10 superséries baseadas em livros, por Ademir Pascale

Como bom leitor, adoro assistir séries baseadas em livros (também sou cinéfilo) e nesses tempos conturbados de pandemia, passei a assistir a...

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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Rodolfo Andrade e o livro 30 contos para se ler nas férias, por Sérgio Simka e Cida Simka

Rodolfo Andrade - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Eu tenho 25 anos, sou formado em Letras e hoje curso Jornalismo. Meu sonho é ser jornalista esportivo. Sou um apaixonado por filmes, séries, livros e músicas, que, por sinal, são minhas grandes fontes de inspiração para meus escritos. Comecei a escrever aos 16 anos e, de lá para cá, venho buscando evoluir. Escrevo principalmente contos, crônicas e poemas. Para mim, é como uma válvula de escape para o estresse, a correria e as tristezas da vida. No papel, posso colocar o que eu quiser, posso ser livre e isso é algo que me faz me sentir muito bem. Eu simplesmente amo escrever.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro.

“30 contos para se ler nas férias” é meu segundo livro, mas o primeiro que estou lançando por uma editora. Meu primeiro livro, “Contos & músicas: uma parceria que deu certo”, só imprimi 30 unidades dele por uma gráfica, mais por satisfação pessoal mesmo. Já esse livro novo, tenho um carinho até maior que pelo primeiro, talvez por todo o processo até esse lançamento. Foram cinco anos desde a escrita, passando pelas ilustrações da Carina Teles, que embarcou comigo nesse projeto, até chegar à Editora Kazuá, pela qual estou publicando. O livro possui, como o título diz, 30 contos ilustrados. Os temas variam entre romance, humor, drama e até um pouco de ação, mas todos os textos falam muito do cotidiano, de situações que poderiam acontecer comigo ou com qualquer pessoa a qualquer momento.

Como foi o processo de criação?

Comecei a escrevê-lo em 2013, alguns meses após terminar de escrever o primeiro livro. Nessa época, estava cursando o último ano de Letras. Não gosto de forçar para escrever, ao contrário do que o próprio Stephen King recomenda em seu livro “Sob a escrita”, de que precisamos colocar uma meta de tantas palavras por dia. Acho interessante, mas para mim, isso quebra a magia da escrita. Eu gosto quando as inspirações vêm naturalmente. E foi assim o processo de escrita dos contos. Demorei dois anos para terminar de escrever. Às vezes, passava meses sem escrever nenhum, às vezes escrevia dois, três na mesma semana. Eu simplesmente deixava rolar, sem pressa. Quem acompanha os meus textos sabe que não gosto muito de inventar. Escrevo sobre coisas do dia a dia, romances, dramas, alguns textos até com uma dose de humor. Não costumo fugir do mundo real. A minha ideia para esse livro era que tivesse uma mistura de tudo isso, mas de uma maneira simples. Para mim, o simples é o melhor. O projeto já era desde o início que o livro fosse ilustrado e após três anos que eu havia terminado de escrever, falei com a Carina. Expliquei para ela o projeto e ela aceitou na hora. Ela comprou a ideia e ilustrou o livro, mesmo estando na correria da faculdade de Pedagogia. As últimas ilustrações foram feitas em setembro do ano passado, quando fiquei sabendo do concurso de criação literária da Editora Kazuá. Despretensiosamente, enviei o livro. Eu já havia levado vários ‘nãos’ no primeiro livro e já estava meio sem esperança. Mas qual não foi minha surpresa em saber que o livro havia sido aprovado?! Avisei a Carina e ficamos os dois muito felizes.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?


Bom, eu tenho um blogue (inclusive uma dica do senhor rs) onde posto alguns escritos, geralmente crônicas e poemas, de vez em quando. Nas minhas redes sociais também estou sempre postando textos e agora terá o livro, que estará à venda comigo ou diretamente no site da Editora Kazuá.

Blog: http://www.rodolfo-escritor.blogspot.com
Facebook: http://www.facebook.com/rudolfandrade
Instagram: @rudolph_92

Como analisa a questão da leitura no país?


Para mim, é um ponto que precisa muito a melhorar. Esses dias estava lendo uma matéria que trazia o resultado de uma pesquisa sobre a leitura no país. Os índices são muito baixos. Muita gente nunca leu ou comprou um livro durante toda a vida. As pessoas simplesmente têm preguiça de ler, mas não deixam de ficar horas por dia nas redes sociais. A média de livros lidos é pífia e só não é menor porque tem uma minoria que lê muito (muito mesmo; mais de 100 livros por ano, como uma amiga minha). As escolas não incentivam a leitura por prazer e acho que isso influencia muito. Leitura obrigatória é horrível! A gente tem que ler o que gosta, seja um mangá ou livro de astrofísica. Quanto ao futuro, mesmo com o avanço dos e-books, não acredito que o livro vá deixar de existir, mas é preciso uma mudança drástica, principalmente na educação, para que as pessoas passem a ler mais, pois é inadmissível um país tão grande como o nosso ler tão pouco.

O que tem lido ultimamente?

Ultimamente tenho lido pouca literatura, devido à faculdade. São muitas leituras específicas para as atividades e trabalhos. Mas sempre que dá, pego um livro para ler. Sempre gostei de ler suspense. Meus autores favoritos são Arthur Conan Doyle e Harlan Coben. Ano passado comprei o box com toda a obra de Doyle e terminei de ler há alguns meses. Também li alguns suspenses (só para variar rs) e 1984, clássico do George Orwell. Confesso que li ele para um seminário de Filosofia da faculdade, mas sem dúvida é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida.

Quais os seus próximos projetos?

Estou escrevendo o meu terceiro livro atualmente. Da mesma forma que o segundo: sem pressa. Até o momento já são 13 textos e pretendo finalizar a coletânea com uns 20 ou 22. Eu o estou comparando com um CD acústico de um cantor. É algo mais profundo e intimista. São relatos e desabafos sobre coisas que sabemos que acontecem, mas que ninguém ousa falar, ler ou escrever sobre isso, por muitas vezes serem dolorosas ou pessoais demais. Na carreira acadêmica, pretendo escrever alguns artigos durante o curso de Jornalismo com a temática, é claro, sobre o meu tão amado futebol.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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segunda-feira, 26 de março de 2018

Monny Esmerallda e o livro "Saga Liberté", um grito sobre a mentira social e a escravidão que ninguém quer comentar

Monny Esmerallda - Foto divulgação
Monny Esmerallda é brasileira, naturalizada holandesa, nascida na cidade de Salvador da Bahia.
O amor assumido pelo desporto que nasceu na infância, culminou na dedicação ao estudo de Educação Física na Universidade do Salvador no Brasil. Na Holanda cursou Fisioterapia na Faculdade de Saúde de Utrecht.
Quando completou 11 anos Monny venceu o concurso de poesia do Jornal A Tarde onde adultos também concorreram ao prêmio.
Monny é também filantropista e dedica parte do seu tempo à causas voluntárias. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Monny Esmerallda: Entre flores e espinhos. Escrever é uma paixão, um hobby que tento conciliar com as obrigações do quotidiano. É paz no meu coração e é também a maneira de gritar para o mundo a minha alegria e a minha insatisfação. Os espinhos surgiram no início, quando infelizmente fui enganada por uma Editora portuguesa qual publicou o rascunho do meu livro. Imagine como um autor reagiria ao ver publicado o manuscrito que  foi enviado a editora, 2 anos antes de decidir dar continuidade a publicação? Paguei outra vez, parte do valor integral para rectificarem o erro e eles desapareceram. Sãos os espinhos da vida. Todas as rosas possuem espinhos, da mesma maneira que há em todo ser humano defeitos. Somente nos tornamos rosas pela vida quando acendemos em nós a chama da dignidade, da coragem de recomeçar como o sol em todas as manhãs e não se tornar o espinho que nos feriu os pés.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Saga Liberté” (Editora Kazuá). Poderia comentar?

Monny Esmerallda:  Saga liberté é um grito suprimido. Fala de liberdade mas também fala de escravidão, a que vivemos nestes tempos confusos. Desde que o ter passou a dominar o ser, o homem abandonou a condição de ser único para seguir imitações. É a mentira social, a escravidão que ninguém quer comentar.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Monny Esmerallda: Antes de escrevê-lo fiz uma visita a Villa Do Conde em Portugal, cidade onde a personagem Luzia viveu antes de regressar a cidade histórica de Santo Amaro da Purificação, pano de fundo para a escravidão com a chegada da Revolução Francesa.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Monny Esmerallda: 
– Simão se despediu do pai e cuspiu  a revolta no sim oprimido: – Tão grande é a mentira da vida que induz; conduz trilhar caminhos da realidade, a falsa verdade. Como haveríamos de chamar de verdade o que nasce na mentira? A realidade é apenas veste para a verdade. O que é verdadeiro
é magno. Fragmentada é a mentira, a hipocrisia que se reveste de incontáveis nomes com o único fim de satisfazer os nossos desejos, filhos do instinto, pais da
corrupção, da violência e da falsidade. Por vergonha de nos aceitar como indivíduos dotados de personalidade ímpar, entregamo-nos à mesmice das correntes dos cegos que seguem cegos, dos que dizem sim, não porque consentem, mas porque temem negar a maioria e acabar abandonado pela multidão.
E a liberdade?
Passou a ser a matéria-prima para o que é ilícito. Liberdade para enganar, liberdade para escravizar que se diga a liberdade para distorcer a verdade. Realidade onde defeito passou a ser direito. O homem quer viver o bem e o mal sem censura. A Liberdade se tornou cobertor para aquecer as nossas próprias fraquezas do frio da verdade. Se o homem possuído pelo instinto ama viver de mentiras seguindo a maioria, ele morre sem identidade.
Num mundo onde a maioria está idolatrando a lama, quem são os reis? 
Liberté, vida para a verdade, morte para a escravidão.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Monny Esmerallda: Poderá enviar um e-mail para monnyesmerallda1@gmail.com ou contactar a minha agente: Veronika C. Veronikahcalvario@gmail.com. 50% das vendas desta edição serão direcionadas para orfanatos e abrigo para idosos.

Conexão Literatura: Existem novos projectos em pauta?

Monny Esmerallda: Sim, dois prontos O perdão turco e Sabin Najat.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Evangelho De jesus Cristo
Um (a) autor (a): Ammonius Saccas
Um ator ou atriz: Sônia Braga
Um filme: A minha vida
Um dia especial: Todos

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Monny Esmerallda: Meus sinceros agradecimentos a Editora Kazuá pela paciência e carinho. Parabéns a revista Conexão Literatura pelo excelente trabalho e dedicação.
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