Quem foi Charles Dickens?, por Ademir Pascale

Charles Dickens "Com poucos anos de idade, Dickens carregava o peso de sustentar a devedora e pobre família." *Por Ademi...

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Sobre o Conto “As Artes de Xanadu”, de Theodore Sturgeon

Uma menina música: com tão pouca idade, alguns homens e mulheres conseguem executar facilmente canções e composições que uma pessoa comum levaria meses para aprender e meses para treinar. As mutações favoráveis explicariam tal fenômeno. A capacidade que alguns indivíduos têm de executar e elaborar que somente em anos pessoas comuns conseguiriam.
Quando o Sol se tornou uma estrela Nova, destruindo a Terra e tornando o Sistema Solar inabitável, os humanos espalharam-se por todo o espaço. E, nas Eras que passassem, os homens falariam como homens, comportar-se-iam como homens e progrediriam como homens; e, quando os homens encontrassem homens, ainda que diferentes deles próprios, viriam em paz, falariam a língua dos homens... Mas o Homem era Homem, passível de suas ambições e seu desejo de poder...

Bril viera do planeta Kit Carson, do Sistema Sumner, mundo onde um bilhão e meio de pessoas viviam, para Xanadu, planeta a ser conquistado, de uma forma ou de outra. Conversando e convivendo por algum tempo com Tanyne, um dos Senadores do governo descentralizado daquele mundo, onde os habitantes não tinham aparentemente tecnologia adiantada, Carson descobriu que os 41 outros Senadores do governo de Xanadu estavam permanentemente em contato uns com os outros, através do que Tanyne chamou “um tipo de rádio”.

Bril falou por horas com Tanyne e viu que ele considerava as necessidades que todos os de Xanadu possuíam certamente passíveis de “serem sentidas”. Se a pessoa precisava de um metal, e o cobre deveria ser o melhor metal a ser usado, bastava se concentrar e pensar na máquina ou dispositivo no qual empregar o metal, que saberia de imediato que o cobre era melhor. Isso era “sentir”, para Tanyne. Para extrair o ferro, ou o estrôncio, ou o manganês, da Natureza, não faziam minas, nem transmutações de elementos químicos. Antes, criavam mariscos, por exemplo, nos quais suas conchas seriam feitas do metal que queriam e, assim, os extraíam.

Quando alguém apanhava uma flauta e tocava uma ou duas notas, mais outros de Xanadu continuavam a melodia, adicionando outros instrumentos, até que uma orquestra inteira, de pessoas — possuindo instrumentos ou não —, era formada. Em Xanadu, todos eram especialistas, desde que começavam a engatinhar; podiam fazer o que bem entendessem que, da primeira vez que executassem um trabalho, seria o mesmo que o tivesse feito já por uma vida inteira.

Mas, em Xanadu, uma coisa era chamada de superstição: o cinto que carregavam. Para se vestirem, os habitantes do planeta apanhavam um cinto que mesmo uma criança podia manufaturar, segundo a Química elementar, colocavam-no ao redor da cintura e suas vestes surgiam cobrindo o corpo para cima e para baixo, em cores admiráveis. Segundo Tanyne, as vestes eram formadas de matéria viva, ou melhor, “não eram matéria não-viva”. Não era completamente material, mas a expressão traduzida da Velha Língua de Xanadu correspondia a “aura”. Depois de um ano de uso, a vestimenta tinha de ser mergulhada em ácido láctico, e era renovada a aura. E podiam-se copiar e ativar milhões ou bilhões de outros cintos.

Em uma ocasião, Kit Carson estragara sua vestimenta: a mais mortal armadura militar jamais construída pelos humanos do Sistema Sumner. Dotada de computadores, armas as mais variadas, sistemas eletrônicos. Tanyne deixou com Carson um cinto de Xanadu para que ele o usasse. Assim que esteve só, Carson embarcou em sua cápsula espacial e partiu para sua nave, em órbita. Dirigiu-se para o Sistema de Sumner.

A vestimenta foi duplicada e, em um mês, duzentas mil haviam sido distribuídas. Em um ano, milhões haviam sido reproduzidas e usadas pelos habitantes do planeta Kit Carson. Todos os que as usavam estavam unidos e moviam-se como o Líder dos humanos o queria. Os humanos passaram a depender dos cintos, como um hábito que não se podia largar. E chegou o momento de mergulhá-los em ácido láctico. Um bilhão e meio de humanos de Kit Carson adquiriram as técnicas da música e das artes gráficas, além de tecnologia, que passou a ser incorporada a todos, pelos cintos. Agora, filosofia, lógica e amor estavam disponíveis, disseminadas também pelos cintos. Simpatia, empatia, tolerância, irmandade em harmonia, com toda a vida ao redor, por toda a parte.

A ideia da liberdade estava enraizada em Xanadu, e passara para Kit Carson. Algo diferente, muito mais do que o que existia antes no Sistema Sumner, veio à tona. E Bril, sabendo o que era ser um Senador, e desejando sê-lo, tornou-se um deles.

Esta é a sinopse da novela do grande escritor Theodore Sturgeon “As Artes de Xanadu” (“The Skills of Xanadu”, 1956), publicada pelas Edições GRD (do editor Gumercindo Rocha Dorea), em 1989. Theodore Sturgeon nasceu como Edward Hamilton Cullen Waldo, em Staten Island, 1918, e faleceu de doença pulmonar em Eugene, 1985,  E.U.A. Sua mãe divorciou-se em 1929 e casou-se novamente com William Sturgeon. Edward mudou seu nome para Theorore, para combinar melhor com seu apelido, “Ted”. Sturgeon foi autor de dois ditados (conhecidos como “Lei de Sturgeon”, análogos à “Lei de Murphy”). Um deles é:

“90 por cento de qualquer coisa é lixo”.

Nesta novela, os habitantes do planeta Xanadu possuem o dom de fazer qualquer coisa, sem nunca a terem executado. Isso é válido para tudo, inclusive a música. Na Terra, hoje, sabe-se de músicos que, só de ouvirem uma composição uma única vez, podem executá-la com perfeição novamente. Existem casos de guitarristas — o caso mais famoso é de Richard Hugh Blackmore (Ritchie Blackmore) — que afirma não se preparar antes dos shows e tocar de improvisação em sua mais recente banda, o Blackmore’s Night. Isso significa que ele possui uma mente capaz de criar arranjos e novas composições a partir de sua própria inspiração, ou vontade, e não de decorar e memorizar músicas por horas a fio, como os músicos geralmente fazem antes dos shows.

Isso é algo extremamente raro de se observar. Para se tornar um profissional realmente competente em qualquer ramo das Artes ou Ciências, é necessário um longo período de aprendizado e constante aperfeiçoamento. Em Xanadu, devido a uma catástrofe, na qual bilhões foram reduzidos a apenas três indivíduos, houve uma mutação, segundo Theodore Sturgeon. Todos em Xanadu possuem cabelos vermelhos. Todos são mestres sem nunca terem sido aprendizes. Nasceram com a capacidade de criar e elaborar do nada, apenas com o poder de sua concentração. Isso desafia a lógica, mas como é o resultado de uma mutação favorável (e não autodestrutiva, para quem a tem, como é o caso da vasta maioria das mutações que ocorrem entre os humanos, hoje), é válido afirmar-se que isso poderia vir a acontecer, em local e futuro não-determinados.

Theodore Sturgeon é autor de dezenas de dezenas de contos e romances, inclusive tendo escrito os roteiros para dois episódios da série “Star Trek” (“Jornada nas Estrelas” (“Shore Leave”, de 1966; e “Amok Time”, de 1967). É o autor de um romance que venceu o International Fantasy Award, “More than Human” (“Mais que Humanos”, de 1953), um romance que conta a história de algumas mutações em que, dentre os indivíduos que as detém há, por exemplo, o caso de um idiota adulto que descobre a anti-gravidade aparentemente por acaso.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

E se alienígenas já estiverem entre nós?, Philip K. Dick e muito mais

By Pixabay
Somos descendentes de hominídeos, macacos. Seus antepassados pisaram a Lua, Marte, viajaram para Alfa Centauri e até a galáxia de Andrômeda. Somos descendentes de seres semelhantes ao que parecemos hoje: uma cabeça arredondada, quatro membros, duas mãos e dois pés, cinco dedos relativamente flexíveis em cada um, visão tridimensional. Somos hoje sombra do passado. Um simples músculo composto por cem bilhões de células nervosas está protegido dentro do crânio, por um líquido que absorve impactos que poderiam danificá-lo. Raciocinamos graças a ele. Não por mais. Nós não nos lembramos de como éramos. Somente eu. E ninguém em toda face da Terra acreditaria no que eu me recordo hoje...

Esta é uma introdução que criei para ilustrar este artigo. Muito já se falou, publicou e filmou a respeito de extraterrestres. De seres de pesadelo, ameaça constante à Humanidade, a criaturas avançadas e benevolentes. Philip K. Dick foi autor de Do Androids Dream Of Electric Sheep? ou, ao ser filmado, adquiriu o título de Blade Runner — O Caçador de Androides, filme famoso estrelado por Harrison Ford. Mas também é o escritor responsável pelo seu conto Impostor, uma história que teria sido esquecida, mas possui o cerne, a ideia fundamental: seres extraterrenos de Alfa Centauri poderiam enviar robôs que possuiriam aparência semelhante ao homem em tudom em meio a uma guerra de vida e de morte.

Impostor, assim como O Exterminador do Futuro (The Terminator, filme estrelado por Arnold Schwartzenegger), poderia ser pensado não em termos de androides, mas as máquinas que os protagonizam poderiam ser alienígenas compostos de Carbono, Hidrogênio, Fósforo, cadeias de DNA, que respirassem oxigênio.

Não é o caso de Alien, o 8º Passageiro (Alien, filme dirigido por Ridley Scott, o mesmo diretor de Blade Runner — O Caçador de Androides). Em Alien, a grotesca criatura, a personagem principal do filme, não é absolutamente humanoide. Usa os seres humanos como incubadoras para que embriões alienígenas se desenvolvam em seu interior. Uma ideia semelhante à da vespa-caçadora, um marimbondo do gênero Pepsis Fabricius, que paralisa a tarântula, para depois depositar seus ovos no corpo da aranha. Posteriormente, as larvas da vespa devorarão os órgãos não-vitais da tarântula, até atingirem tamanho e maturidade suficientes para poderem sobreviver por si só.

A ideia de que alienígenas já poderiam viver conosco pode provocar medo, asco, ódio, revolta. Pânico. Não os poderíamos evitar e não poderíamos imaginar o que eles quereriam entre nós. Assim como no conto Impostor, de Dick, a realidade se tornaria pesadelo: os extraterrenos poderiam matar os seres humanos e destruí-los. Ou, paulatinamente, tomar o seu lugar.

E.T., o Extraterrestre (E.T., the Extraterrestrial, filme dirigido por Steven Spielberg), é a outra face da moeda. Em oposição à ideia de malevolência que os alienígenas frequentemente nos trazem, foi um marco no cinema de Ficção Científica, justamente pelo fato de apresentar, de um modo completamente diferente, o alienígena inofensivo e benevolente. E.T., o Estraterrestre, nos traz a ideia muito mais interessante de civilizações pacíficas no Universo. Que possam ser contatadas e nossos conhecimentos científicos compartilhados, para benefício mútuo. Um povo que nos alcance, do abismo sem fim do Cosmos, necessariamente teria de ser mais adiantado do que nós.

Se civilizações desse tipo existirem, e já estiverem entre nós há décadas, ou séculos, poderiam interferir de modo benigno e altruísta em nosso mundo. Poderiam evitar crimes, solucionar problemas matemáticos, salvar vidas no campo da Medicina, fazer com que nossa vida cotidiana se torne mais confortável e segura.

Poderíamos até mesmo, caso a natureza se encarregue de proporcionar o necessário, nos misturar com alienígenas que tivessem a aparência, pelo menos, semelhante à do Homem. E disso nasceria uma outra raça, melhor, mais perfeita, mais avançada, com genes melhores e intenções mais pacíficas.

By Pixabay
Representação de uma Alienígena e sua espaçonave, recém-chegados à Terra, em um futuro próximo.
Tanto a alienígena como sua nave teriam de chegar virtualmente ocultos, sob um manto de invisibilidade, até serem aceitos entre nós.


Sobre o autor: Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
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