O melhor conto: "Bliss", da escritora neozelandesa Katherine Mansfield - Por Ademir Pascale

Katherine Mansfield - Foto divulgação Por Ademir Pascale O conto "Bliss" da escritora neozelandesa Katherine Mansfield ...

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Participe da antologia (e-book) FUTURO - CONTOS E POEMAS. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): FUTURO - CONTOS E POEMAS

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "FUTURO - CONTOS E POEMAS":

1 - Escrever um poema ou conto sobre o futuro. Aceitaremos até 3 contos ou 3 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 3 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 06/01/22 até 10/02/22.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FUTURO - CONTOS E POEMAS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 3 poemas ou 3 contos e tenha os três selecionados, o valor será R$ 150,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook e Instagram, que somam cerca de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 11/02/22 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FUTURO - CONTOS E POEMAS

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.



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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Entrevista com Roberto Schima, autor do livro "Era uma vez um outono"


Neto de japoneses, nascido a 01/02/1961. Agraciado com o "Prêmio Jerônymo Monteiro", promovido pela "Isaac Asimov Magazine" (Ed. Record) pelo conto "Como a Neve de Maio". Contemplado nos concursos "Os Viajantes do Tempo" e "Os Três Melhores Contos", ambos pela revista digital Conexão Literatura, com a qual colabora desde o nº 37. Escreveu: "Limbographia", "O Olhar de Hirosaki", "Sob as Folhas do Ocaso", "Cinza no Céu" e, agora, "Era uma Vez um Outono" Participou até o momento de cento e trinta antologias. O conto "Ao Teu Dispor" foi premiado na antologia "Crocitar de Lenore" (Ed. Morse). Informações: Google. Contato: rschima@bol.com.br. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Roberto Schima: Em 04 de março de 1971, aos dez anos, tive que escrever uma redação para a escola – na época chamava-se “composição” – cujo tema era: “O que pretendo ser quando crescer”. Fascinado pelo clima da “Conquista do Espaço” e de seriados como “Jornada nas Estrelas”, escrevi: astronauta “... porque quando sair e entrar na órbita terrestre e lunar viverei numa aventura e tanto...” Isso jamais aconteceu, mas eu ganhei um “Muito Bom” da professora Irma Vergaças Daher e para sempre vivi no mundo da lua. Embora jovem, via na escrita algo de mágico, uma maneira de perpetuar as ideias. Esse tipo de reflexão acompanhou-me a vida toda. Eventualmente, no início dos anos 80, acalentei o desejo de ter um livro publicado, estimulado pelas leituras de livros como “Os Frutos Dourados do Sol” e “As Crônicas Marcianas”, de Ray Bradbury. Na segunda metade da referida década, travei contato com o Sr. João Francisco dos Santos, o qual publicara "Poemas de Amor e Humildade". Isso fortaleceu a ideia de ter meu próprio livro em mãos. Naquela época não havia a Internet. Meus originais eram datilografados. Precisava tirar cópias em xerox. Utilizava os serviços dos Correios. Provavelmente através de um correspondente, tomei conhecimento da editora Scortecci. Reuni algumas histórias e, sob o cacófato título de “Pequenas Portas do Eu”, em 1987, publiquei-as via produção independente. No ano seguinte, soube da existência do “Clube de Leitores de Ficção Científica” (CLFC). Em seu fanzine, Somnium, dei continuidade ao exercício da escrita, dando vazão através dos contos ao sonho infantil de viajar pelo espaço. Em 1990, tive a felicidade de ser contemplado com o “Prêmio Jerônymo Monteiro”, promovido pela “Isaac Asimov Magazine” (Ed. Record), pela história “Como a Neve de Maio”, publicada em seu nº 12. Em 1993, participei da antologia “Tríplice Universo” (Ed. GRD) com a noveleta “Os Fantasmas de Vênus”. Após isso houve um longo hiato. Então, a vontade de lançar novamente um livro começou a formigar e, felizmente – graças aos avanços na informática e o surgimento da Internet -, acabei conhecendo a agBook e o Clube de Autores. Assim, reunindo ou remodelando velhas histórias, em 2013 lancei a antologia “Limbographia” e, no ano seguinte, o romance “O Olhar de Hirosaki”. Em meados de 2018, através de uma postagem no Facebook, fiquei ciente de um concurso de contos com o tema “Os Viajantes do Tempo”, promovido pela revista digital “Conexão Literatura”, editada por Ademir Pascale. Meu ânimo para escrever fenecera fazia mais de vinte anos, mas eu tinha uma história engavetada que poderia adequar-se ao concurso e, após uns ajustes, enviei-a, afinal, o que tinha a perder? Foi uma surpresa maravilhosa quando, um mês depois, tive a notícia de ter sido contemplado. Isso representou um estímulo enorme e, a partir de então, retornei à escrita. Meu conto, “Abismo do Tempo”, foi publicado no nº 37 da revista e, desde então, colaboro com ela regularmente. 

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Era uma vez um outono". Poderia comentar? 

Roberto Schima: Trata-se de minha quarta antologia solo (após "Limbographia", "Sob as Folhas do Ocaso" e "Cinza no Céu"). Em 2020 e 2021, devido à pandemia e ao confinamento, procurei ocupar o tempo e amenizar a ansiedade participando de diversas antologias. Nunca escrevi tantas histórias como nesse biênio. Eu poderia ter montado "Era uma Vez um Outono" algum tempo atrás. Posterguei devido a canseira em organizar todo o material. Em se tratando de uma autopublicação, além do papel de autor, a gente meio que assume o papel de organizador, revisor, diagramador, capista, ilustrador, fotógrafo etc. Ainda mais no meu caso, que tenho predileção por lançar calhamaços, inserir notas de rodapé e adicionar materiais extras além dos contos, a empreitada afigurava-me maçante. O impulso se deu na madrugada insone de 18.12.2021, por volta das três horas — a "hora mágica" —, enquanto em meio ao silêncio e à escuridão escutava uma versão instrumental de Auld Lang Syne. E os pensamentos, sem focarem em nada em particular — a exemplo das folhas que, ressequidas, desprenderam-se de seus galhos e dispersaram-se através da fluidez do vento — vagaram e vagaram por diferentes memórias sem nelas pousar. Diante de tais divagações, surgiu o título para uma nova antologia: "Era uma vez um outono". Os contos — e alguns versos — da presente antologia foram publicados nas edições nº 66 a 79 da revista digital "Conexão Literatura", editada por Ademir Pascale, bem como nas antologias por ele organizadas. Outros contos saíram em antologias digitais organizadas por Elenir Alves, do blog "Projeto AutoEstima". E, ainda, em exemplares avulsos da revista digital "LiteraLivre", de Ana Rosenrot. Abrangem diferentes gêneros como: fantasia, nostalgia, horror e ficção científica. Numa seção própria, fiz a inclusão de entrevistas que, a exemplo desta, concedi à "Conexão Literatura", ao "Projeto AutoEstima" e à Shirlei Pinheiro, do blog "Jornal Escritores da Serra". Inclui, ainda, a seção "Galeria" com amostras de meus desenhos desde meados dos anos 70 até meados dos anos 90 (já alerto: vão do grotesco ao estapafúrdio). Assim, pois, confesso o pecado de me utilizar da autopublicação como um meio de preservar memórias que, se me são muito caras, nada representarão a outrem além de objetos de mera curiosidade, se tanto. Que os contos que compõem este livro se dispersem ao vento qual folhas secas de um outono de outrora. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Roberto Schima: Por ser uma antologia de contos já escritos, o trabalho foi mais braçal, por assim dizer. Ficou por conta da montagem do livro em si e de sua divulgação através das plataformas de autopublicação (Clube de Autores, Uiclap e Amazon). Ah, sim, "apanhei" um bocado nesses sites, principalmente no momento de inserir a capa. Os contos encontram-se em ordem cronológica, conforme saíram nas publicações acima citadas. À época da criação de cada conto, empreendi maior ou menor pesquisa, conforme os assuntos de que tratavam. Mas, especificamente no caso de "Era uma Vez um Outono", levei cerca de oito dias da idealização até disponibilizá-lo na Internet. Pelo menos num dos dias fiquei trabalhando das quatro horas da manhã até cerca de vinte e uma horas. Felizmente, estou aposentado e isso foi de grande valia. Aliás, não fosse por isso, talvez os contos nem tivessem sido escritos, ou, pelo menos, boa parte deles. 

Conexão Literatura: É você que produz os seus livros, como capa, diagramação, etc.? 

Roberto Schima: Sim, sou eu (o que é patente nas falhas a começar pelas capas sofríveis). Gosto de manter o controle completo da organização e montagem do livro. Por ser lançado através de plataformas de autopublicação, elas se mostram ideais para termos nossos livros exatamente do jeito que queremos. Naturalmente, isso envolve tanto méritos quanto deméritos. Sendo eu próprio o revisor, o que me garante que não deixei passar nada? Ou que aquilo que julgo certo, na verdade está errado? Nenhuma editora publicaria meus livros da maneira como são apresentados, fosse por critérios editoriais próprios ou porque o produto final mostrar-se-ia inviável comercialmente, tanto pelas dimensões da obra quanto pelo volume de imagens inseridas, por exemplo. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Roberto Schima: Como o livro se compõe de 58 contos, 3 crônicas e 3 poemas (além das entrevistas e ilustrações), em quase 700 páginas, é difícil destacar um trecho em específico como sendo o favorito. Mas posso reproduzir aqui um fragmento de um conto com o qual muito me identifico, intitulado "O Menino que Amava os Monstros": 

    "...Gonjiro não sabia dizer por que não era feliz ou por que não conseguia relacionar-se com as outras crianças, afinal, estas também passaram por dificuldades semelhantes. Apenas acontecia. E, quanto mais dele debochavam, mais introspectivo se tornava e mais se apegava a um mundo interior o qual, a seu ver, adquiria mais consistência do que aquele que o rodeava.

    Mergulhava nos desenhos animados, nos mangás, nos seriados. Invariavelmente, eles tinham algo em comum: os monstros. Fossem sobrenaturais, radioativos, do espaço sideral ou até os que já existiram ou existiam como os dinossauros e as criaturas abissais. Nutria sentimentos ambíguos por eles. Apavoravam-no, mas, ao mesmo tempo, sentia admiração.

    Em vez de serem assustados, assustavam.

    Em vez de serem indefesos, atacavam.

    Em vez de temer, eram temidos.

    Possuíam todas as formas e tamanhos e não se originavam apenas em território nipônico: robôs, zumbis, múmias, dragões, gárgulas, vampiros, alienígenas, lobisomens, assombrações, seres mitológicos, homem das neves, monstro de Loch Ness.

    Desde esqueletos ambulantes a criaturas maiores do que edifícios, Gonjiro, não obstante o medo, os amava, pois, por mais apavorado que ficasse ante aqueles olhos medonhos, uivos arrepiantes e o rastro de destruição que deixavam no papel ou nas telas, nunca, de fato, haviam feito mal a ele..." 

Conexão Literatura: Você passou um bom tempo sem escrever, mas de uns anos para cá voltou com muito entusiasmo e força de vontade. Conte mais pra gente. 

Roberto Schima: Ah, a "culpa" inicial disso cabe à "Conexão Literatura"! Graças ao concurso que a revista promoveu, intitulado "Os Viajantes do Tempo" e do qual tive a felicidade de ser contemplado com o meu conto "Abismo do Tempo", publicado na edição nº 37, a criatividade que eu julgara apagada reacendeu. O estímulo subsequente levou-me a participar desde então não somente de todos os exemplares da revista, incluindo este, como também de boa parte das antologias sob o "Selo Conexão Literatura". Outro impulso relevante foi a descoberta das antologias organizadas por diferentes editoras somado à chegada da pandemia e o confinamento. Meio que me forcei a participar de uma antologia atrás da outra tanto como uma forma de exercício literário quanto para ocupar a mente diante do estresse provocado pela clausura. Aliás, o volume de contos saídos nessas antologias bem poderiam formar uma nova antologia. Tudo está na dependência dos vencimentos dos prazos contratuais respectivos, bem como do fôlego para arregaçar as mangas outra vez. Ultimamente, como dizem por aí, tenho tirado o pé do freio. Continuo a escrever, mas sem tanta obstinação a fim de dar espaço a outras atividades nem que seja a de debruçar sobre meu pequeno jardim e divagar a medida em que observo as atividades das formigas... 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Roberto Schima: Para adquirir "Era uma Vez um Outono", basta entrar numa das plataformas de autopublicação: Clube de Autores, Uiclap ou Amazon. No Clube de Autores, há a opção da edição brochura com orelhas e papel offset  (mais em conta), capa dura e papel couché (mais cara) ou versão e-book em PDF (mais barata). Na Uiclap, há somente a opção brochura e papel offset, sem orelhas. Na Amazon há tanto o e-book quanto o livro físico. Para maiores informações, o leitor poderá acompanhar a "Conexão Literatura", pois, conforme mencionado, participo dela desde a edição nº 37. Pode inserir meu nome no Google. No Wattpad há duas dúzias de contos meus à disposição para leitura online. No site "Divulga Livros" há as antologias lançadas sob o "Selo Conexão Literatura", sendo que participo da maioria delas. O download é gratuito. Os sites das plataformas de autopublicação onde estão meus livros são: 

CLUBE DE AUTORES:  https://clubedeautores.com.br/books/search?where=books&what=roberto+schima

UICLAP: https://loja.uiclap.com/?s=roberto+schima&post_type=product

AMAZON: https://www.amazon.com.br/s?k=ROBERTO+SCHIMA&__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&ref=nb_sb_noss 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Roberto Schima: Continuarei a participar da "Conexão Literatura", de uma ou outra antologia digital ou física e, conforme mencionado, espero juntar meus contos esparsos nas mais diferentes editoras em uma futura antologia solo. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: "A Vida na Terra" (Life on Earth, Seleções do Reader's Digest), David Atthenborough

Um (a) autor (a):  René Barjavel

Um ator ou atriz: Lima Duarte

Um filme: "Luzes da Cidade" (City Lights, Charlie Chaplin, 1931)

Um dia especial: cada um deles ao lado de minha esposa 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Roberto Schima: Desejo reproduzir um trecho da "nota final" de "Era uma Vez um Outono":

"... Reconheço o débito a minha mãe, Chieko Schima, que na minha infância e adolescência procurou incentivar o gosto pela aquisição de conhecimento. Particularmente através de obras da Editora Abril, cujo papel na formação cultural da época e em anos posteriores foi de uma relevância extraordinária. Entre elas, meu destaque vai para a magnífica Enciclopédia Conhecer. Minha mãe, embora mal tivesse cursado o primário, sempre teve uma preocupação com relação a instrução dos filhos. Naquele tempo, nos anos 60, a Editora Abril trazia ao público várias obras de grande conteúdo, mas a preço acessível, pois eram vendidas em fascículos periódicos nas bancas de jornais, podendo posteriormente serem encadernados. Entre essas coleções, uma que ela adquiriu foi a Enciclopédia Conhecer em sua edição de 1969. Eu ficava maravilhado só de poder folhear aqueles volumes de capas vermelhas e letras douradas. As ilustrações eram incríveis e as que mais me chamavam a atenção eram as de dinossauros, homens das cavernas, antigas civilizações e sobre temas astronômicos e astronáuticos. Havia a imagem de um imenso pteranodonte planando em primeiro plano, sob o um céu avermelhado, enquanto duas enormes criaturas marinhas (uma delas com um pescoço imenso e flexível) digladiavam-se ao fundo, em um oceano turbulento. Em outra ilustração, um rude homem pré-histórico estava agachado, saciando sua sede a beira de um lago; usava aquele traje de pele de animal amarrado ao corpo que fomos acostumados a ver em caricaturas de homens das cavernas e, preso à cintura, um potente machado de pedra. (...) Em outra imagem, um imenso foguete orbitava a Terra, tendo, um pouco mais além, uma estação espacial, semelhante a uma roda de bicicleta, como imaginava-se antigamente a exemplo do filme "2001: Uma Odisséia no Espaço". Ilustrações assim faziam minha imaginação voar. Para mim, não eram apenas pinturas. Tinham vida própria, como se fossem algum tipo de janela para outros mundos, como se, de um momento para o outro, eu pudesse ver aquele pteranodonte agitar suas asas, ou o homem primitivo erguer-se e ir atrás de, digamos, um urso das cavernas ou um mamute; e ouvir o foguete acionar seus motores e seguir em frente até os planetas mais próximos ou além..."

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sábado, 16 de outubro de 2021

Conto "Fogo", por Roberto Fiori


Um homem que poderia prever o futuro. Uma pessoa que seria capaz de lembrar-se de tudo, desde o nascimento. Alguém com Q.I. impossível de ser mensurado.

Este era Armand, um metro e setenta e cinco centímetros de altura, mais de um metro de ombro a ombro, prestes a negociar seus préstimos com o que era a principal empresa de armamentos do mundo, a Lockheed Martin. O salão de conferência conferia uma atmosfera de ensino, um quadro negro de lado a lado do imenso aposento, trezentas carteiras espaçada entre si pelo menos dois metros. Uma lembrança dos tempos do coronavírus, a ser lembrada a qualquer custo.

— Armand, você decidiu pela nossa empresa, é o que me disse ao telefone. Por quê?

— Minhas capacidades inatas são capazes de muito. Falei a você que poderei lhes apresentar uma visão de extrema utilidade sobre a Lockheed Martin, a Boeing, a fabricante do fuzil automático Kalashnikov...

— E que o inventor dele falava ser uma arma de defesa, e não uma arma de ataque ofensivo — riu McGavin, com quem Armand havia pedido ser realizado o encontro a sete chaves naquele salão de conferências.

Armand permaneceu sério e levantou-se da mesa principal do salão, no centro do tablado, cercado pelas carteiras, na parte mais baixa do recinto. Pensou por um minuto e disse:

— Esta empresa está condenada. A não ser que tomemos algumas atitudes. Temos de aumentar o número de acionistas, oferecendo nossas ações mais barato que de outras empresas rivais. A Boeing é a nossa maior concorrente. Abaixou o valor de suas ações em dez créditos terrestres e a Patton VSI tem subido seu ativo em um ritmo que em um ano se equiparará a este. Os lucros com a venda de armamentos da Lockheed Martin estão altos, mas serão ultrapassados.

— Quais são as suas capacidades, Armand?

— Suficientes para construir setenta mil geradores de lasers acoplados a satélites orbitais e dez mil estações espaciais contendo cada uma dez aceleradores de partículas, em um ano. Se vocês seguirem à risca o que vou lhes falar.

Armand falou, e como! Os diretores e o presidente sênior da Lockheed Martin ficaram em silêncio, durante a explanação que o francês fazia. Até para homens como os figurões da Lockheed, aquilo impressionava. Mas temiam que a empresa, com dívidas com o governo central terrestre, pudesse vir a naufragar. Porém, admitiam que Armand podia ser bem convincente. Apresentava números, estatísticas, informações que eles não tinham em mãos, mas em mente. Dados ultrassecretos que viriam a ser utilíssimos. 

Qual o problema com os altos executivos da firma? Não tinham coragem nem iniciativa para tomarem ações a esse nível de risco. A reunião foi tensa, ao final. Os donos da Lockheed Martin não estavam de acordo em reformular as políticas de redução de funcionários. Todos eram preciosos, todos tinham um papel importante a ser feito. Uma aeronave hipersônica “Stealth F-40” possuía um sistema de decolagem na vertical que estava gerações à frente de todos os outros caças furtivos que nem a Rússia e a China possuíam e sequer haviam colocado no papel.

Armand foi hábil. Disse que os computadores da Lockheed deveriam estar desatualizados, com bugs e malwares, pois, a julgar pelas informações e  pela morosidade dos chefes da empresa em já dever ter tomado alguma atitude, era desmoralizante.

Depois de ganhar um crachá e um cartão eletromagnético de senha dupla para transitar pelas dependências da sede da empresa e analisar por si mesmo a qualidade dos serviços, da produção e da parte informatizada de Classe “000”, ou nível máximo de sigilo, saíram do salão. Todos carregavam maletas com hiperbooks, computadores com vinte a cinquenta terabytes de memória e velocidade vinte vezes maior que os computadores pessoais do início do Século XXI, mas Armand saíra de mãos vazias.

Armand foi para o pátio de demonstração das aeronaves em uso e em fase de protótipo. Demorou-se o resto do dia, examinando cada unidade. Focou a atenção no caça F-40. Decidiu-se.

McGavin era o responsável por aprovar as armas em fase de protótipo e em dar o veredito final para o seu uso em espionagem e ataques furtivos. Era a parte mais importante da empresa, o setor de aviões, navios e tanques “Stealth”.

— Estamos à beira de uma catástrofe, McGavin. Já aprovou o F-40 para uso militar efetivo?

— Falta assinar alguns documentos.  Por quê?

— A cada segundo, perdemos terreno, em tecnologia e em rendimentos. O F-40 não pode ser posto em prática — antes do outro tomar a palavra, Armand foi direto ao ponto. — Examinei o cockpit da aeronave, os aviônicos estraram em pane quando eu efetuei esta mudança. Veja.

O francês filmara o cockpit. No exato momento em que  inseria um cartão de memória em uma ranhura no painel de controle, a tela Super-Hud de três dimensões escureceu e os dados apresentados pelo computador de bordo passaram pela tela no centro do console números que indicavam que o caça estava pronto para descarregar dez mil toneladas de armas nucleares sobre o alvo, uma grande cidade americana. E seguir para o espaço aéreo da China e da Rússia, jogando mais cinco mil toneladas de bombas de hidrogênio nas capitais desses países. Armand tomou a palavra, antes que o executivo da firma começasse a gritar ou ordenasse a prisão de Armand.

— Não alterei ou sabotei os instrumentos do F-40, McGavin. Isso — ele mostrou ao outro o cartão que havia inserido no painel de controle do caça — é o que coloquei no painel do caça. Mande analisar. É um verificador global de malwares, spywares, trojans, ramsonwares, etc. Para todo tipo de vírus que os hackers possam inventar, eu criei um antivírus respectivo e gravei-os nesse cartão de memória de um terabyte. 

McGavin franziu a testa, apanhou o cartão e saiu de seu gabinete. Armand  ouviu-o falar para um guarda para reunirem seis  outros armados para vigiarem a saleta. O francês decidiu sentar-se na poltrona do outro lado do lugar de McGavin.

Passaram-se três horas. Armand estava confiante. Seu pacote de antivírus revelava o que ele realmente era, um verificador de arquivos de vírus que, ao mesmo tempo em que os acusava, também os punha a se ativar. O F-40 estava infectado e sem uma revisão nos computadores e nos aviônicos, não poderia sair do chão.

McGavin entrou no gabinete, acompanhado do oficial de alta segurança, do presidente da Lockheed e de um cientista que trabalhava para eles. O cientista, Derekh Vlado, que viera da Federação Russa, começou a falar:

— Foi você quem criou isto, senhor Armand? — e mostrou a ele o cartão que McGavin havia apanhado no gabinete.

— Sim — respondeu Armand, calmo, pois ele sabia que estava repleto de razão.

— Achamos um programa antivírus que nunca vimo ou imaginamos que pudesse ser feito. Está gravado no cartão como ANTI-VHB-71B. Pode nos explicar como o desenvolveu?

— Claro. Alterei dez antivírus que existem nas dez mais importantes Universidades do governo mundial, nos cinco continentes, aproveitei o que existe de mais eficaz contra os malwares para os quais há controle efetivo e alterei-os, criando o ANTI-VHB. Não destrói, na realidade, os vírus, apenas escaneia o computador e os instrumentos computadorizados que existem no F-40.

— Onde os criou? 

— Tenho acesso às dez Universidades mundiais. Meu pai era o reitor de todas elas.

— O senhor só pode estar brincando! Eric van Cête, o maior dos engenheiros de computação quântica que já existiu! — Armand não sorriu. Observou os homens falarem entre si, alterados, como se aquela informação fosse importante o suficiente para deixar qualquer homem perturbado. Eles saíram da saleta, deixando a porta entreaberta. McGavin ficou.

— Armand de Cête. Armand de Cête! Venha comigo até o F-40 infectado. Quero me certificar de que este pesadelo é real.

No cockpit da aeronave, McGavin ligou o computador de bordo e a tela mostrava o preto. Ele trabalhou na parte da linguagem mais básica do dispositivo, ativando uma versão muito mais complexa que o antigo e há muito ultrapassado Assembler, um programa de computador com linguagem de máquina.

A tela ativou-se.

A imagem mostrou, pouco a pouco, um demônio sobre uma montanha, o Everest, e abaixo o fogo das detonações nucleares ainda queimava. No céu, uma esquadrilha de F-40 e MIG- 85 se perseguiam e deixavam cair bombas. Bombas. O demônio olhava para a perseguição, em que ninguém atingia ninguém. Quando o último artefato nuclear foi despejado, estando os caças longe do local das detonações, o demônio ficou satisfeito. Levantou e abaixou o braço com que carregava um tridente de ferro e as aeronaves se destruíram, os raios-gama de suas armas fazendo sulcos violetas no céu.

O demônio não tinha nada mais a fazer naquele planeta. Desvaneceu-se, rindo.

Pouco antes da guerra final haver terminado, McGavin olhou para Armand e perguntou o que significava aquilo.

— É o que acontecerá, depois que tivermos ido, amigo.

— Como sabe disso?

— Um de meus dons. O da previsão do futuro — Armand virou as costas para o caça e McGavin e entrou no edifício da Lockheed.

O escocês voltou-se para a tela do computador. “Fogo, apenas fogo”!, ele pensou. Mas então, notou um pontinho azul no canto direto da tela. A imagem ampliou-se mais de cinquenta vezes, até mostrar, na órbita da Terra, um comboio de astronaves que partia para longe da órbita do planeta.

McGavin pôs-se a refletir. Por minutos, ficou sentado no cockpit do piloto. Quando saiu e foi até a sede da Lockheed, estava sem pensar em nada. Mas a ficha iria cair, cedo ou tarde.


*Sobre Roberto Fiori:

Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro Cedrik - Espada & Sangue:

“Em uma época perdida no Tempo,

onde a Escuridão ameaçava todos,

surgiu um líder.

Destruição, morte, tudo conspirava contra.

Mas era um Homem de extremos, audacioso.

Era um Homem sem medo”. 

Dos Relatos e das Crônicas da Velha Terra.  


Em sua obra “Cedrik – Espada & Sangue”, o escritor Roberto Fiori coloca sua imaginação e força de vontade à prova, para escrever seu primeiro romance. Um livro de Fantasia Heroica, no gênero Espada & Feitiçaria, em que, em uma realidade paralela, a Terra da Idade do Ferro torna-se campo de lutas, bravura, magia e paixão.

Cedrik é um Guerreiro capaz de levantar 75 kg em cada braço e, ao mesmo tempo, de escalar uma parede vertical de mais de 20 metros de altura facilmente. Em meio a ameaças poderosas, parte para o Leste, em missão de vingança. Acompanham-no a bela princesa Vivian, vinda do Extremo Leste, e o fiel amigo Sandial, o Ancião, grande arqueiro e amigo a toda prova.

Os amigos enfrentam demônios, monstros, piratas e bandidos sanguinários. Usam de magia para se tornarem fisicamente invencíveis. Combatem demônios vindos do Inferno, no Grande Mar. Vivian é guardiã e protetora do Necrofilium, livro que contém maldições, feitiços e encantamentos em suas páginas.

A intenção do autor é continuar por anos as aventuras de Cedrik, escrevendo sobre todo um Universo Fantástico, em que bárbaros e guerreiros travam lutas ferozes e feitiçaria não é uma questão somente de “se acreditar” em seu poder, mas de realmente utilizá-lo para a batalha, como uma arma.

A obra pode ser adquirida com o autor, pelo e-mail spbras2000@gmail.com,  no site da Editora Livros Ilimitados, em livrarias virtuais e no formato de e-book, na Amazon. Os links para acessar o livro são:

1.     Americanas.com:

https://www.americanas.com.br/produto/3200481831?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

2.     Submarino.com:

https://www.submarino.com.br/produto/3200481831/cedrik-espada-e-sangue?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

3.     Amazon.com:

https://www.amazon.com.br/Cedrik-Espada-Sangue-Roberto-Fiori-ebook/dp/B091J3VP89/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=cedrik+espada+e+sangue&qid=1620164807&sr=8-1 

4.     Site da Editora Livros Ilimitados:

https://www.livrosilimitados.com/product-page/cedrik-espada-e-sangue

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domingo, 3 de outubro de 2021

Já está disponível o e-book TRASH - CONTOS E POEMAS SOBRE O FIM DO MUNDO. baixe o seu


FICHA TÉCNICA DO E-BOOK "TRASH - CONTOS E POEMAS SOBRE O FIM DO MUNDO":

TÍTULO: Trash - Contos e Poemas Sobre o Fim do Mundo
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
Carol Peace - A Gênese da Aniquilação
Roberto Minadeo - Tigre Branco
Alessandro Mathera - Através do céu
Roberto Schima - Que M...!
Noel Rosa de Castro - Espaço Tempos
G. M. DHOSS - Amor zumbi: o fim dos tempos
Ney Alencar - O Homem que não Morria
Giuliano Zanchi - Pela Primeira Vez Em Muito Tempo, Eu Estava Sorrindo
Ana Martins - O fim do mundo em instantes
TIPO: E-book
Nº DE PÁGINAS: 52
ANO: 2021 

PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE: CLIQUE AQUI.

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domingo, 18 de julho de 2021

Já está disponível o e-book FICÇÃO CIENTÍFICA II. Baixe já o seu


FICHA TÉCNICA:

TÍTULO: Ficção Científica II
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
Ademir Pascale - "A Esfera" e "Isaac"
Ney Alencar - "Lembre-se de Loomis o Quarto" e "O Horror Marciano"
Roberto Schima - Por Amor a Nabel Kar (Parte 1 e Parte 2)
Bert Jr. - Souvenir
João Gomes Moreira - Rapsódia em janeiro
Nº DE PÁGINAS: 54
ANO: 2021
TIPO: E-book

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domingo, 4 de julho de 2021

Confira a lista dos selecionados da antologia FICÇÃO CIENTÍFICA II


CONFIRA A LISTA DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II":

1 - Ney Alencar - "Lembre-se de Loomis o Quarto" e "O Horror Marciano"
2 - Roberto Schima - Por Amor a Nabel Kar (Parte 1 e Parte 2)
3 - Bert Jr. - Souvenir
4 - João Gomes Moreira - Rapsódia em janeiro
Com participação de Ademir Pascale, com os contos: "A Esfera" e "Isaac"

PARABÉNS aos selecionados.

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sábado, 26 de junho de 2021

Participe da antologia (e-book) FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II":

1 - Escrever um poema ou conto de ficção científica (futuro, passado ou presente), sobre qualquer assunto: viagens no tempo, alienígenas, outros mundos, robôs, OVNIs, etc. Aceitaremos até 2 contos ou 2 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores de idade irão precisar de autorização dos pais ou responsável, caso o conto ou poema seja aprovado.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 01/06/21 até 03/07/21.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 poemas ou 2 contos e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 04/07/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia. Se entrarmos em contato, por favor responda o e-mail.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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sábado, 19 de junho de 2021

Um papo com José M. S. Freire, autor do livro "Tamara Jong – A Guerra de Rarzok"


José Maurilio de Souza Freire nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1956. Sempre gostou da literatura de ficção científica. Esse tipo de leitura influenciou suas escolhas acadêmicas: É bacharel em Ciências Físicas pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC-RJ. Também chegou a fazer dois anos de mestrado em Física Nuclear.

Trabalha como Tecnologista Sênior na Marinha do Brasil. Seu trabalho consiste em analisar a propagação do ruído irradiado pelos navios de guerra no ambiente marinho. Elaborar relatórios técnicos lhe deu confiança para escrever esta série de ficção.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

José M. S. Freire: Tudo começou em uma noite fria e chuvosa de junho de 2012. Eu estava em casa, degustando um vinho chileno e assistindo a um documentário sobre antigas civilizações, e seus supostos contatos com os “Deuses-Astronautas”, quando, de repente, me ocorreu, segundo meus próprios conhecimentos de Física e minhas convicções a respeito do legado de seres alienígenas na Terra que, se realmente eles estiveram aqui, sua rota mais provável para superar as astronômicas distâncias entre seus mundos e o nosso só pode ter sido traçada através de portais interdimensionais, entre os quais os buracos negros e buracos de minhoca, previstos na Teoria da Relatividade, os quais, também, segundo os cientistas modernos, podem ser criados artificialmente com o emprego de sistemas de alta tecnologia. 

A partir daí, eu fiquei imaginando se, assim como em certos sítios arqueológicos extremamente antigos, nos quais é aventada a existência desses portais no interior de templos ou formações de enormes megálitos, também na Floresta da Tijuca, onde eu costumava caminhar nos fins de semana, poderia haver algum indício da existência dessas passagens em suas grutas ou recantos mais recônditos. A partir desse pensamento, me veio a ideia de criar uma história para explorar esta possibilidade.

Conexão Literatura: Você é autor do novo e-book "Tamara Jong – A Guerra de Rarzok" (Amazon e Kobo). Poderia comentar? 

José M. S. Freire: Este livro conta mais um pouco sobre uma antiga raça de androides denominados “trevurianos”, que, num passado longínquo, quase foram exterminados por uma coalisão de planetas por terem se aventurado numa expansão desenfreada pelas galáxias e colocado em risco vários povos inteligentes do universo, devido as suas práticas nefastas para se perpetuarem como espécie. Próximo ao final daquela guerra que quase os aniquilou completamente, alguns trevurianos conseguiram fugir da coalisão para um canto remoto e desconhecido do cosmos, onde não tardaram a agir para aumentar seus números. Agora eles estão de volta, mais fortes e numerosos que antes, dispostos a, primeiramente,  se vingar da antiga coalizão de planetas que se consolidou como a “Aliança Intergaláctica” dos tempos atuais, depois, conquistar os incontáveis mundos de todo o universo conhecido.  

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir essa história? 

José M. S. Freire: Bem, na verdade minhas pesquisas, feitas antes de eu escrever o primeiro livro, “Tamara Jong - O Chamado de Úlion”, se resumiram em estudar um pouco sobre a Coreia do Sul, principalmente para conhecer nomes típicos e poder criar os nomes dos parentes de Tamara. Também li algumas coisas sobre seu estágio de desenvolvimento científico e tecnológico. Mas nada que eu já não soubesse, tipo, eles são donos de grandes marcas de carros, telefonia celular, televisores e eletrônicos em geral. Além de possuírem a banda larga mais rápida do mundo. Quanto ao tempo de escrita, estou levando um ano, aproximadamente, para escrever cada livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu e-book? 

José M. S. Freire: “Me sinto honrada e agradecida por fazer parte de um grupo de pessoas, não somente meus companheiros ulianos, como também os valentes Too-Tat, a Maí-Turá e os terráqueos que se juntaram a nós, que se arriscam frequentemente para enfrentar um exército numeroso e bem armado. A vida é mesmo frágil e fugaz, mas o meu coração é forte e a fonte de onde brotam meus anseios de liberdade e justiça, inesgotável” (personagem Larena).

Conexão Literatura: Tamara Jong é uma coleção de 6 e-books. Você já pensa num próximo e-book para essa coleção ou “A Guerra de Rarzok” foi o último da série?

José M. S. Freire: Estou descansando um pouco do trabalho exaustivo que tive na elaboração e publicação deste livro, e, assim que estiver com a cabeça fresca novamente, vou começar a escrever o sétimo e-book, que poderá, ou não, encerrar a série.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre a série “Tamara Jong”? 

José M. S. Freire: Este e-book, bem como os cinco anteriores, podem ser adquiridos tanto no site da Amazon quanto no da Kobo (Rakuten).

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

José M. S. Freire: Olha, há uma personagem que eu criei no terceiro livro, “Tamara Jong – A Lua Negra de Patânia”, que acabou se transformando numa das minhas favoritas. Após completar a série “Tamara Jong”, estou pensando em iniciar uma nova série de aventuras exclusivamente para essa personagem. Mas a identidade dessa personagem eu vou manter em segredo para os que ainda não leram meus e-books. As pessoas que têm acompanhado minha obra desde o início certamente não terão qualquer dificuldade em deduzir a qual personagem estou me referindo.

Perguntas rápidas:

Um livro: Meus livros!

Um (a) autor (a): Eu! 

Um ator ou atriz: A futura atriz que interpretará Tamara Jong na série que será criada a partir dos meus livros!

Um filme: Todos os filmes nos quais meus livros se tornarão!

Um dia especial: O dia em que eu nasci, por motivos óbvios, senão eu não estaria aqui hoje! Rsrsss...

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

José M. S. Freire: Sim, gostaria sim! Não fiz nenhuma pesquisa referente ao assunto, mas, tenho notado, ao longo do meu trabalho como autor independente que, no que tange aos e-books de autores nacionais estreantes, só há avaliações, e por conseguinte, “vendas”, para aqueles escritores que disponibilizam seus e-books no programa Kindle Unlimited. Acho este programa válido, todavia, assim como eu, vários outros autores não abrem mão de cobrar um preço, ainda que irrisório, pelo seu trabalho. Fico pensando se o brilhante empresário Jeff Bezos, o dono da Amazon, como todos sabem, com esta estratégia de vendas não está transformando o que antes eram leitores em meros “acumuladores”, pagando mensalmente R$10,00 a ele para baixar “gratuitamente” dezenas, ou mesmo centenas, de e-books que certamente jamais terão tempo, ou disposição, de ler. E quero também agradecer a toda equipe da Revista Conexão Literatura por me darem, mais uma vez, a oportunidade de tornar meu trabalho conhecido.   

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quarta-feira, 2 de junho de 2021

LEITURA GRATUITA: já está disponível o e-book FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS. Baixe o seu


FICHA TÉCNICA:

TÍTULO: Ficção Científica - Contos e Poemas
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
BERT JR. - Alma
Camila de Nazaré Colares da Rocha - Quem é você?
Roan Sousa - "Probabilidade" e "Reconstrução"
Clóvis Rezende - Distopia global
Cleber Gimenes Freitas e Erica Ribeiro de Almeida - 2020: a última viagem
Paulo de Barros Gabriel - Combate do Amanhã
Gabriel Machado Saccilotto Freitas - "Planeta Tempo" e "O Caminhoneiro"
Roberto Schima - Recomeço
Lucas Brasil S. - Aposentadoria por validez
Maria de Fátima Moreira Sampaio - Hangar 21
Henrique Carvalho Iwamoto (Sir_lemonpie) - Evandine
Ney Alencar - Flor de Maio
Felipe Ferreira de Jesus - Nova Terra
Augusto Filipe Gonçalves - Solução veio do Futuro
Gilson Salomão Pessôa - Resgate em Akalantos
TIPO: E-book
Nº DE PÁGINAS: 85
ANO: 2021

PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE: CLIQUE AQUI. 

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Saiu a lista dos selecionados da antologia FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS. Confira


CONFIRA A LISTA DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS":

01 - BERT JR. - Alma
02 - Camila de Nazaré Colares da Rocha - Quem é você?
03 - Roan Sousa - "Probabilidade" e "Reconstrução"
04 - Clóvis Rezende - Distopia global
05 - Cleber Gimenes Freitas e Erica Ribeiro de Almeida - 2020: a última viagem
06 - Paulo de Barros Gabriel - Combate do Amanhã
07 - Gabriel Machado Saccilotto Freitas - "Planeta Tempo" e "O Caminhoneiro"
08 - Roberto Schima - Recomeço
09 - Lucas Brasil S. - Aposentadoria por validez
10 - Maria de Fátima Moreira Sampaio - Hangar 21
11 - Henrique Carvalho Iwamoto (Sir_lemonpie) - Evandine
12 - Ney Alencar - Flor de Maio
13 - Felipe Ferreira de Jesus - Nova Terra
14 - Augusto Filipe Gonçalves - Solução veio do Futuro
15 - Gilson Salomão Pessôa - Resgate em Akalantos

PARABÉNS aos selecionados. 

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sábado, 15 de maio de 2021

Participe da antologia (e-book) FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS":

1 - Escrever um poema ou conto de ficção científica (futuro, passado ou presente), sobre qualquer assunto: viagens no tempo, alienígenas, outros mundos, robôs, OVNIs, etc. Aceitaremos até 2 contos ou 2 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores de idade irão precisar de autorização dos pais ou responsável, caso o conto ou poema seja aprovado.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 19/04/21 até 19/05/21.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 poemas ou 2 contos e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 21/05/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia. Se entrarmos em contato, por favor responda o e-mail.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

Ação e aventura em nova história de José M. S. Freire: Tamara Jong - A Guerra de Rarzok


Uma antiga e perigosa raça do universo paralelo no qual se situa o planeta Úlion, após reerguer-se de sua quase aniquilação no passado distante, sendo liderada agora pelo Imperador Rarzok, retoma seus planos de conquista interplanetária. Ela está mais forte ainda do que estava quando da guerra contra uma coalizão de planetas que quase a levou à extinção.

O imperador, em seu desejo de vingança pela derrota sofrida por seus antepassados, criou uma arma terrível, capaz mesmo de destruir mundos inteiros, com a qual espera sair-se vitorioso do novo conflito ao qual pretende se lançar com todas as suas forças. Seu principal alvo é a Aliança Intergaláctica, uma organização interplanetária formada, principalmente, pelos planetas da antiga coalizão que derrotou seu povo.

Enquanto isso, na cidade subterrânea de Kalenda, totalmente alheios aos sinistros planos de conquista de Rarzok, os revolucionários ulianos continuam engajados em sua árdua luta contra as moneras, para tirá-las do poder e restaurar a monarquia uliana em seu planeta. Todavia, acontecimentos fortuitos em um lugar longínquo do universo acabam por alertá-los sobre a iminente guerra interplanetária pretendida pelo imperador. Sabendo que o próprio Úlion estará na mira de Rarzok, o tenente rebelde Zorach e seus companheiros se vêem forçados a empreender uma jornada pelo espaço sideral para tentar obter informações valiosas sobre as ações dele, que podem ser muito úteis não só em sua guerra contra as forças do governador monera Guaxaltopac, como também para ajudá-los a traçar ações estratégicas ante uma possível agressão externa ao seu querido planeta.

Tamara Jong, por sua vez, ainda se encontra numa longa viagem espacial de regresso a Úlion, após resgatar Maí-Turá das garras de um tartaceu que a havia sequestrado na capital uliana, Cetérion. Todavia, devido a um contratempo decorrente de um pequeno problema em sua espaçonave, ela casualmente acaba por tomar conhecimento também dos planos de Rarzok de conquistar todo o universo conhecido. A terráquea, inclusive, vê com os próprios olhos a arma mortífera que o imperador projetou para este fim. Porém, destemida e ousada, como sempre, Tamara não se intimida com a situação perigosa na qual acaba se envolvendo diretamente com a sinistra raça conquistadora, e luta para se livrar dela, partindo, em seguida, em uma jornada pelas vastidões do espaço decidida a fazer sua parte para ajudar seus camaradas a enfrentarem a guerra de Rarzok.

TAMARA JONG: A GUERRA DE RARZOK

POR JOSÉ M. S. FREIRE

PARA ADQUIRIR O E-BOOK, ACESSE: AMAZON - KOBO

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Conto "O que diriam se você contasse isso?", por Roberto Fiori


A primeira viagem a Saturno e seus anéis, tripulada. Com a conquista de Marte e suas duas luas, além dos satélites jovianos, o próximo passo era a passagem rápida por Saturno e a permanência de uma base espacial em Titâ, lua principal do gigante gasoso.

A nave encontrava-se em órbita terrestre, onde fora construída em uma doca espacial. Seu combustível, uma combinação de deutério e trítio. A forma de propulsão, fusão nuclear a 20 milhões de graus Kelvin, a temperatura do centro do Sol.

Os astronautas, dois. Evitava-se falar nesse assunto tão delicado. A viagem poderia ser um desastre completo, com a perda de vidas humanas. Em Titâ, somente três cientistas de alto escalão e os pilotos sabiam, detectara-se formas de vida que poderiam ser hostis.

A nave rompeu a barreira da metade da velocidade da luz, “c”, nos limites do Sistema Solar, avançando até chegar a noventa por cento dela, em um mês de uma aceleração progressiva que não matasse os astronautas. Eles deixaram-se ficar em seus assentos, ora acordados, ora dormindo, enquanto a nave viajava sem trepidação ou ruído. 

A partir desse mês, desligaram os motores e a inércia tomou conta da viagem. A noventa por cento de ”c”, havia pouco o que se fazer, além de checar três vezes por dia os instrumentos. E, de fato, as próximas duas semanas seriam entediantes, mas os dois homens eram enxadristas, tão bons enxadristas como o pouco tempo livre deles permitia que treinassem. 

— Escolha — Conway falou, estendendo as mãos, os pulsos cruzados e as mãos, punhos fechados.

Carson apontou para a mão da esquerda. Ficaria com as brancas.

— Eu tenho uma ideia, rapaz — ele disse. Era o capitão, o que significava uma diferença cronológica de cinco anos à frente de Conway e pelo menos dez anos de avanço em conhecimento teórico e prático. O jovem sacudiu a mão, dando permissão para o capitão continuar, à vontade. — Vamos fazer um megacampeonato de xadrez, que termine em duas semanas.

Ótima maneira de passar o tempo, pensou o “velho”. Tinha trinta e cinco anos, mas participara de 82 missões no espaço. Com esta viagem, tornar-se-ia o número um entre os viajantes espaciais. Ele dispôs o tabuleiro portátil, imantado, sobre a mesa de jantar.

Da primeira partida à vigésima daquele dia, os dois empataram. Havia decorrido cerca de três horas e meia. Os instrumentos acusaram choques com meteoritos, mas a nave possuía blindagem tão resistente, que poderia suportar uma explosão nuclear de quinze megatons detonada a cinco quilômetros de distância.

O relógio na parede acusou vinte e duas horas. Era o primeiro turno de Carson, de doze horas. Seria melhor que ele tomasse conta da nave primeiro pois, nos treinos em órbita da Terra fora quem aguentara ao máximo o período de privação de sono. Ficara acordado com os sentidos alertas por trinta e seis horas, até que perdeu a concentração por três vezes em dez minutos, desse momento em diante.

Conway deitou-se no compartimento contíguo ao do módulo de comando, interligado a ele por uma comporta dupla. A cama estava confortável e ele sabia que existiam poucos colchões tão macios e repousantes na Terra como aquele no qual ele dormiria pelo resto da jornada.

Carson ligou o sistema de som na seção de controle e escolheu algo apropriado. A Sétima Sinfonia de Beethoven seria conveniente. Era suave, com momentos épicos e solenes, e ao mesmo tempo atemporal. O capitão possuía o filme “Zardoz”, de John Boorman, em sua holoteca de filmes em três dimensões, com o “Allegretto”, da sinfonia executado ao final do filme. Olhou pela última vez pelo painel de controle construído de tal maneira intuitivo e simples, e constatou que tudo corria bem. Recostando-se na poltrona junto à mesa de jantar, recomeçou a leitura de “2001, Uma Odisseia no Espaço”, de onde havia parado, há dois meses, quando fora chamado para a missão.

O capitão estava chegando na parte em que o supercomputador HAL-9000 mata o colega de voo de Dave Bowman, lançando-o pelo espaço com o tubo de oxigênio de seu traje espacial cortado. Então, com o canto dos olhos, viu o movimento. Uma peça de xadrez estava fora de seu lugar. Eles haviam deixado o jogo preparado para o dia seguinte, mas Carson tinha memória boa, tão boa que conhecia de cor os circuitos e peças que formavam a estrutura vital da nave, bem como sabia como repará-los. E o peão do rei branco avançara duas casas. Disso ele tinha certeza absoluta.

Haviam trazido um pequeno arsenal, para que se armassem quando saíssem para a atmosfera de Titâ. Duas pistolas de raios gama para cada um e duas armas “laser” de alta potência, essas armas podendo fazer estragos consideráveis em objetos os mais densos e resistentes, como quatro esferas de titânio maciço, que nos treinos para autodefesa dissolveram-se perante um disparo de cada arma, um para cada esfera.

Carson, porém, planejava evitar qualquer tiro no interior da nave. O casco aguentaria sem problemas, mas os instrumentos de voo, os controles de suporte de vida e o computador, estes seriam vaporizados, sob os disparos daquelas armas.

Carson abaixou o livro de bolso que segurava, deixou-o na mesa de jantar e fitou o tabuleiro de xadrez. Apanhou o peão que se movera e analisou-o. Era uma peça de xadrez sofisticada, herança de seu pai, esculpida em marfim e plástico, com um pequeno imã circular de ferro na base. O tabuleiro possuía uma tampa de plástico, basculante. 

Queria deixar o jogo intacto, mas sabia como desmontar e montar qualquer dispositivo que as centenárias Nasa e Space X lhe apresentassem para testá-lo. Lembrou-se do computador quântico que haviam mostrado a ele na órbita da Terra e pensou do prazo de cinco horas que lhe tinham concedido, para desmontá-lo. E disseram que teria quatro horas para reconstruí-lo, peça por peça, depois de ser bem-sucedido ao desmontar o aparato.

Ele conhecia computadores quânticos. Uma vez, observara, durante seis horas, uma equipe montar, a partir do zero, de peças pré-fabricadas, um dos computadores quânticos que ele julgara ser um tanto simples, em comparação com o da nave. Ele era de última geração, capaz de executar tantos cálculos simultâneos quanto fossem o número de planetas, estrelas, cometas, asteroides e grãos de areia que existiam nos planetas do Sistema Solar e exoplanetas de fora do Sistema.

Seria fácil desmontar um jogo de xadrez computadorizado de bolso, tendo ele tido êxito completo no teste com o computador da Nasa. Em meia hora, conseguiu desmontar e montar o aparelho. Bateu com o punho na mesa, ao terminar de verificar a última microvoltagem que corria entre dois tensores e pensou:

“Nada! Nem um defeito na miserável placa microcondutora do jogo! Os circuitos de refrigeração estão em ordem e os de Inteligência Artificial estão funcionando”!

Ele foi até o painel de comando e testou todos os dispositivos eletromagnéticos por dentro da carcaça de pilotagem. Havia um perigo maior de a nave passar por um campo magnético de um asteroide desgarrado ou de um cometa eletrificado do que haver uma irregularidade no eletromagnetismo gerado por componentes que formavam seu centro de controle.

Pensou no computador da nave. Poderia ser ele... as flutuações nos “spins” dos elétrons eram improváveis, mas eles tendiam a variar um tanto, por vezes. Levou oito horas para desmontar o computador, tomando o devido cuidado de ativar um dispositivo de “backup” paralelo, antes de desligar as peças e circuitos a serem examinados. 

“Droga! É inexplicável”, pensou ele, vociferando com sua mente prodigiosa.

Conway entrou, nesse momento, na comporta estanque, fechou o acesso do dormitório a ela e premiu um controle, destravando a segunda passagem, que levava ao centro de controle. 

— Sonhei que você fazia uns barulhos metálicos, na nave.

— Estava certo, estou tentando identificar a causa de um fenômeno não explicável pelas leis da física, tal como as conhecemos — Carson respondeu à pergunta feita de modo enfático.

— Qual o problema? — o outro olhava boquiaberto para os aparelhos de medição que se encontravam sobre a mesa de jantar.

— Um peão resolveu passear pelo tabuleiro, há oito horas.

— As peças são imantadas. Poderiam ter se movido, devido a uma flutuação do campo eletromagnético dos instrumentos.

O capitão abanou a cabeça. Fez sinal para ele sentar-se.

— Digamos que desmontei e remontei tudo o que existia nessa nave, o computador, o painel de controle e o jogo de xadrez.

Conway fez um “hummm” bastante prolongado. Apanhou o tabuleiro e disse:

— Onde estamos, capitão? Perto do cinturão de asteroides, acima da eclíptica?

— Acabamos de passar pelo cinturão. Há oito horas, sobrevoávamos Ceres.

— Há uma base nossa em Ceres, Carson. Talvez tenha havido uma descarga de eletricidade colossal ou uma variação magnética de grande intensidade, no asteroide. Não custa nada contatar a base.

Carson olhou para o copiloto com desconfiança. Falou, entredentes:

— O giroscópio termiônico teria enlouquecido, para dizer o menor dos efeitos de tal explosão de energia. O instrumento é sensível, eu teria percebido isso.

— Bom, resta esquecer o incidente, capitão — ele balançou os ombros, concluindo: — Sem explicação!

Mesmo sem haver uma teoria convincente, Carson ficou de olho em todo ambiente, à medida que se afastavam do campo de asteroides e seguiam pelo espaço profundo. Tinha a impressão de que a explicação estava na ponta de seu nariz, mas perdera por uma fração de milímetro a causa. Poderia ser tanto física, como um problema biológico de seus sentidos. E, com relação a este último item, havia sombrias previsões na mente do capitão.

A nave era um mundo à parte. Possuía provisões de alimentos, espaço para até quatro pessoas conviverem por um ou dois anos no espaço, sem virem a apresentar alguma depressão ou psicose devido a um confinamento porventura claustrofóbico que fosse insuportável, ou mesmo havia um perigo zero de que colidissem com um corpo celeste, como um meteoro de boas proporções. A viagem havia sido computada de forma que havia pouca chance de isso ocorrer.

Chegaram em duas semanas a um ponto em que era possível avistar uma mancha cor de areia nas profundezas do espaço. Os anéis estavam invisíveis, daquele ponto em que a nave se encontrava, mas seriam vistos em um dia, no máximo. A tela de grafeno do computador e resolução em 20 K permitia que, na ampliação máxima, conseguissem enxergar Saturno com boa margem de exatidão.

— O que haverá em Titã, Carson?

— “O que nos é dado a saber”. Humpf, isso eu li aos nove anos de idade, de um escritor do século XX, se não me falha a memória.

— Pode ser algo mortal. Não se preocupa com isso?

— Você está falando asneiras, piloto. Como não detectamos algo hostil e belicoso, até o início dos preparativos para esta viagem? Como nossas estações espaciais de observação de Marte fizeram dessa descoberta algo assustador, com tanto atraso? E justo agora?

— Você está suando um pouco, capitão. Não está fazendo calor.

— Isso não é importante, Conway. Transpiro o dia inteiro, tenho propensão a perder líquidos. — o capitão virou a cabeça para o copiloto. — Você sabe disso. Viu meus relatórios médicos, como examinei os seus. Questão de segurança!

— Notei que você está com a gola do traje espacial manchada. 

— É o suor, Conway, tenho de lhe explicar tudo?

— Por que a raiva, capitão? Estamos prestes a descobrir se há vida no Sistema Solar ou se o que há em Titã é só um engano dos computadores astronômicos de Marte e da Terra. É motivo de festa, de alegria! Vamos abrir uma bebida.

Eles tinham algumas garrafas de champagne e de espumante italiano, no freezer. Conway bebeu à vontade, mas Carson conhecia seus limites. Era o de uma garrafa de vinho de sobremesa alemão, de baixa concentração de álcool. Mas o que bebiam provocaria sono irresistível, se eles se aproximassem da metade de uma garrafa de vinho.

— Ahh! Chega, Conway — reclamou o “velho” astronauta, quando o companheiro começava a entornar mais álcool em sua taça.

— Esse é um champagne da Francônia, Carson. A mais sofisticada bebida que nossas vinhas podem dar. O “terroir” é inigualável...

— Quero me manter acordado, Conway. Ei, você vai acabar com a garrafa? — notou o astronauta experiente — Temos de permanecer alertas, quando a nave chegar a cem mil quilômetros de Saturno!

Mas o copiloto de levantou da cadeira acolchoada de copiloto e andou, trôpego, até uma parte da parede, encostou a mão espalmada na reentrância e, do nicho que se abriu, tirou uma das armas de raios gama.

— Não se atreva, homem! Está sob custódia, largue essa arma! — gritou o capitão, pondo-se de pé e saltando. Segurou o punho do outro, no momento em que um disparo acinzentado atingia a poltrona de Carson, desfazendo-a como se fosse feita de areia e água. Um montinho viscoso restou da cadeira projetada para suportar e absorver acelerações de 20 Gs.

— Acabou, Conway, está acabado, tudo, para você! — falou com voz apertada o capitão, batendo o punho armado do companheiro de viagem na parede três vezes, até que ele soltou a pistola.

— Você não vai sobreviver a Titâ, capitão. Há “coisas” maldosas e letais, no satélite, que vivem de metano líquido e vivem de canibalismo entre sua espécie. Eu iria dar-lhe a chance de escapar a este mausoléu voador com dignidade. O que acha que farão conosco?

— Você verá. Agora, venha até o segundo dormitório, você vai passar uma temporada naquele lugar. — Carson empurrou o outro pela primeira comporta, passou pelo dormitório de Conway e entrou no seu próprio dormitório, entre o acesso aos dois dormitórios e a porta blindada de entrada no reator de fusão. Empurrou o homem perturbado para cima da cama, trancou o acesso entre os dois ambientes e voltou ao comando, passando pelo dormitório de Conway, onde dormiria na viagem de volta.

Ocorreu-lhe algo. Voltou ao antigo dormitório do homem tresloucado e revistou a bagagem pessoal do companheiro de viagem. Encontrou um aparelho em formato de ímã circular. Havia um interruptor na parte interna do círculo imantado, que o capitão tinha uma ideia para que servia. No controle, apontou o dispositivo para o jogo de xadrez e pressionou o interruptor. O peão do rei branco moveu-se duas casas à frente. Carson sorriu.  

Sentia calor, mas isso era mais obra da bebida, do que da luta. Ele era forte, aguentaria dez brigas como aquela sem reclamar. Mas tinha de guardar a garrafa e esquecê-la.

Saturno se aproximou a cinquenta mil quilômetros, ao fim de um dia. A nave seguiu a trajetória programada, desviando-se dos anéis por baixo e seguindo para Titâ. Ele é que era importante, o ponto no qual se deveria investir pesado. Era outro Marte, uma etapa extra a se conquistar.

O satélite de Saturno apareceu sob a nave, ao fim de uma aproximação de três horas. Não pareceu grande coisa para Carson, era mais uma rocha plantada na imensidão do Cosmos, que era e continuaria a ser vazio. Entre os espaços vazios, uma galáxia, uma nebulods, coisa de somenos.

Destravou as garras que mantinham a nave auxiliar presa à parte inferior da nave mãe. Colocou o capacete e abriu a comporta lateral entre o comando e o primeiro dormitório, e entrou na nave auxiliar, que permanecia junto ao casco da nave principal, sem encostar nele. 

Era um bólido compacto, mas funcional. Em seu módulo de controle, abriu o acesso ao lado de fora da nave e desligou o sistema de levitação supercondutora que mantinha o pequeno engenho afastado das paredes. A navezinha sacudiu-se, um veículo de exploração leve e ágil, e desceu. O espaço estava iluminado pela luz refletida de Saturno em Titâ. Carson precisava esperar dez minutos ou nem tanto. A programação da nave auxiliar a guiava de modo automático pela órbita da lua e, em minutos, o engenho cruzava a atmosfera do grande satélite.

Pousou em uma elevação, ao lado de um lago de metano líquido, e vasculhou os arredores. Não havia sinal de octópodes ou monstros siberianos que viriam do lago, nem de pterodáctilos de Titâ, atacando pelo ar em uma onda mortal. Carson poderia ter utilizado os instrumentos de detecção da nave mãe, mas uma boa olhada na superfície era adequada, muito mais.

Havia vento, mas pouco, no exterior. Carson abriu a comporta de saída e deu um passo no solo do planeta. Era areia pura, mas havia outros elementos em maior abundância que na Terra e outros em menor concentração. Voltou-se para o lago de metano. Caminhou até as margens e pousou a mão enluvada na superfície. O traje fora elaborado de tal forma que o líquido super-resfriado não afetou a mão do capitão. Ele levantou a vista para a imensidão líquida e voltou a cabeça para a nave auxiliar.

Entrou pela comporta e levantou voo. Não havia nada para se ver no satélite. Ele subiu até a atmosfera superior e entrou em órbita. Entrou na comporta de acesso da nave mãe e fechou-a, com um toque em uma tecla de acionamento do painel da navezinha. Saiu pela comporta, a nave auxiliar se estabilizando em ambiente levitacional, e ele entrou na comporta lateral. Penetrou no comando e acionou os retrofoguetes. Saiu de órbita, deixando Titâ e começando a acelerar a nave até quase a velocidade da luz. 

No satélite de Saturno, um tentáculo tateou as margens do lago de metano. A forma colossal tinha rastreado o visitante, mas o ser maciço era lento. Deixara Carson sair do planeta, ileso, pois fora incapaz de chegar até as margens a tempo. Afundou com lentidão, a superfície se abrindo e fechando com suavidade, bolhas subindo para a superfície.

O que se passava na mente de Conway era um desequilíbrio nas proporções das substâncias químicas que o compunham. O capitão, observando-o dormir no segundo dormitório, pensava como alguém de talento, na engenharia espacial, no posto de piloto e até em jogos de xadrez, seria capaz de matar. 

Isso ele deixaria para os médicos dissecadores de cérebro da Terra tirarem uma conclusão. 

“Assim vai para o Além mais um louco descontrolado... a Terra não precisa deles. Eles é que precisam da Terra”, concluiu Carson, ativando o jogo computadorizado de xadrez. Jogaria contra ele, nos períodos em que ficaria acordado. Olhou para os restos do assento acolchoado de Conway. “Teria sido eu, ou esta poltrona. Pois é, nem tudo sai conforme o previsto”, ocorreu-lhe, e começou a jogar a primeira partida, dessa vez acionando o controle de tempo do computador enxadrista.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
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