Conexão Nerd: Teoria da Conspiração, por Ademir Pascale

Cena do filme Teoria da Conspiração POR ADEMIR PASCALE Hoje não irei comentar sobre colecionáveis ou heróis, mas sobre um filme, um li...

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Livro une literatura e fotografia


Obra é resultado de um projeto dos fotógrafos Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, coordenado pelo escritor Rubem Penz.

Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonindandel são reconhecidos na arte da fotografia, mas também dão seus passos no universo das letras. Com coordenação do escritor, publicitário e músico Rubem Penz, resolveram unir as duas paixões. O resultado é o projeto Grão – imagens, palavras, eternidade, uma iniciativa que se transformará em livro a partir do financiamento coletivo disponível em: https://bit.ly/3lYhqv1.

Estará presente no livro uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, que faleceu em março de 2020.  Uma imagem que ele fez do pai em Cuba inspirou a produção de duas crônicas, uma escrita por Monteiro a e a outra por Iara. A imagem escolhida representa a fusão da fotografia e da literatura, que motivou os autores a produzirem a obra.

Foram convidados ainda os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Todos foram instigados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos convidados.

Quem tiver interesse, pode apoiar o projeto até o dia 4 de janeiro, com contribuições que vão de R$ 40 a R$ 145. Entre as recompensas, dependendo do valor, os participantes poderão escolher fotos exclusivas que farão parte da obra e o próprio livro, com lançamento previsto para março.


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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Diferentes culturas e felicidade viram tema de exposição fotográfica


Exposição "As Caras do Brasil" proporciona reflexão no Shopping West Plaza

  O Shopping West Plaza, em parceria com o fotógrafo e sócio da PICT Estúdio, Marcello Garutti, recebe a exposição “As Caras do Brasil” até o final de agosto.

  O artista, que percorreu o Brasil em uma moto em busca de um novo olhar sobre a diversidade sociocultural do nosso país e o conceito de felicidade, transformou sua viagem em imagens de cidadãos de diversas regiões, que foram fotografados enquanto respondiam à pergunta “O que é felicidade para você?”. O resultado desse passeio do sul ao norte do país se transformou em uma belíssima exposição que chega neste mês ao empreendimento.

  O intuito da mostra é proporcionar uma reflexão sobre a diversidade física, étnica e cultural encontrada em todos os cantos do país, trazendo à tona esse assunto tão importante para todos. Entre as fotos que retratam paisagens e momentos espontâneos, será possível também conferir informações e curiosidades sobre todo o caminho percorrido pelo artista. O projeto completo e o livro com as imagens podem ser conferidos no site www.ascarasdobrasil.com.

  A exposição tem cerca de 40m² e está localizada na Praça de Eventos, bloco B, piso térreo do empreendimento. A atração gratuita pode ser conferida até o dia 30/08. Para a realização da mostra, todas as medidas de segurança e higienização continuam sendo rigorosamente seguidas pelo shopping, assim como o controle de fluxo de clientes.

Serviço
Exposição As Caras do Brasil
Quando: Até o dia 30/08
Horário: Das 16h às 22h
Local: Praça de Eventos - bloco B, piso térreo
Mais informações Exposição Caras do Brasil: www.ascarasdobrasil.com
Endereço: Av. Francisco Matarazzo - Água Branca, São Paulo - SP
Mais informações Shopping West Plaza: pelo site www.westplaza.com.br/ ou pelo telefone (11) 3677 4236.

Exposição gratuita 

Sobre Shopping West Plaza
Inaugurado em 1991, o empreendimento da Zona Oeste de São Paulo é um dos principais centros comerciais da região. Administrado pela rede Aliansce Sonae, o shopping é referência pelas modernas lojas, um refinado polo gastronômico e serviços diferenciados.
Com um mix de 200 lojas, o centro de compras conta com 7 salas de cinema, 12 restaurantes e 25 operações na praça de alimentação. Um Boulevard Gastronômico soma quase 40 mil m² em área aberta e arborizada, interligando os três blocos do shopping, oferecendo ao cliente opções de gastronomia como Jeronimo Burger, Pecorino Bar e Trattoria, L’Entrecôte de Paris, Temakeria e Cia., Padaria St. Etienne, Outback Steakhouse, Johnny Rockets.
O empreendimento conta ainda com a comodidade de mais de 1,9 mil vagas de estacionamento.
O Shopping West Plaza segue também o conceito de petfriendly, onde animais de estimação são sem bem-vindos.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Livro compila ensaios e fotografias da exposição "Muirapiranga", de Elizabeth Titton


Publicação ilustra grandiosa criação da artista, que esteve em cartaz em São Paulo entre 2019 e 2020, e será lançada em 30/1 na Livraria Blooks, do Shopping Frei Caneca

Book_Cover_Mockup_titton 3.1_LRMuirapiranga é o nome de uma árvore amazônica de madeira vermelha, similar ao pau-brasil. Raramente vista por habitantes das grandes cidades, em contraste às suas grandes dimensões, pode ser considerada uma espécie exótica. A percepção sobre este tipo de ‘cegueira’ que assola as sociedades modernas é o combustível para o trabalho de Elizabeth Titton, que levou exposição de mesmo nome à Funarte entre 2019 e 2020, quando suas esculturas de grandes dimensões feitas em aço corten foram reveladas ao público paulistano. Agora, como nova etapa do projeto liderado pela artista, será lançada, no próximo dia 30, às 19h, na Livraria Blooks do Shopping Frei Caneca, publicação com fotos e ensaios sobre o trabalho, com textos da artista e pesquisadora Bernadette Panek  e imagens de Celso A. Oliveira, Diego Souza, Geraldo Hoffmann Jr., José Ernesto Passos, Leo Eloy, Marcos Böhler e Padu Palmerio.

Com primoroso trabalho de diagramação e finalização, a obra, de 108 páginas, alterna ilustrações das 21 obras criadas para a exposição e 35 páginas de textos críticos que filosofam sobre o trabalho, desde a sua concepção – sob influência de Merleau-Ponty em seus estudos sobre percepção –, até o impacto causado pela apreciação do material, que mescla a eternidade do metal presente em suas estruturas cor de ferrugem e a efemeridade das formas.

O registro em forma de livro destaca a experiência sensorial oferecida por Muirapiranga, à medida que sua originalidade, beleza, significado e dimensões substituem, nesse ambiente, o discurso técnico e distante sobre a natureza ignorada no dia a dia. Tal capacidade, entretanto, diz respeito ao resultado de uma experiência de 40 anos no trato com a arte da escultura, além da experiência de Elizabeth como diretora do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, nos anos 80, e também como professora do curso superior de Escultura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná por 16 anos. Além disso, a temática tem sido recorrente nos estudos da artista sobre mitologia das comunidades indígenas do Xingu.

Todas as ilustrações contidas na publicação possuem QR codes para acesso à audiodescrição, o que traz à tona a preocupação da artista com a apreciação de suas obras por pessoas portadoras de deficiências visuais.



Livro ‘Muirapiranga’
ISBN: 978-65-902180-0-1
Preço: R$ 100
Número de páginas: 108

SERVIÇO
Lançamento do livro ‘Muirapiranga’
Local: Livraria Blooks / Shopping Frei Caneca (3º andar)
Horário: 19h
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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Exposição une fotografia e poesia

Eduardo Maciel - Foto divulgação
SonetIMAGEM entra em cartaz em novembro, no Centro do Rio

Uma série em sete temporadas, com cinquenta capítulos cada. Assim o poeta, escritor, fotógrafo, cantor e compositor Eduardo Maciel define sua grande empreitada literária em andamento. Estudioso da técnica literária dos sonetos, este artista plural de 41 anos realiza entre 14 e 23 de novembro, na Casa de Cultura Villa Olivia, no Centro do Rio, a exposição de fotografias SonetIMAGEM, que reúne imagens autorais publicadas no livro de sonetos homônimo.

A exposição é mais um passo na jornada iniciada pelo artista em dezembro de 2018, quando lançou SonatATO, o primeiro livro de sonetos da série de sete obras programadas para serem lançadas nos próximos anos, pela Editora Autografia. O segundo título, que une poesia e fotografia e batiza a exposição, foi lançado há dois meses.

“A ideia desta coleção é integrar diferentes formas de arte à poesia. O primeiro traz sonetos conversando com seus dezenove tipos catalogados. O segundo, recém-lançado, adiciona fotografias. O terceiro terá desenhos. Outros episódios desta série terão sonetos transformados em músicas, em peça de teatro e assim por diante, no sentido de produzir arte em diferentes e complementares formas de expressão”, explica Eduardo Maciel, que convidou artistas de outras vertentes para participar dos próximos volumes.

O livro SonetIMAGEM conta com cinquenta sonetos e cinquenta fotografias, das quais vinte e oito estarão expostas na Villa Olivia, casa de cultura sediada em um sobrado histórico logo no início da Ladeira João Homem, no Morro da Conceição, em frente à Praça Mauá, no Centro histórico do Rio de Janeiro, inaugurada em agosto último.

Segundo Maciel, ao visitar a exposição o público poderá relacionar as fotografias aos sonetos como no livro, mas, sobretudo, terá a oportunidade de experimentar poetizar as imagens. “Se no livro as fotografias auxiliam os sonetos, na exposição os poemas servirão como legendas para as fotos, todas elas vivas e em suas cores originais”, pontua o artista.

Sobre sua devoção à missão de compor trezentos e cinquenta sonetos a serem publicados nesta grande série, Eduardo Maciel fala com brilho nos olhos: “Os sonetos me encantam muito pela sofisticação, pela precisão métrica, pela sonoridade, pela técnica aplicada. Há neste estilo de poesia regras que fazem dele um tipo muito particular de produção literária. É encantador escrever sonetos e trazê-los de volta em seu máximo potencial”, se derrama o poeta.


Sobre o artista
Eduardo Maciel é acadêmico correspondente da Academia Internacional de Letras, Artes e Ciência, onde ocupa a cadeira 170. É pesquisador das dezenove diferentes formas de composição de soneto já catalogadas em todo o planeta. É vencedor dos concursos literários Jovem Embaixador, Sarau Brasil 2019 (categoria Poesia), Almas em prosa e verso 2019 (categoria Poesia) e Poesia Agora 2019. Sexto lugar no primeiro concurso literário "Paquetá em Prosa e Verso". Também é jurado de concursos literários. É autor dos livros SonetATO e SonetIMAGEM, dois primeiros volumes de uma série de sete publicações que reunirão 350 sonetos autorais. É coautor da antologia de contos intitulada O Lado Sombrio do Sítio, em alusão à obra de Monteiro Lobato. É também coautor de dois livros publicados a partir de concurso promovido pela Unesco, publicados em três idiomas e distribuído em 160 países. É colunista da revista Litere-se e da coluna "soneto em pauta" do portal Diário da Poesia.

Serviço

EXPO SonetIMAGEM
De 14 a 23 de novembro
Abertura dia 14 de novembro, às 17h
Casa de Cultura Villa Olivia (Ladeira João Homem, 13 - Morro da Conceição)
Quinta a domingo, das 14h às 21h
Entrada franca  

Ficha técnica 
Curadoria - Eduardo Maciel
Fotografia - Eduardo Maciel
Direção de Fotografia - Eduardo Maciel
Arte - Raul Machado
Produção - Chris Mendonça /Odoya Produções
Assessoria de Comunicação - Rodrigo Rozendo / RZD Com 

* O livro SonetIMAGEM estará à venda (R$35) durante a exposição
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O autor Gabriel Ferreira, os fotógrafos Helena Gomes, Victória Gearini, Guilherme Tavares e o livro Aspirando e Expelindo (Editora Chiado)

Gabriel Ferreira, 20 anos, jornalista em formação. Escreve sobre músicas, livros e filmes, desde 2010 no Portal Gabriel. Escritor, lançando seu primeiro livro de poemas.

Sinopse: Aspirando e Expelindo” do jovem autor Gabriel Ferreira traz sisudos poemas breves em que se misturam figuras de linguagem com esquemas comunicativos leves, mas de forte sinestesia. É a poesia falando de coração para coração e de si para si mesmo. São reflexões sobre o passar do tempo, sobre os lugares de estar em companhia do ser amado. Há poema com versos cada um de uma palavra só, mas, de repente, o leitor encontra uma frase poética que é uma prosa reflexiva. O poeta apresenta o amor na figura “dela”, sempre caricata, mas imaginável em carne e ossos, olhos e rosto, abraçando e beijando. Mesmo com temas tão diversos, há uma linha unitária firme, nenhum poema é longo ou enfastiante. O único problema é que se termina de ler a obra toda e fica um gosto muito forte de “quero mais”.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Gabriel Ferreira: Sempre gostei de ler e escrever, desde criança, então logo emplaquei os meus primeiros projetos literários, ainda na escola, lá por 2005 e 2006, mas foram livros bem pontuais e sem nenhum grande lançamento. 
Conexão Literatura: Você é autor do livro “Aspirando e Expelindo” (Editora Chiado). Poderia comentar?

Gabriel Ferreira:  Aos 14 anos comecei escrever poemas, frases, pensamentos, sentimentos e que foram se juntando por todo esse tempo, até  o inicio de 2017, que foi quando decidi compactar tudo e enviar para a editora e aos poucos foi nascendo o livro com 57 poemas.

Conexão Literatura: Poderia falar mais sobre o fotógrafo e as fotografias contidas em seu livro?


Gabriel Ferreira: Em um primeiro momento teriam só os poemas, mas a editora chegou com a ideia das fotografias, então eu decidi que gostaria de fazer fotos inéditas e que poderiam representar a minha mensagem, de uma maneira que fizesse sentido na minha cabeça. Então logo convidei o meu amigo Guilherme e expliquei como que eu gostaria que ficassem as imagens e surpreendentemente ele conseguiu entender a essência do “Aspirando e Expelindo”. Só que depois coloquei na cabeça que eu gostaria de mais duas fotos, ai lembrei das fotos de uma amiga, a Victória que tinha uma fotografia, da qual representava muito um dos poemas. E também teve a foto de outra amiga, a Helena, que foi uma das primeiras imagens a serem escolhidas, logo quando ficou decidido que entraria fotos no livro, porque é uma imagem que representa muito a vibe do livro, além de aparecer o meu pé (dentro de um tênis, claro kkk).

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Gabriel Ferreira: Não ocorreu pesquisas, foi muito mais relacionado a vivências e observações. Os poemas foram escritos dos 14 aos 19 anos. Depois uns 8 meses de preparação e ajustes, até chegar nas lojas.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Gabriel Ferreira: São tantos... Mas eu vou falar esse aqui
XXXIII
Eu vou cambaleando por aí
Eu vou sendo feliz por aí
Eu vou ir pelo caminho mais difícil
Eu vou ir pela contramão
Eu vou tentar levar a alegria no bolso.
Eu vou andar todo torto
Eu vou andar dançando  por aí
Eu vou ir cantando, mesmo a minha voz não sendo boa.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Gabriel Ferreira: O livro está disponível em algumas livrarias: Martins Fontes, Amazon, Livraria Cultura e Saraiva. E para saber mais sobre o meu trabalho, só acompanhar o www.portalgabriel.com e o instagram.com\santanagabriel

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Gabriel Ferreira: Ah sim sempre, mas a ideia é que eu continue divulgando o meu livro, pelo menos até o final do ano, mas quem sabe antes disso surja alguma novidade.
Perguntas rápidas:   
Um livro: Elixir
Um (a) autor (a): Stephen Chbosky
Um ator ou atriz: Craig Roberts
Um filme: Mar Adentro
Um dia especial: 15 de abril de 2018- Primeira sessão de autógrafos do Aspirando e Expelindo

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Gabriel Ferreira: Gostaria de convidar a todos os leitores da Conexão Literatura para ler o meu livro de poemas, Aspirando e Expelindo.
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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Katia Simões Parente e o livro Em Busca da Fotografia Perfeita

Katia Simões Parente - Foto divulgação
Katia Simões Parente é engenheira química e atua na área ambiental, tem como hobby viagens e a leitura, por isso pensava muito sobre escrever seu próprio livro. Seu contato com a escrita havia sido somente em livros e artigos técnicos para congressos, então durante o seu curso de fotografia surgiu a ideia de escrever uma aventura, levando-a a estrear no mundo da escrita criativa com Em Busca da Fotografia Perfeita, uma história fictícia que incita a curiosidade e leva a questionamentos interessantes.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Katia Simões Parente: Gosto de ler desde criança, nunca lia os resumos dos livros na escola, sempre os livros completos. Acho que isso ajudou muito na vontade de escrever meu próprio romance. O mundo da fantasia é atraente, nele podemos escapar da vida real e às vezes isso ajuda muito a resolver problemas, afinal voltamos com novas ideias e outra visão depois de sair de uma boa história de ficção.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Em busca da fotografia perfeita” (Editora Chiado). Poderia comentar?

Katia Simões Parente: Este livro foi uma surpresa até para mim, pois a ideia surgiu depois de fazer um curso de fotografia, quando consegui juntar algumas “vontades” que eu tinha, como fotografar lugares diferentes e também viajar para uma aventura. O livro é uma ficção, mas há muita coisa da vida real nela, coisas pessoais.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Katia Simões Parente: Levei cerca de seis meses, até acho que foi rápido para um primeiro projeto, na verdade a ideia veio completa, já estava formada em minha cabeça quando comecei a escrever. Tive que pesquisar as cidades onde a história se passa, pois só visitei uma delas, os outros lugares conhecia por fotos. Também houve a pesquisa junto a Universidade do Alasca, pois as lendas citadas no livro existem, por isso entrei em contato e eles foram bem atenciosos em enviar artigos e documentos sobre o assunto.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


Katia Simões Parente: São dois momentos, o primeiro quando a Maria decide ir viajar, o que para ela é uma decisão difícil, pois está indo sozinha e não sabe o que esperar. O segundo é quando ela descobre qual é a fotografia perfeita, acho que esse é o ponto principal do livro, pois ela acaba mudando seu conceito de perfeição, o que ela esperava ser a fotografia perfeita se transforma. Acho que é isso o que acontece conosco, idealizamos um sentido de perfeição e não olhamos outras coisas.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre o seu trabalho?
Katia Simões Parente: O livro está a venda no site da Livraria Cultura, da Chiado Editora e Easy Books. Mas também podem entrar em contato direto comigo pelo email: spkatia@hotmail.com

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Katia Simões Parente: Sim, estou com dois livros prontos, um deles é continuação deste inclusive, estamos negociando com a Editora. Acredito que para o inicio do próximo ano haverá o lançamento.

Perguntas rápidas:

Um livro: Big Magic, Elizabeth Gilbert
Um (a) autor (a): Stephen King
Um ator ou atriz: Gloria Pires
Um filme: Alguém tem que ceder
Um dia especial: 10 de junho de 2017, lançamento do livro.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Katia Simões Parente: Se pudesse dar algum conselho as pessoas, seria leiam muito, leiam de tudo. Diversifiquem os gêneros, leiam autores que não gostam, porque isso irá abrir a mente e gerar novas ideias. Com certeza a vida será mais criativa.
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sábado, 17 de março de 2018

(Per)Cursos Possíveis: projeto realizado pelo Sesc Santo André oferece cursos e oficinas com longa duração

Narrativas Fotográficas  l  crédito: Nário Barbosa
Cursos voltados para iniciantes e veteranos preenchem a programação. Inscrições começam dia 21 de março

No primeiro semestre de 2018, o Sesc Santo André promove o (Per)Cursos Possíveis, uma série de cursos com práticas, técnicas e olhares variados que trabalham as relações entre artes e tecnologias. As atividades são voltadas para públicos de diversas faixas etárias e interesses, uma ótima oportunidade para descobrir aptidões, iniciar um hobby, ou mesmo aperfeiçoar técnicas artísticas, tecnológicas ou artesanais.
O (Per)Cursos Possíveis traz cursos com temáticas variadas e duração de até três meses. Com maior tempo de interação com os profissionais de cada oficina, os participantes têm a possibilidade de absorver conhecimentos teóricos que serão aplicados constantemente à prática, um processo de descobertas de vivências artísticas, troca de experiências, desenvolvimento de habilidades e projetos futuros. Os cursos exploram da interferência em fotografia à produção audiovisual, da discotecagem à marchetaria, da formação de modelo vivo a mochilas solares.
Nos encontros promovidos, os participantes, iniciantes ou não, poderão experimentar uma série de técnicas com novos processos e repertórios, fortalecendo o aprendizado ao exercitar novos percursos possíveis.  Os cursos acontecerão entre os meses de abril e julho, com inscrições na Central de Atendimento do Sesc Santo André: nos dias 21 e 22/03, somente para Credencial Plena e a partir do dia 23/03 para todos os públicos, conforme disponibilidade de vagas. Confira a programação completa dos cursos.

(Per)Cursos Possíveis
Programação
Olhares e Interferências, com Nário Barbosa
No Espaço Ateliê, de 03/04 a 24/04. Terças-feiras, das 19h às 21h.
Valores em R$ 20,00 (Inteira), R$ 10,00 (Meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo ou dependentes com Credencial Plena).
Pré-requisitos: a partir de 16 anos.
Este curso tem como objetivo registrar e difundir a diversidade urbana, mais especificamente, do centro de Santo André, a partir de referências de fotógrafos de rua nacionais e internacionais. Com o advento das tecnologias, atualmente todos podem ser fotógrafos, independentemente de técnicas ou equipamentos, produzindo imagens a todo o momento e divulgando-as em suas redes sociais. O participante terá a oportunidade de conhecer um pouco mais a cidade, por meio de um olhar mais sensível, observando detalhes antes de fotografar.
Há mais de 20 anos atuando como fotojornalista, Nário Barbosa possui sólida experiência em registrar o cotidiano. Produz trabalhos de intervenção em fotografias de diversas maneiras, utilizando diferentes técnicas que revelam novos olhares. Já participou de exposições no Brasil, em importantes espaços, como Itaú Cultural, além de diversas galerias. Foi premiado em salões de Arte no exterior, como o “Salón Mercosur Internacional”, na Argentina e possui obras em diversas coleções particulares.

Processos de Criação Audiovisual: Entre a Performance e a Instalação,
com Caio Fazolin
No Espaço Ateliê, de 03/04 a 26/06. Terças-feiras, das 19h às 21h.
Valores em R$ 20,00 (Inteira), R$ 10,00 (Meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo ou dependentes com Credencial Plena).
Pré-requisitos: a partir de 14 anos e conhecimentos básicos de informática.
Como tirar do papel o seu live audiovisual? Como produzir uma instalação multimídia? Como criar um videomapping? São essas perguntas que o curso pretende responder. Durante 12 encontros, o artista e programador Caio Fazolin apresenta e aborda o uso integrado de ferramentas audiovisuais assim como a interface física livre, Arduino. Os participantes serão convidados a desenvolver exercícios práticos com uma abordagem direta a temas como performance audiovisual, instalações multimídia e videomapping.
Caio Fazolin é artista audiovisual, programador e VJ (Micra), pesquisa linguagens computacionais e sua relação com a cultura. Bancos de dados, linhas de códigos e sistemas computacionais são a fonte para a pesquisa que se desdobra em performances audiovisuais generativas, instalações imersivas e interativas, e grandes projeções urbanas. Também atua como educador por meio de aulas e workshops de programação computacional para artistas e interessados.

Marchetaria em Bloco, com Rinaldo Ferruccio
No Espaço Ateliê, de 04/04 a 27/06. Quartas-feiras, das 19h às 21h30.
Valores em R$ 20,00 (Inteira), R$ 10,00 (Meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo ou dependentes com Credencial Plena).
Pré-requisitos: a partir de 16 anos.
O curso instiga a criatividade e intuição artística dos participantes fazendo com que idealizem e produzam o máximo de peças, como bio-joias e utilitários, que conseguirem durante o curso. O objetivo é proporcionar-lhes relativa prática na operação de máquinas como lixadeira de cinta de bancada, serra de fita de bancada, lixadeira orbital, micro-retifica, furadeira, tábuas de lixa, entre outros apetrechos e equipamentos, além de técnicas variadas.
Rinaldo Ferruccio é artífice em madeira, iniciando aprendizados em Marchetaria Maciça em 1999. De lá para cá desenvolveu estilo próprio explorando formas orgânicas e assimétricas alinhadas às artes visuais. Atualmente, é orientador do curso de Marchetaria Maciça no SESC Pompeia, atua como fornecedor da loja do Museu de Arte Moderna de SP e mantem um box na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, onde também é membro da Comissão de Avaliação e Triagem de candidatos a expositores na Praça.

A Pintura e suas Técnicas, com André Ricardo
No Espaço Ateliê, de 05/04 a 28/06. Quintas-feiras, das 19h às 21h30.
Valores em R$ 20,00 (Inteira), R$ 10,00 (Meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo ou dependentes com Credencial Plena).
Pré-requisitos: a partir de 16 anos.
O objetivo do curso é instrumentalizar os alunos em relação às múltiplas possibilidades expressivas da linguagem pictórica por meio da pintura e suas técnicas. Serão abordadas técnicas como caseína, têmpera e óleo, entre outras. A introdução prática dos diversos procedimentos será tangenciada pelo enfoque histórico, chamando a atenção para as origens e usos das técnicas ao longo da história e na obra de artistas contemporâneos.
André Ricardo é formado em Artes Visuais pela ECA - USP, tendo realizado intercâmbio de estudos na Universidade do Porto / Portugal. Já apresentou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Sua obra integra coleções públicas, entre as quais: Casa do Olhar Luiz Sacilloto – Santo André/SP e Museu de Arte de Ribeirão Preto/SP. Desde 2012, ministra cursos em diversos espaços culturais, incluindo os ateliês da rede SESC/SP.

Mochilas Solares: Energia Onde Você Estiver, com Karen Keppe e Camila Danieletto
No Espaço de Tecnologias e Artes, de 07/04 a 30/06. Sábados, das 14h às 17h.
Valores em R$ 20,00 (Inteira), R$ 10,00 (Meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo ou dependentes com Credencial Plena).
Pré-requisitos: a partir de 16 anos.
Neste curso os alunos aprenderão como costurar e construir uma mochila com carregador solar. As aulas terão uma mistura de aprendizados diversos em tecnologias e artes, como tingimento de tecidos ecológicos orgânicos com pigmentos naturais, costura da mochila usando a máquina de costura, produção do circuito eletrônico composto por células solares, a montagem de um “banco de bateria” (powerbank) e, por fim, a construção final da mochila high tech sustentável.
Karen Keppe é artista, arte educadora e produtora cultural. Investiga as relações entre arte, performance e tecnologia e produz instalações e atividades ligadas ao tema desde 2007.
Camila Danieletto é formada em Moda, estudou em Londres e trabalhou em grandes marcas de São Paulo. Adora pesquisar e estudar novas formas de criar, hoje tem a marca CAMIE de produtos infantis e segue se reinventando.

Formação de Modelo Vivo, com Juliano Hollivier
Na Sala de Múltiplo Uso, de 06/05 a 01/07. Domingos, das 10h30 às 12h30.
Valores em R$ 20,00 (Inteira), R$ 10,00 (Meia-entrada) e R$ 6,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo ou dependentes com Credencial Plena).
Pré-requisitos: a partir de 18 anos e conhecimentos básicos de desenho.
O curso propõe a formação de modelos vivos conscientes e sujeitos da exposição de seus corpos. O objetivo é ampliar a consciência corporal dos interessados e prepará-los com informações relacionadas à exposição artística do corpo em sessões de desenho, pintura, escultura e fotografia.
Juliano Hollivier desenvolve desde 2007 um trabalho performático diferenciado como Modelo Vivo, onde agrega ao ofício a particularidade de sua expressão cênica. Pesquisa o corpo e suas expressões artísticas no processo criativo, além da anatomia humana e participação do modelo na formação de artistas. Propõe o olhar sobre o modelo vivo como sujeito participativo da mediação artística, e não somente como objeto de observação. Qualidade da atenção, presença e consciência são princípios que baseiam seu trabalho corporal e desembocam na autonomia e criatividade coletiva. É Pós-Graduado em Técnica Klauss Vianna pela PUC-SP.

Supercombo Bê-a-Byte
Além dos cursos oferecidos durante o (Per)Cursos Possíveis, o Sesc Santo André realiza o Supercombo Bê-a-Byte, uma série de quatro cursos independentes voltados para aqueles que buscam uma iniciação no universo das tecnologias digitais. As atividades são voltadas para o público da terceira idade que já possui domínio das novas tecnologias ou que pretende aprender como realizar diversas tarefas por meio de smartphones e computadores. Os cursos são gratuitos e os alunos podem optar por fazer apenas um ou mais cursos ao mesmo tempo.
Primeiros Bits: Letramento, com Fabio Souza
No Espaço de Tecnologias e Artes, de 03/04 a 26/06. Terças-feiras, das 15h às 17h.
Grátis.
Pré-requisitos: a partir de 60 anos.
Curso para iniciação ao computador com primeiros passos e principais recursos para uma independência na internet, além de uma introdução à comunidade do software livre, noções de privacidade na rede, liberdade de expressão, e compartilhamento de informação confiável.
Fábio Souza faz parte da equipe do Sesc na área de Tecnologias e Artes. É formado em Letras e trabalha com cursos de letramento digital há sete anos, além de desenvolver atividades para diferentes públicos unindo ferramentas digitais, arte e cultura.

Digitudo, com Adriano Calsone
No Espaço de Tecnologias e Artes, de 03/04 a 26/06. Terças-feiras, das 10h30 às 12h30.
Grátis.
Pré-requisitos: a partir de 60 anos. Preferencialmente trazer smartphone pessoal.
Como acessar o banco pela internet? Como chamar um UBER? Como utilizar o smartphone sem receios? Como usar um tablet para instalar e desinstalar um aplicativo? Como participar das redes sociais? Como se proteger das ameaças digitais? Como consultar os serviços de utilidade pública? Essas e outras dúvidas comuns sobre o universo das tecnologias móveis e da cultura digital serão discutidas neste curso, tendo por base as necessidades dos participantes.
Adriano Calsone faz parte da equipe do Sesc na área de Tecnologias e Artes. É educador e produtor editorial, com especialização em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais. Trabalha há dez anos com letramento digital.

Conectodos, com Adriano Calsone
No Espaço de Tecnologias e Artes, de 05/04 a 28/06. Quintas-feiras, das 10h30 às 12h30.
Grátis.
Pré-requisitos: a partir de 60 anos. Preferencialmente trazer smartphone pessoal.
Curso sobre as mídias digitais para pessoas que já conhecem os recursos computacionais, mas desejam aprimorar seus conhecimentos. Durante as aulas, os alunos conhecerão o universo da tecnologia móvel, da Web 3.0 e da cultura digital, tendo por base a transmissão de conhecimentos avançados.
Adriano Calsone faz parte da equipe do Sesc na área de Tecnologias e Artes. É educador e produtor editorial, com especialização em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais. Trabalha há dez anos com letramento digital.

Da Foto ao 3D: Iniciação à Produção de Conteúdo Digital
No Espaço de Tecnologias e Artes, de 05/04 a 28/06. Quintas-feiras, das 10h30 às 12h30.
Grátis.
Pré-requisitos: a partir de 60 anos. Familiaridade com recursos computacionais.
Para aqueles que já tiveram sua iniciação ou querem avançar em conhecimentos  de informática. A atividade oferece recursos variados de produção de conteúdo, de foto e vídeo à produção de pequenas peças com impressora 3D.
Fábio Souza faz parte da equipe do Sesc na área de Tecnologias e Artes. É formado em Letras e trabalha com cursos de letramento digital há sete anos, além de desenvolver atividades para diferentes públicos unindo ferramentas digitais, arte e cultura.

SESC SANTO ANDRÉ
Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André
Telefone – (11) 4469-1311
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional) |
Outros – R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).
Informações sobre outras programações:
sescsp.org.br/santoandre | facebook.com/SESCSantoAndre
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Ekaterina Panikanova, artista que usa colagem, folhas de livros, documentos e pintura em painéis incríveis

By Ekaterina Panikanova - Divulgação
Trabalho da artista russa Ekaterina Panikanova, que usa colagem, folhas de livros, documentos e pintura, fazendo painéis incríveis.
By Ekaterina Panikanova - Divulgação
Conheça mais sobre o trabalho da artista em seu site oficial: https://www.ekaterinapanikanova.com
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Conheça o trabalho de Thomas Allen, que usa recortes, colagem e fotografia de livros Pulp Fiction

By Thomas Allen - Foto divulgação
Conheci recentemente o trabalho do artista Thomas Allen, que aproveita capas de livros antigos para criar a sua arte com recortes, montagens e fotografia. O resultado é esse: imagens incríveis.

By Thomas Allen - Foto divulgação
Para saber mais e conhecer outros trabalhos do artista, acesse a sua página oficial: https://www.thomasallenonline.com
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Brianna Oliva comenta sobre o seu novo livro Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento

Nas profissões, como na vida, Brianna Oliva tem seguido os caminhos ditados pelo coração. É professora de arte, bacharel em design de interiores, bacharel em artes plásticas, e pós-graduada em história da arte. Além disso, participou de grupos de estudo sobre filosofia, uma das suas paixões, e é grande admiradora e estudiosa da cultura celta. Porém, é na fotografia e na escrita que encontra sua plena realização.
Mulher de mente inquieta, temperamento apaixonado, eterna aprendiz e curiosa sobre os meandros da vida.
Em janeiro de 2015, arrumou as malas e trocou o glamour da maior cidade da América Latina pela tranquilidade da vida nas montanhas. É num dos mais belos recantos do Brasil, em meio à natureza exuberante da Serra da Mantiqueira, onde atualmente vive com seu marido, fotógrafo português, que ela encontra sua fonte de inspiração.

ENTREVISTA:   

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Brianna Oliva: Acho que todo escritor começa como um leitor voraz. Eu sou filha única de pais idosos e quando criança não tinha com quem brincar, portanto, meus amigos eram os livros. Sempre fui apaixonada por eles, e ao chegar a adolescência meus pais atravessaram uma forte crise financeira, de modo que os livros em minha casa passaram a ser considerados supérfluos, uma vez o pouco dinheiro que entrava em casa era usado para outras necessidades (livro no Brasil sempre custou caro), mas eu não desisti. Comecei ali a frequentar as bibliotecas públicas semanalmente para pegar emprestado um livro.  Foi assim que li todos os Clássicos da Literatura Brasileira.
Quando tinha quatorze anos comecei a escrever e a sonhar com o dia que me tornaria uma escritora. Cheguei a me aventurar na escrita de um romance que acabou se perdendo em uma das inúmeras mudanças de cidade.
Aos quinze anos fui vencedora de um concurso estadual de poesia cujo tema era Natureza. De lá para cá, nunca deixei de escrever, inclusive diários e poemas, mas a vida me levou por outros caminhos e durante anos me deixou em outras “paragens”.  Só agora eu cheguei à conclusão de que a minha escrita estava suficientemente madura para publicar meu primeiro livro.  

Conexão Literatura: Você é autora do livro "Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento”. Poderia comentar?

Brianna Oliva: Sim, claro! O livro “Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento” aborda diversos assuntos através da poesia e da prosa poética. Posso dizer que é um transbordamento de emoções, de sentimentos que nos lembram a todo instante que não somos feitos apenas de matéria, que somos, acima de tudo, feitos de emoção.
O livro é também um diálogo entre a palavra escrita e a imagem. Sou fotógrafa, mas não concordo com a velha história de que uma imagem vale mais que mil palavras. Acho que imagens e palavras são complementares. É como numa relação de Amor. Gestos e atitudes são importantes, porém, as palavras alimentam nossa alma e reforçam o sentimento.

Conexão Literatura: Fale mais sobre as ilustrações internas (fotografias em preto e branco), elaboradas por você e pelo seu esposo, que é um reconhecido fotógrafo português.

Brianna Oliva: Conforme eu disse anteriormente, acredito que as imagens dão ainda mais força aos textos e isso é um diferencial.  Ao adquirir “Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento” o leitor não apenas leva para casa um simples livro de poesia, ele leva também um belo acervo fotográfico.
Todas as fotografias foram cuidadosamente escolhidas de forma que embasam os textos, criando um casamento perfeito entre a imagem e palavra escrita.
Eu tive a honra de contar com o apoio do meu marido que gentilmente cedeu a maior parte das imagens e juntos, tivemos o cuidado ao escolher um papel de altíssima qualidade e ótima gramatura para a impressão do livro.

Conexão Literatura: Quanto tempo você levou para concluir a obra?

Brianna Oliva: O livro foi sendo construído aos poucos, ao longo de alguns anos.  Nunca tive pressa em escrevê-lo. Até porque, foi somente este ano que me ocorreu a ideia de tirá-lo da gaveta e trazê-lo ao mundo. A decisão de publicá-lo aconteceu no início de 2016, mas o caminho percorrido até a data do lançamento foi longo. É um processo demorado para qualquer pessoa que queira se lançar com responsabilidade nesse competitivo mercado literário.
Atualmente vejo autores escrevendo um livro por mês, lançando vários títulos por ano em algumas plataformas disponíveis no mercado. Nada contra, porém, definitivamente, esse não é o meu estilo. Sou meio tradicionalista. O que não significa que eu não lance mão da tecnologia que tenho ao meu dispor. Futuramente pretendo lançar “Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento” em e-book também.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?

Brianna Oliva: Citarei o excerto de uma prosa poética onde falo sobre a sensação de pertencimento e digo:
- [...] Sempre me vi como cidadã do mundo e sabia que minhas raízes estavam fincadas em cova rasa.
Apesar de reconhecer todas as belezas, explícitas e implícitas, daquele meu pedaço de chão seco, árido, aparentemente sem vida, onde a fertilidade era apenas oriunda dos meus sonhos, passei a vida inteira com a sensação de ser uma estrangeira naquele lugar que era meu próprio mundo...
Meu destino já está selado e as suas rotas estão traçadas. A bússola já indica a direção, as provisões estão sendo armazenadas, minhas preces já foram enviadas ao Universo, os rituais foram cumpridos, as bênçãos a Poseidon, o supremo dos mares, já foram solicitadas. Falta apenas o momento exato... Quando os ventos estiverem favoráveis para que eu possa soltar a âncora e lançar minhas velas ao mar.

Conexão Literatura: Poesia e prosa poética, fotografia e música se mesclam. Se fosse para você escolher uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Brianna Oliva: Pergunta difícil, esta (risos). Na verdade, eu tenho uma trilha sonora para cada momento da minha vida. Música me inspira, música é vida e eu não sei ficar um único dia sem ouvir uma boa música, mas por incrível que pareça, em relação ao livro, eu ainda não havia pensado sobre isso. De qualquer modo, acho que “Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento” combina perfeitamente com a trilha sonora do filme “Natureza Selvagem”. Seja pelo imenso amor que tenho pela Natureza ou mesmo pela sensação de Liberdade que carrego dentro de mim. Destaco dessa “trilha, a música ‘No Ceiling”, cujo texto traduzido diz:

“Já fui ferido, já fui curado
E para pousar já fui, já fui autorizado
Certo como estou respirando
Certo como estou triste
Manterei essa sabedoria na minha carne
Saio daqui acreditando em mais do que antes
Esse amor não tem teto”.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Brianna Oliva: Poderão adquiri-lo diretamente comigo através da Fanpage www.facebook.com/briannaescritora ou através da livraria virtual que criei para este fim, cujo endereço é: www.livrariaoficinadapoesia.com.br.
Para conhecer um pouco mais sobre mim e sobre o meu trabalho, basta acessar o site www.briannaoliva.wix.com/briannaoliva.
Mantenho também uma página no Instagram onde tenho contato com meus leitores:
@briannaescritora.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Brianna Oliva: Sim! Em março de 2017 será lançada em Lisboa, pelas Edições Colibri a maior Antologia da Lusofonia já publicada. E da qual orgulhosamente farei parte.
Tenho mais um livro de crônicas em andamento e um mega projeto que estou desenvolvendo em parceria com meu marido e com o apoio de um amigo indígena. É um projeto que aborda a vida, os costumes e a relação dos povos indígenas com os brancos, na região do Pantanal. Um trabalho de cunho histórico que envolve muita pesquisa, mas que desmitifica questões sérias que ao longo da nossa história foram sendo contadas de maneira deturpada, fomentando e perpetuando uma rivalidade sem sentido entre dois países irmãos: Brasil e Portugal. Queremos mostrar que a História nos é contada de acordo com os interesses vigentes de determinadas épocas e que nem sempre aquilo que aprendemos, nos bancos das escolas e/ou das universidades, é condizente com a realidade.
Para este último projeto, ainda estou em busca de patrocínio, pois os custos são muito elevados, já que envolve uma vivência de três meses em uma aldeia indígena, um livro com  cerca de 300 a 500 páginas, em tamanho grande, com muitas fotografia em cores e também um DVD, uma espécie de documentário.
   
Perguntas rápidas:

Um livro: O Mundo de Sofia
Um (a) autor (a): Isabel Allende
Um ator ou atriz: Al Pacino
Um filme: “O Óleo de Lorenzo’
Um dia especial: o dia em que tive meu livro impresso nas mãos, pela primeira vez.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Brianna Oliva: Apenas dizer que as editoras brasileiras precisam investir mais em novos autores cuja escrita tenha qualidade, de fato.  Que saiam um pouco daquele ciclo vicioso de “mais do mesmo”. Quero agradecer pela oportunidade de falar sobre o meu livro “Fragmentos de Tempo Soprados ao Vento” e mencionar meus projetos futuros.

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