa, dos amigos mais próximos e da família, Saulo decidiu eternizar sua trajetória após reunir as principais memórias em um dossiê de quase 300 páginas, que até então serviria para tirar o visto canadense. Com mais de 40 anos revisitados, tamanha dedicação acabou originando a ideia da biografia, que, com uma estrutura dividida em oito capítulos, parte da infância e relata suas relações familiares, a descoberta da arte, as formações, a mudança de Brasília para São Paulo, experiências no exterior, as dificuldades da carreira, os grandes papéis, a vida de pai e marido, chegando até uma reflexão atual, de como vê e sente seu amor pelos palcos. Grandes nomes dos teatro musical brasileiro também ganham espaço entre um capítulo e outro, entre eles a Stage Manager Leslie Pierce, e os atores Sara Sarres, Marcos Tumura, Kiara Sasso e Cleto Baccic.

"Cada personagem representa uma máscara. Me coloco na pele de outra pessoa, outra personalidade. Por isso é "Por Trás das Máscaras" no plural e não no singular. Foram muitas alegrias e aventuras. Teatros, colegas, cenários grandiosos, cenários simples, camarins, públicos. E há também a máscara que diferencia a personagem do homem, ou até mesmo a máscara que coloco quando me posiciono como figura pública. É uma grande metáfora", explica sobre a escolha do título do livro, que nasce após uma campanha virtual.

Desenvolvido a partir de um financiamento coletivo, Saulo teve o valor necessário atingido - e ultrapassado - antes mesmo do término do prazo, tamanha aceitação e valorização das pessoas o encorajou a seguir em frente com este e tantos outros projetos, e para celebrar, o artista, junto a editora Chiado, realiza o lançamento oficial do livro no dia 16 de outubro, na Livraria Cultura, em São Paulo, onde aproveita o momento para realizar ainda um pocket show, cantando alguns dos grandes momentos descritos nas mais de 150 páginas.

"O livro tem a pretensão de ser leve, divertido, talvez emocionante e, quem sabe, inspirar alguém de alguma maneira, pois entendo que no ramo artístico o talento é apenas um dos N fatores necessários para a prosperidade e sucesso. E acho que estive no lugar certo, na hora certa, na época certa, quando, em 1999, estava em São Paulo. Entendo ainda mais que, a melhor coisa que o artista, o verdadeiro artista, pode fazer, é seguir firme e positivo no seu propósito de servir a arte, com alegria no coração", finaliza.

Para garantir o seu exemplar na pré-venda, acesse:

Livraria Cultura
Livraria Martins Fontes

FICHA TÉCNICA:
Título: Por Trás das Máscaras
Autor: Saulo Vasconcelos
Editora: Chiado Books
Edição: 1ª
Ano: 2018
Valor: R$39,00
Idioma: Português
Categoria: Biografia
Especificações: Brochura
Páginas: 168
ISBN: 978-989-52-3894-1
Peso: 0,2kg
Dimensões: 14x22cm
Papel: Pólen - 80g
Impressão: Chiado Print

SERVIÇO:
Pocket Show e Lançamento do Livro "Por Trás das Máscaras"
Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073 - Consolação - São Paulo
Data: 16 de Outubro | Terça-Feira
Horário: *Pocket Show 19h às 19h45 | **Autógrafos 20h às 22h
*Pocket show gratuito aberto ao público.
**Para autógrafos serão distribuídas na loja 120 senhas (uma por pessoa) à partir das 9h do dia 16.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

César Dabus e o livro “A Liga dos Corações Puros – A Chama” (Editora Chiado)

César Dabus - Foto divulgação
Nas fronteiras paulistanas, em época capricorniana, César Dabus encarnou. Apesar de ter sido uma criança levada, hiperativa, aos seis anos sua escrita começou. Escrevia sobre quem e o que queria. Aos onze anos, bateria começou a tocar. E na mesma época, rock’n’roll começou a estudar. Estudando sobre sua banda favorita, The Who, César chegou até um guru espiritual indiano chamado Meher Baba, que lhe introduziu na espiritualidade. E assim se formou a Santíssima Trindade de César Dabus: rock’n’roll, literatura e espiritualidade.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


César Dabus: Foi em 1998. Eu tinha seis anos. Mas foi um tanto estranho, pois as pessoas geralmente se tornam escritoras inspiradas por alguém, o que não foi o meu caso. Eu comecei a escrever por um “impulso no interior da minha alma”, como se alguém me chamasse “escreva, César”. Eu simplesmente “precisava escrever”. Naquela época, eu escrevia reflexões, críticas e desabafos do dia a dia em um caderninho, geralmente falando mal de alguma coisa ou de alguém. “Não gosto de fulano por causa disso, disso e daquilo...”, ou “tal situação me irritou de tal forma...” Era um tanto cômico vindo de uma criança de seis anos. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro “A Liga dos Corações Puros – A Chama” (Editora Chiado). Poderia comentar?

César Dabus: A Liga dos Corações Puros é uma saga de onze volumes, baseada em espiritualidade, alquimia, chakras, meditação, despertar da consciência, autoconhecimento e rock’n’roll. E “A Chama”, o primeiro volume, conta a história de um garoto chamado Zakzor, que não queria se enquadrar no sistema social robotizante, para viver a sua “verdade interior”. Ouvindo o sussurro de sua alma, ele chega à Liga dos Corações Puros, onde é recebido por sete mestres, que o levam numa jornada interior para “transcender o Ego”. E dentro de si, Zakzor vai lutar contra tudo o que há de ruim. E eis outro ponto interessante desta saga: as armas. Não são armas como machados, espadas, laser etc., mas “armas instrumentais”: os próprios instrumentos musicais atiram. E assim, há um conflito entre os roqueiros, que atiram “notas musicais”, versus os “ruidosos”, que atiram ruído, numa analogia entre “harmonia” versus “desarmonia” de consciência. É literalmente Power Rangers do rock’n’roll, os “Rock Rangers”.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

César Dabus: O meu processo criativo é intenso e sinistro. Apesar de eu ser escritor, minha maior paixão e inspiração sempre foi a música. Eu toco bateria desde os 11 e toquei em banda dos 14 até os 25. Toda vez que escuto música, minha mente cria cenários, personagens e situações baseadas na energia daquela música. E assim, eu descrevo nos livros. Por exemplo, quando eu escuto heavy metal, minha mente cria guerra. E assim, guerra eu escrevo. Quando escuto pop, minha mente cria algo doce e sutil. E assim, descrevo a cena. Eu sou um “literalizador musical”. César Dabus, um louco que literaliza música! Óh! Eu embarco em profundas viagens musicais. A segunda forma de “pesquisa”, foi estudar a história das bandas, o que me levou à espiritualidade. Por exemplo, os Beatles, os Rolling Stones, o The Who, basearam muitas músicas em conhecimentos místicos. E eu, movido pela curiosidade, embarquei na jornada espiritual, o que se tornou a base de toda a Liga dos Corações Puros. Então, ainda na adolescência, eu comecei a trabalhar / estudar no que tornar-se-ia a Liga. Mas o livro em si, demorei 5 anos. Afinal, juntar as peças do conhecimento espiritual, fazer uma pré-seleção dos assuntos mais fáceis para o grande público, e como colocar isso numa história de aventura, não foi fácil.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

César Dabus:
Agora, você deve estar pensando: “como é um Exército do Rock’n’roll?” Afinal, um exército precisa de armas...e aqui...tem instrumentos musicais. Bem... esteja senta‐ do quando eu te contar isto, mas aqui as armas eram os próprios instrumentos. Em outras palavras, eram “armas musicais”. Os instrumentos “atiravam notas musicais como metralhadoras” em suas cores respectivas!
Vamos às explicações das armas da Liga dos Corações Puros, o Exército do Rock’n’roll, pois nem todos instru‐ mentos atiram de forma igual. Pois bem, sigam‐me.
No caso do baixo, da guitarra base, da guitarra solo, do teclado, e do violino, o soldado instrumentista deitava o instrumento para a frente e “tocava” (atirava/criava/mate‐ rializava o Rock’n’roll). E as palhetas das guitarras podiam ser usadas como granadas, na modalidade “palhetas‐ ‐granada”.
Os vocalistas atiravam pelo seu próprio canto: cada letra de cada palavra era um tiro que saía de seu microfone. E toda vez que houver batalha, os tiros serão colocados em poesia”.
Então, toda vez que há batalha, há poesia, pois são tiros. Esta é uma das coisas interessantes da LCP. Pela primeira vez colocaram a poesia como um texto de “liderança”, que influencia o epicentro do roteiro, e não sendo apenas um enfeite ou cantoria.
“A bateria, no entanto, era uma artilharia. Os bumbos (tum-tum-tum-tum) atiravam morteiros (boom-boom-boom-boom); de seus tambores, tiros, ambos como metralhadora; os pratos eram como discos lâminas afiados, que voavam em altíssima velocidade e cortavam o inimigo ao meio.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

César Dabus: Basta me seguir nas redes sociais (facebook, instagram e twitter), como “cesardabus”. E quanto ao livro, ele está disponível nas livrarias Saraiva, Cultura, Martins Fontes e Amazon, tanto em formato físico, como ebook.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

César Dabus: Sim. Dois. Estou criando o segundo volume da saga, e paralelamente estou montando uma empresa de aulas online.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Alquimista
Um (a) autor (a): Paulo Coelho
Um ator ou atriz: Christian Bale
Um filme: O Senhor dos Anéis
Um dia especial: 07/08/2018 – Dia do lançamento do livro A Chama, na Bienal do Livro SP de 2018, tornando-se um best-seller, ao emplacar o terceiro lugar dos mais vendidos da Chiado Editora.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

César Dabus: Escutem o sussurro de sua alma que não errarão o caminho. Mas! Fiquem atentos, pois este chamado interior guiá-lo-á por caminho ilógicos, fora do convencional e você achará que estará indo na direção errada! Todos vão chamar você de louco, mas confie no sussurro, porque ele não erra! Apenas confie. Você não precisa de alguém para lhe ditar regras: você tem o seu próprio guia interior.

Para adquirir o livro: clique aqui.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O autor Gabriel Ferreira, os fotógrafos Helena Gomes, Victória Gearini, Guilherme Tavares e o livro Aspirando e Expelindo (Editora Chiado)

Gabriel Ferreira, 20 anos, jornalista em formação. Escreve sobre músicas, livros e filmes, desde 2010 no Portal Gabriel. Escritor, lançando seu primeiro livro de poemas.

Sinopse: Aspirando e Expelindo” do jovem autor Gabriel Ferreira traz sisudos poemas breves em que se misturam figuras de linguagem com esquemas comunicativos leves, mas de forte sinestesia. É a poesia falando de coração para coração e de si para si mesmo. São reflexões sobre o passar do tempo, sobre os lugares de estar em companhia do ser amado. Há poema com versos cada um de uma palavra só, mas, de repente, o leitor encontra uma frase poética que é uma prosa reflexiva. O poeta apresenta o amor na figura “dela”, sempre caricata, mas imaginável em carne e ossos, olhos e rosto, abraçando e beijando. Mesmo com temas tão diversos, há uma linha unitária firme, nenhum poema é longo ou enfastiante. O único problema é que se termina de ler a obra toda e fica um gosto muito forte de “quero mais”.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Gabriel Ferreira: Sempre gostei de ler e escrever, desde criança, então logo emplaquei os meus primeiros projetos literários, ainda na escola, lá por 2005 e 2006, mas foram livros bem pontuais e sem nenhum grande lançamento. 
Conexão Literatura: Você é autor do livro “Aspirando e Expelindo” (Editora Chiado). Poderia comentar?

Gabriel Ferreira:  Aos 14 anos comecei escrever poemas, frases, pensamentos, sentimentos e que foram se juntando por todo esse tempo, até  o inicio de 2017, que foi quando decidi compactar tudo e enviar para a editora e aos poucos foi nascendo o livro com 57 poemas.

Conexão Literatura: Poderia falar mais sobre o fotógrafo e as fotografias contidas em seu livro?


Gabriel Ferreira: Em um primeiro momento teriam só os poemas, mas a editora chegou com a ideia das fotografias, então eu decidi que gostaria de fazer fotos inéditas e que poderiam representar a minha mensagem, de uma maneira que fizesse sentido na minha cabeça. Então logo convidei o meu amigo Guilherme e expliquei como que eu gostaria que ficassem as imagens e surpreendentemente ele conseguiu entender a essência do “Aspirando e Expelindo”. Só que depois coloquei na cabeça que eu gostaria de mais duas fotos, ai lembrei das fotos de uma amiga, a Victória que tinha uma fotografia, da qual representava muito um dos poemas. E também teve a foto de outra amiga, a Helena, que foi uma das primeiras imagens a serem escolhidas, logo quando ficou decidido que entraria fotos no livro, porque é uma imagem que representa muito a vibe do livro, além de aparecer o meu pé (dentro de um tênis, claro kkk).

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Gabriel Ferreira: Não ocorreu pesquisas, foi muito mais relacionado a vivências e observações. Os poemas foram escritos dos 14 aos 19 anos. Depois uns 8 meses de preparação e ajustes, até chegar nas lojas.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Gabriel Ferreira: São tantos... Mas eu vou falar esse aqui
XXXIII
Eu vou cambaleando por aí
Eu vou sendo feliz por aí
Eu vou ir pelo caminho mais difícil
Eu vou ir pela contramão
Eu vou tentar levar a alegria no bolso.
Eu vou andar todo torto
Eu vou andar dançando  por aí
Eu vou ir cantando, mesmo a minha voz não sendo boa.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Gabriel Ferreira: O livro está disponível em algumas livrarias: Martins Fontes, Amazon, Livraria Cultura e Saraiva. E para saber mais sobre o meu trabalho, só acompanhar o www.portalgabriel.com e o instagram.com\santanagabriel

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Gabriel Ferreira: Ah sim sempre, mas a ideia é que eu continue divulgando o meu livro, pelo menos até o final do ano, mas quem sabe antes disso surja alguma novidade.
Perguntas rápidas:   
Um livro: Elixir
Um (a) autor (a): Stephen Chbosky
Um ator ou atriz: Craig Roberts
Um filme: Mar Adentro
Um dia especial: 15 de abril de 2018- Primeira sessão de autógrafos do Aspirando e Expelindo

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Gabriel Ferreira: Gostaria de convidar a todos os leitores da Conexão Literatura para ler o meu livro de poemas, Aspirando e Expelindo.
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