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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Obra de estreia de Bert Jr., “Fict-Essays e contos mais leves”, escrita em apenas dois meses, aborda situações inusitadas da vida contemporânea


Inteligente, leve e bem-humorado. Esses são alguns dos adjetivos que ilustram muito bem o conteúdo de “Fict-Essays e contos mais leves”, livro de estreia de Bert Jr., escrito em apenas dois meses, durante a quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus. Lançado em novembro de 2020, pela editora Labrador, o livro está disponível nas versões impressa e digital, trazendo sete contos instigantes sobre vários temas contemporâneos. 

Os textos abordam situações inusitadas da vida comum, enfrentadas por personagens peculiares que estão às voltas com assuntos tão diferentes quanto a descoberta da sincronicidade como ferramenta para a compreensão da realidade sociopolítica do país, a elaboração de uma peça autoral para um recital de violão erudito e as consequências psicológicas da invenção de uma dieta diferente. Há, ainda, uma narrativa bem-humorada e provocativa em torno da apresentação de quatro teses sobre a personalidade divina. 

“O livro tem muito de entretenimento, embora também tenha alguma qualidade reflexiva nele. Como o próprio título indica, tem dois tipos básicos de contos: os fict-essays, que considero mais densos, tendo essa característica de se apoiarem bastante na viagem intelectual do personagem principal, e os contos mais leves”, ressalta o autor.

Bert Jr. explica uma das curiosidades despertadas pela obra logo no título. Afinal, o que são os fict-essays? 

“Tirei essa expressão do inglês ‘fictional essay’. Tal como entendo, um  ‘fictional essay’, ou ensaio fictício, seria um ensaio sobre um assunto imaginário, ou utilizando argumentos fantasiosos, mas pretensamente científicos. Desdobrando essa ideia, imaginei um tipo de conto que tivesse como eixo o universo intelectual do personagem e sua visão sobre determinado tema. Esse tema poderia ser fictício, ou mesmo real, mas analisado, e compreendido, mediante conceitos imaginários”, destaca.

Leitor exigente, mas sem preconceitos

A poesia já ocupou bastante espaço na preferência de Bert Jr., como leitor, especialmente em sua juventude. Romances e contos de grandes autores brasileiros e latino-americanos, como Guimarães Rosa, Mario Vargas Llosa e Jorge Luís Borges também fizeram parte de sua formação. Hoje, a atenção está mais voltada aos temas de não-ficção. Seja qual for o estilo, entretanto, ele ressalta o que desperta e prende a atenção dos leitores. Uma dica para quem está dando os primeiros passos na escrita literária.

“Sou um leitor exigente, não é qualquer texto que captura minha atenção. O escritor ter um bom domínio da linguagem é fundamental. E a história tem que ser criativa, ter elementos que inovem em relação ao tema, ou à maneira de narrar, de contar a história, ou ao tipo de personagem. Acho que isso é algo que prende o leitor”, indica.

Sobre Bert Jr.

Gaúcho de Porto Alegre, Bert Jr. tem 58 anos, é graduado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco. 

A arte sempre esteve presente em sua trajetória. Além de escrever poesia, é violonista amador, compositor e letrista. Aos 18 anos, dois de seus poemas foram premiados em um concurso do qual faziam parte do júri Mário Quintana e Lya Luft. Lançar um livro de poesias, aliás, é um dos planos do escritor para o futuro.

Recentemente, a paixão pelas palavras resultou, além do primeiro livro de contos, em um projeto desenvolvido no canal Bert Jr., no Youtube, a série “Fora da Cartilha”, que apresenta uma visão pessoal do autor sobre temas relacionados ao universo literário.

REDES SOCIAIS

INSTAGRAM: @_bertjunior

FACEBOOK: Bert Jr.

YOUTUBE: Bert Jr.

E-MAIL: bertmusics@gmail.com

DEPOIMENTOS

1. Ricardo Losada

Apreciei muito ler o livro "Fict-Essays e contos mais leves". Os contos são curiosos, criativos no roteiro e com desfechos ímpares. "Neandertala brasiliensis" é um bom exemplo disto. Em "Ensino fundamental", reconheço muitas passagens dos bons tempos de colégio.

Parabéns pelo livro! Continue nesta e em tantas outras estradas da vida.

2. Sylmara Pinho

Parabéns pelo livro!

Adorei lê-lo.

Leitura leve, inteligente e divertida.

Difícil dizer de qual conto mais gostei, mas arrisco indicar meus 3 preferidos:

Freddy Quin, Neandertala brasiliensis e Um tal recital.

3. Adriana Torres

Uma leitura prazerosa, com toques de humor, onde os personagens poderiam ser pessoas do nosso convívio... Apesar de uma leitura leve, nos faz refletir sobre nossos conceitos.

4.Cláudia e Luiz Gasser

Ao propor viagens ao futuro, ao passado ou para o interior da alma humana, Bert Jr nos encanta em seus ensaios com o inusitado dos temas escolhidos, a fina ironia, a elegância do texto. Aqui temos um excelente contraponto para os dias tristes de pandemia: riso e reflexão.

5. Geraldo Freire Garcia

Meu amigo, parabéns pelo livro bem humorado, leve e inteligente. Fiquei agradavelmente surpreso com sua habilidade no uso da linguagem, na expressão dos pensamentos e da sua opção por finais felizes, amo livros assim. 

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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Entrevista com Bert Jr., autor do livro “Fict-Essays e contos mais leves”


Bert Jr.
, cujo nome de batismo é Colbert Soares Pinto Junior, nasceu em Porto Alegre, em 1962. Formou-se em História, na UFRGS, e logo depois em Diplomacia, no Instituto Rio Branco. Como diplomata já serviu em vários países, foi cônsul-geral e atualmente exerce a função de embaixador.

Aos 18 anos, dois poemas de sua autoria foram premiados em concurso que tinha Mario Quintana e Lya Luft no júri.

Sempre gostou de música, considerando-se um violonista amador intermitente. Mantém perfil nas redes sociais para divulgação de composições musicais e criações literárias. Seu mais recente trabalho é o livro “Fict-Essays e contos mais leves”, lançado em novembro de 2020.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

BERT JR.: Comecei a escrever poesia no final da adolescência, cheguei a publicar um livro alternativo aos 19 anos, em conjunto com um amigo. Continuei escrevendo poemas durante algum tempo, porém nunca havia tornado a publicar nada até o ano passado. Para minha surpresa, o que brotou desta feita foi uma obra de ficção.    

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Fict-Essays e contos mais leves”. Poderia comentar? 

BERT JR.: “Fict-Essays e contos mais leves” representa minha estreia na ficção. Trata-se de um livro de contos, sete no total, três deles considerados densos porque centrados na viagem intelectual do personagem principal - os quais chamei de “fict-essays”, ou ensaios fictícios -, e outros quatro mais leves. Apesar de muito distintos em termos de enredo e personagens, todos eles têm em comum o fio condutor de tom humorístico, o qual, em minha opinião, é o elemento que confere unidade à obra. É uma leitura que busca divertir, mas que também, creio eu, provoca reflexões sobre temas contemporâneos. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

BERT JR.: Os três “fict-essays” se originam de reflexões sobre temas que já vinham sendo objeto de leituras, porque me interessavam. Por isso, não realizei pesquisas específicas aprofundadas. Ainda assim, foi preciso atualizar conceitos e informações sobre os neandertais no contexto da evolução humana, assim como sobre narcisismo e sincronicidade. No caso de “VegaLight”, tive que pesquisar sobre veganismo. Já em “Um tal recital”, utilizei conhecimentos de música adquiridos ao longo de meus estudos de violão clássico. Para escrever o livro, levei pouco mais de dois meses. Foi um processo criativo bastante concentrado e intenso, que foi desencadeado um mês e meio após a pandemia de coronavírus haver sido oficialmente declarada.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

BERT JR.: Há vários trechos que eu poderia destacar. Mencionarei apenas dois, para não extrapolar os limites da entrevista. O primeiro é quando o personagem principal de “Sincronicidades”, o psicossociólogo Dr. Raul Reis, emprega a “escala de Blurying”, concebida para medir o grau de adesão coletiva a mitos formadores do patrimônio simbólico nacional, para avaliar o nível de impacto da derrota catastrófica da seleção de futebol na Copa de 2014 e do desastre ambiental de Mariana, Minas Gerais, ocorrido em 2015, sobre a integridade simbólica da identidade brasileira. O outro trecho está no conto “Quatro teses sobre Deus”, quando o personagem principal, um pastor evangélico, apresenta a terceira tese acerca da personalidade divina. Para ilustrar a ideia de que Deus é bipolar, o pastor afirma não ser mera coincidência o fato de a luz constituir uma metáfora universalmente associada à divindade, pois a luz possui natureza dual, apresentando comportamento corpuscular e de onda eletromagnética, a qual, além disso, descreve trajetória cujo padrão é uma sucessão de picos e depressões. Portanto, a metáfora representaria, no fundo, o caráter bipolar da personalidade divina.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

BERT JR.: O livro está disponível tanto em formato impresso quanto digital. Pode ser adquirido nos sites das maiores livrarias do país (Cultura, Travessa, Loyola, Saraiva, Fnac, Leitura) e também nos principais sites de venda de livros, tais como Amazon e Submarino, entre outros.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

BERT JR.: Sim. Já comecei a preparar outro livro de contos. É possível que alguns dos personagens de “Fict-Essays” reapareçam, agora em novas situações. Além disso, tenho um livro de poesia pronto para ser publicado. Deverá ser uma seleção de cerca de trinta poemas, de diferentes fases criativas. Por fim, um de meus poemas, “Silogismo Poético”, foi incluído na V Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea, que está sendo lançada pela editora Chiado Books.

Perguntas rápidas:

Um livro: Crime e Castigo

Um (a) autor (a): João Guimarães Rosa 

Um ator ou atriz: Jodie Foster

Um filme: Blade Runner

Um dia especial: Hoje

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

BERT JR.: Tenho a impressão de que o humor anda ausente da cena literária atual, e, no entanto, trata-se de um dos nossos traços culturais mais importantes, um dos cimentos da identidade brasileira. Sem ele, dificilmente teríamos permanecido unidos como povo, irmanados numa só nação. Sem a graça que nos é inerente, seguramente sucumbiríamos às tantas mazelas e crises que teimam em nos acometer ao longo da história. A meu ver, seria aconselhável não deixar de cultivá-lo a título de vacina contra toda sorte de obtusidades e fundamentalismos, tanto presentes quanto futuros. 

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