Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2022

  As inscrições são gratuitas e os escritores podem concorrer com obras inéditas nas categorias Conto e Romance   Rio de Janeiro, 10 de jane...

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

A multifacetada Tânia Tomé lança romance ambientado numa comunidade carioca

Tânia Tomé - Foto divulgação

Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito

conta a história de uma jovem negra e albina na busca de sua identidade e de seu lugar no mundo

 Escritora, poeta, empreendedora, economista, ativista, artista, coach, palestrante internacional. Essa é Tânia Tomé, cidadã do mundo, homenageada, em 2018, por Mipad (Most Influential People African Descent) em Nova York, como uma das 100 pessoas afrodescendentes com menos de 40 anos mais influentes do mundo. Ela é autora do best-seller "Succenergy", que fala sobre o conceito e o método que criou para capacitar pessoas, empreendedores e líderes. Succenergy que levou Tânia às inspiradoras palestras TED, é um livro prefaciado na sua terceira edição por ninguém menos do que a bem-sucedida empresária Luíza Trajano. E agora ela anuncia mais um livro com pré-lançamento do  romance Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito pela Amazon Brasil  neste Mês da Consciência Negra.

Voltado para os públicos juvenil e adulto, o livro conta a história de Melanina em busca de seu lugar no mundo. Negra e entre tantos preconceitos, ela procurava a inclusão onde não conseguia se encaixar. Vivia, então, no mundo da lua, em que era possível sonhar e realizar, sendo única, sem imagem e semelhança. 

"Uma jovem sonhadora quer subir até a lua e sentir o seu brilho. Ela é Melanina, a jovem que vive na favela do Rio de Janeiro. Ela queria ser da cor da lua, uma luz que brilha na escuridão. Ela nasceu assim diferente. E doía-lhe de todo corpo toda a diferença. Dói-lhe não ser o que ela poderia ser. Ela queria ser da cor do carvão. Ela tinha alma, pura e cristalina, e seus olhos gigantes esverdeados tinham no samba a esperança da imensidão de um mundo que pudesse ser diferente. Um mundo maior onde coubessem todos os sonhos dos mundinhos de cada gente", assim Tânia Tomé descreve sua protagonista. 

No prefácio do livro, o jornalista e escritor Galeno Amorim, diretor-presidente da Fundação Observatório do Livro do Brasil e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, diz que "nada fala mais alto ou vai tocar mais profundamente o coração dos leitores desta nova obra da Tânia Tomé como sua defesa intransigente da nossa capacidade infinita de sonhar e de acreditar nas próprias forças, aqui encarnada na figura doce e potente de Mel".

Já o posfácio de autoria do jornalista Renan Souza, correspondente Internacional da CNN do Brasil, destaca que esta é mais uma obra de sucesso de Tânia Tomé, em que ela  consegue nos passar uma mensagem muito valiosa: " Mesmo vivendo em condições desafiadoras, em meio às balas perdidas em uma favela, sendo oprimida pelo racismo, sendo confrontada pelas injustiças sociais, Melanina nunca deixa de sonhar. Valente, guerreira e audaciosa, ela mostra uma combinação perfeita entre sonhar e agir para mudar realidades. Acredito que esta é a mentalidade que precisamos ter para criar uma nova geração de jovens que vão mudar o mundo, vão lutar pelos direitos LGBTQIA+, pelas mulheres, pelos imigrantes, pelos refugiados, pelos afrodescendentes e pelos direitos humanos". 

Tânia Tomé escolheu o romance como meio de provocar uma reflexão sobre os grandes desafios das favelas e dos que sobrevivem e vivem na mira das balas perdidas e do racismo. Sua protagonista é para ser fonte de inspiração, uma sonhadora lutando por sua gente, sem nunca deixar de agir. Com o racismo estrutural presente na vida de Melanina, Tânia Tomé lembra que a luta tem de ser de todos, e também de todas as formas. O cenário é a favela do Quinto Grito, mas Melanina é muito mais do que apenas uma voz.

"É urgente um lugar de fala com inclusão porque as lutas antirracistas são pertinentes na construção de um mundo onde se possam ter voz e representatividade. Essa luta não acaba nunca. Enquanto continuarmos a sonhar, devemos ter educação e ação como pilares de transformação social para construirmos líderes efetivos para criar verdadeiras mudanças estruturais", destaca a autora.

Tânia Tomé uma cidadã do mundo, influenciadora para mobilização de um ecossistema de empreendedorismo e liderança mundial. Nasceu em Moçambique, na África, e tem dado cursos formadores e palestras em vários países. Uma mulher negra, cosmopolita e bem-sucedida que vive entre EUA, Brasil e África, e mostra que é possível fazer a diferença e ser uma voz ouvida.  Uma multifacetada vencedora de vários prêmios internacionais, entre os quais o prêmio acadêmico de Portugal-África pelo ex-presidente português Mário Soares, e o Yali-MWF Jovem Líder, uma iniciativa do ex-presidente norte-americano Barack Obama. Além de Succenergy e Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito, Tânia Tomé também é autora do romance híbrido "Conversas com a Sombra 2.0", prefaciado pelo ator Paulo Betti.

 

"Ler os escritos de Tânia Tomé é um convite irresistível a se posicionar politicamente, em favor dos que mais sofrem e mais precisam, da proteção do Estado e da própria sociedade. É um grito pela liberdade. E, sobretudo, um chamado veemente para encontrar sua militância em favor de causas que valem realmente a pena serem lutadas", exalta Galeno ao final do prefácio de Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito.

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Escritora paraibana: "precisamos ir além dessa nuvem coletiva"

Em livro de estreia, a doutora em engenheira Maria Paz promove autoconhecimento e ensina a afastar as influências do ambiente e a própria negatividade cerebral

A engenheira paraibana Maria Paz é uma promotora da vida e do valor de cada pessoa.  Em seu livro de estreia, Prazer em ser humano, a autora convida o leitor a entrar em um processo de autoconhecimento em busca de reencontrar seu verdadeiro eu. Mais que a transformação pessoal, Maria acredita que as mudanças individuais afetam o coletivo e são o caminho para construção da paz.

Com pós-doutorado em Engenharia Civil (pela UFRGS) e especialista em teologia, a escritora compartilha na entrevista a seguir, a intensa pesquisa multidisciplinar e a sua vivência que resultaram na concepção da obra e seu propósito.

Por que você decidiu retratar esse tema tão amplo no seu livro de estreia?

Quem somos nós? Por que estamos aqui? O que eu posso fazer para tornar esta vida mais fácil para mim e para os demais? Estas três questões fundamentais acompanharam-me durante toda a vida. São questões contundentes presentes em nossa racionalidade humana e, para elas, eu não encontrei respostas nem sossego. Assim, compreendi ser necessário pesquisar sobre o tema com dedicação, sem camuflagens, e foi o que eu fiz. E o que descobri já não me pertence; é de toda a humanidade. Daí a necessidade de escrever o livro e compartilhar o conhecimento.

Como foi o processo de pesquisa para compor a obra e quanto tempo levou? 

Quando a minha vida deu uma forte pane, busquei a verdade, o conhecimento para além do que o maravilhoso e muito preciso método científico pode nos proporcionar. Compreendendo haver uma lacuna, direcionei a minha sede por conhecimento verdadeiro, empregando a prática em pesquisa adquirida na academia, para conhecer o legado de pensadores geniais, que refletiram o humano como promotor da PAZ e buscador da FELICIDADE.

Peguei a pista do potentia do físico quântico Heisenberg e fui buscar Platão com a sua Teoria do Conhecimento da Linha Dividida. Li e reli vários livros de Platão e depois descobri a profundidade do pensamento agostiniano que, em sequência ao meu estudo de Platão, aprofundou a minha própria vivência na interioridade. E fui somando pensadores clássicos e contemporâneos a variados artigos científicos e colocando tudo isso em uma linguagem acessível, de tal forma que este livro se fundamenta em seis anos de pesquisa bibliográfica transdisciplinar e posso afirmar que sou autora devido à necessidade de comunicar e testemunhar toda essa riqueza humana.

Qual foi a sua maior inspiração para escrever “Prazer em ser humano”?

Segundo Agostinho, a razão para filosofar é a felicidade. De fato, é a busca pela felicidade de podermos significar com liberdade e lucidez a nossa vida que me levou a escrever “Prazer em ser humano”. Quanto mais eu pesquisava, mais percebia o valor da contribuição genuína de pensadores apaixonados pelo conhecimento verdadeiro, que com sinceridade e extremado amor se dedicaram a descobrir e depois a nos legar pistas seguras e preciosas sobre a vida e a dignidade humana.

Qual é a principal mensagem que a obra traz aos leitores?

Não desista. Viver vale a pena! Comece hoje a se autoconhecer (para além do condicionamento ambiental e da negatividade cerebral) e a experienciar o seu valor único. Silencie e flua em sua interioridade, para que você não seja apenas uma peça na engrenagem, mas de fato, tenha alma, escolha com lucidez e signifique o que sente e o que te acontece com a clareza da racionalidade sadia que usufrui do livre-arbítrio.

Sua formação como engenheira influenciou na construção da obra. Mas como foi feita essa relação com as outras áreas dos saberes, como filosofia e sociologia? 

A especificidade profissional é uma riqueza da ciência, cada um se aprofundando em sua própria vocação. Como engenheira eu amo o método científico que possibilita toda a maravilhosa tecnologia que nos cerca. Contudo, a fragmentação dos saberes não pode abarcar a consciência humana, fazer isso nos exila de nossa completude na interioridade, e apartados da integralidade desaprendemos a significar o que sentimos e o que nos acontece. Portanto, entender e conectar as complementaridades dos saberes que se apresentam muito separados na contemporaneidade foi o grande desafio para escrever este livro. Cada pergunta que eu fazia na busca pelo ser humano, abria um imenso leque multidisciplinar e eu fui, com coragem e dedicação sem preconceitos, buscando compreender a ação conjunta dos saberes humanos que passa despercebida e, às vezes, parece proibida, contraditória ou impossível.

Quais são os desafios de ser escritora no Brasil?

Inúmeros. E o principal é fazer com que, em meio ao imenso turbilhão de informações, as pessoas saibam que a sua obra existe e que ela traz uma contribuição legítima para a sociedade e para cada pessoa.

Cada um de nós tem a missão de contribuir para melhorar o mundo e pensando nisso escrevi este livro. Sei que o brasileiro tem sede de conhecimento, porém a maioria ainda é mantida envolvida em tendências e necessidades repetitivas que são amplamente estimuladas. Assim, não há tempo nem incentivo para as pessoas descobrirem a sede inata por leitura e nem acessar o conhecimento que precisamos para escolher com lucidez e realizar com criatividade. 

Você também é especialista em teologia e acrescentou elementos espirituais na obra. Como você fez essa conexão com os demais temas abordados?

A obra trata do ser humano integral, pois quando estamos fragmentados somos como máquinas movidas pelo condicionamento ambiental adquirido e pelos circuitos cerebrais de emoções negativas e viciantes herdados. Se não cuidarmos em despertar, passaremos a vida em modo automático sem usufruirmos do nosso livre-arbítrio nem das potencialidades criativas que tornam possível a felicidade humana.

Não se trata de um livro religioso, mas cuida da qualificação do humano e, por isso, evidencia que cada um tem o potencial para se tornar uma pessoa humana desperta em sua interioridade e para além do intelecto, onde Deus nos ilumina. No livro, ensino este processo segundo a minha própria vivência pessoal e o testemunho de pensadores clássicos e contemporâneos. Imagine todos sendo curados na interioridade e despertando para a felicidade possível, que é viver o propósito de suas vidas. E o propósito de cada um, embora seja diferente e inédito, sempre irá se realizar na coletividade, construindo um mundo melhor para todos, incluindo a preservação e restauração da natureza que como o ser humano tem sofrido tanto desrespeito e aviltamento.

De que forma o desenvolvimento humano, a sustentabilidade e o livre-arbítrio, podem levar à racionalidade saudável das pessoas?

Essa é uma questão importantíssima. Para além do condicionamento ambiental e dos pensamentos repetitivos gerados por nossos circuitos cerebrais, nós temos livre-arbítrio e podemos com lucidez escolher criativamente novos contextos e significados. Porém, se ficarmos apenas no automático, seguimos determinados como máquinas sem alma e discernimento, deixando de saborear o conhecimento que harmoniza e desperta o livre-arbítrio da pessoa humana e isso não podemos admitir. Portanto, precisamos redescobrir o prazer plenificante e libertador que nos faz humanos, a nossa racionalidade sadia. O ser humano está muito maltratado, apartado de sua própria interioridade jaz torturado e assombrado pelo vazio e a solidão. Cansados, explorados, feridos e movidos por metas externas, passamos pela vida sem viver e isso não é bom para ninguém.

Como o autoconhecimento pode levar as pessoas a resgatarem a felicidade? 

Primeiro vamos compreender que o autoconhecimento não significa entender por que razão: eu penso isso, sinto aquilo ou ajo daquele modo. Essa bagagem negativa todos nós temos; precisamos ir além dessa nuvem coletiva.

A partir do momento que você percebe que aqueles pensamentos repetitivos, viciantes, intensos e reativos que passam pela sua cabeça e influenciam o seu comportamento e percepção não representam você, e que são apenas sugestões de seu maravilhoso biocomputador (o cérebro) e do ambiente, sua vida começa a mudar. Porque você para de ser um joguete que reage conforme a dobradinha condicionamento cerebral e ambiental, e começa a sua jornada para se tornar uma pessoa desperta, capaz de escolher criativamente como se sente, o que pensa e significa e como agir diante das circunstâncias no cotidiano de sua vida.

O livro “Prazer em ser humano” é um convite para esse processo de cura, conhecimento e libertação que, gradualmente, possibilita o reencontro com o “seu verdadeiro eu” e com o prazer em ser humano. Aceite o processo e venha descobrir que você tem valor! Não um valor comparativo, mas valor original, único e específico do seu ser. Acredite, você traz um propósito que lhe proporciona felicidade e aponta para o ganho coletivo, porque o ser humano é um ser social e a racionalidade sadia busca construir a sociedade da vida em abundância para todos. Seja luz!

 

Sobre a autora: Maria Paz é autora do livro “Prazer em Ser Humano” e há anos vem pesquisando a potencialidade humana para a paz e a felicidade. Sua obra literária se caracteriza pela leveza, fundamentação bibliográfica e qualificação do humano. A autora busca traduzir, de modo acessível e sem deturpação, conhecimentos relevantes, desde Platão até a ciência atual, a fim de resgatar a racionalidade sadia de cada pessoa.  

Por formação é engenheira mecânica, engenheira de segurança do trabalho e mestre em Engenharia de Produção (pela UFPB); especialista em Pedagogia Religiosa – Teologia (pela UNIPÊ); doutora com pós-doutorado em Engenharia Civil (pela UFRGS). Possui capacitação em Carisma Missionário Franciscano (pela USF) e em Ecologia (pela UFCE). Conhece o trabalho dos pioneiros da Física Quântica e a analogia quântica idealista. Atuou por mais de duas décadas no ensino e na pesquisa de melhores condições de trabalho para todos e de desenvolvimento ambientalmente sustentável.  

 

Para acessar o release do livro “Prazer em ser humano”, clique aqui! 

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Curta! homenageia escritora Lya Luft com exibição de episódio da série ‘Impressões do Brasil’

 

A escritora Lya Luft na série ‘Impressões do Brasil’ (Divulgação/Curta!)

CURTA!ON E TAMANDUA.TV TAMBÉM DISPONIBILIZAM A PRODUÇÃO

Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2021 - Em homenagem à escritora gaúcha Lya Luft, falecida nesta quinta-feira, 30, aos 83 anos, o canal Curta! reexibe episódio da série "Impressões do Brasil" em que a autora fala sobre a sua obra, seus métodos de trabalho, sua visão sobre a literatura e sua própria vida. A produção da Mercado Cultural, dirigida por Ronaldo Duque, poderá ser vista amanhã, sexta-feira, 31, às 18h; sábado, 1, às 21h10 e domingo, 2, às 12h30.


O Curta!On — streaming do Curta! no NOW da Claro/NET e em www.curtaon.com.br — e a plataforma Tamandua.TV também disponibilizam o episódio. E ainda na degustação do Curta!On outras duas séries trazem entrevistas com a escritora: “Imortais da Academia” e “Esse Negócio de Livro”.


Autora de 31 títulos, entre poesias, contos, crônicas, ensaios e livros infantis, Lya era também tradutora, colunista e foi professora universitária. Entre suas obras estão “O quarto fechado", "As parceiras" e "O rio do meio" e traduções de grandes autores das letras anglo-germânicas, como Virginia Woolf, Rainer Maria Hilke, Hermann Hesse e Doris Lessing.


"Tudo que eu aprendi sobre teoria literária nos meus mestrados, eu tratei de esquecer bem ligeiro quando eu comecei a escrever", disse Lya na série “Impressões do Brasil”.



Produzida em 2011, a série "Impressões do Brasil" traz entrevistas com 30 escritores contemporâneos – selecionados à época – entre eles, Luis Fernando Verissimo, Affonso Romano de Sant'Anna, Carlos Heitor Cony, Nélida Piñon, Luiz Rufatto, Thiago de Mello e Ziraldo - formando um painel representativo da produção contemporânea brasileira e da diversidade de origens, gêneros e estilos dos principais criadores. Eles abordam seus trabalhos em gêneros como romance, poesia, conto, crônica e memória.


“Impressões do Brasil - Episódio Lya Luft” (série) - Sexta, 31, às 18h

Escritora, tradutora, colunista e professora universitária aposentada, Lya Luft lançou livros de poesias, contos, crônicas, ensaios e livros infantis. Traduziu mais de 100 livros, muitos deles, obras-primas de grandes autores das letras anglo-germânicas, como Virginia Woolf, Rainer Maria Hilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günther. Direção: Ronaldo Duque Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 1 de janeiro, sábado, às 21h10; 2 de janeiro, domingo, às 12h30


PROMO: https://youtu.be/gmhYBoRzWRo


Sobre o Grupo Curta!

 O Grupo Curta! tem como missão a difusão de conteúdos audiovisuais relevantes nas áreas de artes e humanidades, sejam brasileiros ou estrangeiros, através da TV linear (canal CURTA!), de plataformas de streaming de operadoras de telecom e da internet. A curadoria de conteúdos é, portanto, o motor central do grupo e foi uma das que mais aprovaram projetos originais para financiamento da produção pelo Fundo Setorial do Audiovisual: já foram mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries que chegam ao público em primeira mão através de suas janelas de exibição:

 

O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 10 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da NET / Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras associadas à NeoTV; 

 

Curta!On, o novo clube de documentários do NOW da Claro, conta com mais de 450 filmes e episódios de séries documentais, organizadas por temas de interesse como Música, Artes, MetaCinema, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mitologia e Religião, Sociedade e Pensamento. Há também pastas especiais com novidades – que estreiam a cada mês –, conteúdos originais exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço.

 

Tamanduá TV, plataforma marketplace aberta para qualquer internauta, já reúne mais de quatro mil conteúdos. O usuário pode alugar filmes e séries específicos ou assinar de forma econômica um dos pacotes que contêm conteúdos segmentados por área de interesse: CineBR, CineDocs, CineEuro, CurtaEducação (para professores e estudantes do Ensino Médio e Enem), MetaCinema (para aficcionados e estudantes de Cinema), entre outros. Os pacotes CineBR, CineDocs e CineEuro são disponibilizados desde 2018 como serviço de valor agregado (SVA) para perto de oito milhões de assinantes de banda larga fixa (ISP) da operadora CLARO, sem custo adicional. 

 

As atividades do Grupo Curta! também promovem a geração de royalties para produtores audiovisuais independentes, com a exploração de seus direitos audiovisuais nas diferentes janelas de streaming. O pacotes Cines da Tamandua TV e do Curta!ON estão repassando anualmente mais de R$ 1,5 milhão de reais em royalties para os produtores dos conteúdos que difunde.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

7 citações impactantes da escritora Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus - Foto divulgação

Por Ademir Pascale

Carolina de Jesus (Carolina Maria de Jesus, 1914-1977), está entre as primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. Com problemas familiares desde a infância, era filha ilegítima e foi maltratada. Com muito sacrifício e apoio da mãe, frequentou a escola até o  segundo ano, aprendeu a ler e a escrever e foi justamente nessa época que começou a ter gosto pela leitura e escrita. Em seus manuscritos é fácil notar referências religiosas, mas Carolina foi expulsa da Igreja Católica, pois sua mãe tinha dois filhos ilegítimos. Já em sua fase adulta, também não foi readmitida na congregação, mesmo sendo católica devota. Com pouco estudo, foi uma mulher brilhante, sábia e visionária.

Sem dinheiro, Carolina só conseguia ler algo novo quando encontrava um livro ou revista que já tinham sido descartados por outras pessoas. Apaixonada pela leitura passou a escrever sobre o dia-a-dia na favela onde morava. Desempregada e grávida, isso em 1947, morando na favela do Canindé, em São Paulo, conseguiu emprego na casa de um famoso médico que liberou a leitura de seus livros de sua biblioteca particular, já que notou a paixão da empregada. Depois de ter mais dois filhos, passou a ser catadora de lixo, época em que voltou a registrar o seu cotidiano, somando vinte cadernos, sendo que um deles virou livro, intitulado “Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada”, publicado em 1960. O livro foi um sucesso, tendo rapidamente três edições que somaram 100 mil exemplares vendidos e tradução para 13 idiomas, sendo vendido em mais de 40 países.

7 citações da escritora Carolina Maria de Jesus:

1 - Em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.
Carolina Maria de Jesus

2 - Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade.
Carolina Maria de Jesus

3 - As crianças ricas brincam nos jardins com seus brinquedos prediletos. E as crianças pobres acompanham as mães a pedirem esmolas pelas ruas. Que desigualdades trágicas e que brincadeira do destino.
Carolina Maria de Jesus

4 - Antigamente o que oprimia o homem era a palavra calvário; hoje é salário.
Carolina Maria de Jesus

5 - Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que eu estou sonhando.
Carolina Maria de Jesus

6 - Tem pessoas que, aos sábados, vão dançar. Eu não danço. Acho bobagem ficar rodando pra aqui, pra ali. Eu já rodo tanto para arranjar dinheiro para comer.
Carolina Maria de Jesus

7 - A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago.
Carolina Maria de Jesus

GOSTOU DO CONTEÚDO? ENTÃO ASSISTA O VÍDEO ESPECIAL QUE FIZEMOS SOBRE A CAROLINA MARIA DE JESUS E COMPARTILHE COM OS AMIGOS:

 

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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Entrevista com a escritora e tradutora Amanda Magri

Amanda Magri - Foto divulgação

Amanda Magri de Abreu é uma artista, escritora e tradutora de 26 anos, formada em letras com especialização em tradução e interpretação, pós-graduada em Psicanálise e Arte, que atualmente cursa pós-graduação em História da Arte, tendo já realizado diversos cursos voltados para a área das artes no geral, como desenho, pintura, fotografia e moda. Encontra-se atuando na área da tradução literária há quatro anos, e possui onze livros traduzidos publicados até o momento. Entre seus trabalhos estão grandes obras como “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, “A Mulher de Branco”, de Wilkie Collins e “Noite e Dia”, de Virginia Woolf.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Amanda Magri: Assim como muitos escritores, comecei a ler desde criança e não parei mais. Também escrevo histórias desde os treze anos de idade e sempre soube que gostaria de trabalhar com o mundo dos livros, não somente graças ao meu amor pela literatura, mas também meu amor pela arte. Sendo assim, resolvi cursar a faculdade de letras, já com foco em tradução literária, para que pudesse “vestir a pele” de meus autores favoritos. E, enquanto estava na faculdade, logo fui em busca do meu sonho de trabalhar em editoras.

Conexão Literatura: Você é tradutora e já traduziu excelentes e importantes obras, como Orgulho & Preconceito, de Jane Austen (Editora Pedrazul). Poderia comentar? 

Amanda Magri: Eu acabei caindo no mundo dos clássicos logo na adolescência, e a Era Vitoriana sempre me chamou muito a atenção, por conta disso, quase que naturalmente Jane Austen se tornou uma de minhas autoras prediletas desde essa época, tendo pesquisado incansavelmente sobre sua vida, e escrito diversos ensaios a respeito de sua obra durante a faculdade, foi um verdadeiro sonho poder traduzir Austen. Bem, não somente Austen, mas também Virginia Woolf, Lucy Maud Montgomery e tantos outros.

Conexão Literatura: Você participou recentemente da antologia Bruxas II, organizada pela Revista Conexão Literatura. Poderia comentar sobre o seu conto e sobre a importância em participar de uma antologia? 

Amanda Magri: Bom, como tudo o que escrevo, é um processo extremamente orgânico e também repentino, a inspiração recai sobre mim de maneiras inesperadas, e sou obrigada a atender a esse chamado, sempre foi assim. 

Eu me deparei com a publicação sobre a antologia Bruxas II em um momento em que estava bastante reflexiva, graças também ao contexto pandêmico, sendo forçada a olhar para o meu eu interior, senti algo forte que me impelia a lançar produções autorais, um sonho que eu tinha tanto receio em realizar, e essa é a importância da antologia para mim. 

Conexão Literatura: Logo você irá publicar um livro infantil. Você já pode mencionar o título e mais detalhes sobre o lançamento?  

Amanda Magri: Talvez inspirada pela temática da antologia, produzi um livro infantil com a temática de bruxinhas, a fim de promover novas heroínas, a quebra de esteriótipos e a diversidade de maneira simples, leve e divertida. Será uma obra lançada pela editora Palavra e Verso, mas infelizmente ainda não posso revelar mais detalhes.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para saber mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Amanda Magri: Confesso que não sou uma pessoa tão focada nas redes sociais, mas sempre busco atualizar o meu Instagram (@amandamagrideabreu), falando principalmente sobre a minha vida profissional e meus projetos no geral.

Conexão Literatura: Além do livro infantil, existem outros projetos em pauta? 

Amanda Magri: Sim, além de um material extenso produzido ao longo dos anos, e que recentemente venho os observando com uma nova visão e possibilidades, estou também escrevendo algo totalmente novo e do zero, assim como estou envolvida em um projeto em parceria com meu grande amigo e ilustrador Carlos Eduardo Dardis. E espero que minhas produções possam vir a público em breve.

Perguntas rápidas:

Um livro: Emily de Lua Nova

Um (a) autor (a): Arthur Conan Doyle

Um ator ou atriz: Marilyn Monroe

Um filme: Clube dos Cinco

Um dia especial: 20 de Novembro

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Amanda Magri: Gostaria de deixar uma mensagem para que sempre valorizemos a leitura, mesmo quando não é erudita. A leitura também é prazer, sonhos e arte; e nós podemos apreciá-la de diversas formas.

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sábado, 19 de dezembro de 2020

Últimos dias para participar da antologia (e-book) BRUXAS. Envie o seu conto ou poema. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): BRUXAS

Sinopse: Diversos contos e poemas de terror e sobrenaturais irão compor essas páginas tenebrosas com textos criados por autores criativos. Histórias para o leitor ler e morrer de medo. 

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "BRUXAS":

1 - Escrever um conto ou poema usando como tema as(os) Bruxas(os), magia ou feitiçaria. Aceitaremos até 2 contos ou poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 contos ou poemas serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO ou POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores poderão participar e caso o conto ou poema seja aprovado, enviaremos um arquivo (autorização) para o responsável pelo menor preencher.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto: do dia 22/11/20 até 22/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: BRUXAS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 contos ou poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 23/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):

Sinopse do seu conto (se for poema não precisará de sinopse). Escreva no máximo 10 linhas:


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: BRUXAS

O envio da ficha de inscrição + conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologia clique aqui.



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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Alzira de Souza Umbelino Cardillo e o livro Histórias para mães dormirem


Alzira de Souza Umbelino Cardillo
é mineira, da cidade de Itabira, formada em Letras, pós-graduada em Leitura e Texto e Mestra em Literaturas de Língua Portuguesa pela Puc Minas. A escritora Alzira é também professora e cantora pop-lírica. Coautora em duas publicações anteriores, em 2013 foi uma das 15 selecionadas do “Prêmio Sesc Brasília de Literatura Infantil Monteiro Lobato” com o conto JOANA JOANINHA, constante na coleção de contos da instituição. Seu primeiro livro individual foi o MONA, infantojuvenil publicado em 2015. Em 2019 lançou INTERIOR DE MIM, volume em versos.
 
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Alzira Souza Umbelino Cardillo: Escrevo desde a infância, muito criança já escrevia poeminhas, quadras na maioria, de rima fácil, muito bobinhas. Mas era o despertar do gosto pela escrita. Junto com a escrita veio o gosto pela leitura, ou vice-versa. Sempre li muito, por gosto e por obrigação. A minha formação acadêmica sempre exigiu muitas leituras, evidentemente, mas nunca deixei de ler e escrever por prazer, por menos que imaginasse um dia publicar meus textos.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Histórias para mães dormirem”. Poderia comentar?

Alzira Souza Umbelino Cardillo: “Histórias para mães dormirem” é uma seleção de contos escritos durante alguns anos. Em um momento percebi que tinha um bocado de textos com mães protagonistas e considerei-os bons. Resolvi escrever alguns mais, devagar, e juntá-los em um volume.

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Alzira Souza Umbelino Cardillo: Meu hábito de escrita é noturno, raras vezes escrevo à luz do dia. De dia estudo, leio, faço resumos, resenhas, essas coisas. Quanto às inspirações, elas veem da vivência, das experiências, das leituras, das conversas, até mesmo dos jornais. O cérebro liquidifica tudo e em um determinado momento as informações todas fazem surgir uma história. Ela chega devagarzinho, como um fiapo de lã presa ao novelo, e a gente vai puxando, puxando, tecendo, arrematando, até que o texto acontece.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Alzira Souza Umbelino Cardillo: Selecionei os contos que mais gosto, então é difícil dizer de um. Mas, o conto “Astronauta”, que ilustra a capa do livro, é um conto que gosto de reler. Digamos que seja, para mim, especial.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Alzira Souza Umbelino Cardillo: Pelo site da editora é possível adquirir o livro e saber mais de mim. No caso de um convite para bate-papo, também é possível pela editora, através do telefone/whatsapp, abaixo:
https://conhecimentolivraria.com.br/produto/historias-para-maes-dormirem/

(31) 3273.2340 / (31) 3243.9392

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Alzira Souza Umbelino Cardillo: Praticar o exercício da leitura e da escrita, é fundamental. Persistência, dedicação, vontade e continuidade.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Alzira Souza Umbelino Cardillo: Sim, vários. Um outro livro de contos está na forma para 2021.

Perguntas rápidas:

Um livro: Dom Casmurro, de Machado de Assis
Um ator ou atriz: Tom Hanks    
Um filme: As aventuras de Pi
Um hobby: Cozinhar
Um dia especial: Publicação do primeiro livro

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Alzira Souza Umbelino Cardillo: O livro “Histórias para Mães Dormirem” foi escrito por uma mãe de duas filhas para mães, principalmente. Mas também para pais biológicos e adotivos, pais espirituais, tios e primos, porque as inesgotáveis singularidades de uma mãe devem ser sempre mais conhecidas e apreciadas.

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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Caroline Verban e o livro Ao Som de um Violino, por Cida Simka e Sérgio Simka

Caroline Verban - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Caroline Verban é diretora e atriz, com formação em teatro pela escola Incenna. Entrou para o teatro aos 16 anos como assistente de direção na peça infantil “A Filha do Duque”, e depois partiu para a atuação, tendo hoje em seu currículo seis peças teatrais: A Bela Adormecida, Raul Fora da Lei, Segura o Velho, Bodas de Sangue, a Comédia dos Erros e Branca de Neve. Participou da novela Sol Nascente e fez parte do elenco das novelas A Força do Querer e Éramos Seis, da TV Globo. Descobriu sua paixão pela escrita na adolescência, quando escrevia poesias. É autora do livro infantil Sonhos de Nina. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que a motivou a escrevê-lo? Foi fácil publicá-lo?

O que me inspirou a escrever Ao Som de um Violino foi uma fotografia, que eu vi no Google, de uma camponesa segurando um violino, na hora estava tocando a música “Viva la Vida – Coldplay”, então a história veio como uma brisa que toca nossa pele. E assim nasceu o livro, foram muitas noites em claro para escrever a história da personagem Camila. 

Eu cheguei à Editora Matrix através do meu assessor Fernando Verdasca, então começamos o processo de envio do material para a editora, chegamos a ter nossa primeira reunião na sede da Matrix, onde conversamos sobre a história e as dificuldades que teríamos. Foi uma longa conversa com a diretoria, mas, enfim, fechamos o contrato. Não sei dizer se foi fácil, acredito que não, porque o autor (a), quando vai ter uma reunião com alguma editora, não significa que tá tudo certo para fechar contrato, e sim, entramos na fase de vender nossa história e convencer o outro lado de que ela vale a pena. 

Fale-nos sobre o seu outro livro.

Sonhos de Nina é um livro encantador, uma história que leva o leitor ao mundo imaginário, um universo cheio de encantos, onde a personagem central da história, Nina, ao lado de seu amigo inglês Enzo, passam por diversos vilarejos mágicos. Os leitores vão aprendendo junto com os personagens os valores essenciais para a vida, exemplo: amor, perseverança, amizade, honestidade e humildade. O livro aborda uma questão importante: o bullying. Mostra ao leitor os dois lados, de quem faz, e de quem sofre. É um livro que alcança todas as idades, sem restrições. 

Como analisa a questão da leitura no país?

O Brasil ainda caminha a passos lentos para ser um país onde a leitura vai ser primordial, tanto para as crianças, adolescentes e adultos, podendo um dia se equiparar à Europa, onde a literatura é mais valorizada. 

O que tem lido ultimamente?

Ultimamente tenho lido livros de historiadores, exemplo: Caio Prado Junior, Jacques Lê Goff, Leandro Karnal, Laurentino Gomes, Norbeto Luiz Guarinello, Circe Bittencourt, e por aí vai. Há dois anos resolvi fazer graduação em história para aprimorar meu conhecimento, acredito que isso vai me ajudar tanto na parte de escritora, como de atriz e diretora. 

Quais os seus próximos projetos?

Tenho alguns projetos, um deles é que ano que vem o livro “Ao Som de um Violino” vai ganhar os palcos do teatro de São Paulo, vamos realizar uma linda temporada no teatro Folha, ainda não temos uma data definida por conta da situação crítica em que o mundo vive.

Link para o livro:

https://matrixeditora.com.br/produtos/ao-som-de-um-violino


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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terça-feira, 10 de novembro de 2020

7 Citações de J.K. Rowling

J. K. Rowling - Foto divulgação

J.K. Rowling
é a autora da série best-seller Harry Potter, composta de sete livros, publicados entre 1997 e 2007, que venderam mais de 450 milhões de cópias em todo o mundo, distribuídos em 200 territórios e traduzidos para 79 idiomas, além de transformados em oito filmes. Rowling também é a criadora da obra Animais Fantásticos, que foi adaptada para as grandes telas.

Em 2012, a empresa J.K. Rowling's entretenimento digital e e-commerce, foi lançada, onde os fãs podem desfrutar de notícias, recursos e artigos, bem como conteúdo original por J.K. Rowling.

Seu primeiro romance para leitores adultos, The Casual Vacancy, foi publicado em setembro de 2012 e adaptado para a tevê pela BBC em 2015. Seu romance policial O Chamado do Cuco, foi escrito sob o pseudônimo de Robert Galbraith.
Rowling é uma das mulheres mais ricas do mundo, possuindo cerca de 500 milhões de libras, classificando-a como a 197ª pessoa mais rica do Reino Unido. Mas nem sempre tudo foi um mar de rosas. J. K. Rowling (Joanne Kathleen Rowling), passou muitos anos tentando publicar o seu primeiro livro, intitulado “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, passou por dificuldades financeiras, familiares e sofreu de depressão. Acredite, Rowling nem sequer possuía um computador em casa, ela tinha de ir todos os dias em um Cyber Café para escrever a sua obra, enquanto que a sua pequenina filha Jessica dormia em um carrinho de bebê ao seu lado. Ela Tentou publicar o seu livro em nove das grandes editoras de seu país, mas todas o recusaram, afinal quem publicaria a história de um bruxinho chamado Harry Potter? Depois de muitos anos, tentativas e fracassos, finalmente, no ano de 1997, J.K. Rowling conseguiu publicar seu primeiro livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal” em uma pequena editora inglesa, chamada “Bloomsbury”. Rapidamente o livro chegou na primeira posição dos mais vendidos do país e foi um tremendo estardalhaço na imprensa e imagine quem foi o personagem que ilustrou a capa da conceituada revista Norte-Americana TIME? Isso mesmo, o personagem foi o bruxinho Harry Potter. O quinto livro da autora "Harry Potter e a Ordem da Fênix', foi o livro mais pré-vendido da história mundial. O site Amazon.com, chegou a receber um milhão de pedidos, dá para acreditar? Note algo diferente nas crianças da atualidade, algo que nós adultos não fazíamos quando criança, ler um livro com mais de 500 páginas e ainda torcer que logo saia a sua continuação. O livro Harry Potter e a Ordem da Fênix (Editora Rocco), possui nada menos do que 702 páginas. Com certeza, J.K. Rowling será eternizada como uma das primeiras autoras que despertou a leitura nas crianças.

7 Citações de J.K. Rowling:

1 - Não adianta se entregar aos sonhos se você se esquece de viver.
J.K. Rowling

2 - Nunca se envergonhe, sempre existirão aqueles que serão contra você, mas eles não merecem a mínima atenção.
J.K. Rowling

3 - São nossas escolhas que mostram o que realmente somos, mais do que nossas habilidades.
J.K. Rowling

4 - O que tiver de vir virá, e apenas teremos de lidar com isso quando vier.
J.K. Rowling

5 - Você vai encontrar muitos inimigos em seu caminho, mas também vai encontrar amigos. Poucos, mas verdadeiros.
J.K. Rowling

6 - O problema é que os seres humanos têm o dom de escolher exatamente aquilo que é pior para eles.
(Harry Potter)

7 - Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir.
(Harry Potter e a Ordem da Fênix) 
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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Flávia Reis e o livro Catassol, por Cida Simka e Sérgio Simka

Fale-nos sobre você.

Sou Flávia Reis, escritora paulistana, formada em Direito, mas tenho especialização em Literatura pela PUC/SP, mestrado em Letras na USP, escrevi, até agora, 8 livros de literatura voltada ao público infantil e juvenil. Em dezembro, publico o 9º livro de poemas para jovens e adultos. Faço um doutorado em Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa também na USP e escrevo crônicas para me divertir.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro Catassol. O que a motivou a escrevê-lo?

Catassol nasceu num período em que estava muito ligada aos estudos das linguagens do imaginário, principalmente o Maravilhoso, o Fantástico e o nonsense, na Literatura para crianças e jovens. Sempre admirei as girafas, descobri que é um animal considerado silencioso, não emite sons e, além disso, tem incrível constituição física. Resolvi criar uma girafa fantástica, furta-cor que assume a cor dos lugares para onde vai. Ela anda pelo mundo carregando o sol, tentando buscar companhia e oferece este sol para aquecer e iluminar os outros animais. Mas ninguém liga para ela e a ignoram. Ela não quer ficar sozinha e continua a sua jornada até que vai parar na Bahia!

Catassol tem muitas curiosidades, animais incomuns como porco-espinho, bicho-pau, lagópode, leopardo-das-neves que, normalmente, não são apresentados às crianças. E, por fim, a personagem do caracol, que tem “antenas”, um espiral em seu casco, e, portanto, detentor de grande simbolismo. Não é uma narrativa fácil de escrever, exige um cuidado enorme e busquei ficar longe do lugar-comum e mantê-la ao mesmo tempo simples e fácil de ler. 

Fale-nos sobre seus outros livros.

Como disse, meus trabalhos, até agora, foram voltados para o público mirim e juvenil, estou atualmente trabalhando para relançar uma coleção histórica de 3 livros sobre As Aventuras de Bernardo, que se passa no final do Brasil Império e tem personagens de imaginação e personagens reais, como D. Pedro II, a princesa Isabel, Barbosa Rodrigues, Peter Lund, que será lançado por uma editora que ainda não posso revelar. 

Tem também o Artimanha (Ed. do Brasil), em que a Arte é a personagem e Os Perguntadores da Garrafa (Moderna), sobre filosofia para crianças, são dois trabalhos de segmento paradidático, ótimos para professores e alunos de fundamental I e II. 

Livros infantis:  Catassol (Nversinhos) e De Vários Jeitos (Callis), que são para crianças menores.  

Além desses, tem o Tempo de Beijar (Callis), que é um livro-diário legal para meninas de 12 anos que estejam na iniciação da adolescência.

Durante a pandemia e o isolamento social, escrevi um livro de poemas, deixando minha contribuição histórico-literária do momento. O livro será lançado agora no final do ano pela Editora Reformatório, marcando estreia para ao público adulto. Mas ele alcança os jovens também. O título é surpresa! Só conto depois do parto.

Como analisa a literatura infantil publicada no país?

A Literatura infantil e juvenil publicada no Brasil atualmente tem duas vertentes que se vinculam, num primeiro momento: o mercado editorial, que acaba ditando algumas tendências de temáticas, baseando-se em demandas sociais contemporâneas, induzindo livros que levem aos jovens leitores discussões do momento; a outra é o campo pedagógico na escola, com temáticas transversais, ligadas às disciplinas, que passam a requerer livros que atendam a essas necessidades. De qualquer forma, não se pode negar que a literatura infantil está ligada à aprendizagem da criança, de alguma forma. E não dá pra não admitir isso! Em que pese a sua necessidade de apenas ser arte. Costumo dizer que o mercado é uma grande selva, repleta de títulos e propostas de todo jeito, algumas mais selvagens do que outras e salve-se quem puder! Mas dentro dessa infinidade de projetos, tem se destacado agora uma tendência de livros literários mais complexos, aliados às artes plásticas, cinematográficas, oferecendo linguagens híbridas distintas, ilustrações e projetos gráficos muito apurados, cuidado estético e de grande beleza, dignos de vernissage. No entanto, essas obras captam os leitores adultos e cultos, mas não tenho certeza se conquistam de forma efetiva o leitor mirim, a ponto de penetrar em seu imaginário. A criança necessita de simplicidade, clareza. Ao ser iniciada às letras, antes de tudo, ela procura ler as imagens, cores, movimentos, formas. É por isso que livros como Catassol, cujas ilustrações feitas por Carla Caruso, e projeto gráfico de Adriana Fernandes, contêm um projeto nessa medida: possuem colagens curiosas, coloridas, vivas, cuidadosas, bem-humoradas, singeleza. No plano literário oferecem rimas, frases curtas, exclamações, estabelecendo a conexão que interessa aos pequeninos.

Fale-nos sobre sua pesquisa de doutorado.

Estudo, basicamente, um tripé que movimenta a arte literária para crianças e jovens: o Imaginário, a cultura e a liberdade. É uma pesquisa delicada, que está me dando um trabalhão, mas estou aprendendo bastante a articular o pensamento teórico e crítico, tentando me fazer útil de alguma forma, neste nosso Brasil que tanto precisa de educação. Da minha parte, é como posso contribuir.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Simone Fontarigo e a obra O Legado de Edgar Allan Poe

Simone Fontarigo - Foto divulgação

Simone Fontarigo
é jornalista e escritora, com poesias e contos publicados em diversas antologias no Brasil e em Portugal, entre elas Versos Noturnos (Sociedade dos Poetas Cariocas - SPOC); Brisas de Outono – (antologia lusófona - Editora Sui Generis); Conjunturas – Crônicas e Contos do Cotidiano (Editora Dríade) e Os Casos Ocultos de Sherlock Holmes ( com publicação prevista para fevereiro – Cartola Editora). Seu último conto foi publicado no e-book O Legado de Edgar Allan Poe, organizado pela Revista Conexão Literatura e pelo Edgar Allan Poe – Poe`s Club. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Simone Fontarigo: Comecei a ler e escrever poesias ainda adolescente. Meu pai foi o homem mais culto que eu já conheci e estava sempre lendo, o que me incentivou desde cedo a amar os livros. Comecei a escrever contos há cerca de três anos e a classificação em alguns concursos literários me incentivou a continuar escrevendo, pois parece indicar que minha literatura está agradando alguém (risos). 

Conexão Literatura: Você participou e teve o seu conto selecionado no concurso literário da obra (e-book) O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE, tendo sido publicado nele o seu conto “Vende-se Mansão”. Poderia comentar? 

Simone Fontarigo: “Vende-se mansão” foi o meu primeiro conto de suspense / terror. Gosto muito dos contos do Edgar Allan Poe e fiquei muito feliz em participar e ser classificada em um concurso que escolheu contos com a mesma temática e mesmo estilo desse autor fantástico. Fiquei também muito honrada por meu conto estar abrindo o livro.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu conto? 

Simone Fontarigo: O prazo para apresentação do texto foi curto, mas, como sempre faço, pesquisei bastante sobre a época em que o autor viveu para não colocar nada extemporâneo. Costumo escrever meus contos da mesma maneira como eles devem ser lidos: de uma só vez. Depois releio várias vezes, envio para algumas pessoas avaliarem e só então faço a revisão final e o considero pronto. Meu marido e meu filho são obrigados a ler todos (risos). O fato de ser jornalista me ensinou a ter esse cuidado com meus textos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu conto especialmente para os nossos leitores?  

Simone Fontarigo: Destaco o momento em que o medo vai tomando conta do protagonista de uma maneira que ele já não consegue distinguir o que é verdade do que é imaginação. O trecho é esse: 

“Conseguiu dormir apenas algumas horas. Acordou sobressaltado e continuava com a impressão de que havia alguém na janela. Podia ouvir os corvos e sabia que eles estavam ali. Fechou os olhos e começou a rezar. Porém, mal havia terminado, sentiu gotas geladas pingarem em sua testa. Ele acendeu a vela e olhou para cima. A mancha negra estava maior agora e ele teve certeza de que o que pingara em sua testa era sangue. Através da claridade trêmula da vela, podia agora ver claramente o rosto de um homem se formando.

“O que eu faço? O que eu faço?”  — Ele se perguntava, enquanto ouvia os corvos debaterem-se contra a janela do quarto. O vento soprava ainda com mais intensidade e galhos de árvores batiam tão forte na janela que pareciam quererem quebrá-la. “ 

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos autores em início de carreira ou para os que pretendem participar de concursos literários?

Simone Fontarigo: As dicas são sempre as mesmas: leia muito e escreva, escreva, escreva. Participe de cursos de escrita criativa gratuitos pela Internet, existem cursos muito bons para autores iniciantes. Faça parte de grupos de autores nas mídias sociais, você conhece pessoas que têm o mesmo sonho que você e aprende muito com as experiências delas. Sobre os concursos literários considero que são um ótimo termômetro para saber se o que você está escrevendo está agradando. Existem diversos sites que mostram quais são os concursos que estão abertos. Além disso, os concursos são ótima maneira de treinar sua escrita e ainda ter a chance de ter seus textos publicados. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o e-book O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Simone Fontarigo: Na minha página do Instagram (@simone_fontarigo) tem o link para baixar gratuitamente o e-book. Baixem, leiam e deixem seus comentários, que são sempre muito bem vindos pelos autores. Lá, vocês também vão saber um pouco mais sobre mim. Será muito bom trocarmos ideias literárias.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Simone Fontarigo: Sim, existem! Acabei de concluir o meu primeiro livro de poesias chamado “O que o amor tem a ver com poesia”, que deverá ser lançado ainda este ano.  E estou finalizando um livro de contos, que pretendo lançar no ano que vem. E, é claro, continuo participando de concursos literários. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Posso falar dois? A Revolução dos Bichos, de George Orwell, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos 

Um (a) autor (a):  Graciano Ramos

Um ator ou atriz: Gloria Pires

Um filme: Coração Valente

Um dia especial: O nascimento do meu filho Rafael

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Simone Fontarigo: Agradeço à revista Conexão Literatura a oportunidade de divulgar o meu trabalho e convido a todos para irem até o meu Instagram e baixar o livro O Legado de Edgar Allan Poe. Mas já vou avisando: é só para os corajosos...

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