Possessão Alienígena reúne grandes escritores brasileiros de ficção científica

Monitorar, possuir e manipular. De certo modo, a literatura, a mídia e o cinema ajudam na descrença da existência dos alienígenas, tor...

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Faça a diferença você também - Conheça o projeto Leitura no Vagão


Criado por Fernando Tremonti, no início, para incentivar a leitura da sociedade num ambiente onde para muitos é considerado tempo perdido: os trens e metrôs. Com o crescimento do projeto expandiram para os ônibus e agora fazem ações nas ruas para atingirem cada vez mais pessoas.
O Leitura No Vagão consiste em deixar livros em locais aleatórios, podendo a população levá-los para casa, sendo o intuito que, após o término da leitura, retornem o exemplar para onde o encontraram, para que outra pessoa possa pegá-lo.
Além disso, estimula autores e autoras a escreverem suas obras, divulgando-as sem nenhum custo. Sorteios de livros são feitos, entrevistas com autores consagrados que apoiam o projeto, dentre outras ações ligadas à leitura.
A iniciativa começou em São Paulo e atualmente já se expandiu para o Rio de Janeiro, Distrito Federal e até Santiago no Chile.

Desligue seu smartphone e abra um livro.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Como surgiu a ideia do projeto Leitura no Vagão?

Fernando Tremonti: O LNV surgiu da minha filosofia de vida que é transformar o ambiente em que atuou num lugar melhor. Tento fazer isso em casa, no trabalho, no futebol com os amigos e um dia me perguntei “O que faço aqui (vagão de metrô) para consolidar esta filosofia?”. E a resposta foi fácil encontrar, estava na minha mão direita, um livro. Foi aí que resolvi deixar os livros que tinha em casa nos bancos aleatórios dos metrôs com uma etiqueta e um folder explicando que o livro não havia sido esquecido e que se tratava de algo maior.

Conexão Literatura: Como funciona o Leitura no Vagão?

Fernando Tremonti: A ideia é que os livros circulem e não fiquem parado nas estantes. Por isso são identificados com uma etiqueta, folder e carimbo para informar sobre o projeto. Além disso, o pessoal do metrô está orientado para quando verem um livro com esta identificação não levá-lo ao “Achados e Perdidos”.

Conexão Literatura: Você tem uma estimativa de quantos livros já passaram pelo Leitura no Vagão?

Fernando Tremonti: Sim, mais de 15 mil em dois anos.

Conexão Literatura: E qual é a opinião das pessoas que se beneficiam com o projeto?

Fernando Tremonti: Em um ambiente um tanto quanto hostil que é considerado o metrô. É muito legal quando dizem “Obrigado, você animou o meu dia”. Fora isso, nas ações nas ruas podemos ter mais contato com as pessoas. E esse retorno é sempre positivo.

Conexão Literatura: Vários atores, apresentadores e modelos apoiam o projeto Leitura no Vagão. Poderia citar alguns nomes?

Fernando Tremonti: Sim, isso bem legal! Alguns grandes nomes como Giovanna Antonelli, Susana Vieira, Mateus Solano e Sabrina já apoiaram a iniciativa.

Veja quem já vestiu a camiseta do Leitura no Vagão
Conexão Literatura: Um dos intuitos do projeto é distribuir os livros gratuitamente. As pessoas beneficiadas vão ler e devolver o livro para outra pessoa ser também beneficiada. Mas acontece de algumas pessoas se apegarem tanto ao livro ao ponto de não devolverem mais?

Fernando Tremonti: Acredito que acontece. Mas não me apego a isso. É uma cultura muito nova essa que estamos construindo e acredito que um dia quando uma pessoa pegar um livro pelo projeto algumas pessoas irão encará-la com aquele olhar de: “Olha lá hein? Quero ver este livro circulando”.

Conexão Literatura: Vocês também vendem produtos para suprir alguns custos do projeto, como camisetas, canecas e marcadores. Poderia comentar?

Fernando Tremonti: Exatamente. O LNV não tem fins lucrativos, então somos todos voluntários que fazemos doações. Seja ela de tempo, dinheiro e etc. Porém tudo tem seu custo e para equilibrarmos os nossos gastos fazemos a venda de alguns produtos. Essas vendas são revertidas integralmente em prol do projeto.

Conexão Literatura: Quantas pessoas trabalham no projeto?

Fernando Tremonti: Não tenho um número fixo de pessoas. Dependo muito da atual situação de cada uma. Mas posso contar com 12 pessoas para estas ações.

Conexão Literatura: Como os interessados poderão colaborar ou saber mais sobre o Leitura no Vagão?

Fernando Tremonti: O mais indicado é que acesse nosso site: www.leituranovagao.com. Lá tem todas as informações necessárias para ser um colaborador.
Dia 20 de Novembro de 2016, foram distribuídos 200 livros artesanais na Av. Paulista
Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Fernando Tremonti: Gostaria de agradecer o espaço e convidar à todos e todas a conhecerem nosso projeto. E se você for um escritor ou escritora e quiser nos enviar um exemplar, será um prazer recebê-lo. E além disso faremos uma divulgação em nossa página. Tudo isso de forma gratuita. Obrigado!


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Faça a diferença você também - Leitura grátis através do Projeto PEGAÍ

Crédito da foto - Jorge Szabli Jr
Nesses dias conturbados dos quais muitas vezes algumas notícias nos deixam tristes, para baixo, nós da revista Conexão Literatura buscamos e garimpamos pessoas que fazem a diferença. São idealizadores de projetos que auxiliam e ajudam pessoas no desenvolvimento social, trazendo cultura, informação e entretenimento. Uma pessoa bem informada e com mais conhecimento certamente enxerga um mundo diferente. O que nós desejamos passar é que todos podem fazer a diferença, seja numa palavra de consolo, numa simples ajuda ao próximo no seu dia-a-dia, gestos simples que podem fazer uma grande diferença na vida de uma pessoa.

Para iniciarmos o nosso FAÇA A DIFERENÇA VOCÊ TAMBÉM, entrevistamos o idealizador do projeto PEGAÍ, que tem como objetivo disponibilizar livros gratuitos que são recebidos através de doações. O projeto já recebeu mais de 82 mil exemplares, tem 22 pontos de distribuição de livros (estantes) e está crescendo cada vez mais, pois além do idealizador do projeto Idomar Augusto Cerutti, uma equipe de voluntários trabalha em conjunto recebendo doações de livros, carimbando um a um e levando até as estantes espalhadas pela cidade, além de divulgar o projeto para que cresça cada vez mais.

Entenda como funciona o projeto PEGAÍ e se possível, colabore.  

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Como surgiu a ideia do projeto PEGAÍ?

Idomar Augusto Cerutti: Sou professor na Universidade Estadual de Ponta Grossa, e sempre achei que deveria ter um espaço democrático de troca de livros, algo como uma estante onde os alunos poderiam deixar e pegar livros. Mas não tinha tempo, ou pensava que não tinha tempo para implementar a ideia. Em maio de 2013 eu assistiu um reportagem no Jornal Hoje que mostrava um grupo de motoboys que tinham uma “bicicloteca”. Eles colocavam 200 livros numa caixa na traseira de uma bicicleta e levavam para a praça onde deixavam as pessoas pegarem. Pensei “se eles fazem nós também podemos fazer”.
Projetei como deveria funcionar, testei o nome e comecei a angariar doações de livros entre amigos. Nesta hora as conexões foram muito importantes. No dia 03 de julho de 2013 lançamos nosso primeiro evento, uma Pegada Cultural, com 300 livros, dentro de um supermercado parceiro do projeto. Foi sucesso total! A partir desse momento passamos a receber doações regulares e mais pessoas juntaram-se ao time.

Conexão Literatura: Você tem uma estimativa de quantos livros já passou pelo PEGAÍ?

Idomar Augusto Cerutti: Em novembro de 2016 temos o registro de mais de 82 mil livros que receberam nosso carimbo. Sabemos que esse número é muito maior, pois muitos livros são doados diretamente em nossas estantes, e novos leitores chegam e pegam antes de fazermos os registros.
Equipe do projeto PEGAÍ
Conexão Literatura: Quantos pontos com livros vocês possuem hoje?

Idomar Augusto Cerutti: Temos 22 estantes espalhadas pela cidade, em espaços públicos de grande circulação de pessoas. Duas dessas estantes estão em ambientes prisionais ajudando na ressocialização dos apenados.

Conexão Literatura: Quantas pessoas trabalham no projeto?

Idomar Augusto Cerutti: Hoje temos um grupo gestor de 15 pessoas, que cuida da administração do Pegaí. Além disso, temos mais de 70 voluntários nas mais diversas tarefas, jornalistas, advogados, publicitários, radialistas, produtores, escritores, alunos, donas de casa, bibliotecários, médicos, engenheiros, aposentados, professores. Enfim, profissionais das mais diversas áreas que emprestam sua expertise para nos ajudar a cumprir nossa missão: aproximar livros sem leitores de leitores sem livros.

Conexão Literatura: As obras que chegam (por meio de doação) são separadas e registradas pelos voluntários do Projeto, que carimbam, colocam etiquetas e classificam a faixa etária. Depois disso, os livros são disponibilizados nas estantes, onde a população pode emprestar. Não é necessário fazer cadastro, basta encontrar uma estante permanente, pegar o título do seu gosto, levar para casa, ler, cuidar e devolver nos Pontos de Coleta quando terminar a leitura. Acontece de algumas pessoas se apegarem ao livro e não devolverem mais aos Pontos de Coleta?

Idomar Augusto Cerutti: Nossos livros não ficam nas estantes, eles circulam pelas mãos dos leitores, e não temos como mensurar a quantidade de leituras que um livro teve. A grande maioria dos livros que recebemos não são novos, são aqueles que já foram ‘usados’.
Em nossa concepção, os livros que podiam estar numa gaveta ou estante há muitos anos, neste caso ‘mortos’, chegam até nós e ganha vida novamente. É isso que importa para o Pegaí.
No caso destes livros que já estavam mortos e chegam até nós, colocamos nossa etiqueta, nosso carimbo, e disponibilizamos numa estante. Vem um leitor, escolhe e leva embora e não devolve. Qual é a perda? Esse livro estava perdido e nós conseguimos dar vida para ele, pelo menos um leitor leu. Em nossa visão tivemos 100% de aproveitamento, o livro foi lido e é o que basta.
Sabemos que teremos essa situação de “perda”, mas trabalhamos no atacado, a grande maioria dos leitores entendeu a proposta de fazer circular os livros, pois “livro parado na estante não muda a vida de ninguém”.

Conexão Literatura: Como os interessados poderão colaborar ou saber mais sobre o PEGAÍ?

Leitora num ponto de distribuição
Idomar Augusto Cerutti: Escritores e editores tem livros e precisam de leitores, nós temos leitores e precisamos de livros. Aceitamos doações de livros de literárias, de todos os temas e para todas a idades. Também aceitamos gibis, NÃO aceitamos livros de estudar (didáticos, técnicos, dicionários, apostilas, doutrinação religiosa).
Qualquer pessoa pode nos enviar doações. Temos algumas parcerias com empresas de ônibus que recebem e transportam em cortesia os livros de pelo menos 300 cidades do Brasil, São Paulo, Rio, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre são algumas delas.
Quem quiser fazer parte do time de doadores entre em contato via email contato@pegai.info, informe a cidade e tentaremos viabilizar o transporte em cortesia. Também podem nos enviar via correios, nosso endereço postal é:
Projeto Pegaí Leitura Grátis
Ac.: Idomar Cerutti
Rua Comendador Miró, 1399 – Centro
84010-160 – Ponta Grossa – PR

Outra forma de colaborar é conhecer nosso trabalho. Em nosso site www.pegai.info há uma página de notícias e outra de imprensa, onde pode ser encontrado muito material sobre o que fazemos, e também nas redes sociais:
Facebook: https://www.facebook.com/ProjetoPegai
Instagram: https://www.instagram.com/pegaileituragratis
Youtube: https://www.youtube.com/user/projetopegai

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?
Equipe do projeto PEGAÍ
Idomar Augusto Cerutti: Além do trabalho de democratização do acesso à leitura, recebendo e disponibilizando livros, o Pegaí Leitura Grátis inaugurou em Junho de 2016 um Hospital de Livros dentro da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa.
Alguns apenados – escolhidos pela direção da PEPG - receberam capacitação para reparar os livros danificados e agora os recuperam e dão uma nova chance para esses livros.
A missão do Hospital de Livros é “dar nova oportunidade para livros e pessoas”. Para os livros que estão sendo recuperados, e para as pessoas que tem a oportunidade de ler uma obra, que sem este trabalho dos apenados estaria perdida.
Após algum tempo do trabalho dos apenados no Hospital de Livros, verificamos que a nova oportunidade para as pessoas que apontamos na missão, também é válida para os restauradores da Penitenciária, que encontraram um nosso sentido para cumprir suas penas da melhor forma possível. Já que estão fazendo um trabalho útil – além de agradável - para a sociedade, em um ambiente que foge dos ‘padrões’ dos ambientes prisionais. “O Hospital de Livros é a liberdade dentro da Penitenciária”, disse um dos nossos restauradores.
Alguns dos apenados, além do restauro dos livros, estão desenhando as capas que estavam perdidas. 

E você, conhece algum projeto ou alguém que faz a diferença envolvendo literatura/leitura? Envie um e-mail para o nosso FAÇA A DIFERENÇA VOCÊ TAMBÉM. E-mail: pascale@cranik.com - c/ Ademir Pascale - Editor Chefe

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