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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Seleção para a publicação na coletânea “História do Isolamento” da Editora Todas as Musas, por Cida Simka e Sérgio Simka


A Editora e Revista Acadêmica Todas as Musas convida os PROFESSORES, PROFESSORAS, PESQUISADORES E PESQUISADORAS (alunos e alunas de pós-graduação em nível de especialização, mestrado ou doutorado) a participarem de sua COLETÂNEA DE HISTÓRIAS DO ISOLAMENTO, dedicada exclusivamente a trabalhos ficcionais (contos ou crônicas, podendo ser baseados em experiências reais ou não) que relatem eventos passados durante situações de isolamento social.

Os trabalhos selecionados serão publicados em e-book e em livro impresso pela Editora Todas as Musas. Todos os autores terão acesso GRATUITO AO E-BOOK e os livros impressos serão vendidos pelo site da editora a preços acessíveis.

A publicação da Coletânea tem como objetivo incentivar o registro das experiências assim como o seu compartilhamento, além de divulgar a escrita e a produção literária dos profissionais de educação do Brasil.

Para esclarecer qualquer dúvida, escreva para todasasmusas@gmail.com Regulamento
Será permitida a participação do processo de seleção para a Coletânea de Histórias do Isolamento, a ser publicada pela Editora Todas as Musas, apenas a PROFESSORES e PROFESSORAS da rede pública ou particular de todos os níveis de ensino, PESQUISADORES E PESQUISADORAS (alunos e alunas de pós-graduação em nível de especialização, mestrado ou doutorado).

O texto deve obrigatoriamente seguir o tema proposto para a Coletânea, ou seja, deverá tratar de uma situação de isolamento social. Não há restrição sobre a forma de abordagem do assunto, podendo ser irônica, humorística, dramática etc., a escolha do autor

Cada autor poderá inscrever apenas UM trabalho. A inscrição é gratuita.

1. O trabalho deverá ser digitado em folha tamanho A4, em espaço 1,15, fonte Times New Roman 12, com o limite máximo de duas páginas (todas as margens 2,0).

III.2 O trabalho inscrito deve ser inédito. A publicação prévia, em livro ou meio eletrônico, desclassificará automaticamente o trabalho.

III.3. Os participantes do processo de seleção concordam automaticamente em ceder os direitos para publicação do seu texto para a Editora Todas as Musas na Coletânea de Histórias do Isolamento, sem ônus, pelo período de 3 (três) anos, sendo que será sempre preservada a menção de crédito, de acordo com a legislação que trata especificamente de direitos autorais no país.

III.4 Os autores terão acesso gratuito ao e-book, mas não serão cedidos exemplares gratuitos do livro impresso aos autores selecionados. Porém, a editora se compromete a comercializar os exemplares com o preço de capa o mais baixo o possível.

A inscrição no processo de seleção deve ser feita por e-mail (todasasmusas@gmail.com) com o seguinte conteúdo em DOCUMENTOS ANEXOS:
UMA cópia de documento que comprove que o autor ou autora faz parte dos grupos descritos no item I deste regulamento;
UM documento Word com o trabalho, que deve ter obrigatoriamente um título, e trazer o nome do autor ou autora (não será aceita a inscrição com pseudônimos). É obrigatória a observação da formatação conforme indicação do item III.1 deste regulamento;
UM OUTRO documento contendo: nome do autor ou autora, telefone e e-mail para contato e título do trabalho inscrito.

IV1. O ASSUNTO (SUBJECT) do e-mail enviado para todasasmusas@gmail.com deve trazer apenas: COLETÂNEA-SELEÇÃO

As inscrições serão aceitas até 20 DE ABRIL

V.1 Os trabalhos enviados após esta data ou que não estiverem de acordo com o regulamento, não serão considerados participantes e como os demais, não serão devolvidos.

A divulgação dos trabalhos selecionados será feita em 01 de maio pelo site ou BLOG da Editora Todas as Musas e a publicação do livro se dará o mais rápido o possível, dependendo da agenda de trabalho da editora.

O número de trabalhos selecionados não será prefixado e dependerá da comissão julgadora e da direção da editora.

A Comissão Julgadora será constituída por convidados da editora e suas decisões são soberanas, não cabendo recurso.

O envio dos documentos para a participação da seleção implica a aceitação plena desse regulamento.

Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora da Seleção.

A Comissão Organizadora São Paulo, 9 de abril de 2020

Site da editora:

Leia também a entrevista com Flavio Botton, editor da Editora Todas as Musas:


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC e colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin, integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC e colunista da Revista Conexão Literatura.

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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Flavio Botton, o livro O motim e a Editora Todas as Musas, por Sérgio Simka e Cida Simka

Flavio Botton - Foto divulgação
Flavio Botton, editor-chefe da Editora e Revista Acadêmica Todas as Musas,  é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, professor de Literatura Portuguesa, Teoria Literária e História da Arte. É autor de Que Enigma Havia em Teu Seio: Ensaios sobre artes plásticas e literatura e de Um homem sem medo não morre: O Motim, de Miguel Franco, além dos prefácios dos títulos Mãe, de José de Alencar; Gonzaga ou A Revolução de Minas, de Castro Alves e de O Motim, de Miguel Franco para a Série “Teatro em Língua Portuguesa” da Editora Todas as Musas. Organizou, junto com Fernanda Verdasca Botton, a coletânea O Teatro de Bernardo Santareno, que reuniu trabalhos de pesquisadores do Brasil e de Portugal sobre as peças do dramaturgo português.

ENTREVISTA:

Você é o editor da Editora Todas as Musas. Fale-nos sobre ela. Como é o seu trabalho? Quem quiser publicar por sua editora quais os procedimentos a serem adotados?


Sou editor-chefe da Editora e Revista Acadêmica Todas as Musas há 10 anos e professor de Literatura Portuguesa e História da Arte há 15.
A Editora Todas as Musas nasceu da revista acadêmica com o intuito de dar vazão a dois tipos de produções realizadas por professores: a acadêmica e a ficcional. A única restrição de nossa linha editorial é que o autor precisa ser professor ou pesquisador e ter o desejo de publicar seu trabalho de pesquisa, de mestrado, doutorado, especialização etc., ou trabalhos ficcionais, como poesia, conto ou romance. Quem se identificar com esse perfil, pode enviar o material para o e-mail todasasmusas@gmail.com.
A nossa revista acadêmica já está indo para o seu vigésimo volume e tem todo o conteúdo gratuito na internet pelo endereço www.todasasmusas.org.

A sua editora irá lançar um livro de um dramaturgo português chamado Miguel Franco, O Motim, cuja peça foi objeto de seu doutorado.  Fale-nos sobre a peça e o autor.

Conhecia Miguel Franco dos livros de história do teatro português e, por um feliz acaso, tomei contato com a filha dele, a artista plástica Maria João Franco, há alguns anos. Nessa época, interessei-me muito em estudar as obras do dramaturgo, que atuou em um contexto extremamente difícil para todos os artistas, mas em especial para os que trabalhavam com teatro.
Miguel Franco teve uma peça representada em um dos principais teatros de Lisboa na época da ditadura salazarista. A peça tratava dos eventos históricos ocorridos após o levante do povo da cidade do Porto contra a criação da Companhia dos Vinhos do Alto Douro, criada pelo ministro de D. José, o Marquês de Pombal em 1756.
Após 4 dias de apresentações, a polícia política invadiu o teatro, confiscou e rasgou os cartazes, além de intimar os bilheteiros a suspenderem as vendas.
Apesar de tratar de um evento de um passado muito distante, a peça causou grande impacto nos homens da ditadura e sua proibição foi extremamente sentida pela sociedade portuguesa, que encaminhou ao Ministro da Educação um abaixo-assinado com o nome de mais de cem autores e intelectuais pedindo a abolição das restrições que pesavam sobre o teatro. A proibição da peça acabou sendo mais um motivo de união da resistência ao totalitarismo salazarista.
Podemos dizer ainda, não sem certa tristeza, que o entrecho da peça é extremamente atual, dados os panoramas políticos do Brasil e de outras nações.

Como analisa a questão dos e-books?

Parece-me que o e-book passará pelos mesmos estágios que outras tecnologias já passaram. A princípio, vive-se um momento alarmista que diz, por exemplo, que, com a chegada da televisão, o rádio morrerá. Porém, todos continuamos convivendo com o rádio até hoje. Entendo que está se passando o mesmo quando ouvimos dizer que o e-book acabará com o livro impresso. Passado esse primeiro momento, começamos a perceber que há espaço para os dois tipos de livros e que eles podem conviver pacificamente.
Talvez o e-book, ou fabricantes de aparelhos, ainda tenham que responder sobre a sua viabilidade ecológica, ou seja, se não estamos produzindo lixo eletrônico em demasia e o que estamos fazendo com as baterias descartadas desses aparelhos.

Quais são suas leituras preferidas?


Quando me faço essa pergunta, tenho dado a mesma resposta há mais de 30 anos. As duas leituras que mais me impressionaram até hoje foram A demanda do Santo Graal (recomendo a edição do meu professor, Heitor Megale) e Grande Sertão: Veredas, livro que reli há pouco para acompanhar a minha primeira visita a cidade de Cordisburgo, terra natal de Rosa.
Por outro lado, tenho encontrado, no trabalho da editora, professores que são grandes escritores em vários gêneros e estilos. Estou muito envolvido pela poesia de MDG Ferraz, que já publicou 4 livros conosco, sendo o mais recente o Poemas in Azulis e pelos romances do Prof. Dr.  Milan Trsic, em especial, pelo surpreendente Doze Anos de Solidão. Além do gênero que tem nos dado muito prazer que é o conto. Recomendo muito a leitura dos Escritos do Sobrado Morto, do Prof. Dr. Manoel Guaranha, trazendo contos que fazem um intertexto realmente brilhante com textos bíblicos e ainda a leitura do gênero que sempre agrada a muitos leitores, o conto de suspense, de Laura Figueiredo, que estará lançando muito em breve O Mistério de D. Amélia e Outros contos. O conto me fez descobrir em meu pai um grande contador de histórias e, há alguns anos, editamos o primeiro livro dele, O Caso do Pacu Voador, cuja publicação foi de especial alegria.
Recomendo muito a leitura desses títulos divertidíssimos para todos os leitores.

Que conselho pode dar a um escritor principiante?

Não há muito de novo a dizer, escritores precisam ser leitores vorazes e precisam exercitar muito a escrita.  Recentemente, soube de uma pesquisa na área de artes plásticas que dizia ser saudável para um artista copiar os trabalhos de outros artistas. Os pintores já sabiam disso desde sempre (Rubens e Rafael copiaram Leonardo da Vinci). Talvez seja um bom exercício para escritores também. Saber identificar a escrita de seus ídolos e copiá-los (como exercício, não como finalidade). Uma ideia muito boa é acompanhar as oficinas de escrita criativa do professor Sérgio Simka!

Quais os próximos projetos da editora?

Temos excelentes títulos em preparação. Há uma coletânea de estudos sobre os X-Men, grupo de heróis da Marvel, realizada por um grupo de pesquisadores de várias áreas, como História, Comunicação, Ciências Sociais e outras. Há um dicionário da obra de Paulina Chiziane, escritora moçambicana imperdível. Há mais um trabalho sobre o dramaturgo Miguel Franco em fase final de editoração. Estamos preparando também novos títulos para a nossa Série Teatro em Língua Portuguesa, que publica peças teatrais precedidas de textos explicativos de professores pesquisadores da literatura. Quem desejar acompanhar os próximos lançamentos da editora, pode nos seguir no Facebook (procure por Editora e Revista Acadêmica Todas as Musas) ou no Instagram (Editora Todas as Musas). Por algum desses canais ou fazendo parte de nossa mailing list, basta escrever para todasasmusas@gmail.com.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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